1 de janeiro de 2012

Novo Jornal: Esta será a "herança maldita" que Lacerda deixará para BH

Origem: Esta será a "herança maldita" que Lacerda deixará para BH

Esta será a "herança maldita" que Lacerda deixará para BH
Comprovando o denunciado por Novojornal,
erro na construção da Antônio Carlos e Cristiano
Machado faz transbordar o córrego Cachoeirinha



Esta será a "herança maldita" que Lacerda deixará para BH

Publicado em 31/12/2011 às 08:17:01

Comprovando o denunciado por Novojornal, erro na construção da Antônio Carlos e Cristiano Machado faz transbordar o córrego Cachoeirinha

O Córrego Cachoeirinha localizado na região nordeste da capital mineira é responsável pela coleta de 70% do volume hidrológico proveniente da Av. Antônio Carlos e dois quilômetro, apos passar por baixo da Av. Cristiano Machado também coleta 60% de seu volume hidrológico. Antônio Carlos e Cristiano Machado estão entre as 5 maiores avenidas do município de Belo Horizonte que, em busca de solução para a propagada, “mobilidade Urbana”, passou recentemente por enorme ampliação de suas capacidades de trafego.

Conforme noticiado por Novojornal em 23/12/2011 na matéria “PBH cria falsa versão para esconder obras criminosas”, devido à total falta de responsabilidade da administração municipal e estadual, foi realizado uma gigantesca obra quadriplicando a cobertura do solo das avenidas sem que na mesma proporção fosse ampliada a capacidade de drenagem de sua bacia hidrográfica, que tem entre outros corpos d’água o Córrego Cachoeirinha e o Ribeirão do Onça. Desconsiderando o que no meio técnico é chamado de ciclo hidrológico, ou ciclo da água, (a constante mudança de estado da água na natureza o eu gera a chuva) município e estado interferiram neste equilíbrio, sem medir as conseqüências.

Desta forma segundo técnicos, o que está ocorrendo atualmente vai se repetir em todo período chuvoso até que se aumente a capacidade da rede de drenagem.

Conforme técnicos consultados por Novojornal, a água da chuva que não se infiltra, escorre sobre a superfície em direção às áreas mais baixas, indo alimentar diretamente os riachos, rios e lagos, se os mesmos não suportam o volume, transbordam. Enquanto que mantendo a permeabilidade do solo, o caminho subterrâneo das águas é o mais lento de todos. A água de uma chuva que não se infiltrou levará poucos segundos para percorrer quilômetros. Já a água subterrânea poderá levar dias para percorrer poucos metros.

Prova disto é o que ocorreu nesta sexta-feira 30/11, ocasião em que ruas foram alagadas, carros arrastados e pessoas ficaram ilhadas por causa do volume da água que subiu rapidamente. A cidade teve 80 pontos de alagamento, sendo 41 críticos. Obrigando a empresa de trânsito do município, BHtrans a solicitar que os motoristas que pudessem deveriam evitar a Avenida Cristiano Machado na noite dessa sexta-feira. O transbordamento do Córrego Cachoeirinha causou o fechamento dos dois sentidos da avenida, próximo ao Minas Shopping.

Ainda na Cristiano Machado, desta vez na rotatória com a Via 240, no Bairro São Gabriel, Região Nordeste, as águas do Ribeirão do Onça transbordaram e deixaram o trânsito complicado em frente à Estação São Gabriel. Também segundo a BHTrans, o trânsito era bastante complicado em toda a região, com reflexos no Anel Rodoviário, que cruza a avenida. A avenida que é uma das principais ligações do Centro com os bairros da Região Nordeste, norte e Venda Nova, ficou fechada por cerca de uma hora. A fila de veículos no sentido Venda Nova, chegou ao Bairro da Graça.

‘Insensível a tudo isto, por ter sido o causador do problema o compromisso da atual administração de Belo Horizonte continua sendo com o crescimento da cidade independente das conseqüências’. “Atender o interesse dos especuladores imobiliários empreiteiros e do setor de transporte de passageiros é a única meta do atual prefeito Marcio Lacerda”, acusa um vereador que pediu para não ser identificado. Prosseguindo, “prova disto são as constantes mudanças promovidas por Lacerda na lei de uso de solo, permitindo a construção de gigantescos empreendimentos imobiliários e ampliando a capacidade de aproveitamento para construção em terrenos sem pensar na infraestrutura necessária”, conclui.

“A topografia de Belo Horizonte não permite que se adote o modelo urbanístico que esta sendo implantado”. “Trata-se de uma bomba engatilhada e sem qualquer controle”, afirmou o técnico consultado por Novojornal. “O modelo urbanística que a atual administração de Belo Horizonte impôs a cidade é irreversível e só interessa aos grandes construtores e empreiteiros que lucraram com as gigantescas e bilionárias obras de infraestrutura que agora terão que ser realizadas”. E quem vai pagar será o contribuinte. “Esta será sem duvida a grande herança maldita que a administração do prefeito Marcio Lacerda vai deixar para Belo horizonte”, conclui.

Um comentário:

Lucas Abreu Costa disse...

"Melhor" prefeito????
Sério, é decepcionante..