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terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Rede Brasil Atual: Crise hídrica e seca pioram perspectivas para o desempenho do PIB neste ano

Rede Brasil Atual: Crise hídrica e seca pioram perspectivas para o desempenho do PIB neste ano

Projeções de crescimento do Banco Central caem para 0,03% e já há quem fale em PIB 0,5% negativo; comentarista da RBA lembra que Operação Lava Jato também contribui para piora das expectativas

por Helder Lima

São Paulo – A crise hídrica que afeta a produção de energia e o abastecimento de água na região Sudeste terá impacto negativo no desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano. A mais recente projeção do Banco Central, por meio do relatório Focus, divulgada hoje (2), indica um comportamento de 0,03% para o PIB neste ano, ou seja, algo bem próximo de zero. Na semana passada, essa projeção estava em 0,13% e há quatro semanas, em 0,5%.

A nova previsão não encerra as perspectivas desalentadoras para a economia neste ano, que também são dadas pelas medidas de ajuste fiscal, como a mudança nas regras do seguro-desemprego, alongando o prazo para obtenção do benefício, e o cenário recessivo com os desdobramentos da crise internacional na balança comercial do país, a elevação dos juros e o agravamento da inflação; esta, segundo o mesmo relatório, de acordo com o IPCA, agora deverá fechar o ano em 7,01%, depois de registrar 6,56% há quatro semanas.

Leia tudo.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Editorial do REFAZENDA2010-blog: Inferno em Janeiro



Inferno em Janeiro

Esse janeiro que se finda – e que já vai tarde – na verdade começou ao final de 2014, com as edições das Medidas Provisórias 664 e 665 em 30 de dezembro último. O Trabalhador já começa a pagar o pato.

Mal o mês começou, no plano internacional, atentados na França, mas muito mais mortes na Nigéria e no Iêmen. Mas a mídia ocidental se compadece muito mais com os franceses.

Por nossas bandas, já não bastasse a opção tímida e conservadora do segundo mandato da presidenta Dilma, que implicará em recessão ou o nome que se quiser dar, e segundo o próprio ministro, para o investidor ver; sobrevêm uma crise hídrica sem precedentes no Sudeste e, talvez, uma crise energética.

Simples, não choveu, mas também faltou planejamento. Porque não choveu, não se sabe. Temperaturas tórridas e alguns danos advindos, especialmente na agricultura e na pecuária, que serão os primeiros. A maior cidade do País pena, mas o govenador prefere eufemismos.

Alguma coisa boa aconteceu na Grécia. Espera-se que consigam romper com, digamos, a abutragem financeira internacional!

Por fim, estão conseguindo destruir a Petrobras e por incrível que pareça a sua administração ajuda. Amadorismo clamou a primeira mandatária. E foi mesmo. Como paradoxo advindo, pode-se vislumbrar o fim a indústria da construção nacional.

Imaginava-se um 2015 difícil, mas não tanto!

O Editor. Publicado em 31/01/2015.

sábado, 24 de janeiro de 2015

Agência Brasil: Governo avalia crise de água “preocupante” e pede ajuda da população

Agência Brasil: Governo avalia crise de água “preocupante” e pede ajuda da população

Paulo Victor Chagas - Repórter da Agência Brasil

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, considera “sensível” e “preocupante” o cenário de abastecimento de água no país. Apesar da perspectiva de chuva para os próximos dez dias na região, o diagnóstico é de que nunca se viu nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais (região metropolitana de Belo Horizonte) uma seca tão grande nos últimos 84 anos, disse ela depois de reunião no Palácio do Planalto, com outros ministros, para discutir a situação dos reservatórios de água e as previsões de chuva.

Como resposta à situação, o governo prometeu fazer mais parcerias com os estados e criar uma campanha de conscientização para que a população passe a poupar água. Izabella Teixeira defendeu o acompanhamento da crise até o fim do período de chuvas, mas adiantou que o Ministério do Meio Ambiente vai criar uma ação mais “incisiva”, pedindo a colaboração das pessoas.

Leia tudo.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

O Tempo: Copasa dá 1º passo para decretar racionamento e pede economia de água

O Tempo: Copasa dá 1º passo para decretar racionamento e pede economia de água

Presidente da Copasa, Sinara Chenna, diz que situação de reservatórios é "crítica" e não descarta também sobretaxar o uso da água

Ana Paula Pedrosa

Em coletiva de imprensa na tarde desta quinta-feira (22), a presidente da Copasa, Sinara Meireles Chenna, disse que a situação dos reservatórios em Minas Gerais está "crítica". "Precisamos conclamar a população de Minas Gerais para economizar água", afirmou a executiva, que, pela primeira vez, admitiu a possibilidade de racionamento ou mesmo de sobretaxa pelo uso de água em todos os mais de 600 municípios atendidos pela companhia no Estado.

O primeiro passo para decretar o racionamento será dado nesta sexta-feira (23), quando a Copasa vai encaminhar ao Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam) uma declaração de situação crítica de escassez de recursos hídricos. Se a declaração for aprovada, a empresa poderá adotar mecanismos como racionamento de abastecimento e multas ou sobretaxas para quem consumir muito. Pela lei, é o Igam que tem que decretar a situação de escassez de água.

A meta da empresa é reduzir o consumo em 30%. "Queremos a todo custo evitar que seja necessário adotar essas medidas, mas não descartamos a adoção de um racionamento ou de mecanismos tarifários complementares", disse a nova presidente da empresa, que assumiu o cargo há menos de uma semana. Segundo ela, se for mantido o cenário atual, que é o pior, haverá necessidade de iniciar o racionamento em três ou quatro meses.

O sistema de Vargem das Flores está com 28% de sua capacidade, o de Rio Manso, com 45% e o de Serra Azul com apenas 5,73%. Esses sistemas fazem parte do sistema Paraopeba que, juntamente com o da bacia do Rio das Velhas compõem a produção de água na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A situação mais crítica ocorre nos 31 municípios da Grande BH, além de Pará de Minas, Urucânia e Campanário.

Origem.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Agência Brasil: Escassez de água se resolve com planejamento, diz futuro relator da ONU

Sempre tivemos muitas dúvidas, principalmente após  falência da Lei de Malthus. Sim, temas absolutamente ou quase diferentes, mas o ser humano solução arruma!


Agência Brasil: Escassez de água se resolve com planejamento, diz futuro relator da ONU

Mariana Tokarnia - Repórter da Agência Brasil Edição: Aécio Amado
 
Para futuro relator especial da Comissão de Água Potável e Saneamento Básico da Organização das Nações Unidas (ONU), professor Leo Heller, é preciso planejamento para combater os atuais e futuros problemas de abastecimento de água. Na avaliação dele, o que está acontecendo este ano em São Paulo poderá se repetir em 2015. "As propostas que tenho ouvido não se implementa em menos de um ano, e o que estamos passando este ano poderá se repetir no ano que vem. Não são essas medidas que darão a solução", disse sobre a crise enfrentada por São Paulo.

Heller foi entrevistado hoje (25) no programa Espaço Público da TV Brasil. Segundo ele, o estado de São Paulo não se planejou para uma possível escassez de água para o abastecimento. A atual crise levou a portuguesa Catarina Albuquerque, atual relatora da ONU, a responsabilizar o governo estadual pela falta d'água. Em resposta, o governo de São Paulo escreveu à ONU, protestando pelas críticas da relatora. "O que eu posso dizer é que ela fez declarações que eu apoio. Ela apontou a raiz do problema. Em São Paulo, se o problema tivesse sido previsto e as medidas para remediá-lo fossem adotadas, isso não teria acontecido", disse Heller.

Ao assistir uma reportagem sobre a falta de água no estado, exibida durante a entrevista, o futuro relator indignou-se: "inaceitável uma situação como essa em uma cidade como São Paulo". Ele ressaltou que não há exagero por parte da mídia, "é visível que o volume do Cantareira está muito aquém para garantir a segurança de abastecimento. É preocupante, o abastecimento de muitas cidades de São Paulo dependem da represa".

Perguntado se o racionamento seria uma solução, ele disse que isso tem ocorrido e defende que  seja dada transparência ao processo. "O que é o racionamento? Deixar de fornecer água em determinados horários? Isso tem ocorrido. Tem uma espécie de racionamento. Prefiro o racionamento mais formal, planejado".

Heller explicou que para evitar problemas no abastecimento, o investimento deve ser feito tanto em estruturas como em capacitação de pessoal e em formas de evitar as perdas no próprio sistema de abastecimento, que. segundo ele, chegam a 37% em média no Brasil. De acordo com ele, o país tem feito apenas investimento em infraestrutura.

O professor comentou também a construção de cisternas para levar água a regiões de seca no Nordeste. Apesar de mudar a vida daqueles que recebem o abastecimento, as cisternas não são suficientes para fornecer o volume mínimo considerado adequado pela ONU, de 50 litros diários para proteger a saúde. As cisternas possibilitam apenas o consumo diário de 13 litros por pessoa. "Precisaremos avançar para além das cisternas", destacou.

Leo Heller, de 59 anos, fez carreira acadêmica na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), onde se aposentou e hoje é professor voluntário. Em 1977, diplomou-se em engenharia civil, seguido de mestrado em saneamento e recursos hídricos. Já conduziu pesquisas vinculadas à Organização Mundial da Saúde e, em 2013, coordenou a contribuição das universidades brasileiras ao Plano Nacional de Saneamento Básico.

O programa Espaço Público vai ao ar todas as terças-feiras, às 22h, na TV Brasil. É apresentado pelo jornalista Paulo Moreira Leite. A edição desta terça contou com a participação da gerente da Agência Brasil, Lana Cristina, e do jornalista Danilo Fariello, do jornal O Globo.


Origem.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Carta Maior[Saul Leblon]: A desordem climática e o acervo da esquerda


A desordem climática e o acervo da esquerda

Em julho, uma seca abrupta irrompeu no meio oeste norte-americano. Apenas um mês antes, previsões apontavam para uma colheita de promissora a excelente no cinturão do milho. Os EUA tem o melhor sistema de previsão de tempo do mundo. A NOAA - National Oceanic Atmospheric Administration, nasceu nos anos 60; já disparou dezenas de satélites e sondas para a atmosfera; hoje opera com pelo menos quatro satélites potentes e dezenas de sensores e sondas. O sistema tem abrangência para rastrear ininterruptamente a superfície da terra e do mar. Dados transmitidos a uma vasta rede de estações alimentam modelos de previsões meteorológicas e estudos climáticos levados a cabo por algumas centenas de cientistas ao redor do planeta. Nem assim a seca, mas sobretudo a sua intensidade, a mais destrutiva em quase 50 anos, foi antecipada.

Surpresa de dimensões equivalentes colheu a Agência Espacial Europeia. A instituição admitiu nesta 2ª feira que subestimou em quase 50% a extensão do degelo no Ártico no último verão. Informações de satélites constataram agora que 900km³ do gelo desapareceram no Pólo Norte em 2011, o dobro das estimativas. Os erros superlativos sugerem que ainda falta muito para equiparar a capacidade de análise da ciência ao poder destrutivo acumulado em relação ao clima.

O custo dessa dupla vulnerabilidade é explosivo. Os EUA, por exemplo, abastecem a metade do comércio internacional de milho, grão estratégico na cadeia alimentar tanto de humanos quanto das criações. O revés não previsto pela meteorologia deve reduzir em cerca de 17% a contribuição do corn-belt no atendimento da demanda mundial em 2012/2013. Há estoques, mas são apertados. Seu declínio dispara uma espiral de adversidades tão ou mais drásticas que as originárias do aquecimento do clima. A especulação nas bolsas de commodities nos últimos 60 dias fez as cotações do milho subirem quase 55% em Chicago. Os níveis estão muito próximos das máximas atingidas no colapso de 2008, quando o século XXI atingiu a marca de um bilhão de famintos.

A seca imprevista afetou também a soja, que rivaliza com o milho em importância na cadeia produtora de carnes. Mas o tempo quente não se limitou ao corn-belt. Seca ou chuvas abaixo do normal afetaram a produção de arroz na Índia e a de trigo na Sibéria. Incêndios consomem bosques inteiros na Europa, destruindo o triplo da área normalmente atingida pelo fenômeno. No extremo oposto, inundações afligem cidades e regiões rurais da China, Coréia do Sul , Japão e Filipinas. Não são eventos inéditos. Na verdade, eles guardam sintonia com o padrão do clima para esta época do ano. Mas a virulência, a simultaneidade e a irrupção abrupta, que nem mesmo a NOAA consegue prever, sugerem uma desordem climática que remete às piores advertências dos pesquisadores há décadas. Continue lendo.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Carta Maior[Saul Leblon]: Verdes arejam o derretimento da direita

 
Verdes arejam o derretimento da direita

No México, os ambientalistas do Partido Verde Ecologista (PVEM), apoiaram o candidato da direita, Henrique Peña Nieto, do PRI. Na Venezuela, o Movimento Ecológico Venezuelano,cujo símbolo é um radiante girassol, entregou-se de corpo e alma à candidatura do engomadinho Henrique Capriles Randonski, com a qual os golpistas de ontem testam sua versão 'moderna e jovem' de hoje. Em São Paulo, o PV apoia José Serra, que dispensa apresentações. Em Salvador, os verdes estão fechados com o demo Antonio Carlos Magalhães Neto, de tradição conhecida.

Alianças e coligações são poções frequentemente indigestas e nem sempre contornáveis na disputa política. Em São Paulo, o PT provou do intragável ao disputar com Serra o minuto e meio do PP no horário eleitoral; o preço da vitória foi cobrado em espécie: a desgastante foto com Maluf custou a Fernando Haddad a perda de Luiza Erundina.

No lusco-fusco eleitoral uma palavra divide as margens do mesmo rio: hegemonia. O PT é criticado pelo padrão catch-all com o qual pavimentou o caminho ao poder, embarcando em seu comboio tudo o que aparecer pela frente. A pecha de 'partido-ônibus' convive com o reconhecimento unânime de que essa voracidade não alterou uma determinação de exercer a hegemonia do processo. O que se passa com boa parte do ambientalismo --não todo ele- é o avesso disso.

Ao assumir a função de glacê para tornar digerível uma direita que já não ousa sequer apresentar-se como tal, o ambientalismo distrai a opinião pública servindo de camuflagem a uma lógica destrutiva contra a qual, supostamente, deveria lutar.

Se 'o verde' carece de seriedade, o mesmo não se pode dizer da urgência ambiental.

O meio-oeste dos EUA vive a sua pior seca em meio século. O corn-belt, de onde sai a metade do milho comercializado no planeta, avalia perdas de safra da ordem de 20 a 35 milhões de toneladas este ano. Secas da Sibéria à Índia contrastam com a virulência das inundações recentes no Japão, Coréia, China e Filipinas. É temporada de tufões e ciclones, justificam os céticos do aquecimento. A frequência dos eventos extremos, porém, não sanciona a complacência engajada na defesa dos interesses emissores dos países ricos.

Picos de calor que costumavam ocorrer uma vez a cada 20 anos, ganharam padrão anual e bianual, informa a Nasa. No final de junho, Atlanta, nos EUA, registrou a maior temperatura de sua história: 41 graus Celsius. Washington foi açoitada por ondas de calor, as mais elevadas dos últimos 135 anos. No centro e no sul da Espanha os termômetros atingiram cerca de 40 graus, provocando os maiores incêndios em duas décadas nos bosques do país.

Forças e interesses aglutinados em torno de candidaturas como as de Capriles, Pena Nieto ou Serra são parte do problema ambiental que sacode e estreita o horizonte humano. Ao aliar-se a elas o ambientalismo não apenas se desqualifica, como corrói a credibilidade de uma agenda de pertinência histórica e urgência crucial.

Em muitos casos, a manipulação do celofane verde não é sequer dissimulada. Antonio Carlos Magalhães Neto, candidato demo à prefeitura de Salvador, não hesita ao responder por que escolheu a educadora Célia Sacramento do PV, como vice: 'Arejar a chapa; faço questão de dizer que se trata de uma candidatura pluripartidária', escancara.Mais reservado, um membro de sua equipe confidenciou ao jornal Valor, desta 3ª feira, que o partido de ACM Neto, o DEMO, ficará totalmente "out" da campanha. "Se não fizermos isso, estamos mortos", admitiu. Origem.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Carta Maior[Saul Leblon]: O "novo normal"


O "novo normal"

Ao mesmo tempo em que demonstra infinita capacidade de se multiplicar enquanto capital fictício - existem US$ 600 trilhões em supostos direitos de saque sobre um PIB mundial de US$ 60 trilhões - o capitalismo financeiro impõe normas e interditos à sociedade que a impedem de ativar seu pleno potencial produtivo. Capturado por esse redil, o Estado abdica de exercer uma tributação efetiva sobre a plutocracia. A 'opção' pelo endividamento de modo a cumprir funções básicas restringe sua capacidade de ordenar o crescimento e, sobretudo, tracionar a economia em período de recessão, como agora. Às vezes o recurso até existe, mas a estrutura para operacionalizá-lo foi desmontada. O governo Dilma sabe o que isso significa.

A espiral da dívida pública, inerente à sub-taxação, faz dos títulos soberanos o novo lastro da riqueza financeira. Graças à livre mobilidade dos capitais , hoje essa 'funcionalidade' é exercida pelos títulos alemães, suíços e norte-americanos. Seus bônus pagam juro negativo, mas representam um cais de repouso confiável à ' bolha financeira', ou ao que restou dela.

A contrapartida é a quebradeira de Estados zumbis que não conseguem captar nem pagando taxas recordes, caso da Espanha, Portugal, Grécia entre outros. Dá-se assim o desconcertante paradoxo: de um lado sobram recursos a certos Tesouros que se financiam a taxas negativas. De outro, imensas poças de potencial produtivo se acumulam no resto do mundo na forma de desemprego obsceno, fome bíblica , infra-estrutura em frangalhos, cidades caóticas, periferias conflagradas, pobreza e sub-consumo.

Convencer a sociedade de que esse é o 'novo normal' parece ser o plano B do neoliberalismo para ganhar tempo e digerir seu imenso passivo, sem alterar o escopo de poder que o consagra. Nos EUA já se especula que uma taxa de desemprego da ordem de 8% seria o 'novo normal'. Na Europa, admite-se que uma década de atividade rebaixada, até a conclusão do ciclo de ajuste, seria o novo normal do euro.

Eventos climáticos extremos são reportados como o novo normal, dada a impossibilidade de se carrear recursos para projetos globais de reordenação energética e controle de emissões.Continue lendo.

sábado, 23 de junho de 2012

Cúpula dos Povos na Rio+20: Declaração Final

Declaração final
Cúpula dos Povos na Rio+20 por Justiça Social e Ambiental
Em defesa dos bens comuns, contra a mercantilização da vida

Movimentos sociais e populares, sindicatos, povos, organizações da sociedade civil e ambientalistas de todo o mundo presentes na Cúpula dos Povos na Rio+20 por Justiça Social e Ambiental, vivenciaram nos acampamentos, nas mobilizações massivas, nos debates, a construção das convergências e alternativas, conscientes de que somos sujeitos de uma outra relação entre humanos e humanas e entre a humanidade e a natureza, assumindo o desafio urgente de frear a nova fase de recomposição do capitalismo e de construir, através de nossas lutas, novos paradigmas de sociedade.

A Cúpula dos Povos é o momento simbólico de um novo ciclo na trajetória de lutas globais que produz novas convergências entre movimentos de mulheres, indígenas, negros, juventudes, agricultores/as familiares e camponeses, trabalhadores/as, povos e comunidades tradicionais, quilombolas, lutadores pelo direito a cidade, e religiões de todo o mundo. As assembleias, mobilizações e a grande Marcha dos Povos foram os momentos de expressão máxima destas convergências.

As instituições financeiras multilaterais, as coalizações a serviço do sistema financeiro, como o G8/G20, a captura corporativa da ONU e a maioria dos governos demonstraram irresponsabilidade com o futuro da humanidade e do planeta e promoveram os interesses das corporações na conferencia oficial. Em contraste a isso, a vitalidade e a força das mobilizações e dos debates na Cúpula dos Povos fortaleceram a nossa convicção de que só o povo organizado e mobilizado pode libertar o mundo do controle das corporações e do capital financeiro. Continue lendo. Também aqui.

sábado, 16 de junho de 2012

Laerte Braga: A CÚPULA DOS POVOS – CAPITALISMO NÃO É DALTONISMO, É CINISMO E BARBÁRIE

(Experimente o uso dos marcadores - tags, abaixo de cada post, em vermelho, é mais rápido do que a busca, acima, a esquerda.)


A SEMANA

A CÚPULA DOS POVOS – CAPITALISMO NÃO É DALTONISMO, É CINISMO E BARBÁRIE


Laerte Braga


O verde mais cinza, em tons Marina da Silva. Não é daltonismo. É o cinismo e a barbárie capitalista. Pode estar com sombreados Greenpeace, um dos negócios mais lucrativos do planeta. O que é sustentabilidade? Sustentar o quê?

Milhares de ogivas nucleares, cinco mil ataques aéreos para devastar a Líbia, a fome na África, o trabalho escravo em países periféricos (expressão que adoram no jornalismo global podre e venal), a guerra civil montada na Síria, o genocídio contra palestinos na versão sionista do nazismo, as bases militares espalhadas pelo mundo, o agrotóxico, o transgênico, os salários dos professores, a privatização da saúde, o governo Dilma na prática de uma no cravo e outra na ferradura. Será isso a tal sustentabilidade?

Ou um convescote de entidades, partidos do clube de amigos e inimigos cordiais, num Rio de Janeiro transbordando de gente e os preços estratosféricos, tudo regado a vastos recursos oficiais ou semi oficiais. Os trabalhadores, óbvio, do lado de fora das cercas eletrificadas do capitalismo.

Daniel Dantas e Paulo Maluf estão citados entre os mais corruptos do mundo nos dados do Banco Mundial. Um é deputado e apóia a candidatura petista à Prefeitura de São Paulo (indicou um nome para o Ministério das Cidades como compensação) e Dantas tem um “ministro” de plantão na mais alta corte de justiça do País para eventuais habeas corpus.

Quem sabe sustentabilidade serão os cem bilhões de euros para salvar bancos espanhóis enquanto o rei caça elefantes na África, ou búfalos em campos privados na Suíça a cinco mil dólares por cabeça? Um quarto da população adulta da Espanha desempregada e mais da metade dos jovens que chegam ao chamado “mercado de trabalho” sem qualquer perspectiva?

Os gregos lutam nas ruas para preservar seu país. Os egípcios assistem seus militares curvarem-se e lustrarem as botas do sionismo num golpe de estado que mantém o regime de Mubarak sem Mubarak. Tal e qual os golpistas de 64 por aqui lustraram as botas de Lincoln Gordon e Vernon Walthers, pelo “direito” de encher as prisões, torturar, assassinar e depois transformar documentos confidenciais em secretos para escapar da vergonha das práticas criminosas, tudo recheado de patriotismo. “O último refúgio dos canalhas” na frase sempre necessária de Samuel Johnson.

Não há compromisso algum dos países ricos com políticas mínimas de preservação ambiental, de mudanças no sistema econômico, nada disso, enquanto é evidente a tentativa de países como o Brasil de salvar o que não tem salvação, o capitalismo. Pela voz de Anthony Patriot, o profeta do equilibrismo. Vai atravessar num cabo de aço a vários mil metros de altura, a distância entre a RIO+20 e Wall Street carregando uma nova proposta de dez mandamentos que não mudam mandamento algum. Dilma chega só para cortar a fita simbólica do cabo.  

O espetáculo, o show midiático. Os “especialistas” deitando falação sobre como salvar o planeta enquanto o planeta vai sendo destruído por drones e outros artefatos mortais, cuja última preocupação é o ser humano, o trabalhador.

A classe média acha ótimo. Aboleta-se num automóvel, entope as ruas – paulista, por exemplo. adora um congestionamento e espera entrar no Guines num desses feriadões da vida – e exibe aos filhos o progresso, todo esse mundo colorido que se junta para dizer que vai catar o lixo jogado nas ruas e depositá-lo em recipientes que irão permitir a reciclagem.

Não se pode criticar a VALE. A quadrilha privatizada no governo de FHC não admite críticas. É uma das principais acionistas do Estado brasileiro, detém o poder de veto sobre decisões do governo federal, de governos estaduais e municipais. Um moçambicano foi deportado pela Polícia Federal do Brasil. Estava chegando para a cúpula dos povos e ia relatar os crimes ambientais cometidos pela VALE em seu país. As técnicas de monitoramento e vigilância tem o made IN USA e o MADE MOSSAD, em estrita colaboração nos acordos assinados pelos de governos de FHC e Lula (esse inventou o “capitalismo a brasileira” e acha que ainda é presidente, fala vinte e quatro horas por dia , FHC pensa que é divindade).

Do lado de fora das cercas o povo da Cúpula dos Povos.

Consciente que a luta foge às “regras” impostas pelo poder, pela classe dominante e que o movimento popular há que ser como o de gregos, egípcios, trabalhadores espanhóis que acorrem às ruas e repudiam seus governos, ou os que de fato governam. Grandes corporações, bancos, empresas fomentadoras do latifúndio em países como o Brasil.

Quem governa a União Européia? Os governantes detentores de mandatos populares na farsa democrática? Ou as centenas de instituições e agências sem mandato popular, mas senhoras absolutas do poder e dos governantes?

Quem governa o Brasil? Os acordos com Paulo Maluf para eventuais vitórias nas eleições – como se eleições fossem atestado completo de democracia – ou as manobras para manter impávido o poder de Carlinhos Cachoeira? Quem sabe as agências e escuros túneis do poder de bancos, empresas, latifúndio, agências que tornam milionários os seus integrantes e adjacências?

A grande lição da Cúpula dos Povos é que não existe alternativa dentro do sistema, lutando por dentro.

É nas ruas.

Muhamad Ali dizia a diferença entre ele “o maior de todos” e os outros, é que “luto por fora, não luto por dentro, não permito que se acheguem a mim, eu os destruo”.

Quanta masturbação verbal nos salões com ar condicionado da farsa da RIO+20. O discurso “popular” das entidades agregadas ao poder.

A mídia resplandecente no exibir o show, o espetáculo e a mostrar a “turba”, ou seja, os que pagam essa espécie de “farra do boi” disfarçada em “vamos salvar o planeta”.

E ainda falta a senhora Hilary Clinton para a histeria da mídia e os noticiários carimbados pelo Departamento de Estado. Carimbados e autorizados.

O tom sombrio dessa gente é a volta às cavernas como previu Stanley Kubrick.

Só que essas defendidas por ogivas nucleares, bunkers com a suástica transformada em verde pelos marqueteiros do capitalismo, ar condicionado e farto estoque de iguarias para os novos barões na nova Idade Média, a Idade Média da Tecnologia do Terror.

Dizem que a senhora Clinton deve chegar numa nuvem escura chamada de Tempestade no Deserto e semear mercenários por todos os lados num discurso de “paz” e advertência que “estamos vigilantes para garantir a democracia”.

Transmissão exclusiva da GLOBO, o resto pega a rebarba.

Quem sabe o ATO PATRIÓTICO, que entre outras coisas define modalidades de torturas permitidas, assassinatos em qualquer parte do mundo em nome dos direitos humanos, não salva o planeta?

Em todo o caso, em várias barracas, fragrâncias diversas oriundas de pesquisas cientificas capazes de tornar a realidade do dia a dia mais perfumada e palatável em meio ao esgoto capitalista?

Tudo é possível.

A luta é nas ruas e aos poucos vai tomando forma em todo o mundo. É a percepção que é luta de sobrevivência para que se possa construir a alternativa socialista (sem aspas, vale dizer com os trabalhadores). Também aqui!

quarta-feira, 13 de junho de 2012

O Globo: Fumaça de diesel é carcinogênica, afirma agência internacional Depois de revisar estudos, instituição decide condenar queima do combustível

Fumaça de diesel é carcinogênica, afirma agência internacional
Depois de revisar estudos, instituição decide condenar queima do combustível


RIO – Depois de uma revisão dos mais recentes estudos sobre o assunto, integrantes da Agência Internacional de Pesquisas sobre o Câncer (IARC, na sigla em inglês) decidiram em reunião na França declarar que a fumaça produzida pela queima de diesel é carcinogênica. Parte da Organização Mundial da Saúde, a IARC tinha abordado a questão pela última vez em 1988, quando declarou as emissões provenientes do diesel eram “prováveis” causadoras de câncer.

A reunião se seguiu à publicação de pesquisas de cientistas dos institutos nacionais do Câncer e de Segurança e Saúde Ocupacional dos EUA de que a fumaça do diesel é prejudicial à saúde. Embora a decisão do IARC diga respeito apenas à incidência de câncer no pulmão, a instituição também mencionou evidências de que as emissões estariam ligadas a um maior risco de desenvolver câncer na bexiga. Em uma decisão em separado, os cerca de 20 cientistas reunidos mantiveram o status das emissões da queima de gasolina como “possíveis carcinogênicas”. Continue lendo.

Agência Brasil: Brasil poderá ter frota de ônibus movido a hidrogênio até a Copa de 2014, diz cientista da UFRJ

Brasil poderá ter frota de ônibus movido a hidrogênio até a Copa de 2014, diz cientista da UFRJ

13/06/2012 - 18h17
Vladimir Platonow

Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – O Brasil poderá ter uma frota de ônibus movida a combustível limpo – sem emissão de gases poluentes - rodando nas capitais já durante a Copa de 2014. Os veículos híbridos serão movidos a hidrogênio e baterias elétricas, emitindo apenas vapor de água. A expectativa é do cientista Paulo Emilio de Miranda, do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa em Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ). O lançamento da segunda versão do protótipo, criado por ele e sua equipe, ocorreu hoje (13) na Rio+20.

A autonomia do ônibus desenvolvido pelo Laboratório de Hidrogênio da Coppe é 500 quilômetros, suficiente para um dia de operação urbana, podendo ser recarregado no período da noite quando não estiver em operação. O veículo tem capacidade para 70 passageiros e vem sendo desenvolvido desde 2005. O projeto já recebeu investimentos de R$ 15 milhões.

Miranda disse que o uso do hidrogênio como combustível é uma tendência irreversível em todo o mundo e o Brasil domina a tecnologia com a possibilidade de ser imediatamente comercializável. “Já é um protótipo pré-comercial, não é mais um desenvolvimento laboratorial. O que falta para ele ser comercial é utilizá-lo.”

Segundo o cientista, os motores a hidrogênio já estão sendo usados em outros países, principalmente na Europa e no Japão. “Em 2006 a Europa fez um grande experimento de uso público de ônibus a hidrogênio, com 30 veículos em dez cidades, durante dois anos. E há um mês eles lançaram um novo ônibus a hidrogênio.”

Miranda sustenta que o modelo brasileiro é superior, pois tem maior autonomia e menor custo por quilômetro rodado. O primeiro ônibus europeu consumia 25 quilos de hidrogênio por 100 quilômetros rodados. O atual consome 14 quilos por 100 quilômetros rodados, e o brasileiro usa 5 quilos para a mesma distância.

“O grande diferencial do nosso ônibus, em relação a outros que foram desenvolvidos no mundo, é que o nosso sistema é híbrido. A tração é elétrica, e quando está rodando tem mais duas fontes de energia: uma é a pilha combustível, que gera energia a bordo, e a outra é a regeneração da energia cinética do movimento em energia elétrica, quando freamos ou desaceleramos.”

O valor de produção do protótipo foi R$ 1 milhão, mas o cientista acredita que o custo vá baixar no futuro com a produção em escala e o apoio público nas compras. O pesquisador acredita que o uso do hidrogênio como combustível é inexorável.

“Hoje em dia a forma menos custosa de produzir hidrogênio é por meio da reforma a vapor do gás natural. Ele também pode ser produzido em larga escala a partir de biogases, como rejeitos da agricultura, esgoto humano e animal. Além disso, uma das formas mais conhecidas de se produzir hidrogênio é com a eletrólise da água e o Brasil, que é abundante em água, tem todas as condições de se tornar um grande produtor de hidrogênio.” Origem.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

JB: Presidente francês diz que Rio+20 corre o risco de ser um fracasso

Presidente francês diz que Rio+20 corre o risco de ser um fracasso

Agência ANSA

 
O presidente da França, François Hollande, disse nesta sexta-feira que a Conferência Rio+20, que acontecerá de 13 a 22 de junho, "corre o risco de ser um fracasso".

"A Conferência no Rio será difícil. Sabemos que há riscos, o risco de que as palavras pronunciadas não se traduzam em ações, o risco de divisão entre países desenvolvidos, países emergentes e países pobres, o risco de um fracasso porque podem surgir outras prioridades", afirmou.

Hollande ressaltou que "o mundo está de olho na crise econômica  e em alguns conflitos, como na Síria". Tudo isso, lembrou o presidente, poderá desviar a atenção daquilo que é uma emergência maior: o meio ambiente.

Mais de 50 mil pessoas de 176 países devem participar da Rio+20. As atividades começam oficialmente no próximo dia 13 e se encerram no dia 22. Origem.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Hoje em Dia: BH bebe a 3ª água potável mais contaminada entre as capitais do país

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O desgoverno mineiro só é bom em marketing!

BH bebe a 3ª água potável mais contaminada entre as capitais do país

Estudo da Unicamp aponta presença de cafeína e outras substâncias no líquido, indicando tratamento inadequado

Izabela Ventura - Do Hoje em Dia - 27/05/2012 - 11:54

A qualidade da água potável distribuída em Belo Horizonte é a terceira pior entre 16 capitais brasileiras analisadas em uma pesquisa inédita no Brasil, realizada pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). A reprovação é no aspecto de concentração de cafeína.

A presença dela na água que vai para o consumidor significa que o tratamento não foi 100% eficaz e que outras substâncias ou esgoto podem não ter sido totalmente eliminados no processo de tratamento. A situação é pior em São Paulo e Porto Alegre.

O estudo, do Instituto Nacional de Ciências e Tecnologias Analíticas Avançadas (INCTAA), do Instituto de Química (IQ) da Unicamp, revela que as substâncias encontradas, além da cafeína, são “potencialmente nocivas” à saúde humana. Isso significa que não é para se fazer alarde, mas as companhias de saneamento precisam ter atenção e melhorar os processos de tratamento.

Estudioso da qualidade das águas em Minas, o professor Robson Afonso, do Instituto de Ciências Exatas e Biológicas (Iceb) da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), explica que, se há cafeína, quer dizer que chá ou café foram parar no reservatório de abastecimento. E isso, segundo ele, só pode ter acontecido via fezes ou urina, evidenciando que o tratamento do esgoto não foi eficiente.

Além de cafeína, os cientistas da Unicamp encontraram, em todas as amostras do Sudeste brasileiro, concentrações variadas de atrazina, substância presente em herbicidas, e de triclosan, usada na fabricação de produtos de higiene pessoal. Continue lendo.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

REFAZENDA2010-blog: Notícias da Hora 12:09 quarta 09/04/2012

JB: Integrantes da CPI do Cachoeira pedem esclarecimentos de Procuradoria-Geral


Esse gilmar dantas está em todas. Impeachment já!
Audiência com Gilmar Mendes,  no STF, intermediada por Marconi Perillo e  Demóstenes Torres. Da esquerda para a direita:  Perillo, Mendes, o deputado Carlos Leréia, o diretor-geral da SAMA Rubens Rela e Élio Martins, presidente do Grupo Eternit. Foto: Gervásio/SCO/STF - Viomundo
Pescadores dizem que peixes são cada vez menores e mais raros nas águas do Rio Doce - Leonardo Morais/04.05.2012 - HD

O Tempo: Relatório apresenta crescimento da poluição na Bacia do Rio das Velhas


Isto pouco importa. Não serve de jeito nenhum. Fora Lacerda!
Estado de Minas: PT fica na torcida por debandada de tucanos da aliança com Lacerda

(os mais iguais)
JB: CNJ decide dar prioridade a processos administrativos contra juízes