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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Carta Maior [Blog do Emir]: A Espanha de volta

Carta Maior [Blog do Emir]: A Espanha de volta

A cara da crise social está sempre nas ruas espanholas e o destino da Europa e da esquerda europeia depende hoje do Syriza e do Podemos.

por Emir Sader

De volta à Espanha, quando a Espanha de volta. Ficam para trás os tempos tristes de um país aplastado pelas politicas de austeridades impostas pelo Psoe e aprofundadas pelo PP. Para trás a situação de um povo indefeso diante do consenso bipartidista que induzia para as profundezas do país as políticas da Troika.

Da indignação à disputa de hegemonia em um pais com uma longa e linda trajetória de esquerda, mas que ao mesmo tempo também sofreu golpes muito duros. Entre eles a passagem da resistencia dos socialistas à Otan à adesão à Otan. A mesma resistência do governo de Zapatero a aderir à política de austeridade e a vergonhosa adesão, à que não faltou sequer Obama declarando que havia telefonado no dia anterior a Zapatero, como que confessando que foi a ultima palavra de pressão, a que cedeu o governo do Psoe.

Até não muito tempo, as notícias que chegavam da Espanha eram ruins ou péssimas. Entre o nível imoral de desemprego, incluindo o dado escandaloso do desemprego entre os jovens, até a exclusão dos direitos elementares, antes de tudo dos mais frágeis, incluindo a grande maioria imigrantes, que haviam construído com suas mãos o boom econômico – em grande parte da construção civil – do período imediatamente anterior à recessão atual.

A situação social não melhorou, mesmo se o governo divulgue que, estatisticamente, o pior do momento da recessão já haveria ficado pra trás. A cara da crise social está sempre nas ruas: jovens e idosos pedindo esmola, caixões de lixo como fonte de algo útil para um monte de gente em plenas grandes cidades, comércios fechados, muita gente sem ter o que fazer vagando pelas ruas e praças.

Mas desta vez aflorou uma imensa crise de representação politica e os dos partidos tradicionais, reponsáveis pela crise, se enfraquecem aceleradamente. O que outras forças da esquerda não tinham conseguido, o Podemos está conseguindo: construir uma força própria da esquerda, alternativa ao PP e ao PSOE.

Leia tudo.

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Diário de Notícias: FMI arrasou governo. Portugal só fez um terço das reformas exigidas pela 'troika'

Diário de Notícias: FMI arrasou governo. Portugal só fez um terço das reformas exigidas pela 'troika'

por Luís Reis Ribeiro

A missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) a Portugal fez uma avaliação muito severa do programa de ajustamento português, mas a Comissão Europeia, que divulgou a sua versão no final de dezembro, também não se fica atrás e dá nota de 36% no exame das reformas estruturais.

O governo, através do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, argumentou na sexta-feira que as conclusões do FMI refletem "uma realidade que já não existe".

Em todo o caso, uma análise da Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO), divulgada anteontem à noite, mostra que a Comissão Europeia também deu uma nota negativa à concretização do pacote de reformas estruturais na economia: apenas 36% das medidas combinadas (cinco em 14) foram "observadas". Chumbou três e carimbou seis com "progresso limitado". A avaliação europeia é de final de dezembro.


Origem.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Editorial do REFAZENDA2010-blog: Inferno em Janeiro



Inferno em Janeiro

Esse janeiro que se finda – e que já vai tarde – na verdade começou ao final de 2014, com as edições das Medidas Provisórias 664 e 665 em 30 de dezembro último. O Trabalhador já começa a pagar o pato.

Mal o mês começou, no plano internacional, atentados na França, mas muito mais mortes na Nigéria e no Iêmen. Mas a mídia ocidental se compadece muito mais com os franceses.

Por nossas bandas, já não bastasse a opção tímida e conservadora do segundo mandato da presidenta Dilma, que implicará em recessão ou o nome que se quiser dar, e segundo o próprio ministro, para o investidor ver; sobrevêm uma crise hídrica sem precedentes no Sudeste e, talvez, uma crise energética.

Simples, não choveu, mas também faltou planejamento. Porque não choveu, não se sabe. Temperaturas tórridas e alguns danos advindos, especialmente na agricultura e na pecuária, que serão os primeiros. A maior cidade do País pena, mas o govenador prefere eufemismos.

Alguma coisa boa aconteceu na Grécia. Espera-se que consigam romper com, digamos, a abutragem financeira internacional!

Por fim, estão conseguindo destruir a Petrobras e por incrível que pareça a sua administração ajuda. Amadorismo clamou a primeira mandatária. E foi mesmo. Como paradoxo advindo, pode-se vislumbrar o fim a indústria da construção nacional.

Imaginava-se um 2015 difícil, mas não tanto!

O Editor. Publicado em 31/01/2015.

Carta Maior-> Especial Carta Maior: A democracia contra o caos

Carta Maior-> Especial Carta Maior: A democracia contra o caos

A Carta Maior oferece um especial de matérias e análises sobre a experiência em curso na Grécia que deve ser acompanhada de perto pelos brasileiros.

Joaquim Ernesto Palhares - Diretor da Carta Maior
 

Uma das grandes vitórias do neoliberalismo em nosso tempo foi subtrair do capitalismo o seu conteúdo político e social.

A naturalização daquilo que está assentado em uma indissociável relação de poder consumou uma das mais eficazes operações ideológicas do nosso tempo.

A serviço dessa assepsia vicejam as editorias de economia e o colunismo dos vulgarizadores do capital metafísico.

Cabe-lhes o diuturno trabalho de reafirmar a petulante condição de ciência a uma economia encarregada de reproduzir um sistema ordenado pelo virulento antagonismo com o bem comum da sociedade.

Não se negue à economia leis próprias, circunstâncias limitadoras e incertezas a exigir gestão, equilíbrio e bom senso.

Mas dizer  ‘economia de mercado’ e não ‘capitalismo’, ou ‘intervencionismo’, em contraposição a ‘eficiência’, faz parte do serviço de entorpecimento social encarregado de preservar e engordar interesses sabidos.

De quando em vez, a operação falha.

Nas crises cíclicas do sistema, quando se descarrega sobre a sociedade um fardo de sacrifícios dificilmente vendável como ciência ou fatalidade, o labor da catequese midiática é afrontado pela natureza crua do regime.

Foi o que aconteceu na Grécia, de onde faísca agora um clarão de discernimento que ameaça iluminar o imaginário social para muito além de suas fronteiras.

A vitória eleitoral da frente de esquerda, o Syriza, no último domingo, carrega essa dimensão de um simbolismo com poder epidêmico.

Leia tudo.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Agência Brasil [Agência Lusa]-> Grécia: Syriza vence e declara fim da troika e da austeridade

Agência Brasil [Agência Lusa]-> Grécia: Syriza vence e declara fim da troika e da austeridade

Da Agência Lusa

O partido de esquerda grego Syriza, antiausteridade, obteve vitória clara nas eleições gerais desse domingo (25). O líder, Alexis Tsipras, declarou o fim da austeridade e da troika.

“O veredito do povo grego significa o fim da troika", a estrutura de supervisão da economia da Grécia constituída pela Comissão Europeia, o Banco Central Europeu e o Fundo Monetário Internacional que desde 2010 avalia as medidas impostas em troca de empréstimos de 240 mil milhões de euros.

Tsipras, 40 anos, afirmou que “o povo escreveu a história” e “deu um mandato claro” ao Syriza, “depois de cinco anos de humilhação”. Assegurou que vai negociar com os credores “nova solução viável” para o país.

O Syriza obteve clara vitória com 35,9% dos votos, quando estavam contados 50% dos boletins. O resultado não garante maioria absoluta (151 de 300 deputados) e vai possivelmente exigir negociações para uma coligação parlamentar.

A Nova Democracia (direita), do primeiro-ministro Antonis Samaras, obteve 28,3%. O terceiro partido mais votado foi o neonazi Aurora Dourada, com 6,4%.

Samaras reconheceu a derrota mas, tendo feito campanha pelo perigo de uma vitória do Syriza levar a uma saída da Grécia da zona do euro, deu curta declaração à imprensa: “Entrego um país que é parte da União Europeia [UE] e do euro. Para o bem desse país, espero que o próximo governo mantenha o que foi alcançado”.

Em Bruxelas, o presidente do grupo dos Socialistas Europeus no Parlamento Europeu, Gianni Pitella, considerou que o povo grego optou claramente por romper com a austeridade imposta pela troika. Segundo o líder, o povo grego quer que o novo governo traga mais justiça social, a renegociação da dívida e a extensão do seu programa de ajustamento. “A vontade do povo grego deve ser respeitada por todas as instituições da UE e Estados-Membros”, destacou.

O presidente do Bundesbank, banco central alemão, Jens Weidmann, considerou que a economia da Grécia continua a precisar de apoio externo. Ele disse esperar que "o novo governo grego não faça promessas ilusórias que o país não pode se permitir" e que continue com as reformas estruturais necessárias.

Origem.

domingo, 25 de janeiro de 2015

Reuters Brasil: Itália comemora programa de compra de bônus pelo BCE, vê grande impulso à economia

Reuters Brasil: Itália comemora programa de compra de bônus pelo BCE, vê grande impulso à economia

ROMA (Reuters) - O programa de compra de bônus do Banco Central Europeu dará um impulso decisivo à economia estagnada da Itália, afirmou o grupo industrial Confindustria, neste sábado, enquanto o banco central italiano afirmou que a medida tornará mais simples a aprovação de reformas.

O BCE anunciou na quinta-feira que vai injetar centenas de bilhões de euros em novos recursos na economia da zona do euro, apesar da oposição manifestada pelo banco central alemão.

A Confindustria afirmou que o plano pode elevar o produto interno bruto da Itália em 0,8 por cento este ano e em mais 1 por cento em 2016 por meio da desvalorização da taxa de câmbio do euro, que deve impulsionar exportações.

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sexta-feira, 20 de julho de 2012

Carta Maior[Saul Leblon]: Ninguém aguenta mais: a Espanha vai às ruas; mais El País

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Ninguém aguenta mais: a Espanha vai às ruas

Mais de 100 mil pessoas ocuparam a praça do Sol, em Madrid, na noite desta 5ª feira. Protestos tomaram outras 80 cidades da Espanha. As centrais sindicais exigem um plebiscito para definir o futuro da sociedade e da economia. As manifestações explodiram no mesmo dia em que o Congresso -dominado pela direita do PP - aprovou o novo pacote de arrocho ditado pela cúpula do euro à Madrid. O governo conservador de Mariano Rajoy já não comanda; o Palpacio de la Moncloa está sob intervenção direta dos homens de negro de Bruxelas que impõem medidas, fiscalizam políticas e fuçam as contas do Estado.

Em troca de empréstimos para salvar os bancos, cuja primeira parcela de 30 bi foi liberada esta semana, o Eurogrupo determinou cortes adicionais da ordem de 65 bi no fragilizado tecido social espanhol. O pacote sancionado nesta 5ª feira impõe perdas salariais aos funcionários públicos, eleva impostos e retalha adicionalmente orçamentos essenciais e restringe o auxílio desemprego em meio a um quadro de reduçao epidêmica de vagas. Bombeiros aplaudiam manifestantes nas ruas de algumas cidades nesta 5ª feira --os homens do fogo também foram atingidos pelo incêndio neoliberal em que se transformou a Espanha.

O sacrifício é visto como inútil até pelos economistas conservadores: a Espanha já quebrou. Ao alimentar a recessão com mais arrocho o governo sabota sua própria capacidade de obter receita e pagar contas. Os capitais sabem e fogem do país; mais de 200 bilhões de euros saíram este ano da Espanha: é o dobro do volume que Bruxelas acena emprestar para salvar os bancos.

A conta não fecha. Investidores preferem guardar o dinheiro na Alemanha, e receber juro negativo, do que financiar o governo desastrado da direita espanhola, que lhes paga taxas recordes insustentáveis de 7%. A derrocada espanhola é a síntese de dois momentos do ciclo neoliberal: a omissão estatal no ciclo de alta, feito de supremacia das bolhas de crédito e desregulamentação especulativa; e a ausência de soberania estatal agora, no colapso do modelo, quando a finança submete toda a sociedade à opressão para salvar-se.

O que as ruas de Madrid estão dizendo, finalmente, é que os espanhóis querem o Estado de volta para defendê-los; não para dilapidá-los com aguilhões e espetos da impunidade rentista. Trata-se de uma agenda universal. Continue lendo.

Atualização às 14:33

Imagens: Vídeo Atlas - El País 
 
El País: La indignación contra los recortes desborda las calles de toda España
 

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Diário de Notícias: "O que a troika faz é ganhar o seu dinheirinho"

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Mário Soares Fotografia © António Henriques - Global Imagens - DN

"O que a troika faz é ganhar o seu dinheirinho"

O antigo Presidente da República Mário Soares disse hoje, no Porto, que "o que a 'troika' faz é ganhar o seu dinheirinho" e acrescentou que "os mercados continuam a mandar nos Estados", transformando-nos numa "espécie de protetorados".

"Toda a gente me caiu cima quando disse que era preciso acabar com a 'troika'", referiu Mário Soares, que interveio num sessão plenária do VII Congresso Português de Sociologia, ao lado do ex-secretário-geral da CGTP, carvalho da Silva.

Após recordar que Portugal tem um longa história, Soares perguntou: "Como é possível, que haja uns tecnocratas que decidem sobre o nosso futuro e as pessoas não se sentem, patrioticamente, vexadas por nós estarmos a ser um protetorado da 'troika'?".

"Temos que mudar rapidamente, porque, se não, vamos para uma situação gravíssima", opinou.

Mário Soares disse "ter esperança nesse tal vento democrático" que, na sua óptica, sopra desde que o socialista François Hollande foi eleito Presidente da República francesa, a 06 de Maio passado, em substituição de Nicolas Sarkozy.

O ex-chefe de Estado afirmou esperar que "o vento" seja "a favor do crescimento e contra a austeridade, contra o flagelo do desemprego e possa dominar a Europa". Continue lendo.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

E Mundo: El FMI pide a España que recorte sueldos públicos y suba ya el IVA

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A velha e perversa fórmula de sempre: diminuir salários dos funcionários públicos e subir os impostos. Em um país em crise, acirra-se a crise, mas o dinheiro dos bancos, sim, está preservado. Canalhas!

El FMI pide a España que recorte sueldos públicos y suba ya el IVA

El Fondo Monetario Internacional (FMI) reclama a España que baje los sueldos de los empleados públicos en el futuro y suba el IVA y los impuestos especiales ya, aunque de forma temporal, para ajustar el déficit a la espera de concretarse los recortes estructurales.

El organismo internacional pide además la eliminación de la deducción de compra de vivienda y la privatización de empresas públicas, medidas parecidas a las exigidas por la Comisión Europea esta misma semana.

El FMI defiende que la reducción del déficit debería ser "menos ajustada en el corto plazo" porque se puede crear un "círculo vicioso" entre crecimiento y préstamos fallidos. "Los objetivos a medio plazo son generalmente adecuados, pero una senda más suave sería apropiada durante un período de extrema debilidad", señala.

En cualquier caso, "es fundamental que las medidas ofrezcan ganancias permanentes y no puntuales. Por ejemplo, no debería haber más amnistías -fiscales- o aumentos transitorios de tipo", advierte la institución antes de pedir que se proteja el gasto en los más vulnerables. Continue lendo.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Redação do REFAZENDA2010-blog : Rei espanhol está no Brasil; com El País, El Mundo e Brasil247

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Clique na imagem para ampliar - Reprodução, editada para destaque
Na Espanha a crise está tão feia que o Jornal El País colocou na capa link para uma seção da visita do rei ao Brasil. Parece que sua majestade não escolheu uma boa hora para a visita... Quem sabe que possamos vender alguma coisa a eles...
 


Foto: UESLEI MARCELINO/REUTERS - Brasil247
Brasil247: Juan Carlos, humilde, vem a Dilma com pires na mão
 

domingo, 27 de maio de 2012

Carta Capital[Mino Carta]: Que diria Tucídides?

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O Estado ideal não existe e talvez nunca tenha existido. A Grécia antiga e suas cidades estado eram sustentadas pela escravidão. O surgimento dos estados nacionais com fim do feudalismo na Europa só foi uma troca de poder. Um breve período do chamado bem estar social foi substituído pelo neoliberalismo. Hoje, acima os estados nacionais, os bancos.

Que diria Tucídides?

Pensadores de alentado calibre ao analisar a crise econômica mundial sustentam que o próprio capitalismo está em xeque. Trata-se, se bem entendo, de um monumental fenômeno de autofagia, algo assim como o neoliberalismo a deglutir o liberalismo nascido da Revolução Industrial inglesa e da Revolução Francesa, e codificado por Adam Smith. Pergunto aos meus perplexos botões se algo mais não estaria em xeque, de certa forma maior. A própria democracia, na sua concepção tradicional.

Sem precisar de lupa, o que vemos? Vemos o nosso mundinho dominado por oligarquias financeiras cujo peso específico se tem provado muito superior àquele dos governos de Estado. Amparados pelo terrorismo das agências de rating, os autores da valorização da produção de puro dinheiro em detrimento da produção de bens e serviços, assenhoream-se do destino da população global, crescente e cada vez mais desigual.

Onde fica a vetusta ideia de democracia, aquela sonhada pelos iluministas e pelos pais fundadores americanos? E até posta em prática em certos países e em certos momentos de forma quase satisfatória. Tomados de singular melancolia, os botões ousam evocar a Guerra do Peloponeso, travada entre a culta Atenas e a tosca Esparta. Vitória espartana, mas se Atenas chorou, Esparta não riu. Há quem saiba da história pela pena de Tucídides, um dos primeiros historiadores, se não o primeiro, a entender que inúmeros eventos podem ser previstos a partir da correta análise das circunstâncias que os precedem. Continue lendo.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Vi o mundo[Azenha]: Seumas Milne - Quando a mídia coloca fascistas e a esquerda no balaio dos ‘extremistas’

Seumas Milne: Quando a mídia coloca fascistas e a esquerda no balaio dos ‘extremistas’

publicado em 15 de maio de 2012 às 23:41
por Luiz Carlos Azenha

Seumas Milne escreveu no diário britânico Guardian que ou a esquerda lidera a rebelião contra a austeridade, ou outros o farão.

“Da Holanda à Romênia, governos estão caindo sob o peso dos cortes de orçamento e aumentos de impostos exigidos pelo novo tratado permanente de deflação da zona do euro”, disse ele.

E mais: “A austeridade não está funcionando, mesmo em seus próprios termos. Cortar empregos e salários e aumentar os impostos não está reduzindo os empréstimos e a dívida, quanto mais levando à recuperação econômica. Está aprofundando a recessão, aumentando o endividamento e destruindo empregos, reduzindo os padrões de vida em toda a zona do euro — em países como a Espanha e a Grécia, catastroficamente –, assim como no Reino Unido”.

E ainda: “A revolta política na Grécia, no entanto, pode ter consequências mais amplas. O colapso econômico da Grécia, disparado pelo crash de 2008 e aprofundado pela austeridade exigida pela União Europeia e pelo Fundo Monetário Internacional, é um desastre social no nível da depressão dos Estados Unidos nos anos 30. Os salários reais tiveram perda de 25% em dois anos, de acordo com a OECD. Não é surpresa que o apoio aos partidos governistas que levaram a Grécia a tal situação caiu de 80% para 30%, enquanto os partidos de esquerda que rejeitaram os cortes da EU-FMI, as privatizações e os pagamentos insustentáveis da dívida tiveram votação maior que o desacreditado establishment e a direita nacionalista”. Continue lendo.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

REFAZENDA2010-blog: Notícias da Hora 22:47 quarta 18/04/2012

Medida necessária, quanto ao spread, já combinaram com os bancos?!...






O Império e a sua arrogância.(Urinando sobre o mundo)
Uma das fotos publicadas nesta quarta-feira pelo Los Angeles Times, mostrando soldados americanos posando com restos mortais de rebeldes afegãos.
http://www.latimes.com [rfi]




Esse aí do meio é o carrasco dos pobres, miseráveis, funcionários públicos e aposentados da União Européia!(Anonymous, Adele, miséria)
 
Anonymous, Mario Draghi e Adele são algumas das 100 personalidades mais influentes de 2012 hoje divulgada pela revista norte-americana Time. DN
Diário de Notícias[Revista Time]: Anonymous, Draghi e Adele entre os mais influentes


Eleições na França, a esquerda em alta.(França)
Le Monde: Présidentielle 2012 - comparez toutes les intentions de vote

terça-feira, 20 de março de 2012

Video REFAZENDA2010-blog: Eduardo Galeano na praça Catalunya, 24/05/11, Barcelona

Hoje fugimos um pouco do nosso habitual. A lucidez do escritor uruguaio Eduardo Galeno nos impôs tal condição. Ele explica com maestria uma das muitas crises econômicas que assolam o Planeta, naturalmente comandada pelo Sistema Financeiro Internacional que através dos Bancos e as Agências de Risco, retiram o emprego, a aposentadoria, o alimento e principalmente a dignidade de milhões ao redor do mundo, dominando os governos servis e acumpliciados! Os abutres de Wall Street necessitam é de cadeia e não de bônus!
Galeano, diante dessa conjuntura dantesca aborda a desesperança da juventude na Democracia vilipendiada ou em suas palavras, sequestrada. E o que causa tal quadro nos jovens, que não querem mais votar.
Mas o uruguaio acredita que um novo mundo pode estar sendo gestado a partir deste anti-mundo que vivenciamos hoje! Imperdível!
Bom dia?

Eduardo Galeano en la #acampadaBCN PT



Eduardo Galeano - Foto Wikipedia

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

REFAZENDA2010-blog: Notícias da Hora 12:28 quarta 22/02/2012

Último post Grécia, último post Anonymous.

Folha: Agência Fitch reduz em dois escalões nota da Grécia, para 'C'

Estado de Minas: Famílias da classe média levam a vida no sufoco

JB: Anonymous nega possível ataque contra rede elétrica dos EUA

O Tempo: Fungo da Amazônia é capaz de degradar plástico

REFAZENDA2010-blog: Notícias da Hora 00:06 quarta 22/02/2012

Matérias mais importantes, agora linkadas. (último post relacionado)

Estadão: Por pacote, Grécia terá de aprovar reformas e cortes 

Agência Brasil: Grécia obtém segundo empréstimo da União Europeia e do FMI para evitar calote e agravamento da crise

Da Redação do REFAZENDA2010-blog: Recebemos por e-mail o vídeo abaixo, através de um amigo, do KKE, Partido Comunista da Grécia.




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