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terça-feira, 21 de agosto de 2012

Folha: Site do Ministério da Justiça britânico é atacado em apoio a Assange; mais Estadão

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Site do Ministério da Justiça britânico é atacado em apoio a Assange

DA EFE, EM LONDRES

O Ministério da Justiça britânico confirmou nesta terça-feira que seu site sofreu "algumas alterações", mas não responsabilizou nenhuma organização por esses problemas.

Um porta-voz da pasta disse hoje que seu site "é um lugar público, que não recolhe informações sensíveis", e precisou que "nenhum outro sistema do Ministério da Justiça foi afetado".

O grupo "Anonymous", por sua vez, assumiu que atacou o site oficial do Ministério como forma de demonstrar seu apoio ao fundador do site WikiLeaks, Julian Assange, que há dois meses está abrigado na embaixada equatoriana em Londres.

De acordo com os hackers, a ameaça ao WikiLeaks também é uma ameaça à "liberdade de expressão e à saúde de toda a nossa sociedade".

Na última semana, o governo do Equador finalmente concedeu o asilo diplomático requerido por Assange.

O ativista australiano, que tenta evitar sua extradição à Suécia, onde seria julgado por supostos delitos sexuais, não pode abandonar a legação equatoriana a menos que o Reino Unido lhe conceda um salvo-conduto.

A reticência de Assange a ser levado à Suécia se deve ao temor de que possa ser extraditado em seguida para os Estados Unidos, o país mais prejudicado pelo vazamento de documentos secretos feito pelo Wikileaks. Origem.

Atualização às 09:30

Pela manchete fica clara a ideia da extradição!
Estadão: Suécia não extraditará Assange para os EUA se houver ameça de pena de morte

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Assange corre perigo; com jornais

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Assange a su llegada al alto tribunal de Londres. El Mundo.
Estadão: Equador afirma ter recebido ameaça do Reino Unido

Relatório inglês adverte para invasão da Embaixada do país andino em Londres caso Assange não seja entregue

15 de agosto de 2012 | 18h 45

Texto atualizado às 19h37   QUITO - O Equador denunciou nesta quarta-feira, 15, ter recebido uma carta do governo do Reino Unido ameaçando prender Julian Assange, criador do WikiLeaks, que pediu asilo político ao país andino. "Hoje recebemos do Reino Unido a ameaça expressa e por escrito que poderiam invadir nossa embaixada em Londres se o Equador não entregar Julian Assange", afirmou o chanceler equatoriano Ricardo Patiño.

Na carta, divulgada pela chancelaria equatoriana, o governo britânico invoca uma lei de 1987 que lhe permitiria entrar na embaixada e deter Assange. "Vocês têm de saber que há base legal - a lei de instalações diplomáticas e consulares de 1987 - que nos permite agir para prender o senhor Assange nas dependências da embaixada", diz o texto. "Esperamos sinceramente que as coisas não cheguem a esse ponto, mas, se vocês não forem capazes de resolver o problema, essa é uma opção com a qual ainda trabalhamos."

A agência AP reportou que o número de policiais vistos na entrada da Embaixada do Equador em Londres aumentou nas últimas horas.

Por meio de nota, a secretaria do Exterior britânica disse ter a obrigação legal de extraditar Assange para a Suécia e estar determinada a cumpri-la. "Ainda estamos comprometidos em buscar uma solução aceitável para todos, diz o comunicado.

Em um comunicado, o Ministério das Relações Exteriores do Equador classificou a posição britânica inadmissível politica e juridicamente, um "ato hostil e pouco amistoso", que viola "expressas normas internacionais". Patiño ressaltou que, se a invasão ocorrer, o Equador vai reagir. "Não somos uma colônia britânica. Esse período terminou", afirmou, após reunião com o presidente Rafael Correa. Continue lendo.

El Mundo: Londres anuncia que tiene la 'obligación legal' de extraditar a Assange a Suecia

Efe | Quito | Londres
Actualizado jueves 16/08/2012 00:49 horas


La extradición de Julian Assange a Suecia, un poco más cerca. Londres ha anunciado esta madrugada que las autoridades británicas están "determinadas" a llevar al polémico fundador de Wikileaks a Suecia, donde se enfrenta una acusación de agresión sexual. "Reino Unido tiene la obligación legal de extraditar a Assange a Suecia para ser interrogado", ha afirmado un portavoz del Foreign Office.

Desde el Ejecutivo británico se hace hincapié en que tienen que cumplir esa "obligación" de extraditar a Assange después de que el Gobierno de Ecuador haya acusado al Gobierno británico de amenazar con entrar en la Embajada ecuatoriana en Londres para arrestar a Assange.

El Gobierno ecuatoriano ha anunciado que este jueves tomará una decisión sobre la petición de asilo político realizada por el fundador de WikiLeaks, que desde el 19 de junio está refugiado en la Embajada ecuatoriana en Londres a la espera de saber si le será concedido el asilo político en Quito.

El 20 de junio, Scotland Yard avisó de que el fundador de WikiLeaks será detenido si abandona la Embajada de Ecuador en Londres ya que violó las condiciones de su arresto domiciliario.

Assange estaba obligado a permanecer en el domicilio establecido de Norfolk, una casa prestada por un amigo en el este de Inglaterra, entre las 21.00 y las 07.00 GMT, y el 19 de junio Assange se presentó en la embajada ecuatoriana, donde permanece desde entonces.

Desde que fue detenido en el Reino Unido, en diciembre de 2010, la defensa de Julian Assange ha tratado por todos los medios de evitar su entrega a Suecia por temor a que fuese extraditado desde allí a Estados Unidos, el país más perjudicado por la difusión de miles de cables diplomáticos secretos de WikiLeaks. Continue lendo.

Atualização às 00:59, quinta-feira, 16/08

"O Equador anunciará hoje, quinta-feira, às 13h00 (hora em Lisboa), a sua decisão relativamente ao asilo pedido por Julian Assange, fundador do Wikileaks."
Diário de Notícias: Assange fica hoje a saber se Equador lhe dá asilo

Atualização às 09:15

Estadão: Assembleia do Equador faz sessão extraordinária por 'ameaça' da Grã Bretanha, em caso Assange


Atualização às 09:50

"Mais cedo, Reino Unido negou salvo-conduto a fundador de WikiLeaks"
O Globo: Equador concede asilo político a Julian Assange 

Atualização às 15:25

Manifestante pró-Assange em frente à Embaixada do Equador; país concedeu asilo ao fundador do Wikileaks -Andrew Cowie -16.ago.12/France Presse - Folha
Folha: Reino Unido não vai autorizar saída de Assange, diz chanceler

Atualização às 18:28

El Mundo: Londres no reconoce el 'asilo diplomático' de Ecuador y niega el salvoconducto a Assange


Atualização às 18:53

Outras Palavras: Por que o Equador ofereceu asilo a Assange
 

Notícias do Dia: Quarta-feira, 15/08/2012 - REFAZENDA2010-blog


quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Notícias do Dia: Quinta-feira, 09/08/2012 - REFAZENDA2010-blog

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quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Estadão: Mantega garante reajuste de preços de combustíveis nas bombas


Mantega garante reajuste de preços de combustíveis nas bombas

Sinalização do ministro mostra uma mudança de disposição por parte do governo que há 9 anos não autoriza reajustes com impacto para a inflação 

08 de agosto de 2012 | 18h 05

Sabrina Valle, da Agência Estado


RIO - Depois de ouvir um emocionado relato da presidente da Petrobrás, Graça Foster, antes da divulgação do prejuízo de R$ 1,3 bilhão no segundo trimestre, na última sexta-feira, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, garantiu ao comando da companhia que haverá reajuste de preço de combustíveis nas bombas, segundo fonte da Agência Estado.

A sinalização de Mantega mostra uma mudança de disposição por parte do governo - controlador e sócio majoritário da companhia - que há nove anos não autoriza reajustes de combustíveis com impacto para a inflação. Os últimos aumentos foram compensados com a redução da Cide, agora zerada.

Segundo a fonte, a executiva se viu obrigada a conter o choro ao reportar ao Conselho de Administração o primeiro prejuízo trimestral da companhia em 13 anos. O resultado de abril a junho foi o primeiro integralmente sob a gestão da nova presidente, que assumiu o cargo em fevereiro.

O ministro encerrou a discussão na última sexta-feira com a promessa de um reajuste à diretoria, embora sem dar qualquer detalhe. Não foram discutidos na reunião porcentuais ou data. Aos interlocutores, Mantega deixou subentendido que um possível reajuste não seria imediato. O governo terá de estudar o melhor momento para lançar mão da medida para diesel, gasolina ou para ambos.

O ministro Mantega é presidente do conselho de administração da Petrobrás. Na segunda-feira, três dias após a divulgação do prejuízo, Graça fez questão de participar das conferências para comentar o resultado, normalmente coordenadas pelo diretor financeiro. Continue lendo.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Estadão: Calmon encerra mandato no CNJ com inspeção no TJ-SP

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Irá fazer falta, muita falta!

Calmon encerra mandato no CNJ com inspeção no TJ-SP
 
Relatório da primeira fase da inspeção, divulgado em 20 de agosto, marcará o fim das atividades da corregedora no Conselho
 
06 de agosto de 2012 | 18h 53

Bruno Lupion, de O Estado de S. Paulo


A um mês de encerrar seu mandato como corregedora nacional de Justiça, a ministra Eliana Calmon iniciou nesta segunda-feira, 6, uma inspeção no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) para coletar informações e verificar os procedimentos internos da maior corte do País. A primeira fase da inspeção se debruçará sobre a folha de pagamento e a fila de precatórios sob a responsabilidade do tribunal.

Em coletiva de imprensa, Calmon disse que o tribunal paulista foi o mais resistente de todos do País à atuação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), mas "deu o primeiro passo para a transparência" e hoje pode ser considerado um tribunal "aberto". O TJ-SP é a última corte estadual a receber as inspeções do CNJ, iniciadas em outubro de 2008.

Em março, no auge da pressão do escândalo dos contracheques milionários concedidos a magistrados paulistas, o presidente do TJ-SP, Ivan Sartori, chegou a desafiar Calmon a apresentar seu holerite ao público. Nesta segunda-feira, contudo, em clima de paz, Sartori disse que estava comemorando a vinda do CNJ, pois o órgão poderia oferecer "novos caminhos e novas ideias" à corte paulista.

Por seu lado, a corregedora geral reconheceu o esforço do tribunal na administração das filas dos precatórios e disse que Sartori havia aplicado o "choque de gestão" sugerido pelo CNJ.

O relatório da primeira fase da inspeção será divulgado em 20 de agosto e marca o fim das atividades de Calmon à frente do CNJ. Em 6 de setembro, ela será sucedida no comando do órgão por Francisco Falcão, ministro do Superior Tribunal de Justiça.

A ministra comemorou o início da inspeção no TJ-SP e disse que o tribunal é um "símbolo". "Aqui tramitam mais de 60% das ações do Brasil inteiro. Se a Justiça de São Paulo não for bem, nós podemos dizer que o Poder Judiciário brasileiro não vai bem". Origem.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Notícias do Dia: Quarta-feira, 01/08/2012 - REFAZENDA2010-blog



sábado, 28 de julho de 2012

Carta Maior[Paulo Kliass]: Não à desoneração da Previdência!; mais Estadão

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Decisões permanentes em época de crise são perigosas e até mesmo nefastas. Vide a redução do IPI para os automóveis, o que foi feito sem contrapartida. Isentar a contribuição patronal ou se basear em faturamento em um país com altíssimos níveis de sonegação é implodir definitivamente a Previdência no longo prazo!

Não à desoneração da Previdência!

Ao mesmo tempo em que inicia a reforma previdenciária por temas polêmicos e sensíveis de despesa, o governo altera profundamente o mesmo sistema pelo lado da arrecadação. Mais uma vez, oferece todo o tipo de bondades aos representantes do capital e deixa a conta das maldades para ser paga - no futuro - por trabalhadores, aposentados e pensionistas.
É impressionante a capacidade do governo em atender rápida e prontamente aos pleitos do grande capital nacional e estrangeiro. Vira e mexe, entra na pauta da negociação política algum item novo ou mesmo requentado, fruto da ação dos lobistas das associações patronais. O objetivo, como sempre, é aumentar os ganhos nas operações das empresas e ampliar o volume da acumulação privada.

Nada contra que cada setor da sociedade se articule e saia a campo para defender seus interesses específicos e corporativos. No entanto, deveria caber aos responsáveis da administração pública a capacidade de filtrar e analisar com mais cautela esse tipo manjado de demanda. Afinal, imagina-se que o prioritário deva ser o atendimento às necessidades da maioria da população e não apenas ficar se rendendo às chantagens ou aos cantos de sereia dos poderosos.

Liberalismo empresarial: crítica ao Estado e pedido de recursos públicos.
O raciocínio é bastante simples, nesse caso. A grande maioria dos empresários deseja a redução de seus custos e a maximização de suas receitas. E ponto final. Pedem todo tipo de ajuda pública para seus empreendimentos, mas fazem cara feia na hora de pagar os tributos devidos em suas atividades. Tanto que há estimativas de que os valores da sonegação fiscal sejam também elevadíssimos em nossas terras. Tudo é realizado sob o manto técnico-profissional do chamado “planejamento tributário” – mero eufemismo para designar os mecanismos para encontrar as brechas que permitam pagar menos impostos. Porém, os representantes do capital estão sempre na fila do BNDES para solicitar empréstimos a juros subsidiados, pressionam para obter benesses tributárias em seu ramo de atividade e gritam por todos os cantos seus lamentos a respeito do famoso “custo Brasil”.

Ora, não há dúvida de que a nossa formação social apresenta heranças históricas e outras características específicas que contribuem para torná-la menos eficiente do que poderia. Os exemplos são inúmeros: o verdadeiro cipoal de tributos existentes entre os 3 níveis da federação (União, Estados e Municípios), o grau excessivo de “cartorialismo” e “regulamentacionismo casuístico”, a tendência do poder público a apresentar empecilhos e dificuldades à ação dos indivíduos e das empresas, entre outros. No entanto, a solução passa por aperfeiçoar esses procedimentos institucionais, tornando-os cada vez mais justos e republicanos. É importante reduzir a regressividade de nossa estrutura tributária, onde os que têm menos renda e menos patrimônio pagam, proporcionalmente, muito mais impostos do que as camadas do alto da pirâmide social. É fundamental melhorar o gasto público e tornar a ação do Estado mais eficiente, de maneira que a gestão pública ofereça serviços de qualidade para a maioria da população. E não apenas ficar papagaiando o discurso pseudo-liberal a respeito da diminuição do tamanho do Estado e da tão propalada redução da carga tributária.

“Custo Brasil” e o salário mínimo: discurso e realidade
A antiga cantilena sobre o suposto elevado patamar dos encargos trabalhistas no Brasil é outro assunto que sobrevoa, de forma permanente, a agenda política. Apareceu uma brecha, alguma autoridade governamental abre o espaço e dá-lhe uma avalanche de artigos, reuniões e seminários sobre o tema. O discurso é monotônico: nosso País estaria a perder competitividade em função desses custos, associados à remuneração da força de trabalho. O curioso é que nas épocas em que a proposta de “flexibilização das regras trabalhistas” era hegemônica, felizmente pouco se conseguiu avançar. Houve muita resistência e as sugestões de acabar com salário mínimo, décimo terceiro salário, Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), alterações estruturais na Previdência Social, remuneração de hora extra, semana de 40 horas e outros direitos não conseguiram avançar muito.

O exemplo mais cristalino da falácia dessa forma viesada de analisar a dinâmica sócio-econômica é o caso do próprio salário mínimo. Está muito presente na memória coletiva a enorme resistência dos empresários e dos governantes em aceitar um pacto social que incorporasse a melhoria das condições de vida de nosso povo e da distribuição de renda via recuperação do valor real do salário mínimo. Não obstante os cálculos do DIEESE demonstrarem quão longe estamos do que valor correto dessa remuneração (em junho seria de R$ 2.383), uma antiga proposta do deputado federal e depois senador Paulo Paim (PT/RS) era alvo de chacota e de ataques políticos. Imaginem a ousadia! Propor que o salário mínimo em nosso País atingisse o equivalente a US$ 100. Que absurdo! Isso iria quebrar o Brasil! Uma verdadeira irresponsabilidade de sindicalista fora de órbita! E por aí seguiam as acusações iradas.

Pois os anos se passaram e aos poucos a política de revalorização do salário mínimo e a melhoria das condições macroeconômicas (auxiliada também pela valorização da taxa de câmbio) fizeram com que o salário mínimo de R$ 622 seja equivalente, hoje em dia, a mais de US$ 300. E nenhuma daquelas previsões catastrofistas se confirmaram. Muito pelo contrário, aliás. O salário mínimo aumentou bastante de valor. E o capital está belo e contente, faturando como há muito não fazia, em razão da ampliação do mercado interno consumidor. Mas se dependesse daquela abordagem liberalóide da flexibilização e da redução dos custos associados ao trabalho, hoje deveríamos estar com salários no patamar dos chineses. De acordo com esse raciocínio perverso e reducionista - aí, sim! – então seríamos uma sociedade economicamente eficiente e competitiva. Uma loucura!

Desoneração da folha: perigo para a Previdência
Pois agora, a bola da vez é a desoneração da folha de pagamento. Os empresários sempre resistiram a que o correspondente a 20% do total de salários fossem recolhidos como a cota patronal para o Regime Geral da Previdência Social (RGPS). Na outra ponta, os trabalhadores recolhem 11%. Esse é o modelo que vigora há décadas e que sustenta, apesar de todos os problemas, nosso sistema previdenciário público e universal. É óbvio que são necessários ajustes, pois as dinâmicas econômica e demográfica provocam transformações em nossa estrutura social que devem ser objeto de adequação. Mas a proposta dos representantes patronais sempre foi mais radical: desvincular – de forma definitiva - a obrigatoriedade da contribuição do custo salarial. Há mesmo até quem defenda o caminho da trágica trapalhada em que se meteram o Chile e a Argentina, que chegaram a privatizar os respectivos sistemas de previdência, na toada da onda neoliberal. E depois se arrependeram da bobagem e tentam voltar ao modelo público de seguridade.

Por aqui, infelizmente o governo acabou cedendo a esse tipo de pressão e se submeteu a uma espécie de “experiência de laboratório”. Como se um modelo de elevada sensibilidade social e de efeitos a se fazerem sentir de geração em geração pudesse ser tratado dessa forma leviana e irresponsável, quase na base da tentativa e erro. O fato é que um conjunto expressivo de setores não está pagando mais a contribuição previdenciária da forma acima descrita. Passaram a recolher uma alíquota variável (entre 0,5% e 2%) sobre o faturamento das empresas e o próprio governo reconhecia, em abril passado, que tal medida iria implicar um custo anual extraordinário de R$ 7,2 bi ao Tesouro Nacional. Ou seja, apesar de não haver recursos para todas as demandas de natureza social, mais uma vez se evidencia que sempre sobram verbas para sair em socorro do grande capital.

A generalização da experiência setorial
Pouca gente se deu conta, mas já existem 15 ramos importantes de nossa indústria que estão operando com esse modelo, digamos, experimental. É o caso dos têxteis, móveis, plásticos, material elétrico, autopeças, ônibus, naval, aéreo, bens de capital mecânico, hotéis, fábricas de chips eletrônicos, confecções, couro e calçados, tecnologia de informação e “call center”. A mudança foi totalmente arbitrária e revelou-se um verdadeiro salto no escuro. Afinal, se não ocorrer perda para o regime da Previdência Social, isso significa que as empresas estariam recolhendo o mesmo montante que antes. Ou seja, trocam-se seis por meia dúzia. Mas o risco maior é que o valor total arrecadado sobre o faturamento não seja suficiente para cobrir as despesas do RGPS. E aí, quem vai cobrir esse buraco? Como sempre, os assalariados, os aposentados e o Tesouro Nacional.

As contas do governo continuam completamente obscuras nesse quesito e ninguém sabe ao certo se esse novo modelo de base arrecadadora se sustentará no médio e no longo prazos. E o problema é que o processo de extensão foi acelerado. Aquilo que inicialmente foi lançado apenas como uma experiência, agora - apenas 3 meses depois! - já se apresenta como uma solução supostamente definitiva. No começo de julho, em reunião com a nata do capital na sede da FIESP e com o Grupo de Líderes Empresariais (LIDE), o Ministro Mantega não poderia ter sido mais claro: “Qualquer setor que estiver interessado na desoneração da folha, representado por sua entidade, deve entrar em contato conosco.” E ainda saiu-se com a pérola: “Temos de reduzir o custo da mão-de-obra”.

Previdência equilibrada e os riscos para o futuro
Ocorre que os próprios dados do Ministério da Previdência demonstram que o RGPS está razoavelmente equilibrado. Em 12 meses, o sistema arrecada R$ 257 bi, entre trabalhadores urbanos (R$ 251 bi) e rurais (R$ 6 bi). Pelo lado das despesas, a estrutura contabiliza um gasto total de R$ 292 bi. Tal fato decorre da decisão da Assembléia Constituinte de 1988 de reconhecer a enorme injustiça para com os trabalhadores do campo, até então excluídos do regime. Assim, essa importante parcela da população passou a ser integrante do RGPS e com direito a usufruir de seus benefícios. Com isso, há uma geração que recebe aposentadorias e pensões de apenas 1 salário mínimo, mas sem nunca ter contribuído ao longo de sua vida de trabalho. São quase 9 milhões de pessoas espalhados por todo o País, incorporados minimamente à condição básica de cidadania. Contribuem para o mercado interno e não podem ser responsabilizados pelo discurso demagógico de “excessos de gastos da União”.

Assim, vê-se que isso não tem nada a ver com problemas de ineficiência da Previdência Social. Foi uma decisão importante do País adotada à época e os recursos devem ser contabilizados à conta do Tesouro Nacional. Na verdade, as manchetes garrafais estampando o falso “déficit da previdência social” servem apenas para desacreditar de forma criminosa o modelo. Caso sejam incorporados ainda os valores não pagos por segmentos beneficiados e instituições filantrópicas – além das dívidas judiciais não pagas – o sistema vai muito bem, obrigado. Tanto que o subgrupo dos trabalhadores urbanos é superavitário: arrecada mais do que gasta com benefícios.

O risco da via adotada pelo governo na desoneração da folha é o da política do fato consumado. Se os empresários estiverem satisfeitos com o novo modelo, será difícil realizar uma volta atrás, caso o novo modelo de contribuição se revele incapaz de dar conta de suas destinações para o RGPS. Ao mesmo tempo em que inicia a reforma previdenciária por temas polêmicos e sensíveis de despesa (fator previdenciário, tempo de contribuição, idade mínima, etc), o governo altera profundamente o mesmo sistema pelo lado da arrecadação – as receitas. Mais uma vez, oferece todo o tipo de bondades aos representantes do capital e deixa a conta das maldades para ser paga - no futuro - por trabalhadores, aposentados e pensionistas. Origem.

Paulo Kliass é Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental, carreira do governo federal e doutor em Economia pela Universidade de Paris 10.

domingo, 22 de julho de 2012

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Notícias do Dia: Sexta-feira, 13/07/2012 - REFAZENDA2010-blog


Manifestantes contra a Crise(Vídeos)

Amorim LMDB
"A Rio+20 demonstrou os limites de deixar a questão ambiental ao sabor do mercado e a debilidade do consenso aparente sobre o caráter emergencial dos problemas socioambientais. A retórica verde foi banalizada pelo mercado e pelos governos. É necessário elaborar uma crítica da “razão ambientalista” e repolitizar o tema."
14:02 Le Monde Diplomatique - Brasil: Os desafios da “razão ambiental”


O IVA é o ICMS espanhol. O aumento do imposto em uma economia em crise acirrará a mesma. Piora!

"Segundo nova teoria publicada na renomada revista Science, a água terrestre teria vindo do Cinturão de Asteroides que fica entre Marte e Júpiter"

Quase descartado como planeta...

A bandidagem agradece...


quarta-feira, 4 de julho de 2012

Notícias do Dia: Quarta-feira, 04/07/2012 - 2ª Edição - REFAZENDA2010-blog

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21:44 Estado de Minas: Aloísio Vasconcellos é o escolhido para ser o vice com Patrus em BH

19:53 O que se viu agorinha está no vídeo abaixo(em parte, lamentamos). Teremos uma longa jornada de negociações e especulações até amanhã, na hora final do registro das chapas. Tudo pode mudar!
Imagens globo-Minas

19:53 Estado de Minas: Délio Malheiros anuncia que será vice de Lacerda

Sai pra lá!

Folha: Físicos encontram provável 'partícula de Deus'[Bóson de Higgs] mais Estadão

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Clique para ampliar - Editoria de Arte -Folhapress -Folha


Estadão[Jamil Chade]: CIENTISTAS ANUNCIAM DESCOBERTA DO QUE PODERIA SER “PARTÍCULA DE DEUS” E ABREM NOVA ERA NA FÍSICA 

Atualização às 10:33

Imagem divulgada pela CERN mostra uma representação da colisão de prótons na experiência pela busca do bóson de Higgs AFP- o globo
O Globo: Cientistas confirmam existência do Bóson de Higgs 

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Notícias do Dia: Quinta-feira, 28/06/2012 - REFAZENDA2010-blog

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Página de Notícias do Golpe no Paraguai, aqui!

Caso Perrella, aqui!


Cacho I continuará na gaiola e não é de ouro...
Agência Brasil: Joaquim Barbosa arquiva pedido de liberdade de Cachoeira

Vergonhoso!  Mais uma do Toffoli.
Agência Brasil: Contas sujas poderão participar das eleições deste ano, decide TSE

Agência Senado
Agência Senado: Sistema de cotas nas universidades públicas passa na CDH e pode tramitar com urgência

O Globo: Brasileiros compartilhavam pornografia infantil com 34 países




Kim Dotcom, fundador do Megaupload, quando deixou a prisão na Nova Zelândia após pagar fiança -AP - UOL

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Notícias do Dia: Quarta-feira, 27/06/2012 - 2ª Edição - REFAZENDA2010-blog

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Carta Capital[Wálter Maierovitch]: As cartadas de Cachoeira e Demóstenes

Notícias do Dia: Quarta-feira, 27/06/2012 - REFAZENDA2010-blog

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"Quienes están detrás de esta trama tan siniestra? Los propulsores de una ideología que promueven el máximo beneficio económico a cualquier precio y cuanto más, mejor, ahora y en el futuro."



Embromação


Carta Capital[Marcos Coimbra]:  O Bolsa Família e seus inimigos