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sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Diário de Notícias: Grécia vai arrastar Itália e Portugal, diz a revista 'The Economist'

A revista conservadora está apavorada, a Alemanha também. Já é hora de se romper o status quo que só aumenta a pobreza e a miséria. Modelo esse que só beneficia os bancos e o sistema financeiro internacional. Relacionado.

Diário de Notícias: Grécia vai arrastar Itália e Portugal, diz a revista 'The Economist'

por Patrícia Viegas

Economista Simon Baptist acusa a UE de ter memória curta. Syriza mantém-se em primeiro nas sondagens para eleições de dia 25.

Apesar de os líderes do Syriza garantirem que não estão contra a Europa e que não pretendem sair do euro caso o partido chegue ao poder após as legislativas de dia 25, a influente The Economist, publicada a partir de Londres, continua a garantir que, da forma como as coisas estão, a Grécia só pode rebentar com o projeto europeu.

A Itália e Portugal serão os primeiros a ser apanhados na onda de choque, acredita Simon Baptist, o economista-chefe da The Economist Intelligence Unit (EIU). A revista é uma das mais influentes na difusão das ideias de política económica do paradigma dominante. Numa nota enviada aos jornais intitulada "Memória curta", Simon Baptist acusa tudo e todos: os gregos, as instituições europeias, os mercados. Está pessimista.

Origem.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Diário de Notícias: "O que a troika faz é ganhar o seu dinheirinho"

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Mário Soares Fotografia © António Henriques - Global Imagens - DN

"O que a troika faz é ganhar o seu dinheirinho"

O antigo Presidente da República Mário Soares disse hoje, no Porto, que "o que a 'troika' faz é ganhar o seu dinheirinho" e acrescentou que "os mercados continuam a mandar nos Estados", transformando-nos numa "espécie de protetorados".

"Toda a gente me caiu cima quando disse que era preciso acabar com a 'troika'", referiu Mário Soares, que interveio num sessão plenária do VII Congresso Português de Sociologia, ao lado do ex-secretário-geral da CGTP, carvalho da Silva.

Após recordar que Portugal tem um longa história, Soares perguntou: "Como é possível, que haja uns tecnocratas que decidem sobre o nosso futuro e as pessoas não se sentem, patrioticamente, vexadas por nós estarmos a ser um protetorado da 'troika'?".

"Temos que mudar rapidamente, porque, se não, vamos para uma situação gravíssima", opinou.

Mário Soares disse "ter esperança nesse tal vento democrático" que, na sua óptica, sopra desde que o socialista François Hollande foi eleito Presidente da República francesa, a 06 de Maio passado, em substituição de Nicolas Sarkozy.

O ex-chefe de Estado afirmou esperar que "o vento" seja "a favor do crescimento e contra a austeridade, contra o flagelo do desemprego e possa dominar a Europa". Continue lendo.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Carta Maior[Oscar Guisoni]: O presidente, o banco, o déficit e a taxa de risco

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O presidente, o banco, o déficit e a taxa de risco

 
Enquanto os dirigentes políticos não atinam em encontrar soluções para a crise, o descontentamento nas ruas vai aumentando e a Europa começa a suspeitar que a Grécia seja só a ponta do iceberg e que é a Espanha o verdadeiro epicentro do furacão financeiro que pode varrer com o euro. O estouro da crise do Bankia, o novo banco, produto da unificação da maioria das caixas de poupança regionais, foi a cereja do bolo que está resultando fatal para o governo do conservador Mariano Rajoy. O artigo é de Oscar Guisoni, direto de Madri.

Oscar Guisoni, de Madri

Madri - A crise econômica espanhola se parece cada vez mais a uma tragédia grega. O mix de desemprego, déficit fiscal incontrolável, risco país galopante e um buraco bancário que ninguém se anima a dimensionar com certeza está resultando fatal para o governo de Mariano Rajoy, que tem apenas meio ano à frente do Executivo. A situação chegou a limites extremos esta semana, quando o presidente do Banco da Espanha, Miguel Ángel Fernández Ordóñez, apresentou sua renúncia sob os efeitos do estouro do Bankia, o gigante bancário recém-nacionalizado que ameaça fazer naufragar o já frágil sistema financeiro nacional. Enquanto os dirigentes políticos não atinam em encontrar soluções para a crise, o descontentamento nas ruas vai aumentando e a Europa começa a suspeitar que a Grécia seja só a ponta do iceberg e que é a Espanha o verdadeiro epicentro do furacão financeiro que pode varrer com o euro.

Os frios e aristocráticos corredores do Banco da Espanha foram testemunha, na terça-feira passada, da penúltima cena do drama. Miguel Ángel Fernández Ordoñez, o pressionado presidente da máxima autoridade monetária, jogou a toalha um mês antes da data prevista para que abandone seu cargo. Coroava com uma violenta batida de porta um longo processo que começou no final de 2008, quando começaram a levantarem-se vozes críticas contra sua gestão por não haver impedido a formação da bolha imobiliária cujo estouro deu origem à pior crise financeira espanhola das últimas décadas.

Homem de marcadas convicções neoliberais, Fernández Ordoñez havia assumido o Banco Central Espanhol em 2006, indicado pela administração do socialista José Luís Rodríguez Zapatero, de cujo staff formava parte como Secretário da Fazenda e Orçamento, às ordens do Ministro de Economia Pedro Solbes, outro reconhecido representante das teorias econômicas mais conservadoras, apesar de sua filiação socialdemocrata. Logo que assumiu, Fernández Ordoñez enfrentou o poderoso corpo de fiscais e supervisores que o acusavam de não ter conhecimento suficiente em matéria financeira. Isso não o impediu de fazer um severo diagnóstico da situação que se encontrava a economia do país, ainda que em vez de meter as mãos no complexo e embarrado mapa bancário, como demandava a situação, se dedicou a apregoar as virtudes das reformas neoliberais, exasperando o governo que o havia colocado à frente da entidade e fazendo as delicias do Partido Popular, na oposição.

Em 2011 a sorte de seu antigo chefe político acabou e Rodríguez Zapatero teve que abandonar o governo com o pior índice de popularidade de qualquer outro presidente da era democrática. Mas o novo governo do PP não estava disposto a seguir batendo no ombro de seu outrora aliado. Fernández Ordóñez se revelou rapidamente um peso para a gestão do novo governo conservador e as críticas a sua gestão da crise cresciam. Não só lhe acusavam de “falta de decisão para intervir a tempo nas entidades com graves problemas pela ‘crise imobiliária’”, segundo o jornalista do El País Miguel Ángel Noceda, mas também de “ineficiência para abordar a reforma financeira desde o principio” e de “fraqueza para enfrentar os poderes políticos”. O estouro da crise do Bankia, o novo banco, produto da unificação da maioria das caixas de poupança regionais, foi a cereja do bolo. Continue lendo.

quinta-feira, 29 de março de 2012

El Mundo: La huelga general del 29-M en imágenes; Estadão: Cidades da Espanha registram distúrbios durante greve geral

Bem, as fotos do El Mundo não mostram exatamente só o que o Estadão diz. No mais é a população que protesta contra o trucidamento imposto pelos bancos que subjugam os governos neoliberais! (Posts relacionados: Espanha, Grécia, Portugal)


Piquetes informativos a la entrada del hospital Donostia de San Sebastián. Foto: Efe
La policía protege el Corte Inglés de Barcelona que ha tenido problemas para levantar el cierre. Foto: Q. García
Actuación de los piquetes en la zona franca de Barcelona. J. Soteras
Un piquete evita la salida de un autobús en Córdoba. M. Cubero
El tráfico de vehículos privados ha aumentado en la madrileña carretera de La Coruña ante la escasez de transporte público. Foto: Efe 

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Diário Liberdade(Portugal): Como o sistema financeiro espolia o povo: Cresce o número de casas entregues à banca

E os mais pobres e os fracos continuam a pagar as contas dos lunáticos e irresponsáveis boys do sistema financeiro internacional!

Como o sistema financeiro espolia o povo: Cresce o número de casas entregues à banca

Sabemos das previsíveis e graves consequências que a futura lei das rendas terá para pobres e idosos, muitas vezes despejando-os das suas habitações e, provavelmente, atirando alguns deles para lares e outros para as ruas.


"Manifestação em Lisboa (Foto: Reprodução/Diário Liberdade)
Mas hoje vamos referir, em particular, a situação daqueles milhares de pessoas despejadas das suas casas pelos bancos que anteriormente, com grande facilidade, lhes haviam concedido os créditos. E, mais recentemente, verifica-se um significativo acréscimo da execução de hipotecas e/ou das dações em pagamento, sobretudo resultante de um forte aumento do desemprego e da redução do rendimento disponível das famílias. Hipotecas que já hoje estão a atingir pesadamente os próprios fiadores.

O número de famílias e de promotores imobiliários que em Portugal, em 2011, se viram obrigados a entregar os seus imóveis aos bancos, por não conseguirem suportar os encargos com os empréstimos bancários, quase atingiu os 7 mil, mais 17% do que em 2010. Nesta entrega à Banca, o distrito do Porto foi o mais penalizado (com 18,5%), seguido de Lisboa (com 17,5%) e de Setúbal (com 12%). No que diz respeito às famílias forçadas a sair das suas casas, os bancos geralmente desvalorizam as habitações, de modo a que os despejados ainda fiquem em dívida com a instituição bancária. Isto é, com a entrega da casa, os bancos (juízes em causa própria) procedem a uma reavaliação do imóvel que, geralmente, é inferior à que foi feita no momento da aquisição. E, assim também, os bancos mais facilmente podem vender no mercado as casas agora livres. Continue lendo.