Agência Brasil: Mulher de auditor morto em Unaí diz que sente vergonha por "mendigar" justiça
Ivan Richard - Repórter da Agência Brasil
Há 11 anos à espera do julgamento dos responsáveis pelo assassinato do marido, o auditor fiscal do trabalho Nelson José da Silva, morto no episódio que ficou conhecido como a chacina de Unaí, a secretária Helba Soares da Silva diz estar envergonhada e desanimada pela demora no desfecho do caso e por ter que “mendigar” justiça.
Em 2004, em meio a uma fiscalização em fazendas na cidade mineira de Unaí, a 170 quilômetros de Brasília, com indícios de prática de trabalho escravo, três auditores fiscais do trabalho – Eratóstenes de Almeida Gonsalves, João Batista Soares Lage e Nelson, além do motorista do Ministério do Trabalho Ailton Pereira de Oliveira – foram brutalmente assassinados por pistoleiros. Em memória dos servidores, 28 de janeiro foi instituído como Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo.
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quarta-feira, 28 de janeiro de 2015
Agência Brasil: Mulher de auditor morto em Unaí diz que sente vergonha por "mendigar" justiça
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sexta-feira, 17 de agosto de 2012
Vi o mundo[Azenha]: Rogério Correia: PSDB de Minas Gerais usou a polícia e a mídia para tentar cassar meu mandato
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Rogério Correia: PSDB de Minas Gerais usou a polícia e a mídia para tentar cassar meu mandato
por Luiz Carlos Azenha
O líder do PT na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, Rogério Correia, enfrentou um ano conturbado.
Em dezembro de 2011 a revista Veja publicou uma denúncia, A Trama dos Falsários, de Gustavo Ribeiro e Rodrigo Rangel, sugerindo que o deputado petista era um dos mentores da falsificação, pelo lobista Nilton Monteiro, da chamada Lista de Furnas, um documento que traz o nome de supostos beneficiários de esquema de caixa dois tucano nas eleições de 2002.
A reportagem de Veja foi rebatida na blogosfera, à época, com o argumento de que o texto mais parecia uma novela, recheado de adjetivos e ilações. Obviamente, a resposta não teve a mesma repercussão, mas apontou ao menos uma importante omissão da revista:
A “Veja” omitiu que existe sentença judicial, proferida pela juíza Maria Luiza Marilac Alvarenga de Araújo, inocentando Nilton Monteiro (processo 024.06.029.163-0, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, 11/2009), em processo no qual é acusado por José Carlos Aleluia (ex-deputado do PFL) de falsificação da tal lista. Dentre outros motivos, a absolvição se deu pela existência de um “Laudo de Exame Documentoscópico (Mecanográfico e Grafotécnico)” do Instituto Nacional de Criminalística, do Departamento de Polícia Federal, do Ministério da Justiça, de nº 1097/2006, assinado pelos peritos Marcus de Jesus de Morais e Narumi Pereira Lima, apontando: que a versão original da “lista” não apresentava indícios de montagem; que a assinatura convergia para a de Dimas Toledo; que a empunhadura da caneta indicava forte convergência entre a assinatura e as rubricas postas nas diversas páginas; que a impressão das suas cinco páginas apontavam que foram confeccionadas pela mesma impressora; que a tinta da caneta, usada para a assinatura e para as rubricas indicavam fortes semelhanças etc.
Na semana seguinte, Veja voltou ao assunto, dizendo que a Lista teria sido forjada para aliviar a situação do ex-presidente Lula durante a crise do mensalão.
Em seguida, o jornal O Estado de Minas publicou reportagens, dentre as quais O esquema do fraudador, sugerindo que Nilton Monteiro teria cobrado dívida “por supostos serviços prestados” a Rogério Correia. Em editorial, o jornal pediu a cassação do petista.
Foi a deixa para que o PSDB formalizasse o pedido à Assembleia Legislativa, onde o grupo governista ligado ao senador Aécio Neves tem ampla maioria.
Na mesma época, a direção do PSDB pagou R$ 200 mil reais a um perito estadunidense, que concluiu que a lista era uma fraude grosseira – segundo Rogério Correia, a perícia no Exterior foi feita em uma cópia xerox.
“Isso [a cassação] só não se efetivou porque a tramoia foi desmascarada. O documento periciado pela Polícia Federal mostrava veracidade [da lista]. O Tribunal de Justiça [de Minas Gerais] já tinha julgado aqui também uma ação contra o Nilton Monteiro por falsificação da lista e tinha dado razão à veracidade da lista. E também pela reação aqui do PT, do PCdoB, do PMDB e do movimento social”, afirma hoje o petista.
Em retrospectiva, ele identifica como teria se dado a armação política:
1. Um delegado do Departamento de Operações Especiais (DEOESP) — que Correia identifica como “braço político” da polícia de Minas Gerais — teria obtido degravações de interceptações telefônicas do lobista Nilton Monteiro. As gravações, feitas com autorização da Justiça, constavam do inquérito que apurou o esquema de financiamento de campanhas cujo resumo consta da Lista de Furnas.
2. Estas degravações teriam sido tiradas de contexto nas reportagens da revista Veja, para se encaixarem na suposta trama petista, que teria Rogério Correia como um dos mentores da falsificação.
3. A repercussão na mídia mineira, especialmente em O Estado de Minas, criou o clima na opinião pública local para justificar o pedido de cassação.
O timing da movimentação dos tucanos leva o deputado a especular, hoje, que o objetivo deles era pressionar a procuradora da República Andrea Bayão Ferreira, que se preparava para fazer a denúncia relativa à Lista de Furnas no Rio de Janeiro — denúncia enfim apresentada no início deste ano, como revelou o repórter Amaury Ribeiro Jr., no jornal mineiro Hoje em Dia.
Desde as denúncias da Veja em dezembro de 2011, no entanto, a situação do deputado Rogério Correia experimentou uma reviravolta.
A demolição da quadrilha do bicheiro Carlinhos Cachoeira, em Goiás e no Distrito Federal, revelou os “métodos investigativos” da revista Veja.
A denúncia do Ministério Público Federal sobre a Lista de Furnas trouxe duas informações especialmente relevantes:
1) A perícia oficial — segundo Rogério Correia, a única feita no original da Lista de Furnas — diz que não há montagens no documento e confirma a assinatura de Dimas Fabiano Toledo, o ex-diretor de Engenharia de Furnas acusado de ser o organizador do sistema de arrecadação de recursos junto a fornecedores da empresa;
2) Contrariando o que foi divulgado pela revista Veja, o conjunto de interceptações telefônicas, na apreciação do MPF, reforça a tese de que o lobista Nilton Monteiro acreditava na autenticidade da lista. Segundo o deputado, não há nada ali que corrobore as acusações feitas contra ele pela revista. Segundo Amaury Ribeiro Jr., a procuradora escreveu que “durante a intercepção das linhas telefônicas usadas por Nilton Monteiro, nada foi captado que indicasse a falsidade da lista, ao revés, em suas conversas telefônicas, inclusive com sua esposa, sustenta que a lista é autêntica”. Continue lendo, áudios e documentos incluídos.
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sexta-feira, 10 de agosto de 2012
Novojornal: PSDB transforma Vara de Inquéritos Policiais de BH em DOI-CODI
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PSDB transforma Vara de Inquéritos Policiais de BH em DOI-CODI
A “justiça Tucana” e “Gangue dos Castros” transformaram a Vara de Inquéritos Policiais de BH em “Tribunal de Exceção” contra opositores
“Está demorando para que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) faça uma inspeção na Vara de Inquéritos de Belo Horizonte”, afirma um dos maiores advogados criminalista de Minas Gerais. Concluindo, “Assim como ocorria no DOI-CODI, local temido na época do período militar, onde opositores ao regime eram perseguidos através de investigações dirigidas por promotores, policiais, peritos e até mesmo médicos legistas para atestar o que interessava ao governo ditatorial”.
“Na época, a tortura e a prisão ilegal eram utilizadas, o que lamentavelmente vem ocorrendo em Minas Gerais mesmo após a redemocratização, através da Vara de Inquéritos Policiais do TJMG”.
O que deveria servir para que o poder judiciário participasse mediando e colocando freio as práticas incompatíveis com o Estado Democrático de Direito, transformou-se em departamento repressivo a serviço dos governantes, legitimando, através de um juiz e de integrantes do Ministério Público, procedimentos realizados sem qualquer obediência ao devido processo legal, onde documentos e processos somem, provas são forjadas, liminares são concedidas apenas para atender “interesses”.
Presidida pela juíza Rosemere das Graças do Couto, acompanhada dos promotores Adriano Botelho Estrela, Elaine de Oliveira Godoi, Jaqueline Ferreira Moisés, Rita de Cássia Rolla Mendes, Mário Drumond da Rocha e Roney Oliveira, do delegado Márcio Nabak e uma dezena de peritos, todos acusados de praticar diversas irregularidades e desvio de conduta, a Vara de Inquéritos Policial da Capital continua suas atividades sem prestar contas a ninguém. “Ela não obedece a hierarquia do tribunal, tão pouco deve explicação a Corregedoria e sim aos integrantes do esquema que a domina”, conclui o criminalista. Origem.
Atualização às 19:01
Novojornal: Até Padre integra esquema de venda de sentença montado no TJMG
A “justiça Tucana” e “Gangue dos Castros” transformaram a Vara de Inquéritos Policiais de BH em “Tribunal de Exceção” contra opositores
“Está demorando para que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) faça uma inspeção na Vara de Inquéritos de Belo Horizonte”, afirma um dos maiores advogados criminalista de Minas Gerais. Concluindo, “Assim como ocorria no DOI-CODI, local temido na época do período militar, onde opositores ao regime eram perseguidos através de investigações dirigidas por promotores, policiais, peritos e até mesmo médicos legistas para atestar o que interessava ao governo ditatorial”.
“Na época, a tortura e a prisão ilegal eram utilizadas, o que lamentavelmente vem ocorrendo em Minas Gerais mesmo após a redemocratização, através da Vara de Inquéritos Policiais do TJMG”.
O que deveria servir para que o poder judiciário participasse mediando e colocando freio as práticas incompatíveis com o Estado Democrático de Direito, transformou-se em departamento repressivo a serviço dos governantes, legitimando, através de um juiz e de integrantes do Ministério Público, procedimentos realizados sem qualquer obediência ao devido processo legal, onde documentos e processos somem, provas são forjadas, liminares são concedidas apenas para atender “interesses”.
Presidida pela juíza Rosemere das Graças do Couto, acompanhada dos promotores Adriano Botelho Estrela, Elaine de Oliveira Godoi, Jaqueline Ferreira Moisés, Rita de Cássia Rolla Mendes, Mário Drumond da Rocha e Roney Oliveira, do delegado Márcio Nabak e uma dezena de peritos, todos acusados de praticar diversas irregularidades e desvio de conduta, a Vara de Inquéritos Policial da Capital continua suas atividades sem prestar contas a ninguém. “Ela não obedece a hierarquia do tribunal, tão pouco deve explicação a Corregedoria e sim aos integrantes do esquema que a domina”, conclui o criminalista. Origem.
Atualização às 19:01
Novojornal: Até Padre integra esquema de venda de sentença montado no TJMG
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quarta-feira, 8 de agosto de 2012
Novojornal: Corregedoria: São autênticos relatórios sobre "Gangue dos Castros"
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Corregedoria: São autênticos relatórios sobre "Gangue dos Castros"
Inquérito atesta autenticidade de relatórios que descrevem esquema criminoso montado na Polícia Civil, Ministério Público e Judiciário mineiro pelo PSDB
Inquérito atesta autenticidade de relatórios que descrevem esquema criminoso montado na Polícia Civil, Ministério Público e Judiciário mineiro pelo PSDB
Enquanto a Corregedoria do Ministério Público e do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, assim como sua Corte Superior e a OAB-MG permanecem inerte diante do comprovado esquema criminoso em pleno funcionamento nas instituições e em seus quadros, a Corregedoria da Polícia Civil dá início a expurgo de integrantes do esquema criminoso.
O esquema denunciado nos relatórios através de depoimentos prestados pelo advogado Joaquim Engler na Polícia Civil e nas diversas degravações já estão em pose do Governo de Minas, através da Secretaria de Defesa Social, da Polícia Federal, do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que receberam cópia do inquérito.
Nomes constantes dos dois depoimentos, mais degravações que fundamentaram a decisão da Corregedoria de Polícia Civil do Estado de Minas Gerais em ordem e outras circunstâncias.
Senadores: Clésio Andrade e José Sarney.
Ministro do Superior Tribunal de Justiça: Doutor Paulo Medina.
Deputado Federal: Eduardo Brandão de Azeredo.
Secretário de Governo do Estado de Minas Gerais: Danilo de Castro.
Ex-governador do Estado de Minas Gerais: Newton Cardoso.
Ex-Ministro do Turismo: Walfrido dos Mares Guia.
Ex-deputado federal e ex-presidente do PSDB de Minas Gerais: Vittorio Medioli.
Desembargadores (as): Elias Camilo, Heloisa Combat, José do Carmo Veiga de Oliveira, Marcos Lincom, Marcelo Rodrigues, Mota e Silva, Renato Martins, Selma Marques, Tarcísio Martins Costa e Wanderley Paiva.
Ex-Procurador Geral de Justiça do Estado de Minas Gerais: Jarbas Soares Júnior.
Presidente da Companhia Energética de Minas Gerais – Cemig: Djalma Moraes
Promotores de Justiça: Adriano Botelho Estrela, Elaine de Oliveira Godoi, Jaqueline Ferreira Moisés, Rita de Cássia Rolla Mendes, Mário Drumond da Rocha e Roney Oliveira
Juízes(as) de Direito: Luzia Divina, Sebastião Mattos Mozine e Marcos Henrique Caldeira Brant, Rosimeire das Graças Couto, Ricardo Torres de Oliveira, Tiago Pinto, Wauner Batista Ferreira Machado.
Serventuário do TJMG: Luiz Carlos Eloy.
Delegados (as)) de Polícia: Ada do Carmo Martins, Gilberto Nascimento, Márcio Nabak, Ricardo Luiz Ferreira
Advogados: Antônio Velloso Neto, Arésio Antonio Almeida Damaso e Silva, Ary Oswaldo Campos Pires, Bruno Giusto, Castelar Modesto Filho (ex-procurador do Estado de Minas Gerais), Décio Freire, ElcivalMoreira, Francisco Américo França, Felipe Amodeo, Inácio Francisco Muniz, Joaquim Engler Filho, José Arthur de Carvalho, Lívia Novak, Marcos Moura, Mariela Gracia Amodeo, Mário Genival Tourinho, Milton José da Costa, Milton Simões Baeta da Costa, Obregon Gonçalves, Raimundo Cândido Júnior, Ricardo Drumond da Rocha, Roberto da Cunha Vieira Filho, Ronald Quintão Jones, Rogério Marcoline de Souza, Sidney Safe e Wander Tanure.
Peritos e peritas: Alessandro Ricart Ramos, Andréa Cássia Vieira de Souza, Áurea Helena Lima, Cleber Fernandes, Daniela Venâncio Mendes, Eduardo Vaz de Mello, Eliane Agnetti, Flávia Cunha Moretzohn Quintão, Glaucia Vidal, Glaura Malheiros Trindade, Liliam Ramires. Luciana Nabak,Márcia Regina da Rocha, Marco Antônio Fonseca Paiva, Maurício Brandão Ellis, Mauro Ricart Ramos.
Empresários: André Vom Rodrigues, Aquiles Gonçalves Freire, Antônio Pontes Fonseca, Cleber Marques Paiva, Evandro Torquete, Fernando Sarney, Francisco Américo França, Itamar Antônio da Silva, José Tadeu de Moraes, Luciano Duarte Penido, Milton José Simões Baeta da Costa, Ricardo Drumond da Rocha.
Nomes ligados a empresas estatais: Rodrigo Campos Botelho (diretor da Cemig); José Antônio Talavera e Diretor Financeiro da Alston (o nome não é mencionado) e Oswaldo Borges (no BDMG e MGS).
Ex-Secretário de Estado da Administração: Cláudio Roberto Mourão da Silveira, Guilherme da Silveira Mourão (filho de Cláudio Mourão).
Ex-Secretário de Estado da Defesa Social: Maurício Campos
Ex-presidente de Furnas Centrais Elétricas S/A: Dimas Fabiano Toledo.
Ex-presidente da Companhia Energética de Minas Gerais – Cemig: Carlos Eloy.
Funcionários da SAMARCO: Aquiles Gonçalves Coelho, Itamar Antônio da Silva. José Luciano Duarte Penido (ex-presidente da empresa) José Tadeu de Moraes, Paulo José Barros Rabelo.
Padre: Wagner Portugal
Instituto Del Picchia: Celso Mauro Ribeiro Del Picchia e José Del Picchia Filho.
Jornais e Revistas: O Estado de Minas, O Tempo e revista VEJA.
Sociedade do investigado: Paulo César de Farias e o ex-empresário de deputado federal Sérgio Naya.
Os irmãos Perrela.
Outros nomes citados de participantes do caso, porém sem especificação de funções: Cleiton Melo de Almeida, Regina Cortez, Roberto da Cunha Vieira Filho e Rodolfo Guerra.
Consultada, a Secretaria de Defesa Social informou que encaminharia a demanda para a assessoria de comunicação da Polícia Civil para atendimento.
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terça-feira, 7 de agosto de 2012
Novojornal: Tucanos articulam para prender novamente Nilton Monteiro; mais Carta Capital
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Tucanos articulam para prender novamente Nilton Monteiro
Após entrega do original da Lista de Furnas ao Ministro Joaquim Barbosa e entrevista ao Novojornal, tucanos querem prender novamente Monteiro
Na tarde desta terça feira (7), após ter acesso ao inquérito da Corregedoria de Polícia Civil de Minas Gerais, que vem investigando a atuação da “Gangue dos Castro” na máquina policial do Estado, em conjunto com a “Justiça Tucana”, o advogado Dino Miraglia decidiu impetrar ainda hoje Habeas Corpus para evitar que Monteiro volte para prisão.
Os depoimentos constantes do inquérito demonstram como atuava a organização criminosa na Polícia Civil, no Ministério Público e na Justiça mineira. O objetivo desta organização era e ainda é de eliminar Nilton Monteiro. Desde janeiro deste ano a Polícia Civil de Minas Gerais sabia que Nilton Monteiro não havia falsificado nada.
Comprovando por definitivo que sua prisão foi uma grande armação política.
O relatório constante do inquérito contendo declarações do advogado Joaquim Engler chega a assustar assim como o agravo em tramitação no STJ.
O pior mesmo, ciente da conclusão das investigações feitas pela corregedoria de Polícia, o Delegado Nabak encaminhou e o Ministro Gilmar Mendes divulgou laudo falso denunciado no inquérito.
Novojornal divulga em primeira mão e com exclusividade o Inquérito e o Agravo.
Ninguém do Governo de Minas Gerais, do Ministério Público, da Polícia Civil e do TJMG, procurados, quiseram comentar o relatado no inquérito.
Nossa redação está analisando diversos outros documentos e a qualquer momento atualizará esta matéria. Continue lendo.
Atualização às 00:25 em 08/08/2012.
Carta Capital[Leandro Fontes]: O argumento da fraude caiu (Valerioduto Tucano)
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segunda-feira, 6 de agosto de 2012
Novojornal: Deputados do PSDB vão a presídio pressionar preso político
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Deputados do PSDB vão a presídio pressionar preso político
Depois de encarcerado e agredido dentro de presídio, Monteiro recebe proposta de parlamentares do PSDB para mentir sobre a Lista de Furnas
Em tempos obscuros da democracia brasileira Graciliano Ramos, detido pela Polícia Política do regime então vigente escreveu uma obra prima da literatura nacional, “Memórias do Cárcere”. Mesmo sem o talento do escritor, o lobista Nilton Antonio Monteiro narra o mix de terror, pressão, dinheiro e poder a envolver notadamente o primeiro período em que ele foi preso.
De acordo com o mesmo, em documentos autenticados página por página para o Novojornal, “o fato foi determinado ao delegado Márcio Nabak por influência do atual deputado federal por Minas Gerais, Eduardo Brandão de Azeredo (PSDB), do atual secretário de Governo, Danilo de Castro, da juíza Rosimeire das Graças do Couto, do promotor Adriano Botelho Estrela, da promotora Rita de Cássia Mendes Rolla, do ex-presidente da OAB Seção de Minas Gerais, advogado Raimundo Cândido Júnior, do empresário e ex-deputado federal Vittorio Medioli, do ex-tesoureiro de campanha do senador Eduardo Azeredo, Cláudio Mourão, do empresário Antônio Pontes Fonseca, proprietário da Calsete Siderúrgica Ltda., na cidade de Sete Lagoas e integrantes da Felipe Amodeo Advogados Associados”.
Para Nilton Antonio Monteiro, a entrada do delegado Márcio Nabak na história, substituindo o colega dele João Otacílio Silva Neto na qualidade de chefe do Deoesp, “teve exatamente a finalidade de tentar desqualificar a Lista de Furnas”, além de desqualificá-lo pessoalmente.
O lobista faz uma acusação grave ao afirmar que antes de ser preso o delegado Nabak, já substituindo João Otacílio, lhe fez “uma proposta milionária dizendo-se portador da cifra de cinco milhões de reais provenientes dos cofres de Vittorio Medioli, Antônio Pontes Fonseca e Felipe Amodeo, para ser dividido entre os dois, para que todos os problemas fossem encerrados”, principalmente o caso a envolver a Lista de Furnas.
Para a viabilização do pretendido bastava a Nilton Antonio Monteiro reconhecer como falsa a Lista de Furnas, o que teria gerado sérias conseqüências para o deputado estadual mineiro Rogério Corrêa, do Partido dos Trabalhadores – PT – e mais pessoas ligadas a ele. Nilton afirmou não poder aceitar a proposta, “pois a lista é reconhecidamente autêntica”.
Além disso, o delegado Márcio Nabak pediu todos os documentos envolvendo o secretário Danilo de Castro. Principalmente o que consta o nome de José Tasso de Oliveira, ex-diretor da Espírito Santo Centrais Elétricas S/A – Escelsa.
Nilton acusa a autoridade policial de ter desaparecido com peças do inquérito e salienta que fez, sem sucesso, denúncias à Corregedoria da Polícia Civil, à Fazenda Pública e ao Ministério Público de Minas Gerais.
A primeira prisão dele “ocorreu na porta da Corregedoria no dia 20 de outubro de 2011, ligada à prisão, em Vila Velha, no Espírito Santo, de Maria Maciel de Souza, posteriormente transportada para Belo Horizonte.
Horror
De acordo com Monteiro, primeiro os policiais foram com ele até a residência onde ele morava e depois o conduziram ao Deoesp onde foram feitos dois autos provisórios de apreensão de documentos. Na noite do mesmo dia, o prisioneiro foi conduzido para o Departamento de Investigações – DI.
– “Onde fiquei junto a 40 outros presos num ambiente imundo e nojento, todas as pessoas como eu dormindo no chão”.
Pela manhã, o prisioneiro foi conduzido sob escolta para depor perante o delegado Márcio Nabak e o promotor Adriano Botelho Estrela, que Nilton Antonio Monteiro acusa de “pertencer ao grupo ligado ao secretário Danilo de Castro”. À noite, Nilton retornou ao DI onde dormiu. Foram lavrados mais dois autos de apreensão na presença do senhor promotor e com a assistência da defesa.
À noite, conta o depoente, há horas tantas um grupo de policiais abriu a porta do xadrez e empurrou para dentro outro preso – segundo ele, um negro bastante forte.
- Eu não conseguia dormir e estava atento, preocupado com toda a situação. O novo preso vasculhou todo o ambiente com o olhar e se dirigiu para o meu lado, me derrubando e pisando fortemente em meu pescoço. Pensei que ia ser morto.
Mas os demais presos intervieram, gritaram muito e os policiais em serviço acabaram por retirar o agressor do local. Na opinião de Nilton Antonio Monteiro, “isso aconteceu a mando de alguém”. Ele confessa que o episódio o deixou bastante abalado. Depois ele foi transferido para o Ceresp Gameleira, tendo ficado preso durante quatro meses antes de ser libertado para posteriormente ser novamente detido.
Intervenção do Poder
Ainda detido no Ceresp Gameleira, conta Nilton Antonio Monteiro, certa manhã ele foi retirado da cela para conversar com o delegado Márcio Nabak que voltou a fazer referência a uma proposta que tinha para lhe apresentar. Porém, antes de dizer do que se tratava pediu-lhe para acompanhá-lo a uma sala mais reservada onde estavam os deputados federais tucanos Rodrigo de Castro, filho do secretário Danilo de Castro, Marcos Pestana, ex-secretário estadual da Saúde no governo Aécio Neves, atual presidente do PSDB mineiro e Domingos Sávio, que foi líder da bancada do PSDB também no governo do atual senador por Minas Gerais.
A conversa, segundo Monteiro, foi iniciada por Nabak afirmando-lhe que aquela era a última chance que ele teria para negar a autenticidade da Lista de Furnas em troca de uma deleção premiada capaz de comprometer o deputado estadual petista Rogério Correa e pessoas a ele ligadas.
O depoente acusa o deputado Rodrigo de Castro, Mascos Pestana e Domingos Sávio de se referirem ao PT “como partido de bandidos”, “tendo Rodrigo argumentado que os petistas pagam muito bem. Marcos Pestana por sua vez queria saber de outros documentos que eu pudesse ter comigo, se algum envolvia o senador Aécio Neves. Rodrigo de Castro só queria saber de documentos envolvendo o nome do pai dele e se eu tinha algum tipo de ligação com o deputado estadual Durval Ângelo, do PT”. Foram muitas as insistências feitas, “sempre com o Márcio Nabak insistindo em delação premiada e afirmando que o deputado Rogério Correa é bandido”. Mas diante da resistência de Nilton Monteiro, “os deputados foram embora e eu voltei para a prisão”. Se Nilton Antonio Monteiro tivesse aceitado as condições do grupo seria chamado, como foi dito a ele o promotor Adriano Botelho, Estrela para testemunhar os procedimentos legais.
- A respeito desse assunto eu escrevi para os deputados estaduais Rogério Correa e Durval Ângelo, informando o que tinha acontecido.
Segunda prisão
A segunda prisão de Nilton Monteiro ocorreu nas dependências da Fazenda dos Parreiras, em posse do depoente, quando ele lá estava tratando de negócios envolvendo a propriedade e que ele discordava por entender que eram procedimentos “executados” para de alguma forma comprometê-lo.
Ele conta que caminhava em companhia do seu sogro quando dois policiais saíram por detrás de árvores e lhe deram voz de prisão, não permitindo que ele, que estava sem camisa, pudesse pelo menos voltar na sede da fazenda para se trajar por completo. Foi algemado com as mãos para trás e conduzido a uma viatura descaracteriza. Nilton tem desconfianças de que um ex-funcionário da fazenda telefonou avisando os policiais que ele estava no local. Algemado, ele conta que foi “arrastado uns 200 metros”, sendo conduzido para a Delegacia de Venda Nova. Uma longa viagem.
Antes de chegar à prisão, pelo menos por três vezes os policiais que o detiveram, sem exibir o devido mandado de prisão, pararam em locais variados e o deixaram sozinho no interior do veículo, dando-lhe “oportunidade de fuga”, o que ele em momento algum tentou, presumindo ser aquilo uma manobra para existir a oportunidade de execução sumária sob o argumento de tentativa de fuga. As saídas eram demoradas, perto de matagais e os policiais postados à distância que lhe permitiria tentar escapar, porém, sob o risco de tombar por disparos de armas de fogo potentes e de longo alcance. Em uma dessas paradas ele escutou um dos seus captores dizer: “O cabrito está preso”. Em outra ocasião os autores da prisão receberam um papel cujo conteúdo até hoje Nilton Monteiro não sabe do que se trata. Até então a sua prisão era caracterizada mais por arbitrariedades do que legalidades, principalmente a ausência de um advogado de defesa. No trajeto os policiais ainda foram à casa de um delegado no bairro Santa Amélia, “onde outro papel cujo teor eu também desconheço foi buscado”. De lá a viatura seguiu para Venda Nova.
“Quando chegaram à Delegacia de Polícia de Venda Nova, eles me colocaram no “coró” (cela na gíria dos presos comuns”. Nilton reclama que ficou muito tempo sem comer e só aí foi oferecido a ele um lanche que ele se recusou a comer “temendo ser envenenado”. Quando ia jogar o alimento ao lixo outro preso disse que comeria, mas Nilton o advertiu:
- Se você quer comer que coma, mas se morrer envenenado eu não terei culpa nenhuma.
Mesmo assim o preso se alimentou e nada aconteceu. Enquanto ele comia o telefone celular dele tocou e depois de terminada a conversa Nilton perguntou a ele se poderia usar o aparelho, o que foi consentido, oportunidade em que Monteiro se comunicou com a família para dizer que do momento da sua prisão até àquela hora estava sem a assistência de um advogado, sem camisa (apesar do tempo bastante frio) e sem comer. Monteiro ficou até aproximadamente meia noite em Venda Nova, horário em que foi transferido para o Deoesp onde dormiu algemado tanto nos pulsos quantos nas pernas, inclusive com a utilização de correntes nos tornozelos; Posteriormente Nilton Antonio Monteiro foi informado que ele não poderia ter dormido naquelas dependências e de outro fato bastante grave, sem ter sido submetido a um Auto de Corpo de Delito. Tais fatos já estão comunicados ao Conselho Nacional de Justiça – CNJ. Os mesmos episódios encontram-se relatados à Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados.
Nilton Antonio Monteiro só foi transferido novamente para o DI depois dos policiais rodarem muito com ele por diversos lugares, já num domingo, quando a sua prisão ocorrera no sábado. Porém, nesse ínterim foi convocado a depor perante a delegada da Polícia Federal Josélia Braga da Cruz. Foi sugerido a Nilton Antonio Monteiro, pela delegada, a sua ida para o presídio de segurança máxima da Papuda, em Brasília, por questões de segurança e proteção de testemunha. Segundo ele, a delegada federal “desempenhou o seu papel com extremo profissionalismo”. Dela ouviu da impossibilidade de transferência para a Nelson Hungria, que abriga igualmente presos da esfera federal indo parar no complexo penitenciário de Neves onde ficou até 17 de maio de 2012 “sob intensa vigilância, porém, sem sofrer nenhum mau trato”. Ao contrário da PF, a polícia mineira pretendia que Nilton Antonio Monteiro ficasse detido no Departamento de Investigações – DI. Hoje as autoridades competentes estão redobrando cuidados para que nenhum tipo de agressão ocorra a ele e membros da sua família.
Confirmação
O deputado estadual Rogério Correa, do PT, confirmou estar protocoladas na Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais as cartas enviadas por Nilton Antonio Monteiro denunciando a trama que estava sendo armada, frisando que o seu colega Durval Ângelo também recebeu as mesmas informações. Além do mais, Rogério Correa disse ter encaminhado a denúncia ao Ministério Público de Minas Gerais “que não tomou providências”.
Ele comenta que o delegado Márcio Nabak repassou à revista “Veja” informações tentando incriminá-lo e posteriormente ao jornal “O Estado de Minas”, levando o deputado federal Domingos Sávio, (PSDB/MG), da cidade de Divinópolis, Centro Oeste de Minas, a pedir a cassação do mandato dele, Rogério.
- Entretanto a situação era tão absurda que o próprio governo do Estado não conseguiu mobilizar a sua base, tendo vários parlamentares se rebelado contra a situação contra a qual se levantou também o presidente do Poder Legislativo, deputado Diniz Pinheiro.
Lembrou ainda que foi de “valor inestimável” a coragem do deputado Antônio Júlio, do PMDB, que declarou, através da mídia, que a Lista de Furnas é verdadeira, acrescentando ele próprio ter sido beneficiado ao comparecer pessoalmente perante Dimas Fabiano e receber o montante de R$ 200 mil.
O representante petista disse ter sido informado também da visita feita pelos deputados federais Marcos Pestana, Domingos Sávio e Rodrigo de Castro ao Ceresp Gameleira para, a mando do senador Aécio Neves e do secretário Danilo de Castro, tentar com a colaboração do delegado Márcio Nabak obter de Nilton Antonio Vieira a sua implicação.
A revista “Veja” está sendo processada, observa Rogério Corrêa. Quanto ao jornal “O Estado de Minas”, ele lembra que a Justiça já determinou o pagamento de multa e que o próximo passo, que a Lei prevê caso não lhe sejam assegurados os seus direitos, “é a prisão do diretor responsável”. Ele ainda estuda qual atitude irá tomar em relação ao delegado Márcio Nabak. “O caso é idêntico! O mesmo que Policarpo fez com Calinhos Cachoeira, tentaram repetir aqui em Minas”.
Consultado, o deputado Marcus Pestana respondeu: “O fato narrado nunca ocorreu e deve ser mais uma fantasia do estelionatário Nilton Antônio Monteiro. É uma grosseira e deslavada mentira. Portanto, tal fato inexistente envolvendo um conhecido falsário não merece comentários.”
Os deputados Domingo Sávio e Rodrigo de Castro, igualmente consultados, nada responderam até o fechamento desta matéria.
Ressaltando, contudo, que fica reservado aos mesmos o direito legal de acrescentarem a esta matéria suas versões.
A Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), encarregada de apurar os fatos ocorridos e narrados através de correspondências enviadas do cárcere por Nilton Monteiro a seus integrantes, promete emitir nota a respeito.
Novojornal entregou possível vídeo feito por celular do encontro para ser periciado.
Nossa reportagem solicitou, sem sucesso, do Ceresp Gameleira a lista de presença dos visitantes do dia que possivelmente ocorreram os fatos denunciados.
A Comissão Nacional de Direitos Humanos informa que requisitará as imagens de vídeo da entrada do presídio.
A Comissão de Ética da Câmara dos Deputados informou que só se pronunciará sobre o fato após ser consultada oficialmente por quem de direito. Origem.
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terça-feira, 10 de julho de 2012
Estado de Minas: PF desarticula quadrilha que aplicava golpe contra instituições financeiras em Minas
PF desarticula quadrilha que aplicava golpe contra instituições financeiras em Minas Grupo financiava veículos em nome de "laranjas" e conseguia efetuar transferências bancárias usando documentos falsos
Fernanda Borges
Publicação: 10/07/2012 08:35 Atualização: 10/07/2012 08:55
A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira a Operação Troco Certo para desbaratar uma organização criminosa especializada em aplicar golpes contra instituições financeiras. Ao todo estão sendo cumpridos 18 mandados expedidos pela Justiça Federal de Belo Horizonte. São 9 mandados de prisão temporária e 9 mandados de busca e apreensão. Todos os mandados estão sendo cumpridos na região de Sete Lagoas e Prudente de Morais, na Região Central de Minas. Até o momento já foram apreendidos veículos, documentos, computadores, mídias, arma de fogo, drogas e até um colete balístico.
As investigações, que começaram há cerca de 10 meses, apuraram que a quadrilha mantinha dois núcleos distintos. O primeiro era especializado em fraudar financeiras, aplicando o golpe vulgarmente denominado “Tumulto” ou “Finan”. Segundo a PF, a fraude consiste no financiamento de veículos em nome de “laranjas” e posterior revenda dos automóveis a pessoas que não pretendem continuar quitando os financiamentos. Para o sucesso das fraudes a quadrilha utilizava documentos falsificados.
O segundo núcleo da quadrilha também se valia de documentos falsificados para fraudar instituições bancárias. De posse de uma lista contendo dados bancários e pessoais de correntistas, a quadrilha falsificava documentos pessoais e conseguia efetuar transferências bancárias se dirigindo diretamente a boca do caixa. Origem.
Fernanda Borges
Publicação: 10/07/2012 08:35 Atualização: 10/07/2012 08:55
A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira a Operação Troco Certo para desbaratar uma organização criminosa especializada em aplicar golpes contra instituições financeiras. Ao todo estão sendo cumpridos 18 mandados expedidos pela Justiça Federal de Belo Horizonte. São 9 mandados de prisão temporária e 9 mandados de busca e apreensão. Todos os mandados estão sendo cumpridos na região de Sete Lagoas e Prudente de Morais, na Região Central de Minas. Até o momento já foram apreendidos veículos, documentos, computadores, mídias, arma de fogo, drogas e até um colete balístico.
As investigações, que começaram há cerca de 10 meses, apuraram que a quadrilha mantinha dois núcleos distintos. O primeiro era especializado em fraudar financeiras, aplicando o golpe vulgarmente denominado “Tumulto” ou “Finan”. Segundo a PF, a fraude consiste no financiamento de veículos em nome de “laranjas” e posterior revenda dos automóveis a pessoas que não pretendem continuar quitando os financiamentos. Para o sucesso das fraudes a quadrilha utilizava documentos falsificados.
O segundo núcleo da quadrilha também se valia de documentos falsificados para fraudar instituições bancárias. De posse de uma lista contendo dados bancários e pessoais de correntistas, a quadrilha falsificava documentos pessoais e conseguia efetuar transferências bancárias se dirigindo diretamente a boca do caixa. Origem.
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sábado, 30 de junho de 2012
Brasil247[Carlos Alberto Teixeira de Oliveira]: Minas Gerais, literalmente, quebrou
(Experimente o uso dos marcadores - tags, abaixo de cada post, em vermelho, é mais rápido do que a busca, acima, a esquerda.)
A realidade posta, nua e crua, sem as maquiagens marketeiras do Menino do Rio!
Minas Gerais, literalmente, quebrou
O choque de gestão implantado por Aécio Neves corre o risco de se transformar em curto-circuito
O choque de gestão implantado por Aécio Neves corre o risco de se transformar em curto-circuito
28 de Junho de 2012 às 10:31
Carlos Alberto Teixeira de Oliveira
O Estado de Minas Gerais está literalmente quebrado! Os dados foram publicados pela própria Assembleia Legislativa de MG revelam a realidade, mas o governo se recusa em aceitar a situação e age como se o problema não fosse com ele e, muito menos, dele.
A impressão que fica após a sua leitura é que o Choque de Gestão virou Curto-Circuito.
Precisamos ressalvar que temos uma baita crise econômica pela frente. Com um detalhe: ela já nos atingiu em cheio!
Não vou discorrer sobre isso, até porque já está nos jornais. E não adianta tampar o sol com a peneira. Ela já está aí.
Enquanto continuarmos pensando ser Minas uma ilha isolada, desconectada do País e do mundo, com os gravames da composição estrutural negativa da nossa produção, vamos continuar sendo uma economia de 5ª categoria, colonial, periférica e, pior, a reboque.
Minas não tem mais empresas de Minas, tem unidades produtoras aqui instaladas.
O que restou são empresas em Minas, sem nenhuma ou pouca/reduzida capacidade de decisão ou de tomada estratégica. De pouca expressão nacional.
Concluímos e vamos divulgar em breve, o XVI Ranking das Empresas Mineiras, quando analisamos mais de 3000 balanços de empresas estabelecidas aqui.
Percebo que não temos “nenhum projeto econômico de envergadura”, capaz de, pelo menos, provocar o início de uma inversão do status quo econômico com que somos prisioneiros seculares. Se bobearmos, vamos começar a comemorar com galhardia, pompa e circunstância, apenas e daqui pra frente, a inauguração de vários carrinhos de pipoca, de algodão doce etc – como se esses fossem soluções e caminhos gerais para o nosso Estado.
Não conseguimos transbordar mais nossas ideias e opiniões para fora. Não é mais a questão ou impeditivo das alturas geográficas e das nossas várias montanhas,
é, em grande parte, a falta de meios de comunicação que não saem de nossas fronteiras e que estão literalmente compromissados pela avalanche das ricas e abundantes verbas publicitárias distribuídas sem critérios, que insitem em permanecer misteriosas, não transparentes. Elas calam Minas, antes de tudo!
Não podemos ignorar Minas como a origem do Mensalão. Continue lendo.
Carlos Alberto Teixeira de Oliveira
O Estado de Minas Gerais está literalmente quebrado! Os dados foram publicados pela própria Assembleia Legislativa de MG revelam a realidade, mas o governo se recusa em aceitar a situação e age como se o problema não fosse com ele e, muito menos, dele.
A impressão que fica após a sua leitura é que o Choque de Gestão virou Curto-Circuito.
Precisamos ressalvar que temos uma baita crise econômica pela frente. Com um detalhe: ela já nos atingiu em cheio!
Não vou discorrer sobre isso, até porque já está nos jornais. E não adianta tampar o sol com a peneira. Ela já está aí.
Enquanto continuarmos pensando ser Minas uma ilha isolada, desconectada do País e do mundo, com os gravames da composição estrutural negativa da nossa produção, vamos continuar sendo uma economia de 5ª categoria, colonial, periférica e, pior, a reboque.
Minas não tem mais empresas de Minas, tem unidades produtoras aqui instaladas.
O que restou são empresas em Minas, sem nenhuma ou pouca/reduzida capacidade de decisão ou de tomada estratégica. De pouca expressão nacional.
Concluímos e vamos divulgar em breve, o XVI Ranking das Empresas Mineiras, quando analisamos mais de 3000 balanços de empresas estabelecidas aqui.
Percebo que não temos “nenhum projeto econômico de envergadura”, capaz de, pelo menos, provocar o início de uma inversão do status quo econômico com que somos prisioneiros seculares. Se bobearmos, vamos começar a comemorar com galhardia, pompa e circunstância, apenas e daqui pra frente, a inauguração de vários carrinhos de pipoca, de algodão doce etc – como se esses fossem soluções e caminhos gerais para o nosso Estado.
Não conseguimos transbordar mais nossas ideias e opiniões para fora. Não é mais a questão ou impeditivo das alturas geográficas e das nossas várias montanhas,
é, em grande parte, a falta de meios de comunicação que não saem de nossas fronteiras e que estão literalmente compromissados pela avalanche das ricas e abundantes verbas publicitárias distribuídas sem critérios, que insitem em permanecer misteriosas, não transparentes. Elas calam Minas, antes de tudo!
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quinta-feira, 1 de março de 2012
REFAZENDA2010-blog: Notícias da Hora 13:39 quinta 01/03/2012
Notícias novas, e outras importantes, agora linkadas.
Isso não está cheirando nada bem!
IstoÉ: Google usa "não rastrear" para ampliar uso de dados de usuários
Agência Brasil: Parlamento da Grécia aprova cortes nas despesas de saúde
Carta Capital: ‘Calmon tem postura forte e sabe que está acuada politicamente’
O Tempo: Taxa de crimes violentos em Minas subiu mais de 10% em 2011
Estadão: Cérebro pode ser 'rejuvenescido', sugere pesquisa
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