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segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Agência Brasil [Agência Lusa]-> Grécia: Syriza vence e declara fim da troika e da austeridade

Agência Brasil [Agência Lusa]-> Grécia: Syriza vence e declara fim da troika e da austeridade

Da Agência Lusa

O partido de esquerda grego Syriza, antiausteridade, obteve vitória clara nas eleições gerais desse domingo (25). O líder, Alexis Tsipras, declarou o fim da austeridade e da troika.

“O veredito do povo grego significa o fim da troika", a estrutura de supervisão da economia da Grécia constituída pela Comissão Europeia, o Banco Central Europeu e o Fundo Monetário Internacional que desde 2010 avalia as medidas impostas em troca de empréstimos de 240 mil milhões de euros.

Tsipras, 40 anos, afirmou que “o povo escreveu a história” e “deu um mandato claro” ao Syriza, “depois de cinco anos de humilhação”. Assegurou que vai negociar com os credores “nova solução viável” para o país.

O Syriza obteve clara vitória com 35,9% dos votos, quando estavam contados 50% dos boletins. O resultado não garante maioria absoluta (151 de 300 deputados) e vai possivelmente exigir negociações para uma coligação parlamentar.

A Nova Democracia (direita), do primeiro-ministro Antonis Samaras, obteve 28,3%. O terceiro partido mais votado foi o neonazi Aurora Dourada, com 6,4%.

Samaras reconheceu a derrota mas, tendo feito campanha pelo perigo de uma vitória do Syriza levar a uma saída da Grécia da zona do euro, deu curta declaração à imprensa: “Entrego um país que é parte da União Europeia [UE] e do euro. Para o bem desse país, espero que o próximo governo mantenha o que foi alcançado”.

Em Bruxelas, o presidente do grupo dos Socialistas Europeus no Parlamento Europeu, Gianni Pitella, considerou que o povo grego optou claramente por romper com a austeridade imposta pela troika. Segundo o líder, o povo grego quer que o novo governo traga mais justiça social, a renegociação da dívida e a extensão do seu programa de ajustamento. “A vontade do povo grego deve ser respeitada por todas as instituições da UE e Estados-Membros”, destacou.

O presidente do Bundesbank, banco central alemão, Jens Weidmann, considerou que a economia da Grécia continua a precisar de apoio externo. Ele disse esperar que "o novo governo grego não faça promessas ilusórias que o país não pode se permitir" e que continue com as reformas estruturais necessárias.

Origem.

domingo, 25 de janeiro de 2015

JB: Premier grego reconhece vitória da oposição nas eleições legislativas

JB: Premier grego reconhece vitória da oposição nas eleições legislativas

Jornal do Brasil

O primeiro-ministro da Grécia, Antonis Samaras, reconheceu a derrota nas eleições legislativas disputadas neste domingo e parabenizou a coalizão de esquerda Syriza, liderada por Alexis Tsipras, pela vitória nas urnas.

Samaras, que lidera o partido Nova Democracia, disse que respeita a decisão do povo grego, mas permanecerá pronto para exercer um papel decisivo no futuro.

Sete partidos terão representantes no Parlamento grego, entre eles o neonazista Amanhecer Dourado.

Durante a campanha eleitoral, o Syriza propôs a renegociação de grande parte da dívida grega e o fim de medidas de austeridade. Segundo projeção oficial, o Syriza deve ter entre 149 e 151 cadeiras no parlamento.

O partido postou em seu Twitter que "a esperança venceu" e que deve fazer mudanças.

Mais cedo, Tsipras disse se inspirar no primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, para mudar o país. "Eu não conheço Renzi pessoalmente, mas as nossas equipes entraram em contato e a nossa sintonia é natural. Vamos mudar a Europa porque a austeridade está estrangulando a todos", destacou Tsipras.

Origem. Publicado em 26/01/2015.

AFP: Partido Syriza perto de "vitória histórica" (boca de urna)

AFP: Partido Syriza perto de "vitória histórica" (boca de urna)
 

Syriza, o partido de esquerda radical anti-austeridade, deve obter ampla vitória nas eleições legislativas gregas deste domingo, com mais de 8 pontos à frente do partido de direita no poder, segundo pesquisas de boca de urna.

A diferença é, assim, de 8,5 a 16,5 pontos percentuais, para além das últimas pesquisas para esta eleição crucial para o país e para a Europa. O Syriza obteria, então, entre 146 e 158 lugares no Parlamento - 151 representando maioria absoluta.

"Essa é uma vitória histórica" e uma "mensagem que não afeta somente os gregos, mas ressoa em toda a Europa, já que traz um alívio", declarou o porta-voz da formação, Panos Skourletis.

A vitória foi comemorada com uma explosão de alegria no comitê do Syriza, no centro de Atenas.

O partido de Alexis Tsipras obteria entre 35,5% e 39,5% dos votos, enquanto a Nova Democracia, do primeiro-ministro Antonis Samaras, é creditado com entre 23 e 27%.

Caso as pesquisas se confirmem, Tsipras, 40 anos, será o mais jovem primeiro-ministro do país em 150 anos.

O ponto principal do programa do Syriza é "colocar um fim à austeridade" e renegociar a imensa dívida do país, que corresponde a 175% do PIB

Origem.

sábado, 3 de janeiro de 2015

Outras Palavras [Nuno Ramos de Almeida]: A democracia começa na Grécia

A Islândia rompeu com o modelo de exploração bancária e se deu bem!

Outras Palavras: A democracia começa na Grécia
 

Por Nuno Ramos de Almeida

Gregos vão às urnas em 25/1, podendo derrubar políticas de “austeridade” e iniciar uma revolução democrática. Por isso, FMI e Alemanha já chantageiam… Do Outras Palavras.

Talvez 2015 — um ano que promete tudo, menos pasmaceira — tenha começado antecipadamente nesta quarta-feira, 29/12. Fracassou uma manobra do primeiro-ministro grego, Antonis Samaras, para assegurar seu próprio mandato até 2016. Como resultado, haverá eleições parlamentares antecipadas em 25/1. Segundo as pesquisas, a Syriza — Frente de Esquerda Radical — é favorita para formar novo governo. Seu principal líder, Alexis Tsipras, declarou, minutos depois: “uma página foi virada. Em pouco tempo, as políticas de ‘austeridade’ impostas ao país farão parte do passado”. São, em dose mais radical, o mesmo que Joaquim Levy, o ministro da Fazenda escolhido por Dilma Roussef, quer impor ao Brasil, também a partir de 2015…

Uma vitória da Syriza teria consequências além da Grécia e da Europa. Desafiaria o estranho retorno do neoliberalismo — a política ultracapitalista que provocou a crise iniciada em 2008, mas que paradoxalmente recuperou influência, por faltarem, ainda, opções sistêmicas. Por isso, não será fácil. Imediatamente após anunciadas as eleições,  o Fundo Monetário Internacional (FMI) suspendeu o pagamento de um empréstimo à Grécia, com o qual havia se comprometido. E o ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schaueble, dirigiu-se aos gregos repetindo, “ipsis literis”, a frase de Margareth Thatcher: “não há alternativas”…

Os gregos se curvarão? Talvez seja o primeiro grande desafio de 2015, o primeiro ato a definir seu sentido. “Outras Palavras” celebrará, nas próximas horas: por um ano que sacuda os acomodados e acalente os inquietos! Foi ótimo ter sua companhia em 2014. Estejamos juntos nos tempos áridos, porém cheios de oportunidades, que se abrirão. Tin-tim! (A.M.)[Antonio Martins]

 

Quando os EUA ocuparam o Iraque enviaram um homem para mandar no país: Paul Bremer foi o escolhido. O homem que usava terno e gravata com botas militares notabilizou-se por ter defendido publicamente o seguinte: os iraquianos vão ter uma democracia, vão poder eleger todo mundo, menos os partidos com que os americanos não estão de acordo.

Apesar de o Iraque desse tempo viver sob ocupação militar e a União Europeia ser um espaço formalmente constituído por países independentes, esta é a situação dos povos a mando da troika [FMI, Comissão Europeia e Banco Central Europeu]: os povos são livres para votar, desde que não ponham  em causa a ordem imposta a partir do eixo Berlim-Bruxelas. E para lembrar isso aos mais recalcitrantes, usam-se todas armas disponíveis: depois de o FMI anunciar a suspensão do pagamento da sexta parcela de um empréstimo, o ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble veio a público afirmar que “os gregos não têm alternativa” às políticas de austeridade.

A receita da chantagem e da pressão é velha, mas tem dado até agora os seus resultados. Em 2011 a troika anunciou também a suspensão de uma parcela, do primeiro empréstimo à Grécia. A decisão de ouvir o povo e fazer um referendo às medidas da troika, anunciada pelo então primeiro-ministro grego, Papandreu, deixou Berlim e Bruxelas em estado de guerra. O governo grego foi obrigado a recuar em toda a linha e a assumir que as imposições da troika não estavam sujeitas às decisões democráticas.

Nesta segunda tentativa de chantagem, a Grécia tem mais uns anitos de medidas impostas pelo estrangeiro que levaram à destruição do país e ao empobrecimento da sua população, o que faz com que nenhum habitante ignore que esta chantagem pode ser poderosa, porque apela ao medo do desconhecido. Mas sabem o fundamental: que a política da troika se limitou a garantir os lucros dos especuladores: roubar aos pobres para dar aos ricos. Nenhum dos problemas estruturais da economia grega foi resolvido: o país produz menos, tem mais desempregados, deve mais e está mais pobre e desigual. A única coisa que estas políticas, com selo da chanceler alemã, conseguiram foi dar mais dinheiro aos do costume: os especuladores e os muito ricos.

No dia 25 de Janeiro realizam-se eleições legislativas antecipadas na Grécia e pela primeira vez um partido antitroika pode ganhar. As sondagens dão como vencedor o Syriza (coligação de esquerda radical). Este pode ser o primeiro episódio de uma mudança diversa mas considerável na Europa. Depois da possível vitória da extrema-esquerda na Grécia, as sondagens dizem que em Espanha o Podemos poderá disputar o primeiro lugar das eleições. Na França, pode vir a triunfar a Frente Nacional e no Reino Unido cresce o UKIP. Todos estes partidos são diferentes, a única coisa que os une é responderem a um mal-estar crescente dos povos em relação à integração europeia e às políticas ditadas pelo governo de Berlim.

Leia tudo.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Outras Palavras: A Grécia revive uma “vitória de Pirro”

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OP

A Grécia revive uma “vitória de Pirro”

– 19/06/2012

Partidos tradicionais vencem eleições, mas deparam-se com país arruinado e intransigência da “troika”. Nova esquerda planeja futuro. Mercados atacam Espanha

Por Antonio Martins

Considerado um dos maiores generais da Grécia antiga, Pirro, rei do Épiro, invadiu a Península Itálica em 280 a.C. disposto a frear a expansão dos romanos. Seu exército numeroso e muito bem-armado, dotado de vasta cavalaria e elefantes, alcançou inicialmente alguns triunfos. Mas, ao contrário do adversário, não tinha apoio da população local – e foi definhando ao longo dos combates. Em 279 a.C., Pirro venceu os romanos em Ásculo, mas perdeu 3,5 mil homens. Quando seus oficiais foram cumprimentá-lo pelo triunfo, respondeu com amargura: “mais uma vitória destas e estou arruinado”.

É possível que uma sensação semelhante tenha se apoderado, a esta altura, de Antonio Samaras, o grego que lidera o partido (de centro-direita) Nova Democracia. Depois de vencer por estreita margem as eleições parlamentares do domingo (29,7% x 26,9%), ele quer formar um novo governo, com duas outras agremiações menores – Pasok e Esquerda Democrática – que também se submeteram aos acordos impostos ao país pela oligarquia financeira e pela troika (Banco Central Europeu, Comissão Europeia e FMI). Três fantasmas o assombram.

Primeiro, terá de apresentar, a um país já muito combalido, nova bateria de más notícias, previstas no compromisso que seu partido endossou. Não há sinais de alívio. Horas depois do pleito, a troika exigiu respeito ao pacto e avisou que não fará concessões. Por fim, a Syriza, coalizão política que reúne partidos e movimentos cidadãos, anunciou que continuará na oposição e na luta por um Programa de Reconstrução Nacional. Samaras precisa de um fato novo que modifique repentinamente todo o cenário – ou suas chances de fazer um governo estável serão próximas de zero. Continue lendo.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Caros Amigos: Nova Democracia inicia negociações para compor seu governo

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Nova Democracia inicia negociações para compor seu governo

Esta segunda-feira foi dia de reuniões e negociações em Atenas

Por Caio Zinet

Enviado Especial de Caros Amigos


ATENAS - Os principais líderes do Nova Democracia passaram toda essa segunda-feira em reuniões na tentativa de conformar coalizões com os demais partidos para formar um governo. Antonio Samaras, principal líder e provável futuro primeiro-ministro da Grécia, afirmou ontem que quer fazer um governo de União Nacional com todos os partidos. Seu desejo, no entanto, não irá se concretizar.

Os conservadores dos Gregos Independentes (racha do Nova Democracia), que são contra as medidas de austeridade, também não devem fazer parte do governo com o Nova Democracia. “Não podemos fazer parte de um governo nas condições que Samaras coloca”, afirmou Pannos Kamennos.

Sem Alianças

O Partido Comunista Grego (KKE) já havia dito que não faria coalizões, qualquer que fosse o resultado das eleições de 17 de junho. O Nova Democracia decidiu não fazer reunião com o fascista Amanhar Dourado. Dessa forma, as últimas opções de coalizão para o Nova Democracia são o Esquerda Democrática (racha da Syriza) e o Pasok (Movimento Socialista Pan-Helênico). O primeiro deixou claro antes das eleições que acredita que o mais importante para a Grécia nesse momento é conformação de um governo, e portanto devem fazer parte de uma coligação que dê suporte ao novo primeiro-ministro grego.

A aliança com o Pasok, que antes da eleição era dada com certa, ainda não está confirmada. Evangelos Veninzelos, líder do partido, surpreendeu os gregos em seu discurso ontem a noite quando afirmou que só participaria de um governo com o Nova Democracia caso a Syriza também participasse. “Precisamos da uma governo nacional de co-responsabilidade”, afirmou.
Como esse cenário está descartado, há uma possibilidade de o Pasok não compor o novo governo. A expectativa, no entanto, é que Venizelos recue da posição adotada no discurso pós-eleitoral e participe do governo.

Pela legislação grega, o primeiro partido nas eleições tem 3 dias para formar um governo, mas a expectativa é que a composição final seja anunciada nesta terça (19) quando todos os partidos principais se reunirão. O novo governo deverá ter a participação da Esquerda Democrática e do Pasok, além do vencedor nas eleições, Nova Democracia. Nesse cenário, a base de apoio de governo teria 179 deputados dos 300 que compõem o parlamento.
 
Amanhecer Dourado “comemora” resultado

Os fascistas do Amanhecer Dourado realizaram mais um ataque na noite de ontem. A vítima foi um imigrante paquistanês que foi esfaqueado em uma estação de trem de Atenas. Testemunhas dizem que 11 homens vestidos de preto, espécie de uniforme do partido, deram socos e pontapés no imigrante e em seguida o esfaquearam. A vítima foi encaminhada para o hospital, e embora esteja muito machucado não corre risco de morte.

Esses ataques se tornaram comuns, em especial depois das eleições de 6 de maio que deram 7% de votos para os nazistas. Poucos responsáveis foram presos, e nenhum foi punido até o momento. O principal motivo para a impunidade é que os principais apoiadores dos fascistas estão na polícia grega. Estima-se que 50% dos policiais votaram no Amanhecer Dourado que manteve os resultados das últimas eleições e terá direito a 18 cadeiras. Origem.

domingo, 17 de junho de 2012

El Mundo: Los partidos proeuro logran la mayoría en el Parlamento griego mais JB

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Este movimento de retorno para a direita já foi visto na Espanha. O que aconteceu?!...

Clique na imagem para ampliar - El Mundo

Los partidos proeuro logran la mayoría en el Parlamento griego

Nueva Democracia intentará formar un Gobierno de coalición

Los datos oficiales, con el 96,92% de los votos escrutados, dan la victoria al partido pro-europeísta de Nueva Democracia sobre la coalición de izquierda radical Syriza. Hasta ahora, Nueva Democracia ha conseguido el 29,71% de los votos, mientras que el partido a favor de abolir las medidas de austeridad ha logrado al 26,85%.

Eso significa que Nueva Democracia se anota el bonus de 50 diputados que la legislación griega reserva al vencedor. Y que junto con el socialista Pasok, el partido que ha aprobado los duros ajustes impuestos a la población griega, podrían formar Gobierno al haber conseguido más de 150 escaños entre los dos (162 de los 300 escaños que componen el Parlamento).

Pero, aunque tengan suficientes escaños, no está claro que Nueva Democracia y Pasok vayan a poner en pie un Ejecutivo. El Pasok pone como condición para entrar a formar parte de una Gobierno con los conservadores de Nueva Democracia que también la izquierda radical de Syriza forme parte del mismo. Y Siriza se niega en redondo a gobernar con los dos partidos que han apoyado las medidas de austeridad. Continue lendo.


JB: Projeção oficial aponta vitória de conservadores em eleição na Grécia

Hoje às 16h48 - Atualizada hoje às 16h52

Jornal do Brasil

De acordo com a projeção oficial anunciada pelo governo grego, o partido conservador Nova Democracia liderava neste domingo (17) a contagem de votos com 29,5% das preferências, contra 27,1% do esquerdista radical Syriza.

Dados recentes do Ministério do Interior grego indicam que  a Nova Democracia obteve 128 lugares no Parlamento, enquanto o Syriza conseguiu 72 lugares. Os socialistas do partido PSOK ficaram com 33 lugares.

As eleições gregas geram grande expectativa em todo o mundo por sua importância na Zona do Euro. Enquanto a Nova Democracia apoia o plano de resgate financeiro da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional, o Syriza promete romper com os termos do pacote para evitar a derrocada da Grécia, o que potencialmente levaria o país para fora da Eurozona. Origem.

sábado, 16 de junho de 2012

Caros Amigos: Financial Times alemão recomenda voto no conservador Nova Democracia

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Recomenda-se votar no carrasco!

Financial Times alemão recomenda voto no conservador Nova Democracia
 
Por Caio Zinet, de Atenas

A edicão alemã do jornal Financial Times (FTD) estampou na capa dessa sexta-feira (15) um texto, em grego, conclamando o povo grego a votar "certo" nas próximas eleições. Para a publição, votar no Nova Democracia e nos partidos pró-austeridade é a decisão mais sensata.

"No domingo é preciso votar de forma corajosa, não com raiva contra a reestruturação necessária e dolorosa. Somente com os partidos que aceitam os termos de doadores internacionais o país será capaz de permanecer no euro".

Ataques à Esquerda

O texto também dedica parte do espaço para atacar a coligação de esquerda Syriza, que considera irresponsável, incapaz de manter a Grécia na Zona do Euro e de recuperar a economia do país. "Resista à demagogia de Alexis Tsipras e Syriza. Não confie em suas promessas, de que é possível sem consequências a rescisão de todos os acordos".

O artigo do Financial Times joga com o sentimento de 80% dos gregos que, de acordo com as pesquisas, querem seu país na União Europeia. "O Financial Times Alemao (FTD) e a maioria dos gregos têm um interesse comum: o seu país deve permanecer no euro. As eleições de domingo são um momento histórico, não só para a Grécia, mas para o futuro de toda a Zona do Euro". Continue lendo.

domingo, 27 de maio de 2012

Carta Capital[Mino Carta]: Que diria Tucídides?

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O Estado ideal não existe e talvez nunca tenha existido. A Grécia antiga e suas cidades estado eram sustentadas pela escravidão. O surgimento dos estados nacionais com fim do feudalismo na Europa só foi uma troca de poder. Um breve período do chamado bem estar social foi substituído pelo neoliberalismo. Hoje, acima os estados nacionais, os bancos.

Que diria Tucídides?

Pensadores de alentado calibre ao analisar a crise econômica mundial sustentam que o próprio capitalismo está em xeque. Trata-se, se bem entendo, de um monumental fenômeno de autofagia, algo assim como o neoliberalismo a deglutir o liberalismo nascido da Revolução Industrial inglesa e da Revolução Francesa, e codificado por Adam Smith. Pergunto aos meus perplexos botões se algo mais não estaria em xeque, de certa forma maior. A própria democracia, na sua concepção tradicional.

Sem precisar de lupa, o que vemos? Vemos o nosso mundinho dominado por oligarquias financeiras cujo peso específico se tem provado muito superior àquele dos governos de Estado. Amparados pelo terrorismo das agências de rating, os autores da valorização da produção de puro dinheiro em detrimento da produção de bens e serviços, assenhoream-se do destino da população global, crescente e cada vez mais desigual.

Onde fica a vetusta ideia de democracia, aquela sonhada pelos iluministas e pelos pais fundadores americanos? E até posta em prática em certos países e em certos momentos de forma quase satisfatória. Tomados de singular melancolia, os botões ousam evocar a Guerra do Peloponeso, travada entre a culta Atenas e a tosca Esparta. Vitória espartana, mas se Atenas chorou, Esparta não riu. Há quem saiba da história pela pena de Tucídides, um dos primeiros historiadores, se não o primeiro, a entender que inúmeros eventos podem ser previstos a partir da correta análise das circunstâncias que os precedem. Continue lendo.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Carta Maio[Saul Leblon]: Mídia e crise: os conselheiros da servidão

Mídia e crise: os conselheiros da servidão

Carta Maior

A sociedade grega vive uma das escolhas mais difíceis da história:agarrar-se às migalhas da servidão ou lutar contra ela com o risco de perder? De um lado o abismo conhecido, de outro o escuro sem nome. Seu povo foi levado ao corredor da morte pela endogamia entre uma elite dissociada dos interesses da população e uma matilha de espoliadores financeiros que reduziu o país a um simulacro de Nação soberana.

O PIB da Grécia despenca desde 2008; deve fechar em 2012 1/5 menor que o nível pré-crise. Os aposentados foram 'convidados' a viver com pensões entre 20% a 30% menores;o salário mínimo foi cortado em 20% e o desemprego lambe a borda dos 25%. Todo o país está sendo extirpado nessa proporção.

Macrodados não conseguem traduzir o que se passa nas vísceras de uma agonia quando ela atinge esse padrão. São os detalhes que exprimem a brutalidade quando as taxas de suicídio dão um salto de 40%. O orçamento grego da educação sofreu um corte de 60% este ano. Nenhum organismo subsiste ceifado em 60% do seu todo: nem a merenda foi poupada do arrocho imposto pelos credores. Das periferias mais pobres chegam relatos de desfalecimentos em sala de aula: fome.

A tragédia miúda funciona como uma endoscopia das consequências sociais e éticas de se preservar a riqueza financeira quando o mecanismo que a sustenta colapsou nos seus próprios termos. A riqueza financeira é o grande cadáver desta crise que resiste insepulto. Exercer seu direito de saque sobre a riqueza material da sociedade implica a partir de agora cortar a merenda das crianças que desmaiam de fome nas periferias da Grécia. É preciso desinflar o poder leonino da banca mas não será o mercado a fazê-lo. Talvez as urnas; quem sabe as ruas. Sempre a política.Nunca as leis da autossuficiência mercadista.

A camada de gelo fino trinca na primavera sombria da Europa.Mas é o lago todo que se revolve por baixo. As engrenagens vitais do mecanismo econômico colapsaram; em vez de emprestar à produção e ao consumo os bancos mantém mais de 600 bilhões de euros no BCE depois de receberem dele um socorro de liquidez de valor equivalente. A cobra come o próprio rabo. Continue lendo.

quinta-feira, 29 de março de 2012

El Mundo: La huelga general del 29-M en imágenes; Estadão: Cidades da Espanha registram distúrbios durante greve geral

Bem, as fotos do El Mundo não mostram exatamente só o que o Estadão diz. No mais é a população que protesta contra o trucidamento imposto pelos bancos que subjugam os governos neoliberais! (Posts relacionados: Espanha, Grécia, Portugal)


Piquetes informativos a la entrada del hospital Donostia de San Sebastián. Foto: Efe
La policía protege el Corte Inglés de Barcelona que ha tenido problemas para levantar el cierre. Foto: Q. García
Actuación de los piquetes en la zona franca de Barcelona. J. Soteras
Un piquete evita la salida de un autobús en Córdoba. M. Cubero
El tráfico de vehículos privados ha aumentado en la madrileña carretera de La Coruña ante la escasez de transporte público. Foto: Efe 

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Redação REFAZENDA2010-blog: A Crise e os protestos na Grécia mais Folha: Parlamento grego aprova plano de austeridade e resgate financeiro

Nem com todos os protestos os gregos conseguiram evitar o plano de intervenção econômico-financeiro da União Européia. Como de costume pagarão a conta os aposentados, o funcionalismo e todos os mais fracos. Fome e miséria! (posts relacionados: 1, 2, 3 vídeo)

Webcam: Parlamento Grego agora(não atualizado automaticamente). Acompanhe!

Foto: www.elora.gr


quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

REFAZENDA2010-blog: Notícias da Hora 11:42 quinta 09/02/2012

Comentário de internauta da matéria no Estadão: "roberto tosi
Comentado em: Rascunho de acordo da Grécia prevê corte de 150 mil servidores até 2015
9 de Fevereiro de 2012 | 8h46
sempre a mesma receita, "mate a vaca para acabar com a doença". Um país como a Grécia ou Portugal que não produz praticamente nada não pode ter padrão de vida muito superior a de países notoriamente pobres. A UE e o euro ofereceram o paraíso a eles e agora o capeta fmi vem cobrar as almas gregas e lusas. (post relacionado)


Quase metade dos jovens gregos está desempregada

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Estadão: Rascunho de acordo da Grécia prevê corte de 150 mil servidores até 2015

Pode até ser que os governos gregos tenham exagerado nos gastos ao longo dos anos. Mas simplesmente descartar essa enorme força de trabalho é acabar de vez com os mais fracos e certamente aumentar o custo social; ou deixar para morrerem todos! (post relacionado)

Rascunho de acordo da Grécia prevê corte de 150 mil servidores até 2015

Acordo do país com a troica ainda incluiria a abolição da estabilidade de emprego no setor público
08 de fevereiro de 2012 | 18h 23


Ricardo Gozzi e Gustavo Nicoletta, da Agência Estado
Texto atualizado às 20h20


ATENAS - O rascunho do acordo entre a Grécia e o trio de credores internacional de Atenas prevê a dispensa de 150.000 servidores públicos até 2015. Ao mesmo tempo, a versão preliminar do pacto entre a Grécia e o Fundo Monetário Internacional (FMI), a Comissão Europeia e o Banco Central Europeu (BCE) inclui uma redução de 22% no salário mínimo do setor privado e a abolição da estabilidade de emprego no setor público. Continue lendo.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Vídeo: A Miséria na Grécia (Retratos da Crise IV: Grécia)

Nesta reportagem do SBT, que passou dias atrás, mostra a miséria que está submetida a Grécia. Pessoas não importam, o que importa é o Capital, dos bancos, é claro! Desgraça!