27 de abril de 2012

DoLaDoDeLá: ACM Neto, o grampinho

Como toda a mídia, os blogs vão repetindo, somando, comentando e divulgando aquilo que interessa. Nos blogs, em princípio, não se usa agência de notícias. Publica-se alguma informação de primeira ou repercute-se ou ainda e principalmente, contesta-se o que foi publicado pela velha e podre mídia.

O jornalista Marco Aurélio Mello, homônimo do ministro do STF, publicou no seu DoLaDoDelá, o vi o mundo do Azenha, repetiu e o CAf do PHA também, que herdamos a charge do insuperável Bessinha. Nós continuamos ainda ao estilo da finada REFAZENDA2010, hoje, um pouco mais do que um clipping. Assim é que funciona!

Jornalista-blogueiro Marco Aurélio Mello

ACM Neto, o grampinho

 
DoLaDoDeLá




Lembrei-me do episódio que narro abaixo depois de ver a notícia de que o deputado vai se candidatar à prefeitura de Salvador. E, segundo o presidente do DEM, senador Agripino Maia, ACM Neto é o fato novo do partido, com potencial para se projetar nacionalmente e reerguer a combalida legenda. Pois bem, vamos aos fatos.

Minha chefe me convoca para ir a Brasília. Pergunto se sou obrigado e ela responde que sim, que todos os editores do Jornal Nacional em São Paulo (são quatro ao todo, um por semana, sendo três mulheres e eu). Quero saber se preciso ser o primeiro da fila. Ela responde que não, que conversará com as outras editoras e decidirá quem vai primeiro. Peço para, se possível, ficar por último. Estamos em setembro de 2005.

A primeira colega foi, passou uma semana e voltou, desamparada. A segunda também seguiu para lá e voltou desmilinguida. A terceira editora entrou em licença médica. Assim, sobrou para mim. Comprei uma caixa de Passiflora (calmante natural de Maracujá) e segui viagem. Era para ser uma semana, mas fiquei duas. Entrava ao meio-dia e saia depois que o Jornal da Globo terminava, não raro depois da uma.

Minha tarefa era reforçar a edição do Jornal Nacional e do Jornal da Globo, mas como chegava antes do Jornal Hoje ainda ajudava a coordenar entradas ao vivo, isso quando não editava alguma matéria bruta para eles também. Resumindo: trabalho semi-escravo, desumano.


A capital federal ardia com duas CPIs simultâneas: a dos Correios (Mensalão) e a dos Bingos, apelidada de "Fim do Mundo", de tão ampla. Investigou os assassinatos dos prefeitos petistas de Campinas, Toninho do PT, e de Santo André, Celso Daniel; a “máfia do lixo” em Ribeirão Preto; o escândalo da Loterj;  a renovação do contrato entre a multinacional GTech e a Caixa Econômica Federal para loterias; os dólares de Cuba para a campanha de Lula; a máfia do apito no Brasileirão, e por aí foi... Continue lendo


Bessinha no CAf do Paulo Henrique Amorim
CAf: Como o jn trabalha com os detritos sólidos

Um comentário:

Lucas Abreu Costa disse...

Ótimo texto. Mas, como disseram alguns, os nomes aos bois (ou seria às vacas?), daria mais credibilidade.
Melhor parte: a da passiflora. Ri demais!!