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terça-feira, 7 de agosto de 2012

Novojornal: Tucanos articulam para prender novamente Nilton Monteiro; mais Carta Capital

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Tucanos articulam para prender novamente Nilton Monteiro

Após entrega do original da Lista de Furnas ao Ministro Joaquim Barbosa e entrevista ao Novojornal, tucanos querem prender novamente Monteiro

Na tarde desta terça feira (7), após ter acesso ao inquérito da Corregedoria de Polícia Civil de Minas Gerais, que vem investigando a atuação da “Gangue dos Castro” na máquina policial do Estado, em conjunto com a “Justiça Tucana”, o advogado Dino Miraglia decidiu impetrar ainda hoje Habeas Corpus para evitar que Monteiro volte para prisão.

Os depoimentos constantes do inquérito demonstram como atuava a organização criminosa na Polícia Civil, no Ministério Público e na Justiça mineira. O objetivo desta organização era e ainda é de eliminar Nilton Monteiro. Desde janeiro deste ano a Polícia Civil de Minas Gerais sabia que Nilton Monteiro não havia falsificado nada.

Comprovando por definitivo que sua prisão foi uma grande armação política.

O relatório constante do inquérito contendo declarações do advogado Joaquim Engler chega a assustar assim como o agravo em tramitação no STJ.

O pior mesmo, ciente da conclusão das investigações feitas pela corregedoria de Polícia, o Delegado Nabak encaminhou e o Ministro Gilmar Mendes divulgou laudo falso denunciado no inquérito.

Novojornal divulga em primeira mão e com exclusividade o Inquérito e o Agravo.

Ninguém do Governo de Minas Gerais, do Ministério Público, da Polícia Civil e do TJMG, procurados, quiseram comentar o relatado no inquérito.

Nossa redação está analisando diversos outros documentos e a qualquer momento atualizará esta matéria. Continue lendo.

Atualização às 00:25 em 08/08/2012.

Carta Capital[Leandro Fontes]: O argumento da fraude caiu (Valerioduto Tucano)

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Novojornal: Deputados do PSDB vão a presídio pressionar preso político

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Deputados do PSDB vão a presídio pressionar preso político

Depois de encarcerado e agredido dentro de presídio, Monteiro recebe proposta de parlamentares do PSDB para mentir sobre a Lista de Furnas


Em tempos obscuros da democracia brasileira Graciliano Ramos, detido pela Polícia Política do regime então vigente escreveu uma obra prima da literatura nacional, “Memórias do Cárcere”. Mesmo sem o talento do escritor, o lobista Nilton Antonio Monteiro narra o mix de terror, pressão, dinheiro e poder a envolver notadamente o primeiro período em que ele foi preso.

De acordo com o mesmo, em documentos autenticados página por página para o Novojornal, “o fato foi determinado ao delegado Márcio Nabak por influência do atual deputado federal por Minas Gerais, Eduardo Brandão de Azeredo (PSDB), do atual secretário de Governo, Danilo de Castro, da juíza Rosimeire das Graças do Couto, do promotor Adriano Botelho Estrela, da promotora Rita de Cássia Mendes Rolla, do ex-presidente da OAB Seção de Minas Gerais, advogado Raimundo Cândido Júnior, do empresário e ex-deputado federal Vittorio Medioli, do ex-tesoureiro de campanha do senador Eduardo Azeredo, Cláudio Mourão, do empresário Antônio Pontes Fonseca, proprietário da Calsete Siderúrgica Ltda., na cidade de Sete Lagoas e integrantes da Felipe Amodeo Advogados Associados”.

Para Nilton Antonio Monteiro, a entrada do delegado Márcio Nabak na história, substituindo o colega dele João Otacílio Silva Neto na qualidade de chefe do Deoesp, “teve exatamente a finalidade de tentar desqualificar a Lista de Furnas”, além de desqualificá-lo pessoalmente.

O lobista faz uma acusação grave ao afirmar que antes de ser preso o delegado Nabak, já substituindo João Otacílio, lhe fez “uma proposta milionária dizendo-se portador da cifra de cinco milhões de reais provenientes dos cofres de Vittorio Medioli, Antônio Pontes Fonseca e Felipe Amodeo, para ser dividido entre os dois, para que todos os problemas fossem encerrados”, principalmente o caso a envolver a Lista de Furnas.

Para a viabilização do pretendido bastava a Nilton Antonio Monteiro reconhecer como falsa a Lista de Furnas, o que teria gerado sérias conseqüências para o deputado estadual mineiro Rogério Corrêa, do Partido dos Trabalhadores – PT – e mais pessoas ligadas a ele. Nilton afirmou não poder aceitar a proposta, “pois a lista é reconhecidamente autêntica”.

Além disso, o delegado Márcio Nabak pediu todos os documentos envolvendo o secretário Danilo de Castro. Principalmente o que consta o nome de José Tasso de Oliveira, ex-diretor da Espírito Santo Centrais Elétricas S/A – Escelsa.

Nilton acusa a autoridade policial de ter desaparecido com peças do inquérito e salienta que fez, sem sucesso, denúncias à Corregedoria da Polícia Civil, à Fazenda Pública e ao Ministério Público de Minas Gerais.

A primeira prisão dele “ocorreu na porta da Corregedoria no dia 20 de outubro de 2011, ligada à prisão, em Vila Velha, no Espírito Santo, de Maria Maciel de Souza, posteriormente transportada para Belo Horizonte.

Horror

De acordo com Monteiro, primeiro os policiais foram com ele até a residência onde ele morava e depois o conduziram ao Deoesp onde foram feitos dois autos provisórios de apreensão de documentos. Na noite do mesmo dia, o prisioneiro foi conduzido para o Departamento de Investigações – DI.           

– “Onde fiquei junto a 40 outros presos num ambiente imundo e nojento, todas as pessoas como eu dormindo no chão”.

Pela manhã, o prisioneiro foi conduzido sob escolta para depor perante o delegado Márcio Nabak e o promotor Adriano Botelho Estrela, que Nilton Antonio Monteiro acusa de “pertencer ao grupo ligado ao secretário Danilo de Castro”. À noite, Nilton retornou ao DI onde dormiu.  Foram lavrados mais dois autos de apreensão na presença do senhor promotor e com a assistência da defesa.

À noite, conta o depoente, há horas tantas um grupo de policiais abriu a porta do xadrez e empurrou para dentro outro preso – segundo ele, um negro bastante forte.

- Eu não conseguia dormir e estava atento, preocupado com toda a situação. O novo preso vasculhou todo o ambiente com o olhar e se dirigiu para o meu lado, me derrubando e pisando fortemente em meu pescoço. Pensei que ia ser morto.

Mas os demais presos intervieram, gritaram muito e os policiais em serviço acabaram por retirar o agressor do local. Na opinião de Nilton Antonio Monteiro, “isso aconteceu a mando de alguém”. Ele confessa que o episódio o deixou bastante abalado. Depois ele foi transferido para o Ceresp Gameleira, tendo ficado preso durante quatro meses antes de ser libertado para posteriormente ser novamente detido.

Intervenção do Poder

Ainda detido no Ceresp Gameleira, conta Nilton Antonio Monteiro, certa manhã ele foi retirado da cela para conversar com o delegado Márcio Nabak que voltou a fazer referência a uma proposta que tinha para lhe apresentar. Porém, antes de dizer do que se tratava pediu-lhe para acompanhá-lo a uma sala mais reservada onde estavam os deputados federais tucanos Rodrigo de Castro, filho do secretário Danilo de Castro,  Marcos Pestana, ex-secretário estadual da Saúde no governo Aécio Neves, atual presidente do PSDB mineiro e Domingos Sávio, que foi líder da bancada do PSDB também no governo do atual senador por Minas Gerais.

A conversa, segundo Monteiro, foi iniciada por Nabak afirmando-lhe que aquela era a última chance que ele teria para negar a autenticidade da Lista de Furnas em troca de uma deleção premiada capaz de comprometer o deputado estadual petista Rogério Correa e pessoas a ele ligadas.

O depoente acusa o deputado Rodrigo de Castro, Mascos Pestana e Domingos Sávio de se referirem ao PT “como partido de bandidos”, “tendo Rodrigo argumentado que os petistas pagam muito bem. Marcos Pestana por sua vez queria saber de outros documentos que eu pudesse ter comigo, se algum envolvia o senador Aécio Neves. Rodrigo de Castro só queria saber de documentos envolvendo o nome do pai dele e se eu tinha algum tipo de ligação com o deputado estadual Durval Ângelo, do PT”. Foram muitas as insistências feitas, “sempre com o Márcio Nabak insistindo em delação premiada e afirmando que o deputado Rogério Correa é bandido”. Mas diante da resistência de Nilton Monteiro, “os deputados foram embora e eu voltei para a prisão”. Se Nilton Antonio Monteiro tivesse aceitado as condições do grupo seria chamado, como foi dito a ele o promotor Adriano Botelho, Estrela para testemunhar os procedimentos legais.

- A respeito desse assunto eu escrevi para os deputados estaduais Rogério Correa e Durval Ângelo, informando o que tinha acontecido.

Segunda prisão

A segunda prisão de Nilton Monteiro ocorreu nas dependências da Fazenda dos Parreiras, em posse do depoente, quando ele lá estava tratando de negócios envolvendo a propriedade e que ele discordava por entender que eram procedimentos “executados” para de alguma forma comprometê-lo.

Ele conta que caminhava em companhia do seu sogro quando dois policiais saíram por detrás de árvores e lhe deram voz de prisão, não permitindo que ele, que estava sem camisa, pudesse pelo menos voltar na sede da fazenda para se trajar por completo. Foi algemado com as mãos para trás e conduzido a uma viatura descaracteriza. Nilton tem desconfianças de que um ex-funcionário da fazenda telefonou avisando os policiais que ele estava no local. Algemado, ele conta que foi “arrastado uns 200 metros”, sendo conduzido para a Delegacia de Venda Nova. Uma longa viagem.

Antes de chegar à prisão, pelo menos por três vezes os policiais que o detiveram, sem exibir o devido mandado de prisão, pararam em locais variados e o deixaram sozinho no interior do veículo, dando-lhe “oportunidade de fuga”, o que ele em momento algum tentou, presumindo ser aquilo uma manobra para existir a oportunidade de execução sumária sob o argumento de tentativa de fuga. As saídas eram demoradas, perto de matagais e os policiais postados à distância que lhe permitiria tentar escapar, porém, sob o risco de tombar por disparos de armas de fogo potentes e de longo alcance. Em uma dessas paradas ele escutou um dos seus captores dizer: “O cabrito está preso”. Em outra ocasião os autores da prisão receberam um papel cujo conteúdo até hoje Nilton Monteiro não sabe do que se trata. Até então a sua prisão era caracterizada mais por arbitrariedades do que legalidades, principalmente a ausência de um advogado de defesa. No trajeto os policiais ainda foram à casa de um delegado no bairro Santa Amélia, “onde outro papel cujo teor eu também desconheço foi buscado”. De lá a viatura seguiu para Venda Nova.

“Quando chegaram à Delegacia de Polícia de Venda Nova, eles me colocaram no “coró” (cela na gíria dos presos comuns”. Nilton reclama que ficou muito tempo sem comer e só aí foi oferecido a ele um lanche que ele se recusou a comer “temendo ser envenenado”. Quando ia jogar o alimento ao lixo outro preso disse que comeria, mas Nilton o advertiu:

- Se você quer comer que coma, mas se morrer envenenado eu não terei culpa nenhuma.

Mesmo assim o preso se alimentou e nada aconteceu. Enquanto ele comia o telefone celular dele tocou e depois de terminada a conversa Nilton perguntou a ele se poderia usar o aparelho, o que foi consentido, oportunidade em que Monteiro se comunicou com a família para dizer que do momento da sua prisão até àquela hora estava sem a assistência de um advogado, sem camisa (apesar do tempo bastante frio) e sem comer. Monteiro ficou até aproximadamente meia noite em Venda Nova, horário em que foi transferido para o Deoesp onde dormiu algemado tanto nos pulsos quantos nas pernas, inclusive com a utilização de correntes nos tornozelos; Posteriormente Nilton Antonio Monteiro foi informado que ele não poderia ter dormido naquelas dependências e de outro fato bastante grave, sem ter sido submetido a um Auto de Corpo de Delito. Tais fatos já estão comunicados ao Conselho Nacional de Justiça – CNJ. Os mesmos episódios encontram-se relatados à Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados.

 Nilton Antonio Monteiro só foi transferido novamente para o DI depois dos policiais rodarem muito com ele por diversos lugares, já num domingo, quando a sua prisão ocorrera no sábado. Porém, nesse ínterim foi convocado a depor perante a delegada da Polícia Federal Josélia Braga da Cruz. Foi sugerido a Nilton Antonio Monteiro, pela delegada, a sua ida para o presídio de segurança máxima da Papuda, em Brasília, por questões de segurança e proteção de testemunha. Segundo ele, a delegada federal “desempenhou o seu papel com extremo profissionalismo”. Dela ouviu da impossibilidade de transferência para a Nelson Hungria, que abriga igualmente presos da esfera federal indo parar no complexo penitenciário de Neves onde ficou até 17 de maio de 2012 “sob intensa vigilância, porém, sem sofrer nenhum mau trato”. Ao contrário da PF, a polícia mineira pretendia que Nilton Antonio Monteiro ficasse detido no Departamento de Investigações – DI. Hoje as autoridades competentes estão redobrando cuidados para que nenhum tipo de agressão ocorra a ele e membros da sua família.

Confirmação

O deputado estadual Rogério Correa, do PT, confirmou estar protocoladas na Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais as cartas enviadas por Nilton Antonio Monteiro denunciando a trama que estava sendo armada, frisando que o seu colega Durval Ângelo também recebeu as mesmas informações. Além do mais, Rogério Correa disse ter encaminhado a denúncia ao Ministério Público de Minas Gerais “que não tomou providências”.

Ele comenta que o delegado Márcio Nabak repassou à revista “Veja” informações tentando incriminá-lo e posteriormente ao jornal “O Estado de Minas”, levando o deputado federal Domingos Sávio, (PSDB/MG), da cidade de Divinópolis, Centro Oeste de Minas, a pedir a cassação do mandato dele, Rogério.

- Entretanto a situação era tão absurda que o próprio governo do Estado não conseguiu mobilizar a sua base, tendo vários parlamentares se rebelado contra a situação contra a qual se levantou também o presidente do Poder Legislativo, deputado Diniz Pinheiro.

Lembrou ainda que foi de “valor inestimável” a coragem do deputado Antônio Júlio, do PMDB, que declarou, através da mídia, que a Lista de Furnas é verdadeira, acrescentando ele próprio ter sido beneficiado ao comparecer pessoalmente perante Dimas Fabiano e receber o montante de R$ 200 mil.

O representante petista disse ter sido informado também da visita feita pelos deputados federais Marcos Pestana, Domingos Sávio e Rodrigo de Castro ao Ceresp Gameleira para, a mando do senador Aécio Neves e do secretário Danilo de Castro, tentar com a colaboração do delegado Márcio Nabak obter de Nilton Antonio Vieira a sua implicação.

A revista “Veja” está sendo processada, observa Rogério Corrêa. Quanto ao jornal “O Estado de Minas”, ele lembra que a Justiça já determinou o pagamento de multa e que o próximo passo, que a Lei prevê caso não lhe sejam assegurados os seus direitos, “é a prisão do diretor responsável”. Ele ainda estuda qual atitude irá tomar em relação ao delegado Márcio Nabak. “O caso é idêntico! O mesmo que Policarpo fez com Calinhos Cachoeira, tentaram repetir aqui em Minas”. 

Consultado, o deputado Marcus Pestana respondeu: “O fato narrado nunca ocorreu e deve ser mais uma fantasia do estelionatário Nilton Antônio Monteiro. É uma grosseira e deslavada mentira. Portanto, tal fato inexistente envolvendo um conhecido falsário não merece comentários.”

Os deputados Domingo Sávio e Rodrigo de Castro, igualmente consultados, nada responderam até o fechamento desta matéria.

Ressaltando, contudo, que fica reservado aos mesmos o direito legal de acrescentarem a esta matéria suas versões.

A Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), encarregada de apurar os fatos ocorridos e narrados através de correspondências enviadas do cárcere por Nilton Monteiro a seus integrantes, promete emitir nota a respeito.

Novojornal entregou possível vídeo feito por celular do encontro para ser periciado.

Nossa reportagem solicitou, sem sucesso, do Ceresp Gameleira a lista de presença dos visitantes do dia que possivelmente ocorreram os fatos denunciados.

A Comissão Nacional de Direitos Humanos informa que requisitará as imagens de vídeo da entrada do presídio.

A Comissão de Ética da Câmara dos Deputados informou que só se pronunciará sobre o fato após ser consultada oficialmente por quem de direito. Origem.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Redação do REFAZENDA2010-blog : A Lambança

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Editorial
A Lambança

Período eleitoral é sempre assim. As contradições veem à tona e se acirram. Não se consegue uma maioria para governar e o pragmatismo predomina.

O Ambiente

Nada mais conturbado que a balbúrdia desses meses que antecedem as vésperas das eleições municipais. O Supremo, atrasado como sempre, pauta o mensalão numa época flagrantemente imprópria. Por outro lado, uma CPMI, necessária, dizem que seriam um antídoto ao protelado julgamento. 

Desnecessário lembrar que havia um julgamento na frente, o mensalão mineiro e como também, a CPI da Privataria.

Mas a agenda política não segue a ordem temporal, reproduz apenas os interesses da maioria. De outra forma, tem-se a agenda da velha e podre mídia, aliada aos interesses conservadores da elite do aparato do Estado. 

Assombrosa a postura de procurador geral da República e tantos outros membros do Ministério Público como também do Judiciário. São partidários, lamentavelmente! E em Minas a coisa cheira a promiscuidade.


Representação foi levada pelos deputados Rogério Correa (PT) e Sávio Souza Cruz (PMDB)

Thiago Herdy
Publicado: 11/06/12 - 22h54
Atualizado: 11/06/12 - 22h54

SÃO PAULO - A Procuradoria-Geral de Justiça de Minas Gerais decidiu avocar a representação levada pelos deputados Rogério Correa (PT) e Sávio Souza Cruz (PMDB) à Promotoria de Defesa do Patrimônio Público com pedido de investigação dos repasses do governo mineiro a empresas de comunicação que têm integrantes da família do ex-governador e senador Aécio Neves (PSDB) como sócios. Os deputados haviam feito a representação na promotoria em protesto contra a investigação conduzida no ano passado pelo Procurador-Geral de Justiça, Alceu Tadeu Marques — indicado para o cargo pela primeira vez por Aécio —, considerada por eles insuficiente.

A avocação ocorreu sob a argumentação de que os fatos denunciados teriam tido continuidade no atual governo e, por isso, deveriam estar sob a guarda do procurador-geral. O ato impede que o caso seja investigado pela promotoria e causou indignação no promotor do Patrimônio Público João Medeiros, que já havia iniciado suas apurações.

— O fato trazido ao conhecimento da promotoria é preciso no tempo e espaço e se refere ao período em que Aécio era o governador. A PGJ fez uma ginástica argumentativa absurda para justificar este ato de força — criticou o promotor, que estuda medidas para trazer a investigação de volta para sua alçada.

Reportagem publicada pelo GLOBO nesta segunda-feira mostra que quase um terço (oito) dos atuais procuradores-gerais de Justiça do país chegou pela primeira vez ao cargo sem ter sido o mais votado na eleição interna do Ministério Público. A possibilidade de os governadores escolherem o nome daquele que poderá ou não investigá-los tem colocado a atuação dos chefes do MP em xeque em função do engavetamento precoce de inquéritos e da falta de iniciativa em assuntos sensíveis aos governos estaduais.

No caso de Minas, Alceu chegou ao cargo em 2008 apesar de ser o segundo lugar da lista tríplice do MP. Em 2010 ele foi reconduzido por Antonio Anastasia, desta vez na condição de primeiro lugar na votação interna.

Na representação levada ao procurador-geral no ano passado, os parlamentares pediam também investigações sobre as atribuições do Núcleo Gestor de Comunicação Social do Governo do Estado, coordenado pela irmã de Aécio, Andrea Neves, sócia nas empresas de comunicação que receberam recursos.Alceu Torres Marques decidiu encerrar o caso "por ausência de justa causa", com base em resposta oficial apresentada pelo governo, em ofício, em apenas três meses de apuração. O fato levou os deputados a representarem contra ele no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).

“O Procurador-Geral tinha o poder e o dever de investigar a fundo as denúncias e não simplesmente contentar-se com declarações de pessoas que que se servem do governo e não têm interesse de esclarecer os fatos”, escreveram os parlamentares na representação ao Conselho, acusando Alceu de não "esgotar as possibilidades de diligências e colheita de provas".

Ontem, a assessoria do senador Aécio Neves divulgou nota informando ser improcedente a denúncia. Na nota, a assessoria lembra que a investigação realizada pela procuradoria-geral analisou "vasta documentação encaminhada pelo Governo", atestando a "regularidade dos contratos firmados com a emissora" e a" isonomia no relacionamento com os veículos de comunicação".

As Coligações

Tudo por alguns segundos na TV. Apostam todas as fichas achando que a tv é solução. As vinhetas, no meio da programação, podem ser. Mas o horário eleitoral gratuito obrigatório deve ter pouca audiência. As mega produções só oneram as campanhas. Gastar sola de sapato e olho no olho do eleitor não é tarefa impossível e pode ser produtiva.

Imagem da web
Aí começa a lambança. O PDS é a noiva prostituta da vez. O PP de Maluf também. O beija mão de Lula a Maluf deixou visivelmente o candidato a prefeitura paulistana constrangido. O próprio Lula se criticou noutro evento, dizendo que uma outra e nova foto seria politicamente correta. Por aqui, nas Montanhas se vê isso.

Enquanto Kassab apoia Serra em São Paulo briga por apoiar Patrus em BH. Quem em sã consciência e com uma guarda municipal destas quer este apoio?!

A Polícia de Kassab:






Imagens SBT 17/07/2012


Imagens SBT 18/07/2012

O Conservadorismo Popular

Os comentários de leitores na internet demonstram algumas verdades: a corrupção começou com o PT e Lula é o presidente do País. E mais. Só o PT coloca os seus quadros nos cargos públicos...

Não há santo em Política. Ela reflete a população eleitora. Parece que o ranço escravagista não terminou. Já não é uma questão de pele, mas ranço social.

Belo Horizonte

Ainda bem que explodiram a farsa montada por Pimentel e Aécio. Porém a luta se mostra dura. Patrus ficou fora muito tempo e nos parece que o perfil do eleitorado belo-horizontino mudou. E ainda se tem a luta pela Câmara Municipal. Sem maioria não se governa. Por mais desimportante que seus membros a façam parecer, ela é importante sim!

Lacerda só cuidou das grandes obras. O BRT e o conluio com as empresas de ônibus é um exemplo. Para escolas por exemplo, se vê isto aqui. Haverá mensalidades?!

Prefeitura de BH assina parceria com iniciativa privada para construir escolas

Estado de Minas

Publicação: 25/07/2012 12:48 Atualização: 25/07/2012 13:59

A Prefeitura de Belo Horizonte assinou, nesta quarta-feira, uma Parceria Público- Privada (PPP) com a Odebrecht Engenharia e Construção no valor de R$ 190 milhões. O investimento da construtora será financiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES), do governo federal, e vai permitir a construção, no prazo de dois anos, de 37 escolas, atendendo a 20 mil crianças e jovens. Desse total, 32 serão Unidades Municipais de Ensino Infantil (Umeis), destinadas a crianças de 0 a 5 anos, e o restante serão escolas direcionadas ao ensino fundamental.

Como contrapartida ao investimento, a Odebrecht vai poder explorar os serviços administrativas dessas 37 escolas por um prazo de 20 anos. Exceto a merenda escolar e a parte pedagógica, a Prefeitura de Belo Horizonte já terceiriza esse tipo de serviço em toda as escolas municipais e Umeis. A previsão da Prefeitura e da Odebrecht é que as escolas construídas via PPP, que é a primeira do país nesses moldes na área de educação, devem ficar prontas daqui a dois anos.
Com informações de Felipe Canêdo

Cidade de São Paulo

Serra é uma fraude. Sempre foi. Agora encasquetou com os chamados blogueiros sujos. Para ele só serve o PIG (Partido da Imprensa Golpita) ou a velha e podre mídia. O Bolinha de Papel representa o atraso e as elites carcomidas. Cabe também falar do governador higienista da República de São Paulo. Sua polícia mata mais do que a polícia americana como um todo. Polícia lá é preferencialmente para os pobres. No resto do Brasil não é bem diferente.

O Brasil247 nessa reportagem traz alguns comentários. Selecionamos dois:

Eros Alonso 24.07.2012 às 08:45
Caros leitores. Coloco aqui uma situação real que me motivou a ser contra Serra.Durante 10 anos fui Secretário Municipal do PSDB.Votei e apoiei esse partido e candidato. Com o tempo constatei que os principais problemas de nossa região, no interior paulista, não eram solucionados e sequer discutidos. O Sudoeste Paulista que vivemos nâo tem um hospital público ou universidade pública e o PSDB já construiu uma dezena de penitenciárias na região.Um governo que constrói presídios e não constrói universidades e hospitais não merece respeito.Serra marcou Audiência Pública para tratar das penitenciárias na véspera do carnaval , em SP, e as cidades interessadas não souberam e não participaram.Apenas aquela Audiência Pública mostra o caráter desse candidato, que agora é inimigo dos interesses de minha família e não simplesmente adversário.Prepotente, arrogante, autoritário , deveria explicar porque pagava para a Veja mais de 2,5 milhões por mês quando era governador.

Mirian Pereira 23.07.2012 às 21:18
vou mais longe, Paulo Nogueira, quem vai desmascarar serra é a Internet. Acabou o tempo em que a gente só tinha a versão cínica da Folha, do Estadão, da Globo, da Veja e do Correio Brasiliense. Hoje, a Internet não aceita mais mentirosos como Serra, que mentiu ao abandonar o mandato na Prefeitura, mentiu ao esconder o aborto de sua mulher, mentiu na bolinha de papel, mentiu no caso Arruda, metiu pra caralho. Agora acabou, Renato, mentiu, a Internet desmente na hora. Serra se nutriu da grande imprensa a vida inteira, mas agora acabou, secou a fonte dos Civita, dos Mesquitas, da puta que pariu. Não é que o internauta não gosta do Serra, o internauta desmnascara o Serra.


24/07/2012 – 03h30

Pela extinção da PM
 
No final do mês de maio, o Conselho de Direitos Humanos da ONU sugeriu a pura e simples extinção da Polícia Militar no Brasil. Para vários membros do conselho (como Dinamarca, Espanha e Coreia do Sul), estava claro que a própria existência de uma polícia militar era uma aberração só explicável pela dificuldade crônica do Brasil de livrar-se das amarras institucionais produzidas pela ditadura.

No resto do mundo, uma polícia militar é, normalmente, a corporação que exerce a função de polícia no interior das Forças Armadas. Nesse sentido, seu espaço de ação costuma restringir-se às instalações militares, aos prédios públicos e aos seus membros.
Apenas em situações de guerra e exceção, a Polícia Militar pode ampliar o escopo de sua atuação para fora dos quartéis e da segurança de prédios públicos.
No Brasil, principalmente depois da ditadura militar, a Polícia Militar paulatinamente consolidou sua posição de responsável pela completa extensão do policiamento urbano. Com isso, as portas estavam abertas para impor, à política de segurança interna, uma lógica militar.

Assim, quando a sociedade acorda periodicamente e se descobre vítima de violência da polícia em ações de mediação de conflitos sociais (como em Pinheirinho, na cracolândia ou na USP) e em ações triviais de policiamento, de nada adianta pedir melhor "formação" da Polícia Militar. 

Dentro da lógica militar, as ações são plenamente justificadas. O único detalhe é que a população não equivale a um inimigo externo.

Isto talvez explique por que, segundo pesquisa divulgada pelo Ipea, 62% dos entrevistados afirmaram não confiar ou confiar pouco na Polícia Militar. Da mesma forma, 51,5% dos entrevistados afirmaram que as abordagens de PMs são desrespeitosas e inadequadas.

Como se não bastasse, essa Folha mostrou no domingo que, em cinco anos, a Polícia Militar de São Paulo matou nove vezes mais do que toda a polícia norte-americana ("PMde SP mata mais que a polícia dos EUA", "Cotidiano").

Ou seja, temos uma polícia que mata de maneira assustadora, que age de maneira truculenta e, mesmo assim (ou melhor, por isso mesmo), não é capaz de dar sensação de segurança à maioria da população.

É fato que há aqueles que não querem ouvir falar de extinção da PM por acreditar que a insegurança social pode ser diminuída com manifestações teatrais de força.

São pessoas que não se sentem tocadas com o fato de nossa polícia torturar mais do que se torturava na ditadura militar. Tais pessoas continuarão a aplaudir todas as vezes em que a polícia brandir histericamente seu porrete. Até o dia em que o porrete acertar seus filhos.

Mais recentemente vimos abaixo, no Brasil247:


Foi no Jaçanã; na matemática do secretário de Segurança Antonio Ferreira Pinto, 'mais seis'; oito foram baleados; munição do mesmo tipo que a usada pela Polícia Militar; retaliação não está descartada; promotores pedem destituição do comando da PM por "descontrole"; e então, governador Alckmin?

26 de Julho de 2012 às 12:17

247 – Pela sétima vez este ano uma chacina ocorreu no município de São Paulo. Na noite da quarta-feira 25, seis pessoas morreram quando participavam de um jogo de cartas no Jaçanã, bairro da zona norte que ganhou fama na música Trem das Onze, de Adoniran Barbosa. Outras oito pessoas, na sequência do ataque, foram baleadas pelo mesmo grupo que circulava em um carro efetuando os disparos. A munição encontrada nos locais dos crimes é do mesmo tipo que a usada pela Polícia Militar, de calibre 40 para pistolas.

Estatísticas divulgas pelo governo paulista na véspera da nova chacina indicaram o crescimento em 22% no número de homicídios na capital no primeiro semestre. Em junho, mês mais violento dos últimos 18 meses, houve média de 14 mortes por tiros a cada dia no Estado. Contra um total de 75 assassinatos na Grande São Paulo registrados no ano passado, apenas em junho, este ano, ocorreram 95 mortes violentas na mesma região.

As autoridades, ainda de maneira velada, estão associando o aumento no número de homicídios a uma guerra em curso entre a PM e o PCC – organização criminosa conhecida como Primeiro Comando da Capital. Oito policiais militares foram mortos em horários de folga este ano. A série de crimes aconteceu depois que um efetivo da PM executou em maio, após troca de tiros, seis suspeitos de pertencerem a esse grupo. Em junho, outros oito suspeitos, na noite de 13 de junho, foram mortos pela PM em locais distintos da periferia da cidade.

Nesta quinta 26, representantes do Ministério Público Federal entrarão na Justiça como uma ação civil pública pela destituição de todo o atual alto comando da Polícia Militar. O argumento principal é o de que está havendo "descontrole". O governador Geraldo Alckmin, antes da divulgação da estatísticas, tentou contemporizar. Para ele, "a tendência" é de redução da violência. Na noite de sábado, o cidadão italiano Tomasso Lotto foi morto após uma tentativa de assalto nos Jardins, bairro nobre da capital. O secretário estadual de Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, classificou o crime como "mais um" diante da "escalada de violência em São Paulo".

Como se vê, as autoridades não se entendem entre "tendência" de redução na criminalidade (Alckmin) e "escalada da violência" (Ferreira Pinto). Não há porque não acreditar que a verdadeira projeção é de que crimes como o da madrugada desta quarta 25 continuem acontecendo como se isso fosse o normal da maior cidade do País.

A percepção do Eleitor

Aqui se tem de tudo. Aqueles que tacham o PT de comunista, as viúvas da Ditadura. No Centro Direita os neoliberais e os entreguistas. A suposta ineficiência estatal foi entregue ao capital transnacional, financiado pelos recursos do trabalhador via BNDES e temos hoje, serviços deficientes e insuficientes a tarifas estratosféricas!

E ainda temos a Classe Média, a antiga e conservadora. Vê fantasmas por todo canto. Madame não suporta ver que a sua ex doméstica viajou ao exterior. Ou o marido da sua empregada com carro próprio entupindo o trânsito.

Tem aqueles que realmente não admitem corrupção. Uma minoria. Pior mesmo é o ranço enraizado e este sim, pode trazer de volta o que há de pior na política nacional.

A manipulação midiática

A velha e podre mídia tem partido. Sendo assim, tudo fará pela manutenção do status quo. Mostrará os escândalos do outro lado mas se furtará os escândalos dos seus. Nesses tempos horrorosos é muito difícil se ter uma visão verdadeira de quase todos os fatos. Não se consegue uma narrativa descritiva, só opinativa. As pesquisas serão um exemplo cabal!

Mãos à obra!

O Editor em 26/07/2012.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Agência Barasil: Adolescentes que vivem nas ruas denunciam abusos sexuais cometidos por PMs em área central de Brasília

A polícia e seus desvios. Apuração e punição quando?!(último post relacionado)

Adolescentes que vivem nas ruas denunciam abusos sexuais cometidos por PMs em área central de Brasília

02/04/2012 - 17h27

Alex Rodrigues
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Meninos e meninas que vivem nas ruas do Distrito Federal acusam policiais militares de agressão física e sexual. As denúncias mobilizaram a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados e são semelhantes às investigadas pelo Ministério Público há pouco mais de três anos. A mais recente delas é de uma jovem moradora de rua, de 16 anos, que registrou um boletim de ocorrência, no início de março, acusando dois policiais militares de abuso sexual.


Vídeo da matéria

Em um vídeo produzido pela vice-presidenta da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, Érika Kokay (PT-DF), ao qual a Agência Brasil teve acesso, menores não identificados acusam policiais de humilhação, espancamento e apropriação de pequenas quantias de dinheiro. Há relatos de abusos sexuais e a acusação de que policiais militares forçaram alguns jovens a se atirar de uma ponte (Ponte do Bragueto, em uma área nobre da capital) de cerca de 4 metros de altura sobre o Lago Paranoá. Muitas vezes, com pés ou mãos atados. Juntamente com o vídeo, a parlamentar encaminhou um ofício ao secretário de Segurança, Sandro Avelar, no qual os nomes de dois policiais são mencionados.

“Até hoje não tivemos nenhum retorno da Corregedoria da PM [sobre as denúncias investigadas em 2008]. O que sabemos é que pelo menos um dos policiais denunciados continua atuando na rodoviária [do Plano Piloto, no centro da cidade]. E novas denúncias continuam chegando ao nosso conhecimento”, disse uma educadora social ligada ao Comitê Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual contra a Criança e o Adolescente, que pediu para não ser identificada. Continue lendo.