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sexta-feira, 18 de novembro de 2022

Artigo - Mancini: E o velho PIG* ataca novamente!

E o velho PIG* ataca novamente!

*Partido da Imprensa Golpista by Paulo Henrique Amorim

Bastou Lula caminhar para um discurso social para o Mercado vir abaixo. O mercado financeiro trabalha com expectativas e está sempre apostando em um futuro que não está desenhado.

NY - Imagem Web
Mas o que incomoda e muito é a postura da hoje denominada mídia corporativa (PIG). Repetem sem limites o que os economistas liberais falaram. Não colaboram em nada. Tem igual efeito de matérias estridentes sobre inflação. Só ajudam a aumentar a mesma, efeito dominó!

Tais economistas tentam demonstrar, com algum embasamento, que, caso não se respeite a Responsabilidade Fiscal, ocorreria mais inflação, prejudicando em maior grau, aos pobres.

Pode ser. Mas há, de alguma forma, romper com esta lógica. Temos que lembrar que Lula, em seus dois governos, não cometeu nenhuma sandice financeira!

O País vem passando, e há décadas, por oscilações mínimas, na renda das classes menos favorecidas. Mas em última análise, permanece permanentemente a nossa brutal Desigualdade!

Imagem Web
Ainda cabe ressaltar que o governo Lula foi (será) possível devido a uma enorme composição, com diversos partidos e diferentes tendências ideológicas. E, para complicar mais, com um Congresso de oposição!

Mas Lula tem uma maestria peculiar em tratar com os políticos e conta com uma boa vontade inicial.

Educação, educação e educação; repetia insistentemente o então senador Cristovam Buarque. O Brasil está atrasado neste tópico em décadas. Portanto, há que se ter diversas políticas sociais, começando pelo combate à fome (Paradoxo: fome em um país grande produtor e exportador de alimentos!). Ou seja, Responsabilidade Social!

Imagem Mídia Ninja
Belo Horizonte, 18 de novembro de 2022

Otávio MANCINI Soares

quarta-feira, 9 de novembro de 2022

Artigo - Mancini: Tecnologia e Desigualdade

Tecnologia e Desigualdade

Sim, já estamos no futuro. A velocidade da transformação tecnológica é assustadora. Não tem mais máquinas para quebrar como ocorreu na primeira revolução industrial. Trabalhadores quebravam as máquinas para não perder o emprego. Não adiantou. Portanto, é inexorável a evolução tecnológica. Todo dia aparecem novos inventos, aplicações, métodos e tudo caminhando para o virtual.

Profissões estão desaparecendo e sendo substituídas por robôs. E é sem volta!

Robô Shofia - R7
Tem-se também a Inteligência Artificial (IA ou AI). O falecido físico Stephen Hopkins temia que essa tecnologia poderia sobrepujar ao homem. O renomado cientista disse textualmente: "O desenvolvimento da inteligência artificial total poderia significar o fim da raça humana"!

Hawking na NASA, década de 1980 - Wikipédia
Nessa toada, o Google interrompeu um projeto de IA. A máquina estava se mostrando racista!

Óbvio que as novas tecnologias têm suas vantagens.

Mas o que tudo isso tem a ver com a Desigualdade?

Numa palavra, Desemprego!

Aliado a isso temos uma Educação, no Brasil e no mundo; com uma desigualdade brutal em níveis educacionais. Compare: uma criança com pais de melhor renda, escola particular e até com aulas bilíngue. Com os aluno de baixa renda... Avança vinte anos!...

Imagem da Web
Portanto, o cenário no curto, médio e longo prazos, não é nada bom!

A Terra completou oito bilhões de habitantes e cada vez mais desigual!

Belo Horizonte, 09 de novembro de 2022

Otávio MANCINI Soares

quarta-feira, 2 de novembro de 2022

Colaboradores XVIII: VENCEMOS, POIS SOMOS A GERAÇÃO QUE IRÁ DERROTAR MAIS UMA VEZ O ÓDIO E A INTOLERÂNCIA

VENCEMOS, POIS SOMOS A GERAÇÃO QUE IRÁ DERROTAR MAIS UMA VEZ O ÓDIO E A INTOLERÂNCIA



Vencer não é a única análise. Longe de qualquer susto e do desalento das nossas expectativas, do amedrontamento coletivo de que mais uma vez veremos um pesadelo se materializando em um projeto de ódio e intolerância, é hora de recompor as nossas mentes e corações para continuar uma luta que não se inicia no nosso tempo.

Seremos a geração que irá derrotar mais uma vez o ódio e a intolerância, marcas do fascismo, presentes no processo de violências e opressões que se constitui na formação sócio histórica do país e que configura as relações de poder que precisam definitivamente serem enfrentadas.

O patriarcado, o racismo, a lgbtfobia se correlacionam ao ódio aos pobres, aos povos e comunidades tradicionais, a população nordestina, a diversidade religiosa e passeiam no imaginário e na prática social que nos configura enquanto nação. Mas sejamos flores, mais uma vez na chegada da primavera.

Nossa luta é feita por antepassados e descendentes daquelas e daqueles que constituíram quilombos, criaram resistência, deram parte de suas vidas na luta por pão, terra e trabalho. Pelas gerações que saíram às ruas, mesmo com todas as restrições para dizer não às ditaduras impostas em nosso país. De mulheres, negras e negros, de professoras e pedreiros que construíram as riquezas e morreram sem delas aproveitar.

Mas deixaram para essa geração a responsabilidade que dia a dia vem se construindo na continuidade da luta pela reforma agrária, moradia, agroecologia, feminismo, pelo direito de viver. Essa nossa geração tem conseguido um congresso mais feminismo e feminista, de mulheres negras e indígenas. Mas tem conseguido continuar construindo os movimentos sindicais, mesmo após a reforma trabalhista e previdenciária. Essa geração, a qual fazemos parte, resiste mesmo com tantas barragens em risco, para dizer não ao modelo de nação que não cabe aos pobres.

É hora de esperançar, como ensina Paulo Frente, de lutar por noites vivas como ensina Lélia Gonzalez, de acreditar que a nossa luta coletiva nos trará um amanhã de liberdade parafraseando Rosa Luxemburgo. Precisamos de todas, todes e todos para que o Lula ganhou as eleições e conseguirá sim ter a base social necessária para governar. Precisamos acreditar em nós, na beleza que temos, por sermos uma classe trabalhadora que resiste aos tempos, mantém a nossa diversidade e caminha pela alvorada para que a tristeza do hoje seja substituída para um dia que venha nascer feliz.

02/11/2022 - Leonardo Koury Martins é assistente social, professor, conselheiro do CRESS-MG e militante da Frente Brasil Popular.

sexta-feira, 6 de maio de 2022

Colaboradores XVII: Necropolítica Colonial

Necropolítica Colonial

O Grito - Edvard Munch - Imagem da Web
A necropolítica, que dizima os indígenas, retira os direitos trabalhistas, aumenta o preço dos alimentos, gás e gasolina, aumenta a violência urbana, polui rios e mares, agride as matas, autoriza garimpos, boiada e mineração em áreas de preservação, beneficia os milionários megaempresários, banqueiros e latifundiários, está destruindo todo um processo democrático conquistado com muitas lutas por direitos durante anos.

O Brasil está um caos. As ruas temerosas. Carência de tudo o que se possa imaginar. O próximo presidente terá um desafio imenso para tentar reconstruir quatro anos de destruição, ou, a depender do eleito, enlamear mais ainda o país. Um país vendido, a velha colônia. Tudo parece irrecuperável.

O neoliberalismo, o Estado mínimo, o sucateamento do serviço público, o aumento expressivo da pobreza e a privatização de bens importantes do país, vendidos à valores irrisórios, apontam o fim da democracia e uma nova ditadura, cuja máscara não disfarça mais. O povo parece cansado e foge à luta.

A passividade diante do caos é um indício de falta de perspectiva de melhoria. "Todo ano tem eleição e continua a mesma porcaria", ouvi de uma moça esperando no ponto de ônibus, ônibus que nunca chegava. E aí? Aí que eu não sei.

06/05/2022 - Marie S.

terça-feira, 25 de janeiro de 2022

Colaboradores XVI: Os perigos do relativismo e do negacionismo rondam a vida social

Os perigos do relativismo e do negacionismo rondam a vida social

Leonardo Koury Martins*


A construção da vida social não é linear e nem mesmo presa na lateralidade das condições ideais. A sociedade vivencia a partir da amplitude das oportunidades e dos direitos constituídos como irá caminhar dia após dia. Na vida social, não existe apenas o mundo do trabalho ou da família, mas as instituições religiosas, esportivas, o papel do lazer e da cultura propiciam avanços, mas também, por vezes, regressos coletivos inimagináveis.

É nesse processo que o relativismo e o negacionismo podem se tornar grandes vilões dos direitos conquistados pela classe trabalhadora. Esses vilões no Brasil apregoam nos últimos anos proporções nunca antes sentidas por nossa geração. A presença de governos que ignoram o saber científico e relativizam a realidade social e econômica da população em geral, amplia as vozes intolerantes que acreditam que os termos vida e morte são uma questão de opinião.

Para contribuir com as reflexões sobre estes fenômenos, o relativismo é do ponto de vista epistemológico a afirmação da relatividade do conhecimento humano e a inconscibilidade do absoluto e da verdade. É neste processo que à razão de fatores aleatórios e/ou subjetivos se tornam inerentes ao processo cognitivo.

Quanto ao negacionismo é a escolha de desacreditar na realidade como forma de escapar de uma verdade desconfortável. Quando tratamos do conhecimento baseado na ciência, o negacionismo deve ser definido como a rejeição dos conceitos básicos, incontestáveis e apoiados por consenso científico a favor de ideias que ao mesmo tempo são radicais e também controversas.

Se explicam esses fenômenos aliados à pandemia quando os governos em geral ignoram desde o papel da ciência (como no caso da celeridade na vacinação), quanto a não tomada de medidas sanitárias (ausência do papel do Estado por normatizar as restrições e o distanciamento); que possam diminuir os casos de contaminação. Nos equilibramos nos últimos anos entre ignorar a realidade pandêmica, quanto relativizar os limites e os desafios para a saúde coletiva e para o direito à vida, esses tão necessários.

Porém os desafios vão além da Pandemia, que neste estágio entre sintomas gripais diversos afetam milhões de pessoas por dia em todo o mundo a partir da infecção e óbito de crianças, idosos e pessoas com baixa capacidade imunológica. A irresponsabilidade quanto ao aumento dos casos de Covid19 e o H3N2 são pontas de um iceberg que se encontram em nossos mares.

É a partir do negacionismo e do relativismo os casos de feminicídio, de lgbtfobia, de desmatamento nas florestas, dos ataques às populações das favelas e do campo se ampliam e normalizam no imaginário social. O respeito a vivência e a cultura dos povos e comunidades tradicionais, assim como o ataque aos direitos públicos estão interligados hora porque não se acredita na importância da história e hora na imobilidade de reação futura, por acreditar que não existe nada mais a se fazer.

Mas, existe entre esses vilões dos direitos conquistados a capacidade de esperançar. O verbo pronunciado pelo educador Paulo Freire, a partir da palavra esperança. A racionalidade dominante, como descreveu Milton Santos, é incapaz de nos convencer que as “coisas” sempre foram e sempre serão assim. Nas marés mais cheias, também existem os ventos que sopram a favor das pessoas que negavam, são os ventos da esperança.

É na esperança que possamos visualizar a tarefa de que todas as vezes que dizemos não às práticas do relativismo e do negacionismo, nós nos (re) posicionamos. E quando fazemos isso, várias vezes ao longo do dia; e no dia a dia de todos os dias; temos uma esperança maior do que a nossa própria existência.

Essa esperança e este esperançar é parte do projeto popular que não apenas nos inspira no Brasil, mas em toda a América Latina e no mundo. Um outro mundo é possível, e necessário.

25/01/2022 - *LeonardoKoury Martins

Leonardo Koury Martins é assistente social, professor, conselheiro do CRESS-MG e militante da Frente Brasil Popular

quinta-feira, 23 de dezembro de 2021

Artigo - MANCINI: Afinal, quem jogou pedra na Cruz foi o Brasil?

Afinal, quem jogou pedra na Cruz foi o Brasil?

Ou pelo menos 56 milhões de seus habitantes.

 

Latuff no Brasil247

Expressão popular que todos conhecem o significado e por ora define muito bem a fase que o País está passando. Não bastasse a Pandemia da Covid-19, ainda temos agora a variante Ômicron e para complicar ainda mais, um surto de gripe pelo vírus da Influenza, subtipo H3N2.

A vacina da gripe em uso no Brasil não alcançou esse subtipo e os serviços de saúde estão no limite ou além dele.

Na Covid, o desenrolar dos acontecimentos dos últimos dias é de fazer inveja a qualquer roteirista de filme de terror!

Primeiro passamos por milhares de mortes evitáveis, depois disseram que o site do Ministério da Saúde foi hackeado, perdendo-se as diversas bases de dados. Em seguida a ANVISA afirma que o uso de vacina em crianças é seguro. Daí o ministro da saúde dá um piti, incorpora o espírito do chefe, diz que quem manda é ele e enrola o processo. Até o STF está sendo empurrado pela barriga.

Para tumultuar ainda mais, os sintomas da Covid são muitos parecidos com o da gripe.

Pena a Economia, com destaque para o turismo. Poderia ter sido bem diferente, com a população quase totalmente vacinada pela Covid. Daí, a nova variante causaria menos estragos que poderá causar e essa nova gripe, seria melhor administrada.

As coisas não acontecem do nada. Sabe-se, e não é de hoje, que houve todo um conluio jurídico-midiático que nos deixou essa sina terrível!

Oremos, choremos, mas principalmente, lutemos!

Belo Horizonte, 23 de dezembro de 2021.

Otávio MANCINI Soares

refazenda2010@yahoo.com.br

G1: Queiroga diz que não há emergência em vacinar crianças de 5 a 11 anos

quarta-feira, 15 de dezembro de 2021

Colaboradores XV: O Mito da Desgraça

O Mito da Desgraça

Imagem da web

Ele é realmente um mito. O mito da desgraça, da morte, da violência, da violação de direitos. Poderia escrever um livro: Como destruir um país com louvor e glória. Os filmes e documentários da ditadura militar não diferem muito dos tempos sombrios em que vivemos. A desigualdade social aumenta consideravelmente. Quem é rico no Brasil, principalmente os homens do agronegócio, esses mesmos que passam a boiada na Amazônia, os megaempresários isentos de pagar impostos milionários, os bancos, ficaram mais ricos, e os pobres, mais pobres.
 
Um auxílio eventual em dinheiro compra mais votos que uma política de inclusão e empregabilidade. O processo eleitoral em 2022 promete ser sujo e amoral. É preciso um levante da esquerda, mas será tamanho estrago reversível? O patrimônio brasileiro vendido arbitrariamente e abaixo do valor de mercado não pode ser comprado de volta, a árvore queimada ou derrubada não volta, um ente que morreu pela ausência da vacina ou falta de oxigênio, não volta.

Há quantos anos não víamos tantos pedintes famintos pelas ruas? Crianças são vistas cada vez com maior frequência no meio do tráfico e prostituição. A miséria é moral, física e mental.
Estamos em um labirinto, desmotivados e cansados. Quantas lutas por direitos e herois mortos ou presos, para tudo ser desmontado, desconstruído tempos depois.

O povo não quer auxílio; quer emprego, quer ser visto e não usado como número nas urnas, incluído e não marginalizado.

O abismo social só aumenta. E a reversão, caso seja possível, demandará muito trabalho e união. Sem essa de bandeira do Brasil versus bandeira vermelha. Aliás, a bandeira do Brasil foi indevidamente apropriada pelos fanáticos. Um povo desunido, separado e em conflito, é um povo fraco. A luta exige união e a união faz a força e açúcar, como dizem.

O Natal está aí. Mesas fartas e desperdício de alimento de um lado e do outro, pratos vazios.

Que não nos calem novamente. Porque sempre haverá um de nós lutando diariamente pelos nossos direitos e pelos direitos dos outros. Estamos em todos os lugares. Sejamos a fala dos sem voz!

15/12/2021 - Liberté, Égalité, Fraternité

segunda-feira, 8 de novembro de 2021

Colaboradores XIV: Se comer é um direito, a fome por consequência é uma escolha política

Se comer é um direito, a fome por consequência é uma escolha política

 

"Há a necessidade de políticas públicas que atendam a demanda trazida no último período pelas lutas e pelos atos de rua: vacina no braço e comida no prato" - Roberto Parizotti

 Leonardo Koury Martins*

 

Imagem da web

Enfrentar a fome deve ser parte de uma agenda política governamental

Ao longo de séculos, o fim da escravidão ainda deixa rastros sociais e econômicos no Brasil, que foi configurado a partir da realidade de pobreza e fome vivenciada por milhões de pessoas. Não por acaso, o país que mais produz alimentos no mundo tem governos que não tratam a fome como agenda pública. Se comer é um direito, a fome por consequência é uma escolha política.

Na semana da alimentação saudável – que a partir do dia mundial da alimentação (16 de outubro) integra diversas lutas em um amplo calendário político apresentado pelos movimentos populares – se busca a atenção sobre o direito humano à alimentação adequada. No Brasil, este direito está previsto no artigo 6º da Constituição e em diversos instrumentos jurídicos, como a Lei Federal 11.346/06 que cria o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, articulando um amplo cronograma de políticas estaduais e municipais.

Porém, na atual conjuntura, de um total de 211,7 milhões de brasileiros, 116,8 milhões convivem com algum grau de insegurança alimentar, de acordo com a pesquisa apresentada em 2021 pela Rede de Pesquisadores em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Penssan), cujo tema é insegurança alimentar em meio à pandemia de covid-19. A fome atravessa a vida da população que sofre com o desemprego, a ausência de políticas eficazes de acesso à renda e de fortalecimento do trabalho cooperativo.

Como resultado da ausência de políticas públicas no enfrentamento à pobreza e à fome, assistimos todos os dias a rotina de pessoas que fazem filas para a doação de ossos, famílias que complementam a sua alimentação com ração animal, ou mesmo o agrupamento ao redor de caminhões de lixo. Esse cenário coloca para a sociedade que não vivemos um problema individual, apenas dos que têm fome, como nos ensina Carolina Maria de Jesus.

Em todo o território brasileiro a produção de alimentos é possível. E também, em todo o país, há a necessidade de políticas públicas que atendam a demanda trazida no último período pelas lutas e pelos atos de rua: vacina no braço e comida no prato.

O projeto de ampliação do direito à alimentação e à nutrição, no primeiro quarto do século 21, apresentava por meio do governo Lula uma série de políticas articuladas entre o campo e a cidade. Desde programas de aquisição de alimentos, compra da alimentação escolar, fomento à agroecologia, mas também relacionada à política de assistência social e à transferência de renda como direito social.

Aliada ao fomento da geração de emprego e renda, e de uma ampla capacidade de seguranças garantidas pelo Estado, a economia nacional possibilitou a retirada de 40 milhões de pessoas da linha da pobreza extrema. Porém, é um trabalho que descontinuado traz à realidade as recorrentes cenas de desespero e de indignidade vividas por tantas famílias no país.

Não há dúvidas que a fome deve ser enfrentada e deve ser parte de uma agenda política governamental. As experiências que vivemos nos governos Lula e Dilma, interrompidas no golpe de 2016, nos dão fôlego para resistir e lutar. Romper com a escravidão da fome só será possível se neste momento conseguirmos dizer não ao genocídio que nos ceifa vidas todos os dias. Um projeto popular é necessário.

08/11/2021 - *LeonardoKoury Martins

Leonardo Koury Martins é assistente social, professor, conselheiro do CRESS-MG e militante da Frente Brasil Popular

quinta-feira, 9 de setembro de 2021

Artigo - MANCINI: Brasil, um País cordato ou de cordeiros?

Brasil, um País cordato ou de cordeiros?

 

Miguel Paiva no Brasil247

Preâmbulo: O Brasil é um dos países mais desiguais do mundo e as chamadas elites preferem não vender – precarizando o trabalho - a mudar tal situação (Uma visão complementar: Noam Chomsky).

Observamos constantemente os arroubos autoritários do atual mandatário. Todo dia vemos e ouvimos a disseminação das maiores mentiras e barbaridades.

Temas totalmente extemporâneos são apresentados diuturnamente e os problemas reais da Nação desaparecem...

E tem sido assim, como a negação da gravidade da Pandemia, o charlatanismo como solução, o atraso deliberado na aquisição de vacinas. Temos quase 200 torres gêmeas de cadáveres.

E continua. A urna eletrônica não serve. Agora, que ele irá perder!

As outras mazelas, as pessoas sentem ou sabem. Desnecessário enumerá-las (É muito além da gasolina a sete reais!).

Passemos para uma análise mais ampla.

Outro dia, publicamos o vídeo abaixo. Sem reparos, perfeito.


Contudo, não pontuou a classe média e nem seria o caso. Mas é um exemplo emblemático. Sempre do lado errado! Apoia a elite da qual nunca pertencerá!

E tem sido assim desde a década de 1950 ou até antes.

As classes de menor renda não tiveram a chance de estudar, portanto sem capacidade de discernimento em identificar o verdadeiro opressor.

Mas o paradoxo mesmo, é ver quem estudou e muito, defender ideias fascistas e pior, comungar dos devaneios do presidente.

Mas esse estado geral de Ignorância não retornou do nada. Houve um grande conluio jurídico-midiático ou até mesmo interesses externos, que em último caso, demoliu a nossa centro-esquerda. Ademais, o Brasil não poderia ser um novo player de projeção mundial!

O que se tem agora é um aprendiz de ditador, que além de não governar, traz o caos, não só o figurado… É bastante tímida a resposta  das Instituições ao patético 7 de setembro. Quanto à postura da presidência da Câmara, é patológica.

E quanto ao título, não se sabe por que a maior parte da população não reage? Uma pergunta de um milhão de dólares...

Então, temos que começar tudo de novo! 

Belo Horizonte, 09 de setembro de 2021.

Otávio MANCINI Soares

refazenda2010@yahoo.com.br

quinta-feira, 2 de setembro de 2021

Colaboradores XIII: NEM ZEMA E NEM BOLSONARO IRÃO RESOLVER O PROBLEMA DO PREÇO DOS COMBUSTÍVEIS

NEM ZEMA E NEM BOLSONARO IRÃO RESOLVER O PROBLEMA DO PREÇO DOS COMBUSTÍVEIS

Leonardo Koury Martins*

Na semana passada, Zema afirmou que não é responsável pelo alto preço dos combustíveis. O Governador, propõe que só as privatizações irão resolver este problema.

Através de pesquisa o DIEESE, apresenta que o menor preço do litro da gasolina encontrado em Minas Gerais era de R$ 5,899 em Uberlândia, no Triângulo; e o maior custo nas bombas chegou a R$ 6,759 em Paracatu, no Noroeste do estado. O preço médio foi de R$ 6,185 por litro entre os dias 15 e 21 deste mês.

Importante ressaltar que no ano de 2016, o preço médio da gasolina no Brasil era de R$ 2,79. O que fazia os preços serem acessíveis neste momento era a garantia de que a riqueza produzida pelo povo deveria estar a serviço de toda população.

A dolarização não está apenas no custo final dos combustíveis, mas no preço dos alimentos e de várias outras necessidades básicas. A população brasileira hoje paga preço internacional para usufruir do que é produzido no país.

Por isso, estar atentas e atentos ao que tange a soberania nacional, é necessário. O golpe vivenciado por toda população não tem limite e localidade geográfica. Portanto, defender os serviços públicos e as estatais são bandeiras de luta do tempo presente.

02/09/2021 - *LeonardoKoury Martins

Leonardo Koury Martins é assistente social, professor, conselheiro do CRESS-MG e militante da Frente Brasil Popular.

quinta-feira, 26 de agosto de 2021

Artigo - MANCINI: Brasil, um desastre para além da Pandemia

Brasil, um desastre para além da Pandemia

Imagem da web

Discutir agora a narrativa que nos levou a esse pandemônio – sem trocadilho; por ora, não importa mais.

O que se pode ver é a destruição sistemática de várias estruturas de Estado. Consequentemente temos desmatamentos/queimadas generalizados na Amazônia e no Pantanal; em decorrência, eventos climáticos nefastos; invasão e garimpo em terras indígenas; aumento da grilagem em terras públicas; em uma pequena visão superficial.

Quando se desmonta o aparelho fiscalizatório estatal temos o que foi, elencado acima, de forma bem incompleta.

A situação já era grave antes da Pandemia. As propaladas reformas neoliberais não aumentam o emprego, como também o precarizaram. Os direitos trabalhistas vêm sendo deliberadamente exterminados. E milhares em automóveis, motos e bicicletas (motorizadas ou não), dominam o ambiente urbano, trabalham até 14 horas por dia e se acham sem patrão. E o preço da gasolina diminuindo as já pequenas margens.

A classe política, em grande parte, foi comprada e fica o Judiciário praticamente sozinho enfrentando os ataques diários do titular do Executivo.

As medidas usurpadoras do Patrimônio Público vêm sendo aprovadas e podem ter financiamento de banco estatal.

E para coroar esse mini resumo, a ideologia fascista; que elege inimigos imaginários como a urna eletrônica. E ainda temos que conviver com um monstruoso negacionismo sobre a vacina e demais medidas de proteção.

O que se tem é a não administração pública, o resto é cortina de fumaça para não se governar, a não ser, para uma elite espoliadora e nada patriótica.

Fome em níveis assustadores; desemprego contínuo e crescente; inflação generalizada, descontrolada, e com toques especulativos. E tem gente que apoia!

Belo Horizonte, 26 de agosto de 2021

Otávio MANCINI Soares

refazenda2010@yahoo.com.br

terça-feira, 17 de agosto de 2021

Colaboradores XII: É preciso parar! Não podemos romantizar o acúmulo de trabalhos e a polivalência

É preciso parar! Não podemos romantizar o acúmulo de trabalhos e a polivalência

Leonardo Koury*

 

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Bruno Aziz

Passados mais de um ano, a Pandemia provocada pelo Coronavírus 19, trouxe a aceleração de mudanças no mundo do trabalho e na relação cotidiana entre as pessoas que não podem ser consideradas frutos da modernidade. A lógica da multitarefa e a leitura frente às inovações informacionais e tecnológicas todos somos capazes de administrar melhor o tempo para resolver inúmeras questões, não pode ser um caminho para a verdade. É preciso questionar!

Esta perspectiva de polivalência no trabalho esconde a categoria da mais-valia, a qual procura retirar na venda da força de trabalho todo o nosso suor. A ideia de ser colaborador, não se faz em um mundo em que o resultado desta economia é a venda da força de trabalho. A proposta de vestir a camisa, não nos torna igualitários entre patrão e empregados. A condição de dar o sangue (querem nosso suor e sangue), não nos faz estar aproximados na mesma condição de justiça.

O que se pretende com a lógica de apresentar o conforto do trabalho remoto é mais uma etapa de precarização da vida humana. O acúmulo de trabalho não é utilidade, deve ser lido por nós, frente a desigualdade provocada pelo sistema de produção vigente que nos condiciona a acreditar que somos parte de uma riqueza que é socialmente produzida, mas não se reparte. O capitalismo quer que nós, a classe trabalhadora, romantize a utopia de que estamos chegando lá. Que lá? Quem lá?

Ser útil, não significa estar disponível a toda hora. É necessário parar!

Nossas vidas, não podem ser determinadas, a partir do pressuposto de que estamos a serviço de um mercado que não nos incluiu. As decisões dos donos dos meios de produção no COVID19 trataram que a economia não pode parar, mesmo que custe as nossas vidas. Nos ônibus ou por trás das telas, morremos entre o vírus e o Genocídio anunciado.

Portanto, é necessário parar! É importante entender o ser social para além do trabalho. Até mesmo para compreender a que custas existimos.

No processo de produção capitalista a exploração nos tira a real capacidade de sermos felizes, uma vez que as nossas condições materiais básicas são construídas a prestação. Na venda a venda na nossa mão de obra, de uma produtividade a cada dia mais barata e fragilizada.

Ao parar, podemos compreender o horizonte que não nos inclui. Na parada podemos olhar para trás. No momento da “paragem”, conseguimos ver que a nossa diversidade enquanto classe não compõe os espaços de poder. É neste movimento de paralisação que temos a capacidade teleológica de refletir, que podemos nos comprometer com o poder popular. Que traz à distância como capacidade de síntese para uma nova alvorada.

Parar não significa estabilidade, ao contrário, significa mudança.

Uma outra ordem, é possível, urgente e necessária!

17/08/2021 - *LeonardoKoury Martins

Leonardo Koury Martins é assistente social, professor, conselheiro do CRESS-MG e militante da Frente Brasil Popular.

[Matéria correlata: Radiografia da nova contrarreforma trabalhista]

quinta-feira, 8 de julho de 2021

Colaboradores XI: O Direito à Política de Assistência Social

O Direito à Política de Assistência Social

Leonardo Koury*

 

Arquivo pessoal

A Assistência Social, ainda mais neste momento de extrema calamidade tendo a população a escolha cotidiana entre morrer de fome ou de covid deve estar sendo uma reflexão cotidiana para este ano. Aprender que todo trabalhador da política de assistência social é por si um comunicador em potencial. Gramsci tinha razão quando colocou o conceito de comunicação popular como forma de organizar a população contra aqueles que querem o povo pobre e servil. Que a população usuária deve lutar, pela sua cidadania.

Pois bem, é momento de falar, em especial sobre a Assistência Social e os direitos que na sua garantia podemos fortalecer. Dizer desta política pública descrita na constituição e que ainda muito pouco está presente no dia a dia das pessoas mais simples, seja na cidade ou no campo.

O corte proposto no orçamento pelo Governo Federal para a Assistência Social retoma em alguns meses a volta de um modelo que em boa parte já superamos no país. Nas últimas décadas conversamos com a população, gestores públicos, entidades, trabalhadoras e trabalhadores sobre romper cada vez mais com o assistencialismo e o clientelismo e garantir de forma gratuita (sem dever favor para ninguém) a Assistência Social como um Direito.

Porque não o assistencialismo e o clientelismo? Porque assistencialismo é fazer, mesmo que se justificando como missão ou bom coração, remendos na vida das pessoas que precisam muito mais do que ajuda e clientelismo é agir de forma equivocada, imaginando que o direito a alimentação fica só na cesta básica, ou mais, fica só no favor e que o mesmo pode ser retribuído, as vezes com outro favor ou até mesmo com o voto que deve ser visto como um direito político inegociável, porém estas distorções tiram dos mais pobres o caráter de cidadania.

Pois bem, direitos não podem ser vistos como favor. Não estarei aqui para falar de números, mas para facilitar o entendimento do corte orçamentário no Sistema Único de Assistência Social SUAS, imaginem que antes você tinha 3000 reais e amanhã terá para fazer as mesmas coisas apenas 79 reais. Imagine quando estes três mil deixam de ser mil e se transformam em Bilhões e estes reais pouco passam de mil para financiar todos os estados e municípios brasileiros.

Mas que direitos são estes? Vamos lá! Direitos para todos os seres humanos se organizando enquanto direitos socioassistenciais. Direito da mulher em situação de violência em ser atendida, de que as pessoas em situação de rua possam ter garantido diálogo com o estado de forma ética e respeitando sua cultura e vivências, direitos da população idosa e de pessoas com deficiência de serem compreendidas sobre suas vulnerabilidades temporais.

E como se dão estas vulnerabilidades e risco referente ao trabalho da Assistência Social? Através da oferta de serviços públicos em Centros de Referência no âmbito da Proteção Social Básica (os CRAS) e Proteção Social Especial (os CREAS e outros equipamentos).

E são nestes serviços que se garante a melhor qualidade de vida, a transferência de renda, os encaminhamentos para as políticas de Saúde, Educação, Emprego e Renda, Transporte e vários outros acessos, pois não se trabalha o fim da pobreza, por exemplo, sem pensar em todas as possibilidades do povo ter uma condição de vida melhor e seus direitos de forma integral garantidos.

Contudo direitos são direitos. Nenhum direito a menos é reconhecer que mesmo quando não temos como agora o país vivenciando a Democracia, não devemos abrir mão do que já conquistamos, mesmo que o caráter do Golpe seja contra o povo brasileiro. Viva o Dia D proposto pelo COGEMAS e pelos Fóruns de trabalhadores, entidades e usuários da política de Assistência Social. Nenhum direito a menos se faz na garantia do direito à greve, a paralisar os serviços públicos, em garantir o diálogo com a população sobre o que está posto e na garantia de sonhar no que o Chico Buarque cantou. Um amanhã como um novo dia.

08/07/2021 - *Leonardo Koury Martins - Assistente Social, Professor. Servidor Público da Prefeitura Municipal de Ribeirão das Neves e Conselheiro do CRESS-MG

quarta-feira, 16 de junho de 2021

Colaboradores X: A segurança alimentar em tempos de Pandemia

A segurança alimentar em tempos de Pandemia

 

Leonardo Koury Martins*

 

 

Imagem de Outras Palavras  

 

Comer é um ato político, como nos ensina Carlo Petrini, porém não garantir acesso à alimentação, em especial na Pandemia provocada pelo COVID19 deve ser considerado uma escolha política. Apesar das iniciativas governamentais como a garantia de continuidade do auxílio emergencial em 2021, assim como a defesa das políticas de transferência de renda a partir de legislações estaduais e municipais, a luta contra a fome vem sendo uma das principais bandeiras nestes tempos.

Se considerarmos a política central como a fome sendo o auxílio emergencial, os dados apresentados pelo portal Dataprev nos traz um enorme alerta. O contingente de 107 milhões de beneficiários diretos tem como público em especial as mulheres, estas responsáveis pelo cadastro e no ano de 2021 aproximadamente 70% recebem o valor médio de 150 reais. No ano passado, o mesmo público tinha o destino de orçamento no valor de 1.200 e 600 reais, o qual foi reduzido pela metade. Neste ano, os desempregados entre 2020 e 2021, não terão acesso ao programa, tendo muitas das vezes como único acesso as cestas básicas que garantem alimentos em maioria industrializados.

A miséria ronda a sociedade brasileira, em especial aos mais pobres. Esta grande preocupação nacional é acompanhada com o lema: vacina no braço a comida no prato, não pode deixar de ser dita! Não é possível um país que alimenta o mundo e tem um dos mais importantes sistemas de saúde ter pessoas se equilibrando nos ônibus entre o COVID e a Fome.

Porém, a saída nesta pandemia de forma emergencial se apresenta a partir de ações governamentais de uma forma delicada. As arrecadações de alimentos e a estratégia de doação de cestas básicas de alimentos e higiene são uma resposta importante, mas precarizada, pois não considera a realidade de longo prazo. Se coloca para a sociedade civil uma responsabilidade que é também estatal.

É na pandemia que a fome, realidade anterior à calamidade, se configura na vida dos mais pobres. E como garantir uma Segurança Alimentar e Nutricional a partir do Estado? Na atualidade, o baixo orçamento destinado para as outras dimensões da vida preocupa o futuro do país. A desproteção da população inicia desde a EC 95 e amplia a precariedade da política de Assistência Social, de Saúde, de Agricultura Familiar, de Geração de Emprego e Renda e de Educação. Políticas Públicas devem ser uma resposta integrada no combate a pobreza e a fome. Além de que a Segurança Alimentar e Nutricional, como preconiza a Lei Federal 11.346/2006. A SAN, como é carinhosamente chamada pelos movimentos sociais só existe se o seu caráter intersetorial for motivado, assim como o respeito a Democracia e a Participação Política, em tempos, que o atual governo extingue o principal instrumento democrático que debate alimentação e nutrição no país: o CONSEA.

O mês de junho, traz a simbologia do Dia Mundial da Segurança Alimentar. O Brasil, foi durante décadas exemplo de enfrentamento à fome, tendo a saída de milhões de famílias da linha da pobreza extrema. Essa trajetória foi construída através da luta pela efetivação do direito em SAN. Não podemos deixar no campo do passado aquilo que mais nos importa, a vida.
 
Lutar pela garantia de acesso a alimentos e que estes sejam produzidos de base agroecológica e que sejam nutricionalmente adequados à população não deve deixar de estar em nossos horizontes. Toda produção científica que apresenta esta realidade como o Inquérito da Insegurança Alimentar, todo apoio aos movimentos camponeses e das cidades e toda oportunidade de trazer o direito à vida no dia a dia das nossas conversas é parte da resistência coletiva que nos marca enquanto povo brasileiro, classe que luta, resiste e sonha, mesmo em tempos turvos como o de agora.


16/06/2021 - *Leonardo Koury Martins é professor, assistente social e militante na Frente Brasil Popular. Post anterior.

domingo, 9 de maio de 2021

Dia das Mães - Retornando 9 anos!

Dia das Mães - Retornando 9 anos!

Revirando os posts antigos do blog, nos deparamos com o artigo abaixo. Os tempos são outros, foi feito para BH e caberia mais aos meninos, mas tem muito coisa que independe do lugar e do tempo! Boa leitura!

 
Se Eu Pudesse Falar para as Novas Mães

Eu diria, crie seu filho para o mundo,
Solte o seu filho o mais cedo que puder,
Leve o seu filho ao parque, mas o Municipal, do centro,
Mostre ao seu filho as outras crianças, todas elas!

Ande de ônibus com o seu filho,
Leve-o ao centro da cidade,
Leve-o ao mercado municipal,
Leve-o a um shopping popular,

Coma com ele um pastel numa lanchonete mambembe,
Ensine-o a andar de ônibus sozinho,
Leve-o a um aglomerado,
Deixe-o brincar na rua.

Peça ao pai para fazer uma pipa para ele, ou compre uma,
Libere-o na bicicleta,
Não o entulhe com tantas aulas extras,
Deixe-o jogar futebol.

Monitore, mas não sufoque.
Ajude-o, transporte-o, mas deixe de ser uma eterna babá,
E de ser motorista também!

Converse com o seu filho,
Faça-o uma pessoa colaborativa,
Faça-o interagir com o maior número de pessoas.

Não crie seu filho numa bolha,
Incuta-lhe, se puder, fibra e determinação.
Desafia-o para tarefas cada vez mais complexas, sem estressá-lo.

Mostra-lhe que a vida não é só a virtual,
Dê-lhe livros, de papel,
Habitua-lhe com jornais, de papel.

Ensine-o a dirigir, em locais ermos, é claro,
Mas não o deixe roubar as chaves,
Incuta-lhe responsabilidade.

Faça-o respeitar as leis,
Faça-o respeitar o próximo,
Faça-o Cidadão.

Mostra-lhe a música clássica,
Mostra-lhe a música popular brasileira,
Mostra-lhe a música de raiz.

Por fim, deixe-o sem preconceito,
Que ele faça suas escolhas,
E larga do pé dele!

O Editor em 13/05/2012
 
09/05/2021 - REFAZENDA2010

sexta-feira, 5 de março de 2021

Artigo - MANCINI: O Castelo de Cartas que rui bem Devagarinho, mas sem Câmera Lenta!

O Castelo de Cartas que rui bem Devagarinho, mas sem Câmera Lenta!


Com o brutal recrudescimento da Pandemia em seu ano II é natural que os olhos da mídia a enxerguem 24 horas por dia.

Mas, paralelamente, corre uma história quase a conta-gotas. Dia após dia são divulgados fatos tenebrosos da operação farsa a jato, que de jato não teve nada. Os métodos não foram pouco ortodoxos; foram criminosos mesmo!

Tudo isso graças a uma pessoa que se atreveu a bisbilhotar o Poder. Pegou cadeia por isso. Mas merece 100 anos de perdão!

Mas esse consórcio do mal só foi possível pelo conluio asqueroso com a mídia corporativa (PIG—Partido da Imprensa Golpista), especialmente com o Jornal Nacional da TV Globo, via William Bonner. Outros órgãos da podre mídia também participaram.

Foram anos diariamente batendo no PT, Lula e outros, até desembocar no impedimento de Dilma. Mas continuaram até a prisão de Lula. Dona Marisa sucumbiu como morreram também pais e filho, donos da OAS.

Mas a farsa a jato não ficou só no plano interno. Dividiu dados com os EUA e a Suíça. Em outros países tal atitude pode dar forca ou prisão perpétua, lesa-pátria.

Outro ator foi um estrato da população, a classe média preservadora da moral e dos bons costumes, a mesma que ajudou no golpe de 1964. Foram às ruas com verde e amarelo exigir o impeachment de Dilma. Conseguiram!

Temos sérias dúvidas quanto ao apregoado moralismo de quem se enfureceu contra o estabelecido. Uma visão com lupa em seus impostos…

Bom, o resultado não foi o esperado. Pariram um monstro, que só faz
desagregar e sabotar qualquer iniciativa consistente no combate à Pandemia. Em outros setores da administração pública a ordem é só uma: Desmonte e destruição!

Enquanto o mandatário pôde atender aos interesses e expectativas da elite financeira, o toleraram. Após o evento da Petrobras, já querem o descartar. Aqui cabe um hiato, alguém do poder, ou próximo a ele, lucrou 18 milhões de reais com o insider – informação privilegiada – na demissão do presidente da Petrobras na Bolsa de Valores!

Mas voltemos ao eixo principal. Com a divulgação dos diálogos cibernéticos dos membros da farsa a jato, ficou e fica claro o embuste de toda operação que fariam corar qualquer estudante de primeiro ano do curso de direito.

A justiça fará de tudo para não cancelar a maior parte da fraude. Lula não pode… Todo o sistema foi engabelado por Moro, Dallagnol e quadrilha, digo, equipe.

Desnecessário explicar lawfare. Mas sempre é bom lembrar que o alvo sempre foi e só o PT, mais a base dos seus governos. PSDB e suas malas de dinheiro, jamais…

Para coroar esse bolo envenenado, vemos, a quase total omissão da mídia corporativa na divulgação deste rol de ilegalidades!

E a cara de tacho de quem votou no Coiso, por ter sido envenenado ou não, pela mídia, contra o PT. Não admitirão jamais o erro.

Bem, saímos da sexta economia do planeta, para a décima segunda.
Pandemia? Sim, mas em parte, poderíamos estar vacinando desde o final do ano passado e a economia se recuperando!

Nota: Segue link do Brasil247 de 477 páginas sobre a operação. Não é só uma fonte. O 247 compila matérias de várias publicações. Confira: https://www.brasil247.com/search?q=lava+jato

 

Belo Horizonte, 05 de março de 2021.

 

Otávio MANCINI Soares

refazenda2010@yahoo.com.br

sábado, 13 de fevereiro de 2021

Artigo - MANCINI: O Ocaso de um País

O Ocaso de um País

 

Neste ano de 2021 – Ano II da Pandemia – começou mais quente do que qualquer outro verão tórrido!

A incompetência/sabotagem do governo federal no trato da saúde pública, especificamente no combate à pandemia tem levado a um crescente número de óbitos. Também contribuem para esse desastre a postura relaxada de uma infinidade de pessoas que não tomam o cuidado necessário. Tal relaxamento é estimulado pela postura negacionista do presidente.


Outro combustível deste antiarcondicionado são as revelações de toda sujeirada da lava jato. As inconfidências da vaza jato vêm a público com uma maior intensidade. Lawfare* (que particularmente defino como: aos amigos tudo, aos inimigos a Lei) é pouco! É muito mais do que isso. Trata-se, ainda não acabou, de uma cruzada contra aos governos do PT, que nada mais fizeram que estimular a economia, gerar emprego e renda. Nada de esquerda. Alguma coisa keynesiana*, nada além disso.

Como consequência tivemos a quase total destruição da engenharia nacional e a perda de milhares e milhares de empregos! Os defensores alegam alguns bilhões recebidos/extorquidos. Mas os prejuízos decorrentes são infinitamente superiores. Faço o seguinte cenário: Que culpa tem o José da Silva que mora em São João do Meriti que trabalhava num estaleiro, que ruiu, para perder seu emprego?

Ainda temos outros aspectos, gravíssimos! O conluio da Quadrilha de Curitiba com os EUA e sua CIA, FBI, NSA, etc. Também a Suíça e seus procuradores. Contém detalhes sórdidos de entreguismo, traição, enfim, lesa-pátria! Em outros países, forca, prisão perpétua!


Mas a cereja do bolo inflamável foi e ainda tenta ser, o consórcio com a mídia corporativa ou PIG (Partido da Imprensa Golpista, nome dado pelo saudoso Paulo Henrique Amorim). Novas revelações vêm a tona e são de corar até a cafetina! Vazamentos seletivos e direcionados são os pecados veniais desta orgia jurídica-midiática!

Resumo deste chorume todo: O PT, Lula e Dilma foram demonizados, o Golpe foi dado e caímos em um governo, digamos, Nazi-Burro-Fascista! Nazista pelo genocídio e racismo, Burro pelo negacionismo e anticiência. Fascismo pelo autoritarismo e a arregimentação de radicais, contra tudo e contra todos que não comungam com seus dogmasComunista! Vai pra Cuba! 

E grande parte da População enfeitiçada, robotizada pela mídia golpista; muitos por ignorância política, outros por oportunismo e tantos outros por omissão!


Passemos agora para o escândalo seguinte.

A crescente participação das FFAA na administração pública é descomunal, com quadros, quase todos incompetentes para a função. Inicialmente pensamos em duas hipóteses: complementação salarial e a dificuldade do mandatário encontrar quadros tão sabujos no meio civil. Não só isso!

Os militares derramaram o leite, condensado, naturalmente!… Revelações de um general que deveria estar na reserva há anos, onde confessa o golpismo e a ameaça, ou mesmo intervenção, ao STF.

 

Faço algumas indagações: Seria significativo o número de militares filhos de família burguesas? Acho que não, portanto, trata-se de fantasmas implantados pela ideologia da segurança nacional, na Academia Militar de Agulhas Negras (desde os anos 1960), grosso modo: o perigo do comunismo e a adesão incondicional e automático aos EUA!

Arrematando este tópico. A polícia - perseguidora de pobres e negros - boa parte cooptada pelo regime, protege o Estado Nacional Real/Burguês dos pobres. E os nossos militares de tudo aquilo que não seja conservador, ou de qualquer avanço social, dos costumes, etc.

Li numa edição do Jornal do Exército uma citação de exemplo ideológico, Olavo de Carvalho. Quem adota (ou adotou) como ideólogo Olavo de Carvalho, que também se diz astrólogo tem sérios problemas de percepção. Um extrema-direita agressivo (redundância…), que inventou o marxismo cultural, renegado pela própria filha e que tem fixação pelo orifício traseiro do corpo humano, não pode e nem poderia ser modelo para ninguém! Como ilustração, é mais ou menos, o fugitivo de luxo, ex ministro da educação, tão radical quanto, destemperado, idem! E para complicar, a chamada corrente olavista tem um peso considerável nos quadros governamentais.


Falar do Centrão – comprado por 3 bilhões de reais em emendas – dos nossos políticos é desnecessário. A População os colocou lá!

Cabe então traçar algumas hipóteses, melhor, suspeitas. Quanto ao Judiciário/Ministério Público. Sem a menor dúvida, conservadores, para se dizer o mínimo. Para se passar em um concurso para os cargos citados, salvo honrosas exceções, há que ter estudo toda a vida pré-universitária em boas escolas particulares e tendo as notas no máximo ou perto. Após, usufruir de uma excelente universidade pública. Quem pode pagar por isso? A elite conservadora!

A questão das FFAA é a formação, melhor, deformação ideológica.

Sobre as nossas elites. Inexplicável que elas ainda defendam o ultraliberalismo. A maioria dos países já não o adotam. E depois da pandemia, fica escancarada, ainda mais, a desigualdade, aqui e no mundo!

É muito triste concluir este artigo com uma constatação sombria. As elites estão no século XIX, escravagistas e racistas. Preferem vender menos a ver o pobre prosperar, um pouquinho só! O pior e mais perigoso membro do governo é o ministro da economia e, paradoxalmente não destruiu mais o Estado, por causa da pandemia. Ele afirmou: “empregada doméstica estava indo para Disney, uma festa danada”.

 

Links sobre a Lava/Vaza Jato:

Deltan Dallagnol disse que dona Marisa poderia escolher colônia penal para passar a velhice

Dallagnol vai às redes defender a Lava Jato e é massacrado

MP orientava Gabriela Hardt: 'vamos indicar o que é prioridade para nós numa planilha'

Lava Jato compartilhou com o FBI provas de operação que mirou triplex do Guarujá

Gilmar Mendes diz que Moro e procuradores da Lava Jato criaram um "esquadrão da morte" em Curitiba

Lava Jato sem limites: 'Precisamos atingir Lula na cabeça', escreveu procuradora em mensagem que está com STF

54 minutos e 45 segundos com Gilmar Mendes: a demolição da Lava Jato; vídeo

Nassif: Moro, a construção de um juiz acima da lei; veja o documentário devastador

SERGIO MORO: A CONSTRUÇÃO DE UM JUIZ ACIMA DA LEI (Documentário)

Links para a conspiração das FFAA:

Jeferson Miola: O dia em que o Exército passou com um tanque sobre o STF

Silêncio, medo e omissão diante da confissão do general Villas Bôas: assim morre a democracia e avançam as ditaduras

Exército arquitetou conspiração para instalar o poder militar

Villas Bôas confirma que prisão de Lula foi também uma ordem dos militares ao STF

Exército ameaça e exige retratação de Época por artigo com críticas a Pazuello e às Forças Armadas 

Os militares, seus crimes e a tentação autoritária

Extras:

Livro-bomba de Cunha reconhece golpe contra Dilma e detona Temer, PSDB, Maia e até Baleia Rossi (leia a introdução)

O Globalismo e o papel do Exército Brasileiro

[Charges de Duke (O Tempo), Miguel Paiva (247), Lute (Hoje em Dia) e duas imagens do WhattsApp.]

 

Belo Horizonte, 13 de fevereiro de 2021.

Otávio MANCINI Soares

refazenda2010@yahoo.com.br