29 de dezembro de 2012

Voltando

Seria um ano de postagens. Não deu. O post anterior explica. De qualquer forma é 1 ano. Tenra idade. Tenra para o blog, já para o editor...
Nesse meio-tempo vimos a contínua perseguição ao PT e principalmente à Lula. Seu lugar deveria ser na História. Mas não o deixam e ele acaba voltando. Para ilustrar e se não tiver engano da minha parte, no caso Rose, ele falou em voltar ( para a política, no governo de São Paulo ). Naquele dia o jn se calou quanto às denúncias e baixou o tom a partir daquele evento. Bate mais que ele volta. Bem feito!
Não nutro nenhuma simpatia pelo José Dirceu como também pelos demais envolvidos na Ação Penal 470. Contudo, o que se viu na Corte foi muito mais do que nó em pingo d'água! Por outro lado, e acordada pelo menos por dois lados, a CPMI do Cachoreira foi para o buraco ( respeitem a pizza, por favor! )! O Rei do Brasil continua solto!
Em tempos de dosemetria, esperto mesmo foi o Silvinho Pereira: Devolveu o mimo e cumpriu pena alternativa...
Em BH, optou-se pelo continuísmo. Triste BH. E a paga veio logo com o filhinho e a sua SECOPA.
Atualizamos o lay-out do blog.

5 de setembro de 2012

Redação do REFAZENDA2010-blog


A QUEBRA
 
Terça feira, 28 de agosto de 2012, pouco depois das 14 horas, começo a me sentir mal: tonteira, desequilíbrio, suor frio e intenso, fala embolada. Chamaram o SAMU! Foi rápido, mas nem tanto. Além do SAMU, os bombeiros para me retirarem de casa por causa das escadas. Rumamos à emergência do IPSEMG, mas a enfermeira triadora não admitiu lugar. Fomos conduzidos a UPA Centro Sul. Após 24 horas lá, finalmente conseguimos uma vaga no pronto atendimento do HC da UFMG. Em poucos minutos a avaliação inicial e mais tarde a tomografia, confirmação de um AVC de tronco encefálico. Explicaram-me que funções primárias que envolvem o bulbo e o cerebelo foram afetadas. Após as minhas 5 décadas, terei de aprender a andar, equilibrar, engolir, ainda parar de ver as coisas em dobro. Não deixa de ser uma morte...

O Editor, em quarta, 05 de setembro de 2012.

28 de agosto de 2012

CPI ao Vivo - TV Senado - terça-feira 28/08/2012 - REFAZENDA2010-blog

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Início às 10:30

Brasil247: Cambaleando, Aécio é flagrado no Rio

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Reprodução - Brasil247
Cambaleando, Aécio é flagrado no Rio
         
Aparentemente embriagado, na madrugada do Rio de Janeiro, senador e candidato a presidente Aécio Neves (PSDB) é flagrado dando gorjetas de R$ 100 a garçons; candidatura vai resistir a mais este tropeço?; assista ao vídeo

27 de Agosto de 2012 às 19:48

247 - Dias depois de lançar sua candidatura à presidência da República, o senador mineiro Aécio Neves (PSDB) foi flagrado numa cena constrangedora. Na madrugada do Rio de Janeiro, no tradicional bar Cervantes, ele foi gravado cambaleante, aparentemente embriagado, deixando a calçada em direção ao balcão para dar uma grande gorjeta ao balconista que o serviu. "Isso aqui é pra você", ouve-se Aécio dizer. O mais constrangedor da cena são seus passos trôpegos a caminho da área interna do Cervantes. Para seus adversários, sem dúvida um prato cheio. Julgue você mesmo pelo vídeo ao qual o Brasil 247 teve acesso (a postagem original foi retirada do Youtube, mas o vídeo já se espalhou pela rede, como você pode comprovar abaixo). Continue lendo.



27 de agosto de 2012

Novojornal: Gangue dos Castros "determina" que TJMG censure Novojornal

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Gangue dos Castros "determina" que TJMG censure Novojornal

Integrantes do esquema criminoso montado no Tribunal de Justiça, denunciado por Novojornal, ameaçam colegas em nome de Danilo de Castro

Na tarde da última quinta-feira (16) chegou à redação de Novojornal documentos, vídeos e gravações de reuniões e encontros ocorridos nas últimas duas semanas de integrantes do TJMG com representantes de Danilo de Castro e Alexandre Silveira. Trata-se de uma iniciativa tendo a frente o desembargador José do Carmo e o procurador Jarbas Soares, para impedir que Novojornal continue a publicar denúncias do esquema criminoso montado nos Poderes Executivo, Legislativo, Judiciário e Ministério Público mineiro.

Em um destes encontros, José do Carmo alerta seus interlocutores das ameaças e o descontentamento de Danilo de Castro com Desembargadores e Juízes. Danilo estaria falando em nome do Governador Antonio Augusto Anastásia. As pressões sobre os colegas do Tribunal de Justiça já fizeram quatro vítimas que se recusaram participar do esquema montado para censurar e retaliar Novojornal. Danilo é citado como “aquele que viabilizou os principais benefícios para magistratura mineira nos últimos anos”.

A primeira vítima desta tentativa de “persuasão” foi o desembargador Dermival de Almeida Campos, que recusou-se a modificar a decisão colegiada que absolveu o Novojornal e condenou o Ministério Público em função do empastelamento do Portal jornalístico em 2008. Tudo porque esta decisão poderá significar a condenação de Jarbas Soares perante o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), onde tramita procedimento disciplinar investigando o fato. Para se livrar da pressão, o desembargador deu-se por impedido de continuar julgando.

Fato idêntico ocorreu com a segunda vítima, desembargador Gutemberg da Mota e Silva, que diante da pressão exercida por integrantes da “Gangue dos Castros” e membros da Maçonaria para que censurasse e impedisse que novas matérias fossem publicadas, denunciando o integrante da “Gangue dos Castros” Alexandre Silveira, também deu-se por impedido.

A terceira vítima foi o juiz da 24ª Vara Cível que não concedeu a tutela antecipada solicitada por Alexandre Silveira. Juiz natural, viu sua autoridade ser desrespeitada por uma decisão do desembargador Cabral da Silva. Em clara demonstração de desrespeito ao ordenamento jurídico, prática comum de alguns integrantes no Tribunal de Justiça de Minas Gerais.

Até mesmo a infra-estrutura jurídica da Associação dos Magistrados Mineiros (AMAGIS) foi colocada a disposição da “Gangue dos Castros”. Os dois advogados funcionários da associação Dr. José Eduardo Vecchi Prates e Dra. Cantinila Bezerra de Carvalho estão funcionando como advogados de Danilo de Castro e Alexandre Silveira, o que tem deixado vários magistrados irritados com tal comprometimento da entidade que representa a magistratura mineira.

Segundo consta de uma das gravações, os advogados têm procurado os magistrados falado em nome da AMAGIS, na necessidade da defesa dos interesses dos Juízes e desembargadores envolvidos nas denuncias da “Gangue dos Castros”, em claro tráfico de influência.

As degravações, transcrições e outros documentos recebidos por Novojornal já foram enviados para a OAB nacional, CNJ, ABI e ANJ, além do presidente do STF, Ministro Ayres Britto. Origem.

15º Dia – Julgamento do Mensalão Ao Vivo - TV Justiça - Ação Penal 470 STF - REFAZENDA2010-blog

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15º dia de julgamento, segunda-feira, 27/08/2012

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Dica, para realmente parar, botão direito do mouse, interromper o download!


Início previsto: 14:00

Início às 14:28 

Intervalo de 30 minutos às 16:44

Retorno às 17:28

Término às 19:07. Nova sessão na quarta(29)

Notícias do Dia: Segunda-feira, 27/08/2012 - REFAZENDA2010-blog



12:36 Carta capital[Rogério Tuma]: Por que não água?

25 de agosto de 2012

Carta Capital[Claudio Bernabucci]: A praga do “pensamento único”


A praga do “pensamento único”

Por Claudio Bernabucci

John K. Galbraith, um dos mais importantes economistas do século XX, pronunciou-se algumas vezes sobre a “imbecilidade dos capitalistas”. A observação factual da crise sistêmica que o mundo está vivendo, sem perspectiva de solução equilibrada dentro das regras existentes, levaria a pensar que a afirmação do economista canadense tivesse fundamento.

No entanto, do ponto de vista das ideias, devemos reconhecer que, nas últimas décadas, o capitalismo neoliberal teve a capacidade de exercer uma hegemonia ímpar sobre todas as atividades humanas. Sofisticados instrumentos teóricos e culturais permitiram a esta nova ideologia eliminar qualquer resistência e crítica significativas, a ponto de se configurar como um “pensamento único”. Só recentemente, diante dos graves escândalos no coração do sistema, este primado começou a ser posto em discussão de forma incisiva.

Já mencionamos a batalha de ideias em curso e a relação de forças existentes. Vale a pena reiterar que estamos assistindo a uma autêntica guerra global dentro do sistema capitalista, da qual o neoliberalismo sairá derrotado ou vencedor. No último caso, podemos estar certos: o que resta da democracia no planeta estaria seriamente comprometido. Neste quadro, a circulação das ideias em escala planetária é fundamental para a definição do resultado. Somente por meio da difusão de pensamentos plurais e antitéticos ao dominante, poderão ser conquistadas as mentes e os corações habilitados a criar uma nova civilização para superar as injustiças de um mundo onde minorias não eleitas decidem o destino de bilhões de seres humanos.

A ferramenta principal é a mídia. A livre difusão da internet – com a grave exceção da China –, apesar de limitada, permite uma informação de baixo para cima que tem aberto brechas importantes no monólito do pensamento único. Os jornais independentes sempre foram minoria e, na chamada grande imprensa, as vozes autônomas são escassas, relegadas aos espaços de debates: espécie de reserva indígena-intelectual, que visa demonstrar o pluralismo de um jornal, enquanto a informação transmitida em todas as outras páginas defende pura e simplesmente a ordem existente. Mundo afora, o cidadão é informado sobre a crise econômico-financeira de forma predominantemente mecanicista, tecnicista e distorcida. As causas principais das convulsões em curso são eludidas: in primis a desregulamentação insensata do sistema financeiro, origem de fraudes e falências.

As análises de economistas e jornalistas alinhados ao neoliberalismo, e que ainda são maioria, chegam de hábito a um beco sem saída, a um porto das névoas, quando tocam o tema “mercados”. Neste ponto, as dúvidas desaparecem, as perguntas se extinguem – Ipse dixit! – em obséquio aos inomináveis e onipotentes titereiros donos dos “mercados”.

Sendo assim, os cortes sociais realizados pelos governos europeus, alvos de ataques especulativos, são descritos mecanicamente como respostas obrigatórias, para satisfazer às exigências ou aos humores dos “mercados”. Obviamente, isso é feito sem informar quais grupos de interesses e forças concretas estão por trás dos tais “mercados”. As imponentes transferências de riquezas provocadas pela gangorra dos spreads ou negociatas das bolsas de valores, a existência de imensas fortunas escondidas nos “paraísos fiscais”, são fatos descritos de forma fria e tecnicista, incompreensível para o cidadão comum, oferecendo uma representação da realidade absolutamente surrealista, sem análise alguma sobre as causas e consequências.

A situação da mídia brasileira cabe perfeitamente neste quadro, com algum agravante. O “pensamento único” da chamada grande imprensa é bem mais extenso aqui do que em outros países de democracia madura. A esse aspecto acrescenta-se um partidarismo acentuado, unilateralmente antigovernamental, que contrasta com uma concepção da informação como serviço pluralista à cidadania. O governo brasileiro não pode ser isento de críticas, mas o mérito de ser um dos poucos no mundo que na última década conseguiram crescimento econômico e diminuição das desigualdades, deveria ser reconhecido em homenagem aos fatos.

Em suma, a opinião pública mundial padece de uma informação parcial ou distorcida, que esconde a realidade de um planeta onde a desigualdade sem freios e a avidez do lucro estão comprometendo as possibilidades de construir um futuro comum. Esta “cegueira” é na maioria das vezes fruto de partidarismo ideológico, que esconde interesses oligárquicos supranacionais; outras vezes é consequência da incapacidade de sair do esquema prefixado de pensar e agir. Para reverter esse quadro perigoso, é preciso que se difunda o pensamento crítico, hoje minoritário. O papel da mídia independente é de informar sobre os fatos e ideias que os outros não querem ou não podem contar. Origem.

Bob Fernandes[TV Gazeta]: Radiografia da corrupção

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Bob Fernandes / Radiografia da corrupção
Imagens TV Gazeta no Youtube

Carta Maior[Saul Leblon]: Mídia: fila de espera na seção "Erramos"


Mídia: fila de espera na seção "Erramos"

1) Mídia: 'o chavismo fez da Venezuela o pior lugar da América Latina para se viver'; Fatos: a Venezuela é o país menos desigual da América Latina (Habitat-ONU);

2) Mídia: 'a xeonofobia e o populismo de Cristina Kirchner isolaram o país e afundaram sua economia'; Fatos: o investimento estrangeiro direto na Argentina cresceu no primeiro semestre acumulando um saldo de US$ 2,2 bi, 40% acima do registrado no mesmo período de 2011 (Banco Central argentino);

3) Mídia: 'o deputado João Paulo Cunha (PT-SP) desviou dinheiro público em benefício próprio e para a compra votos' do mensalão; Fatos: as operações imputadas a João Paulo foram legais; a subcontratação de terceiros pela agência SMP&B, de Marcos Valério, que prestava serviços licitados à Câmara, é praxe no mercado; dos R$ 10,9 milhões pagos à SMP&B, R$ 7 milhões foram transferidos aos grandes grupos de comunicação para veiculação de publicidade: TV Globo (a maior fatia, R$ 2,7 milhões), SBT, Record, Abril, Folha e Estadão. (ministro Ricardo Lewandowski). Ou seja, os mesmos grupos de comunicação que sabiam da lisura do processo, lucraram com ele, martelavam a condenação do deputado.

4) Mídia: 'a carga' é intolerável e não se reflete nos serviços oferecidos'; Fatos: a arrecadação fiscal do Estado brasileiro é de US$ 3.797 per capita; a média dos países de G -7 é de US$ 11.811. Para ter recursos que permitissem oferecer serviços públicos de padrão europeu a receita (em sintonia com o PIB) teria que triplicar, o que só seria possível gravando os mais ricos, ao contrário do que apregoa o conservadorismo (dados FMI/FGV).

5) Mídia: 'O problema da saúde pública é de gestão'; Fatos: o gasto público per capta com saúde no Brasil é de US$ 320/ano; a média mundial é de US$ US$ 549/ ano; a dos países ricos é dez vezes maior que a brasileira (OMS-2012). Em tempo: em 2006, a conservadorismo logrou extinguir a cobrança da CPMF. Foram subtraídos R$ 40 bi em recursos à saúde pública, mesmo depois de o governo propor emenda vinculando indissociavelmente a receita CPMF ao orçamento da saúde pública. Origem.

24 de agosto de 2012

Agência Brasil: Anatel determina gratuidade nas ligações de orelhões da Oi


Anatel determina gratuidade nas ligações de orelhões da Oi
 
24/08/2012 - 18h08

Sabrina Craide
Repórter da Agência Brasil


Brasília – A partir do dia 30 de agosto, as ligações locais para telefones fixos feitas em orelhões da operadora Oi em 2.020 municípios não poderão ser cobradas. A medida, determinada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), faz parte do Plano de Revitalização de Telefonia de Uso Público, que começou em agosto de 2011.

A Anatel exigiu de cada uma das concessionárias um plano de vistoria e reparo dos orelhões e melhoria nos sistemas de supervisão. Como a Oi não atingiu integralmente os objetivos do plano, especialmente em relação à densidade de orelhões por número de habitantes e aos reparos nos telefones, foi feito um acordo com a agência para isentar a cobrança da ligação. A gratuidade vale até outubro ou dezembro, de acordo com o problema apresentado pela operadora em cada cidade. A Oi tem atualmente 760 mil orelhões no país.

Desde abril, a mesma proibição de cobrança foi determinada para a Embratel, nas chamadas nacionais de longa distância feitas por meio do código 21 nos 1,5 mil orelhões sob responsabilidade da concessionária. A medida, que vale até 31 de dezembro, foi decidida pela Anatel por causa do desempenho insatisfatório da concessionária na execução do plano de revitalização da telefonia de uso público.

Segundo o superintendente de Universalização da Anatel, José Gonçalves Neto, a estimativa de investimentos de todas as operadoras para o cumprimento do plano de revitalização é R$ 205 milhões. A Oi deverá investir R$ 170 milhões para revitalizar os orelhões do país.

Neto garante que as medidas impostas pela Anatel têm surtido efeito na melhoria da disponibilidade do serviço no país. No caso da Oi, o índice de planta ativa de orelhões era 70% em setembro do ano passado e em junho deste ano passou para 86%. O índice da Embratel passou de 50% para 69% e da Telefônica subiu de 70% para 91%. Origem.

Ao vivo: OEA, Equador versus Inglaterra[Julian Assange]; chanceleres discutem inviolabilidade da representação diplomática

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Posts sobre Assange

Reunião dos ministros de relações exteriores agendada pelo Conselho Permanente da OEA em 20 de agosto. Tema: a inviolabilidade da representação diplomática do Equador na Inglaterra após o asilo concedido a Julian Assange do site WikiLeaks.

Início da transmissão às 12:22, hora de Brasília.

Início 12:36.

12:46 O chanceler do Peru é escolhido o presidente dessa reunião.

16:34 Pausa.

17:13 Retorna a reunião.

Em seguida foi lida a Declaração rejeitada em parte pelo Canadá e os EUA.

17:21 Aprovada a Declaração.

17:25 Encerrada o evento da 27ª Reunião de Consulta de Chanceleres da OEA.

Breves Considerações - Reunião morna, quase decepcionante. Poucos chanceleres presentes. A declaração aprovada tangeu-se tão somente à inviolabilidade da representação diplomática.
O observador do Reino Unido esclareceu que o seu país não é signatário da convenção de Caracas de 1954, portanto não está obrigado a conceder salvo conduto. A observadora da Suécia falou que o seu país não dá nenhuma garantia que não extraditará Julian Assange para os EUA. Grosso modo é o que pudemos observar.

17:37 Removido o player.

El Mundo: Médicos suizos examinarán el cuerpo de Arafat para ver si fue envenenado


El líder palestino en una imagene de archivo. El Mundo
Médicos suizos examinarán el cuerpo de Arafat para ver si fue envenenado
 
Se cree que pudo haber sido contaminado con Polonio 210

Raquel Villaécija | París

Un equipo de expertos en autopsia viajará a Ramala, Cisjordania, en las próximas semanas para analizar los restos mortales de Yasir Arafat, que se encuentran en la Mukata de Ramala. Según la radio televisión suiza, los médicos del centro hospitalario universitario de Laussane examinarán el cadáver para tratar de averiguar si éste murió envenenado, como sospecha su viuda.

Hace menos de un mes que Souha Arafat y su hija denunciaron el asesinato del ex presidente palestino ante el Tribunal de Gran Instancia de Nanterre (Francia). La familia del líder sostiene la hipótesis del envenenamiento después de que la prensa publicara un reportaje sobre su muerte en la que defiende que Arafat fue contaminado con Polonio 210.

El reportaje se basa en una investigación realizada en el Instituto de radiofísica del hospital universitario de Lausanne. Los análisis realizados a la ropa del histórico líder y premio Nobel de la Paz revelaban niveles anormales de esta sustancia.

Según la radio suiza, el centro hospitalario recibió a principios de mes dos cartas de la Autoridad Palestina en las que invitaba a los expertos a acudir “lo más rápidamente posible” a Ramala para exhumar los restos de Arafat, fallecido en un hospital de París en diciembre de 2004.

Restos de polonio


"La correspondencia que hemos recibido de las autoridades demuestra que están listas para actuar rápidamente y de manera cooperativa", señaló uno de los portavoces del centro hospitalario, Darcy Christen, al citado medio, que señala que la viuda de Arafat ya habría dado su consentimiento para proceder al análisis de los restos.

Según la RTS, los expertos del centro sanitario están preparados desde hace semanas para viajar a Cisjordania y realizar la autopsia, solo estaban a la espera de que Souha Arafat diera su aprobación. Según su abogado, "Souha ha querido esta investigación, la anima y la motiva, por eso iremos a Ramala en el próximo mes", dijo el letrado.

Los médicos no cuentan con tiempo indefinido para sus exámenes, pues con el paso de los años el polonio desaparece. En julio la cadena Al Jazira ya mandó expertos para analizar los objetos personales de Arafat, donde encontraron restos de las sustancia. Según un experto consultado por la RTS, para confirmar la tesis del envenenamiento, “es necesario hacer más exámenes más profundos”. Origem.

23 de agosto de 2012

14º Dia – Julgamento do Mensalão Ao Vivo - TV Justiça - Ação Penal 470 STF - REFAZENDA2010-blog

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14º dia de julgamento, quinta-feira, 23/08/2012

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Início previsto: 14:00

Início às 14:30

Intervalo de 30 minutos às 16:25 

Retorno da sessão às 17:06

Sessão encerrada às 18:22.


O ministro Ricardo  Lewandowski absolveu João Paulo em três imputações. Adendo ao post de ontem, também condenado o ex-diretor do BB, Henrique Pizzolato.
O ministro também absolveu Marcos Valério em determinadas imputações. Idem aos outros dois sócios da DNA(peculato e corrupção ativa no episódio dos 50 mil a João Paulo).
Joaquim Barbosa disse que as questões apontadas pelo revisor encontram-se respondidas em seu voto. Debaterão na segunda(27). Seguiu-se uma pequena polêmica. Corrigindo, não tão pequena assim... Violento protesto de Lewandowski!

Notícias do Dia: Quinta-feira, 23/08/2012 - REFAZENDA2010-blog

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Reuters Brasil: Brasil é o quarto país mais desigual da América Latina, diz ONU

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Brasil é o quarto país mais desigual da América Latina, diz ONU

SÃO PAULO, 21 Ago (Reuters) - O Brasil é o quarto país mais desigual da América Latina pela distribuição de renda, apesar do crescimento econômico e dos esforços para a redução da pobreza, atrás de Guatemala, Honduras e Colômbia, mostrou um estudo inédito da ONU-Habitat divulgado nesta terça-feira.

De acordo com dados de 2009 apresentados pelo relatório "Estado das Cidades da América Latina e Caribe", o Brasil melhorou se comparado a 1990, quando tinha o maior índice de desigualdade da América Latina.

No levantamento recente, a ONU apontou que os quatro países latino-americanos mais desiguais apresentaram um índice Gini de distribuição de renda per capita acima de 0,56, o que indica uma alta concentração da renda.

Os fatores que têm contribuído para isso, segundo o estudo, não estão apenas relacionados à distribuição de renda, mas também ao habitat, o acesso a bens e serviços de educação e saúde, oportunidades de trabalho, entre outros aspectos do bem-estar social.

Com menor grau de desigualdade no continente estão Costa Rica, Equador, El Salvador, Peru e Uruguai. A Venezuela aparece no topo da lista, com índice Gini de 0,41, ligeiramente acima de Estados Unidos e Portugal, o mais desigual da zona do euro, ambos com 0,38.

Apesar de alguma redução da pobreza na América Latina e no Caribe, os avanços foram modestos na comparação a outras regiões em desenvolvimento desde a adoção da Declaração do Milênio em 2000, quando reduzir o número de pobres foi determinado como o primeiro dos objetivos do documento.

De acordo com o estudo, dos 124 milhões de pobres em cidades latino-americanas, mais da metade vive no Brasil (37 milhões) e no México (25 milhões).

Devido aos elevados índices de urbanização, há mais pobres nas cidades do que no campo. Em termos absolutos, afirmou a ONU, o número de pobres nas cidades é duas vezes maior que o de pobres em áreas rurais.

Argentina, Chile e Uruguai têm uma incidência de pobreza nacional baixa, enquanto mais da metade da população de Bolívia, Guetemala e Paraguai é pobre.

O pior caso é no Haiti, onde o forte terremoto de 2010 levou o país a atingir níveis de pobreza registrados uma década atrás, quando os pobres compunham mais de 70 por cento da população. Continue lendo.

22 de agosto de 2012

Opera Mundi: EUA já têm acusação pronta contra Assange, revela vazamento do Wikileaks; mais Correio do Brasil

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Posts sobre Assange

EUA já têm acusação pronta contra Assange, revela vazamento do Wikileaks

Executivos da empresa de segurança Stratfor referiram-se ao jornalista australiano como "babaca"

O Wikileaks teve acesso em janeiro do ano passado à caixa de e-mails do vice-presidente da companhia de métodos de espionagem Stratfor e encontrou mensagens que comprovam que os Estados Unidos possuem "uma acusação selada contra Julian Assange".

De acordo com o jornal espanhol Público, o executivo Fred Burton refere-se a Assange em diversos momentos como “babaca” e garante que armazenou todas as publicações do Wikileaks em seus servidores para usá-las em favor da empresa.

Em uma troca de e-mails datada de 26 de janeiro deste ano, Burton reconhece que a justiça norte-americana havia emitido há um mês uma ordem secreta de prisão contra Assange por práticas de espionagem.

Em outras mensagens obtidas pelo Wikileaks e divulgadas pelo Público, é o analista tático Sean Noonan quem atesta os esforços de seu país pela prisão de Assange.

Em uma delas ele se questiona quanto à rapidez com que a Interpol (Polícia Internacional) ordenou a detenção do jornalista. Para Noonan, “as questões de crimes sexuais raramente geram alertas especiais da Interpol”, o que “não deixa dúvidas de que se tenta impedir a publicação dos documentos do governo pelo Wikileaks". Continue lendo.

Atualização às 23:47

Correio do Brasil: Moore e Stone: “Por que defendemos o Wikileaks e Assange”

13º Dia – Julgamento do Mensalão Ao Vivo - TV Justiça - Ação Penal 470 STF - REFAZENDA2010-blog

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13º dia de julgamento, quarta-feira, 22/08/2012

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Início previsto: 14:00

Início às  14:40

Retomada a sessão às 17:13, após o intervalo. 

Término às 19:20.

Lewandowski  condenou Marcos Valério duas vezes por peculato. Os outros dois sócios também(da DNA). Absolveu Gushiken.

Ao vivo: OEA discute situação do Paraguai

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Início 11:12 - Reunião extraordinária da OEA

Término da Reunião às 14:27

Basicamente uma sessão burocrática. Discutiu-se sobre o relatório do secretário geral, que viu normalidade no Paraguai. Peru, Brasil, que citou a decisão de 11 países da Unasul, Argentina e Venezuela mostraram-se contrariados, por assim dizer. destaque para o representante da Venezuela, por exemplo, consumatum est, crucificaram o padre Lugo, golpe litght, tranquilização, alguma coisa como Democracia meio grávida... Nicarágua reafirmou golpe legislativo.

14:31 Removido o player

CPI ao Vivo - TV Senado - quarta-feira 22/08/2012 - REFAZENDA2010-blog

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Início da transmissão: 10:32

Fim da sessão às 11:07.

Dois convocados usaram o direito de não falar, mediante HC do STF.

Carta Maior[Saul Leblon]: Perguntas que cruzam os ares do Brasil


Perguntas que cruzam os ares do Brasil

Durante três décadas, o conservadorismo e o dinheiro desregulado despejaram sobre a humanidade seu arroto de peru, submetendo-a a uma dieta rala de mortadela, como requisito ao ingresso no reino dos mercados virtuosos e autorreguláveis.

Mais de US$ 12 trilhões depois, despendidos no resgate de instituições e bancos falidos desde 2008, ademais de 30 milhões de empregos queimados na fogueira ortodoxa, o mundo aspira ao passo seguinte da história.

A tarefa cabe à esquerda, aos democratas e progressistas; seus pés tateiam entre o desarmamento ideológico e a crise econômica mais grave desde 1929. Dada a pinguela estreita da relação de forças, qual será a macroeconomia capaz de inscrever no desenvolvimento a salvaguarda inadiável que resguarde o futuro com um crescimento que produza justiça social e preserve os bens comuns da humanidade?

O olhar da esperança mira as nações do sul. Com as deficiências e hesitações sabidas, o Brasil de Dilma, a Argentina de Cristina, entre outros, emergem como os mais aptos a uma travessia que ensaiaram na forma de uma transição branda antes de 2008, e agora urge acelerar.

Desafios empilhados em distintas frentes remetem a um mesmo imperativo reordenador das relações entre o Estado, o mercado e a democracia : trata-se de suprimir espaços à incerteza gerada pelo vale tudo do dinheiro; regular a economia, o investimento, os bancos, as comunicações, o uso dos recursos que formam as bases da vida na terra.

A desordem neoliberal não cessa de cobrar urgências. Uma delas remete diretamente à agenda que deveria centralizar o debate político no horário eleitoral que começou nesta 3ª feira: relatório da ONU informa que a América Latina e o Caribe formam a região mais urbanizada do mundo: 80% da população local (588 milhões de pessoas) vive em cidades.

O Brasil lidera e exorbita: 85% dos habitantes estão em áreas urbanas; serão 90% até 2020. A região tem conseguido ainda assim obter avanços sociais, mas há limites estruturais acantonados na próxima esquina do crescimento. O economista Dan Rodrik em artigo recente lembra que o avanço tecnológico limitará cada vez mais a capacidade da indústria de absorver a mão de obra disponível nas cidades. "

Será impossível, para a próxima geração de países industrializados", diz ele, "deslocar 25% ou mais de sua força de trabalho para atividades de manufatura, como fizeram as economias do Leste Asiático" (a China em especial). A urbanização selvagem, fruto de ditaduras e desequilíbrios fundiários seculares, encerraria assim um alívio: no Brasil, a exemplo de outros, o mal está feito, trata-se agora de cuidar das cidades, fortalecer o binômio industrialização/educação como requisito de produtividade e eficiência capaz de impulsionar um poderoso setor de serviços. O consolo só é verdadeiro em parte.

Nação mais urbanizada entre os gigantes do planeta, com 85% da população nas cidades, o Brasil ainda preserva quase uma Argentina no campo, com mais de 30 milhões de pessoas. Esse pedaço importante do país está reunido em Brasília neste momento para debater o seu destino (leia nesta pág.).

No Encontro Unitário dos Trabalhadores, Trabalhadoras e Povos do Campo, das Águas e das Florestas e no horário político eleitoral, iniciado nesta 3ª feira, entrelaçam-se as duas principais perguntas de uma transição que tem pressa para começar: qual a política urbana capaz de construir o pós-neoliberalismo nas cidades? Qual a reforma agrária capaz de devolver pertinência a essa bandeira no século XXI? E, sobretudo, que forças reúnem desassombro e competência para agregar as respostas num projeto crível de futuro que conquiste corações e mentes da sociedade em nosso tempo? Origem.

21 de agosto de 2012

Hoje em Dia: Ricardo, da Eletro, é condenado a cadeia


Ricardo, da Eletro, é condenado a cadeia

Amaury Ribeiro Jr - Do Hoje em Dia

O proprietário da loja Ricardo Eletro, a segunda maior rede varejistas de eletrodoméstico do país, atrás apenas do Grupo Pão de Açúcar, foi condenado pela Justiça Federal de São Paulo a 3 anos e 4 meses de prisão, por corrupção ativa. Ricardo Rodrigues Nunes é acusado de pagar propina a um auditor da Receita Federal para que sua empresa não sofresse autuação fiscal.

O auditor, Einar de Albuquerque Pismel Júnior, também foi condenado a 4 anos de prisão. A decisão é do juiz Hélio Egydio Nogueira, da 9ª Vara Federal Criminal de São Paulo. O processo corre em segredo de justiça, sob o número 00107342320104036181.

Ricardo Nunes já recorreu da sentença e responde ao processo em liberdade. As escutas telefônicas, feitas pela Policia Federal, com autorização da justiça, flagraram Ricardo e o auditor combinando a entrega da propina. As ligações indicaram que o montante foi pago na sede da Ricardo Eletro em Indianópolis, bairro de São Paulo.

A Polícia Federal prendeu, no ano passado, Albuquerque em flagrante com R$ 50 mil e outros U$ 4 mil, em espécie, na saída da loja. Ao cumprirem mandado de busca e apreensão na casa do auditor, os agentes federais encontraram, ainda, outros R$ 109 mil, U$ 47.600 dólares e € 110 mil.

Albuquerque e outros auditores fiscais lotados em São Paulo eram investigados pela corregedoria-geral da Receita Federal por suspeita de enriquecimento ilícito. As investigações apontaram que o patrimônio dos servidores eram incompatíveis com seus salários.

A superintendência da Receita, em Belo Horizonte, recebeu denúncia de que os tributos da Ricardo Eletro eram sonegados por meio de uma maquiagem nas contabilidades da empresa. Os auditores fiscais descobriram que o valor gasto com a compra de mercadorias era superior ao declarado ao fisco pela Ricardo Eletro.

O grupo Ricardo Eletro tem hoje quase 500 unidades em nove Estados. A empresa prepara para abrir seu capital na bolsa de valores. Ricardo Rodrigues Nunes adquiriu a rede baiana Insinuante e a City Lar, do Centro Oeste do país, e também a pernambucana Eletro Shopping.

Ricardo é um empresário diferente. Ansioso e agitado, ele não tem e-mail, nem participa de redes sociais e nunca leu um livro de administração. Criou a própria cartilha de gestão, que tem se mostrado um sucesso de vendas.

As lojas Ricardo Eletro já haviam sido alvo, no Espírito Santo, de uma CPI de Roubo de Cargas e Sonegação Fiscal criada pelos deputados capixabas. A comissão solicitou documentos lojas Ricardo Eletro e depois convocou o proprietário para depor, mas nenhuma irregularidade foi encontrada. Origem.

Hoje em Dia: Tribunal Regional do Trabalho pagou R$ 270 milhões indevidos


Tribunal Regional do Trabalho pagou R$ 270 milhões indevidos
 
Amália Goulart - Do Hoje em Dia

O Tribunal Regional do Trabalho de Minas Gerais (TRT-MG) pagou indevidamente R$ 270 milhões a servidores e magistrados em apenas um ano. O valor refere-se aos juros e correção monetária pagos de forma irregular sobre os penduricalhos auferidos pelos funcionários da instituição.

São justamente estes benefícios os responsáveis pelos salários acima do teto constitucional, de R$ 26 mil, dos servidores e magistrados do Tribunal mineiro.

O rombo aos cofres públicos foi descoberto pelo Tribunal de Contas da União (TCU) que determinou a devolução dos valores, por cada servidor, bem como a suspensão do cálculo que permitia juros maiores.

Auditoria

A irregularidade foi percebida durante auditoria de técnicos do Tribunal de Contas nas despesas da instituição mineira em 2009. Mas, apenas em março deste ano houve uma decisão. Nos anos seguintes à devassa, o benefício continuou a ser pago. No relatório, o ministro Weder de Oliveira informou que o valor indevido recebido pelos servidores foi contabilizado em 2009. “Segundo estimativas preliminares elaboradas pela equipe de inspeção, os valores indevidamente reconhecidos são da ordem de R$ 270 milhões”, diz trecho do relatório.

Fórmula
O recurso extra é resultado de uma fórmula de cálculo de juros diferente da recomendada pelo TCU para o pagamento da Parcela Autônoma de Equivalência (PAE), Adicional de Tempo de Serviço (ATS), Unidade Real de Valor (URV) e da Vantagem Pessoal Nominalmente Identificada (VPNI). Estes benefícios foram recebidos baseados em índices inflacionários e juros de 1% ao mês.

Para o TCU, a Constituição Federal determina correção monetária pela poupança e juros de 0,5% ao mês. Mesmo entendimento tem o Supremo Tribunal Federal, em decisões sobre o tema. Origem.

Brasil247: Joaquim adianta o placar: 5 a 5. E escala Peluso


Joaquim adianta o placar: 5 a 5. E escala Peluso

Numa declaração surpreendente, o ministro Joaquim Barbosa antecipa o resultado do mensalão e explica por que defende a participação de Cezar Peluso no julgamento: “Empates já geraram impasses”. Em tese, a igualdade deveria favorecer os réus, mas o STF discutirá se realiza sessões extras para que Peluso possa bater o pênalti decisivo, como quer Gurgel

21 de Agosto de 2012 às 14:39

247 – O ministro Marco Aurélio Mello, macaco velho do Supremo Tribunal Federal, tinha razão. O fatiamento do julgamento do mensalão era uma manobra para manipular o quórum das votações. Ao dividir o processo em capítulos, Joaquim Barbosa abriu uma janela para que Cezar Peluso, que se antecipa em 3 de setembro, possa votar no julgamento de alguns réus. Nesta terça-feira, essa informação foi confirmada por dois personagens relevantes. O procurador-geral, Roberto Gurgel, afirmou que o STF não pode prescindir da “experiência” de Peluso em matéria penal. Mais explícito ainda foi o relator Joaquim Barbosa. Ele disse que, sem Peluso, o julgamento poderia terminar empatado em cinco a cinco. “Minha preocupação é com possibilidade de dar empate porque já tivemos em um passado recente empates que geraram impasses”.

Na prática, o relator antecipou o provável resultado do julgamento. Contam-se como votos contrários aos réus os do próprio Joaquim Barbosa, de Gilmar Mendes, Celso de Mello, Ayres Britto e Marco Aurélio Mello. Favoráveis aos réus seriam Dias Toffoli, Ricardo Lewandovski, Carmem Lúcia, Rosa Weber e Luiz Fux. Cezar Peluso desempataria o jogo em favor da tese da acusação. Daí a importância de sua participação tanto para Roberto Gurgel e como para Joaquim Barbosa, um ex-procurador que se transformou em juiz, mas que encampou, em seu voto, a tese da acusação.

Em julgamentos anteriores do Supremo Tribunal Federal, a dúvida favoreceu os réus. “In dubio, pro reo”, ensina a regra jurídica em latim. Na entanto, na próxima sessão do STF, marcada para esta quarta-feira, os ministros discutirão se realizam sessões extras para acelerar o julgamento e permitir que Peluso vote. Dos seus pés, poderá sair o chute da penalidade decisiva, mas essa discussão promete incendiar o STF na sessão de amanhã. Origem.

CPI ao Vivo - TV Senado - terça-feira 21/08/2012 - REFAZENDA2010-blog

Clique aqui para o post que contém a TV Senado na CPMI do Cachoeira!


Início da transmissão: 10:55.

Intervalo de 5 minutos às 13:44. 

Retorno da sessão às 13:52.

Encerramento da sessão desta terça(21) às 15:26 .

Depuseram dois Procuradores da República. A tônica foram as ameaças sofridas pela procuradora Léa Batista de Oliveira.  Também foi denunciado a precariedade  de recursos para as investigações da Operação Monte Carlo, dentre outras denúncias.

Estado de Minas: Oi pode ter vendas suspensas novamente


Venda casada é prática comum. O abuso contra o consumidor também!

Oi pode ter vendas suspensas novamente

Anatel pode voltar a punir operadora por venda casada nos planos de banda larga

Fernanda Borges

A Oi pode voltar a ser punida pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e ter as vendas suspensas pela prática de venda casada de planos de banda larga. A operadora já recebeu uma multa de R$ 10 milhões por descumprir as normas da Anatel ao vender pacotes que combinam a assinatura da internet com outros serviços, como telefone fixo e TV a cabo, por um preço inferior ao cobrado por cada serviço isoladamente.

A empresa recorre da decisão desde meados de 2010 para evitar a multa, no entanto, o recurso voltou a ser negado no último dia 10. Além de aplicar a multa, o Conselho Diretor da Anatel determinou que a Superintendência de Serviços Privados realize nova fiscalização para verificar se a determinação da Anatel está sendo cumprida pela Oi. “Caso comprovado a continuidade do descumprimento, considerando que a multa já foi aplicada, que o processo seja instruído para que seja adotada medida mais enérgica, como por exemplo, a suspensão da comercialização do serviço de banda larga até que os estritos termos fixados pela Anatel sejam observados pela empresa”, afirmou em relatório o conselheiro relator Marcelo Bechara. Continue lendo.

Atualização às 10:44

Estado de Minas: Receita cobra da TIM mais de R$ 1 bilhão

Bob Fernandes[TV Gazeta]: Bob Fernandes / Só o "Mensalão" acabou na justiça

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 Bob Fernandes / Só o "Mensalão" acabou na justiça
Imagens TV Gazeta no Youtube

Folha: Site do Ministério da Justiça britânico é atacado em apoio a Assange; mais Estadão

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Último post relacionado.

Site do Ministério da Justiça britânico é atacado em apoio a Assange

DA EFE, EM LONDRES

O Ministério da Justiça britânico confirmou nesta terça-feira que seu site sofreu "algumas alterações", mas não responsabilizou nenhuma organização por esses problemas.

Um porta-voz da pasta disse hoje que seu site "é um lugar público, que não recolhe informações sensíveis", e precisou que "nenhum outro sistema do Ministério da Justiça foi afetado".

O grupo "Anonymous", por sua vez, assumiu que atacou o site oficial do Ministério como forma de demonstrar seu apoio ao fundador do site WikiLeaks, Julian Assange, que há dois meses está abrigado na embaixada equatoriana em Londres.

De acordo com os hackers, a ameaça ao WikiLeaks também é uma ameaça à "liberdade de expressão e à saúde de toda a nossa sociedade".

Na última semana, o governo do Equador finalmente concedeu o asilo diplomático requerido por Assange.

O ativista australiano, que tenta evitar sua extradição à Suécia, onde seria julgado por supostos delitos sexuais, não pode abandonar a legação equatoriana a menos que o Reino Unido lhe conceda um salvo-conduto.

A reticência de Assange a ser levado à Suécia se deve ao temor de que possa ser extraditado em seguida para os Estados Unidos, o país mais prejudicado pelo vazamento de documentos secretos feito pelo Wikileaks. Origem.

Atualização às 09:30

Pela manchete fica clara a ideia da extradição!
Estadão: Suécia não extraditará Assange para os EUA se houver ameça de pena de morte

Libor, Carta Maior acompanha o escândalo

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"Por mais que Obama tente ser neutro ou queira apoiar Wall Street, o candidato deles é Romney. Penso que qualquer esperança de Obama em conseguir fundos de Wall Street, se ele empurrar para debaixo do tapete o caso da Libor, será uma derrota em dose dupla. Além do fato de não ganhar os recursos, eles estão comprometidos com a agenda republicana de não regular. A análise é de Michael Greenberger, professor de direito financeiro nos EUA."
Obama processará os grandes bancos por manipulação da Libor?


"Os 16 bancos envolvidos na fixação da Libor permanecem sob investigação federal nos EUA e em outros países. E todos são alvos de ações coletivas movidas pela cidade de Baltimore. A parte queixosa alega que a conspiração para diminuir a taxa Libor exacerbou os efeitos da crise financeira de 2008, forçando cortes mais profundos pelo setor público. E um grupo de procuradores está elaborando uma ação coletiva semelhante."
Fraude da Libor desencadeia investigações e ações contra bancos

20 de agosto de 2012

Outras Palavras[Immanuel Wallerstein]: E se não houver saída alguma?

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Outras Palavras
E se não houver saída alguma?

Por Immanuel Wallerstein | Tradução: Antonio Martins

Immanuel Wallerstein especula sobre as raízes da “crise estrutural do capitalismo” – e a dura disputa pelas alternativas

A maior parte dos políticos e dos “especialistas” tem um costume arraigado de prometer tempos melhores à frente, desde que suas políticas sejam adotadas. As dificuldades econômicas globais que vivemos não são exceção, neste quesito. Seja nas discussões sobre o desemprego nos Estados Unidos, os custos alarmantes de financiamento da dívida pública na Europa ou os índices de crescimento subitamente em declínio, na Índia, China e Brasil, expressões de otimismo a médio prazo permanecem na ordem do dia.

Mas e se não houver motivos para elas? De vez em quando, emerge um pouco de honestidade. Em 7/8, Andrew Ross Sorkin publicou um artigo no New York Times em que oferecia “uma explicação mais direta sobre por que os investidores deixaram as bolsas de valores: elas tornaram-se uma aposta perdedora. Há toda uma geração de investidores que nunca ganhou muito”. Três dias depois, James Mackintosh escreveu algo semelhante no Financial Times: os economistas estão começando a admitir que a Grande Recessão atingiu permanentemente o crescimento… Os investidores estão mais pessimistas”. E, ainda mais importante, o New York Times publicou, em 14/8, reportagem sobre o custo crescente de negociações mais rápidas. Em meio ao artigo, podia-se ler: “[Os investidores] estão desconcertados por um mercado que não ofereceu quase retorno algum na última década, devido às bolhas especulativas e à instabilidade da economia global.

Quando se constata que muito poucos concentraram montanhas incríveis de dinheiro, pergunta-se: como o mercado de ações pode ter se tornado “perdedor”? Durante muito tempo, o pensamento básico sobre os investimentos afirmava que, a longo prazo, o ganho com ações, corrigido pela inflação, era alto – em especial, mais alto que o dos papéis do Estado (bônus). Esta era a recompensa pelos riscos derivados da grande volatilidade, a curto e médio prazo, das ações. Os cálculos variam, mas em geral admite-se que, no século passado, o retorno das ações foi bem mais alto que o dos bônus, desde, é claro, que a aplicação fosse mantida.

Não se leva tanto em conta que, no mesmo período de um século, os lucros das ações corresponderam mais ou menos a duas vezes o aumento do PIB – algo que levou alguns analistas a falar num “efeito Ponzi”. Ocorre que os maravilhosos ganhos com ações ocorreram, em grande parte, no período a partir do início dos anos 1970, a era do que é chamado de globalização, neoliberalismo e ou financeirização.

Mas o que ocorreu de fato, neste período? Deveríamos notar, de início, que o período pós-1970 seguiu-se à época de maior crescimento (por larga margem) na produção, produtividade e mais-valia global, na história do economia-mundo capitalista. É por isso que os franceses chamam este período de trente glorieuses – os trinta anos (1943-1973) gloriosos. Em minha linguagem analítica, foi uma fase A do ciclo Kondratieff. Quem possuía ações neste período deu-se, de fato, muito bem. Assim como os empresários em geral, os trabalhadores assalariados e os governos, no que diz respeito às receitas. Parecia que o capitalismo, como sistema-mundo, teria um poderoso impulso, após a Grande Depressão e as destruições maciças da II Guerra Mundial.

Porém, tempos tão bons não duraram para sempre, nem poderiam. Por um motivo: a expansão da economia-mundo baseou-se em alguns quase-monopólios, nas chamadas indústrias-líderes. Duraram até serem solapados por competidores que conseguiram, finalmente, entrar no mercado mundial. Competição mais acirrada reduziu os preços (sua virtude), mas também a lucratividade (seu vício). A economia-mundo mergulhou numa longa estaganção nos trina ou quarenta anos inglórios seguintes (1970s – 2012 e além). Este período foi marcado por endividamento crescente (de quase todo mundo), desemprego global em alta e retirada de muitos investidores (talvez a maior parte) para os títulos do Tesouro dos Estados Unidos.

Tais papéis são seguros, ou pelo menos mais seguros, mas não muito lucrativos, exceto para um grupo cada vez menor de bancos e hedge funds que manipularam as operações financeiras em todo o mundo – sem produzir valor algum. Isso nos trouxe aonde estamos: um mundo incrivelmente polarizado, com os salários reais muito abaixo de seus picos nos anos 1970 (mas ainda acima de seus pisos, nos 1940) e as receitas estatais significativamente rebaixadas, também. Uma sequência de “crises da dívida” empobreceu uma sequência de zonas do sistema-mundo. Como resultado, o que chamamos de demanda efetiva contraiu-se em toda parte. É ao que Sorkin se referia, quando afirmou que o mercado de ações já não é atrativo, como fonte de lucros para acumular capital.

O núcleo do dilema tem a ver com as contraiçẽos centrais do sistema. O que maximiza os ganhos, a curto prazo, para os produtores mais eficientes (margens de lucro ampliadas), oprime os compradores, a longo prazo. À medida em que mais populações e zonas integram-se completamente à economia-mundo, há cada vez menos margem para “ajustes” ou “renovações” – e cada vez mais escolhas impossíveis para investidores, consumidores e governos.

Lembremos que a taxa de retorno, no século passado, foi o dobro do aumento do PIB. Isso poderia se repetir? É difícil de imaginar – tanto para mim, quanto para a maior parte dos investidores potenciais no mercado. Isso gera as restrições com que nos deparamos todos os dias nos Estados Unidos, Europa e, breve, nas “economias emergentes”. O endividamento é alto demais para se sustentar.

Por isso, temos, por um lado, um apelo político poderoso à “austeridade”. Ela significa, na prática, eliminar direitos (como aposentadorias, qualidade da assistência médica, gastos com educação) e reduzir o papel dos governos na garantia de tais direitos. Porém, se a maioria das pessoas tiver menos, elas gastarão obviamente menos – e quem vende encontrará menos compradores – ou seja, menor demanda efetiva. Portanto, a produção será ainda menos lucrativa (reduzindo os ganhos com ações); e os governos, ainda mais pobres.

É um círculo vicioso e não há saída fácil aceitável. Pode significar que não há saída alguma. É algo que alguns de nós chamamos crise estrutural da economia-mundo capitalista. Produz flutuações caóticas (e selvagens) quando o sistema chega a encruzilhadas, e surgem lutas duríssimas sobre que sistema deveria substituir aquele sob o qual vivemos.

Os políticos e “especialistas” preferem não enfrentar esta realidade e as escolhas que ela impõe. Mesmo um realista, como Sorkin, termina sua análise expressando a esperança que que a economia terá “um impulso”; e a sociedade, “fé a longo prazo”. Se você pensa que será suficiente, posso me oferecer para vender-lhe a Ponte de Brooklin. Origem.

12º Dia – Julgamento do Mensalão Ao Vivo - TV Justiça - Ação Penal 470 STF - REFAZENDA2010-blog

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12º dia de julgamento, segunda-feira, 20/08/2012

Clique aqui para o post que contém a TV Justiça!


Dica, para realmente parar, botão direito do mouse, interromper o download!



Início previsto: 14:00 - Observação: sexta(17) não houve sessão.

Início às 14:34.


Intervalo às 16:32, previsão de 30 minutos.


Retorno às 17:26.


Sessão encerrada às 19:19. Nova sessão quarta-feira(22) às 14:00.

Joaquim Barbosa:  “Condeno Henrique Pizzolato por peculato, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Condeno Marcos Valério, Cristiano Paz e Ramon Hollerbach pela prática em coautoria dos crimes pecultao e corrupção passiva. Absolvo o réu Luiz Gushiken”.

A demanda dos advogados de defesa contra o "fatiamento" não foi considerada. Houve mais uma petição, também indeferida.

Quarta deve votar o ministro revisor.

19 de agosto de 2012

Tribuna de Minas: PMs denunciam maquiagem de BOs


19 de Agosto de 2012 - 07:00

PMs denunciam maquiagem de BOs

Homicídios são registrados como encontros de cadáveres e roubos viram extorsões. Pressão seria feita aos praças pelo comando, que nega ordem

Por Guilherme Arêas

Policiais militares de Juiz de Fora relatam sofrer pressão por parte de superiores para mascarar a natureza das ocorrências, de forma a reduzir as estatísticas de crimes violentos. A maquiagem dos Registros de Eventos de Defesa Social (Reds, o antigo BO) vem sendo denunciada pela Tribuna há dois anos. Agora, pela primeira vez, militares se dispuseram a revelar o esquema: "Há uma pressão psicológica muito grande para que as naturezas sejam mudadas. O policial sabe que a ela não corresponde àquele crime, mas se vê obrigado a registrar da forma errada, sob pena de sofrer represálias", denuncia um PM lotado no 2º Batalhão, responsável pelo Centro e regiões Leste, Sudeste e Nordeste. Outro militar, este do 27º Batalhão, responsável pela zonas Sul, Norte e Cidade Alta, detalha o procedimento: "Você está de serviço, na viatura ou no posto policial, e se depara com uma vítima que relata ter sido roubada. Ela diz que o cidadão apontou a arma e exigiu o dinheiro. Roubo, certo? Não. Você passa a situação, via rádio, para a CPU (Coordenação de Policiamento da Unidade) ou para o oficial, e este determina que você registre como extorsão."

Esta situação do roubo à mão armada registrado como extorsão é mais comum porque este crime não integra o Índice de Criminalidade Violenta (ICV), elaborado pelo Estado e apresentado à sociedade como forma de medir a violência. Pelo mesmo motivo, também há casos de tentativa de homicídio sendo tratados como lesão corporal e homicídio consumado sob a alcunha de encontro de cadáver. As pressões pela maquiagem de BO teriam quatro origens: as companhias, os batalhões, o Centro de Operações da PM (Copom) e a CPU. "São várias as forças que tentam encobrir os registros", reforça o policial do 2º Batalhão.

Além de refletir na queda do ICV, o mascaramento dos BOs teria como objetivo o recebimento do prêmio por produtividade, oferecido pelo Governo do estado aos funcionários públicos que atingem as metas estabelecidas pela política de Acordo de Resultados. "Esse valor geralmente é pago em outubro e representa cerca de 80% do salário do militar. Para a PM, o que gera o prêmio é a redução do ICV e o aumento de apreensões de armas de fogo e de operações", diz um dos PMs.

Revoltados, os militares, que já lidam com a falta de estrutura e baixos salários pagos às patentes inferiores, enxergam, no mascaramento dos Reds, mais um desestímulo à atividade policial. "Muitos estão indignados pela forma como isso tem acontecido. Afinal, quem assina o BO, ou seja, o responsável pela ocorrência, é o PM que está na rua e não quem determinou que a maquiagem seja feita."

PM nega orientação

Em nota, a assessoria de comunicação da 4ª Região da PM (RPM) afirma desconhecer e abominar qualquer orientação para mascarar ocorrências, e garante: "o preenchimento do Reds é de total responsabilidade do militar empenhado e, cabe a ele, mediante sua análise do fato em concreto, estabelecer a natureza da ocorrência atendida, devendo se valer da Diretriz Auxiliar de Operações, documento doutrinário da corporação, que orienta a devida codificação de acordo com o enunciado do diploma legal correspondente". Continue lendo, veja ainda as cópias do BOs.

G1: Assange diz que EUA devem parar de ameaçar o WikiLeaks; com vídeo da Globo News

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19/08/2012 10h35- Atualizado em 19/08/2012 11h14

Assange diz que EUA devem parar de ameaçar o WikiLeaks

Discurso foi realizado em sacada na embaixada do Equador, em Londres.
Equador deu asilo a ele, mas Reino Unido mantém extradição.


Em discurso realizado neste domingo (19), na embaixada equatoriana, em Londres, na Inglaterra, Julian Assange declarou que os Estados Unidos devem parar de ameaçar o WikiLeaks. “Peço ao presidente Obama que faça o correto, que os EUA devem renunciar a caça às bruxas sobre o WikiLeaks”, disse Assange. O fundador do site WikiLeaks não chegou a sair da embaixada e falou de uma sacada. Assange também pediu ao governo dos EUA que acabe com a perseguição à mídia e aos indivíduos que vazaram os documentos oficiais. “Bradley Manning deve ser liberado”, disse o fundador do WikiLeaks sobre o soldado dos EUA que vazou documentos confidenciais.

Ele também afirmou que a polícia britânica tentou entrar na Embaixada do Equador em Londres na última quarta-feira (15), mas que a presença de seus seguidores e da imprensa inibiu a ação. Assange agradeceu a todos os que estão dando apoio e ao Equador. "Agradeço a esta corajosa nação latino-americana e ao presidente (Rafael) Correa, pela coragem, e em especial ao Ricardo Patiño (chanceler equatoriano)", disse.

 Ele continuou e citou mais países pelo suporte. "Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, El Salvador, Honduras, Nicarágua, Argentina, Peru e Venezuela", falou Assange. O criador do WikiLeaks se referiu a reunião de emergência dos chanceleres da União das Nações Sul-Americanas (Unasul) marcada para este domingo (19), em Guayaquil, visando analisar a situação diplomática derivada de sua decisão. Continue lendo.

18 de agosto de 2012

Psicologia Racional[Regis Mesquita]: Julian Assange merece que lutemos para protegê-lo

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Julian Assange merece que lutemos para protegê-lo

Quem luta contra os madereiros clandestinos da amazônia é ameaçado de morte e é perseguido por parte da justiça.

Quando Mandela lutava contra o regime segregacionista da África do Sul foi preso e condenado. Gandhi também.

A desobediência civil sempre foi uma porta aberta para mudar o planeta, encaminhando-o para o bem e para a justiça.

A ONG Sea Shepherd também está sendo perseguida por desobediência civil. O capitão do barco da entidade foi preso na Alemanha. Seu crime: defender as baleias. Com o barco eles dificultam o trabalho dos navios baleeiros, que é massacrar baleias indefesas. No site do instituto você conhecerá esta luta.

Claro está que quem desafia o sistema recebe de volta todas as ameaças possíveis.

Julian Assange transou com duas mulheres. Ele as conheceu em uma reunião do WikiLeaks na Suécia. As duas decidiram transar com ele. Suspeita-se que eram pessoas enviadas por serviços de seguranças estrangeiros com o objetivo de transar com ele e depois acusá-lo. Ou seja, vale tudo para destruí-lo. Uma das acusadoras disse que depois de transar uma vez e dormirem, o Julian tentou transar novamente enquanto ela dormia.

O projeto para destruí-lo é mandá-lo para a Suécia e de lá deportá-lo para os EUA. Nos EUA será julgado por tribunais militares. Continue lendo.

Le Monde Diplomatique Brasil: A dependência redobrada

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Orlando - LMD-Brasil
 A dependência redobrada

Estaríamos finalmente deixando para trás a situação de dependência e submissão que secularmente nos caracteriza? E como combinar essa interpretação auspiciosa com os claros sinais de desindustrialização, de recusa do investimento em decolar, de retrocesso para uma posição periférica de país produtor de commodities?

por Leda Maria Paulani

Na segunda década deste século, em que pesem as dificuldades enfrentadas desde 2011, o Brasil entrou definitivamente na moda. Em meio a um mundo em que a crise dá o tom, a economia brasileira paira altaneira, dizendo-se sobre ela, até mesmo, que estaria inventando uma nova forma, “mais criativa”, de garantir o sucesso econômico. Como entender o que está se passando? Estaria o país, depois de mais de duas décadas de estagnação e crescimento pífio, retomando uma trajetória sustentada de crescimento? Mas, mais importante, estaria nossa economia finalmente resgatando a autonomia e o poder soberano que chegou a vislumbrar em meados do século passado? Estaríamos finalmente deixando para trás a situação de dependência e submissão que secularmente nos caracteriza? E como combinar essa interpretação auspiciosa com os claros sinais de desindustrialização, de recusa do investimento em decolar, de retrocesso para uma posição periférica clássica de país produtor de commodities? E quais são as causas e qual é o papel, nesse contexto, da redução da desigualdade distributiva e do surgimento da assim chamada “nova classe média”? Para responder a todas essas questões é preciso, em primeiro lugar, qualificar o crescimento apresentado por nossa economia na primeira década do presente século, o que implica entender de que forma o país foi se inserindo no plano mais geral da acumulação mundial, em meio a um profundo processo de transformação do próprio capitalismo.

É bastante conhecida a história do espetacular sucesso capitalista no Brasil até o final dos anos 1970, bem como da igualmente retumbante derrocada nas décadas seguintes. O sucesso ficou visível nas elevadas taxas médias de crescimento alcançadas ao longo do século passado. Entre 1930 e 1980, o Brasil cresceu 6,4% ao ano. Nesse período, as taxas médias anuais de crescimento por década nunca foram inferiores a 4,3%, tendo alcançado 8,7% nos anos 1970, um ritmo verdadeiramente chinês. Diante desses números espetaculares, o fracasso das duas décadas finais torna-se ainda mais impressionante. Nos anos 1980, a taxa média anual de crescimento despencou para 2,9%, menos da metade de sua marca histórica nos cinquenta anos anteriores, e, nos anos 1990, caiu mais uma vez para 1,6%, quase a metade da taxa já muito magra obtida na década anterior. É perante esses pífios resultados que a performance dos anos 2000 parece um sucesso. A taxa média anual de crescimento nessa primeira década do século XXI alcançou os 3,3% (4% no período Lula), bem melhor que 1,6%, evidentemente, mas um resultado muito modesto, que nem sequer recupera a taxa média anual da pior das décadas do período 1930-1980, que foram os 4,3% obtidos nos “depressivos” anos 1930. Mas, para além das frias estatísticas numéricas, importa saber o que aconteceu nas entranhas desse processo de ascensão, queda e tímida recuperação, e não é possível fazer isso sem colocar em cena o contexto mundial em que ele se desenvolveu.

Não é o caso aqui de recuperar toda a história da economia brasileira nos últimos oitenta anos, mas cabe recordar alguns fatores importantes para entender a posição em que hoje nos encontramos. É fato sabido que no início dos anos 1980, em razão dos pesados investimentos nos setores de bens de capital e insumos básicos constantes do II PND – o plano de desenvolvimento adotado pelo governo Geisel em resposta à primeira crise do petróleo –, o Brasil acertou o passo com a Segunda Revolução Industrial, completando, ainda que extemporaneamente, sua matriz tecnológica. É verdade que já estava aí em curso a Terceira Revolução Industrial, mas ainda assim o feito não foi de pouca monta. O Brasil foi o único país da América Latina a internalizar toda essa matriz, o que poderia ter lhe dado o grau de autonomia que tentara sem sucesso obter na primeira metade dos anos 1950, com os projetos do segundo governo Vargas. Em meados da década de 1970, apesar de todo o crescimento industrial pretérito, a economia brasileira ainda sofria com a existência de várias lacunas importantes nos setores de base da indústria, sendo total ou parcialmente dependente das importações de insumos essenciais como petróleo, aço, papel e cimento, além de bens de capital de modo geral. Essa fragilidade ficara escancarada com o advento da crise do petróleo, que, em sua esteira de elevação, carregara consigo também os preços de vários dos insumos industriais essenciais. Assim, apesar do atraso no desenvolvimento de vários projetos e de alguns elefantes brancos como a ferrovia do aço e o projeto nuclear, o II PND foi bem-sucedido em completar as caselas que faltavam em nossa matriz interindustrial, tornando a economia brasileira mais forte e menos dependente.

Mas o país não foi capaz de saltar daí para uma posição verdadeiramente soberana, tornando fato a autonomia potencial que a nova situação permitia vislumbrar. Ocorre que, para além da nova revolução tecnológica já em curso, o capitalismo começava também, nessa mesma época, a transitar para outra etapa em sua história, etapa essa cujas características não são estranhas, antes o contrário, à incapacidade de nossa economia ter dado o referido salto. Marcada por aquilo que vários economistas houveram por bem denominar “financeirização”, a dinâmica econômica passou a se dar, cada vez mais, sob os auspícios e os imperativos do capital financeiro. Isso significou uma profunda alteração quanto à forma como até então se relacionavam produção e finança, pois agora era esta última que dominava o processo de acumulação como um todo, submetendo a primeira. Por trás desse processo estava o espetacular crescimento da riqueza financeira, que começou com os depósitos das multinacionais norte-americanas no mercado offshoreda City londrina no final dos anos 1960 e ganhou definitivo impulso com a engorda produzida pelos petrodólares e pelos excedentes ainda maiores de capital que não encontravam aplicação lucrativa depois do aprofundamento da recessão mundial trazido pela crise do petróleo. Foram os interesses produzidos por essa “base material” que alentaram o discurso neoliberal e fomentaram a grita em torno da necessária liberalização das finanças, dos fluxos internacionais de capital e dos mercados em geral.

Ora, o Brasil tornou-se uma das maiores vítimas da primeira fase do processo de financeirização, quando as finanças foram primordialmente intermediadas e o capital financeiro foi majoritariamente o capital bancário. Como os investimentos do II PND tinham se tornado possíveis graças ao endividamento externo em contratos estabelecidos a taxas flutuantes, a brutal elevação dos juros internacionais ao final dos anos 1970, patrocinada pelo banco central norte-americano num golpe destinado a resgatar a posição hegemônica do dólar, atingiu em cheio a economia brasileira, minando qualquer possibilidade de uma definitiva ascensão do país ao grupo das nações desenvolvidas. O Brasil constituíra parte substantiva da demanda que faltava a um copioso volume de riqueza financeira em busca de aplicação num mundo em recessão aberta, e agora pagava por isso um elevado preço. Naquele momento, o início dos anos 1980, apesar da renitência da inflação, o Brasil era o retrato de uma economia plenamente industrializada e relativamente sofisticada, mas vitimada pela marcha acelerada do processo mundial de financeirização.

Essa forma passiva de inserção da economia brasileira no capitalismo financeirizado foi substituída por uma forma ativa de inserção, quando a partir dos anos 1990 começaram a ser tomadas as medidas para transformar o país em potência financeira emergente: além da própria estabilização monetária, a abertura financeira desbragada, a internacionalização do mercado de títulos de dívida, a adoção de políticas monetária e fiscal extremamente rígidas e o estabelecimento de taxas de juros descabidamente elevadas. Isso sem falar nas “reformas estruturais”, que alteraram o sistema previdenciário, com espaço cada vez maior para o regime de capitalização, colocaram os direitos dos credores, não importa se públicos ou privados, à frente de quaisquer outros, e estabeleceram um sem-número de benefícios e concessões tributárias ao capital financeiro de não residentes. Consolidada essa inserção ativa no processo de financeirização, o Brasil transformou-se em plataforma internacional de valorização financeira, o mercado onde se tornaram possíveis os maiores ganhos do mundo em moeda forte, por força da combinação entre taxas de juros elevadas e um persistente processo de apreciação cambial, num contexto em que as finanças eram agora primordialmente diretas, em vez de intermediadas, e onde tinham importância crescente os mercados secundários de papéis e os investimentos em derivativos. Nesse contexto, nossa crônica dependência de poupança externa mudou de cara, saltando dos empréstimos convencionais para os recursos destinados aos investimentos de portfólio, enquanto os investimentos externos diretos ganharam fôlego adicional por força do processo de privatização.

Evidentemente, isso não ocorreu sem consequências do ponto de vista de nossa inserção produtiva. Como afirmou acertadamente em entrevista recente o professor Gabriel Palma, da Universidade de Cambridge, ao optar pela dupla juro alto/câmbio apreciado, o governo brasileiro escolheu as finanças, as commodities e os serviços e desdenhou e prejudicou a indústria, que seria beneficiada pela política oposta. O boom experimentado no preço de várias das commodities em função do efeito China já seria por si só suficiente para forçar uma mudança nessa direção, empurrando de volta a economia brasileira para a indesejada posição de país produtor de bens primários e de baixo valor agregado. Ao optar conscientemente pela política econômica que atendia primordialmente aos interesses do capital financeiro, os governos que se sucederam desde os anos 1990 jogaram mais água nesse moinho e promoveram um grande retrocesso no perfil produtivo de nossa economia. O resultado é que a desindustrialização e a reprimarização da pauta de exportações do país constituem hoje uma dura realidade. A começar pelo próprio setor automotivo, cadeias produtivas inteiras foram esvaziadas, fazendo nossa indústria trabalhar atualmente mais ao estilo das maquiladoras mexicanas, que simplesmente montam um sem-número de peças e componentes importados, do que como uma verdadeira indústria, capaz de produzir valor agregado e andar em linha com o desenvolvimento tecnológico mundial. Os setores mais dinâmicos desse último ponto de vista, como os de bens de capital, equipamentos eletrônicos e química e farmacêutica, foram justamente os que mais sofreram. Quanto à reprimarização da pauta de exportações, os dados falam por si. Em meados dos anos 1970, a participação dos produtos industriais e bens de capital nas exportações brasileiras era de 38%, tendo atingido quase 70% no início dos anos 1990, para alcançar 2010 com 47%. De outro lado, a participação dos produtos básicos, que era de cerca de 60% em meados dos anos 1970, reduziu-se a 25% no início dos anos 1990, para alcançar 2010 com 45%.

Está claro, portanto, que a tênue retomada dos anos 2000 é ainda menos auspiciosa quando se atenta para seu conteúdo. Um sinal de que o suposto sucesso da economia brasileira é praticamente uma miragem quando visto mais de perto é a razão formação bruta de capital fixo/PIB, que, mesmo com a pequena retomada do final dessa década, continua literalmente no chão, não tendo recuperado nem sequer o nível, já muito reduzido, atingido nos anos 1980 (17% contra 19%). Esse último elemento está diretamente ligado a mais um dos fatores agravantes de nossa precária situação. A dinâmica macroeconômica que produziu o crescimento um pouco mais alvissareiro a partir de 2006 esteve inteiramente assentada no consumo, e não, como deveria ser para que fosse algo sustentável, no investimento, e mais ainda, esse consumo esteve assentado na expansão do crédito, que, se traz ganhos a curto prazo, deprime a demanda a médio e longo prazos. Ancorar a dinâmica macroeconômica no consumo e o consumo no crédito é tentar fazer a economia capitalista andar com o motor girando ao contrário.

Há, porém, além da difusão do crédito para faixas da população antes dele excluídas, um fator que explica esse boom de consumo. Trata-se do surgimento da assim chamada “nova classe média”, os celebrados 30 milhões de brasileiros que ascenderam à classe C. Ao contrário do que pode parecer à primeira vista, o fenômeno não é resultado das políticas de renda compensatória (tipo Bolsa Família), as quais beneficiam os extremamente pobres, mas sim de um sustentado processo de aumento do salário mínimo real (que eleva a renda de cerca de 30 milhões de beneficiários da seguridade social), bem como da retomada do emprego trazida pelo próprio crescimento. Para além de seu impacto econômico, esse processo tem importância em si, já que é evidente a diferença que tais mutações produzem num país secularmente marcado por uma desigualdade ímpar. Mas, ao contrário do que sustentam algumas das interpretações sobre esse fenômeno, ele está, a meu ver, longe de ser estrutural. Sua manutenção depende fundamentalmente do andamento da conjuntura. Se a economia não decola, o crescimento do emprego dá marcha a ré, problematizando um dos fatores que estão na base da “nova classe média”. Com a economia em banho-maria, as receitas do governo podem não se elevar o suficiente para que continue a ser bancado o segundo dos sustentáculos da nova classe, o crescimento real do salário mínimo, que, ao contrário do Bolsa Família, tem custo muito elevado para o governo.

Resta saber quais são as perspectivas de materialização de tal cenário. A resposta a essa pergunta já está de certa forma dada pelo resultado pífio obtido em 2011 (crescimento de 2,7%) e pelas expectativas para 2012, que, a depender da fonte, já andam abaixo dos 2%. As causas que primeiramente se levantam para explicar essa situação estão sempre relacionadas ao agravamento da cena internacional, o que tem lá sua razão de ser, já que a crise europeia está se mostrando mais profunda do que se imaginava. Mas elas não podem de modo nenhum se reduzir a isso. Com duas décadas de políticas anti-indústria, não é à toa que a crise internacional superdeprima as expectativas e impeça o investimento de decolar, por maiores que sejam os esforços do governo para estimular o consumo e, por essa via, tentar reerguê-las. As escolhas de política econômica efetuadas pelos últimos governos fizeram o país retroceder a uma posição na divisão internacional do trabalho que já se julgava ter sido ultrapassada. Se associarmos a isso seu papel de plataforma internacional de valorização financeira que a economia brasileira ainda desempenha, muito embora as taxas de juros tenham declinado substantivamente nos últimos meses, teremos uma espécie de dependência redobrada, um cenário, portanto, muito distante da imagem de autonomia e independência que os discursos sobre a “economia blindada” e o suposto “desenvolvimentismo” querem fazer crer. Nesse contexto, a possibilidade de transformar em estruturais as saudáveis mudanças no plano distributivo recentemente ocorridas torna-se diminuta, jogando por terra, mais uma vez, a oportunidade que nos deu a favorável conjuntura internacional dos anos 2000 até antes da crise de 2008 de saltarmos para uma posição altiva, em que os destinos do país pudessem ser conduzidos com soberania. Origem.

Leda Maria Paulani

Professora titular do Departamento de Economia da FEA-USP e da pós-graduação em Economia da IPE-USP. Pesquisadora do CNPq e da FAPESP, foi entre 2004 e 2008, presidente da Socidedade Brasileira de Economia Política (SEP). É autora, entre outros livros, de Modernidade e discurso econômico e Brasil Delivery, ambos publicados pela Boitempo.

Ilustração: Orlando