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quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

JT Palhares: Crônica do último dia de abastecimento

JT Palhares nos brinda novamente com um artigo mortal! Desmistificador e autoexplicativo. Vale lembrar que Minas não votou no rio45!

Sobre o desgoverno que se finda, veja mais aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui!

Tem muito mais, mas não localizamos. Escusas!

O Editor!

Crônica do último dia de abastecimento

 
 
 
Imagine uma cidade com 12 milhões de habitantes, motor financeiro do país, sem água. Você abre a torneira e não sai uma gota de água pra beber ou pra fazer a barba.

Nessa selva de aço engarrafado, somente um mutante imberbe, sangue de lagartixa, resistente ao aquecimento global e dotado da capacidade genética de se hidratar bebendo petróleo no canudinho teria condições de sobrevivência.

Mundo cruel, renda concentrada, recursos escassos, os pobres são esterilizados no ventre da genitora. As mulheres disponíveis para procriação desfilam uma vez por ano no salão do automóvel. Que tipo de homem estaria interessado em perpetuar a espécie com uma fêmea que se expõe como acessório de carro de luxo?

Deus, o homem ou o diabo. Quem entornará o último copo, antes que este mundo vá para o saco?

Seja quem for, a biografia de Geraldo Alckmin, a ser publicada em dois volumes, ficará para sempre enlameada pelo Volume Morto da Cantareira.

Verão de 2014; o paulista aguarda o embarque do amigo nordestino, este de volta para Campina Grande, depois de 12 anos trabalhando em uma metalúrgica. A rodoviária do Tietê lotada. Os dois amigos, sentados na mesa de um bar, espremidos entre engradados de cerveja, tristes figuras em quadro de Edward Hopper. No centro da mesa, apenas um copo vazio, copo talvez esquecido pela garçonete, ou simplesmente à espera de uma garrafa de água. O nordestino a rolar o copo em cima do forro encardido; o outro, olhos no teto, buscava palavras para convencer o amigo a não voltar para o dilúvio do sertão. Diante da cena, com a vênia de Nelson Rodrigues, a frase me veio à mente como pedrada de granizo na cabeça: não existe solidão maior do que a de um nordestino acompanhado de um paulista na rodoviária.

Da gestão enxuta de São Paulo para o Museu do Choque de Gestão, a História da Administração Pública em Minas Gerais será contada em dois momentos: antes e depois do Choque de Gestão (a.CG, d.CG).

Para completar o quadro de 17 mil servidores necessários ao funcionamento da Cidade Administrativa, inaugurada em fevereiro de 2010, o tucanato mineiro viu-se obrigado a “comissionar” três em cada cinco servidores nas principais secretarias de governo.

Antes do Choque de Gestão, por exemplo, o consumo de combustível da frota da Secretaria de Fazenda era controlado da seguinte forma: todo último dia útil do mês, o fiscal que acumulasse a função de motorista, ou seja, aquele que estivesse na posse da chave do carro no último dia útil do mês, era obrigado a abastecer o veículo oficial.

Como assim?

— É para estabelecer a média de consumo do mês — respondia a Supervisora.

E todos repetiam a mesma cantiga, como se a Matemática não fosse uma ciência exata, mas a ciência do meio termo. Antes de 2003, para se calcular a média do consumo de combustível no mês era imprescindível a realização de dois abastecimentos: um no último dia do mês anterior e outro no último dia do mês subsequente.

A ignorância é um dom distribuído democraticamente. Como éramos auditores e sabíamos fazer conta na calculadora, se fosse o último dia útil do mês, só nos restava pegar a chave do veículo oficial e ir abastecê-lo, antes de cumprir a missão de fiscalizar o contribuinte nos moldes do artigo 196 do CTN.

Lembro-me de uma ocasião em que três auditores estavam de saída, apressados para realizar busca e apreensão de documentos. A viatura fiscal, um Fiat Uno modelo 1989, havia sido abastecida na tarde do dia anterior. Mas aquele era o fatídico dia de abastecimento. A funcionária do setor passou de sala em sala, balançando uma cópia da Resolução:

— Não se esqueçam! Hoje o veículo tem que ser abastecido até as 11h00!

— Mas o tanque está cheio!

— Não importa, coloque nem que seja R$ 1,00 de gasolina, pra fecharmos o relatório. Senão a DAC nos mata! — DAC era a sigla da poderosa Divisão Administrativa e Contábil, subordinada à Superintendência Regional.

Instalou-se o dilema: cumprimos a missão ou abastecemos o veículo?

Cumpriu-se a busca e apreensão. E os fiscais ainda conseguiram abastecer o veículo oficial antes das 11h00.  Como sempre, a operação fiscal foi um sucesso.

Com o advento do Choque de Gestão, toda vez que o Auditor Fiscal tivesse necessidade de fazer diligência utilizando o veículo oficial, e se a diligência envolvesse o pagamento de diária, instalava-se uma Comissão, composta pelo Superintendente, Coordenador Regional, Delegado Fiscal e Coordenador de Fiscalização.

Normalmente, depois de programada, registrada, e desde que fornecidas explicações necessárias, a diligência demorava apenas três dias para ser aprovada.

Graças ao Choque de Gestão, a racionalidade vicejou nas Alterosas. Medidas rigorosas foram adotadas para se controlar o custeio da máquina, e os resultados vieram a galope. Com os ajustes promovidos pelos tucanos a partir de 2003, já em setembro de 2014 Minas devia apenas R$ 79,7 bilhões — 11 pontos abaixo do limite de endividamento permitido pela Lei de Responsabilidade Fiscal, que é de 200% da receita total.

Trata-se de dívida equacionável, desde que o próximo governo economize durante um ano e meio toda a receita (incluindo receitas próprias, operações de crédito e transferências), sem gastar um centavo.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Artigo: JT Palhares: Sete Narizes

Sete narizes

 nariz

   Algo cheirava mal no Reino de Araque. Após disputa entre o Príncipe e os cidadãos por questões de planejamento urbano, diante da falta de transparência visando acobertar o tráfico de informações privilegiadas na compra e venda de lotes na Colina da Gola Verde, extensa área de terra desapropriada para construção do novo Palácio da Administração, o escultor, poeta e filósofo R.B. Furtado espalhou moldes de seu próprio nariz pelos muros e paredes da cidade. Aquele que encontrasse os sete narizes, reza a lenda, seria agraciado com riqueza financeira. Eu os encontrei, mas isso seria a minha ruína. 


Naquele tempo de abutres atropelados por aeronave fantasma, ovelhas azuis lambiam as últimas gotas barrentas da Cantareira, enquanto Pinto, o pequeno, atolado em dívidas, ciscava no terreiro da fazenda em busca de grana.

Ainda era de madrugada, quando Al Arak, furioso por ter sido acordado uma hora antes do meio-dia, emitiu correio telegráfico: “Demita os faxineiros, crie mais cinco mil cargos e dobre o salário dos comissionados”.

E assim foi feito. Talvez por desejo de imitar Calígula, dizem, nessa mesma época o Príncipe dos Nababos nomeou um jegue para a Superintendência de Pesos e Tarefas. Ninguém entendia nada do que ele falava, mas o quadrúpede recebia 35 mil pratas por mês para abrir e fechar palestras.

A título de esclarecimento, cinco anos antes do tempo em que escrevo, o Príncipe de Araque, preocupado com a situação falimentar do Reino, mandara erguer um novo Palácio de dois bilhões de dracmas sem consultar o povo ignorante, que decerto preferiria desperdiçar o dinheiro dos tributos em saúde e educação — problemas habilmente contornados pelo governante quintuplicando-se os gastos com publicidade, obtendo assim o mágico resultado de fazer com que os súditos habitassem o mundo feliz da propaganda.

Pagar em dia os juros da dívida, zerar o déficit que não parava de crescer — isso é obrigação de todo governante, basta torturar os números que o superávit logo aparece.

Preciso fazer com que os jornais publiquem somente o que me favoreça — decidiu-se Arak.



Ninguém melhor para executar engenhosa tarefa, senão Kassandra, a Mandachuva da Imprensa. A feiosa não perdeu tempo: paparicou com generosas verbas os jornais amigos, e mandou prender, empastelar, amordaçar e arrebentar a mídia oposicionista, bloqueando acesso aos sítios pagãos onde os desafetos se reuniam para entoar cânticos contra o governo do irmão.

Aproximava-se o dia da eleição do homem mais bonito do Reino. Oportunidade única para desmascarar o tirano, sempre ocupado com a aparência. Durante uma festa pantagruélica, auxiliado por um garçom amigo, infiltrei-me no Castelo de Taras. Durante a madrugada, escondi-me no quarto do soberano.

Por volta de treze horas o príncipe deixou o banho e entrou no quarto. Havia ali um grande espelho. Agradava-lhe a imagem refletida: olhos negros, cabelos castanhos e revoltos, a pele rejuvenescida por aplicações de botox, no rosto nenhuma ruga de preocupação.

— Espelho cristalino, diga-me, o que devo fazer para derrotar aquelas duas feiosas? — perguntou para si mesmo, referindo-se às adversárias, Bulgra Karloff e Lagartixa Verde, cada uma com seus poderes e feitiçarias: a primeira, dona de varinha mágica, capaz de mover montanhas de grana; a outra, lagartixa da floresta, quando confrontada exalava uma cortina de fumaça verde, inebriando ateus e crentes.

Espremido entre roupas e caixas de sapato, eu não possuía visão completa do aposento. Estando de cócoras, levantei-me com cautela, afastando um pouco a cortina, e só então pude reparar melhor: o príncipe estava sem o nariz!

Abaixo dos olhos, no ponto da face onde se dividia o septo nasal, dois buracos esbranquiçados, e nada de nariz! Incrédulo, continuei atento. Nem se eu quisesse conseguiria fechar meus olhos para o fato: o príncipe Al Arak era um ser biônico.

Se vocês estão lendo este relato é porque estou morto ou apodrecendo nas masmorras do Castelo. Como jornalista, de que me valeria descobrir que o Rei está nu se eu não pudesse contar para ninguém? O que vou lhes revelar é segredo de Estado: todas as noites, ao retornar da balada, o Príncipe tirava o nariz antes de ir para a cama.

Ao contrário de Kovaliov, cidadão russo que perdera o nariz nas ruas de São Petersburgo, Arak não entrou em desespero. O extraordinário, no entanto, ainda estava por acontecer.

Foi então que eu vi, com os olhos quase saltando das órbitas, o momento em que o Príncipe acionou um mecanismo por detrás do espelho. Ouviu-se um estalido. A superfície do espelho deslizou para a direita, revelando uma coleção de narizes, um para cada dia da semana!

— Que dia é hoje? Oh, mas que cabeça, ontem eu fui ao baile de Máscaras na Casa da Turca…

Sanada a dúvida mundana, o Príncipe extraiu o objeto adiposo do cabide onde se lia “quarta-feira”. Examinou o nariz, removendo uma película protetora. Olhos fixos no espelho, com dois movimentos precisos, direita, esquerda, Al Arak encaixou a cartilagem artificial no centro da face. Depois, com a boca fechada, aspirou profundamente o ar pelas narinas, soltando do mesmo modo, e com toda força, o ar nos pulmões acumulado. O nariz funcionava perfeitamente.

— Espelho cristalino, responda-me uma pergunta somente: se sou o mais belo e inteligente, por que lhe parece impossível que eu seja eleito presidente?

Ato contínuo, como se estivesse a ensaiar discurso para a campanha do homem mais bonito do reino, Al Arak treinou sua retórica, enchendo o recinto com dúzias de clichês políticos…

Nota: esta é uma obra de ficção, a semelhança com o nariz de qualquer pessoa de carne e osso é mera coincidência.

JT Palhares em 12/09/2014, enviado nesta data.

Do mesmo autor: A MALDIÇÃO DE AÉCIO 

Premonição em 12 de janeiro de 2012!

Acertará???!!!! 

JT Palhares é um antigo articulista da REFAZENDA2010. Está voltando agora com o seu brilhantismo habitual!


A MALDIÇÃO DE AÉCIO

A presidência caiu no colo de Tancredo por obra e graça dos militares, como efeito retardado da segunda bomba que não explodiu no Rio Centro. Devido ao seu perfil conciliador, Tancredo era o político ideal para que os milicos garantissem o controle da situação, durante a transição de uma Ditadura Envergonhada para uma Ditadura Consentida. Conciliação era a palavra chave. A mesma conciliação que garantiria a impunidade dos militares brasileiros, os únicos da América Latina a serem anistiados pelo Supremo Tribunal Federal por crimes imprescritíveis contra a Humanidade. Consenso é o pavor do que não se expressa, já dizia Derrida.

Essa conversa de conciliação, aliada ao papo de ser a presidência um destino e não uma escolha, marcou o espírito de Aécio como uma martelada na cabeça. 
Naquele momento crucial, "DIRETAS JÁ!", passeatas, comícios com a presença de grandes cantores da MPB, Tancredo representou de forma excepcional o papel de Lavador de Almas, “o escolhido", o homem disposto a subir no cadafalso do Colégio Eleitoral em prol do povo brasileiro.

A emoção estava no ar, vinte e quatro horas. Os especialistas em manipular massas sabem que a emoção é uma droga, que se bem administrada alastra-se como vício, gerando no usuário o desejo de reviver os momentos trágicos ou mágicos, a depender do desfecho da picada. De uma forma ou de outra, a âncora da emoção sempre deixa sua marca irrevogável na mente do cliente.

O desfecho da transição democrática vocês já conhecem: trinta e oito dias de agonia, tudo filmado e refilmado à exaustão, Tancredo sendo exibido como um boneco sem fala pelos médicos do Hospital de Base de Brasília em foto tirada no dia 25 de março de 1985, até a comoção causada pelo anúncio da morte e o sepultamento do corpo do Presidente em São João Del Rey.
A morte do avô carimbou profundamente o destino político de Aécio, que passou a se enxergar sempre pela ótica de Tancredo: "o melhor presidente que o Brasil nunca teve”. Desde então, Aécio está condenado a repetir o destino manifesto de Tancredo: continuar sendo o que sempre foi sem nunca chegar a ser o que poderia ter sido. Confuso, não?

Nem tanto, foi mais ou menos essa a resposta que Aécio deu ao jornalista Josias de Souza: “tenho dificuldade de entender as surpresas ou frustrações que alguém possa ter com o fato de eu continuar sendo o que sempre fui e fazer o que sempre fiz na minha vida pública”.

Ou seja, Aécio quer continuar fazendo o que sempre fez: (insira aqui a palavra que exprime a relevância de Aécio para a renovação política brasileira).

Basta que Aécio mantenha o seu nome nas bocas, frequente as passarelas, fuja do debate, não entre em polêmicas, e no momento propício, ao contrário da onda que se quebra na areia, Aécio continuará sendo de novo do jeito que sempre foi um dia. Ficou mais confuso? Paciência, a História dá voltas em espiral, o mesmo aconteceu com Tancredo, político dotado de uma habilidade incrível para se colocar sempre no lugar certo nas horas mais incertas.

Repetindo, pra frisar bem, Aécio não se livrou da maldição do avô, maldição que consiste em ser o que se é sem nunca chegar a ser o que poderá ter sido. Daí a importância da morte. Aliada secreta, a morte com sua foice é o ponto de irrigação política do nome de Aécio, figura responsável por manter acesa a chama de uma candidatura à presidência cada vez mais distante.

Dia desses o Jornal Estado de Minas soltou uma nota falando que Aécio poderá se candidatar ao Governo de Minas em 2014.

Já dizia Lulu Santos, “não adianta fugir, nem mentir pra si mesmo”. Pois então, Aécio, para se encontrar com seu destino, viabilizando-se como candidato a Presidente, depende da morte de terceiros. Não apenas da morte biológica, mas também da morte de modelos, do esgotamento de alianças. Por isso Aécio está sempre se movendo nos bastidores, buscando cooptar aliados entre os apoiadores do Governo atual, preservando de críticas os ministros mais incompetentes, de olho nas rebarbas políticas. Quando as portas da História se abrirem para ele, Aécio não terá pudores em se aliar às mesmas forças fisiológicas que sustentaram o Governo do PT desde a ascensão de Lula. Desde que seja para o bem do povo, Aécio não se importaria de ser eleito Presidente sem romper com as forças políticas mais retrógradas.

Mas, para que o plano secreto de Aécio dê certo, é preciso que algo de extraordinário aconteça. Em se tratando de possíveis candidatos a uma morte extraordinária, esse defunto não precisa necessariamente ser o do José Serra, pode ser a morte simbólica de um modelo de governo, de um projeto político, ou até mesmo o passamento de um líder popular, fazendo por linhas tortas com que a bola da Presidência caia no peito de Aécio.

Quando esse fato extraordinário acontecer, e Aécio tiver a chance de tornar-se Presidente do Brasil por força do acaso, como deu-se com Tancredo, a maldição legada ao neto pelo avô terá chegado ao Fim.

Pena que quando esse dia chegar, Aécio estará com 76 anos. E no dia anterior à sua posse como Presidente da República, Aécio inventará de comemorar a vitória surfando em uma praia escondida da Austrália, e ele, relembrando os tempos em que surfava no Rio, arriscará uma manobra arrojada, perderá o controle da prancha e baterá com a cabeça numa pedra, vindo a morrer na praia como sempre sonhou.


JT Palhares

Atualizado em 05/10/2014

Da Tribuna de Minas de Juiz de Fora em http://www.tribunademinas.com.br


 

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Vi o mundo[Azenha]: Rogério Correia: PSDB de Minas Gerais usou a polícia e a mídia para tentar cassar meu mandato

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Rogério Correia: PSDB de Minas Gerais usou a polícia e a mídia para tentar cassar meu mandato

por Luiz Carlos Azenha

O líder do PT na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, Rogério Correia, enfrentou um ano conturbado.

Em dezembro de 2011 a revista Veja publicou uma denúncia, A Trama dos Falsários, de Gustavo Ribeiro e Rodrigo Rangel, sugerindo que o deputado petista era um dos mentores da falsificação, pelo lobista Nilton Monteiro, da chamada Lista de Furnas, um documento que traz o nome de supostos beneficiários de esquema de caixa dois tucano nas eleições de 2002.

A reportagem de Veja foi rebatida na blogosfera, à época, com o argumento de que o texto mais parecia uma novela, recheado de adjetivos e ilações. Obviamente, a resposta não teve a mesma repercussão, mas apontou ao menos uma importante omissão da revista:
A “Veja” omitiu que existe sentença judicial, proferida pela juíza Maria Luiza Marilac Alvarenga de Araújo, inocentando Nilton Monteiro (processo 024.06.029.163-0, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, 11/2009), em processo no qual é acusado por José Carlos Aleluia (ex-deputado do PFL) de falsificação da tal lista. Dentre outros motivos, a absolvição se deu pela existência de um “Laudo de Exame Documentoscópico (Mecanográfico e Grafotécnico)” do Instituto Nacional de Criminalística, do Departamento de Polícia Federal, do Ministério da Justiça, de nº 1097/2006, assinado pelos peritos Marcus de Jesus de Morais e Narumi Pereira Lima, apontando: que a versão original da “lista” não apresentava indícios de montagem; que a assinatura convergia para a de Dimas Toledo; que a empunhadura da caneta indicava forte convergência entre a assinatura e as rubricas postas nas diversas páginas; que a impressão das suas cinco páginas apontavam que foram confeccionadas pela mesma impressora; que a tinta da caneta, usada para a assinatura e para as rubricas indicavam fortes semelhanças etc.
Na semana seguinte, Veja voltou ao assunto, dizendo que a Lista teria sido forjada para aliviar a situação do ex-presidente Lula durante a crise do mensalão.

Em seguida, o jornal O Estado de Minas publicou reportagens, dentre as quais O esquema do fraudador, sugerindo que Nilton Monteiro teria cobrado dívida “por supostos serviços prestados” a Rogério Correia. Em editorial, o jornal pediu a cassação do petista.

Foi a deixa para que o PSDB formalizasse o pedido à Assembleia Legislativa, onde o grupo governista ligado ao senador Aécio Neves tem ampla maioria.

Na mesma época, a direção do PSDB pagou R$ 200 mil reais a um perito estadunidense, que concluiu que a lista era uma fraude grosseira – segundo Rogério Correia, a perícia no Exterior foi feita em uma cópia xerox.

“Isso [a cassação] só não se efetivou porque a tramoia foi desmascarada. O documento periciado pela Polícia Federal mostrava veracidade [da lista]. O Tribunal de Justiça [de Minas Gerais] já tinha julgado aqui também uma ação contra o Nilton Monteiro por falsificação da lista e tinha dado razão à veracidade da lista. E também pela reação aqui do PT, do PCdoB, do PMDB e do movimento social”, afirma hoje o petista.

Em retrospectiva, ele identifica como teria se dado a armação política:

1. Um delegado do Departamento de Operações Especiais (DEOESP) — que Correia identifica como “braço político” da polícia de Minas Gerais — teria obtido degravações de interceptações telefônicas do lobista Nilton Monteiro. As gravações, feitas com autorização da Justiça, constavam do inquérito que apurou o esquema de financiamento de campanhas cujo resumo consta da Lista de Furnas.

2. Estas degravações teriam sido tiradas de contexto nas reportagens da revista Veja, para se encaixarem na suposta trama petista, que teria Rogério Correia como um dos mentores da falsificação.

3. A repercussão na mídia mineira, especialmente em O Estado de Minas, criou o clima na opinião pública local para justificar o pedido de cassação.

O timing da movimentação dos tucanos leva o deputado a especular, hoje, que o objetivo deles era pressionar a procuradora da República Andrea Bayão Ferreira, que se preparava para fazer a denúncia relativa à Lista de Furnas no Rio de Janeiro — denúncia enfim apresentada no início deste ano, como revelou o repórter Amaury Ribeiro Jr., no jornal mineiro Hoje em Dia.

Desde as denúncias da Veja em dezembro de 2011, no entanto, a situação do deputado Rogério Correia experimentou uma reviravolta.

A demolição da quadrilha do bicheiro Carlinhos Cachoeira, em Goiás e no Distrito Federal, revelou os “métodos investigativos” da revista Veja.

A denúncia do Ministério Público Federal sobre a Lista de Furnas trouxe duas informações especialmente relevantes:
1) A perícia oficial — segundo Rogério Correia, a única feita no original da Lista de Furnas — diz que não há montagens no documento e confirma a assinatura de Dimas Fabiano Toledo, o ex-diretor de Engenharia de Furnas acusado de ser o organizador do sistema de arrecadação de recursos junto a fornecedores da empresa;

2) Contrariando o que foi divulgado pela revista Veja, o conjunto de interceptações telefônicas, na apreciação do MPF, reforça a tese de que o lobista Nilton Monteiro acreditava na autenticidade da lista. Segundo o deputado, não há nada ali que corrobore as acusações feitas contra ele pela revista. Segundo Amaury Ribeiro Jr., a procuradora escreveu que “durante a intercepção das linhas telefônicas usadas por Nilton Monteiro, nada foi captado que indicasse a falsidade da lista, ao revés, em suas conversas telefônicas, inclusive com sua esposa, sustenta que a lista é autêntica”. Continue lendo, áudios e documentos incluídos.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Novojornal: PSDB transforma Vara de Inquéritos Policiais de BH em DOI-CODI


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PSDB transforma Vara de Inquéritos Policiais de BH em DOI-CODI

A “justiça Tucana” e “Gangue dos Castros” transformaram a Vara de Inquéritos Policiais de BH em “Tribunal de Exceção” contra opositores

“Está demorando para que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) faça uma inspeção na Vara de Inquéritos de Belo Horizonte”, afirma um dos maiores advogados criminalista de Minas Gerais. Concluindo, “Assim como ocorria no DOI-CODI, local temido na época do período militar, onde opositores ao regime eram perseguidos através de investigações dirigidas por promotores, policiais, peritos e até mesmo médicos legistas para atestar o que interessava ao governo ditatorial”.

“Na época, a tortura e a prisão ilegal eram utilizadas, o que lamentavelmente vem ocorrendo em Minas Gerais mesmo após a redemocratização, através da Vara de Inquéritos Policiais do TJMG”.

O que deveria servir para que o poder judiciário participasse mediando e colocando freio as práticas incompatíveis com o Estado Democrático de Direito, transformou-se em departamento repressivo a serviço dos governantes, legitimando, através de um juiz e de integrantes do Ministério Público, procedimentos realizados sem qualquer obediência ao devido processo legal, onde documentos e processos somem, provas são forjadas, liminares são concedidas apenas para atender “interesses”.

Presidida pela juíza Rosemere das Graças do Couto, acompanhada dos promotores Adriano Botelho Estrela, Elaine de Oliveira Godoi, Jaqueline Ferreira Moisés, Rita de Cássia Rolla Mendes, Mário Drumond da Rocha e Roney Oliveira, do delegado Márcio Nabak e uma dezena de peritos, todos acusados de praticar diversas irregularidades e desvio de conduta, a Vara de Inquéritos Policial da Capital continua suas atividades sem prestar contas a ninguém. “Ela não obedece a hierarquia do tribunal, tão pouco deve explicação a Corregedoria e sim aos integrantes do esquema que a domina”, conclui o criminalista. Origem.

Atualização às 19:01

Novojornal: Até Padre integra esquema de venda de sentença montado no TJMG

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Novojornal: Corregedoria: São autênticos relatórios sobre "Gangue dos Castros"

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Corregedoria: São autênticos relatórios sobre "Gangue dos Castros"

Inquérito atesta autenticidade de relatórios que descrevem esquema criminoso montado na Polícia Civil, Ministério Público e Judiciário mineiro pelo PSDB

Enquanto a Corregedoria do Ministério Público e do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, assim como sua Corte Superior e a OAB-MG permanecem inerte diante do comprovado esquema criminoso em pleno funcionamento nas instituições e em seus quadros, a Corregedoria da Polícia Civil dá início a expurgo de integrantes do esquema criminoso.

O esquema denunciado nos relatórios através de depoimentos prestados pelo advogado Joaquim Engler na Polícia Civil e nas diversas degravações já estão em pose do Governo de Minas, através da Secretaria de Defesa Social, da Polícia Federal, do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que receberam cópia do inquérito.

Nomes constantes dos dois depoimentos, mais degravações que fundamentaram a decisão da Corregedoria de Polícia Civil do Estado de Minas Gerais em ordem e outras circunstâncias. 
Senadores: Clésio Andrade e José Sarney.
Ministro do Superior Tribunal de Justiça: Doutor Paulo Medina.
Deputado Federal: Eduardo Brandão de Azeredo. 
Secretário de Governo do Estado de Minas Gerais: Danilo de Castro.
Ex-governador do Estado de Minas Gerais: Newton Cardoso.
Ex-Ministro do Turismo: Walfrido dos Mares Guia.
Ex-deputado federal e ex-presidente do PSDB de Minas Gerais: Vittorio Medioli.
Desembargadores (as): Elias Camilo, Heloisa Combat, José do Carmo Veiga de Oliveira, Marcos Lincom, Marcelo Rodrigues, Mota e Silva, Renato Martins, Selma Marques, Tarcísio Martins Costa e Wanderley Paiva. 
Ex-Procurador Geral de Justiça do Estado de Minas Gerais: Jarbas Soares Júnior.
Presidente da Companhia Energética de Minas Gerais – Cemig: Djalma Moraes
Promotores de Justiça: Adriano Botelho Estrela, Elaine de Oliveira Godoi, Jaqueline Ferreira Moisés, Rita de Cássia Rolla Mendes, Mário Drumond da Rocha e Roney Oliveira 
Juízes(as) de Direito: Luzia Divina, Sebastião Mattos Mozine e Marcos Henrique Caldeira Brant, Rosimeire das Graças Couto,  Ricardo Torres de Oliveira, Tiago Pinto, Wauner Batista Ferreira Machado.
Serventuário do TJMG: Luiz Carlos Eloy.
Delegados (as)) de Polícia: Ada do Carmo Martins, Gilberto Nascimento,  Márcio Nabak, Ricardo Luiz Ferreira
Advogados: Antônio Velloso Neto, Arésio Antonio Almeida Damaso e Silva, Ary Oswaldo Campos Pires, Bruno Giusto, Castelar Modesto Filho (ex-procurador do Estado de Minas Gerais), Décio Freire, ElcivalMoreira, Francisco Américo França, Felipe Amodeo, Inácio Francisco Muniz, Joaquim Engler Filho, José Arthur de Carvalho, Lívia Novak, Marcos Moura, Mariela Gracia Amodeo, Mário Genival Tourinho, Milton José da Costa, Milton Simões Baeta da Costa, Obregon Gonçalves, Raimundo Cândido Júnior, Ricardo Drumond da Rocha, Roberto da Cunha Vieira Filho, Ronald Quintão Jones, Rogério Marcoline de Souza, Sidney Safe e Wander Tanure.
Peritos e peritas: Alessandro Ricart Ramos, Andréa Cássia Vieira de Souza, Áurea Helena Lima, Cleber Fernandes, Daniela Venâncio Mendes,  Eduardo Vaz de Mello, Eliane Agnetti, Flávia Cunha Moretzohn Quintão, Glaucia Vidal, Glaura Malheiros Trindade, Liliam Ramires. Luciana Nabak,Márcia Regina da Rocha, Marco Antônio Fonseca Paiva, Maurício Brandão Ellis, Mauro Ricart Ramos.
Empresários: André Vom Rodrigues, Aquiles Gonçalves Freire, Antônio Pontes Fonseca, Cleber Marques Paiva, Evandro Torquete, Fernando Sarney, Francisco Américo França, Itamar Antônio da Silva, José Tadeu de Moraes, Luciano Duarte Penido, Milton José Simões Baeta da Costa, Ricardo Drumond da Rocha. 
Nomes ligados a empresas estatais: Rodrigo Campos Botelho (diretor da Cemig); José Antônio Talavera e Diretor Financeiro da Alston (o nome não é mencionado) e Oswaldo Borges (no BDMG e MGS).
Ex-Secretário de Estado da Administração: Cláudio Roberto Mourão da Silveira, Guilherme da Silveira Mourão (filho de Cláudio Mourão).
Ex-Secretário de Estado da Defesa Social: Maurício Campos
Ex-presidente de Furnas Centrais Elétricas S/A: Dimas Fabiano Toledo.
Ex-presidente da Companhia Energética de Minas Gerais – Cemig: Carlos Eloy.
Funcionários da SAMARCO: Aquiles Gonçalves Coelho, Itamar Antônio da Silva. José Luciano Duarte Penido (ex-presidente da empresa) José Tadeu de Moraes, Paulo José Barros Rabelo.
Padre: Wagner Portugal
Instituto Del Picchia: Celso Mauro Ribeiro Del Picchia e José Del Picchia Filho.
Jornais e Revistas: O Estado de Minas, O Tempo e revista VEJA.
Sociedade do investigado: Paulo César de Farias e o ex-empresário de deputado federal Sérgio Naya.
Os irmãos Perrela.  
Outros nomes citados de participantes do caso, porém sem especificação de funções: Cleiton Melo de Almeida, Regina Cortez, Roberto da Cunha Vieira Filho e Rodolfo Guerra.

Consultada, a Secretaria de Defesa Social informou que encaminharia a demanda para a assessoria de comunicação da Polícia Civil para atendimento.

Também consultados, OAB/MG, Ministério Público de Minas Gerais (MP/MG) e Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) nada responderam até o fechamento desta matéria. Continue lendo.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Novojornal: Governo mineiro terá que romper PPP para viabilizar Mineirão


Governo mineiro terá que romper PPP para viabilizar Mineirão

Irregularidades na PPP, celebrada entre o governo e Minas Arena S/A, e o superfaturamento são tamanhos que Mineirão deverá voltar para ADEMG

Após dois anos de completa irregularidade na transferência, através da Parceria Pública Privada do Mineirão (PPP) assim como no superfaturamento no preço da obra ocorrido após a decisão por sua reforma, tornaram impossível a manutenção da PPP celebrada. Até mesmo a titularidade do estádio não existe, desta forma, o ato praticado, além de ilegal é inócuo, alegam juristas consultados por Novojornal.
Com o desembolso de novas parcelas do financiamento suspensas pelo BNDES desde o mês passado, a pedido do Ministério Público Federal, até que sejam sanadas as irregularidades apontadas pelo Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais, as obras permanecem ativas nas áreas onde a origem dos recursos não são provenientes do BNDES. Praticamente quem tem bancado estas despesas tem sido o Governo do Estado de Minas Gerais, informa uma fonte da Secretaria da Fazenda.
 
Após apurado que Minas Arena S/A estaria desviando recursos do financiamento do BNDES concedido para construção do Mineirão, para as empresas do consórcio, a Controladoria Geral da União (CGU) e o Tribunal de Contas da União (TCU) referendaram a decisão do MPF pela suspensão dos repasses. As investigações realizadas pela Polícia Federal sobre o envolvimento de Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF, concluíram por sua participação na “escolha” das empresas que executariam as reformas e construções dos estádios em todo País.
 
Há mais de um mês Teixeira mudou-se para Miami para evitar sua convocação para depor na Polícia Federal a respeito do esquema. A universidade Federal dona do terreno onde se encontra construído o Mineirão vem sendo pressionada para regularizar a situação e defender o patrimônio público em sua guarda. A única saída apontada por juristas da área é o rompimento da PPP com a empresa Minas Arena S/A. Assumindo o Mineirão a ADEMG, autarquia estadual criada com este objetivo, permanecendo as construtoras contratadas e a execução das obras, porém para o Governo de Minas.
 
O Governo de Minas Gerais e Minas Arena S/A resistem a aceitar esta solução, porém, legalmente não existe outra saída, alega o jurista consultado por Novojornal, ressaltando, porém, que “até agora a legalidade não tem sido prezada tanto pelo governo quanto por Minas Arena S/A, que é bem possível que adotem outra solução”. A Minas Arena S/A, procurada, não quis atender a reportagem de Novojornal, a assessoria da SECOPA, que representa o Governo de Minas Gerais, não quis comentar o assunto. A assessoria do BNDES informou que todos os desembolsos relativos ao financiamento do Mineirão continuam suspensos. Origem.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Novojornal: Superfaturamento no Mineirão pode ultrapassar R$ 250 milhões

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O governo é dos amigos e para os amigos. Cabe à população votar e pagar os tributos...

Superfaturamento no Mineirão pode ultrapassar R$ 250 milhões

Minas Arena consegue empréstimo subsidiado de R$ 653 milhões no BNDES com garantias do governo mineiro e gastará apenas R$ 400 milhões

Levantamento realizado após a suspeita de haver uma super avaliação dos preços constantes da planilha do projeto executivo da PPP do Mineirão encontrou milionária diferença entre o valor conseguido através de empréstimo pelo consórcio Minas Arena S.A criado para explorar a PPP do Mineirão e o valor real das obras que serão executadas. O empréstimo é subsidiado pelo BNDES e com garantia do patrimônio público do Estado de Minas Gerais, através do BDMG. Segundo os auditores, “a PPP serviu apenas de instrumento para o consórcio levantar um empréstimo no valor de quase o dobro do que realmente irá gastar”.

Desde o início a PPP do Mineirão mostrou-se polêmica, pois foi celebrado em desobediência à lei, uma vez que as reformas e ampliações deveriam ter sido realizadas pela ADEMG, autarquia estadual mineira criada no início da década de 60 com o objetivo de construiu e posteriormente administrar o estádio. O Comodato que permitiu que o Governo de Minas construísse o Mineirão em terreno que, em tese, seria da União poderá trazer uma enorme complicação, pois nem mesmo a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) tem a titularidade do terreno, que teve origem numa desapropriação ocorrida na década de 40, sem o devido pagamento até hoje. Continue lendo.

domingo, 10 de junho de 2012

Redação do REFAZENDA2010-blog : Descaso em BH, pequenas obras não acontecem; grandes obras, suspeição; mais jornais

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Já abordamos o fechamento do Coreto da Praça da Liberdade(aqui). E a única coisa que se vê lá é uma placa. O patrimônio continua interditado e ameaçado! Para as crianças, frequentadores e os turistas, uma decepção.


Fotos tiradas no sábado, 09/06/2012

Foto tirada no sábado, 12/05/2012 Fotos Exclusivas REFAZENDA2010-blog

Faltando seis meses e dias para se encerrar a gestão do poste, um parque que deveria ter sido inaugurado pelo antecessor e um dos pais políticos do poste, por fora, a obra continua na mesma.


Parque Paredão da Serra em 10/06/2012, domingo REFAZENDA2010-blog

Talvez o principal ponto turístico da Zona Sul, também encontra-se fechado. Seis meses diz a placa. Com pré-moldado poderia ser um mês ou menos.

Acesso ao mirante das Mangabeiras em obras, quinta, 07/06/2012 REFAZENDA2010-blog
Ou seja, a solução é sempre a mesma, fecha-se e não se fala mais nisso!
Mentalidade tacanha e atrasada! 
Mas as grandes obras estão a todo vapor, porém, repletas de suspeições!

BRT da Cristiano Machado vai desembocar na Estação São Gabriel, cuja licitação está sob suspeição - Marcelo Prates/Arquivo - HD
"Administração municipal não respeitou orientações do TCU e do STF sobre limites de bonificação de empreiteiras"
Hoje em Dia: Licitação da Prefeitura de Belo Horizonte descumpre regras

Mas discute-se quem do PT irá ser o vice do poste e finalmente hoje, 10, já temos um vice, Miguel Corrêa, do PT, mais um poste?!

O escolhido - Câmara Federal - Detalhes aqui

E o ex-presidente só se preocupa com o Poder Central. Aqui nas montanhas, em Recife, na capital da República de São Paulo, e sabe-se lá mais onde, é sempre o mesmo trator.


Nem alternativa de oposição se tem.
O PT e Pimentel entregaram de graça ao menino do Rio, a cidade após tantos anos e agora, o que predomina são os negócios. 
Tomara que a população de BH saiba encontrar uma solução alternativa e responder à altura a este bando de ladrões do Erário!
Os governos são dos amigos e para os amigos, cabe à população votar e pagar tributos! Será que esta premissa é eternamente imutável?!

Mas ainda faltou dizer, você viu isto? Atualização às 20:51

Atualização às 01:03 11/06/2012
Novojornal:  “Os deuses primeiro enlouquecem aqueles a quem querem destruir”

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Hoje em Dia: BH bebe a 3ª água potável mais contaminada entre as capitais do país

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O desgoverno mineiro só é bom em marketing!

BH bebe a 3ª água potável mais contaminada entre as capitais do país

Estudo da Unicamp aponta presença de cafeína e outras substâncias no líquido, indicando tratamento inadequado

Izabela Ventura - Do Hoje em Dia - 27/05/2012 - 11:54

A qualidade da água potável distribuída em Belo Horizonte é a terceira pior entre 16 capitais brasileiras analisadas em uma pesquisa inédita no Brasil, realizada pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). A reprovação é no aspecto de concentração de cafeína.

A presença dela na água que vai para o consumidor significa que o tratamento não foi 100% eficaz e que outras substâncias ou esgoto podem não ter sido totalmente eliminados no processo de tratamento. A situação é pior em São Paulo e Porto Alegre.

O estudo, do Instituto Nacional de Ciências e Tecnologias Analíticas Avançadas (INCTAA), do Instituto de Química (IQ) da Unicamp, revela que as substâncias encontradas, além da cafeína, são “potencialmente nocivas” à saúde humana. Isso significa que não é para se fazer alarde, mas as companhias de saneamento precisam ter atenção e melhorar os processos de tratamento.

Estudioso da qualidade das águas em Minas, o professor Robson Afonso, do Instituto de Ciências Exatas e Biológicas (Iceb) da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), explica que, se há cafeína, quer dizer que chá ou café foram parar no reservatório de abastecimento. E isso, segundo ele, só pode ter acontecido via fezes ou urina, evidenciando que o tratamento do esgoto não foi eficiente.

Além de cafeína, os cientistas da Unicamp encontraram, em todas as amostras do Sudeste brasileiro, concentrações variadas de atrazina, substância presente em herbicidas, e de triclosan, usada na fabricação de produtos de higiene pessoal. Continue lendo.

sábado, 28 de abril de 2012

O Tempo: Governo manobra para não investir em saúde e educação[MG]

Não custa lembrar o que já dissemos antes: "O governo é do e para os amigos, a parte que cabe ao Povo são duas: Votar e pagar os tributos para o sustento da farra da canalhada!"

Acordo

Ajuste. Governo Anastasia foi beneficiado pelo relator Mauri Torres, mais recente conselheiro eleito - PEDRO SILVEIRA - 3.12.2008 - OT
Governo manobra para não investir em saúde e educação

Ajustamento de Gestão estabelece escalonamento das aplicações até 2014

ISABELLA LACERDA

Publicado no Jornal OTEMPO em 28/04/2012


O governo de Minas não pretende cumprir os índices mínimos constitucionais, de 25% da receita corrente líquida aplicados na educação e de 12% na saúde, até 2014. A aplicação da receita abaixo do mínimo determinado pela Constituição Federal recebeu aval do Tribunal de Contas do Estado (TCE) na última quarta-feira, por meio de Termo de Ajustamento de Gestão (TAG).

De acordo com o termo, proposto pelo o governo estadual e aprovado pelo TCE, a administração estadual vai cumprir metas escalonadas das receitas até conseguir alcançar o mínimo exigido pela Constituição, o que só deve acontecer em 2014.

Na saúde, os índices de investimento serão de 9,68% da receita neste ano, 10,84% no ano que vem e, finalmente, os 12% exigidos por lei em 2014. Na área da educação, os índices ajustados são 22,82% para 2012, 23,91% para 2013 e 25% apenas daqui a dois anos.

Editoria de Arte - O Tempo


Para o professor e especialista em direito constitucional e administrativo da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-Minas) Fernando Horta Tavares, o acordo entre o Executivo mineiro e o TCE é irregular e, claramente, fere a Constituição.

"Estamos tratando de duas questões que mexem diretamente com a população mineira, que são a educação e a saúde, garantias básicas do Estado. Ao permitir que o governo espere até 2014 para cumprir com o que define a Constituição, o tribunal está infringindo uma lei", afirmou. Continue lendo.

Redação do REFAZENDA2010-blog: Exclusivo - O Deitar e Rolar não 'rolou' mas na Cidade Nova a pm fechou a rua... Com o Estado de Minas

Mesmo assim, ou se perdemos o mais tarde, prevalecem as denúncias do post anterior!

Fotos do antes (em torno de 12:45)



As fotos do depois ( um pouco antes das 13:30 )

 

Mas quem estava lá?...


  Fotos exclusivas REFAZENDA2010-blog 28/04/2012

Vídeo Exclusivo REFAZENDA2010-blog 28/04/2012

Mas se este evento, até onde sabemos, não rolou, um outro não rolou porque a PM fechou a rua! Simples assim...


Grupos de adolescentes chegaram a ir ao local, mas foram embora ao ver a rua fechada - Tulio Santos/EM


Definitivamente, BH, a cidade do Não Pode!

Denúncia! CMI: (BH-MG) - Deitar e rolar na grama: mais que um direito! Mais Redação do Refazenda2010-blog com webcam da BHTRANS ao vivo!

BH, a cidade do Não Pode!

CMI

(BH-MG) - Deitar e rolar na grama: mais que um direito!

Por Curral sem cercas 27/04/2012 às 20:34

Por: Rafa.


No último domingo, dia 22 de abril, durante o Festival Palavra Som, realizado na Praça Floriano Peixoto, vivemos uma triste e indignante situação. O estudante de arquitetura Fernando Soares, Joviano Mayer, advogado, e eu fomos presos de forma violenta e autoritária pelo simples fato de Fernando ter sentado no gramado da praça projetado para fins de uso. Essa mesma área encontrava-se cercada sem motivo fundamentado.

Permanecemos, os três, algemados por quase três horas e incomunicáveis numa delegacia civil da cidade tendo vários de nossos direitos negados. Nessa mesma delegacia permanecemos até às cinco e trinta da manhã quando finalmente fomos liberados após darmos nossos depoimentos ao delegado de plantão. Foram mais de oito horas de detenção! Continue lendo.


Imagem da webcam da BHTRANS, do local, atualizada a cada 4 minutos. Vá lá que a câmera vire...


webcam BHTRANS ao vivo