Lamentavelmente, no mundo real, a prática de dois preços já existe há décadas! São os mesmos impolutos senhoras e senhores que exigem moralidade. Sonegadoras e sonegadoras, simples assim!
Agência Brasil: Profissionais liberais terão de identificar CPF de clientes a partir de 2015
Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil
A partir de 1º de janeiro, os profissionais liberais terão de informar à Receita Federal o CPF das pessoas para as quais prestaram serviços. A medida consta da Instrução Normativa 1.531, publicada hoje (22) no Diário Oficial da União.
A novidade vale para médicos, dentistas, fonoaudiólogos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, advogados, psicólogos e psicanalistas, que usarão o Carnê-Leão em 2015 para comprovar renda na Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física em 2016. Por meio de um programa de computador, os profissionais liberais exportam os dados do Carnê-Leão para a declaração de rendimentos.
Segundo a Receita Federal, o preenchimento obrigatório do CPF dos clientes pretende evitar a retenção na malha fina de milhares de declarantes que preenchem a declaração do Imposto de Renda corretamente. Em casos que envolvem pagamento de altos valores, alguns clientes eram obrigados a apresentar documentos comprobatórios ao Fisco.
Com a medida, os profissionais liberais passarão a ter o mesmo tratamento que pessoas jurídicas da área de saúde. Atualmente, as empresas de saúde são obrigadas a apresentar o CPF dos clientes na Declaração de Serviços Médicos e de Saúde (Demed).
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segunda-feira, 22 de dezembro de 2014
Agência Brasil: Profissionais liberais terão de identificar CPF de clientes a partir de 2015
Nassif: Como Toffoli livrou Maluf da Lei da Ficha Limpa
Não dá para o entender o Toffoli!
Ainda estão por serem reveladas as razões que levaram o presidente do Tribunal Superior Eleitoral José Antônio Dias Toffoli a armar a operação que livrou Paulo Maluf na Lei da Ficha Limpa. Trata-se de mais um caso de desmoralização do Judiciário. Em plena era das redes sociais, da circulação das informações, o episódio é uma demonstração cabal das incertezas jurídicas do país e da falta de respeito de Ministros da mais alta corte em relação aos princípios da impessoalidade.
A candidatura Maluf havia sido impugnada pelo TRE (Tribunal Regional Eleitoral) de São Paulo, devido a condenação em um processo envolvendo recursos de obras públicas. Com a condenação, o TRE votou pela não diplomação de Maluf, com base na Lei da Ficha Limpa
Dois fatos chamaram a atenção no julgamento.
O primeiro, o estratagema utilizado por Toffoli para colocar o caso em votação
O julgamento era para ter sido na terça-feira, mas Toffoli não o colocou em pauta. Se tivesse colocado, provavelmente Maluf teria sido derrotado por 4 x 3, como aconteceu em julgamento anterior. Um dos votos certos contra Maluf era do Ministro Admar Gonzaga.
Na quarta, Admar foi enviado pelo TSE para uma missãofora. Inesperadamente, Toffoli convocou uma sessã extraordinária e incluiu o julgamento de Maluf na pauta. Substituto de Admar, o Ministro Tarcísio Vieira votou a favor de Maluf, ao lado de Dias Toffoli, Gilmar e João Otávio Noronha - os mesmos (com exceção de Fux) com quem Gilmar contava para vetar as contas de campanha de Dilma.
Assim como na redistribuição das contas de campanha da Dilma para Gilmar, ficou nítida a manobra de Toffoli para beneficiar Maluf.
O segundo ponto que chamou a atenção foi a maneira como o TSE reverteu a decisão do TRE-SP
O direito brasileiro permite muitos recursos, grande parte deles utilizado para postergar decisões.
Em regra, recursos se prestam para mudar a decisão anterior. Por exemplo, há uma decisão no curso do processo, entra com o agravo para mudar a decisão.
Para sentenças, cabe um conjunto de recursos específicos.
Só que para algumas decisões não cabem recursos. É o caso da sentença do TRE-SP.
Os advogados de Maluf entraram com os chamados "embargos de declaração", que se prestam apenas para corrigir omissões de sentenças, não para mudar o mérito de julgamentos.
Os embargos de declaração são previstos nos artigos 619 e 620 do Código de Processo Penal:
Art. 619. Aos acórdãos proferidos pelos Tribunais de Apelação, câmaras ou turmas, poderão ser opostos embargos de declaração, no prazo de dois dias contados da sua publicação, quando houver na sentença ambiguidade, obscuridade, contradição ou omissão.
No Código eleitoral os embargos de declaração estão previstos no artigo 275 que repete outros códigos processuais, admitindo-os apenas em casos de "obscuridade, dúvida, contradição ou omissão".
Para surpresa do mundo jurídico, o TSE decidiu reformar a sentença do TRE, abrindo um precedente perigoso na jurisprudência nacional.
Piior: Maluf já havia sido julgado pelo TSE e a condenação do TRE confirmada por 4 x 3. A manipulação dos embargos comprometeu, portanto, duas sentenças.
E como apelar ao STF se três Ministros - Toffoli, Gilmar e Fux - endossaram a manobra?
Origem.
| Imagem do Nassif on line - Da esquerda para a direita: Admar, e os Ministros alinhados, Toffoli, Noronha e Gilmar |
Nassif: Como Toffoli livrou Maluf da Lei da Ficha Limpa
Ainda estão por serem reveladas as razões que levaram o presidente
do Tribunal Superior Eleitoral José Antônio Dias Toffoli a armar a
operação que livrou Paulo Maluf na Lei da Ficha Limpa. Trata-se de mais
um caso de desmoralização do Judiciário. Em plena era das redes
sociais, da circulação das informações, o episódio é uma demonstração
cabal das incertezas jurídicas do país e da falta de respeito de
Ministros da mais alta corte em relação aos princípios da
impessoalidade.
A candidatura Maluf havia sido impugnada pelo TRE (Tribunal
Regional Eleitoral) de São Paulo, devido a condenação em um processo
envolvendo recursos de obras públicas. Com a condenação, o TRE votou
pela não diplomação de Maluf, com base na Lei da Ficha Limpa
Dois fatos chamaram a atenção no julgamento.
O primeiro, o estratagema utilizado por Toffoli para colocar o caso em votação
O julgamento era para ter sido na terça-feira, mas Toffoli não o
colocou em pauta. Se tivesse colocado, provavelmente Maluf teria sido
derrotado por 4 x 3, como aconteceu em julgamento anterior. Um dos votos
certos contra Maluf era do Ministro Admar Gonzaga.
Na quarta, Admar foi enviado pelo TSE para uma missãofora.
Inesperadamente, Toffoli convocou uma sessã extraordinária e incluiu o
julgamento de Maluf na pauta. Substituto de Admar, o Ministro Tarcísio
Vieira votou a favor de Maluf, ao lado de Dias Toffoli, Gilmar e João
Otávio Noronha - os mesmos (com exceção de Fux) com quem Gilmar contava
para vetar as contas de campanha de Dilma.
Assim como na redistribuição das contas de campanha da Dilma para
Gilmar, ficou nítida a manobra de Toffoli para beneficiar Maluf.
O segundo ponto que chamou a atenção foi a maneira como o TSE reverteu a decisão do TRE-SP
O direito brasileiro permite muitos recursos, grande parte deles utilizado para postergar decisões.
Em regra, recursos se prestam para mudar a decisão anterior. Por
exemplo, há uma decisão no curso do processo, entra com o agravo para
mudar a decisão.
Para sentenças, cabe um conjunto de recursos específicos.
Só que para algumas decisões não cabem recursos. É o caso da sentença do TRE-SP.
Os advogados de Maluf entraram com os chamados "embargos de
declaração", que se prestam apenas para corrigir omissões de sentenças,
não para mudar o mérito de julgamentos.
Os embargos de declaração são previstos nos artigos 619 e 620 do Código de Processo Penal:
Art. 619. Aos acórdãos proferidos pelos Tribunais de Apelação, câmaras ou turmas, poderão ser opostos embargos
de declaração, no prazo de dois dias contados da sua publicação, quando
houver na sentença ambiguidade, obscuridade, contradição ou omissão.
No Código eleitoral os embargos de declaração estão previstos no
artigo 275 que repete outros códigos processuais, admitindo-os apenas em
casos de "obscuridade, dúvida, contradição ou omissão".
Para surpresa do mundo jurídico, o TSE decidiu reformar a sentença
do TRE, abrindo um precedente perigoso na jurisprudência nacional.
Piior: Maluf já havia sido julgado pelo TSE e a condenação do TRE
confirmada por 4 x 3. A manipulação dos embargos comprometeu, portanto,
duas sentenças.
E como apelar ao STF se três Ministros - Toffoli, Gilmar e Fux - endossaram a manobra?
Nassif: Como Toffoli livrou Maluf da Lei da Ficha LimpaAinda estão por serem reveladas as razões que levaram o presidente do Tribunal Superior Eleitoral José Antônio Dias Toffoli a armar a operação que livrou Paulo Maluf na Lei da Ficha Limpa. Trata-se de mais um caso de desmoralização do Judiciário. Em plena era das redes sociais, da circulação das informações, o episódio é uma demonstração cabal das incertezas jurídicas do país e da falta de respeito de Ministros da mais alta corte em relação aos princípios da impessoalidade.
A candidatura Maluf havia sido impugnada pelo TRE (Tribunal Regional Eleitoral) de São Paulo, devido a condenação em um processo envolvendo recursos de obras públicas. Com a condenação, o TRE votou pela não diplomação de Maluf, com base na Lei da Ficha Limpa
Dois fatos chamaram a atenção no julgamento.
O primeiro, o estratagema utilizado por Toffoli para colocar o caso em votação
O julgamento era para ter sido na terça-feira, mas Toffoli não o colocou em pauta. Se tivesse colocado, provavelmente Maluf teria sido derrotado por 4 x 3, como aconteceu em julgamento anterior. Um dos votos certos contra Maluf era do Ministro Admar Gonzaga.
Na quarta, Admar foi enviado pelo TSE para uma missãofora. Inesperadamente, Toffoli convocou uma sessã extraordinária e incluiu o julgamento de Maluf na pauta. Substituto de Admar, o Ministro Tarcísio Vieira votou a favor de Maluf, ao lado de Dias Toffoli, Gilmar e João Otávio Noronha - os mesmos (com exceção de Fux) com quem Gilmar contava para vetar as contas de campanha de Dilma.
Assim como na redistribuição das contas de campanha da Dilma para Gilmar, ficou nítida a manobra de Toffoli para beneficiar Maluf.
O segundo ponto que chamou a atenção foi a maneira como o TSE reverteu a decisão do TRE-SP
O direito brasileiro permite muitos recursos, grande parte deles utilizado para postergar decisões.
Em regra, recursos se prestam para mudar a decisão anterior. Por exemplo, há uma decisão no curso do processo, entra com o agravo para mudar a decisão.
Para sentenças, cabe um conjunto de recursos específicos.
Só que para algumas decisões não cabem recursos. É o caso da sentença do TRE-SP.
Os advogados de Maluf entraram com os chamados "embargos de declaração", que se prestam apenas para corrigir omissões de sentenças, não para mudar o mérito de julgamentos.
Os embargos de declaração são previstos nos artigos 619 e 620 do Código de Processo Penal:
Art. 619. Aos acórdãos proferidos pelos Tribunais de Apelação, câmaras ou turmas, poderão ser opostos embargos de declaração, no prazo de dois dias contados da sua publicação, quando houver na sentença ambiguidade, obscuridade, contradição ou omissão.
No Código eleitoral os embargos de declaração estão previstos no artigo 275 que repete outros códigos processuais, admitindo-os apenas em casos de "obscuridade, dúvida, contradição ou omissão".
Para surpresa do mundo jurídico, o TSE decidiu reformar a sentença do TRE, abrindo um precedente perigoso na jurisprudência nacional.
Piior: Maluf já havia sido julgado pelo TSE e a condenação do TRE confirmada por 4 x 3. A manipulação dos embargos comprometeu, portanto, duas sentenças.
E como apelar ao STF se três Ministros - Toffoli, Gilmar e Fux - endossaram a manobra?
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domingo, 21 de dezembro de 2014
Blog do Miro [Altamiro Borges, dica de O Cafezinho]: Blog do Miro: Aécio é diplomado... numa clínica!
| Mas essa imagem vem daqui! |
O que dizer quando os miolos de uma pessoa não vão bem. Tratamento!
Blog do Miro: Aécio é diplomado... numa clínica!
Por Altamiro Borges
O cambaleante Aécio Neves está com algum problema sério. Nem o bafômetro consegue identificar o transtorno. O senador mineiro-carioca até agora não engoliu a derrota na eleição presidencial – nem a surra que levou em Minas Gerais e no Rio de Janeiro. Ele já pediu recontagem dos votos, deu apoio aos malucos que gritam pelo impeachment da presidenta e pelo retorno da ditadura e pressionou pela rejeição das contas de campanha do PT. Sua última investida, porém, foi a mais patética. Seu partido solicitou que ele fosse diplomado no lugar de Dilma Rousseff. Não é piada! Aécio Neves poderia até ser "diplomado", mas numa clínica... psiquiátrica!
Poucos horas antes do Tribunal Superior Eleitoral diplomar a presidenta, na tarde desta quinta-feira (18), o PSDB ingressou no órgão com o pedido de cassação do seu registro e de posse do derrotado tucano. Alegou "abuso do poder econômico" – como se a sua campanha não tivesse recebido milhões dos banqueiros e das empreiteiras – e uso indevido da tevê para pronunciamentos da presidenta – como se os tucanos não tivessem 24 horas diárias de "horário eleitoral gratuito" na mídia golpista.
Na sua parte mais risível, o documento do PSDB afirma: "Cabe assinalar, contudo, que a despeito de tudo, os requeridos [Dilma Rousseff e Michel Temer] obtiveram pífia vitória nas urnas. A diferença entre as duas chapas em disputa no segundo turno foi de apenas 2,28%, num universo de 105.542.273 votos válidos". Derrotada, a sigla solicita a cassação do registro da dupla vencedora e reivindica que sejam empossados os tucanos Aécio Neves e Aloysio Nunes Ferreira nos cargos de presidente e vice-presidente da República. É, realmente, caso de internação... com direito a "diploma" de desrespeito à soberania do voto e à democracia.
Origem.
Agência Brasil: Comércio da 25 de Março fica lotado no último fim de semana antes do Natal
Não obstante a todo negativismo imposto pelas aves agourentas da mídia, ainda há uma chama no consumo, que aliás não é ascendente o tempo todo!
Agência Brasil: Comércio da 25 de Março fica lotado no último fim de semana antes do Natal
Flávia Albuquerque - Repórter da Agência Brasil
A área de comércio popular da Rua 25 de Março, região central da capital paulista, ficou lotada hoje (21), apesar do sol escaldante que cobriu o céu da cidade. A poucos dias do Natal, as lojas abriram das 8h às 14h, com expectativa de melhoria nas vendas e no faturamento. Segundo os lojistas, no fim de semana passado, o movimento foi decepcionante. Por isso, a esperança deles é que este tenha compensado os demais de fluxo fraco.
De acordo com o diretor comercial da Semaan Brinquedos, Marcelo Mouawad, o ano foi ruim para o comércio. “Foi horrível, mas os últimos três meses deram alguma esperança. Em uma tentativa de compensar o ano, poderíamos ter bons resultados no último trimestre e Esperamos atingir crescimento de 10%”, disse Marcelo. Em outra loja, a Armarinhos Fernando, a previsão também é de crescimento na faixa de 10%.
A aposta dos lojistas são os consumidores que deixam as compras para a última hora. A assistente de produção Olga Alves da Silva, por exemplo, comprou presentes para a família que vive no Nordeste. “Vamos viajar. Por isso, viemos aqui. Compramos muita coisa, mas deixamos mesmo para a última hora, porque isso é mal de brasileiro. Acho que compensa vir comprar aqui, mesmo com muito movimento. Encontrei tudo que queria”, informou.
A telefonista Fulvia Low disse que foi à 25 de Março no último fim de semana antes do Natal, porque sempre falta alguma coisa para comprar. “Vim comprar algo para minha mãe, meu pai, minha filha e até para mim. Deixei para vir hoje, porque meu marido trabalha nos fins de semana e hoje está de folga. Pensei que teria mais movimento por ser domingo.”
Etelvina Simonique deixou o trabalho de costura para ir ao Brás. Desistiu no caminho e resolveu ir à 25 de Março, porque o movimento está melhor. “O Brás estava muito cheio. Não se conseguia andar. Aqui está tranquilo. Hoje, foi o melhor dia para vir. Comprei presentes para minhas filhas."
A camelô Renilda Santos Dias elogiou o movimento. Segundo ela, normalmente, a movimentação de domingo é menor, mas, em função do fim do ano, há mais pessoas transitando pela rua. “As vendas estão devagar, mas está bom assim. Não vou reclamar”, assinalou.
Origem.
Agência Brasil: Comércio da 25 de Março fica lotado no último fim de semana antes do Natal
| Lojistas da região apostam no consumidor que deixa compras para a última horaMarcelo Camargo/Agência Brasil |
A área de comércio popular da Rua 25 de Março, região central da capital paulista, ficou lotada hoje (21), apesar do sol escaldante que cobriu o céu da cidade. A poucos dias do Natal, as lojas abriram das 8h às 14h, com expectativa de melhoria nas vendas e no faturamento. Segundo os lojistas, no fim de semana passado, o movimento foi decepcionante. Por isso, a esperança deles é que este tenha compensado os demais de fluxo fraco.
De acordo com o diretor comercial da Semaan Brinquedos, Marcelo Mouawad, o ano foi ruim para o comércio. “Foi horrível, mas os últimos três meses deram alguma esperança. Em uma tentativa de compensar o ano, poderíamos ter bons resultados no último trimestre e Esperamos atingir crescimento de 10%”, disse Marcelo. Em outra loja, a Armarinhos Fernando, a previsão também é de crescimento na faixa de 10%.
A aposta dos lojistas são os consumidores que deixam as compras para a última hora. A assistente de produção Olga Alves da Silva, por exemplo, comprou presentes para a família que vive no Nordeste. “Vamos viajar. Por isso, viemos aqui. Compramos muita coisa, mas deixamos mesmo para a última hora, porque isso é mal de brasileiro. Acho que compensa vir comprar aqui, mesmo com muito movimento. Encontrei tudo que queria”, informou.
A telefonista Fulvia Low disse que foi à 25 de Março no último fim de semana antes do Natal, porque sempre falta alguma coisa para comprar. “Vim comprar algo para minha mãe, meu pai, minha filha e até para mim. Deixei para vir hoje, porque meu marido trabalha nos fins de semana e hoje está de folga. Pensei que teria mais movimento por ser domingo.”
Etelvina Simonique deixou o trabalho de costura para ir ao Brás. Desistiu no caminho e resolveu ir à 25 de Março, porque o movimento está melhor. “O Brás estava muito cheio. Não se conseguia andar. Aqui está tranquilo. Hoje, foi o melhor dia para vir. Comprei presentes para minhas filhas."
A camelô Renilda Santos Dias elogiou o movimento. Segundo ela, normalmente, a movimentação de domingo é menor, mas, em função do fim do ano, há mais pessoas transitando pela rua. “As vendas estão devagar, mas está bom assim. Não vou reclamar”, assinalou.
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Vídeos REFAZENDA2010-blog: ELP, Rick Wakeman e Marina Lima, postado originalmente em 09/02/2012
Em 9 de fevereiro de 2012 publicamos três vídeos, ressuscitamos!
Vídeos REFAZENDA2010-blog: ELP, Rick Wakeman e Marina Lima, postado originalmente em 09/02/2012
Emerson Lake Palmer e orquestra na Fanfarra para um Homem Comum de Aaron Copland, Rick Walkeman, solo em Gone But Not Forgotten e Marina Lima com Liminha em Fullgás. (post relacionado)
Emerson Lake Palmer e orquestra na Fanfarra para um Homem Comum de Aaron Copland, Rick Walkeman, solo em Gone But Not Forgotten e Marina Lima com Liminha em Fullgás. (post relacionado)
Bom dia!
Aaron Copland & ELP: Fanfare For The Common Man
Rick Wakeman - Gone But Not Forgotten [2011]
Marina Lima - Fullgás (Acústico MTV)
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sábado, 20 de dezembro de 2014
Carta Capital: O Psol elegeu um reacionário?
Tenham a santa paciência! Ou foi tão importante quanto o Tiririca? Como se sabe, ele ajudou a eleger o Protógenes! E todo respeito ao Tiririca!
Religioso, o militar organizava orações durante suas atividades de campanha -Imagem da revista Carta Capital
Eleito deputado federal pelo partido, o Cabo Daciolo diz que Brasil vive ditadura, coloca Deus à frente do mandato e defende um militar para ministro da Defesa
por Renan Truffi — publicado 19/12/2014 15:03, última modificação 19/12/2014 15:49
Um vídeo de pouco mais de três minutos divulgado no Facebook pegou de surpresa o PSOL na última semana. Eleito deputado federal pelo partido, o Cabo Daciolo (Psol-RJ) declarou na rede social que o Brasil vive uma “falsa democracia”, defendeu a indicação de um general para o Ministério da Defesa e ainda relacionou os índices de violência com o “baixo” número de militares no País. Antes mesmo de assumir o cargo, o militar dá sinais de que, apesar de ter liderado uma greve dos bombeiros no Rio de Janeiro, não é tão progressista como o partido pensava.
No vídeo, Cabo Daciolo diz que o Brasil precisa de “união” com os militares para ser uma “grande potência”. “Não sou a favor da ditadura, nem da falsa democracia que estamos vivendo. E acredito que a união do militar com a população faz do nosso País uma grande potência. Eu acredito na soberania do nosso País. Hoje nós temos o Ministério da Defesa. O senhor Celso Amorim é o ministro. E particularmente eu acho inadmissível que o cargo não seja de um oficial general, no último grau da hierarquia das Forças Armadas, podendo ser do Exército, da Marina ou da Aeronáutica”, diz.
O deputado federal Chico Alencar, que também é do Psol do Rio de Janeiro, admitiu que o episódio “chocou” as lideranças do partido. “Essas declarações, que evidentemente não têm a mínima identificação com o Psol, nos surpreenderam”, afirmou antes de criticar o discurso do colega. “Além de ter essa visão extremamente reacionária, atrasada, é um pouco prepotente. Ele convoca militares para discutir a importância de um oficial-general para chefiar o Ministério da Defesa. Ele está distante até das democracias liberais modernas”, complementou.
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Diário de Notícias: Pyongyang propõe a Washington inquérito conjunto ao ataque contra a Sony
Uai, não teria sido o Imperador da Coreia do Norte?!...
Relacionado.
Diário de Notícias: Pyongyang propõe a Washington inquérito conjunto ao ataque contra a Sony
Agência Lusa
Pyongyang propôs hoje a Washington a realização de um inquérito conjunto sobre o ataque informático em massa contra o grupo Sony Pictures no final de novembro e assegurou não ter qualquer responsabilidade no sucedido.
"Tendo em conta que os Estados Unidos espalham alegações sem fundamento e nos difamam, nós propomos um inquérito conjunto", indicou o ministério dos Negócios Estrangeiros norte-coreano. "Sem ir até à tortura como fez a CIA norte-americana, nós temos meios para provar que não temos nada a ver com este incidente", adiantou o ministério, citado pela agência oficial norte-coreana KCNA.
A Coreia do Sul também acusou hoje a Coreia do Norte de ser a responsável pelos ataques contra o grupo Sony Pictures, semelhantes a ataques similares aos sofridos por bancos e agências de notícias sul-coreanas no ano passado, que foram atribuídos a Pyongyang.
Seul indicou estar pronta a partilhar com Washington as informações "ligadas ao ataque informático contra a Sony" e a reforçar a cooperação internacional para enfrentar novas ameaças informáticas.
O Japão enviou a mesma mensagem. Um porta-voz do primeiro-ministro Shinzo Abe declarou que "o governo japonês comunica estreitamente com os Estados Unidos e defende a abordagem destes sobre esta questão", sem aludir diretamente aos ataques informáticos da Coreia do Norte.
O grupo Sony Pictures foi alvo no final de novembro de um ataque informático reivindicado pelo grupo de piratas informáticos GOP ("Guardians of Peace"), durante o qual inumeráveis informações foram roubadas e algumas divulgadas.
Continue lendo [página2] do DN de Portugal.
Relacionado.
Diário de Notícias: Pyongyang propõe a Washington inquérito conjunto ao ataque contra a Sony
Agência Lusa
Pyongyang propôs hoje a Washington a realização de um inquérito conjunto sobre o ataque informático em massa contra o grupo Sony Pictures no final de novembro e assegurou não ter qualquer responsabilidade no sucedido.
"Tendo em conta que os Estados Unidos espalham alegações sem fundamento e nos difamam, nós propomos um inquérito conjunto", indicou o ministério dos Negócios Estrangeiros norte-coreano. "Sem ir até à tortura como fez a CIA norte-americana, nós temos meios para provar que não temos nada a ver com este incidente", adiantou o ministério, citado pela agência oficial norte-coreana KCNA.
A Coreia do Sul também acusou hoje a Coreia do Norte de ser a responsável pelos ataques contra o grupo Sony Pictures, semelhantes a ataques similares aos sofridos por bancos e agências de notícias sul-coreanas no ano passado, que foram atribuídos a Pyongyang.
Seul indicou estar pronta a partilhar com Washington as informações "ligadas ao ataque informático contra a Sony" e a reforçar a cooperação internacional para enfrentar novas ameaças informáticas.
O Japão enviou a mesma mensagem. Um porta-voz do primeiro-ministro Shinzo Abe declarou que "o governo japonês comunica estreitamente com os Estados Unidos e defende a abordagem destes sobre esta questão", sem aludir diretamente aos ataques informáticos da Coreia do Norte.
O grupo Sony Pictures foi alvo no final de novembro de um ataque informático reivindicado pelo grupo de piratas informáticos GOP ("Guardians of Peace"), durante o qual inumeráveis informações foram roubadas e algumas divulgadas.
Continue lendo [página2] do DN de Portugal.
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Diário de Notícias: Obama garante retaliação contra a Coreia do Norte
Risível e pior, qualquer retaliação só prejudica a população. A arrogância é costumeira. Águia é águia! E a Sony, um desastre!
Diário de Notícias: Obama garante retaliação contra a Coreia do Norte
por Abel Coelho de Morais
Presidente americano criticou estúdio de cinema por ter retirado de exibição Entrevista de Loucos, paródia ao ditador de Pyongyang.
"Vamos responder da forma como escolhermos e quando escolhermos", garantiu o presidente Barack Obama em resposta a uma pergunta sobre a reação dos Estados Unidos à confirmação de que partiu da Coreia do Norte o ataque informático e as ameaças à Sony por causa de um filme cómico sobre o dirigente deste regime comunista, Kim Jong-un.
Obama, que falava na Casa Branca no último encontro do ano com a imprensa, salientou que "teria gostado" que os responsáveis da Sony tivessem falado com ele antes de decidirem não exibir o filme de título original The Interview, decisão que, diz, "foi um erro".
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Diário de Notícias: Obama garante retaliação contra a Coreia do Norte
por Abel Coelho de Morais
Presidente americano criticou estúdio de cinema por ter retirado de exibição Entrevista de Loucos, paródia ao ditador de Pyongyang.
"Vamos responder da forma como escolhermos e quando escolhermos", garantiu o presidente Barack Obama em resposta a uma pergunta sobre a reação dos Estados Unidos à confirmação de que partiu da Coreia do Norte o ataque informático e as ameaças à Sony por causa de um filme cómico sobre o dirigente deste regime comunista, Kim Jong-un.
Obama, que falava na Casa Branca no último encontro do ano com a imprensa, salientou que "teria gostado" que os responsáveis da Sony tivessem falado com ele antes de decidirem não exibir o filme de título original The Interview, decisão que, diz, "foi um erro".
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sexta-feira, 19 de dezembro de 2014
El Mundo: Boko Haram secuestra a 185 mujeres y niños en Nigeria
Miembros de la organización terrorista Boko Haram rodean a su líder (en el centro), Abubakar Shekau. Do El Mundo - Espanha
A sandice estúpida e assassina continua. O fundamentalismo passa de qualquer limite e a pessoa humana é aniquilada. Idiotas!
ÁFRICA En la aldea de Gumsuri, en la misma zona donde en abril secuestraron a más de 200 niñas
El Mundo: Boko Haram secuestra a 185 mujeres y niños en Nigeria
Los terroristas acabaron asimismo con la vida de 35 personas
A su vez, un tribunal militar sentencia a muerte a 54 soldados por no querer luchar
El Ejército camerunés mató a 116 miembros de Boko Haram el pasado miércoles
AGENCIAS
Actualizado: 18/12/2014 12:16 horas
Miembros de la organización terrorista Boko Haram han matado a 35 personas y secuestrado a 185 mujeres y niños en el pueblo de Gumsuri, al noreste del país, según han declarado las autoridades locales y varios testigos. El ataque tuvo lugar el pasado domingo.
"Después de matar a nuestros jóvenes, los terroristas se han llevado a nuestras mujeres e hijos", ha relatado Mukhtar Buba, un habitante de Gumsuri que ha se ha visto obligado a abandonar su casa para marcharse a la capital del estado de Borno, Maiduguri.
Los detalles del asalto han salido a la luz cuatro días después de que ocurriera porque la red telefónica se ha visto colapsada en la región y muchas carreteras son intransitables.
Gumsuri se encuentra en la carretera que lleva a Chibok, el lugar a donde Boko Haram secuestró a más de 200 niñas el pasado abril.
Según una autoridad local, el pueblo estaba protegido por las fuerzas de seguridad por si atacaba Boko Haram; sin embargo, el pasado domingo no pudieron hacer nada contra la capacidad militar de la organización terrorista.
"El año pasado, los insurgentes trataron de urdir varios ataques contra Gumsuri pero no lograron su objetivo gracias a la resistencia de los jóvenes del pueblo", explicó.
Condena a muerte a 54 soldados
Paralelamente a este suceso, un tribunal militar de Nigeria ha sentenciado a muerte a 54 soldados por negarse a participar en una operación contra el grupo terrorista Boko Haram durante el pasado mes de agosto, según han confirmado fuentes del Ministerio de Defensa nigeriano.
La corte ha declarado a los militares culpables de dos cargos de conspiración criminal para amotinarse y los ha condenado a morir fusilados, mientras que otros cuatro militares han sido exonerados, informaron medios locales.
Al parecer, los soldados, todos miembros de la Séptima División del Ejército nigeriano, destacada en la ciudad nororiental de Maiduguri, se habrían negado a formar parte de una misión conjunta con un batallón de las fuerzas especiales para recuperar varias aldeas que en ese momento estaban en manos de Boko Haram.
Los 54 militares se han declarado "no culpables" de los cargos que se les imputaban e incluso uno de los testigos aportados por la Fiscalía reconoció que la mayor parte de ellos se unieron a la operación con posterioridad, relata el periódico 'Premium Times'.
Ofensiva fallida de Boko Haram en Camerún
Además, varios miembros de Boko Haram atacaron el miércoles una base del norte de Camerún, donde el ejército respondió con una ofensiva matando a 116 terroristas, según ha informado el portavoz del ministro de Defensa Didier Badjeck.
"Un total de 116 miembros de Boko Haram han muerto en territorio camerunés y se desconoce el daño en el lado nigeriano de la frontera después de la replica de nuestra artilleria", dijo.
Origem. Os hyperlinks no corpo da reportagem estão na página original.
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quinta-feira, 18 de dezembro de 2014
Diário de Notícias: Telescópio espacial Kepler descobre "Super Terra"
Sabe-se mais do Universo do que o fundo do mar!
Diário de Notícias: Telescópio espacial Kepler descobre "Super Terra"
por Pedro Sousa Tavares
Planeta na constelação de peixes é duas vezes e meia maior do que o nosso
Depois de ter ultrapassado alguns problemas técnicos detetados em maio de 2013, o telescópio espacil Kepler, da Agência Espacial Norte Americana (NASA) está de volta ao "ativo" e a mostrar serviço. O último achado é um planeta catalogado como HIP 116454b e descrito pelos cientistas como uma "Super Terra", com duas vezes e meia a área do nosso planeta.
De acordo com o site Space.com, o planeta está localizado na constelação de Peixes, a 180 anos-luz da Terra, suficientemente próximo para poder ser estudado por outros instrumentos.
A Kepler foi lançada em Março de 2009, tendo por missão determinar a frequ~encia com que planetas de caraterísticas semelhantes à terra ocorrem na Via Láctea. A missão de três anos e meio estende-se já por cinco e o balanço é impressionante: perto de um milhar de planetas confirmados e 3200 outros "candidatos".
Origem.
Diário de Notícias: Telescópio espacial Kepler descobre "Super Terra"
| Do Diário de Notícias - Portugal |
Planeta na constelação de peixes é duas vezes e meia maior do que o nosso
Depois de ter ultrapassado alguns problemas técnicos detetados em maio de 2013, o telescópio espacil Kepler, da Agência Espacial Norte Americana (NASA) está de volta ao "ativo" e a mostrar serviço. O último achado é um planeta catalogado como HIP 116454b e descrito pelos cientistas como uma "Super Terra", com duas vezes e meia a área do nosso planeta.
De acordo com o site Space.com, o planeta está localizado na constelação de Peixes, a 180 anos-luz da Terra, suficientemente próximo para poder ser estudado por outros instrumentos.
A Kepler foi lançada em Março de 2009, tendo por missão determinar a frequ~encia com que planetas de caraterísticas semelhantes à terra ocorrem na Via Láctea. A missão de três anos e meio estende-se já por cinco e o balanço é impressionante: perto de um milhar de planetas confirmados e 3200 outros "candidatos".
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quarta-feira, 17 de dezembro de 2014
Nassif: O jeito Neves de controlar a mídia em Minas Gerais
Esperemos que tenha acabado. Nas Montanhas acabou, não, ainda não! Mas o jornaleco acabará!
Nassif: O jeito Neves de controlar a mídia em Minas Gerais
qua, 17/12/2014 - 19:59
Por Andrea C. Branco
Editor de Cultura do jornal Estado de Minas censurado
Caro Nassif,
sou diretora do Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais e hoje a censura sem limites da Dinastia Neves fez mais uma vítima entre nós. O editor de Cultura do Estado de Minas, João Paulo Cunha, foi censurado e pediu demissão depois de ser informado que não poderia escrever mais sobre política. Sua coluna no último sábado foi brilhante e demolidora, mas ele ousou cobrar responsabilidade do senador Aécio Neves nas páginas do jornal, o que motivou a reprimenda da direção do jornal. Além de jornalista, João Paulo Cunha é um dos grandes intelectuais mineiros e tem feito uma crítica muito contundente do processo político.
Abaixo encaminho a nota do Sindicato dos Jornalistas e o brilhante texto que motivou sua saída dos Diários Associados.
NOTA DO SINDICATO DOS JORNALISTAS
O Sindicato dos Jornalistas lamenta a saída de João Paulo Cunha do comando da editoria de Cultura do Estado de Minas, mais uma vítima da censura que impera nos grandes meios de comunicação e grassa em Minas Gerais. Reconhecido como um dos mais brilhantes jornalistas e intelectuais mineiros, dono de uma vasta cultura e de um texto brilhante, João Paulo pediu demissão hoje a tarde.
A decisão foi tomada depois da comunicação por parte da direção do jornal de que não poderia mais escrever sobre política na coluna que assinava semanalmente no caderno Pensar. Seu último texto foi publicado no dia 6. Batizado de "Síndrome de Capitu", criticava a falta de uma oposição responsável no Brasil. "Há grandes projetos que impulsionam uma vida e moldam expectativas de futuro, algo que ganhou o belo nome de utopia", diz um trecho do texto. E foi em nome dessa utopia que ele não aceitou essa imposição. Uma salva ao João!
Síndrome de Capitu
O Brasil já tem presidente para os próximos quatro anos, o que está faltando é oposição responsável
João Paulo Cunha
Existem duas verdades aparentemente óbvias que, no entanto, não têm ficado suficientemente claras para muita gente: o país mudou e a eleição já acabou. A insistência em dar continuidade ao processo que elegeu Dilma Rousseff poderia ser apenas um luto mal vivido, mas tende a se tornar perversa no campo político. Por outro lado, a recusa em enxergar a nova configuração da sociedade, resultado de seguidas políticas de distribuição de renda e inclusão social, pode gerar um impulso no mínimo grotesco em suas alusões reativas e chamamentos à ditadura.
É preciso ir adiante. A oposição, certamente, saiu fortalecida do resultado eleitoral bastante parelho. Mas corre o risco de jogar fora esse crescimento quantitativo em nome de um comportamento pouco produtivo em termos políticos. Em vez de jogar com seu eleitor fiel, interpreta os votos de acordo com suas conveniências e joga para a plateia pelos meios de comunicação, sem perceber que essa falácia já mostrou ser um paradoxo invencível: tem mais brilho que consistência, mais efeito que substância, mais eco que voz.
A oposição de hoje parece viver, no campo da política, o que Bento Santiago, o Bentinho de Dom Casmurro, de Machado de Assis, viveu em seus tormentos de alma: se perde na fantasia da traição (mesmo que ela tenha sido real). Para lembrar sumariamente o enredo do romance, Bentinho se apaixona por Capitu, desde logo apresentada como portadora de “olhos de ressaca”. São jovens de classes sociais distintas. Um arranjo permite o casamento. Logo Bentinho, já pai e bem posto na vida como advogado, desconfia que está sendo traído pela mulher com o melhor amigo, em quem vê semelhança com o filho. O casal se separa, o filho morre e Bento, sozinho, leva adiante sua sina de ser casmurro e sofrer com a desconfiança até o fim da vida.
Machado de Assis, como sempre, ao falar de seus personagens, está figurando a sociedade de seu tempo. Bentinho não sofre só pela traição, mas porque não entende que o mundo mudou. Não pode aceitar que a sociedade republicana deixou para trás as amarras elitistas do Segundo Reinado e da escravidão. Bento não reconhece a mulher, a sociedade, a história. Não pode aceitar que ela tenha uma vida independente e autônoma. Tudo que ele não compreende o ameaça. Capitu não é apenas a mulher, mas tudo que perdeu em seu mundo de referências que se esvaem. Mais que sexual, a traição é histórica. Homem de outro tempo, só resta a ele tentar convencer ao leitor e a si próprio de seu destino de vítima. E soprar um melancólico saudosismo acerca dos tempos idos, que busca reconstruir em sua casa feita à semelhança do lar da meninice.
O Brasil tem uma recorrente síndrome de Capitu: tudo que a elite não tolera se torna, por meio de um discurso marcado pela força jurídica e da tradição, algo que deve ser rejeitado. Eternos maridos traídos. A tendência de empurrar a política para os tribunais é uma consequência
desse descaminho. Assim, tudo que de alguma forma aponta para a mudança e ampliação de direitos é considerado ilegítimo e, em alguns momentos, quase uma afronta que precisa ser questionada e combatida. Foi assim com a visibilidade dada aos novos consumidores populares (que foram criminalizados em rolezinhos ou objeto de ironia em aeroportos), com as cotas raciais para a universidade, com a chegada de médicos estrangeiros para ocupar postos que os brasileiros, psicanaliticamente, denegaram.
O romance de Machado de Assis tem ainda outro personagem curioso para a sociologia e psicologia do brasileiro, o agregado José Dias. Trata-se de um homem que vive às expensas da família de Bento e que, por isso, não cessa de elogiar quem o acolhe. Típico representante de certa classe média, ele é o bastião dos valores da burguesia da época, da qual só participa de esguelha. Mais burguês que os burgueses, em sua subserviência, ele gasta os superlativos e a vida a invejar e defender os “de cima”, com pânico de ser confundido com os “de baixo”. Epígonos de José Dias, hoje, são os que amam Miami, levam os filhos para ver o Pateta e participam de passeatas pedindo a volta dos militares.
Leviandade
Mas o que a síndrome de Capitu tem a ver com a política brasileira de hoje? Em primeiro lugar, ela explica por que, em vez de armar uma oposição de verdade, os partidos derrotados tentam inviabilizar a sequência do processo democrático. Em segundo lugar, pela defesa da dupla moral, que desculpa os erros do passado por causa da dimensão dos desvios de hoje, numa reedição do estilo udenista e despolitizador de analisar a conjuntura. Tudo que pode de alguma forma macular a oposição é considerado “sórdido” e “leviano”, numa substituição da política pela moral de circunstância. A corrupção, com sua espantosa abrangência, precisa ser combatida em toda sua dimensão e arco histórico. Nenhum culpado pode ficar de fora, de empresários a políticos de todos os partidos.
Por fim, a personagem machadiana ajuda a explicar a fixação em torno de determinados temas – no romance, é a traição, na vida política atual, é a inflação –, que são muito mais derivações que propriamente o que de fato interessa. A escolha dos ministros da área econômica mostrou como mesmo um governo popular e eleito democraticamente confirma as intuições de Machado de Assis. A excessiva submissão aos interesses rentistas pode ser um recuo estratégico. Mas é um recuo. Uma capitulação.
Economia não é uma ciência exata e, muito menos, isenta de componente ideológico. Um governo de esquerda precisa de uma política econômica de esquerda. Além do equilíbrio macroeconômico, o mais importante é apontar as estratégias de distribuição de renda e de investimento na área social. O deus Mercado não pode falar mais alto que os filhos de Deus. No complexo tecido que sustenta a governança, a presença das forças populares não pode ser colocada em segundo plano, como vem sendo até agora. A excessiva sujeição ao cálculo do apoio político está na base da grande corrupção que hoje enoja a todos. Por isso a reforma política popular se tornou a agenda prioritária da sociedade.
A oposição, por sua vez – e o senador Aécio Neves, candidato derrotado como seu nome de maior destaque –, tem uma tarefa a cumprir: dar um passo à frente no jogo político, com a grandeza que o momento requer. O que ainda está devendo.
Bentinho perdeu sua vida ao ficar preso a um passado de desconfianças que, de resto, até hoje divide as opiniões. Há grandes projetos que impulsionam uma vida e moldam expectativas de futuro, algo que ganhou o belo nome de utopia. Há, entretanto, obsessões que paralisam pelo rancor e ressentimento. Bentinho, é bom lembrar, nunca mais foi feliz. Foi ele mesmo o criador e a vítima da síndrome que o consumiu.
Origem.
Nassif: O jeito Neves de controlar a mídia em Minas Gerais
qua, 17/12/2014 - 19:59
Por Andrea C. Branco
Editor de Cultura do jornal Estado de Minas censurado
Caro Nassif,
sou diretora do Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais e hoje a censura sem limites da Dinastia Neves fez mais uma vítima entre nós. O editor de Cultura do Estado de Minas, João Paulo Cunha, foi censurado e pediu demissão depois de ser informado que não poderia escrever mais sobre política. Sua coluna no último sábado foi brilhante e demolidora, mas ele ousou cobrar responsabilidade do senador Aécio Neves nas páginas do jornal, o que motivou a reprimenda da direção do jornal. Além de jornalista, João Paulo Cunha é um dos grandes intelectuais mineiros e tem feito uma crítica muito contundente do processo político.
Abaixo encaminho a nota do Sindicato dos Jornalistas e o brilhante texto que motivou sua saída dos Diários Associados.
NOTA DO SINDICATO DOS JORNALISTAS
O Sindicato dos Jornalistas lamenta a saída de João Paulo Cunha do comando da editoria de Cultura do Estado de Minas, mais uma vítima da censura que impera nos grandes meios de comunicação e grassa em Minas Gerais. Reconhecido como um dos mais brilhantes jornalistas e intelectuais mineiros, dono de uma vasta cultura e de um texto brilhante, João Paulo pediu demissão hoje a tarde.
A decisão foi tomada depois da comunicação por parte da direção do jornal de que não poderia mais escrever sobre política na coluna que assinava semanalmente no caderno Pensar. Seu último texto foi publicado no dia 6. Batizado de "Síndrome de Capitu", criticava a falta de uma oposição responsável no Brasil. "Há grandes projetos que impulsionam uma vida e moldam expectativas de futuro, algo que ganhou o belo nome de utopia", diz um trecho do texto. E foi em nome dessa utopia que ele não aceitou essa imposição. Uma salva ao João!
Síndrome de Capitu
O Brasil já tem presidente para os próximos quatro anos, o que está faltando é oposição responsável
João Paulo Cunha
Existem duas verdades aparentemente óbvias que, no entanto, não têm ficado suficientemente claras para muita gente: o país mudou e a eleição já acabou. A insistência em dar continuidade ao processo que elegeu Dilma Rousseff poderia ser apenas um luto mal vivido, mas tende a se tornar perversa no campo político. Por outro lado, a recusa em enxergar a nova configuração da sociedade, resultado de seguidas políticas de distribuição de renda e inclusão social, pode gerar um impulso no mínimo grotesco em suas alusões reativas e chamamentos à ditadura.
É preciso ir adiante. A oposição, certamente, saiu fortalecida do resultado eleitoral bastante parelho. Mas corre o risco de jogar fora esse crescimento quantitativo em nome de um comportamento pouco produtivo em termos políticos. Em vez de jogar com seu eleitor fiel, interpreta os votos de acordo com suas conveniências e joga para a plateia pelos meios de comunicação, sem perceber que essa falácia já mostrou ser um paradoxo invencível: tem mais brilho que consistência, mais efeito que substância, mais eco que voz.
A oposição de hoje parece viver, no campo da política, o que Bento Santiago, o Bentinho de Dom Casmurro, de Machado de Assis, viveu em seus tormentos de alma: se perde na fantasia da traição (mesmo que ela tenha sido real). Para lembrar sumariamente o enredo do romance, Bentinho se apaixona por Capitu, desde logo apresentada como portadora de “olhos de ressaca”. São jovens de classes sociais distintas. Um arranjo permite o casamento. Logo Bentinho, já pai e bem posto na vida como advogado, desconfia que está sendo traído pela mulher com o melhor amigo, em quem vê semelhança com o filho. O casal se separa, o filho morre e Bento, sozinho, leva adiante sua sina de ser casmurro e sofrer com a desconfiança até o fim da vida.
Machado de Assis, como sempre, ao falar de seus personagens, está figurando a sociedade de seu tempo. Bentinho não sofre só pela traição, mas porque não entende que o mundo mudou. Não pode aceitar que a sociedade republicana deixou para trás as amarras elitistas do Segundo Reinado e da escravidão. Bento não reconhece a mulher, a sociedade, a história. Não pode aceitar que ela tenha uma vida independente e autônoma. Tudo que ele não compreende o ameaça. Capitu não é apenas a mulher, mas tudo que perdeu em seu mundo de referências que se esvaem. Mais que sexual, a traição é histórica. Homem de outro tempo, só resta a ele tentar convencer ao leitor e a si próprio de seu destino de vítima. E soprar um melancólico saudosismo acerca dos tempos idos, que busca reconstruir em sua casa feita à semelhança do lar da meninice.
O Brasil tem uma recorrente síndrome de Capitu: tudo que a elite não tolera se torna, por meio de um discurso marcado pela força jurídica e da tradição, algo que deve ser rejeitado. Eternos maridos traídos. A tendência de empurrar a política para os tribunais é uma consequência
desse descaminho. Assim, tudo que de alguma forma aponta para a mudança e ampliação de direitos é considerado ilegítimo e, em alguns momentos, quase uma afronta que precisa ser questionada e combatida. Foi assim com a visibilidade dada aos novos consumidores populares (que foram criminalizados em rolezinhos ou objeto de ironia em aeroportos), com as cotas raciais para a universidade, com a chegada de médicos estrangeiros para ocupar postos que os brasileiros, psicanaliticamente, denegaram.
O romance de Machado de Assis tem ainda outro personagem curioso para a sociologia e psicologia do brasileiro, o agregado José Dias. Trata-se de um homem que vive às expensas da família de Bento e que, por isso, não cessa de elogiar quem o acolhe. Típico representante de certa classe média, ele é o bastião dos valores da burguesia da época, da qual só participa de esguelha. Mais burguês que os burgueses, em sua subserviência, ele gasta os superlativos e a vida a invejar e defender os “de cima”, com pânico de ser confundido com os “de baixo”. Epígonos de José Dias, hoje, são os que amam Miami, levam os filhos para ver o Pateta e participam de passeatas pedindo a volta dos militares.
Leviandade
Mas o que a síndrome de Capitu tem a ver com a política brasileira de hoje? Em primeiro lugar, ela explica por que, em vez de armar uma oposição de verdade, os partidos derrotados tentam inviabilizar a sequência do processo democrático. Em segundo lugar, pela defesa da dupla moral, que desculpa os erros do passado por causa da dimensão dos desvios de hoje, numa reedição do estilo udenista e despolitizador de analisar a conjuntura. Tudo que pode de alguma forma macular a oposição é considerado “sórdido” e “leviano”, numa substituição da política pela moral de circunstância. A corrupção, com sua espantosa abrangência, precisa ser combatida em toda sua dimensão e arco histórico. Nenhum culpado pode ficar de fora, de empresários a políticos de todos os partidos.
Por fim, a personagem machadiana ajuda a explicar a fixação em torno de determinados temas – no romance, é a traição, na vida política atual, é a inflação –, que são muito mais derivações que propriamente o que de fato interessa. A escolha dos ministros da área econômica mostrou como mesmo um governo popular e eleito democraticamente confirma as intuições de Machado de Assis. A excessiva submissão aos interesses rentistas pode ser um recuo estratégico. Mas é um recuo. Uma capitulação.
Economia não é uma ciência exata e, muito menos, isenta de componente ideológico. Um governo de esquerda precisa de uma política econômica de esquerda. Além do equilíbrio macroeconômico, o mais importante é apontar as estratégias de distribuição de renda e de investimento na área social. O deus Mercado não pode falar mais alto que os filhos de Deus. No complexo tecido que sustenta a governança, a presença das forças populares não pode ser colocada em segundo plano, como vem sendo até agora. A excessiva sujeição ao cálculo do apoio político está na base da grande corrupção que hoje enoja a todos. Por isso a reforma política popular se tornou a agenda prioritária da sociedade.
A oposição, por sua vez – e o senador Aécio Neves, candidato derrotado como seu nome de maior destaque –, tem uma tarefa a cumprir: dar um passo à frente no jogo político, com a grandeza que o momento requer. O que ainda está devendo.
Bentinho perdeu sua vida ao ficar preso a um passado de desconfianças que, de resto, até hoje divide as opiniões. Há grandes projetos que impulsionam uma vida e moldam expectativas de futuro, algo que ganhou o belo nome de utopia. Há, entretanto, obsessões que paralisam pelo rancor e ressentimento. Bentinho, é bom lembrar, nunca mais foi feliz. Foi ele mesmo o criador e a vítima da síndrome que o consumiu.
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Outras Palavras: Para Chomsky, aqui se articula o terror mundial
Não se tem nenhuma dúvida sobre isso. Triste mundo uni-polar.
Outras Palavras: Para Chomsky, aqui se articula o terror mundial
Intelectual dissidente analisa campanhas de sabotagem deflagradas pelos EUA contra Angola, Cuba e Nicarágua. E alerta: Washington continua a desestabilizar adversários
Por Noam Chomsky | Tradução: Mariana Bercht
“É oficial: os EUA são o maior Estado terrorista do mundo e se orgulham disso”.
Essa deveria ter sido a manchete da notícia principal do New York Times no dia 15 de outubro, que foi polidamente intitulada “Os Estudos da CIA sobre ajuda secreta alimentam ceticismo sobre a ajuda aos rebeldes sírios”. O artigo relata uma revisão da CIA sobre as operações secretas dos EUA para determinar sua efetividade. A Casa Branca concluiu que infelizmente os sucessos foram tão raros que é necessário repensar essa política.
O texto cita o Presidente Barack Obama, dizendo que ele solicitou à CIA que conduzisse a revisão para encontrar casos de “financiamentos e fornecimento de armas para grupos insurgentes em um país que realmente tenham funcionado. E eles não encontraram muitos”. Por isso, Obama reluta em manter tais esforços.
O primeiro parágrafo do artigo do Times cita três grandes exemplos de “ajuda secreta”: Angola, Nicarágua e Cuba. Na verdade, cada um desses casos foi uma grande operação terrorista conduzida pelos EUA. Angola foi invadida pela África do Sul, que, segundo Washington, defendia-se de um dos “maiores grupos terroristas” do mundo – o Congresso Nacional Africano, de Nelson Mandela.
Na época, o governo Reagan estava praticamente sozinho no seu apoio ao regime do apartheid, inclusive violando sanções do congresso para aumentar o comércio com seu aliado sul africano. Washington juntou-se à África do Sul para prover apoio crucial ao exército terrorista da Unita, chefiada por Jonas Savimbi, em Angola. Continuou a fazê-lo mesmo depois de Savimbi ser completamente derrotado em eleições livres cuidadosamente monitoradas, e da África do Sul retirar seu apoio. Savimbi era um “monstro cuja sede de poder trouxe uma miséria apavorante ao seu povo”, nas palavras de Marrack Goulding, embaixador britânico em Angola.
As consequências foram horrendas. Um inquérito de 1989 da ONU estimou que os atos hostis praticados por sul-africanos provocaram 1,5 milhão de mortes nos países vizinhos, sem contar o que estava acontecendo internamente na África do Sul. Ao fim, forças cubanas contra-atacaram os agressores sul-africanos e os compeliram a se retirar da Namíbia, ilegalmente ocupada. Apenas os EUA continuaram a apoiar o monstro Savimbi.
Em Cuba, após a invasão frustrada da Baía dos Porcos em 1961, o Presidente John F. Kennedy lançou uma campanha assassina e destrutiva para levar “os terrores da terra” à ilha – nas palavras de um íntimo aliado de Kennedy, o historiador Arthur Schlesinger, em sua biografia semi-oficial de Robert Kennedy, a quem foi atribuída a responsabilidade pela guerra terrorista.
As atrocidades contra Cuba foram severas. Os planos eram de que o terrorismo culminasse em uma rebelião em outubro de 1962, que levaria a uma invasão estadunidense. Agora, estudos acadêmicos reconhecem que essa foi uma das razões pelas quais o primeiro-ministro russo Nikita Khruschev colocou mísseis em Cuba, iniciando uma crise que ficou perigosamente próxima de uma guerra nuclear. O secretário de Defesa dos EUA, Robert McNamara posteriormente admitiu que, se fosse uma liderança cubana na época, “teria esperado uma invasão dos EUA”.
Os ataques terroristas americanos a Cuba continuaram por mais de 30 anos. O custo disso aos cubanos foi, é claro, muito grave. A contagem de vítimas, dificilmente vista nos EUA, foi relatada em detalhes pela primeira vez em um estudo do canadense Keith Bolender, “Vozes do Outro Lado: Uma História Oral do Terrorismo Contra Cuba”, em 2010.
O preço em vidas de uma longa guerra terrorista foi ampliado por um embargo esmagador, que continua até hoje, a despeito do resto do mundo. Em 28 de outubro, a ONU, pela 23ª vez, endossou a “necessidade de dar um fim ao bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos contra Cuba”. A votação foi de 188 a 2 (EUA e Israel) com três abstenções, das dependências dos EUA nas Ilhas do Pacífico.
Existe hoje alguma oposição ao embargo em lugares importantes dos EUA, relata o ABC News, por que ele “não é mais útil” (citando o novo livro de Hillary Clinton, Hard Choices). O estudioso francês Salim Lamrani revisa os amargos custos aos cubanos em seu livro de 2013, A Guerra Econômica Contra Cuba.
Quase não é necessário mencionar Nicarágua. A guerra terrorista do presidente Ronald Reagan foi condenada pela Corte Internacional, que ordenou que os EUA encerrassem seu “uso de força ilícito” e pagassem reparações substantivas.
Washington respondeu aprofundando a guerra e vetando resolução do Conselho de Segurança da ONU de 1986, que chamava todos os Estados – significando os EUA – a observarem a lei internacional.
Outro exemplo de terrorismo foi lembrado em 16 de novembro, data do 25º aniversário do assassinato de seis padres jesuítas em São Salvador por uma unidade terrorista do exército salvadorenho, armada e treinada pelos EUA. Sob as ordens do alto comando militar, os soldados invadiram a Universidade Católica para assassinar os padres e qualquer testemunha – incluindo uma governanta e sua filha.
O evento marcou o fim das guerras terroristas dos EUA na América Central nos anos 80. Mas seus efeitos ainda estão nas primeiras páginas de hoje, nos relatos sobre a fuga de “imigrantes ilegais” — uma medida das consequências dessa carnificina. No entanto, eles são deportados dos EUA para sobreviverem, se puderem, nas ruínas dos seus países de origem.
Washington também emerge como o campeão mundial em gerar terror. O ex-analista da CIA Paul Pillar alerta que “o impacto gerador de ressentimentos dos EUA atinge” a Síria, onde talvez induza, no futuro, as organizações do Jihad Jabhat al-Nusra e o Estado Islâmico a “reparar suas falhas no ano passado e fazer campanha em conjunto contra a intervenção dos EUA, pintando-a como uma guerra contra o Islã”.
Essa é uma consequência já familiar das operações dos EUA, que ajudaram a espalhar o jihadismo — antes restrito a um reduto do Afeganistão, — para grande parte do mundo.
A manifestação do jihadismo mais alarmante hoje é o Estado Islâmico, ou ISIS, que estabeleceu seu califado assassino em grandes áreas do Iraque e da Síria.
“Penso que os Estados Unidos são um dos criadores chave dessa organização”, relata o ex-analista da CIA, Graham Fuller, comentarista destacado sobre assuntos na região. “Os Estados Unidos não planejaram a formação do ISIS”, acrescenta “mas suas intervenções destrutivas no Oriente Médio e a guerra do Iraque foram as causas básicas do nascimento do ISIS”.
A isso nós podemos incluir a maior campanha terrorista do mundo: o projeto global de assassinato de “terroristas” de Obama. O “impacto gerador de ressentimento” desses drones e ataques de forças especiais deveriam ser conhecidos demais para requerer mais comentários. Esse é um registro a ser contemplado com certo pavor.
Origem.
Outras Palavras: Para Chomsky, aqui se articula o terror mundial
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| Do sítio Outras Palavras |
Por Noam Chomsky | Tradução: Mariana Bercht
“É oficial: os EUA são o maior Estado terrorista do mundo e se orgulham disso”.
Essa deveria ter sido a manchete da notícia principal do New York Times no dia 15 de outubro, que foi polidamente intitulada “Os Estudos da CIA sobre ajuda secreta alimentam ceticismo sobre a ajuda aos rebeldes sírios”. O artigo relata uma revisão da CIA sobre as operações secretas dos EUA para determinar sua efetividade. A Casa Branca concluiu que infelizmente os sucessos foram tão raros que é necessário repensar essa política.
O texto cita o Presidente Barack Obama, dizendo que ele solicitou à CIA que conduzisse a revisão para encontrar casos de “financiamentos e fornecimento de armas para grupos insurgentes em um país que realmente tenham funcionado. E eles não encontraram muitos”. Por isso, Obama reluta em manter tais esforços.
O primeiro parágrafo do artigo do Times cita três grandes exemplos de “ajuda secreta”: Angola, Nicarágua e Cuba. Na verdade, cada um desses casos foi uma grande operação terrorista conduzida pelos EUA. Angola foi invadida pela África do Sul, que, segundo Washington, defendia-se de um dos “maiores grupos terroristas” do mundo – o Congresso Nacional Africano, de Nelson Mandela.
Na época, o governo Reagan estava praticamente sozinho no seu apoio ao regime do apartheid, inclusive violando sanções do congresso para aumentar o comércio com seu aliado sul africano. Washington juntou-se à África do Sul para prover apoio crucial ao exército terrorista da Unita, chefiada por Jonas Savimbi, em Angola. Continuou a fazê-lo mesmo depois de Savimbi ser completamente derrotado em eleições livres cuidadosamente monitoradas, e da África do Sul retirar seu apoio. Savimbi era um “monstro cuja sede de poder trouxe uma miséria apavorante ao seu povo”, nas palavras de Marrack Goulding, embaixador britânico em Angola.
As consequências foram horrendas. Um inquérito de 1989 da ONU estimou que os atos hostis praticados por sul-africanos provocaram 1,5 milhão de mortes nos países vizinhos, sem contar o que estava acontecendo internamente na África do Sul. Ao fim, forças cubanas contra-atacaram os agressores sul-africanos e os compeliram a se retirar da Namíbia, ilegalmente ocupada. Apenas os EUA continuaram a apoiar o monstro Savimbi.
Em Cuba, após a invasão frustrada da Baía dos Porcos em 1961, o Presidente John F. Kennedy lançou uma campanha assassina e destrutiva para levar “os terrores da terra” à ilha – nas palavras de um íntimo aliado de Kennedy, o historiador Arthur Schlesinger, em sua biografia semi-oficial de Robert Kennedy, a quem foi atribuída a responsabilidade pela guerra terrorista.
As atrocidades contra Cuba foram severas. Os planos eram de que o terrorismo culminasse em uma rebelião em outubro de 1962, que levaria a uma invasão estadunidense. Agora, estudos acadêmicos reconhecem que essa foi uma das razões pelas quais o primeiro-ministro russo Nikita Khruschev colocou mísseis em Cuba, iniciando uma crise que ficou perigosamente próxima de uma guerra nuclear. O secretário de Defesa dos EUA, Robert McNamara posteriormente admitiu que, se fosse uma liderança cubana na época, “teria esperado uma invasão dos EUA”.
Os ataques terroristas americanos a Cuba continuaram por mais de 30 anos. O custo disso aos cubanos foi, é claro, muito grave. A contagem de vítimas, dificilmente vista nos EUA, foi relatada em detalhes pela primeira vez em um estudo do canadense Keith Bolender, “Vozes do Outro Lado: Uma História Oral do Terrorismo Contra Cuba”, em 2010.
O preço em vidas de uma longa guerra terrorista foi ampliado por um embargo esmagador, que continua até hoje, a despeito do resto do mundo. Em 28 de outubro, a ONU, pela 23ª vez, endossou a “necessidade de dar um fim ao bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos contra Cuba”. A votação foi de 188 a 2 (EUA e Israel) com três abstenções, das dependências dos EUA nas Ilhas do Pacífico.
Existe hoje alguma oposição ao embargo em lugares importantes dos EUA, relata o ABC News, por que ele “não é mais útil” (citando o novo livro de Hillary Clinton, Hard Choices). O estudioso francês Salim Lamrani revisa os amargos custos aos cubanos em seu livro de 2013, A Guerra Econômica Contra Cuba.
Quase não é necessário mencionar Nicarágua. A guerra terrorista do presidente Ronald Reagan foi condenada pela Corte Internacional, que ordenou que os EUA encerrassem seu “uso de força ilícito” e pagassem reparações substantivas.
Washington respondeu aprofundando a guerra e vetando resolução do Conselho de Segurança da ONU de 1986, que chamava todos os Estados – significando os EUA – a observarem a lei internacional.
Outro exemplo de terrorismo foi lembrado em 16 de novembro, data do 25º aniversário do assassinato de seis padres jesuítas em São Salvador por uma unidade terrorista do exército salvadorenho, armada e treinada pelos EUA. Sob as ordens do alto comando militar, os soldados invadiram a Universidade Católica para assassinar os padres e qualquer testemunha – incluindo uma governanta e sua filha.
O evento marcou o fim das guerras terroristas dos EUA na América Central nos anos 80. Mas seus efeitos ainda estão nas primeiras páginas de hoje, nos relatos sobre a fuga de “imigrantes ilegais” — uma medida das consequências dessa carnificina. No entanto, eles são deportados dos EUA para sobreviverem, se puderem, nas ruínas dos seus países de origem.
Washington também emerge como o campeão mundial em gerar terror. O ex-analista da CIA Paul Pillar alerta que “o impacto gerador de ressentimentos dos EUA atinge” a Síria, onde talvez induza, no futuro, as organizações do Jihad Jabhat al-Nusra e o Estado Islâmico a “reparar suas falhas no ano passado e fazer campanha em conjunto contra a intervenção dos EUA, pintando-a como uma guerra contra o Islã”.
Essa é uma consequência já familiar das operações dos EUA, que ajudaram a espalhar o jihadismo — antes restrito a um reduto do Afeganistão, — para grande parte do mundo.
A manifestação do jihadismo mais alarmante hoje é o Estado Islâmico, ou ISIS, que estabeleceu seu califado assassino em grandes áreas do Iraque e da Síria.
“Penso que os Estados Unidos são um dos criadores chave dessa organização”, relata o ex-analista da CIA, Graham Fuller, comentarista destacado sobre assuntos na região. “Os Estados Unidos não planejaram a formação do ISIS”, acrescenta “mas suas intervenções destrutivas no Oriente Médio e a guerra do Iraque foram as causas básicas do nascimento do ISIS”.
A isso nós podemos incluir a maior campanha terrorista do mundo: o projeto global de assassinato de “terroristas” de Obama. O “impacto gerador de ressentimento” desses drones e ataques de forças especiais deveriam ser conhecidos demais para requerer mais comentários. Esse é um registro a ser contemplado com certo pavor.
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terça-feira, 16 de dezembro de 2014
Diário de Notícias: Novo balanço aponta para 130 mortos no ataque a escola no Paquistão
O atentado em Sidney fica pequeno em relação a nova barbárie do fundamentalismo. Não é só a mídia ocidental. É real, infelizmente!
Diário de Notícias: Novo balanço aponta para 130 mortos no ataque a escola no Paquistão
Dos 130 mortos, maioria são crianças. Há 25 feridos graves.
Pelo menos 130 pessoas, na maioria crianças, foram mortas no ataque lançado hoje por um comando talibã contra uma escola militar em Peshawar, no noroeste do Paquistão, segundo um novo balanço divulgado com o ataque ainda em curso.
A maior parte das crianças foi morta com um tiro na cabeça, segundo o ministro da Informação provincial, Mushtaq Ghani, que deu também conta de 25 feridos graves.
Seis homens, com explosivos à volta do corpo, entraram na escola e abriram fogo, indicou fonte do exército paquistanês à agência Reuters. Através do Twitter, os militares já revelaram que cinco dos atacantes foram abatidos.
Fonte oficial tinha já confirmado 126 mortos no ataque, acrescentando que mais de uma centena são crianças que frequentavam a escola. Até ao momento, registavam-se 122 feridos.
De acordo com as agências internacionais, o grupo de talibãs fez centenas de reféns. O edifício foi cercado pelo exército paquistanês e por diversos veículos de emergência e helicópteros. A escola, que tem cerca de 500 alunos, foi evacuada quase na totalidade, adianta a BBC, citando fontes do exército. Não se sabe quantas pessoas permanecem no interior mas, segundo a agência Reuters, os militares estão a percorrer a escola procurando localizar todos os talibã.
Origem. Acompanhe a evolução dessa barbárie.
Atualização às 21:54 dessa terça-feira, 16/12/2014
Diário de Notícias: Morreram 132 crianças no ataque a escola no Paquistão
Diário de Notícias: Novo balanço aponta para 130 mortos no ataque a escola no Paquistão
Dos 130 mortos, maioria são crianças. Há 25 feridos graves.
Pelo menos 130 pessoas, na maioria crianças, foram mortas no ataque lançado hoje por um comando talibã contra uma escola militar em Peshawar, no noroeste do Paquistão, segundo um novo balanço divulgado com o ataque ainda em curso.
A maior parte das crianças foi morta com um tiro na cabeça, segundo o ministro da Informação provincial, Mushtaq Ghani, que deu também conta de 25 feridos graves.
Seis homens, com explosivos à volta do corpo, entraram na escola e abriram fogo, indicou fonte do exército paquistanês à agência Reuters. Através do Twitter, os militares já revelaram que cinco dos atacantes foram abatidos.
Fonte oficial tinha já confirmado 126 mortos no ataque, acrescentando que mais de uma centena são crianças que frequentavam a escola. Até ao momento, registavam-se 122 feridos.
De acordo com as agências internacionais, o grupo de talibãs fez centenas de reféns. O edifício foi cercado pelo exército paquistanês e por diversos veículos de emergência e helicópteros. A escola, que tem cerca de 500 alunos, foi evacuada quase na totalidade, adianta a BBC, citando fontes do exército. Não se sabe quantas pessoas permanecem no interior mas, segundo a agência Reuters, os militares estão a percorrer a escola procurando localizar todos os talibã.
Origem. Acompanhe a evolução dessa barbárie.
Atualização às 21:54 dessa terça-feira, 16/12/2014
Diário de Notícias: Morreram 132 crianças no ataque a escola no Paquistão
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Observatório da Imprensa[Luciano Martins Costa]: Reescrevendo a História
Sempre a Velha e Podre mídia - VPm!
Observatório da Imprensa[Luciano Martins Costa]: Reescrevendo a História
Por Luciano Martins Costa em 15/12/2014 na edição 828
Os jornais de segunda-feira (15/12) tentam desqualificar o relatório da Comissão Nacional da Verdade, confundindo o quadro histórico sobre os crimes cometidos por agentes públicos com casos isolados de vítimas dos grupos armados que resistiram à ditadura. O criminalista José Paulo Cavalcanti, único integrante do comitê que não concordou com o relatório, se transforma em uma espécie de porta-voz do “outro lado”, aquele que é objeto da investigação.
O acirramento das posições políticas provocado pela disputa eleitoral e as contestações que se seguiram à divulgação do resultado das urnas criam o cenário propício à desinformação e a ambiguidades. Assim, questões que poderiam ser debatidas com transparência, permitindo à sociedade colocar uma lápide sobre as tumbas do período de exceção são reacendidas, dificultando o esclarecimento da questão central: nominar os agentes do Estado que cometeram tais crimes e, no limite de todas as possibilidades, revelar o destino dos desaparecidos, para que suas famílias possam finalmente encerrar o luto de décadas.
Esse talvez seja o divisor de valores entre aqueles que insistem em apurar os casos de prisões arbitrárias com torturas e mortes e os que, como o advogado Cavalcanti, misturam atos de indivíduos com políticas de Estado, ainda que subterrâneas.
Uns morreram porque financiavam a atividade repressiva, ou porque atuavam diretamente no conflito, e devem ser considerados protagonistas, e há as vítimas colaterais, que foram apanhadas no fogo cruzado ou eliminadas por agentes da repressão por haverem testemunhado execuções ilegais.
O debate, para ser correto, precisa considerar as circunstâncias de cada caso. Os familiares das vítimas de um lado tiveram direito aos funerais e ao luto. Os do outro lado foram impedidos de honrar seus mortos, e muitos ainda esperam pela confirmação do óbito – direito que lhes foi negado pelo Estado nacional sequestrado pelo poder militar.
Essa é a distinção que dá sentido à Comissão Nacional da Verdade e que coloca sob questionamento o efeito da anistia, imposta como condição para uma retirada honrosa das Forças Armadas do poder político.
Leia tudo.
Observatório da Imprensa[Luciano Martins Costa]: Reescrevendo a História
Por Luciano Martins Costa em 15/12/2014 na edição 828
Os jornais de segunda-feira (15/12) tentam desqualificar o relatório da Comissão Nacional da Verdade, confundindo o quadro histórico sobre os crimes cometidos por agentes públicos com casos isolados de vítimas dos grupos armados que resistiram à ditadura. O criminalista José Paulo Cavalcanti, único integrante do comitê que não concordou com o relatório, se transforma em uma espécie de porta-voz do “outro lado”, aquele que é objeto da investigação.
O acirramento das posições políticas provocado pela disputa eleitoral e as contestações que se seguiram à divulgação do resultado das urnas criam o cenário propício à desinformação e a ambiguidades. Assim, questões que poderiam ser debatidas com transparência, permitindo à sociedade colocar uma lápide sobre as tumbas do período de exceção são reacendidas, dificultando o esclarecimento da questão central: nominar os agentes do Estado que cometeram tais crimes e, no limite de todas as possibilidades, revelar o destino dos desaparecidos, para que suas famílias possam finalmente encerrar o luto de décadas.
Esse talvez seja o divisor de valores entre aqueles que insistem em apurar os casos de prisões arbitrárias com torturas e mortes e os que, como o advogado Cavalcanti, misturam atos de indivíduos com políticas de Estado, ainda que subterrâneas.
Uns morreram porque financiavam a atividade repressiva, ou porque atuavam diretamente no conflito, e devem ser considerados protagonistas, e há as vítimas colaterais, que foram apanhadas no fogo cruzado ou eliminadas por agentes da repressão por haverem testemunhado execuções ilegais.
O debate, para ser correto, precisa considerar as circunstâncias de cada caso. Os familiares das vítimas de um lado tiveram direito aos funerais e ao luto. Os do outro lado foram impedidos de honrar seus mortos, e muitos ainda esperam pela confirmação do óbito – direito que lhes foi negado pelo Estado nacional sequestrado pelo poder militar.
Essa é a distinção que dá sentido à Comissão Nacional da Verdade e que coloca sob questionamento o efeito da anistia, imposta como condição para uma retirada honrosa das Forças Armadas do poder político.
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Petrobras: Uma imagem diz tudo
segunda-feira, 15 de dezembro de 2014
Blog do Emir[Carta Maior]: Para que servem os partidos de esquerda?
Desnecessário
maiores apresentações. O cientista político Emir Sader também pode ser
visto na TV Brasil e na TV Brasil Internacional, a partir das 21 horas,
basicamente de segunda à sexta-feira. Ou pela web, na nossa Tabela de Links, ao pé da página do Consumidor, na linha Mídia, ou muito mais fácil, no player ai ao lado!
14/12/2014 - Copyleft
Blog do Emir[Carta Maior]: Para que servem os partidos de esquerda?
Hoje, recoloca-se com força a questão do papel dos partidos de esquerda nos processos de construção de alternativas superadores do neoliberalismo.
por Emir Sader em 14/12/2014 às 08:41
Ao longo da década de 1990 a esquerda resistiu como pôde aos avanços do neoliberalismo. Parecia que estávamos frente a uma onda irresistível, até que alguns governos latino-americanos reagiram e começaram a construir alternativas a esse modelo
Duas correntes conviviam na resistência ao neoliberalismo: uma, que defendia a autonomia dos movimentos sociais, a rejeição à política, aos partidos e ao Estado. Outra, que propunha a necessidade de resgate da política, dos partidos e do Estado para conquistar hegemonia e construir alternativas ao neoliberalismo.
Triunfou esta segunda corrente, dado que a superação do neoliberalismo requer a construção de um bloco de forças hegemônico e a construção prática de novas políticas de caráter público, que requerem redirecionar o Estado, superando a centralidade do mercado, promovida pelo neoliberalismo. Trata-se de resgatar o Estado e a política e não de abandoná-los, o que faz o jogo do neoliberalismo.
O resgate do papel ativo do Estado, tanto como indutor do crescimento econômico, como na sua qualidade de garantia dos direitos sociais, foi decisivo na capacidade de governos para avançar na superação do modelo neoliberal. A ultraesquerda foi derrotada porque não soube compreender a natureza da disputa e do papel do Estado nela.
Os que propunham a autonomia dos movimentos sociais não foram capazes de passar da força acumulada no plano social na resistência ao neoliberalismo à construção de alternativas políticas a esse modelo. Permaneceram na fase de resistência a esse modelo. Algumas forças praticamente desapareceram – como foi o caso dos piqueteros na Argentina – outras ficaram reduzidas à intranscendência – como é o caso dos zapatitas no México.
Foi decisivo o papel do Estado nos avanços na superação do neoberalismo, tanto no plano econômico, como no social. Mas a desmoralização da política e o enfraquecimento dos partidos não se deteve sequer nos países que resgataram a importância do Estado.
Hoje, recoloca-se com força a questão do papel dos partidos de esquerda nos processos de construção de alternativas superadores do neoliberalismo. Como se trata de governos de alianças amplas, de centro esquerda, esses devem representar a alternativa de esquerda, que representa a superação radical do neoliberalismo. E, mais além dessa luta, apontar para alternativas anticapitalistas.
Por outro lado, o papel de um partido de esquerda é o de formular estratégias para chegar aos objetivos do programa dos partidos. Enquanto os governos se movem no plano das conjunturas, é necessário apontar para esses objetivos, para que não se percam nos enfrentamentos imediatos.
Além disso, os partidos devem discutir permanentemente com os movimentos populares as plataformas de luta, as formas de organização dos distintos setores populares, as relações com os governos. Porque são esses movimentos – sindicatos, movimentos sociais, culturais, etc. – os que devem se dedicar a organizar os mais amplos setores de massa.
É também responsabilidade dos partidos as constantes avaliações das conjunturas, das relações de força, dos aliados, do inimigos.
Em síntese, o papel dos partidos é o de dar direção política, de elaborar e construir a hegemonia dos programas estratégicos da esquerda e as formas de sua realização.
Origem.
14/12/2014 - Copyleft
Blog do Emir[Carta Maior]: Para que servem os partidos de esquerda?
Hoje, recoloca-se com força a questão do papel dos partidos de esquerda nos processos de construção de alternativas superadores do neoliberalismo.
por Emir Sader em 14/12/2014 às 08:41
Ao longo da década de 1990 a esquerda resistiu como pôde aos avanços do neoliberalismo. Parecia que estávamos frente a uma onda irresistível, até que alguns governos latino-americanos reagiram e começaram a construir alternativas a esse modelo
Duas correntes conviviam na resistência ao neoliberalismo: uma, que defendia a autonomia dos movimentos sociais, a rejeição à política, aos partidos e ao Estado. Outra, que propunha a necessidade de resgate da política, dos partidos e do Estado para conquistar hegemonia e construir alternativas ao neoliberalismo.
Triunfou esta segunda corrente, dado que a superação do neoliberalismo requer a construção de um bloco de forças hegemônico e a construção prática de novas políticas de caráter público, que requerem redirecionar o Estado, superando a centralidade do mercado, promovida pelo neoliberalismo. Trata-se de resgatar o Estado e a política e não de abandoná-los, o que faz o jogo do neoliberalismo.
O resgate do papel ativo do Estado, tanto como indutor do crescimento econômico, como na sua qualidade de garantia dos direitos sociais, foi decisivo na capacidade de governos para avançar na superação do modelo neoliberal. A ultraesquerda foi derrotada porque não soube compreender a natureza da disputa e do papel do Estado nela.
Os que propunham a autonomia dos movimentos sociais não foram capazes de passar da força acumulada no plano social na resistência ao neoliberalismo à construção de alternativas políticas a esse modelo. Permaneceram na fase de resistência a esse modelo. Algumas forças praticamente desapareceram – como foi o caso dos piqueteros na Argentina – outras ficaram reduzidas à intranscendência – como é o caso dos zapatitas no México.
Foi decisivo o papel do Estado nos avanços na superação do neoberalismo, tanto no plano econômico, como no social. Mas a desmoralização da política e o enfraquecimento dos partidos não se deteve sequer nos países que resgataram a importância do Estado.
Hoje, recoloca-se com força a questão do papel dos partidos de esquerda nos processos de construção de alternativas superadores do neoliberalismo. Como se trata de governos de alianças amplas, de centro esquerda, esses devem representar a alternativa de esquerda, que representa a superação radical do neoliberalismo. E, mais além dessa luta, apontar para alternativas anticapitalistas.
Por outro lado, o papel de um partido de esquerda é o de formular estratégias para chegar aos objetivos do programa dos partidos. Enquanto os governos se movem no plano das conjunturas, é necessário apontar para esses objetivos, para que não se percam nos enfrentamentos imediatos.
Além disso, os partidos devem discutir permanentemente com os movimentos populares as plataformas de luta, as formas de organização dos distintos setores populares, as relações com os governos. Porque são esses movimentos – sindicatos, movimentos sociais, culturais, etc. – os que devem se dedicar a organizar os mais amplos setores de massa.
É também responsabilidade dos partidos as constantes avaliações das conjunturas, das relações de força, dos aliados, do inimigos.
Em síntese, o papel dos partidos é o de dar direção política, de elaborar e construir a hegemonia dos programas estratégicos da esquerda e as formas de sua realização.
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domingo, 14 de dezembro de 2014
Saul Leblon[Carta Maior]: Matar, picar e salgar a Petrobras
| Antônio Cruz / EBC |
Lucidez para se ver!
11/12/2014 00:00 - Copyleft
Saul Leblon: Matar, picar e salgar a Petrobras
Não se mira a lisura na gestão pública. Fosse isso o clamor da faxina viria associado à defesa da reforma política e do pré-sal. O alvo é outro.
por: Saul Leblon
A emoção da Presidenta Dilma na cerimônia de entrega do Relatório da Comissão da Verdade, nesta 4ª feira, condensa camadas de angústia de quem conheceu de perto o horror de ser mastigada por forças incontroláveis.
O chão tinto de sangue do banheiro onde foi jogada após as sessões de tortura ficou impregnado na memória da jovem ativista de 19 anos.
Presa em 1970, ela foi manuseada por quase três anos na máquina de sadismo que matou 434 pessoas no Brasil, perseguiu milhares de outras, submeteu a sociedade a um regime de arrocho, terror, censura e medo.
As lágrimas incontidas desta 4ª feira, miravam o passado dos que foram supliciados como ela; o eterno presente dos familiares dos desaparecidos, ‘que sofrem como se eles morressem de novo, e sempre, a cada dia’; mas também, é muito provável, carregavam a angústia da chefe da nação diante da encruzilhada brasileira atual.
O sonho dos vivos e dos mortos desafia a mulher madura que hoje se prepara para assumir o segundo mandato presidencial e sabe o quanto é imperativo manter uma nação a salvo de forças incontroláveis.
Sabe, sobretudo, que elas não se manifestam mais apenas na forma do totalitarismo policial. -
A supremacia do poder financeiro no século XXI pode sequestrar o destino de uma nação através de fluxos financeiros à paisana.
E impor a sua vontade, interditos históricos, e os mesmos custos sociais de um Estado ditatorial.
O passado, o presente e o futuro se entrecruzam nesse momento a evidenciar que o Brasil vive um divisor nessa história.
Um ciclo de expansão se esgotou, um outro pede para ser construído.
Pendências novas e antigas se misturam em meio a um cenário mundial adverso.
A variável determinante passa pela velocidade imprevista da transição chinesa.
A sensação de que tudo está despencando não é fora de propósito.
É como se o mastro que ancorava a lona da economia global de repente afundasse.
O motor asiático investia, em média, cerca de 45% do PIB e importava outros 10% em matérias-primas para saciar sua fornalha.
O velocímetro do seu crescimento recuou de 11% para perto de 7% ao ano.
O ritmo da freada sugere que poderá recuar ainda mais.
O tranco derruba as cotações das commodities nos cinco continentes.
As agrícolas estão em média 15% abaixo do piso declinante de 2013. O custo barril de petróleo ficou 40% mais barato desde junho.
Caiu mais um pouco nesta 4ª feira.
O freio de arrumação vai desativar poços ineficientes que flutuavam sobre uma demanda a US$ 120/barril.
O canal externo da economia nos países exportadores de óleo, metais e alimentos foi comprimido.
Em muitos deles, estreitou-se a margem de manobra de políticas associadas a um projeto de desenvolvimento com repartição de renda.
A descrição se encaixa nas características do modelo em curso na América Latina, pilotado por um colar de governos progressistas que mudou a geopolítica regional.
Em 2014, pela primeira vez em dez anos, segundo a OCDE, o PIB médio da região terá um crescimento inferior à expansão, já medíocre, prevista para as economias ricas: poderá situar-se abaixo de 1,5%.
O Brasil será atingido pela queda nas cotações e no volume dos embarques de minérios e grãos. Mas também de produtos manufaturados vendidos a parceiros latino-americanos em idêntico apuro.
O raciocínio não vale para o caso da Petrobrás.
Sobretudo, não vale para o pré-sal, que opera com tecnologia de ponta e risco zero em cada poço, sendo viável a partir de um barril em torno de U$45/50.
A escala gigantesca das reservas é outro diferencial quando cálculos de amortização de custos tem que ser refeitos.
O número mais comedido estima em 45 bilhões de barris o total recuperável das reservas descobertas a seis mil metros da superfície, no fundo do oceano. Estimativas não descabidas falam em algo como o dobro disso.
O fato é que o pré-sal oferece o melhor horizonte de desenvolvimento para a indústria de petróleo no mundo.
A taxa que mede isso mostra que ele garante 88% de óleo recuperável sobre o total existente, contra 75% na Arábia Saudita, 65% na Rússia e 55% nos EUA.
O avanço do xisto norte-americano mexe com a demanda mundial, mas não altera o trunfo das vantagens comparativas, que inclui o domínio brasileiro da tecnologia de ponta em águas profundas.
O conjunto compõe o chão firme sobre o qual se desenvolve o maior projeto de investimento empresarial do planeta na atualidade.
Repita-se: o maior plano de investimento em curso no século XXI, feito por uma única corporação, é o da Petrobras.
Algo em torno de U$ 200 bilhões de dólares serão aplicados pela estatal em exploração e produção, entre 2014 e 2018.
Cerca de US$ 12 bilhões de dólares terão que ser financiados no mercado internacional.
Caso o mergulho das commodities ganhe a parceria de uma elevação nas taxas de juros nos EUA, o custo desse financiamento poderá impor algum freio no ritmo da exploração.
Mas não a ponto de inviabilizar as suas referências estratégicas de longo prazo.
Entre elas inclua-se a insubstituível necessidade de uma oferta estável de petróleo para que a humanidade possa realizar a transição rumo a energias renováveis, sem atropelos de abastecimento ou explosão de custos.
O pré-sal e o seu modelo de regulação soberana, acoplado à exigência de conteúdo nacional, continuam a figurar como o bilhete premiado do desenvolvimento brasileiro.
Mais que isso.
Talvez representem o derradeiro impulso industrializante capaz de rejuvenescer a sua base competitiva, garantindo o excedente necessário à finalidade social do crescimento.
O tesouro não contradiz, antes explica a angústia que talvez tenha contribuído para a demonstração incomum de emotividade da Presidenta da República na cerimônia da Comissão da Verdade.
A exploração conservadora dos casos de corrupção dentro da empresa pode inviabilizar esse trunfo contracíclico no momento em que a China desacelera, a Europa deflaciona e a recuperação norte-americana se faz com elevada desigualdade social.
Fomentar uma crise de confiança no país para atingir o governo Dilma é a estratégia do terceiro turno em marcha.
Desqualificar a Petrobrás, e o projeto de desenvolvimento que ela pilota, é a pedra basilar do mutirão graúdo.
Não se mira a lisura na gestão do dinheiro público.
Fosse isso o clamor da faxina viria associado à defesa da reforma política, do pré-sal e do que ele significa para o crescimento, a educação e a saúde.
O alvo é outro.
Trata-se de usar o pé-de-cabra da corrupção para derrubar um governo, e escancarar portas que permitam ao capital estrangeiro servir-se do pré-sal como um banco de sangue na transfusão requerida pela riqueza papeleira.
A angústia estampada no rosto crispado da Presidenta da República nesta quarta-feira refletia o desfile dos vivos e dos mortos; mas também do sonho brasileiro que os mobilizou.
O risco de vê-lo escapar é real.
A curetagem conservadora pode anular a alma de uma nação se conseguir convencê-la a rastejar por debaixo de suas possibilidades históricas.
A Petrobras sozinha representa mais de 10% de todo o investimento brasileiro em 2014, estimado em insuficientes 18,5% do PIB.
As empreiteiras associadas ao esquema de corrupção da estatal, segundo cálculos rápidos do economista Luiz Gonzaga Belluzzo, estariam ligadas a um conjunto de obras em diferentes setores que somariam quase a metade da taxa de investimento prevista para o ano.
‘É importante o rigor com os envolvidos na corrupção; mas as empresas, a exemplo da Petrobras, e assim como se faz nos EUA, não podem ser inviabilizadas. Há um risco real de paralisar o país’, diz Belluzzo que discorda da orientação ministerial de sua amiga, ex-aluna e Presidenta da República.
Um aperto fiscal e monetário agora, pondera o economista, reforça a ameaçadora dinâmica do estrangulamento recessivo: ‘Tínhamos que reagir com um forte investimento público, mas cedemos ao senso comum’, diz com desacordo: ‘É como se coisas movessem os humanos e não o contrário. A hierarquia só será recomposta quando o desemprego bater nas ruas’.
O conservadorismo opera diuturnamente para reforçar essa coisificação da economia e assim sepultar qualquer disposição para enfrentar dogmas e interditos.
O matadouro é visível até a um bife a Camões.
Trata-se de espremer Dilma e tanger o PT, obrigando-os a pensar pequeno.
Pensar um futuro menor que o país.
Uma segunda gestão de Dilma menor que as possibilidades e urgências da Nação.
Com um programa menor que a ponte necessária para saltar da prostração ao discernimento de um pacto feito de prazos, salvaguardas, reformas e metas críveis de crescimento.
Se pensar pequeno, o Brasil corre o risco de caber no projeto conservador.
E emergir do outro lado na lista dos desaparecidos da Comissão da Verdade, com um adendo:
‘O sonho da democracia social brasileira’.
Não é impossível que a Presidenta Dilma tenha vislumbrado esse risco na cerimônia de hoje.
A ver.
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Agência Brasil: Matérias como a regulamentação da PEC das Domésticas devem ficar para 2015
Congresso é a lenha...
Agência Brasil: Matérias como a regulamentação da PEC das Domésticas devem ficar para 2015
Carolina Gonçalves - Repórter da Agência Brasil
A uma semana do recesso parlamentar que começa oficialmente no dia 23 de dezembro, projetos importantes para a sociedade foram incluídos na pauta da Câmara. Apesar de colocar em votação matérias como a regulamentação da profissão das domésticas (PLC 302-A/13) e o Estatuto do Portador de Deficiência (PL 7.699/06), a chance de esses textos avançarem são remotas.
Além do pouco tempo, a prioridade estará voltada para o orçamento de 2015 e a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Orçamento Impositivo e, como muitos parlamentares não foram reeleitos, a semana deve ficar mais esvaziada e será difícil alcançar o número de necessário para as sessões agendadas.
A regulamentação da proposta que ficou conhecida como PEC das Domésticas é esperada há mais de um ano pela categoria. O texto básico que assegura a extensão dos direitos previstos na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) foi promulgado em abril de 2013, mas ainda depende de algumas regras, como a multa de 40% em caso de demissão sem justa causa e as mudanças no pagamento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
Esse complemento que assegura muitos dos direitos previstos na PEC ficou parado por mais de oito meses na Câmara. Mesmo com a tentativa de votá-la, a proposta só deve ser concluída na próxima legislatura, a partir de 1º de fevereiro de 2015.
Os deputados também tentarão votar o projeto de lei que altera artigos do Código de Processo Penal, que estabelece as regras mais rigorosas para a apuração de mortes e lesões corporais decorrentes da ação policial, justificadas como auto de resistência. O tema ganhou destaque na semana passada, por estar na lista de recomendações do relatório final da Comissão Nacional da Verdade (CNV). No texto, o grupo destacou que “a prática de detenções ilegais e arbitrárias, tortura, execuções, desaparecimentos forçados e mesmo de ocultação de cadáveres não é estranha à realidade brasileira contemporânea”.
Na última semana, o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, tentou negociar a votação da proposta com líderes na Casa, mas os parlamentares ainda precisam votar um requerimento de urgência previsto para esta semana no plenário para que o projeto tenha alguma chance de ser votado nesta legislatura.
As votações previstas para a última semana de trabalho antes do recesso incluem outras propostas de apelo popular, como os projetos de Lei 7.699/06, que institui o Estatuto do Portador de Deficiência, e a continuação da votação de emendas apresentadas ao PL 4.246-C/12, que ficou conhecido como Lei Geral dos Caminhoneiros.
Outro obstáculo para o avanço dessas matérias é que a pauta está trancada pelo PL 7.735/14, que altera a legislação sobre pesquisa científica e exploração do patrimônio genético de plantas e animais nativos, e pela Medida Provisória (MP 655/14) que abre crédito extraordinário para operações oficiais de crédito.
Origem.
Agência Brasil: Matérias como a regulamentação da PEC das Domésticas devem ficar para 2015
Carolina Gonçalves - Repórter da Agência Brasil
A uma semana do recesso parlamentar que começa oficialmente no dia 23 de dezembro, projetos importantes para a sociedade foram incluídos na pauta da Câmara. Apesar de colocar em votação matérias como a regulamentação da profissão das domésticas (PLC 302-A/13) e o Estatuto do Portador de Deficiência (PL 7.699/06), a chance de esses textos avançarem são remotas.
Além do pouco tempo, a prioridade estará voltada para o orçamento de 2015 e a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Orçamento Impositivo e, como muitos parlamentares não foram reeleitos, a semana deve ficar mais esvaziada e será difícil alcançar o número de necessário para as sessões agendadas.
A regulamentação da proposta que ficou conhecida como PEC das Domésticas é esperada há mais de um ano pela categoria. O texto básico que assegura a extensão dos direitos previstos na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) foi promulgado em abril de 2013, mas ainda depende de algumas regras, como a multa de 40% em caso de demissão sem justa causa e as mudanças no pagamento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
Esse complemento que assegura muitos dos direitos previstos na PEC ficou parado por mais de oito meses na Câmara. Mesmo com a tentativa de votá-la, a proposta só deve ser concluída na próxima legislatura, a partir de 1º de fevereiro de 2015.
Os deputados também tentarão votar o projeto de lei que altera artigos do Código de Processo Penal, que estabelece as regras mais rigorosas para a apuração de mortes e lesões corporais decorrentes da ação policial, justificadas como auto de resistência. O tema ganhou destaque na semana passada, por estar na lista de recomendações do relatório final da Comissão Nacional da Verdade (CNV). No texto, o grupo destacou que “a prática de detenções ilegais e arbitrárias, tortura, execuções, desaparecimentos forçados e mesmo de ocultação de cadáveres não é estranha à realidade brasileira contemporânea”.
Na última semana, o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, tentou negociar a votação da proposta com líderes na Casa, mas os parlamentares ainda precisam votar um requerimento de urgência previsto para esta semana no plenário para que o projeto tenha alguma chance de ser votado nesta legislatura.
As votações previstas para a última semana de trabalho antes do recesso incluem outras propostas de apelo popular, como os projetos de Lei 7.699/06, que institui o Estatuto do Portador de Deficiência, e a continuação da votação de emendas apresentadas ao PL 4.246-C/12, que ficou conhecido como Lei Geral dos Caminhoneiros.
Outro obstáculo para o avanço dessas matérias é que a pauta está trancada pelo PL 7.735/14, que altera a legislação sobre pesquisa científica e exploração do patrimônio genético de plantas e animais nativos, e pela Medida Provisória (MP 655/14) que abre crédito extraordinário para operações oficiais de crédito.
Origem.
sábado, 13 de dezembro de 2014
El Mundo: 'Nuestros hijos también quieren crecer'
Foto-galeria que impressiona. Mas impressiona muito mais, por que não dizer, a barbárie racista norte-americana!
El Mundo: 'Nuestros hijos también quieren crecer'
Miles de personas marchan en EEUU para protestas por los abusos policiales. En Washington, el reverendo Al Sharpton encabeza la marcha acompañado por las madres de Michael Brown, de Trayvon Martin y de Tamir Rice.
Veja tudo!
El Mundo: 'Nuestros hijos también quieren crecer'
Miles de personas marchan en EEUU para protestas por los abusos policiales. En Washington, el reverendo Al Sharpton encabeza la marcha acompañado por las madres de Michael Brown, de Trayvon Martin y de Tamir Rice.
As fotos são do El Mundo, Espanha. O crédito da fotografia está em cada uma - clique para ver maior, a que não tem, o jornal não colocou.
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sexta-feira, 12 de dezembro de 2014
Agência Brasil: Manual da ONU promove direitos de pessoas LGBT no mercado de trabalho
A intolerância não rima com a diversidade. Cada um na sua, e o respeito a todos!
Agência Brasil: Manual da ONU promove direitos de pessoas LGBT no mercado de trabalho
Isabela Vieira - Repórter da Agência Brasil
O coordenador-residente do Sistema Nações Unidas no Brasil, Jorge Chediek, disse hoje (12) que mulheres e homens transexuais estão em situação de grande vulnerabilidade no mercado de trabalho. Segundo ele, a discriminação e o preconceito se traduzem em dificuldade de acesso e permanência no emprego. Chediek cobra “cuidado e atenção especial” dos empregadores para que esses profissionais sejam respeitados.
“A exclusão que [transexuais] sofrem desde a infância e a adolescência impede que tenham, muitas vezes, educação de qualidade, formação profissional e/ou oportunidade de inserção no mercado. Por outro lado, mesmo quando têm qualificação adequada, sofrem discriminação e têm seus direitos limitados”, afirmou o coordenador, durante o lançamento do manual da Organização das Nações Unidas (ONU) Promoção dos Direitos Humanos de Pessoas LGBT no Mundo do Trabalho, no Rio.
Elaborado em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e o programa das Nações Unidas sobre Aids e HIV (Unaids), o manual tem 80 páginas e apresenta dez compromissos e desdobramentos que as empresas e empregadores podem desenvolver para enfrentar o preconceito contra lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e transgêneros (LGBT).
De acordo com um dos autores do manual, Beto de Jesus, a ideia é estimular corporações a criar processos contra a discriminação e, quando ocorrerem casos, que sejam apurados e as equipes capacitadas. Entre as medidas, o manual cita a necessidade de os executivos se comprometerem com a questão: “A liderança da empresa deve falar sobre isso porque as pessoas, muitas vezes, têm medo de se assumir como LGBT e não sabem se serão bem acolhida”, disse.
Beto de Jesus citou como exemplo o ex-presidente da multinacional norte-americana Apple Steve Jobs, falecido em 2011, que se assumiu gay. “Ele deu uma mensagem clara para os gays daquela empresa, para quem não tinha 'saído do armário', pois sabia que podia sair”, brincou. “É preciso uma liderança que reafirme: 'nesse espaço não haverá discriminação'”, completou.
Os dez compromissos também rejeitam a homo-lesbo-transfobia no relacionamento com o público e com parceiros de negócios, sugere metas para contratação e promoção de LGBT, ações de capacitação e política de responsabilização, além de pesquisas e censos internos.
Todas as medidas, segundo o representante da ONU, “promovem interações respeitosas, potencialmente criativas e inovadoras” e tornam as empresas mais produtivas. “Isso inclui as dimensões de gênero, raça, nacionalidade e de orientações sexual”, concluiu Chediek.
Origem.
Agência Brasil: Manual da ONU promove direitos de pessoas LGBT no mercado de trabalho
Isabela Vieira - Repórter da Agência Brasil
Manual lançado hoje tem
80 páginas e apresenta compromissos e desdobramentos que empresas e
empregadores podem desenvolver para enfrentar o preconceito contra
a população LGBT Tomaz Silva/Agência Brasil
O coordenador-residente do Sistema Nações Unidas no Brasil, Jorge Chediek, disse hoje (12) que mulheres e homens transexuais estão em situação de grande vulnerabilidade no mercado de trabalho. Segundo ele, a discriminação e o preconceito se traduzem em dificuldade de acesso e permanência no emprego. Chediek cobra “cuidado e atenção especial” dos empregadores para que esses profissionais sejam respeitados.
“A exclusão que [transexuais] sofrem desde a infância e a adolescência impede que tenham, muitas vezes, educação de qualidade, formação profissional e/ou oportunidade de inserção no mercado. Por outro lado, mesmo quando têm qualificação adequada, sofrem discriminação e têm seus direitos limitados”, afirmou o coordenador, durante o lançamento do manual da Organização das Nações Unidas (ONU) Promoção dos Direitos Humanos de Pessoas LGBT no Mundo do Trabalho, no Rio.
Elaborado em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e o programa das Nações Unidas sobre Aids e HIV (Unaids), o manual tem 80 páginas e apresenta dez compromissos e desdobramentos que as empresas e empregadores podem desenvolver para enfrentar o preconceito contra lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e transgêneros (LGBT).
De acordo com um dos autores do manual, Beto de Jesus, a ideia é estimular corporações a criar processos contra a discriminação e, quando ocorrerem casos, que sejam apurados e as equipes capacitadas. Entre as medidas, o manual cita a necessidade de os executivos se comprometerem com a questão: “A liderança da empresa deve falar sobre isso porque as pessoas, muitas vezes, têm medo de se assumir como LGBT e não sabem se serão bem acolhida”, disse.
Beto de Jesus citou como exemplo o ex-presidente da multinacional norte-americana Apple Steve Jobs, falecido em 2011, que se assumiu gay. “Ele deu uma mensagem clara para os gays daquela empresa, para quem não tinha 'saído do armário', pois sabia que podia sair”, brincou. “É preciso uma liderança que reafirme: 'nesse espaço não haverá discriminação'”, completou.
Os dez compromissos também rejeitam a homo-lesbo-transfobia no relacionamento com o público e com parceiros de negócios, sugere metas para contratação e promoção de LGBT, ações de capacitação e política de responsabilização, além de pesquisas e censos internos.
Todas as medidas, segundo o representante da ONU, “promovem interações respeitosas, potencialmente criativas e inovadoras” e tornam as empresas mais produtivas. “Isso inclui as dimensões de gênero, raça, nacionalidade e de orientações sexual”, concluiu Chediek.
Origem.
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