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terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Pedro Porfírio [ Amigo da REFAZENDA2010 ]: Sobrou para os futuros pensionistas

Porfírio e também nós, combatemos contra a famigerada reforma da Previdência do primeiro governo Lula. Dilma começa a sua segunda gestão pelos mais fracos. Uma pena! Relacionado.

Pedro Porfírio: Sobrou para os futuros pensionistas

Dilma quer reduzir as pensões das viúvas dos trabalhadores.

Imagem do Blog do Pedro Porfírio
Já as dos governadores continuam mamando mais de r$ 20 mil por mês. Tudo conforme a bíblia do são Joaquim Levy.

Como é hoje: O BENEFÍCIO PAGO AOS VIÚVOS É INTEGRAL, vitalício e independente do número de dependentes (filhos). Não existe prazo de carência, bastando uma única contribuição à Previdência.

 
Como vai ficar: ACABARÁ O BENEFÍCIO VITALÍCIO PARA CÔNJUGES JOVENS (ATÉ 35 ANOS); a partir desta idade, a duração do benefício dependerá da expectativa de vida. O VALOR DA PENSÃO CAI PELA METADE (50%), mais 10% por dependente, até o limite de 100%.

Assim que o dependente completa a maioridade, a parte dele é cessada. Para ter acesso à pensão, é preciso que o segurado tenha contribuído para a Previdência Social por dois anos, pelo menos, com exceção dos casos de acidente no trabalho e doença profissional. Será exigido tempo mínimo de casamento ou união estável de dois anos.

O valor mínimo da pensão continua sendo de um salário-mínimo. AS MUDANÇAS VALERÃO TAMBÉM PARA OS SERVIDORES PÚBLICOS, QUE JÁ TEM PENSÃO LIMITADA A 70% DO VALOR DO BENEFÍCIO (QUE EXCEDE AO TETO DO INSS, DE R$ 4.390).

Enquanto isso...

As entidades abertas de previdência complementar (ligadas aos bancos) registraram até maio uma receita com a venda de planos privados de R$ 7,204 bilhões. Esse montante representa um aumento de 38,26% em relação ao mesmo período de 2003, quando as receitas de planos previdenciários totalizaram R$ 5,211 bilhões.

Origem.

sábado, 11 de agosto de 2012

Carta Maior[Saul Leblon]: Os sucateiros do Estado apoiam o funcionalismo?

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Os sucateiros do Estado apoiam o funcionalismo?

A greve de setores do funcionalismo público tem sido canibalizada com voragem por esferas do dispositivo midiático demotucano. Veículos e gargantas que se notabilizaram pelo aplauso esférico ao ciclo de privatizações promovido nos governos do PSDB, oferecendo à opinião pública um lubrificante ideológico ao desmonte do Estado, agora se esponjam no conflito entre as reivindicações dos grevistas e as respostas, inábeis, em certos casos, do governo.

Nesta sexta-feira, (10-08), o jornal Folha de São Paulo conseguiu desengavetar a palavra 'caos' para trazê-la de volta às manchetes e sapecar em letras garrafais na primeira página: ' Greve trava estradas e gera caos em Cumbica'. Isso para descrever uma operação padrão que atrasou vôos e gerou filas de caminhões em alfândegas. A soma de todos os engarrafamentos por certo equivale a um farelo do colapso permanente do trânsito em São Paulo, onde a competência tucana conseguiu o colosso de construir 1,5 km/ano de metrô em 17 anos no poder do Estado.

No sábado (11-08), o mesmo jornal que se notabilizou como sirene da retroescavadeira neoliberal tucana, carregou no tom desaforado e provocativo da chamada: 'Dilma diz a grevistas que tem outras prioridades'.

Disse mesmo?

Nas páginas internas, o ardiloso editor já se desmente e calça o exagero com outro título: 'Em meio a protesto, presidente diz querer serviço público de qualidade'. Na letra miúda do texto, lê-se o seguinte relato dos fatos: 'sem citar diretamente as greves a Presidenta disse que tem de olhar o que é mais importante no país (...) assegurar empregos para aquela parte da população que é a mais frágil, que não tem direito à estabilidade, que sofre porque pode e esteve, muitas vezes, desempregada'.

A Presidenta discursou por 12 minutos em Minas;foi vaiada por docentes, alunos e servidores de instituições federais de ensino, diz a Folha.Em seguida informa: eram 35.

A recomposição das carreiras, salários e efetivos no serviço público é uma prioridade da agenda progressista brasileira. Atacada por uma campanha implacável durante os dois primeiros governos do PT, ganhou margem de manobra ideológica com a crise da ordem neoliberal, que escancarou o risco suicida de se entregar a sociedade aos desígnios dos mercados, sem o contrapeso de um poder estatal eficiente e transparente.

Reduzir a despesa rentista com os juros, como tem feito o governo, é um passo importante para gerar folga orçamentária, capaz de beneficiar a educação, a saúde e a infraestrutura pública. Nada disso se fará sem uma atenção gêmea com carreiras, salários e efetivos qualificados, capazes de colocar planos e projetos de pé.

Não se trata de 'ideologismo estatizante'. O país vive uma situação kafkiana:'sobram' recursos públicos em algumas áreas sem que planos de investimentos consigam migrar das intenções para os canteiros de obras. Será difícil reordenar a macroeconomia brasileira sem novas empresas públicas que, a exemplo do que fazem os bancos estatais em seus segmentos, induzam o mercado a trabalhar pela sociedade.

A porta entreaberta pela desordem neoliberal exige ousadia. O mito da eficiência dos livres mercados trincou, mas terá que ser sepultado com instituições, recursos e desassombro. Ou o passado continuará a asfixiar o futuro, como se comprova na presente agonia da Europa sob o tacão ortodoxo.

Faltam recursos? A elite nativa que brada contra o 'impostômetro' ocupa o 4º degrau no pódium dos maiores sonegadores do planeta, com US$ 520 bilhões acantonados em paraísos fiscais.

O jornalismo que se engaja no apoio à greve dos servidores tem sido porta-voz militante da guerra contra 'a gastança estatal' desde 2003. Demonização e desqualificação do servidor constituem uma de suas armas preferidas. O objetivo é jogar a classe média contra tudo o que remete ao interesse público, atemorizando-a com o fantasma da 'derrama' arrecadatória, como se fosse possível pavimentar a convivência compartilhada sem solidariedade fiscal.

Foi assim, por exemplo, que se deformou o discernimento da sociedade para legitimar o corte de R$ 40 bilhões no orçamento da saúde pública brasileira com a extinção do CPMF, em 2007. Em seguida, a mídia isenta discorre sobre o 'caos' no atendimento público.

O mesmo se fez --e se faz-- contra os programas sociais nucleados em torno do Bolsa Família. Eles equivalem a apenas 0,47% do PIB e fornecem um piso de renda a 25% da população, expandindo o mercado interno em plena crise mundial. Mas a atenção prioritária do jornalismo é com os 'desvios' do programa pinçados com lupa.

O Instituto Teotônio Vilela, insuspeito think tank do PSDB, repõe em um texto recente a verdade dos fatos ao elencar os dados e a posição do conservadorismo sobre a questão do serviço público, hipocritamente dissimulada na cobertura da greve do funcionalismo: "Em 2010, o gasto da União com pessoal atingiu R$ 183,3 bilhões. Isso equivale a mais de R$ 500 milhões por dia. Em 2002, havia sido de R$ 75 bilhões, em valores correntes. O salto registrado ao longo do governo petista foi astronômico: em termos nominais, isto é, sem considerar a inflação, as despesas cresceram 144%. Em valores reais, o ganho do funcionalismo foi de 56%, ou seja, muito acima da elevação do custo de vida no período. Não há quem seja contra um Estado que preste melhores serviços à população.

Para tanto, é importante remunerar bem o servidor, motivá-lo e preservá-lo nas carreiras públicas. Mas a questão é saber se a sociedade está disposta a arcar com os custos desta política, uma vez que ao crescimento da folha sempre corresponde a cobrança de mais tributos".
(ITV- nCARTAS DE CONJUNTURA ITV – Nº 74 – ABRIL/2011). Origem.

sábado, 28 de julho de 2012

Carta Maior[Paulo Kliass]: Não à desoneração da Previdência!; mais Estadão

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Decisões permanentes em época de crise são perigosas e até mesmo nefastas. Vide a redução do IPI para os automóveis, o que foi feito sem contrapartida. Isentar a contribuição patronal ou se basear em faturamento em um país com altíssimos níveis de sonegação é implodir definitivamente a Previdência no longo prazo!

Não à desoneração da Previdência!

Ao mesmo tempo em que inicia a reforma previdenciária por temas polêmicos e sensíveis de despesa, o governo altera profundamente o mesmo sistema pelo lado da arrecadação. Mais uma vez, oferece todo o tipo de bondades aos representantes do capital e deixa a conta das maldades para ser paga - no futuro - por trabalhadores, aposentados e pensionistas.
É impressionante a capacidade do governo em atender rápida e prontamente aos pleitos do grande capital nacional e estrangeiro. Vira e mexe, entra na pauta da negociação política algum item novo ou mesmo requentado, fruto da ação dos lobistas das associações patronais. O objetivo, como sempre, é aumentar os ganhos nas operações das empresas e ampliar o volume da acumulação privada.

Nada contra que cada setor da sociedade se articule e saia a campo para defender seus interesses específicos e corporativos. No entanto, deveria caber aos responsáveis da administração pública a capacidade de filtrar e analisar com mais cautela esse tipo manjado de demanda. Afinal, imagina-se que o prioritário deva ser o atendimento às necessidades da maioria da população e não apenas ficar se rendendo às chantagens ou aos cantos de sereia dos poderosos.

Liberalismo empresarial: crítica ao Estado e pedido de recursos públicos.
O raciocínio é bastante simples, nesse caso. A grande maioria dos empresários deseja a redução de seus custos e a maximização de suas receitas. E ponto final. Pedem todo tipo de ajuda pública para seus empreendimentos, mas fazem cara feia na hora de pagar os tributos devidos em suas atividades. Tanto que há estimativas de que os valores da sonegação fiscal sejam também elevadíssimos em nossas terras. Tudo é realizado sob o manto técnico-profissional do chamado “planejamento tributário” – mero eufemismo para designar os mecanismos para encontrar as brechas que permitam pagar menos impostos. Porém, os representantes do capital estão sempre na fila do BNDES para solicitar empréstimos a juros subsidiados, pressionam para obter benesses tributárias em seu ramo de atividade e gritam por todos os cantos seus lamentos a respeito do famoso “custo Brasil”.

Ora, não há dúvida de que a nossa formação social apresenta heranças históricas e outras características específicas que contribuem para torná-la menos eficiente do que poderia. Os exemplos são inúmeros: o verdadeiro cipoal de tributos existentes entre os 3 níveis da federação (União, Estados e Municípios), o grau excessivo de “cartorialismo” e “regulamentacionismo casuístico”, a tendência do poder público a apresentar empecilhos e dificuldades à ação dos indivíduos e das empresas, entre outros. No entanto, a solução passa por aperfeiçoar esses procedimentos institucionais, tornando-os cada vez mais justos e republicanos. É importante reduzir a regressividade de nossa estrutura tributária, onde os que têm menos renda e menos patrimônio pagam, proporcionalmente, muito mais impostos do que as camadas do alto da pirâmide social. É fundamental melhorar o gasto público e tornar a ação do Estado mais eficiente, de maneira que a gestão pública ofereça serviços de qualidade para a maioria da população. E não apenas ficar papagaiando o discurso pseudo-liberal a respeito da diminuição do tamanho do Estado e da tão propalada redução da carga tributária.

“Custo Brasil” e o salário mínimo: discurso e realidade
A antiga cantilena sobre o suposto elevado patamar dos encargos trabalhistas no Brasil é outro assunto que sobrevoa, de forma permanente, a agenda política. Apareceu uma brecha, alguma autoridade governamental abre o espaço e dá-lhe uma avalanche de artigos, reuniões e seminários sobre o tema. O discurso é monotônico: nosso País estaria a perder competitividade em função desses custos, associados à remuneração da força de trabalho. O curioso é que nas épocas em que a proposta de “flexibilização das regras trabalhistas” era hegemônica, felizmente pouco se conseguiu avançar. Houve muita resistência e as sugestões de acabar com salário mínimo, décimo terceiro salário, Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), alterações estruturais na Previdência Social, remuneração de hora extra, semana de 40 horas e outros direitos não conseguiram avançar muito.

O exemplo mais cristalino da falácia dessa forma viesada de analisar a dinâmica sócio-econômica é o caso do próprio salário mínimo. Está muito presente na memória coletiva a enorme resistência dos empresários e dos governantes em aceitar um pacto social que incorporasse a melhoria das condições de vida de nosso povo e da distribuição de renda via recuperação do valor real do salário mínimo. Não obstante os cálculos do DIEESE demonstrarem quão longe estamos do que valor correto dessa remuneração (em junho seria de R$ 2.383), uma antiga proposta do deputado federal e depois senador Paulo Paim (PT/RS) era alvo de chacota e de ataques políticos. Imaginem a ousadia! Propor que o salário mínimo em nosso País atingisse o equivalente a US$ 100. Que absurdo! Isso iria quebrar o Brasil! Uma verdadeira irresponsabilidade de sindicalista fora de órbita! E por aí seguiam as acusações iradas.

Pois os anos se passaram e aos poucos a política de revalorização do salário mínimo e a melhoria das condições macroeconômicas (auxiliada também pela valorização da taxa de câmbio) fizeram com que o salário mínimo de R$ 622 seja equivalente, hoje em dia, a mais de US$ 300. E nenhuma daquelas previsões catastrofistas se confirmaram. Muito pelo contrário, aliás. O salário mínimo aumentou bastante de valor. E o capital está belo e contente, faturando como há muito não fazia, em razão da ampliação do mercado interno consumidor. Mas se dependesse daquela abordagem liberalóide da flexibilização e da redução dos custos associados ao trabalho, hoje deveríamos estar com salários no patamar dos chineses. De acordo com esse raciocínio perverso e reducionista - aí, sim! – então seríamos uma sociedade economicamente eficiente e competitiva. Uma loucura!

Desoneração da folha: perigo para a Previdência
Pois agora, a bola da vez é a desoneração da folha de pagamento. Os empresários sempre resistiram a que o correspondente a 20% do total de salários fossem recolhidos como a cota patronal para o Regime Geral da Previdência Social (RGPS). Na outra ponta, os trabalhadores recolhem 11%. Esse é o modelo que vigora há décadas e que sustenta, apesar de todos os problemas, nosso sistema previdenciário público e universal. É óbvio que são necessários ajustes, pois as dinâmicas econômica e demográfica provocam transformações em nossa estrutura social que devem ser objeto de adequação. Mas a proposta dos representantes patronais sempre foi mais radical: desvincular – de forma definitiva - a obrigatoriedade da contribuição do custo salarial. Há mesmo até quem defenda o caminho da trágica trapalhada em que se meteram o Chile e a Argentina, que chegaram a privatizar os respectivos sistemas de previdência, na toada da onda neoliberal. E depois se arrependeram da bobagem e tentam voltar ao modelo público de seguridade.

Por aqui, infelizmente o governo acabou cedendo a esse tipo de pressão e se submeteu a uma espécie de “experiência de laboratório”. Como se um modelo de elevada sensibilidade social e de efeitos a se fazerem sentir de geração em geração pudesse ser tratado dessa forma leviana e irresponsável, quase na base da tentativa e erro. O fato é que um conjunto expressivo de setores não está pagando mais a contribuição previdenciária da forma acima descrita. Passaram a recolher uma alíquota variável (entre 0,5% e 2%) sobre o faturamento das empresas e o próprio governo reconhecia, em abril passado, que tal medida iria implicar um custo anual extraordinário de R$ 7,2 bi ao Tesouro Nacional. Ou seja, apesar de não haver recursos para todas as demandas de natureza social, mais uma vez se evidencia que sempre sobram verbas para sair em socorro do grande capital.

A generalização da experiência setorial
Pouca gente se deu conta, mas já existem 15 ramos importantes de nossa indústria que estão operando com esse modelo, digamos, experimental. É o caso dos têxteis, móveis, plásticos, material elétrico, autopeças, ônibus, naval, aéreo, bens de capital mecânico, hotéis, fábricas de chips eletrônicos, confecções, couro e calçados, tecnologia de informação e “call center”. A mudança foi totalmente arbitrária e revelou-se um verdadeiro salto no escuro. Afinal, se não ocorrer perda para o regime da Previdência Social, isso significa que as empresas estariam recolhendo o mesmo montante que antes. Ou seja, trocam-se seis por meia dúzia. Mas o risco maior é que o valor total arrecadado sobre o faturamento não seja suficiente para cobrir as despesas do RGPS. E aí, quem vai cobrir esse buraco? Como sempre, os assalariados, os aposentados e o Tesouro Nacional.

As contas do governo continuam completamente obscuras nesse quesito e ninguém sabe ao certo se esse novo modelo de base arrecadadora se sustentará no médio e no longo prazos. E o problema é que o processo de extensão foi acelerado. Aquilo que inicialmente foi lançado apenas como uma experiência, agora - apenas 3 meses depois! - já se apresenta como uma solução supostamente definitiva. No começo de julho, em reunião com a nata do capital na sede da FIESP e com o Grupo de Líderes Empresariais (LIDE), o Ministro Mantega não poderia ter sido mais claro: “Qualquer setor que estiver interessado na desoneração da folha, representado por sua entidade, deve entrar em contato conosco.” E ainda saiu-se com a pérola: “Temos de reduzir o custo da mão-de-obra”.

Previdência equilibrada e os riscos para o futuro
Ocorre que os próprios dados do Ministério da Previdência demonstram que o RGPS está razoavelmente equilibrado. Em 12 meses, o sistema arrecada R$ 257 bi, entre trabalhadores urbanos (R$ 251 bi) e rurais (R$ 6 bi). Pelo lado das despesas, a estrutura contabiliza um gasto total de R$ 292 bi. Tal fato decorre da decisão da Assembléia Constituinte de 1988 de reconhecer a enorme injustiça para com os trabalhadores do campo, até então excluídos do regime. Assim, essa importante parcela da população passou a ser integrante do RGPS e com direito a usufruir de seus benefícios. Com isso, há uma geração que recebe aposentadorias e pensões de apenas 1 salário mínimo, mas sem nunca ter contribuído ao longo de sua vida de trabalho. São quase 9 milhões de pessoas espalhados por todo o País, incorporados minimamente à condição básica de cidadania. Contribuem para o mercado interno e não podem ser responsabilizados pelo discurso demagógico de “excessos de gastos da União”.

Assim, vê-se que isso não tem nada a ver com problemas de ineficiência da Previdência Social. Foi uma decisão importante do País adotada à época e os recursos devem ser contabilizados à conta do Tesouro Nacional. Na verdade, as manchetes garrafais estampando o falso “déficit da previdência social” servem apenas para desacreditar de forma criminosa o modelo. Caso sejam incorporados ainda os valores não pagos por segmentos beneficiados e instituições filantrópicas – além das dívidas judiciais não pagas – o sistema vai muito bem, obrigado. Tanto que o subgrupo dos trabalhadores urbanos é superavitário: arrecada mais do que gasta com benefícios.

O risco da via adotada pelo governo na desoneração da folha é o da política do fato consumado. Se os empresários estiverem satisfeitos com o novo modelo, será difícil realizar uma volta atrás, caso o novo modelo de contribuição se revele incapaz de dar conta de suas destinações para o RGPS. Ao mesmo tempo em que inicia a reforma previdenciária por temas polêmicos e sensíveis de despesa (fator previdenciário, tempo de contribuição, idade mínima, etc), o governo altera profundamente o mesmo sistema pelo lado da arrecadação – as receitas. Mais uma vez, oferece todo o tipo de bondades aos representantes do capital e deixa a conta das maldades para ser paga - no futuro - por trabalhadores, aposentados e pensionistas. Origem.

Paulo Kliass é Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental, carreira do governo federal e doutor em Economia pela Universidade de Paris 10.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

FENAFISCO[Antônio Augusto de Queiroz(DIAP)]: Previdência complementar do servidor em perguntas e respostas

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Previdência complementar do servidor em perguntas e respostas

Em 28/05/2012
Com o propósito de esclarecer algumas dúvidas a respeito da Previdência Complementar do servidor público, instituída em nosso ordenamento jurídico por intermédio da Lei 12.618, de 30 de abril de 2012, apresentamos alguns esclarecimentos sobre esta nova modalidade de previdência para os detentores de cargos efetivos na União.
A matéria, mesmo de caráter facultativo ou opcional, é muito complexa. Poderão aderir ao novo regime tanto os servidores entrantes no serviço público a partir do início de funcionamento da entidade ou do fundo de pensão quanto os atuais, entendendo-se como tais todos que estejam em exercício e os que vierem a ingressar no serviço público até o dia anterior à instituição do fundo de pensão dos servidores, previsto para acontecer até 180 dias contados a partir de 30 de abril de 2012, data da publicação da Lei 12.618.
Para se ter uma ideia da complexidade do tema, basta dizer que somente para os atuais servidores, conforme definido no parágrafo anterior, existem quatro possibilidades de aposentadoria pelas regras atuais, que precisam ser consideradas antes de qualquer decisão sobre a adesão ou não à previdência complementar.
Este texto, elaborado sob a forma de perguntas e respostas, portanto, destina-se a responder as principais dúvidas dos servidores públicos sobre o novo regime previdenciário. Estes esclarecimentos, em nossa avaliação, podem contribuir para preencher uma importante lacuna nesse momento de apreensão e até angústia dos servidores públicos em relação ao futuro de suas aposentadorias.
1. Como é estruturado o Sistema Brasileiro de Previdência e onde entra a previdência complementar?
O Sistema Brasileiro de Previdência é formado por um tripé com três regimes previdenciários: 1) o Regime Geral, a cargo do INSS, 2) o Regime Próprio dos servidores, de responsabilidade do Tesouro, e 3) o Regime Complementar.  O Regime Geral de Previdência Social (RGPS), a cargo do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS), é público e de caráter obrigatório para todos os trabalhadores do setor privado e servidores públicos contratados pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). De amplitude nacional e caráter contributivo, possui teto de contribuição e de benefício, atualmente de R$ 3.916,20 (abril de 2012). Seu regime financeiro é de repartição simples e faz parte do sistema de Seguridade Social, que também custeia as despesas com Saúde e Assistência Social. Os regimes próprios dos servidores públicos, de responsabilidade dos respectivos Tesouros (União, Estados e Municípios), são públicos e de caráter obrigatório para os detentores de cargo efetivo, no caso dos servidores civis, e para os servidores militares, no caso das Forças Armadas. Os planos ofertados são de benefício definido e, para os servidores civis, no caso da União, passarão a ter teto de contribuição e de benefício a partir da instituição do fundo de pensão (Funpresp), que será igual ao do RGPS administrado pelo INSS. Faz parte do orçamento fiscal e o regime financeiro é de repartição simples.  O Regime de Previdência Complementar é privado, possui caráter facultativo (voluntário), se organiza sob a forma de entidade aberta (bancos e seguradoras) e entidade fechada (fundo de pensão). É autônomo em relação à Previdência Social oficial e se baseia na constituição de reservas (poupança). Seu regime financeiro, portanto, é o de capitalização.  A Lei 12.618 autoriza a criação de três fundos de pensão ou três entidades fechadas de previdência complementar para administrar o plano de benefício: 1) a Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal do Poder Executivo (Funpresp.Exe), para os servidores do Poder Executivo; 2) a Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal do Poder Legislativo (Funpresp. Leg), para os servidores do Poder Legislativo e servidores e membros do Tribunal de Contas da União; e 3) a Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal do Poder Judiciário (Funpresp.Jud), para servidores e membros do Poder Judiciário. Continue lendo!

quinta-feira, 3 de maio de 2012

REFAZENDA2010-blog: Notícias da Hora 02:08 quinta 03/05/2012

"...nas emergências de hospitais particulares."
Agência Brasil: Câmara aprova projeto que criminaliza exigência de cheque caução em hospital privado

Após quase 30 anos...
Agência Brasil: Supremo anula títulos de fazendeiros em terra indígena na Bahia

"...para auxiliar na elucidação de crimes violentos..." Isso vai dar a maior polêmica!
Agência Brasil: Câmara aprova criação de banco de DNA e matéria segue à sanção presidencial


Há anos, mensalmente ouve-se a eterna e mentirosa ladainha, que vem do governo(tem gente lá oriunda ainda do tempo do bhc): houve mais um déficit... A questão da Previdência Rural, justa é necessária, é um problema atuarial que deveria ser do tesouro e não da Previdência. Todos sabem disto, mas os cínicos e privatistas insistem na falácia e os jornalistas da velha e podre mídia repetem ad nauseam! E mais, é sempre bom lembrar que a Seguridade Social é bem maior que a Previdência Social!
Agência Brasil: Previdência urbana registrou em março o melhor superávit da história


Enriquecerá os gestores, ajudará os governos, e os funcionários? Quem se importa?...
Agência Brasil: Previdência Social vai criar grupo de trabalho para definir funcionamento da Funpresp

sexta-feira, 6 de abril de 2012

REFAZENDA2010-blog: Notícias da Hora 21:15 sexta 06/04/2012

O candidato do Partido Socialista, François Hollande
Tomara que o quadro realmente mude!(França)
Correio do Brasil: Segundo pesquisa, Hollande sobe e se reaproxima de Sarkozy


Apenas uma aposta. Mas com certeza os gestores dos megafundos lucrarão e muito! Como diz um economista americano: No longo prazo estaremos todos mortos. Talvez seu dim-dim também!(alguns posts relacionados)
Agência Brasil: Com desconto no IR, aposentadorias pela Funpresp podem ser maiores que salários na ativa

Perillo é alvo de investigação da Polícia Federal. CB
Aqui em Minas foi censura e cooptação com os donos da mídia.(MG - principal post relacionado)(GO - Cachoeira)
Correio do Brasil: Perillo contrata hackers para bloquear oposição nas redes sociais, denunciam ativistas

Acredito tanto quanto na Reforma Tributária...
Folha: Após acordo, governo votará unificação da cobrança de ICMS nos Estados

Só no primeiro trimestre deste ano, o número de moradores de rua assassinatos chegou a 170 CB
Tem alguns filhos de abastados que não suportam os pobres e os índios. Simplesmente matam. Outros não suportam os homoafetivos. Atacam e por vezes, matam. O resultado, todos sabem, impunidade!(post relacionado)
Correio do Brasil: Entidade denuncia extermínio de moradores de rua no país

sexta-feira, 2 de março de 2012

Redação do REFAZENDA-blog, Blog do Pedro Porfírio: O descaminho para um Estado nanico num país onde soberania já é palavrão

O amigo da REFAZENDA2010, o jornalista cearense e radicado no Rio desde a adolescência, Pedro Porfírio, continua insuperável em sua pena. Desmascara as tramóias e maracutaias que dominam os governos mundiais em quase sua totalidade. A prevalência dos bancos sobre os governos covardes e comprometidos só aumenta.

Ontem(01/03) publicamos notícia da Agência Brasil em que diz que o parlamento grego aprovou a redução dos gastos com a saúde. Naturalmente, exigência perversa dos credores.

Portanto o neoliberalismo não arrefeceu, como quer parecer alguns autores. Pelo contrário, o que vemos atualmente, é o acirramento do predomínio do sistema financeiro internacional. Grécia, Portugal, Espanha, EUA(tem gente comendo rato lá!...) e sabe-se lá quantos países mais.

No Brasil não é diferente. Fórmulas maquiavélicas são inventadas e implementadas todos os dias.

As populações anestesiadas pela explosão do consumo - justa, boa e necessária - não percebem os ataques ao serviço público. Podem achar até interessante, esses marajás cheios de benefícios, pensam elas. Naturalmente, esse raciocínio fora incutido nelas pela velha mídia, assecla do sistema financeiro.

O prejuízo em médio e longo prazos está por vir. Foi assim com a saúde, foi assim com escola pública e poderá ser assim com a previdência privada, ou você aposta suas fichas em um investimento de horizonte de 30-45 anos?!

Infelizmente, no Brasil, os partidos estão fazendo pouca diferença...(posts relacionados)

quinta-feira, 1 de março de 2012

O descaminho para um Estado nanico num país onde soberania já é palavrão

A impressão que passam é a de que a salvação da lavoura  está na imolação dos servidores públicos

“Ninguém quer o bem público que não está de acordo com o seu”.
Jean-Jacques Rousseau, escritor e filósofo (1712-1778)


No Hospital Cardoso Fontes, em Jacarepaguá, médicos e funcionários mobilizam a comunidade para exigir contratação de concursados e condições de bom atendimento a um bairro com mais de 200 mil habitantes. Esses servidores dedicados  a mídia não mostra. Do blog do Pedro Porfírio.
    O pretexto para aprovar a limitação das aposentadorias dos servidores públicos e descarregá-los num fundo de direito privado é falso e reflete uma adesão imprudente a um modelo envergonhado de privatização do Estado, segundo uma escalada urdida no bojo do projeto de globalização e desmanche das fronteiras nacionais sob a égide do Banco Mundial.

    Pode não parecer à primeira vista, mas essas mudanças no âmbito previdenciário, entrelaçadas com a Emenda Constitucional que suprimiu o regime jurídico único e a estabilidade, estão criando um novo tipo de servidor público, o empregado temporário, vulnerável aos leilões eventuais do “mercado”.

    Em miúdos, desfiguram a personalidade natural do servidor público e transformam o Estado numa espécie de patrão desnaturado, forjando uma pálida relação sem mística e sem compromissos mútuos, com a desvantagem da alternância política de comandos.


Dizer que toda essa metamorfose administrativa só alcança os novos concursados é temerário. Neste momento, mudanças anteriores estão atingindo desfavoravelmente servidores antigos, cuja contagem do tempo de serviço e os limites de idade estão sendo afetados por outras variáveis, que prevêem “pedágios” com mais tempo na ativa do que os decorrentes das normas previstas. Continue lendo.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Agência Câmara de Notícias: Câmara aprova previdência complementar do servidor, mas ainda votará destaques

O rolo compressor do sistema financeiro está se aproximando e você irá deixar?
Observem o placar! (posts relacionados)

Deputados aprovaram regime que está previsto na Constituição desde a Reforma da Previdência de 1998. Foto: Luiz Alves Ag. Câmara de Notícias
28/02/2012 22:25
Câmara aprova previdência complementar do servidor, mas ainda votará destaques

Projeto aprovado pelo Plenário cria três fundações de previdência complementar do servidor público federal (Funpresp); acordo de líderes transferiu para esta quarta-feira a votação dos destaques ao texto, que deixou tanto os partidos da base aliada quanto os da oposição divididos.

O Plenário aprovou, nesta terça-feira, o Projeto de Lei 1992/07, do Executivo, que institui a previdência complementar para os servidores civis da União e aplica o limite de aposentadoria do INSS para os admitidos após o início de funcionamento do novo regime. Um acordo entre as lideranças deixou para esta quarta-feira (29) a análise dos destaques apresentados ao texto.

Por esse novo regime, a aposentadoria complementar será oferecida apenas na modalidade de contribuição definida, na qual o participante sabe quanto pagará mensalmente, mas o benefício a receber na aposentadoria dependerá do quanto conseguir acumular e dos retornos das aplicações.
O texto permite a criação de três fundações de previdência complementar do servidor público federal (Funpresp) para executar os planos de benefícios: uma para o Legislativo e o Tribunal de Contas da União (TCU), uma para o Executivo e outra para o Judiciário.

A matéria, aprovada por 318 votos a 134 e 2 abstenções, resultou de uma emenda assinada pelos relatores da Comissão de Seguridade Social e Família, deputado Rogério Carvalho (PT-SE), e de Finanças e Tributação, deputado Ricardo Berzoini (PT-SP). O texto também teve o apoio dos relatores na Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público, deputado Silvio Costa (PTB-PE), e na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, o deputado Chico D’Angelo (PT-RJ). Continue lendo.