Rede Brasil Atual: MP denuncia caixa 2 milionário de deputados que fizeram campanha para Aécio no Rio
O grosso da denúncia envolve caciques do PMDB dissidente que apoiaram o voto 'Aezão', ou seja, Luiz Fernando Pezão (PMDB) para governador e Aécio Neves (PSDB) para presidente
por Helena Sthephanowitz
A Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) do Rio de Janeiro representou contra oito deputados eleitos, sendo quatro federais e quatro estaduais, por fazerem material gráfico da campanha de 2014 "por fora" do que consta das notas fiscais, segundo os procuradores, caracterizando caixa 2.
O grosso da denúncia envolve caciques do PMDB dissidente que apoiaram o voto "Aezão", ou seja, Luiz Fernando Pezão (PMDB) para governador e Aécio Neves (PSDB) para presidente. O deputado estadual e presidente do PMDB fluminense, Jorge Picciani, e seus dois filhos, o deputado federal Leonardo Picciani e o estadual Rafael Picciani, gastaram mais de R$ 1 milhão cada um em material gráfico "por fora", sempre segundo a PRE-RJ.
O deputado estadual André Lazaroni, do PMDB e do Aezão, também teve mais de R$ 1 milhão em material gráfico "por fora". O deputado federal Otávio Leite (PSDB) teve mais de R$ 500 mil "por fora". O deputado federal Marco Antônio Cabral, filho do ex-governador Sérgio Cabral, R$ 100 mil. Assim, os apoiadores de Aécio Neves usaram mais de R$ 4,6 milhões em material de campanha não contabilizado, vulgo caixa 2.
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domingo, 18 de janeiro de 2015
Rede Brasil Atual: MP denuncia caixa 2 milionário de deputados que fizeram campanha para Aécio no Rio
segunda-feira, 5 de janeiro de 2015
JB [Brasil 247]: Aécio pode enfrentar enxurrada de CPIs em Minas Gerais
Aécio foi só um produto de marketing, mas seu governo deixou estragos e deve ser auditado!
JB [Brasil 247]: Aécio pode enfrentar enxurrada de CPIs em Minas Gerais
O ano de 2015 promete ser o início de uma forte dor de cabeça para o senador Aécio Neves (PSDB-MG). Várias Comissões Parlamentares de Inquéritos (CPIs) estão na mira da antiga oposição da Assembleia Legislativa para investigar tanto a gestão do parlamentar mineiro, que governou Minas de 2003 a 2010, como a do seu correligionário e sucessor, Antonio Anastasia, eleito senador neste ano.
"Durante esses 12 anos de governo (do PSDB) em Minas, a oposição foi impedida de instalar CPIs. Havia boicotes", dispara o deputado estadual Rogério Correia (PT), reeleito para o seu quarto mandato na Assembleia de Minas Gerais, com 72.413 votos.
A CPI de Repasses Educacionais é uma das que estão na lista dos antigos oposicionistas, que agora compõem a base aliada do governador eleito de Minas, o ex-ministro Fernando Pimentel (PT). Com base em cálculos do Tribunal de Contas do Estado (TCE), o deputado afirma que há uma defasagem de R$ 8 bilhões em recursos que deveriam de sido aplicados na área nos 12 anos de governo tucano em Minas. "Jamais aplicaram o mínimo de 25% como determina a legislação", diz Correia. Segundo o parlamentar, se for instalada, a CPI da Saúde também investigará uma defasagem em torno de R$ 8 bilhões no setor.
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JB [Brasil 247]: Aécio pode enfrentar enxurrada de CPIs em Minas Gerais
O ano de 2015 promete ser o início de uma forte dor de cabeça para o senador Aécio Neves (PSDB-MG). Várias Comissões Parlamentares de Inquéritos (CPIs) estão na mira da antiga oposição da Assembleia Legislativa para investigar tanto a gestão do parlamentar mineiro, que governou Minas de 2003 a 2010, como a do seu correligionário e sucessor, Antonio Anastasia, eleito senador neste ano.
"Durante esses 12 anos de governo (do PSDB) em Minas, a oposição foi impedida de instalar CPIs. Havia boicotes", dispara o deputado estadual Rogério Correia (PT), reeleito para o seu quarto mandato na Assembleia de Minas Gerais, com 72.413 votos.
A CPI de Repasses Educacionais é uma das que estão na lista dos antigos oposicionistas, que agora compõem a base aliada do governador eleito de Minas, o ex-ministro Fernando Pimentel (PT). Com base em cálculos do Tribunal de Contas do Estado (TCE), o deputado afirma que há uma defasagem de R$ 8 bilhões em recursos que deveriam de sido aplicados na área nos 12 anos de governo tucano em Minas. "Jamais aplicaram o mínimo de 25% como determina a legislação", diz Correia. Segundo o parlamentar, se for instalada, a CPI da Saúde também investigará uma defasagem em torno de R$ 8 bilhões no setor.
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domingo, 21 de dezembro de 2014
Blog do Miro [Altamiro Borges, dica de O Cafezinho]: Blog do Miro: Aécio é diplomado... numa clínica!
| Mas essa imagem vem daqui! |
O que dizer quando os miolos de uma pessoa não vão bem. Tratamento!
Blog do Miro: Aécio é diplomado... numa clínica!
Por Altamiro Borges
O cambaleante Aécio Neves está com algum problema sério. Nem o bafômetro consegue identificar o transtorno. O senador mineiro-carioca até agora não engoliu a derrota na eleição presidencial – nem a surra que levou em Minas Gerais e no Rio de Janeiro. Ele já pediu recontagem dos votos, deu apoio aos malucos que gritam pelo impeachment da presidenta e pelo retorno da ditadura e pressionou pela rejeição das contas de campanha do PT. Sua última investida, porém, foi a mais patética. Seu partido solicitou que ele fosse diplomado no lugar de Dilma Rousseff. Não é piada! Aécio Neves poderia até ser "diplomado", mas numa clínica... psiquiátrica!
Poucos horas antes do Tribunal Superior Eleitoral diplomar a presidenta, na tarde desta quinta-feira (18), o PSDB ingressou no órgão com o pedido de cassação do seu registro e de posse do derrotado tucano. Alegou "abuso do poder econômico" – como se a sua campanha não tivesse recebido milhões dos banqueiros e das empreiteiras – e uso indevido da tevê para pronunciamentos da presidenta – como se os tucanos não tivessem 24 horas diárias de "horário eleitoral gratuito" na mídia golpista.
Na sua parte mais risível, o documento do PSDB afirma: "Cabe assinalar, contudo, que a despeito de tudo, os requeridos [Dilma Rousseff e Michel Temer] obtiveram pífia vitória nas urnas. A diferença entre as duas chapas em disputa no segundo turno foi de apenas 2,28%, num universo de 105.542.273 votos válidos". Derrotada, a sigla solicita a cassação do registro da dupla vencedora e reivindica que sejam empossados os tucanos Aécio Neves e Aloysio Nunes Ferreira nos cargos de presidente e vice-presidente da República. É, realmente, caso de internação... com direito a "diploma" de desrespeito à soberania do voto e à democracia.
Origem.
quarta-feira, 17 de dezembro de 2014
Nassif: O jeito Neves de controlar a mídia em Minas Gerais
Esperemos que tenha acabado. Nas Montanhas acabou, não, ainda não! Mas o jornaleco acabará!
Nassif: O jeito Neves de controlar a mídia em Minas Gerais
qua, 17/12/2014 - 19:59
Por Andrea C. Branco
Editor de Cultura do jornal Estado de Minas censurado
Caro Nassif,
sou diretora do Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais e hoje a censura sem limites da Dinastia Neves fez mais uma vítima entre nós. O editor de Cultura do Estado de Minas, João Paulo Cunha, foi censurado e pediu demissão depois de ser informado que não poderia escrever mais sobre política. Sua coluna no último sábado foi brilhante e demolidora, mas ele ousou cobrar responsabilidade do senador Aécio Neves nas páginas do jornal, o que motivou a reprimenda da direção do jornal. Além de jornalista, João Paulo Cunha é um dos grandes intelectuais mineiros e tem feito uma crítica muito contundente do processo político.
Abaixo encaminho a nota do Sindicato dos Jornalistas e o brilhante texto que motivou sua saída dos Diários Associados.
NOTA DO SINDICATO DOS JORNALISTAS
O Sindicato dos Jornalistas lamenta a saída de João Paulo Cunha do comando da editoria de Cultura do Estado de Minas, mais uma vítima da censura que impera nos grandes meios de comunicação e grassa em Minas Gerais. Reconhecido como um dos mais brilhantes jornalistas e intelectuais mineiros, dono de uma vasta cultura e de um texto brilhante, João Paulo pediu demissão hoje a tarde.
A decisão foi tomada depois da comunicação por parte da direção do jornal de que não poderia mais escrever sobre política na coluna que assinava semanalmente no caderno Pensar. Seu último texto foi publicado no dia 6. Batizado de "Síndrome de Capitu", criticava a falta de uma oposição responsável no Brasil. "Há grandes projetos que impulsionam uma vida e moldam expectativas de futuro, algo que ganhou o belo nome de utopia", diz um trecho do texto. E foi em nome dessa utopia que ele não aceitou essa imposição. Uma salva ao João!
Síndrome de Capitu
O Brasil já tem presidente para os próximos quatro anos, o que está faltando é oposição responsável
João Paulo Cunha
Existem duas verdades aparentemente óbvias que, no entanto, não têm ficado suficientemente claras para muita gente: o país mudou e a eleição já acabou. A insistência em dar continuidade ao processo que elegeu Dilma Rousseff poderia ser apenas um luto mal vivido, mas tende a se tornar perversa no campo político. Por outro lado, a recusa em enxergar a nova configuração da sociedade, resultado de seguidas políticas de distribuição de renda e inclusão social, pode gerar um impulso no mínimo grotesco em suas alusões reativas e chamamentos à ditadura.
É preciso ir adiante. A oposição, certamente, saiu fortalecida do resultado eleitoral bastante parelho. Mas corre o risco de jogar fora esse crescimento quantitativo em nome de um comportamento pouco produtivo em termos políticos. Em vez de jogar com seu eleitor fiel, interpreta os votos de acordo com suas conveniências e joga para a plateia pelos meios de comunicação, sem perceber que essa falácia já mostrou ser um paradoxo invencível: tem mais brilho que consistência, mais efeito que substância, mais eco que voz.
A oposição de hoje parece viver, no campo da política, o que Bento Santiago, o Bentinho de Dom Casmurro, de Machado de Assis, viveu em seus tormentos de alma: se perde na fantasia da traição (mesmo que ela tenha sido real). Para lembrar sumariamente o enredo do romance, Bentinho se apaixona por Capitu, desde logo apresentada como portadora de “olhos de ressaca”. São jovens de classes sociais distintas. Um arranjo permite o casamento. Logo Bentinho, já pai e bem posto na vida como advogado, desconfia que está sendo traído pela mulher com o melhor amigo, em quem vê semelhança com o filho. O casal se separa, o filho morre e Bento, sozinho, leva adiante sua sina de ser casmurro e sofrer com a desconfiança até o fim da vida.
Machado de Assis, como sempre, ao falar de seus personagens, está figurando a sociedade de seu tempo. Bentinho não sofre só pela traição, mas porque não entende que o mundo mudou. Não pode aceitar que a sociedade republicana deixou para trás as amarras elitistas do Segundo Reinado e da escravidão. Bento não reconhece a mulher, a sociedade, a história. Não pode aceitar que ela tenha uma vida independente e autônoma. Tudo que ele não compreende o ameaça. Capitu não é apenas a mulher, mas tudo que perdeu em seu mundo de referências que se esvaem. Mais que sexual, a traição é histórica. Homem de outro tempo, só resta a ele tentar convencer ao leitor e a si próprio de seu destino de vítima. E soprar um melancólico saudosismo acerca dos tempos idos, que busca reconstruir em sua casa feita à semelhança do lar da meninice.
O Brasil tem uma recorrente síndrome de Capitu: tudo que a elite não tolera se torna, por meio de um discurso marcado pela força jurídica e da tradição, algo que deve ser rejeitado. Eternos maridos traídos. A tendência de empurrar a política para os tribunais é uma consequência
desse descaminho. Assim, tudo que de alguma forma aponta para a mudança e ampliação de direitos é considerado ilegítimo e, em alguns momentos, quase uma afronta que precisa ser questionada e combatida. Foi assim com a visibilidade dada aos novos consumidores populares (que foram criminalizados em rolezinhos ou objeto de ironia em aeroportos), com as cotas raciais para a universidade, com a chegada de médicos estrangeiros para ocupar postos que os brasileiros, psicanaliticamente, denegaram.
O romance de Machado de Assis tem ainda outro personagem curioso para a sociologia e psicologia do brasileiro, o agregado José Dias. Trata-se de um homem que vive às expensas da família de Bento e que, por isso, não cessa de elogiar quem o acolhe. Típico representante de certa classe média, ele é o bastião dos valores da burguesia da época, da qual só participa de esguelha. Mais burguês que os burgueses, em sua subserviência, ele gasta os superlativos e a vida a invejar e defender os “de cima”, com pânico de ser confundido com os “de baixo”. Epígonos de José Dias, hoje, são os que amam Miami, levam os filhos para ver o Pateta e participam de passeatas pedindo a volta dos militares.
Leviandade
Mas o que a síndrome de Capitu tem a ver com a política brasileira de hoje? Em primeiro lugar, ela explica por que, em vez de armar uma oposição de verdade, os partidos derrotados tentam inviabilizar a sequência do processo democrático. Em segundo lugar, pela defesa da dupla moral, que desculpa os erros do passado por causa da dimensão dos desvios de hoje, numa reedição do estilo udenista e despolitizador de analisar a conjuntura. Tudo que pode de alguma forma macular a oposição é considerado “sórdido” e “leviano”, numa substituição da política pela moral de circunstância. A corrupção, com sua espantosa abrangência, precisa ser combatida em toda sua dimensão e arco histórico. Nenhum culpado pode ficar de fora, de empresários a políticos de todos os partidos.
Por fim, a personagem machadiana ajuda a explicar a fixação em torno de determinados temas – no romance, é a traição, na vida política atual, é a inflação –, que são muito mais derivações que propriamente o que de fato interessa. A escolha dos ministros da área econômica mostrou como mesmo um governo popular e eleito democraticamente confirma as intuições de Machado de Assis. A excessiva submissão aos interesses rentistas pode ser um recuo estratégico. Mas é um recuo. Uma capitulação.
Economia não é uma ciência exata e, muito menos, isenta de componente ideológico. Um governo de esquerda precisa de uma política econômica de esquerda. Além do equilíbrio macroeconômico, o mais importante é apontar as estratégias de distribuição de renda e de investimento na área social. O deus Mercado não pode falar mais alto que os filhos de Deus. No complexo tecido que sustenta a governança, a presença das forças populares não pode ser colocada em segundo plano, como vem sendo até agora. A excessiva sujeição ao cálculo do apoio político está na base da grande corrupção que hoje enoja a todos. Por isso a reforma política popular se tornou a agenda prioritária da sociedade.
A oposição, por sua vez – e o senador Aécio Neves, candidato derrotado como seu nome de maior destaque –, tem uma tarefa a cumprir: dar um passo à frente no jogo político, com a grandeza que o momento requer. O que ainda está devendo.
Bentinho perdeu sua vida ao ficar preso a um passado de desconfianças que, de resto, até hoje divide as opiniões. Há grandes projetos que impulsionam uma vida e moldam expectativas de futuro, algo que ganhou o belo nome de utopia. Há, entretanto, obsessões que paralisam pelo rancor e ressentimento. Bentinho, é bom lembrar, nunca mais foi feliz. Foi ele mesmo o criador e a vítima da síndrome que o consumiu.
Origem.
Nassif: O jeito Neves de controlar a mídia em Minas Gerais
qua, 17/12/2014 - 19:59
Por Andrea C. Branco
Editor de Cultura do jornal Estado de Minas censurado
Caro Nassif,
sou diretora do Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais e hoje a censura sem limites da Dinastia Neves fez mais uma vítima entre nós. O editor de Cultura do Estado de Minas, João Paulo Cunha, foi censurado e pediu demissão depois de ser informado que não poderia escrever mais sobre política. Sua coluna no último sábado foi brilhante e demolidora, mas ele ousou cobrar responsabilidade do senador Aécio Neves nas páginas do jornal, o que motivou a reprimenda da direção do jornal. Além de jornalista, João Paulo Cunha é um dos grandes intelectuais mineiros e tem feito uma crítica muito contundente do processo político.
Abaixo encaminho a nota do Sindicato dos Jornalistas e o brilhante texto que motivou sua saída dos Diários Associados.
NOTA DO SINDICATO DOS JORNALISTAS
O Sindicato dos Jornalistas lamenta a saída de João Paulo Cunha do comando da editoria de Cultura do Estado de Minas, mais uma vítima da censura que impera nos grandes meios de comunicação e grassa em Minas Gerais. Reconhecido como um dos mais brilhantes jornalistas e intelectuais mineiros, dono de uma vasta cultura e de um texto brilhante, João Paulo pediu demissão hoje a tarde.
A decisão foi tomada depois da comunicação por parte da direção do jornal de que não poderia mais escrever sobre política na coluna que assinava semanalmente no caderno Pensar. Seu último texto foi publicado no dia 6. Batizado de "Síndrome de Capitu", criticava a falta de uma oposição responsável no Brasil. "Há grandes projetos que impulsionam uma vida e moldam expectativas de futuro, algo que ganhou o belo nome de utopia", diz um trecho do texto. E foi em nome dessa utopia que ele não aceitou essa imposição. Uma salva ao João!
Síndrome de Capitu
O Brasil já tem presidente para os próximos quatro anos, o que está faltando é oposição responsável
João Paulo Cunha
Existem duas verdades aparentemente óbvias que, no entanto, não têm ficado suficientemente claras para muita gente: o país mudou e a eleição já acabou. A insistência em dar continuidade ao processo que elegeu Dilma Rousseff poderia ser apenas um luto mal vivido, mas tende a se tornar perversa no campo político. Por outro lado, a recusa em enxergar a nova configuração da sociedade, resultado de seguidas políticas de distribuição de renda e inclusão social, pode gerar um impulso no mínimo grotesco em suas alusões reativas e chamamentos à ditadura.
É preciso ir adiante. A oposição, certamente, saiu fortalecida do resultado eleitoral bastante parelho. Mas corre o risco de jogar fora esse crescimento quantitativo em nome de um comportamento pouco produtivo em termos políticos. Em vez de jogar com seu eleitor fiel, interpreta os votos de acordo com suas conveniências e joga para a plateia pelos meios de comunicação, sem perceber que essa falácia já mostrou ser um paradoxo invencível: tem mais brilho que consistência, mais efeito que substância, mais eco que voz.
A oposição de hoje parece viver, no campo da política, o que Bento Santiago, o Bentinho de Dom Casmurro, de Machado de Assis, viveu em seus tormentos de alma: se perde na fantasia da traição (mesmo que ela tenha sido real). Para lembrar sumariamente o enredo do romance, Bentinho se apaixona por Capitu, desde logo apresentada como portadora de “olhos de ressaca”. São jovens de classes sociais distintas. Um arranjo permite o casamento. Logo Bentinho, já pai e bem posto na vida como advogado, desconfia que está sendo traído pela mulher com o melhor amigo, em quem vê semelhança com o filho. O casal se separa, o filho morre e Bento, sozinho, leva adiante sua sina de ser casmurro e sofrer com a desconfiança até o fim da vida.
Machado de Assis, como sempre, ao falar de seus personagens, está figurando a sociedade de seu tempo. Bentinho não sofre só pela traição, mas porque não entende que o mundo mudou. Não pode aceitar que a sociedade republicana deixou para trás as amarras elitistas do Segundo Reinado e da escravidão. Bento não reconhece a mulher, a sociedade, a história. Não pode aceitar que ela tenha uma vida independente e autônoma. Tudo que ele não compreende o ameaça. Capitu não é apenas a mulher, mas tudo que perdeu em seu mundo de referências que se esvaem. Mais que sexual, a traição é histórica. Homem de outro tempo, só resta a ele tentar convencer ao leitor e a si próprio de seu destino de vítima. E soprar um melancólico saudosismo acerca dos tempos idos, que busca reconstruir em sua casa feita à semelhança do lar da meninice.
O Brasil tem uma recorrente síndrome de Capitu: tudo que a elite não tolera se torna, por meio de um discurso marcado pela força jurídica e da tradição, algo que deve ser rejeitado. Eternos maridos traídos. A tendência de empurrar a política para os tribunais é uma consequência
desse descaminho. Assim, tudo que de alguma forma aponta para a mudança e ampliação de direitos é considerado ilegítimo e, em alguns momentos, quase uma afronta que precisa ser questionada e combatida. Foi assim com a visibilidade dada aos novos consumidores populares (que foram criminalizados em rolezinhos ou objeto de ironia em aeroportos), com as cotas raciais para a universidade, com a chegada de médicos estrangeiros para ocupar postos que os brasileiros, psicanaliticamente, denegaram.
O romance de Machado de Assis tem ainda outro personagem curioso para a sociologia e psicologia do brasileiro, o agregado José Dias. Trata-se de um homem que vive às expensas da família de Bento e que, por isso, não cessa de elogiar quem o acolhe. Típico representante de certa classe média, ele é o bastião dos valores da burguesia da época, da qual só participa de esguelha. Mais burguês que os burgueses, em sua subserviência, ele gasta os superlativos e a vida a invejar e defender os “de cima”, com pânico de ser confundido com os “de baixo”. Epígonos de José Dias, hoje, são os que amam Miami, levam os filhos para ver o Pateta e participam de passeatas pedindo a volta dos militares.
Leviandade
Mas o que a síndrome de Capitu tem a ver com a política brasileira de hoje? Em primeiro lugar, ela explica por que, em vez de armar uma oposição de verdade, os partidos derrotados tentam inviabilizar a sequência do processo democrático. Em segundo lugar, pela defesa da dupla moral, que desculpa os erros do passado por causa da dimensão dos desvios de hoje, numa reedição do estilo udenista e despolitizador de analisar a conjuntura. Tudo que pode de alguma forma macular a oposição é considerado “sórdido” e “leviano”, numa substituição da política pela moral de circunstância. A corrupção, com sua espantosa abrangência, precisa ser combatida em toda sua dimensão e arco histórico. Nenhum culpado pode ficar de fora, de empresários a políticos de todos os partidos.
Por fim, a personagem machadiana ajuda a explicar a fixação em torno de determinados temas – no romance, é a traição, na vida política atual, é a inflação –, que são muito mais derivações que propriamente o que de fato interessa. A escolha dos ministros da área econômica mostrou como mesmo um governo popular e eleito democraticamente confirma as intuições de Machado de Assis. A excessiva submissão aos interesses rentistas pode ser um recuo estratégico. Mas é um recuo. Uma capitulação.
Economia não é uma ciência exata e, muito menos, isenta de componente ideológico. Um governo de esquerda precisa de uma política econômica de esquerda. Além do equilíbrio macroeconômico, o mais importante é apontar as estratégias de distribuição de renda e de investimento na área social. O deus Mercado não pode falar mais alto que os filhos de Deus. No complexo tecido que sustenta a governança, a presença das forças populares não pode ser colocada em segundo plano, como vem sendo até agora. A excessiva sujeição ao cálculo do apoio político está na base da grande corrupção que hoje enoja a todos. Por isso a reforma política popular se tornou a agenda prioritária da sociedade.
A oposição, por sua vez – e o senador Aécio Neves, candidato derrotado como seu nome de maior destaque –, tem uma tarefa a cumprir: dar um passo à frente no jogo político, com a grandeza que o momento requer. O que ainda está devendo.
Bentinho perdeu sua vida ao ficar preso a um passado de desconfianças que, de resto, até hoje divide as opiniões. Há grandes projetos que impulsionam uma vida e moldam expectativas de futuro, algo que ganhou o belo nome de utopia. Há, entretanto, obsessões que paralisam pelo rancor e ressentimento. Bentinho, é bom lembrar, nunca mais foi feliz. Foi ele mesmo o criador e a vítima da síndrome que o consumiu.
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terça-feira, 2 de dezembro de 2014
O Tempo: Minas Gerais está deficitária
O jornal é de um ex deputado federal pelo psdb!
O Tempo: Minas Gerais está deficitária
Com o provisionamento dos cerca de R$ 2 bilhões referentes ao 13º salário dos servidores em 30 de novembro, o governo de Minas chega ao último mês do mandato com déficit acumulado de R$ 1,7 bilhão nas contas. Com isso, a possibilidade de o governador eleito Fernando Pimentel (PT) receber as contas no vermelho a partir de 1º de janeiro é cada vez mais real.
O Tempo: Minas Gerais está deficitária
Após fechar contas de novembro, caixa do governo mineiro acumula saldo negativo de R$ 1,7 bilhão
Lucas Pavanelli
Com o provisionamento dos cerca de R$ 2 bilhões referentes ao 13º salário dos servidores em 30 de novembro, o governo de Minas chega ao último mês do mandato com déficit acumulado de R$ 1,7 bilhão nas contas. Com isso, a possibilidade de o governador eleito Fernando Pimentel (PT) receber as contas no vermelho a partir de 1º de janeiro é cada vez mais real.
Embora o 13º tenha sido contabilizado em
novembro, o dinheiro só cairá nas contas dos servidores em 20 de
dezembro. Conforme o Portal da Transparência do Estado, a arrecadação em
novembro foi de R$ 5,9 bilhões, e os gastos superaram os R$ 7,5 bilhões
– o maior volume do ano.
Conforme O TEMPO mostrou no sábado, pesam contra o
governo dois fatores: o primeiro é que dezembro é um mês em que,
historicamente, as contas fecham no vermelho. No ano passado, por
exemplo, as despesas superaram as receitas em R$ 2,2 bilhões. Desde
2009, a exceção à regra só foi verificada em 2012 – ano de crescimento
econômico de 2,3%, acima da média nacional –, com superávit de R$ 1,28
bilhão em dezembro.
O segundo fator que pode
complicar as contas do governo diz respeito à arrecadação, que deve ser
menor do que a prevista na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). No
papel, a promessa do Executivo é fechar o ano com receita de R$ 77,7
bilhões. Até hoje, entraram no caixa R$ 63,7 bilhões. Ou seja, para
cumprir a meta, o governo tem que arrecadar nada menos que R$ 14 bilhões
até o dia 31, um número nunca antes atingido em meses de dezembro. Para
se ter uma ideia, no último mês de 2012, a arrecadação chegou próximo a
R$ 11 bilhões.
Questionado pela reportagem, o governo não confirma nem desmente a possibilidade de não atingir a meta de receitas para o ano. Nas contas do governador, Alberto Pinto Coelho (PP), a receita deste mês “inclui repasses da União, no valor de R$ 330 milhões, e operações de crédito, no valor de cerca de R$ 1,1 bilhão”, conforme sua assessoria.
A reportagem também questionou o governo se há expectativa para cortes nos gastos de dezembro, mas não obteve resposta.
Balanço. Na comparação com outubro, o mês de novembro foi de cortes em 15 áreas e de aumento de gastos em outras dez. Os custos com a administração, por exemplo, subiram quase 60%, passando de R$ 162 milhões para R$ 258 milhões. Os investimentos em educação cresceram de R$ 652 milhões para R$ 1,1 bilhão, ou seja, aumentaram 73%.
Dentre os cortes, se destacam a Agricultura – de R$ 59 milhões em outubro para R$ 7 milhões em novembro – e Ciência e Tecnologia, com redução de 59%.
Questionado pela reportagem, o governo não confirma nem desmente a possibilidade de não atingir a meta de receitas para o ano. Nas contas do governador, Alberto Pinto Coelho (PP), a receita deste mês “inclui repasses da União, no valor de R$ 330 milhões, e operações de crédito, no valor de cerca de R$ 1,1 bilhão”, conforme sua assessoria.
A reportagem também questionou o governo se há expectativa para cortes nos gastos de dezembro, mas não obteve resposta.
Balanço. Na comparação com outubro, o mês de novembro foi de cortes em 15 áreas e de aumento de gastos em outras dez. Os custos com a administração, por exemplo, subiram quase 60%, passando de R$ 162 milhões para R$ 258 milhões. Os investimentos em educação cresceram de R$ 652 milhões para R$ 1,1 bilhão, ou seja, aumentaram 73%.
Dentre os cortes, se destacam a Agricultura – de R$ 59 milhões em outubro para R$ 7 milhões em novembro – e Ciência e Tecnologia, com redução de 59%.
Último dia
Caixa. Até sábado, dia 29, os gastos do governo em novembro eram de R$ 2,8 bilhões. No último dia do mês, quase R$ 5 bilhões deixaram os cofres, principalmente para o empenho do 13º.
Caixa. Até sábado, dia 29, os gastos do governo em novembro eram de R$ 2,8 bilhões. No último dia do mês, quase R$ 5 bilhões deixaram os cofres, principalmente para o empenho do 13º.
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segunda-feira, 1 de dezembro de 2014
Mas tem amigo e colega nosso que previu a derrocada do rio45 em janeiro de 2012, JT Palhares, após o foguete Marina, JT já não acreditava. Mas nós, sim!
Nassif: Como os santos protetores de Minas abandonaram Aécio
seg, 01/12/2014 - 12:04
Atualizado em 01/12/2014 - 12:54
Luis Nassif
Aécio Neves não foi talhado para as grandes aventuras políticas. Essa vocação exige dedicação integral.
Nem sempre é necessário abdicar da vida pessoal. Em meio ao trabalho estafante de construir a nova etapa da indústria nacional e Brasilia, Juscelino Kubitscheck arrumava tempo para as serestas e para agradáveis encontros diários em final de expediente.
No gabinete parlamentarista, Tancredo Neves e San Tiago Dantas trabalhavam pesado até o final da tarde. Depois, trancavam-se na sala de um deles, abriam o uísque e relaxavam em boa companhia.
João Baptista Figueiredo dava escapulidas de madrugada. E Jânio Quadros fugia do turbilhão de Brasilia em um apartamento discreto do Rio, emprestado pelo amigo Julio Barbero. Na fase de maior pressão, que antecedeu a renúncia, ficou vários dias com uma das mais belas atrizes da história.
Mas, em todos esses casos, o exercício da política era a atividade central. O relaxamento era a hora do recreio.
Aécio inverteu. Herdou um nome e uma legenda e só recentemente pareceu abrir mão da vida pessoal. Antes, sua vida havia sido um eterno recreio com alguns intervalos para a política.
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sexta-feira, 21 de novembro de 2014
Nassif: A brincadeira do impeachment e os desvios de Aécio
Enquanto isso, ócio no Leblon!
Nassif: A brincadeira do impeachment e os desvios de Aécio
Luis Nassif
Há que se ter um mínimo de responsabilidade e parar com essa brincadeira de impeachment. O que está em jogo não é o governo A ou B, mas a normalidade democrática e a necessidade de interromper esse terceiro turno para superar o momento econômico atual.
É irresponsável a exploração do senador Aécio Neves em relação à proposta do governo federal de flexibilizar as metas fiscais.
A política fiscal, no governo Dilma Rousseff, de fato, foi de uma irresponsabilidade à toda prova. Tudo o que Dilma pedia era aceito acriticamente pelo Secretário do Tesouro Arno Agustin, ainda que forçando a mão nas contas, para o pedido poder caber na ficção criada.
Leia tudo aqui.
Nassif: A brincadeira do impeachment e os desvios de Aécio
Luis Nassif
Há que se ter um mínimo de responsabilidade e parar com essa brincadeira de impeachment. O que está em jogo não é o governo A ou B, mas a normalidade democrática e a necessidade de interromper esse terceiro turno para superar o momento econômico atual.
É irresponsável a exploração do senador Aécio Neves em relação à proposta do governo federal de flexibilizar as metas fiscais.
A política fiscal, no governo Dilma Rousseff, de fato, foi de uma irresponsabilidade à toda prova. Tudo o que Dilma pedia era aceito acriticamente pelo Secretário do Tesouro Arno Agustin, ainda que forçando a mão nas contas, para o pedido poder caber na ficção criada.
Leia tudo aqui.
sábado, 8 de novembro de 2014
REDAÇÃO da REFAZENDA2010-blog - Artigo - Vamos conversar sobre a morte? [Uma terrível experiência!
Não é do feitio do blog tratar de assuntos pessoais. O ocorrido se deu de julho para agosto. Foi um sofrimento escrevê-lo no dia seguinte, após o retorno do Hospital. infinitamente mais simples que o AVC 2012, em A Quebra, mas totalmente apavorante! Sabia mais aqui também! Nesse artigo como é a gestão daquilo do qual sou o Contribuinte e... leia!
O Editor em 08/11/2014
O Editor em 08/11/2014
Vamos
conversar sobre a Morte?
Lá
atrás um amigo e pseudo maconheiro
bradava: Vênus é do Cacique! A palavra não era cacique.
Em
menos de uma semana, uma bobagem na face – uma provável sequela do
AVC de 2012 – me levou a ser entubado. Três dias de coma induzido.
O Doutor
Careca lá
sorridente. Depois o provoquei: Deus da vida e da morte, e ainda,
dormi com você, acordei com você. Disse ele: Deus me livre.
A
verdade é que o retorno se deu na segunda, 4 de agosto, no final da
manhã. Minha mulher e uma filha me tranquilizavam. Mas eu não tinha
a mínima ideia de onde estava. Era o CTI. Naquele resto do dia
fiquei com a percepção alterada. Projeções de imagens numa parede
a 45 graus. Rádio imaginária zoando o tempo todo. Ao fechar os
olhos, não se via preto, mas painéis ora roxo, ora marrom... E o
pior era ver a turma batalhadora dos técnicos de enfermagem com
máscara do tipo do carnaval de Veneza. Uma loucura...
O
pós, em breves palavras, foi assim.
Mas
teve o antes. Em qual momento? Não tenho a menor ideia. Mas pode ter
sido instantes anterior da retirada do tubo. Fui informado que a
redução da sedação deve ter sido de 6 a 8 horas antes.
Me
vi discursando no coreto da Praça da Liberdade. Antes, um letreiro
com a palavra Cérebro, percepção iminente de Morte. Antes ainda,
tecnologia, muita tecnologia. Não lembro como. Ouvia também
Pavarotti. Ainda, imagens psicodélicas e muita mais coisa que a
minha memória já não retém. Depois foram os painéis. A China,
não Azul, mas sim Vermelha. E parece que com uma terminação:
Incorporation.
Depois, o que parecia o
Umbral, alguma coisa verde com dourado. Não me vi em túneis e não
vi ninguém. Falha, erro na memória!
Com
toda aquela paranoia alucinativa do dia tenebroso, passei a
racionalizar. É sabido os eleitos alucinógenos dos sedativos. Não
foi um resumo e nem um flash. Parece ter sido algumas impressões
registradas lá pela adolescência. Somos frutos desses registros.
Concluindo, uma morte
alegórica, operística, dramática e muito doida...
Só
sei que entrei em julho no PA (Pronto Atendimento) e no maior frio.
Voltei em agosto num dia muito quente, na UTI. Como manteúdo de
plano de saúde da primeira filha, me salvei. O IPSEMG, pós Terror de
Neves, me mataria novamente, como tentou fazê-lo em 2012.
A
minha realidade foi essa, mas a realidade real foi bem pior!
Em
12/08/2014
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Aecio menino do Rio,
Aecio never more,
Artigo,
IPSEMG,
Saúde
quarta-feira, 5 de novembro de 2014
A Repúlica de Minas ruiu; Vi o Mundo [ Conceição Lemos ]: Delator do mensalão tucano e jornalista foram soltos em BH...
Um pranteado amigo e colega, de Juiz de Fora e que morava no Rio, mas que trabalhava em JF; cunhou essa expressão! Essa postagem é em sua homenagem!
Carone, perdeu até o domínio de seu sítio, teve infarto nas masmorras mineiras, com seu Novojornal, mais Rogério Corrêa, deputado estadual(PT-MG) e ainda, idem, pelo PMDB, Sávio Souza Cruz; foram as principais vozes, talvez as únicas, fizeram uma verdadeira oposiçao ao esquema de censura montado pela irmão aécio neves Cunha, andrea neves!
Em homenagem ao Carone deixamos o seu sítio, no nosso outro blog, ao final da página, REFAZENDA2010-Tabela de Links e na linha Selecionados, segunda coluna. Em 2008 já perdera o .br, recentemente perdeu também o .com . Iremos esperar!
Vi o Mundo [Na íntegra]


O jornalista Marco Aurélio Carone e Nílton Monteiro
por Conceição Lemes
Por volta das 11h desta terça-feira 4, foram postos em liberdade, em Belo Horizonte (MG), Nilton Monteiro e o jornalista Marco Aurélio Carone.
Segundo a versão oficial, os dois foram acusados de formar quadrilha para disseminar documentos falsos, inclusive por meio de um endereço na internet, com o objetivo de extorquir acusados.
Mas há outra explicação, que remete a um fato político: Nílton Monteiro e Marco Aurélio Carone se tornaram uma pedra no sapato dos tucanos em geral e do senador Aécio Neves em particular, que, à época da prisão dos dois, pretendia ser candidato à Presidência da República.
Carone mantinha o site Novo Jornal, onde publicava denúncias contra os tucanos mineiros, especialmente Aécio Neves, que governou Minas de 2003 a 2010.
A sua prisão ocorreu em 20 de janeiro deste ano. Na época, o bloco parlamentar Minas Sem Censura (MSC) denunciou: a prisão preventiva do jornalista era uma armação e tinha a ver com o chamado “mensalão tucano” e a Lista de Furnas no contexto das eleições de 2014.
Os advogados de Carone tinham impetrado vários habeas corpus em favor do seu cliente no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG), no Supremo Tribunal Federal (STF) e no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Só que nenhum foi julgado ainda.
A decisão de libertá-lo partiu do juiz Dr. Haroldo Andre Toscano de Oliveira, titular da 2ª Vara Criminal de Belo Horizonte.
Devido a problemas de saúde, Carone estava preso na enfermaria do complexo penitenciário de segurança máxima Nelson Hungria, em Contagem, região metropolitana de BH.
Porém, de acordo com a sua irmã, quando iniciou o segundo turno da eleição presidencial, Carone foi transferido da enfermaria para isolamento, para que não tivesse contato com ninguém.
Passado o segundo turno, voltou para a enfermaria.
Nílton Monteiro é principal testemunha contra a cúpula do PSDB em Minas Gerais. Em 2005, revelou a trama urdida pelos tucanos para desviar dinheiro público para o financiamento das campanhas de Eduardo Azeredo à reeleição ao governo do Estado e de parlamentares de vários partidos, em 1998. O caso ficou conhecido como o mensalão tucano, ou mineiro.
Nílton também foi testemunha do caso da Lista de Furnas, que envolvia esquema de financiamento de campanha de tucanos mineiros e aliados na eleição de 2002.
Ele estava preso, desde maio de 2013, também no complexo penitenciário Nelson Hungria, em Contagem.
Em dezembro de 2013, concedeu entrevista exclusiva à jornalista Rodrigues, em reportagem especial para o Viomundo.
Nilton se declarou inocente e jurou ser vítima de uma armação de políticos denunciados no esquema do mensalão tucano, que queriam mantê-lo na cadeia afastado dos holofotes.
“Por detrás da minha prisão está o Aécio Neves… Eu fui operador do esquema junto com o Marcos Valério”, frisou na entrevista ao Viomundo.
Coincidência ou não, Nilton Monteiro e Marco Aurélio Carone só foram libertados após o término das eleições de 2014.
Será que se Aécio Neves tivesse vencido, eles já estariam em casa hoje?
Origem aqui!
Em edição especial em 25 de janeiro de 2014, publicamos:
Carone, perdeu até o domínio de seu sítio, teve infarto nas masmorras mineiras, com seu Novojornal, mais Rogério Corrêa, deputado estadual(PT-MG) e ainda, idem, pelo PMDB, Sávio Souza Cruz; foram as principais vozes, talvez as únicas, fizeram uma verdadeira oposiçao ao esquema de censura montado pela irmão aécio neves Cunha, andrea neves!
Em homenagem ao Carone deixamos o seu sítio, no nosso outro blog, ao final da página, REFAZENDA2010-Tabela de Links e na linha Selecionados, segunda coluna. Em 2008 já perdera o .br, recentemente perdeu também o .com . Iremos esperar!
Vi o Mundo [Na íntegra]
Delator do mensalão tucano e jornalista foram soltos em BH; Carone foi para isolamento quando começou o 2º turno, diz irmã
publicado em 4 de novembro de 2014 às 19:21
O jornalista Marco Aurélio Carone e Nílton Monteiro
por Conceição Lemes
Por volta das 11h desta terça-feira 4, foram postos em liberdade, em Belo Horizonte (MG), Nilton Monteiro e o jornalista Marco Aurélio Carone.
Segundo a versão oficial, os dois foram acusados de formar quadrilha para disseminar documentos falsos, inclusive por meio de um endereço na internet, com o objetivo de extorquir acusados.
Mas há outra explicação, que remete a um fato político: Nílton Monteiro e Marco Aurélio Carone se tornaram uma pedra no sapato dos tucanos em geral e do senador Aécio Neves em particular, que, à época da prisão dos dois, pretendia ser candidato à Presidência da República.
Carone mantinha o site Novo Jornal, onde publicava denúncias contra os tucanos mineiros, especialmente Aécio Neves, que governou Minas de 2003 a 2010.
A sua prisão ocorreu em 20 de janeiro deste ano. Na época, o bloco parlamentar Minas Sem Censura (MSC) denunciou: a prisão preventiva do jornalista era uma armação e tinha a ver com o chamado “mensalão tucano” e a Lista de Furnas no contexto das eleições de 2014.
Os advogados de Carone tinham impetrado vários habeas corpus em favor do seu cliente no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG), no Supremo Tribunal Federal (STF) e no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Só que nenhum foi julgado ainda.
A decisão de libertá-lo partiu do juiz Dr. Haroldo Andre Toscano de Oliveira, titular da 2ª Vara Criminal de Belo Horizonte.
Devido a problemas de saúde, Carone estava preso na enfermaria do complexo penitenciário de segurança máxima Nelson Hungria, em Contagem, região metropolitana de BH.
Porém, de acordo com a sua irmã, quando iniciou o segundo turno da eleição presidencial, Carone foi transferido da enfermaria para isolamento, para que não tivesse contato com ninguém.
Passado o segundo turno, voltou para a enfermaria.
Nílton Monteiro é principal testemunha contra a cúpula do PSDB em Minas Gerais. Em 2005, revelou a trama urdida pelos tucanos para desviar dinheiro público para o financiamento das campanhas de Eduardo Azeredo à reeleição ao governo do Estado e de parlamentares de vários partidos, em 1998. O caso ficou conhecido como o mensalão tucano, ou mineiro.
Nílton também foi testemunha do caso da Lista de Furnas, que envolvia esquema de financiamento de campanha de tucanos mineiros e aliados na eleição de 2002.
Ele estava preso, desde maio de 2013, também no complexo penitenciário Nelson Hungria, em Contagem.
Em dezembro de 2013, concedeu entrevista exclusiva à jornalista Rodrigues, em reportagem especial para o Viomundo.
Nilton se declarou inocente e jurou ser vítima de uma armação de políticos denunciados no esquema do mensalão tucano, que queriam mantê-lo na cadeia afastado dos holofotes.
“Por detrás da minha prisão está o Aécio Neves… Eu fui operador do esquema junto com o Marcos Valério”, frisou na entrevista ao Viomundo.
Coincidência ou não, Nilton Monteiro e Marco Aurélio Carone só foram libertados após o término das eleições de 2014.
Será que se Aécio Neves tivesse vencido, eles já estariam em casa hoje?
Origem aqui!
Em edição especial em 25 de janeiro de 2014, publicamos:
EM MINAS LUGAR DA OPOSIÇÃO É NA CADEIA
sexta-feira, 24 de outubro de 2014
MInas não votou em aéco!
Novamente pela dial
up!
Minas não votou naquilo que só é marketing. E ainda
tem um dono de jornal preso, encarcerado e apodrecendo na cadeia. Um
estimado e pranteado amigo, colega falecido costumava chamar de
República de Minas. O jornalista teve até infarto na cadeia. Virou
o enfant terrible da história. Mas tem ainda a justiça
tucana e tucagem em mitos lugares. Terão que ser todos devidamente
depenados!
O prefeito do município de São Paulo sabe muito bem o
que é isso: Elite é elite, neo é neo!
Estamos também em : Consumidor Pateta, Não!
O Editor!
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
CAf: Charge do Bessinha, insuperável!
Pela manhã replicamos o post do Tijolaço. Vejo agora que o PHA também o fêz. Mas charge do Bessinha é impagável!
| Bessinha no CAf |
Tijolaço: O “teste” de Aecinho é a ruína tucana
Aécio, fica no Rio, o clima de Brasília é muito seco. O DETRAN de lá é complicado... Não sei porque, mas lembrei da primeira música deste post!
O “teste” de Aecinho é a ruína tucana
A política sempre teve um que de intriga e perversidade, mas os tucanos, reconheça-se, levam este desvio ao “estado da arte”.
| Reprodução Tijolaço. |
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