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sexta-feira, 27 de maio de 2022

Miscelânea III

Miscelânea III

Em um rápido apanhado desta semana, iremos destacar alguns pontos.

Guerra: Já são mais de 90 dias e a sandice continua. Já não é tão importante para a Mídia. Mas lá na Ucrânia o sofrimento e destruição continuam grandes. Perdem os nativos, perdem os invasores, perde o Mundo!

Violência Policial: Mais de duas dezenas de mortes na comunidade da cidade do Rio de Janeiro, com pelo menos uma vítima assassinada por bala achada. Não se pode continuar entrando nas favelas para este tipo de ataque. Não importa o motivo!

Latuff - 247 - Aqui

Com muito mais destaque na Mídia, tem-se o assassinato em Sergipe do já apelidado Caso Genivaldo. Tortura, Câmara de Gás e Morte! E os agentes do Estado foram somente afastados!...

Lula: A pesquisa do Data Folha, apontando Lula como vencedor em primeiro turno é uma notícia auspiciosa, mas há que ser ter muita calma nessa hora! As Eleições ainda demoram e muita casca de banana pode ser jogada ao chão... Ademais, há que se ter um trabalho maciço de esclarecimento para que os eleitores não votem nos candidatos do chamado Centrão!

Pandemia: A quantidade de óbitos tende a uma certa estabilidade em nível nacional. Nas últimas sete semanas, todas acima de 600 mortes! Uma tragédia!

27/05/2022 - REFAZENDA2010

terça-feira, 23 de novembro de 2021

Opinião: Licença para Matar

Licença para Matar

Tem sido cada vez maior o número de mortes em operações policiais no Brasil. Parece que as PMs receberam licença para matar (mais)! E os governos estaduais nem aí!!!

23/11/2021 - REFAZENDA2010

terça-feira, 1 de junho de 2021

Opinão: O vírus do nazifascismo avança!

O vírus do nazifascismo avança!

Que a polícia é violenta, especialmente contra os pobres e negros, todo mundo sabe. Mas o que se viu ontem no Jornal da Cultura é aterrador(agressão imotivada, condução ilegal, ameaça, etc, etc.)! Seria muito bom que os Ministérios Público, estaduais e federal agissem, antes que fique incontrolável!!!

01/06/2021 - REFAZENDA2010

segunda-feira, 31 de maio de 2021

Editorial: #29M e algumas intercorrências

#29M e algumas intercorrências

Um final de semana atípico. Finalmente conseguiu-se sair da inércia e correndo os riscos calculados, o País começou a protestar no mundo real, portanto, ultrapassando o mundo digital.

Pena que a nossa mídia corporativa não quis dar o destaque devido e quando deu foi para falar em aglomeração. Canalhas!

Outro destaque foi a truculência policial no Recife: duas pessoas, que nem participavam das manifestações correm o risco de ficar cegas de um olho. O vírus do nazifascismo avança!

As Instituições, tolerantes, omissas ou cúmplices, ou ainda, vendidas; você escolhe!

E para começar bem a semana, querem a Copa América aqui...

31/05/2021 - REFAZENDA2010

segunda-feira, 14 de setembro de 2020

Notícias do Dia Segunda-feira 14/09/2020

Notícias do Dia Segunda-feira 14/09/2020

["Em apenas 24 horas, foram mais de 307 mil casos. Nova cifra foi impulsionada por Estados Unidos, Índia e Brasil, mas OMS alerta Europa para possível aumento de mortes em outubro e novembro."]
09:14 - DW Brasil: Mundo registra recorde de casos diários de covid-19


 ["Apesar de o mundo inteiro aguardar ansiosamente a vacina contra o coronavírus, a todas as candidatas atualmente patenteadas e em testes falta uma informação fundamental que assegura a eficiência do tratamento. Em nenhum dos casos é ainda possível saber a duração da imunidade no corpo humano, isso porque, como a doença é muito recente, não se pode analisar os efeitos de proteção ao longo do tempo."]
09:20 - BBC Brasil: A informação essencial que falta em todas as vacinas para covid-19, segundo especialista italiana


["Os principais impactos foram nos itens da alimentação no domicílio – arroz, carne, leite e óleo –, mas isso não tem relação com o distanciamento social e sim com os altos preços no mercado internacional, a desvalorização do real e o fim dos estoques reguladores"]
10:01 - Nassif: O ‘fique em casa’ levou mesmo ao aumento dos preços?, por 

Emilio Chernavsky 

11:16 - Vi o Mundo - Felipe Coutinho, sobre falácia do Money Times: Petrobrás dos sonhos dos banqueiros suíços é a do pesadelo dos brasileiros 

12:05 - Carta Capital: Número de assassinatos cometidos por policiais cresce 7% na pandemia 

12:28 - Carta Maior: Clipping Internacional - 14/09/2020

14:48 - BBC Brasil: O enigma da inóspita nuvem de Vênus que pode ter vida extraterrestre 

14:55 - Nassif: Quem questiona o projeto de poder da Lava Jato vira alvo de seus métodos, diz Zanin ao GGN 

quarta-feira, 26 de agosto de 2020

Editorial: RACISMO, sempre!

RACISMO, sempre!

Em 04/06/2020 publicamos o Editorial RACISMO, figura abaixo, quando do episódio Gerorge Floyd, assassinado por sufocamento pela polícia de Minneapolis. Novamente a barbárie acontece. Sete tiros nas costas de Jacob Blake em Kenosha. Seu advogado diz que dificilmente ele voltará a andar. 

Transcrevemos o texto da imagem:

"RACISMO

Pera lá. Os caras vão à África, sequestram milhões de negros. Os forçam a trabalhar na agricultura, nas residências, até como ama de leite, fora o abuso sexual. Países crescem e prosperam com a mão de obra de grátis!

Após duzentos, trezentos anos, seus descendentes os matam, os discriminam, lhes dão os piores salários e uma péssima educação, quando fornecem.

Depois se dizem cristãos. Eita mundo doentio! 04/06/2020"

26/08/2020



quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

A Publica: Governo mexicano participou do ataque contra estudantes de Ayotzinapa

Relacionado.
 
A Publica: Governo mexicano participou do ataque contra estudantes de Ayotzinapa

por Anabel Hernandez, Steve Fisher

Baseada em documentos e depoimentos, investigação jornalística desmente versão oficial sobre o massacre no México e compromete o Exército e a Polícia Federal nas ações que levaram à morte de três estudantes e ao desaparecimento de 43 jovens


"Protestar é um direito; reprimir é um delito", diz pintura na Escola Rural Raúl Isidro Burgos, em Ayotzinapa. Foto: Leandra Felipe/Agência Brasil
“Protestar é um direito; reprimir é um delito”, diz pintura na Escola Rural Raúl Isidro Burgos, em Ayotzinapa. Foto: Leandra Felipe/Agência Brasil

O governo do presidente mexicano Enrique Peña Nieto participou do ataque aos estudantes da escola normal rural de Ayotzinapa na noite de 26 de setembro em Iguala, no Departamento de Guerrero, que resultou em três mortos e 43 desaparecidos. Testemunhos, vídeos, relatórios inéditos e declarações judiciais que constam dos procedimentos da Procuradoria Geral de Justiça de Guerrero mostram que a Polícia Federal (PF) participou diretamente dos fatos.

Leia tudo.

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Le Monde Diplomatique Brasil: O naufrágio do Estado mexicano

A sucumbência de um Estado Nacional.

LIGAÇÕES ENTRE O PODER POLÍTICO E OS BARÕES DA DROGA

Le Monde Diplomatique Brasil: O naufrágio do Estado mexicano

Tráfico de drogas, assassinatos, extorsão e, cada vez mais, administração pública. A participação de organizações criminosas no Estado mexicano parece não ter limites. O massacre de 43 estudantes em setembro catalisou a cólera da população.

por Rafael Barajas e Pedro Miguel

Quando, num país, um grupo de policiais detém 43 estudantes, desaparece com eles e os envia a um grupo criminoso organizado ligado às drogas para que este, à guisa de “lição”, os assassine, uma constatação se impõe: o Estado se transformou em narco-Estado, um sistema em que o crime organizado e o poder político são a partir de agora indissociáveis.

Quando essas mesmas forças da ordem metralham estudantes, matando seis e ferindo gravemente outros seis; quando elas se apoderam de um desses jovens, lhe arrancam a pele do rosto, tiram os olhos e o deixam estendido na rua para que seus colegas o vejam, outra evidência aparece: esse narco-Estado pratica uma forma de terrorismo.

Tudo isso aconteceu no sul do México, em Iguala, terceira cidade do estado de Guerrero. Ali, a polícia agrediu brutalmente um grupo de estudantes da Escola Normal Rural de Ayotzinapa e, a se acreditar nos testemunhos atualmente disponíveis, os conduziu para a morte. José Luis Abarca, prefeito de Iguala, e sua mulher, María de Los Ángeles (ligados a um cartel da região), suspeitos de serem os instigadores da operação, foram presos na terça-feira, 4 de novembro.


Ilustração: Lollo - LMD

As escolas normais rurais, fundadas há oito décadas, têm por objetivo difundir um ensino de qualidade no campo oferecendo a jovens educadores, oriundos do meio camponês, a possibilidade de melhorar suas condições de vida. Esse duplo objetivo, herdado da Revolução Mexicana (1910-1917), enfrenta com força total o modelo econômico neoliberal, introduzido no país nos anos 1980. Segundo a lógica a ele subjacente, a educação pública freia o desenvolvimento do mercado do ensino, enquanto o campo abriga intoleráveis maus odores do passado (comunidades indígenas ou pequenos agricultores que entravam a expansão da agroindústria da exportação). Eis o motivo pelo qual as escolas normais rurais que sobrevivem no México, quinze ao todo, estão constantemente expostas à hostilidade, o que pode ser medido ao mesmo tempo pelos cortes orçamentários que sofrem e pela maneira como são mostradas pelos meios de comunicação e pelos dirigentes políticos: “viveiros de guerrilheiros”, segundo a ex-secretária-geral do Partido Revolucionário Institucional (PRI) Elba Esther Gordillo;1 refúgios “de gente delinquente e que não serve para nada”, em um debate na rede Televisa (1o dez. 2012); e, nos últimos tempos, “tocas do crime organizado”, para o jornalista Ricardo Alemán (El Universal, 7 out. 2014).

Tal como seus colegas das outras escolas normais rurais, os estudantes de Ayotzinapa lutam para assegurar a sobrevivência de sua instituição. Eles completam os magros subsídios do Estado – o equivalente a R$ 91 milhões anuais para cobrir os custos ligados a formação, alojamento e cobertura médica de pouco mais de quinhentos estudantes, quarenta formadores e seis empregados da administração – por meio de coletas de fundos. Em 28 de setembro de 2014, os estudantes de Ayotzinapa tinham ido a Iguala precisamente para realizar uma dessas coletas, quando foram sequestrados.

Eles teriam sido atacados com a fúria que os cartéis utilizam em relação a seus inimigos. Uma testemunha ocular – um policial – revelou que, apesar de feridos, os 43 estudantes teriam efetuado longos trajetos a pé, para, no final das contas, serem espancados, humilhados, regados com diesel e queimados vivos. Os corpos teriam se consumido durante 14 horas, até que só restassem cinzas, pequenas pontas de ossos e dentes.

Ainda que nós, mexicanos, estejamos habituados a informações chocantes (decapitações, execuções, torturas etc.), a indignação despertada por essa história não diminui. A certeza de que ela revela uma forma de terrorismo que emana de um poder no qual se misturam cartéis e líderes políticos coloca questões angustiantes: qual é a extensão do narco-Estado no México? Qual é a verdadeira amplitude da repressão política que ele coloca em ação?

O narco-Estado levanta um problema estrutural: o dinheiro da droga irriga a economia mexicana. Um estudo norte-americano e mexicano sobre os bens ilícitos, publicado em 2010, estima que a cada ano os cartéis transfiram entre US$ 19 bilhões e US$ 29 bilhões dos Estados Unidos para o México.2 Segundo a agência de segurança Kroll, essa cifra oscilaria entre US$ 25 bilhões e US$ 40 bilhões.3 O narcotráfico constituiria então a principal fonte de divisas do país, à frente das exportações de petróleo (US$ 25 bilhões) e das remessas de dinheiro de residentes no estrangeiro (também US$ 25 bilhões). Esse maná alimenta diretamente o sistema financeiro, coluna vertebral do modelo neoliberal. Secar a fonte conduziria ao colapso econômico do país. Em outras palavras, o México repousa sobre uma narcoeconomia, a qual não pode se manter sem a pilotagem adaptada de um narco-Estado.

Leia tudo.

sábado, 13 de dezembro de 2014

El Mundo: 'Nuestros hijos también quieren crecer'

Foto-galeria que impressiona. Mas impressiona muito mais, por que não dizer, a barbárie racista norte-americana!

El Mundo: 'Nuestros hijos también quieren crecer'

Miles de personas marchan en EEUU para protestas por los abusos policiales. En Washington, el reverendo Al Sharpton encabeza la marcha acompañado por las madres de Michael Brown, de Trayvon Martin y de Tamir Rice.









As fotos são do El Mundo, Espanha. O crédito da fotografia está em cada uma - clique para ver maior, a que não tem, o jornal não colocou.

Veja tudo!


sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Caros Amigos: Ataques em SP: Pesquisadora vê política de extermínio de pobre

(Experimente o uso dos marcadores - tags, abaixo de cada post, em vermelho, é mais rápido do que a busca, acima, a esquerda.)

 Ataques em SP: Pesquisadora vê política de extermínio de pobre

Publicado em Quinta, 02 Agosto 2012 15:29
Escrito por Caros Amigos


Site da Caros publica série de entrevistas sobre a nova onda de ataques

Por Tatiana Merlino
Caros Amigos

ViolenciaSP-seloA onda de assassinatos nas periferias e região metropolitana de São Paulo faz a capital paulista relembrar os ataques de maio de 2006, quando mais de 446 pessoas foram assassinadas, e questionar as ações da polícia.
Em entrevista à Caros Amigos, a diretora do Observatório das Violências Policiais, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Ângela Mendes de Almeida, aborda a nova crise na segurança e o embate de um governo conservador contra a população pobre.
O site de Caros Amigos abre com Ângela Mendes uma série entrevistas sobre os ataques atuais na capital paulista. Leia abaixo.

Confira reportagem especial sobre esta nova onda de ataques na edição 185 da revista, em breve nas bancas nesse mês de agosto.

Caros Amigos - Como você vê e entende esse fenômeno de violência em São Paulo? O que acha que está por trás disso?
PCC-tpÂngela Mendes de Almeida - Os agentes do Estado – policiais militares, civis, guardas-civis e outros – sempre mataram, mas há épocas, na história recente de São Paulo, em que a violência policial recrudesce. Tivemos o Massacre do Carandiru, até hoje impune. Depois o Massacre do Castelinho, em 2002, no qual o então secretário da Segurança de Alckmin, juntamente com um juiz e um promotor, retiraram da prisão dois presos já condenados, para infiltrá-los no PCC e convidar algumas pessoas para um assalto a um avião com dinheiro, inexistente: as doze, que aceitaram o convite, foram metralhadas no pedágio do Castelinho. Depois os crimes do maio sangrento de 2006, longamente retratados como ação do PCC, que já estão agora desmascarados como o que foram de fato: matança indiscriminada de ao menos 446 pessoas por agentes do Estado em apenas oito dias.
CA - Você acha que existe alguma relação entre os assassinatos que estão ocorrendo e a proximidade das eleições?
AMA - A operação Castelinho teve um claro objetivo eleitoral. Quando mais tarde, o governador Alckmin concorreu, em sua propaganda estava o anúncio do fim do PCC obtido nesse massacre e a promessa de segurança.

Mais:

É difícil analisar agora porque as mortes cotidianas cometidas regularmente por policiais à razão de uma pessoa e meia por dia, em média, tiveram um incremento tão grande após o episódio em que a Rota matou seis pessoas classificadas como sendo do PCC, no fim de maio desse ano. Mas não excluo uma operação eleitoral visando insuflar a população de classe média e alta contra “os bandidos”, isto é, contra os pobres. Espalhando o medo e o sentimento de ameaça à propriedade privada, alguns políticos esperam ganhar eleitores com a proposta de “tolerância zero”, isto é, aumentar o extermínio.
CA - Você acha que é possível fazer uma relação entre o que está ocorrendo hoje e o que ocorreu em maio de 2006?
AMA - É sim possível fazer uma relação a partir dos números. Os oito dias de matanças de 12 a 20 de maio foram dramáticos. Hoje temos visto uma matança contínua, porém mais espaçada no tempo. Porém há muitos mecanismos que se repetem. Um deles é o toque de recolher, que a imprensa, seguramente de má fé, atribui ao “crime organizado”, mas que nós sabemos que é imposta pelos próprios policiais nos bairros das periferias.
Em relação àqueles crimes de 2006, dos quais pudemos ter na imprensa e por via de familiares que elaboraram a narrativa do que aconteceu, temos uma perigosa novidade que me assusta nos crimes atuais. Além dos “comboios da morte” em Osasco, que foram percorrendo uma rua e mataram oito em uma noite, depois foram percorrendo bairros próximos e mataram outros oito em uma outra noite, temos agora o sistema de perseguir motoristas que supostamente não param ao ser advertidos e, como castigo a esse crime, matá-los. Em uma só noite, foram outros oito.
Nessa perseguição endoidecida, acabaram por matar “um inocente”, um empresário. O jornal de maior circulação de São Paulo titulou: “PM erra, mata empresário”. Em um primeiro momento fiquei indignada, pois crime não é “erro”. Mas afinal o jornal tinha razão: PM “erra” ao matar alguém que não é pobre, que não faz parte das populações do território da pobreza. Sem dúvida era isso que queriam dizer, pois no caso dos mortos anteriores, não se falou de “erro”.
CA - Qual é o tipo de impacto que que causa na polícia paulista as declarações do governador fez "bandido tem duas opções: ou é prisão ou é caixão" e, recentemente, afirmou que quem atacar a polícia "vai se dar mal" e que "não recua um milímetro"?
AMA - As palavras do governador Alckmin são uma incitação aos crimes da polícia. Ele não será candidato a nada, mas seu partido tem um candidato. Será que ele não está projetando para o seu partido uma campanha eleitoral reacionária em que os crimes de policiais serão considerados um trunfo?
CA - E em relação ao comandante da Rota, tenente-coronel Salvador Modesto Madia, que foi um dos comandantes do chamado Massacre do Carandiru, e que em recente declaração à "Folha de S. Paulo" afirmou que não se importa com o número de mortes, mas sim com a legalidade delas.
AMA - Quanto ao novo comandante da Rota, que ao dar tais declarações mostrava-se preocupado apenas com a “legalidade”, agora que a PM matou um empresário ele teve que reconhecer que havia um “reparo legal” pois a vítima não estava armada. Porém, quem nos prova que as outras vítimas, os 16 de Guarulhos, os 8 mortos por não parar seu carro, os três rapazes desaparecidos em Guarulhos estavam armados? As execuções sumárias agem na maior ilegalidade perante o Estado democrático de direito, pois se houvesse efetivamente uma reação de legítima defesa de sua vida, seriam os criminosos a ter que provar que assim foi. E a prática policial de carregar o morto, ou o quase morto para hospitais, recolher as cápsulas deflagradas e desarranjar a cena do crime é uma confissão plena de ilegalidade. Continue lendo.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Outras Palavras: Nova onda de violência policial em São Paulo


Desde junho, quando PM praticou chacina brutal na Zona Leste, clima de terror alastrou-se pelas periferias, estimulado por silêncio dos jornais - OP

Nova onda de violência policial em São Paulo

Por Guilherme Boulos e Guilherme Simões

Nas últimas semanas, a Polícia Militar tem sitiado vários bairros periféricos da Região Metropolitana de São Paulo. Numa suposta reação a ataques do crime organizado, policiais tomam comunidades, fecham ruas e abordam de forma indiscriminada e frequentemente agressiva os moradores. Como costuma ocorrer em casos como este, a “reação” é inteiramente desproporcional à ação. Além de desorientada.

Desde o início de junho, quando a ROTA protagonizou uma brutal chacina na Zona Leste, executando seis pessoas que estariam em uma “reunião do PCC”, o clima de terror alastrou-se pelas periferias. Segundo a própria PM, cerca de 100 mil pessoas foram abordadas entre os dias 24 e 30 de junho. Neste mesmo período, cerca de 400 pessoas foram presas. Mas estes números são apenas a face pública da situação.

Momentos como este, em que a polícia – estimulada pela maior parte da imprensa e pelo sentimento fascista de um setor da classe média – coloca-se como vítima, que precisa reagir em nome da lei e do Estado de Direito, são extremamente perigosos. Abre-se então a temporada de caça aos “criminosos”, identificados sem muita restrição aos pobres, moradores da periferia, negros e, preferencialmente, jovens. Julgamentos sumários, extermínios e acertos de contas são feitos em nome da lei e da ordem.

Crimes de Maio de 2006

Há seis anos o mesmo estado de São Paulo vivenciou uma situação análoga. O resultado foi a maior chacina, ainda que descentralizada, de que se tem notícia nas últimas décadas no Brasil. Entre os dias 12 e 20 de maio de 2006, 493 pessoas, em sua maioria jovens da periferia, foram mortos pela PM. À época, associaram-se tais mortes a uma reação da PM aos ataques e os mortos a criminosos do PCC. Os relatos daquele maio sangrento foram recuperados e podem ser acessados por todos através do Movimento das Mães de Maio, organização de mulheres que perderam seus filhos na suposta reação ao crime organizado.

Esta Cruzada contra o “crime” de 2006 naturalmente não reduziu os índices de criminalidade no estado. Não era esse seu objetivo. É mais do que sabido que o combate ao crime organizado passa, antes de tudo, por enfrentar suas profundas ramificações dentro do próprio Estado e, em particular, da polícia. O que a chacina de 2006 representou foi uma oportunidade privilegiada de criminalização da pobreza, de extermínio sádico e de mostrar aos trabalhadores mais pobres qual deve ser o seu lugar nesta sociedade.

Pesadelo revivido

As últimas semanas nos fizeram reviver este pesadelo. Toques de recolher, prisões e mortes obscuras estão novamente sendo naturalizados pelo governo e imprensa sob o argumento do combate ao crime. Não nos parece natural que a PM imponha toques de recolher no Capão Redondo, Jardim São Luiz e Grajaú ou em regiões de Guarulhos, como ocorreu dias atrás.

No Capão Redondo, depois da morte de um policial que estava de folga, pelo menos 8 pessoas foram executadas por um grupo encapuzado. Após um destes extermínios, o do copeiro Eleandro Cavalcante de Abreu, de 21 anos, um ônibus foi incendiado em protesto. Entre 17 e 28 de junho já foram 21 assassinatos no bairro. Moradores do bairro Jd. São Bento Novo afirmam que a polícia baleou três jovens que não tinham sequer passagem pela polícia. No Jardim São Luiz, 6 jovens foram executados em situação semelhante.

O hospital do M’Boi Mirim, na mesma região, atendia cerca de 6 feridos por bala nos dias que seguiram os ataques. A média desse tipo de atendimento era de 2 por semana, segundo funcionários do hospital.

No Grajaú, também na zona sul, após ataque a uma base da PM, a quinta feira dia 27 foi de bastante temor para os moradores. Helicópteros e ostensiva presença da Força Tática impunham toque de recolher como forma de retaliação. Moradores do bairro dos Pimentas, em Guarulhos, afirmam que além do toque de recolher, cerca de 13 pessoas foram executadas nos últimos dias. No último dia 2 de julho, a Rota executou dois jovens em Sapopemba, zona leste da capital. Apenas entre os dias 17 e 28 de junho, 127 pessoas foram assassinadas, o que é 53% mais do que o mesmo período do ano passado. Continue lendo.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

REFAZENDA2010-blog: Notícias da Hora 01:32 quarta 06/06/2012

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A eterna prepotência militar e a corriqueira violência policial!

Os moradores do Quilombo do Rio dos Macacos não têm direito à energia elétrica e sofrem sérias restrições no direito de ir e vir - CC
Carta Capital[Beatriz Mendes]:  Base de Aratu: um oásis sitiado





Viomundo[Blog Quebrada do Guevara]: Polícia invade moradia de estudantes da UNILA

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Agência Barasil: Adolescentes que vivem nas ruas denunciam abusos sexuais cometidos por PMs em área central de Brasília

A polícia e seus desvios. Apuração e punição quando?!(último post relacionado)

Adolescentes que vivem nas ruas denunciam abusos sexuais cometidos por PMs em área central de Brasília

02/04/2012 - 17h27

Alex Rodrigues
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Meninos e meninas que vivem nas ruas do Distrito Federal acusam policiais militares de agressão física e sexual. As denúncias mobilizaram a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados e são semelhantes às investigadas pelo Ministério Público há pouco mais de três anos. A mais recente delas é de uma jovem moradora de rua, de 16 anos, que registrou um boletim de ocorrência, no início de março, acusando dois policiais militares de abuso sexual.


Vídeo da matéria

Em um vídeo produzido pela vice-presidenta da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, Érika Kokay (PT-DF), ao qual a Agência Brasil teve acesso, menores não identificados acusam policiais de humilhação, espancamento e apropriação de pequenas quantias de dinheiro. Há relatos de abusos sexuais e a acusação de que policiais militares forçaram alguns jovens a se atirar de uma ponte (Ponte do Bragueto, em uma área nobre da capital) de cerca de 4 metros de altura sobre o Lago Paranoá. Muitas vezes, com pés ou mãos atados. Juntamente com o vídeo, a parlamentar encaminhou um ofício ao secretário de Segurança, Sandro Avelar, no qual os nomes de dois policiais são mencionados.

“Até hoje não tivemos nenhum retorno da Corregedoria da PM [sobre as denúncias investigadas em 2008]. O que sabemos é que pelo menos um dos policiais denunciados continua atuando na rodoviária [do Plano Piloto, no centro da cidade]. E novas denúncias continuam chegando ao nosso conhecimento”, disse uma educadora social ligada ao Comitê Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual contra a Criança e o Adolescente, que pediu para não ser identificada. Continue lendo.

El Mundo: Servir y proteger[Galeria de Fotos]

Algumas matérias ficam pendentes. Não dá para postar tudo que se ache importante. O portal El Mundo da Espanha veiculou em 22/02/2012 uma galeria de fotos sobre a polícia pelo mundo. O título não poderia ser mais irônico: Servir y Proteger. Fizemos uma seleção. O ato de selecionar implica em uma visão, naturalmente parcial. Porém, a tônica da violência das polícias dos governos opressores, não difere muito da seleção do próprio jornal(último post relacionado)

En Chile un polícia reduce a un manifestante durante una manifestación en apoyo al pueblo de la región de Aysén, que protestan contra el gobierno para mejorar sus condiciones de vida. | Reuters
Una mujer increpa a un policía tras los altercados de la cárcel de Apocada, a las afueras de Monterrey (México). Un enfrentamiento entre los presos dejó al menos 44 muertos. | Reuters
Un policía vigila en la azotea de un hotel junto al Palacio de Congresos donde se celebró el Foro Económico Mundial en Suiza, conocido como el Foro Davos. El pasado 24 de enero 1.600 dirigentes económicos y 40 jefes de Estado se dieron cita en Suiza para reformar urgentemente el sistema capitalista que describieron como "obsoleto". | Afp
La policía antidisturbios de Uganda planta cara a un grupo de opositores en el suburbio de Namungoona, en Kampala tras una manifestación en protesta por el aumento del coste de la vida. | Afp
Policías fronterizos israelíes amenazan con sus porras a los manifestantes palestinos reunidos en la ciudad vieja de Jerusalén.| Afp
Un artefacto casero explota cerca de una comisaría de policía en Grecia durante las protestas por los recortes del país. | Reuters
Vejas as 44 fotos da galeria

sábado, 14 de janeiro de 2012

CartaCapital: A ditadura acabou. Falta avisar a polícia (Fernando Vives)


Fernando Vives
Estado de truculência
12.01.2012 11:28

A ditadura acabou. Falta avisar a polícia 
Rezam os livros de história que, quando Dom João VI correu do Rio de Janeiro em 1821 de volta à Portugal, raspou os cofres e deixou um território gigantesco para ser administrado por seu filho, Dom Pedro. Este, sem muito talento para a coisa e de pires na mão, iniciou a história independente de um país que já nascia adiando suas necessidades e obrigações.

Polícia que bate é polícia subdesenvolvida. Foto: Fábio Motta/AE
Ou seja: nascia o Brasil que conhecemos.

A partir daí, quase tudo o que constitui uma civilização ocorreu no Brasil tardiamente, e daquele jeito bem mais ou menos. Ou então ainda não ocorreu. A primeira universidade brasileira surgiu no século XX, centenas de anos após nossos vizinhos terem as suas. Escola pública universal é uma conquista recente, e só ocorreu quando a qualidade dela já não era das melhores. Os surtos de dengue se repetem a cada verão. E o respeito aos direitos humanos ainda está longe dos hábitos enraizados da sociedade. Continue lendo.