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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Carta Maior [Saul Leblon]: A mão da rua

Em sucessivos plebiscitos, a população islandesa decidiu deixar a banca quebrar, estatizou a sobra e colocou banqueiros na cadeia.

por: Saul Leblon

A Islândia é uma nação diminuta perto do Brasil, uma espécie de Santa Catarina de gelo, com população menor que a de Jundiaí. Apenas 320 mil habitantes.

Se é possível dizer que essas características lhe dão flexibilidade para soluções impensáveis aos ‘baleias’ -- viver de turismo e pesca, por exemplo -- também é verdade que o seu poder de barganha é infinitamente menor.

Guiar-se pelo imperativo dos mercados seria o previsível no seu caso, deixando-se levar de forma mais ou menos passiva pela maré dos interesses graúdos que dominam a cena global.

Não foi o que ocorreu na crise de 2008.

Driblar a fatalidade de uma receita de arrocho em condições de estresse econômico e político extremo, eis aí uma dimensão que conecta as singularidades dessa ilha polar às urgências dos trópicos nos dias que correm.

A crise mundial de 2008 pegou a economia e a sociedade islandesa no contrapé de uma vulnerabilidade extrema, confrontando-a, entre outros, com interesses bancários britânicos, alemães e holandeses.

A Islândia não tinha mais nada a perder – e isso não é retórico. A banca do país mergulhara de cabeça na farra financeira da década e havia acumulado o equivalente a uma dúzia de PIBs em operações e compromissos tornados impagáveis do dia para a noite.

Quando a ciranda parou de girar com a explosão da bolha imobiliária nos EUA, os credores externos – bancos europeus —  quiseram  empurrar a fatura para a população.

A ideia era transformar a Islândia num duto conectado à central de sucção da finança global, que assim resolveria  a sua parte no imbróglio escalpelando a sociedade -- como de fato tem sido feito com vários outros países.

O pagamento seria em moeda sonante e em espécie:  alguns milhares de dólares per capita em impostos, cortes de gastos,  privações, privatizações, demissões e o que mais fosse necessário para servir ao principal e aos juros por longos dez anos a quinze anos.

A nota dissonante suficientemente conhecida é que a população islandesa não concordou.

Em vez de se entregar à mastigação ela resolveu ajustar a engrenagem a seu favor, e não aos desígnios da banca ou de seus acionistas.

Ao recusar o matadouro inverteu a sentença: em sucessivos plebiscitos, a população decidiu deixar a banca quebrar, estatizou a sobra e colocou banqueiros na cadeia.

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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Carta Capital-> Varoufakis vs. Piketty: um embate para prestar atenção

Carta Capital-> Varoufakis vs. Piketty: um embate para prestar atenção

O que leva o novo ministro da Fazenda grego a fazer críticas duríssimas ao professor francês, autor de 'O Capital no Século XXI'.

por Antonio Luiz M. C. Costa

É raro economistas de esquerda serem ouvidos pela mídia, quanto mais levados a sério, mas dois deles conseguiram essa façanha nos últimos meses: o francês Thomas Piketty, autor de O Capital no Século XXI e o grego Yanis Varoufakis, novo ministro da Fazenda de seu país. Ambos estão conquistando fã-clubes que não se resumem a colegas de profissão e despertam o interesse de políticos e militantes de esquerda em todo o mundo. Seria de se esperar que suas ideias fossem semelhantes ou complementares. Mas não os convide para a mesma mesa: o ministro grego é um crítico duríssimo do professor francês. Em artigo publicado na Real-World Economics Review, chega a chamá-lo de “O último inimigo do igualitarismo”.

Que as esquerdas não precisam de muitos motivos para se dividir é um clichê fácil, mas as razões da divergência são importantes e interessantes. Não há dúvidas sobre a importância da pesquisa inédita de Piketty sobre mais de duzentos anos de história da concentração de renda e riqueza e da importância das heranças no capitalismo. Nem sobre a “curva em U” que estas variáveis desenharam ao longo do século XX, de maneira a chegar a um mínimo depois da II Guerra Mundial e retornar hoje a um nível quase igual ao do século XIX – ou pior ainda, no caso dos Estados Unidos. O problema está em como o francês analisa teoricamente seus achados, propõe modelos e chega a conclusões sobre recomendações políticas.

A primeira dificuldade é que Piketty, embora reivindique com o título e a introdução de sua obra certa pretensão de atualizar e corrigir Karl Marx, sua conceituação está na prática muito mais próxima de A Riqueza das Nações, de Adam Smith, pois não distingue riqueza de capital e exclui apenas os bens móveis de consumo (tais como automóveis e eletrodomésticos). Moradias, obras de arte e barras de ouro não fazem diferença para o processo de produção, mas ele os trata da mesma maneira que tratores e robôs. Isso torna duvidosa qualquer tentativa de estudar e prever o crescimento e o desempenho da economia a partir dessa massa de “pseudocapital” da qual cerca da metade nada tem a ver com produção. Dificuldade análoga é tratar como “salários” os ganhos astronômicos de altos executivos, parte nada desprezível da renda nacional em países como os EUA, mesmo se são explicitamente vinculados ao lucro e constituídos de bonificações e opções de compra de ações.

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sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Editorial do REFAZENDA2010-blog: Inferno em Janeiro



Inferno em Janeiro

Esse janeiro que se finda – e que já vai tarde – na verdade começou ao final de 2014, com as edições das Medidas Provisórias 664 e 665 em 30 de dezembro último. O Trabalhador já começa a pagar o pato.

Mal o mês começou, no plano internacional, atentados na França, mas muito mais mortes na Nigéria e no Iêmen. Mas a mídia ocidental se compadece muito mais com os franceses.

Por nossas bandas, já não bastasse a opção tímida e conservadora do segundo mandato da presidenta Dilma, que implicará em recessão ou o nome que se quiser dar, e segundo o próprio ministro, para o investidor ver; sobrevêm uma crise hídrica sem precedentes no Sudeste e, talvez, uma crise energética.

Simples, não choveu, mas também faltou planejamento. Porque não choveu, não se sabe. Temperaturas tórridas e alguns danos advindos, especialmente na agricultura e na pecuária, que serão os primeiros. A maior cidade do País pena, mas o govenador prefere eufemismos.

Alguma coisa boa aconteceu na Grécia. Espera-se que consigam romper com, digamos, a abutragem financeira internacional!

Por fim, estão conseguindo destruir a Petrobras e por incrível que pareça a sua administração ajuda. Amadorismo clamou a primeira mandatária. E foi mesmo. Como paradoxo advindo, pode-se vislumbrar o fim a indústria da construção nacional.

Imaginava-se um 2015 difícil, mas não tanto!

O Editor. Publicado em 31/01/2015.

Carta Maior-> Especial Carta Maior: A democracia contra o caos

Carta Maior-> Especial Carta Maior: A democracia contra o caos

A Carta Maior oferece um especial de matérias e análises sobre a experiência em curso na Grécia que deve ser acompanhada de perto pelos brasileiros.

Joaquim Ernesto Palhares - Diretor da Carta Maior
 

Uma das grandes vitórias do neoliberalismo em nosso tempo foi subtrair do capitalismo o seu conteúdo político e social.

A naturalização daquilo que está assentado em uma indissociável relação de poder consumou uma das mais eficazes operações ideológicas do nosso tempo.

A serviço dessa assepsia vicejam as editorias de economia e o colunismo dos vulgarizadores do capital metafísico.

Cabe-lhes o diuturno trabalho de reafirmar a petulante condição de ciência a uma economia encarregada de reproduzir um sistema ordenado pelo virulento antagonismo com o bem comum da sociedade.

Não se negue à economia leis próprias, circunstâncias limitadoras e incertezas a exigir gestão, equilíbrio e bom senso.

Mas dizer  ‘economia de mercado’ e não ‘capitalismo’, ou ‘intervencionismo’, em contraposição a ‘eficiência’, faz parte do serviço de entorpecimento social encarregado de preservar e engordar interesses sabidos.

De quando em vez, a operação falha.

Nas crises cíclicas do sistema, quando se descarrega sobre a sociedade um fardo de sacrifícios dificilmente vendável como ciência ou fatalidade, o labor da catequese midiática é afrontado pela natureza crua do regime.

Foi o que aconteceu na Grécia, de onde faísca agora um clarão de discernimento que ameaça iluminar o imaginário social para muito além de suas fronteiras.

A vitória eleitoral da frente de esquerda, o Syriza, no último domingo, carrega essa dimensão de um simbolismo com poder epidêmico.

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terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Agência Brasil [Agência Lusa]: Fidel diz não ter confiança nos Estados Unidos, mas apoia solução pacífica

Agência Brasil [Agência Lusa]: Fidel diz não ter confiança nos Estados Unidos, mas apoia solução pacífica

Da Agência Lusa

O ex-presidente cubano Fidel Castro afirmou “não ter confiança nos Estados Unidos”, em uma mensagem dirigida aos estudantes da Universidade de Havana, transmitida pela televisão estatal, apesar de apoiar “solução pacífica” e “negociada”.

“Não confio na política dos Estados Unidos nem troquei qualquer palavra com eles. Isso não significa – longe disso – a recusa de uma solução pacífica para os conflitos”, ressaltou o líder cubano, em carta lida pelo presidente da Federação Estudantil Universitária, Randy Perdomo.

Essa é a primeira vez que Fidel Castro se pronuncia publicamente sobre a aproximação diplomática, considerada histórica, entre Cuba e Estados Unidos, com relações suspensas há mais de meio século, anunciada no dia 17 de dezembro pelos presidentes norte-americano e cubano, Barack Obama e Raúl Castro. Fidel não aparece em público há mais de um ano. A mensagem, divulgada ontem (26), foi publicada poucos dias depois da conclusão da primeira rodada de contatos oficiais entre Havana e Washington, realizada em Cuba, entre os dias 21 e 22.

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domingo, 25 de janeiro de 2015

JB: Premier grego reconhece vitória da oposição nas eleições legislativas

JB: Premier grego reconhece vitória da oposição nas eleições legislativas

Jornal do Brasil

O primeiro-ministro da Grécia, Antonis Samaras, reconheceu a derrota nas eleições legislativas disputadas neste domingo e parabenizou a coalizão de esquerda Syriza, liderada por Alexis Tsipras, pela vitória nas urnas.

Samaras, que lidera o partido Nova Democracia, disse que respeita a decisão do povo grego, mas permanecerá pronto para exercer um papel decisivo no futuro.

Sete partidos terão representantes no Parlamento grego, entre eles o neonazista Amanhecer Dourado.

Durante a campanha eleitoral, o Syriza propôs a renegociação de grande parte da dívida grega e o fim de medidas de austeridade. Segundo projeção oficial, o Syriza deve ter entre 149 e 151 cadeiras no parlamento.

O partido postou em seu Twitter que "a esperança venceu" e que deve fazer mudanças.

Mais cedo, Tsipras disse se inspirar no primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, para mudar o país. "Eu não conheço Renzi pessoalmente, mas as nossas equipes entraram em contato e a nossa sintonia é natural. Vamos mudar a Europa porque a austeridade está estrangulando a todos", destacou Tsipras.

Origem. Publicado em 26/01/2015.

Reuters Brasil: Itália comemora programa de compra de bônus pelo BCE, vê grande impulso à economia

Reuters Brasil: Itália comemora programa de compra de bônus pelo BCE, vê grande impulso à economia

ROMA (Reuters) - O programa de compra de bônus do Banco Central Europeu dará um impulso decisivo à economia estagnada da Itália, afirmou o grupo industrial Confindustria, neste sábado, enquanto o banco central italiano afirmou que a medida tornará mais simples a aprovação de reformas.

O BCE anunciou na quinta-feira que vai injetar centenas de bilhões de euros em novos recursos na economia da zona do euro, apesar da oposição manifestada pelo banco central alemão.

A Confindustria afirmou que o plano pode elevar o produto interno bruto da Itália em 0,8 por cento este ano e em mais 1 por cento em 2016 por meio da desvalorização da taxa de câmbio do euro, que deve impulsionar exportações.

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quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Agência Brasil [Agência Lusa]: Washington e Havana iniciam diálogo para normalizar relações

Agência Brasil [Agência Lusa]: Washington e Havana iniciam diálogo para normalizar relações

Da Agência Lusa

Os Estados Unidos e Cuba iniciam hoje (21) em Havana a rodada de conversas sobre assuntos migratórios e o processo de normalização das relações diplomáticas, suspensas há mais de meio século.

De hoje a sábado (24), a primeira missão norte-americana de alto nível diplomático vai visitar Cuba, liderada pela secretária de Estado adjunta para a América Latina, Roberta Jacobson.

Segundo informações divulgadas por Havana e Washington, as primeiras conversas específicas para o restabelecimento das relações diplomáticas estão agendadas só para amanhã (22), no Palácio de Convenções da capital cubana.

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quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

A Publica: Governo mexicano participou do ataque contra estudantes de Ayotzinapa

Relacionado.
 
A Publica: Governo mexicano participou do ataque contra estudantes de Ayotzinapa

por Anabel Hernandez, Steve Fisher

Baseada em documentos e depoimentos, investigação jornalística desmente versão oficial sobre o massacre no México e compromete o Exército e a Polícia Federal nas ações que levaram à morte de três estudantes e ao desaparecimento de 43 jovens


"Protestar é um direito; reprimir é um delito", diz pintura na Escola Rural Raúl Isidro Burgos, em Ayotzinapa. Foto: Leandra Felipe/Agência Brasil
“Protestar é um direito; reprimir é um delito”, diz pintura na Escola Rural Raúl Isidro Burgos, em Ayotzinapa. Foto: Leandra Felipe/Agência Brasil

O governo do presidente mexicano Enrique Peña Nieto participou do ataque aos estudantes da escola normal rural de Ayotzinapa na noite de 26 de setembro em Iguala, no Departamento de Guerrero, que resultou em três mortos e 43 desaparecidos. Testemunhos, vídeos, relatórios inéditos e declarações judiciais que constam dos procedimentos da Procuradoria Geral de Justiça de Guerrero mostram que a Polícia Federal (PF) participou diretamente dos fatos.

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domingo, 11 de janeiro de 2015

JB: Europa e a "xenofobia à flor da pele". Depende da França evitar novos ataques

A pena desenhada tem diferença da pena escrita?!...

JB: Europa e a "xenofobia à flor da pele". Depende da França evitar novos ataques

Especialista diz que atentados vão depender da resposta do governo francês às ações dos Kouachi

Jornal do Brasil

Cláudia Freitas


A preocupação de novos atentados na Europa após a polícia francesa matar os suspeitos de terem promovido o massacre no semanário satírico "Charlie Hebdo", em Paris, na última quarta-feira (7/1), tem dividido as opiniões dos especialistas no mundo. Jorge Mortean, mestre em Estudos Regionais do Oriente Médio pela Escola de Relações Internacionais do Ministério de Relações Exteriores do Irã, em Teerã, alerta que novas ações extremistas vão depender de como o governo francês irá tratar os 12 assassinatos na revista e as mortes dos irmãos Saïd e Chérif Kouachi, de 32 e 34 anos, além de um possível comparsa da dupla.

"O que se viu na redação da revista Charlie Hebdo foi uma gota d'água no balde xenófobo francês, em forma de retaliação sociocultural, onde uma maioria não só depende desta minoria,mas como também a oprime", considera Mortean. O ataque à revista satírica aconteceu em um momento em que a França atravessa uma delicada relação social com os seus imigrantes, que representam cerca de 20% da população, sendo metade desse percentual de islâmicos. Os filhos dos imigrantes já compõem uma terceira geração e, como cidadãos franceses, tem os seus direitos garantidos na Constituição.

"A ação na revista em Paris foi promovida por dois irmãos franceses e não imigrantes. Eles são descendentes de imigrantes e estão em uma minoria religiosa de muçulmanos. Ou seja, foi um atentado aos seus compatriotas, o que causa um mal estar e comoção nacional", avalia o especialista, deixando claro que o caso da "Charlie Hebdo" foi em um quadro "pontual" e em função "de uma discórdia religiosa".

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sábado, 10 de janeiro de 2015

Agência Brasil: Menina bomba de 10 anos mata pelo menos 20 na Nigéria

Infanticídio, insensatez, estupidez, insanidade, terror!

Agência Brasil: Menina bomba de 10 anos mata pelo menos 20 na Nigéria

Pelo menos 20 pessoas morreram e 18 ficaram feridas quando uma bomba presa ao corpo de uma menina de 10 anos explodiu em um mercado de Maiduguri, na Nigéria. A explosão ocorreu quando o mercado estava cheio de pessoas.

Até agora nenhuma organização terrorista reivindicou o atentado, mas os militantes do grupo Boko Haram têm usado mulheres e meninas como bombas humanas para impor um estado islâmico na maior economia africana.

"A rapariga tinha mais ou menos dez anos e duvido muito que ela soubesse o que levava amarrado ao corpo", disse o vigilante civil, Ashiru Mustapha. Segundo ele, o artefato detonou quando os vigilantes faziam o controle de entrada no mercado.

"O detetor de metais assinalou a presença de algo suspeito quando a menina foi revistada, mas, infelizmente, a explosão deu-se antes que ela pudesse ser isolada", acrescentou, considerando ter "quase a certeza de que a bomba foi detonada por meio de um controle remoto".

Em dezembro, outro ataque no mesmo mercado 10 pessoas morreram, e na semana anterior mais de 45 pessoas foram mortas no mesmo local.

Origem.

El Mundo: La búsqueda de planetas como la Tierra se estrecha

Questão de tempo, e de distância também...

El Mundo: La búsqueda de planetas como la Tierra se estrecha

Anuncian el hallazgo de ocho nuevos planetas fuera del Sistema Solar que están a una distancia de su estrella que teóricamente les permitiría tener agua líquida

Dos de ellos, aseguran, son los más parecidos al nuestro descubiertos hasta ahora


TERESA GUERRERO Madrid

La búsqueda de planetas parecidos a la Tierra fuera de nuestro Sistema Solar se estrecha. Un equipo de científicos acaba de descubrir ocho nuevos mundos que están situados a una distancia de su estrella que, teóricamente, les permitiría albergar agua líquida (es decir, se encuentran en la llamada zona habitable de su estrella).



Arte de El Mundo

De esos ocho, dos son especiales porque, según anunciaron ayer durante un congreso que celebra en Seattle la Sociedad Astronómica Americana (American Astronomical Society), son los más parecidos a la Tierra de los exoplanetas encontrados hasta ahora (Kepler-186f y Kepler-62f eran considerados hasta ahora los más parecidos). El estudio será publicado próximamente en The Astrophysical Journal.

En los dos nuevos mundos descubiertos, bautizados como Kepler-438b y Kepler-442b, orbitan estrellas enanas rojas, que son más pequeñas y más frías que nuestro sol. El primero tarda en dar una vuelta a su estrella 35 días, mientras que el segundo la completa cada 112 días.

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sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

JB: Afinal, quais são mesmo os países desenvolvidos?

Um bom apanhado.


JB: Afinal, quais são mesmo os países desenvolvidos?

EUA e Europa atacam Brasil, mas têm problemas muito mais sérios e dramáticos para se ocupar
 
Jornal do Brasil

O racha entre o Ocidente e o Oriente vai além de simples divisões geográficas. Principalmente após a cisão do mundo durante o período da Guerra Fria, ambos os lados investiram em ações e contra-ações. Atos de terrorismo mancham a história mundial em uma crescente guerra de ódio. O mais recente caso foi o atentado à revista satírica francesa Charlie Hebdo por ter feito uma charge sobre o profeta Maomé – causando a morte de 12 jornalistas.

Já no primeiro ano do novo século, o XXI, a marca do terrorismo ficou sobre o Ocidente. O ataque orquestrado por Osama Bin Laden ao centro financeiro dos Estados Unidos significou a morte de mais de dois mil cidadãos. Dois aviões sequestrados por agentes da rede de terrorismo Al-Qaeda derrubaram as torres no dia 11 de setembro de 2001.  Em resposta, o então presidente George W. Bush lançou a campanha da Guerra ao Terror – uma política que embora tenha gerado desfechos como o fim do governo de Saddam Hussein sobre o Iraque, culminando nas eleições livres no país, continua até hoje na investida contra o Afeganistão. Os gastos da investida dos EUA são incalculáveis, milhares de vidas, dos dois lados. Ações e contra-ações. E apesar de todo o aparato tecnológico, de todo investimento e do avançado serviço de inteligência, os EUA demoraram longos 10 anos para localizar e matar Bin Laden.

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Diário de Notícias: Grécia vai arrastar Itália e Portugal, diz a revista 'The Economist'

A revista conservadora está apavorada, a Alemanha também. Já é hora de se romper o status quo que só aumenta a pobreza e a miséria. Modelo esse que só beneficia os bancos e o sistema financeiro internacional. Relacionado.

Diário de Notícias: Grécia vai arrastar Itália e Portugal, diz a revista 'The Economist'

por Patrícia Viegas

Economista Simon Baptist acusa a UE de ter memória curta. Syriza mantém-se em primeiro nas sondagens para eleições de dia 25.

Apesar de os líderes do Syriza garantirem que não estão contra a Europa e que não pretendem sair do euro caso o partido chegue ao poder após as legislativas de dia 25, a influente The Economist, publicada a partir de Londres, continua a garantir que, da forma como as coisas estão, a Grécia só pode rebentar com o projeto europeu.

A Itália e Portugal serão os primeiros a ser apanhados na onda de choque, acredita Simon Baptist, o economista-chefe da The Economist Intelligence Unit (EIU). A revista é uma das mais influentes na difusão das ideias de política económica do paradigma dominante. Numa nota enviada aos jornais intitulada "Memória curta", Simon Baptist acusa tudo e todos: os gregos, as instituições europeias, os mercados. Está pessimista.

Origem.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Carta Maior [ Opera Mundi & esquerda.net ]: 400 mais ricos do mundo aumentaram fortuna em US$92 bilhões em 2014

O modelo só aumenta a desigualdade!

Carta Maior: 400 mais ricos do mundo aumentaram fortuna em US$92 bilhões em 2014

Os mais ricos ficaram ainda mais ricos em 2014: 0,7% da população concentra 44% da riqueza mundial, enquanto 69,8% da população mundial detém apenas 2,9%.

O lucro de multimilionários como o chinês Jack Ma, líder do Alibaba, contrasta com a desigualdade que alargou o abismo entre ricos e pobres neste ano.

As pessoas mais ricas do planeta ficaram ainda mais ricas em 2014, adquirindo pelo menos 92 mil milhões de dólares na sua fortuna coletiva, revelou o Índice de Bilionários da Bloomberg. O patrimônio líquido dos 400 multimilionários mais ricos do mundo foi de 4,1 trilhões de dólares conforme dados divulgados em 29 de dezembro de 2014.

De acordo a agência de notícias financeira norte-americana, os lucros deste ano acontecem no meio da queda nos preços da energia. A Bloomberg também responsabiliza a “turbulência geopolítica” incitada pelo presidente da Rússia, Vladimir Putin, que teria favorecido alguns desses multimilionários.

Em 2014, o principal vencedor foi Jack Ma, co-fundador do Alibaba Group Holding Ltd., a maior empresa de comércio eletrónico da China. Ma, um ex-professor de inglês de 50 anos que iniciou a empresa no seu apartamento em 1999, obteve um lucro anual de 25,1 bilhões de dólares, ultrapassando Li Ka-shing, o então homem mais rico da Ásia.

Além de Ma, outros dois ganhadores neste ano foram Warren Buffett e Mark Zuckerberg, nos Estados Unidos. Diretor executivo da empresa Berkshire Hathaway, Buffet obteve lucro de 13, 7 bilhões de dólares. Já o criador do Facebook acrescentou à sua riqueza mais 10,6 bilhões de dólares nos últimos 12 meses.

Em 2014, Buffet ultrapassou no posto de segundo homem mais rico do mundo o multimilionário mexicano Carlos Slim, que lidera um conglomerado de comunicações. O cargo de mais rico do planeta ainda é do co-fundador da Microsoft Bill Gates, que mantém uma fortuna de 87, 6 bilhões. No Brasil, Jorge Paulo Lemann, o mais rico do país, teve aumento de 3,2 bilhões no seu bolso.

De acordo com o grupo Oxfam, em relatório publicado em outubro deste ano, o número de multi milionários do planeta dobrou desde 2008, quando se deu inicio à crise financeira à escala global. De acordo com o material, as 85 pessoas mais ricas têm o equivalente à metade mais pobre do mundo.

À Agência Brasil, o diretor da Oxfam no Brasil, Simon Ticehurst, explicou que entre as causas da desigualdade, que aumenta cada vez mais o fosso entre ricos e pobres, está o “fundamentalismo do mercado”, que promove um crescimento económico, beneficiando apenas a elite.

O relatório "Credit Suisse 2014 Wealth Report" aponta que 0,7% da população concentra 44% da riqueza mundial, enquanto 69,8% da população mundial detém apenas 2,9% da riqueza. Em 2013 os 0,7% mais ricos concentravam 41% da riqueza mundial.

Origem.
Publicado em 06/01/2014.

EL País [Paul Krugman]: O vale do desespero

O prêmio Nobel Paul Krugman nos brinda com esse novo artigo.


El País [Paul Krugman]: O vale do desespero

Líderes mundiais devem reconhecer que as coisas não vão bem para todo mundo.

 
Em 2014, a crescente desigualdade nos países desenvolvidos recebeu finalmente a atenção devida quando O Capital no século XXI, de Thomas Piketty, se transformou em um inesperado (e merecido) sucesso de vendas. Os desconfiados habituais insistem em sua lucrativa negação, mas é evidente para todos os demais que a renda e a riqueza estão mais concentradas no extremo superior do que jamais estiveram desde a Belle Époque, e que a tendência não dá mostras de atenuar.

Mas essa história fala do que ocorre dentro dos países, e portanto, é incompleta. A verdade é que é preciso completar a análise ao estilo Piketty com uma visão global, e eu diria que, ao fazê-lo, percebe-se melhor o bom, o mau, e o potencialmente muito ruim do mundo em que vivemos.

Deste modo, permitam-me sugerir-lhes que deem uma olhada em um excelente gráfico do aumento das rendas no mundo elaborado por Branko Milanovic, do Centro de Pós-Graduação da Universidade da Cidade de Nova York (a qual me incorporarei nesse verão). O que Milanovic mostra é que aumento das rendas desde a queda do Muro de Berlim tem sido uma história de “torres gêmeas”. É certo que as rendas cresceram muito a medida em que as elites do mundo ficavam mais e mais ricas. Mas também ocorreram benefícios enormes para o que podemos denominar de classe média mundial, formada em grande parte pelas cada vez mais numerosas classes médias da China e da Índia.

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