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sábado, 3 de dezembro de 2022

Opinião: O jogo de ontem (02/12/2022)

O jogo de ontem (02/12/2022)

Brasil x Camarões

Casa de um Sem Teto

O jogo contra Camarões, na minha opinião, deixou claro que em Copa do Mundo não existe lugar para experiências! A Copa, para os brasileiros, principalmente em um quadro caótico que nos encontramos, é um lenitivo de extrema urgência! Ultrapassa as quatro linhas, e ademais, daqui para frente não se pode errar!

Lute no Hoje em Dia
03/12/2022 - REFAZENDA2010

quarta-feira, 9 de novembro de 2022

Artigo - Mancini: Tecnologia e Desigualdade

Tecnologia e Desigualdade

Sim, já estamos no futuro. A velocidade da transformação tecnológica é assustadora. Não tem mais máquinas para quebrar como ocorreu na primeira revolução industrial. Trabalhadores quebravam as máquinas para não perder o emprego. Não adiantou. Portanto, é inexorável a evolução tecnológica. Todo dia aparecem novos inventos, aplicações, métodos e tudo caminhando para o virtual.

Profissões estão desaparecendo e sendo substituídas por robôs. E é sem volta!

Robô Shofia - R7
Tem-se também a Inteligência Artificial (IA ou AI). O falecido físico Stephen Hopkins temia que essa tecnologia poderia sobrepujar ao homem. O renomado cientista disse textualmente: "O desenvolvimento da inteligência artificial total poderia significar o fim da raça humana"!

Hawking na NASA, década de 1980 - Wikipédia
Nessa toada, o Google interrompeu um projeto de IA. A máquina estava se mostrando racista!

Óbvio que as novas tecnologias têm suas vantagens.

Mas o que tudo isso tem a ver com a Desigualdade?

Numa palavra, Desemprego!

Aliado a isso temos uma Educação, no Brasil e no mundo; com uma desigualdade brutal em níveis educacionais. Compare: uma criança com pais de melhor renda, escola particular e até com aulas bilíngue. Com os aluno de baixa renda... Avança vinte anos!...

Imagem da Web
Portanto, o cenário no curto, médio e longo prazos, não é nada bom!

A Terra completou oito bilhões de habitantes e cada vez mais desigual!

Belo Horizonte, 09 de novembro de 2022

Otávio MANCINI Soares

quarta-feira, 19 de outubro de 2022

Editorial (Hora do Almoço): Diversionismo

Diversionismo

É inadmissível que uma pauta de costumes se torne tema central em uma campanha eleitoral. Religião, Família e outros assuntos, não superam a dureza da Política, da Economia e do Desemprego e, principalmente, o da Educação (ou a falta dela).

Em um Estado laico, tais conteúdos são exclusivos de opção individual! Manter e insistir nessa toada, se trata na verdade, de um despiste  daquilo que é importante e essencial.

E como dissemos anteriormente, tais pautas não põem comida na mesa!

19/10/2022 - REFAZENDA2010

sábado, 7 de maio de 2022

REFAZENDA2010-blog Vídeo: Primeiro ônibus elétrico da Mercedes no Brasil começa a ser entregue no 2º semestre

Primeiro ônibus elétrico da Mercedes no Brasil começa a ser entregue no 2º semestre [mais, notícias sobre as demissões dos operários da Caoa Chery]

domingo, 7 de novembro de 2021

Opinião: 5G

 5G

Caso a tecnologia 5G seja tudo que estão prometendo - que não acreditamos, tirará o emprego de muita gente! É inexorável!

07/11/2021 - REFAZENDA2010

domingo, 6 de setembro de 2020

REFAZENDA2010 blog - Matérias Especiais e Artigos Selecionados 18

Matérias Especiais e Artigos Selecionados 18

["Como reverter a reprimarização da economia e enfrentar a desocupação e os empregos desqualificados?.."]
06/09/2020 - Outras Palavras: Hora de debater o futuro do trabalho no Brasil


["Quando não há prevenção ou reação aos golpes, o povo brasileiro é que sofre. Assim foi com o golpe de 64 e assim está sendo com o de 2016."]
06/09/2020 - Nassif: Eleições municipais e a construção da democracia de raiz, por Francisco Celso Calmon 


06/09/2020 - BBC Brasil: Por que os mais ricos pagam menos imposto sobre a renda no Brasil 

06/09/2020 - JB: Ê ê vida de gado, povo não vacinado, um povo infeliz

06/09/2020 - Carta Maior - Operação Condor: a conspiração da guerra fria que aterrorizou a América do Sul 

quinta-feira, 13 de agosto de 2020

UOL Economia: Governo quer que empresa tenha até 50% dos empregados com contrato por hora

[O objetivo é destruir o emprego e o trabalhador, menor renda, menor consumo, mas eles preferem não enxergar isso!]

Governo quer que empresa tenha até 50% dos empregados com contrato por hora

O projeto do governo para afrouxar regras de contratação de trabalhadores prevê que até metade dos empregados de empresas privadas sejam pagos por hora trabalhada, em vez de salário mensal. Essa modalidade de contratação deve ser a base da proposta da carteira verde e amarela. O governo diz que o objetivo é incentivar a criação de empregos.

O projeto que deve ser enviado ao Congresso prevê uma implantação gradual: no primeiro ano, as empresas poderiam ter 10% dos empregados contratados pelo regime de pagamento por hora trabalhada. No segundo ano, 20% e, no terceiro, 30%. Empresas de saneamento seriam exceção e já começariam com 50% no primeiro ano. Especialistas dizem que a medida pode criar empregos, mas causar a demissão dos trabalhadores atuais, porque os outros seriam mais baratos.

Leia tudo: https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2020/08/13/hora-trabalho-contrato-verde-amarelo-governo-empresa-patrao-empregado.htm



Governo quer que empresa tenha até 50% dos empregados com contrato por hora... - Veja mais em https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2020/08/13/hora-trabalho-contrato-verde-amarelo-governo-empresa-patrao-empregado.htm?cmpid=copiaecola
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quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Rede Brasil Atual: Dieese aponta contradição entre altos lucros e demissões no setor bancário

Rede Brasil Atual: Dieese aponta contradição entre altos lucros e demissões no setor bancário

por Redação RBA

São Paulo – O diretor técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio critica o comportamento do setor bancário, que obteve altos lucros em 2014, mas fechou 5 mil postos de trabalho no setor. Os dados constam do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego. O economista observa que o saldo negativo do setor só não foi pior porque a Caixa Econômica Federal abriu 2.600 novas vagas.

Para Ganz Lúcio, o resultado é uma "contradição", uma vez que o desempenho do sistema bancário brasileiro não justifica redução de postos de trabalho. Entre janeiro e setembro de 2014, os cinco maiores bancos do país tiveram lucro líquido de R$ 44 bilhões, destaca.

Leia tudo.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Carta Maior [Saul Leblon]: Somos todos o quê?

Carta Maior [Saul Leblon]: Somos todos o quê?

A nostalgia da guilhotina é só o primeiro degrau. O endurecimento contra imigrantes, na verdade, já avançava em marcha batida antes do massacre em Paris.

por: Saul Leblon


O emblema totalizante, ‘somos todos Charlie’ teve curta unanimidade no ambiente trincado de uma Europa onde, de fato, não há lugar para todos serem a mesma coisa em parte alguma.

Os números da exclusão em marcha no continente são suficientes para esfarelar essas ‘uniões’ nascidas da emoção da tragédia,  como é o caso, mas que historicamente se mostram insuficientes para regenerar as partes de um  todo que já não se encaixava mais.

Como recompor o cristal da liberdade, da igualdade e da fraternidade, diante de uma Europa unificada pela lógica do  mal estar social?

Com políticas pública que hoje  irradiam chantagem, regressão , niilismo, intolerância  e medo diante do futuro rarefeito?

Somos todos o quê?

É justo perguntar quando o Estado a serviço dos mercados  mastigou  todas as pontes para a construção de uma cidadania convergente e soberana.

A polêmica linha de humor do ‘Charlie Hebdo’  deve seu sucesso, em grande parte, justamente   à acentuação dessa rachadura em uma  chave religiosa.

Deve-se respeitar a sua liberdade. Mas a forma como escolheu exerce-la fez do jornal parte do estilhaçamento  que procurava  criticar;  tornou-se assim mais um referido do que  referência.

A Europa tem hoje 8 milhões de imigrantes sem papeis; 120 milhões de pobres e 27 milhões de desempregados.

Após seis anos de arrocho neoliberal, o desemprego e o esfarelamento do padrão de vida dos trabalhadores e da classe média –condensado em uma geração de jovens que dificilmente repetirá  a faixa de renda dos pais, turbinou a rejeição ao estrangeiro, criou o medo da  'islamização da sociedade', alimentou a extrema direita e liberou  a demência terrorista.

Não necessariamente nessa ordem, mas com essa octanagem abrangente.

 A imponente marcha em Paris neste domingo não escapou do liquidificador de nitroglicerina.

Seria irônico , não fosse trágico.

Na  comissão de frente da principal coluna da manifestação, que reuniu um milhão de pessoas,  ao lado do presidente François Hollande , e de Merkel, lá estava Benjamin Netanyahu.

Sim,  o premiê de Israel.

Ele que  acaba de se aliar à extrema direita para transformar o Estado israelense em um estado religioso.

Responsável por alguns dos mais impiedosos massacres do século XXI, contra populações civis encurraladas por Israel  na  Faixa de  Gaza, a presença de Netanyahu a engrossar o  ‘somos todos Charlie’ convida a pensar sobre o alcance das unanimidades.

É  um silogismo barato afirmar  que a recusa  ao bordão dominante endossa o abismo ensandecido  do terrorismo.

Num texto de 1911, ‘Porque os marxistas se opõem ao terrorismo individual’,  e quando ainda nem desconfiava que ele próprio seria uma vítima futura, León Trostsky  criticou exemplarmente aquilo que, nas suas palavras, ‘mesmo que obtenha "êxito" (e) crie confusão na classe dominante (...)  terá vida curta; o estado capitalista não é eliminado; o mecanismo permanece intacto e em funcionamento. Todavia, a desordem que  um atentado terrorista produz  nas fileiras da classe operária é muito mais profunda. Se para alcançar os objetivos basta armar-se com uma pistola, para que serve esforçar-se na luta de classes? Se um pouco de pólvora e um pedaço de chumbo bastam para perfurar a cabeça de um inimigo, que necessidade há de organizar a classe? Se tem sentido aterrorizar os altos funcionários com o ruído das explosões, que necessidade há de um partido?’, criticava o líder da Revolução de Outubro, banido e assassinado por Stálin, para concluir em seguida: ‘Para nós o terror individual é inadmissível precisamente porque apequena o papel das massas em sua própria consciência e (desvia)  seus olhos e esperanças para o grande vingador e libertador, que algum dia virá cumprir sua missão’.

Cento e quatro anos depois, o alerta ganha atualidade diante das medidas cogitadas após o massacre em Paris.

Os indefectíveis Le Pen, pai e filha, pedem, nada menos que a restauração da pena de morte, abolida em 1981.

A nostalgia da guilhotina é  só o primeiro degrau do patíbulo.

O endurecimento contra os imigrantes, na verdade,  já avançava em marcha batida antes do massacre da quarta-feira (07/01) .

Agora, porém, que  ‘somos todos Charlie’, quem irá detê-lo –se até Netanyahu  aderiu?

Ofuscados habilmente pelo ‘consenso’, os antecedentes da tormenta esticam o elástico de uma gigantesca armadilha histórica.

Desemprego com deflação e captura do Estado e da política pela alta finança.

 É disso que se trata a tragédia europeia, vista de corpo inteiro.

A zona do euro enfrenta deflação recessiva; a Itália tem desemprego recorde; Alemanha e França assistem a uma espiral de xenófobia; Grécia tem 59% da juventude fora do mercado; Portugal tem 500 mil desempregados e Espanha devastou sua rede de proteção social.

Assim por diante.

Foi preciso que um economista moderado, Thomas Piketty, coligisse uma enciclopédia estatística  do avanço rentista sobre a riqueza da sociedade para que o tema da desigualdade merecesse algum espaço –fugaz—  no debate econômico e midiático sobre a crise europeia.

E mesmo assim colateral às decisões da troika, que estala o relho no lombo da cidadania e exige ordem unida ao abismo.

É sobre essa base de rigidez que a  alavanca da tragédia move o curso da história.
Não Maomé, não Charlie Hebdo, não a juventude niilista.

Não os  filhos de imigrantes pobres , que se convertem  cada vez mais ao islamismo como ponto de fuga à meia cidadania da desordem neoliberal  que nada tem a lhes propor hoje.

E  não o fará amanhã também.

Entregue aos ajustes fiscais, na ressaca dos mercados após o fastígio neoliberal, a Europa é hoje um museu de lembranças do acolhimento humanitário e político, que a transformaria em legenda da civilização e da fraternidade.

Na Itália, sob o afável Berlusconi, o Estado elevou para seis meses o tempo que imigrantes ilegais podem ser detidos em ‘ centros especiais’ e autorizou a criação de falanges civis para “ajudar a polícia a combater o crime nas ruas”.


Na Grécia, onde as taxas de desemprego triplicaram sob o chicote de Frau Merkel, os integrantes do partido Aurora Dourada sequer dissimulam a inspiração nazista: sua faxina étnica avança contra árabes, africanos, ambulantes, ciganos e homossexuais.

‘Somos todos Charlie’?

As notícias contraditórias que chegam dos EUA, surfando em uma recuperação feita de empregos com salários aviltados, e da Europa sem Estado à altura para reagir, evidenciam a profundidade de uma desordem  que não cederá tão cedo, nem tão facilmente.

A consciência dessa longa travessia é um dado fundamental para renovar a ação política em nosso tempo.

Recuos e derrotas acumulados pela esquerda mundial desde os anos 70, sobretudo a colonização de seu arcabouço pelos interditos neoliberais, alargaram os vertedouros ao espraiamento de uma dominância financeira que  agora produz  manifestações mórbidas em todas as esferas da vida.

Quando a economia se avoca  um templo sagrado, dotado de leis próprias, revestido de esférica coerência endógena, avessa ao ruído das ruas, das urnas e das aspirações por cidadania plena, o que sobra à democracia?

A pauta dos mercados autorregulados revelou-se uma fraude.

Gigantesca.

Era o  fim da história, replicava o colunismo áulico.

Não era, mostrou setembro de 2008.

Pior que isso.

O sete de janeiro francês avisa que se a sociedade continuar apartada do seu destino, os próximos capítulos serão dramáticos.

No Brasil, os que incitavam o governo a jogar o país ao mar em 2008, retrucam que o custo de não tê-lo afogado na hora certa acarretou custos  insustentáveis.

E eles terão que ser pagos agora.

Na forma de um afogamento incondicional.

Recomenda-se vivamente beber a cota do dilúvio desdenhada em 2008 em uma talagada única.

Não há alternativa, diria Margareth Tatcher.

As escolhas intrínsecas a uma repactuação do desenvolvimento brasileiro, de fato, não são singelas.

Nada que se harmonize do dia para a noite.

Por isso, o crucial é erguer linhas de passagem, repactuar  metas,  ganhos, perdas, salvaguardas e prazos.

Mas há um requisito para isso: tirar a economia do altar sagrado da ortodoxia e expô-la ao debate democrático do qual participem todas as forças sociais.

Quando a mídia conservadora tenta tropicalizar  o bordão ‘somos todos Charlie’, seu objetivo mal disfarçado vai no sentido oposto.

Tenta-se  reduzir uma  tragédia ciclópica a um atentado à liberdade de expressão.

E de forma rudimentar desdobrar a comoção aqui em um veto ao projeto de regulação da mídia brasileira.

Para quê? Justamente para interditar o debate sobre o passo seguinte do desenvolvimento do país.

O apego da emissão conservadora à liberdade de expressão, como se sabe, é relativo.

No dia seguinte ao massacre em Paris, a Folha de São Paulo, por exemplo, dedicou 256 palavras,  uma nota de rodapé,  para tratar do caso do blogueiro saudita, Raif Baddawi.

Baddawi dirigia o fórum on-line ‘Liberais Sauditas Livres’;  foi condenado por isso a dez anos de prisão e  multa de US$ 260 mil.

Seu caso é uma referência do padrão de justiça que impera na democrática sociedade saudita, principal aliada dos EUA no mundo árabe, onde mulheres não podem dirigir sequer automóveis  e inexiste judiciário independente da vontade dos mandatários.

Além de dez anos de prisão, Baddawi também será punido com mil chibatadas por "insultar o Islã" – 50 por semana, durante 20 semanas.

A primeira cota foi aplicada na última 6ª feira.

Uma nota com 256 palavras foi tudo o que o liberal Baddawi obteve de um dos principais veículos de informação do país.

Compare-se com as cataratas de tinta, imagem e som dedicadas à blogueira  cubana Yoani Sánchez que, livre, leve e solta, viajando pelo mundo, mereceu da mesma Folha de SP mais de 90 mil  citações; 155 mil no Globo e 110 mil no Estadão.

É difícil imaginar algo do tipo ‘somos todos Baddawi’ alastrando-se pelo colunismo pátrio que dispensou às visitas de Yoani um tratamento de chefe de Estado.

São dois pesos e mil chibatadas.

Uma diferença sugestiva.

Que recomenda cautela com as unanimidades produzidas pela mesma fonte.

Aqui ou em Paris.


Origem. Publicado em 13/01/2015.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Agência Brasil: Taxa de desemprego fica em 4,7% em outubro

Mas segundo a Velha e Podre mídia não está tudo tão ruim?!

Agência Brasil: Taxa de desemprego fica em 4,7% em outubro

A taxa de desocupação brasileira ficou estável (gn) em outubro, em 4,7%, divulgou hoje (19) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O desemprego foi 0,2 ponto percentual menor que o registrado em setembro, de 4,9%, mas, segundo o IBGE, a variação não é significativa. Em outubro do ano passado, a taxa era 5,2%.

Os números levantados pela Pesquisa Mensal do Emprego se referem a seis regiões metropolitanas: Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.

De acordo com a pesquisa, a população desocupada, estimada em 1,1 milhão de pessoas nos locais pesquisados, permaneceu estável em relação a setembro, e caiu 10,1% ante outubro do ano passado. São classificadas dessa forma as pessoas que tomaram alguma providência para procurar emprego e não encontraram.

Foi registrada estabilidade no número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado, que se manteve em cerca de 11,7 milhões nas duas bases de comparação. Já a população não economicamente ativa subiu na comparação com mesmo mês do ano passado, com alta de 3,3%.

O nível de ocupação, que mede o percentual de pessoas ocupadas dentro da população em idade ativa, ficou em 53,6%, com crescimento de 0,4 ponto percentual ante setembro e queda de 0,6 ponto percentual na comparação com outubro.

Origem


domingo, 12 de agosto de 2012

Le Monde Diplomatique Brasil: A lei dos canalhas

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A lei dos canalhas

Nosso mundo está infestado de dados arbitrários ou distorcidos, em nome dos quais populações inteiras são martirizadas, como na Espanha

por Serge Halimi

Em uma das cenas cult do filme de Michael Curtis, Casablanca(1942), o capitão Renault, chefe da polícia local, está rodeado por seus homens e, ao interditar o café de Rick (Humphrey Bogart), proclama: “Estou chocado, realmente chocado em saber que vocês jogam por dinheiro aqui!”. Um instante depois, um crupiê estende um maço de notas ao policial: “Sua parte, senhor”. O capitão agradece com um sussurro, embolsa o dinheiro e ordena: “Todos para fora, rápido!”.

No escândalo financeiro que envolve a instauração fraudulenta de uma taxa interbancária britânica – a London Interbank Offered Rate (Libor) –, é difícil identificar o policial desonesto, pois os candidatos ao papel são muitos. Todos os dias, uma média de vinte grandes estabelecimentos financeiros (Barclays, Deutsche Bank, HSBC, Bank of America etc.) define o valor da Libor, que serve de base para transações que somam cerca de US$ 800 bilhões (não, esse número não é um engano do autor), sobretudo no mercado de derivativos.1 Os valores em questão são tão exorbitantes que incentivam a imprensa não financeira a concentrar sua atenção em problemas menores, mas de escala humana: pais que recebem auxílio do governo sem garantir a presença dos filhos na escola, assalariados gregos que complementam a baixa renda trabalhando no mercado negro. A indignação se volta contra essas pessoas, que também acabam absorvendo a cólera destinada aos governantes e ao Banco Central Europeu.

Embora a manipulação da Libor pareça complicada, ela é tão esclarecedora como a cena de Casablanca. Preocupados em melhorar sua saúde financeira e alavancar seus fundos no mercado, os grandes bancos, cuja palavra era digna de confiança, diminuíram suas taxas de empréstimo ao longo dos anos. Essa taxa declarada determinou em seguida a da Libor e, portanto, a dos futuros empréstimos. Ao “adoecer” pela “descoberta” de fraude em seu banco, o patrão do Barclays pediu demissão no dia 3 de julho. O diretor do Banco da Inglaterra também diz ter entendido há apenas algumas semanas a fraude em questão.2

“Chocado, realmente chocado em descobrir” a pólvora? O Barclays e o Banco da Inglaterra não devem ler a imprensa financeira, pois no dia 16 de abril de 2008 o Wall Street Journal havia publicado um artigo intitulado “Banqueiros questionam uma taxa-chave”. Primeiro parágrafo: “Um dos barômetros mais importantes da saúde do mundo financeiro poderia enviar sinais falsos”.

Nosso mundo está infestado de dados arbitrários ou distorcidos (Libor, “regra de ouro”, nível da dívida ou limites para o déficit público...), em nome dos quais populações inteiras são martirizadas, como na Espanha (ver texto "O gato de Felipe González" - Edição 61 Le Monde Diplomatique Brasil). Os que infligem esses castigos com mais crueldade são os mesmos que mantêm uma auréola de respeito por serem presidentes de um banco central ou de uma agência de risco. Quatro anos após a eclosão de uma das maiores crises financeiras da história, contudo, a utilidade social desses organismos está abalada. Origem.

Serge Halimi é o diretor de redação de Le Monde Diplomatique (França).

1 Ler Ibrahim Warde, “La dérive des nouveaux produits financiers” [A deriva dos novos produtos financeiros], Le Monde Diplomatique, jul. 1994.
2 Cf. “Missteps on Libor doomed top executives at Barclays” [Erros na Libor condenaram altos executivos da Barclays], The Wall Street Journal, Nova York, 15 jul. 2012.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Vi o mundo[Azenha]: Seumas Milne - Quando a mídia coloca fascistas e a esquerda no balaio dos ‘extremistas’

Seumas Milne: Quando a mídia coloca fascistas e a esquerda no balaio dos ‘extremistas’

publicado em 15 de maio de 2012 às 23:41
por Luiz Carlos Azenha

Seumas Milne escreveu no diário britânico Guardian que ou a esquerda lidera a rebelião contra a austeridade, ou outros o farão.

“Da Holanda à Romênia, governos estão caindo sob o peso dos cortes de orçamento e aumentos de impostos exigidos pelo novo tratado permanente de deflação da zona do euro”, disse ele.

E mais: “A austeridade não está funcionando, mesmo em seus próprios termos. Cortar empregos e salários e aumentar os impostos não está reduzindo os empréstimos e a dívida, quanto mais levando à recuperação econômica. Está aprofundando a recessão, aumentando o endividamento e destruindo empregos, reduzindo os padrões de vida em toda a zona do euro — em países como a Espanha e a Grécia, catastroficamente –, assim como no Reino Unido”.

E ainda: “A revolta política na Grécia, no entanto, pode ter consequências mais amplas. O colapso econômico da Grécia, disparado pelo crash de 2008 e aprofundado pela austeridade exigida pela União Europeia e pelo Fundo Monetário Internacional, é um desastre social no nível da depressão dos Estados Unidos nos anos 30. Os salários reais tiveram perda de 25% em dois anos, de acordo com a OECD. Não é surpresa que o apoio aos partidos governistas que levaram a Grécia a tal situação caiu de 80% para 30%, enquanto os partidos de esquerda que rejeitaram os cortes da EU-FMI, as privatizações e os pagamentos insustentáveis da dívida tiveram votação maior que o desacreditado establishment e a direita nacionalista”. Continue lendo.

domingo, 29 de abril de 2012

REFAZENDA2010-blog: Notícias da Hora 19:15 domingo 29/04/2012


Aspecto de la manifestación que en Madrid arrancó en la Plaza de Neptuno. | Alberto di Lolli - EM
El Mundo: Manifestaciones en toda España 'ante la situación de emergencia' por los recortes

Descaso, mas publicidade tem de sobra!
Hoje em Dia: Serviços públicos falham e deixam população desamparada

Estadão: CPI do Cachoeira[Especial]


"Salários chegam a R$ 30 mil por mês, dependendo do currículo"
O Tempo: Babás brasileiras têm peso de ouro nos Estados Unidos

Vi o mundo[The Economist]: A terceira revolução industrial

Em breve teremos a popularização das impressoras 3D. Todos possuiremos uma em casa, ou quase todos. Perderemos horas tentando fazer uma xícara ou um prato, ou ainda, um objeto qualquer. Isto não será impactante. Contudo ficará mais caro do que as quinquilharias da China, por exemplo.
O problema mesmo virá quando estas grandes máquinas se tornarem comuns na indústria. E na manufatura então?... Mas é assim mesmo. A tecnologia não tem ética e muito menos, sentimentos sociais, por assim dizer. A força de trabalho com o seu enorme Exército Industrial de Reserva só tende a crescer mais.
Isto faz lembrar de uma historinha do Tio Patinhas que convocara o professor Pardal para construir uma fábrica totalmente robotizada. Não lembro do desfecho, parece que não deu certo.
Porém, sem consumidores não há consumo. Pena que esta máxima não seja tão verdadeira assim.
Alguém se lembra do chamado Milagre Brasileiro? Um mercado de 30 milhões de consumidores para um população de 90 milhões de pessoas ou algo assim. É a lógica da exclusão!

Ilustração da matéria original em The Economist


Vídeo da BBC postado pelo Azenha - Vi o Mundo
Dica: No vídeo, dê uma pausa, clique em CC, transcrever audio, e após, escolha a legenda seu idioma.

24 de abril de 2012 às 19:55

Economist: A terceira revolução industrial

A digitalização da manufatura vai transformar a forma com que as coisas são feitas — e mudar as políticas de emprego, também

A primeira revolução industrial começou no Reino Unido no fim do século 18, com a mecanização da indústria têxtil. Tarefas feitas laboriosamente pelas mãos, antes, por centenas de tecelãs, foram juntadas em um único moinho de algodão, nascendo assim a indústria. A segunda revolução veio no século 20, quando Henry Ford dominou a linha de montagem móvel e trouxe a idade da produção em massa. As duas primeiras revoluções tornaram as pessoas mais ricas e urbanas. Agora uma terceira revolução está em andamento. A manufatura está se tornando digital. Como o relatório especial desta edição destaca, isso poderia mudar não apenas os negócios, mas muito mais.

Um número de notáveis tecnologias estão convergindo: software engenhoso, novos materiais, robôs mais capazes, novos processos (notadamente a impressão tri-dimensional) e toda uma gama de serviços baseados na rede. A fábrica do passado era baseada na produção de zilhões de produtos idênticos: Ford famosamente disse que os compradores de automóveis poderiam escolher qualquer cor, desde que fosse o preto. Mas o custo de produzir quantidades menores com maior variedade, com cada produto desenhado para atender aos desejos de cada consumidor, está caindo. A fábrica do futuro vai focar na customização em massa — e pode ficar muito mais parecida com aqueles teares individuais do que com a linha de montagem do Ford.

Rumo à terceira dimensão

A velha forma de fazer as coisas envolvia muitas partes, além de parafusos ou solda para juntá-las. Agora um produto pode ser desenhado por um computador e “impresso” numa impressora 3D, que cria um objeto sólido construído através do acúmulo de camadas sucessivas de matéria prima. O design pode ser modificado com apenas alguns toques no mouse. A impressora 3D pode funcionar sem supervisão humana e pode fazer coisas que eram muito complexas para as linhas de montagem tradicionais. Em algum tempo, estas máquinas impressionantes poderão fazer qualquer coisa, em qualquer lugar — da garagem de casa ao vilarejo da África.

As aplicações da impressão em 3D são especialmente intrigantes. Os aparelhos contra a surdez e as peças de alta tecnologia de jatos militares já têm sido impressas de forma customizada. A geografia das cadeias de fornecimento será transformada.  Um engenheiro que trabalha no meio de um deserto e sentir falta de alguma ferramenta não precisará encomendar para entrega na cidade mais próxima. Ele pode fazer o download do design e mandar imprimir a ferramenta. Os dias de um projeto paralisado por causa de uma peça ou de um kit, ou de consumidores que reclamam por não encontrar peças de reposição, vão ficar para trás. Continue lendo.