4 de janeiro de 2012

Novojornal: Meteorologistas confirmam matérias do Novojornal

Origem: Meteorologistas confirmam matérias do Novojornal

Publicado em 03/01/2012 às 08:03:37 

Meteorologistas confirmam matérias do Novojornal
 
"O que pode estar ocorrendo de diferente é o agravamento das consequências das chuvas, devido ao crescimento urbano descontrolado"

Devido à divulgação nas últimas semanas de versões “mentirosas” patrocinadas pela PBH e pelo Governo de Minas a respeito da quantidade de chuvas que vem caindo em Belo Horizonte e na Região Metropolitana, instalou-se enorme revolta junto aos técnicos da área climatológica mineira. Chegou-se a cogitar a publicação de uma “Nota Oficial”, no intuito de esclarecer a população e desmentir as versões até agora apresentadas, inclusive a de que as chuvas seriam as maiores dos últimos 100 anos. Mentiras estas que já foram objeto de matérias do Novojornal.
No intuito de evitar que a “Nota Oficial” fosse editada e divulgada, transformando a questão em um grande escândalo, o governo municipal e estadual agiu rápido, convencendo o jornal mineiro, que vinha sendo o principal veículo divulgador destas falsas versões climatológicas, a publicar nessa segunda-feira 02/01/2012, matéria ouvindo as duas principais instituições especializadas na área, desmentindo o que vinha sendo por ele publicado.
Matéria Publicada:
“Meteorologistas afirmam que chuvas em MG não tem sido causadas por mudanças climáticas
Nesta época do ano há um fluxo de vapor vindo da região amazônica que se encontra com a massa fria estacionada no sudeste, resultando nas fortes chuvas já esperados para dezembro
Landercy Hemerson -
Publicação: 02/01/2012 22:26 Atualização: 02/01/2012 22:45
As fortes chuvas que tem castigado o estado, principalmente a Região Metropolitana de Belo Horizonte, não são reflexos de mudanças climáticas e nem respostas da natureza devido ao aquecimento global, segundo explica o meteorologista Jorge Moreira, do 5º Distrito do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), órgão do governo federal. "Se não estivesse chovendo neste período, aí teríamos uma situação de mudança climática. Mas o que ocorre neste momento é um fenômeno normal entre novembro e janeiro, que é a Zona de Convergência Atlântico Sul (ZCAS)", diz Moreira.
De acordo com o meteorologista do Inmet, nesta época do ano há um fluxo de vapor vindo da região amazônica que se encontra com a massa fria estacionada no sudeste, resultando nas fortes chuvas. "No mês passado, comparado a igual período em 2010, choveu mais do que o dobro, ou seja, 720 milímetros contra 293. Foi um volume significativo, mas não o maior já registrado em um mês na cidade, que em janeiro de 1985 choveu o equivalente a 850 milímetros. Do ponto de vista meteorológico não há novidades. O que pode estar ocorrendo de diferente é o agravamento das consequências das chuvas, devido ao crescimento urbano descontrolado", assinalou Jorge Moreira.
O meteorologista Ruibran dos Reis, do Climatempo, também aponta a ZCAS como um fenômeno normal do período. "O que ocorre é que este encontro da umidade amazônica e a massa fria estacionada em alguns anos é mais ao norte ou sul da Região Sudeste. Este ano, ela está concentrada na área central e quem está na capital mineira está sentido os impactos. Porém, entre 2010 e 2011, as chuvas castigaram o Sul Mineiro e o estado de São Paulo. A tendência é de um rápido veranico ainda este mês, cujo nas primeiras 48 horas choveu 164 milímetros, que representa o volume esperado para 15 dias, conforme a média do mês", analisa Ruibran”. Portal Uai/ jornal Estado de Minas.


Cópia da matéria publicada pelo Portal Uai/ jornal Estado de Minas
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