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segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Agência Brasil [Agência Lusa]-> Grécia: Syriza vence e declara fim da troika e da austeridade

Agência Brasil [Agência Lusa]-> Grécia: Syriza vence e declara fim da troika e da austeridade

Da Agência Lusa

O partido de esquerda grego Syriza, antiausteridade, obteve vitória clara nas eleições gerais desse domingo (25). O líder, Alexis Tsipras, declarou o fim da austeridade e da troika.

“O veredito do povo grego significa o fim da troika", a estrutura de supervisão da economia da Grécia constituída pela Comissão Europeia, o Banco Central Europeu e o Fundo Monetário Internacional que desde 2010 avalia as medidas impostas em troca de empréstimos de 240 mil milhões de euros.

Tsipras, 40 anos, afirmou que “o povo escreveu a história” e “deu um mandato claro” ao Syriza, “depois de cinco anos de humilhação”. Assegurou que vai negociar com os credores “nova solução viável” para o país.

O Syriza obteve clara vitória com 35,9% dos votos, quando estavam contados 50% dos boletins. O resultado não garante maioria absoluta (151 de 300 deputados) e vai possivelmente exigir negociações para uma coligação parlamentar.

A Nova Democracia (direita), do primeiro-ministro Antonis Samaras, obteve 28,3%. O terceiro partido mais votado foi o neonazi Aurora Dourada, com 6,4%.

Samaras reconheceu a derrota mas, tendo feito campanha pelo perigo de uma vitória do Syriza levar a uma saída da Grécia da zona do euro, deu curta declaração à imprensa: “Entrego um país que é parte da União Europeia [UE] e do euro. Para o bem desse país, espero que o próximo governo mantenha o que foi alcançado”.

Em Bruxelas, o presidente do grupo dos Socialistas Europeus no Parlamento Europeu, Gianni Pitella, considerou que o povo grego optou claramente por romper com a austeridade imposta pela troika. Segundo o líder, o povo grego quer que o novo governo traga mais justiça social, a renegociação da dívida e a extensão do seu programa de ajustamento. “A vontade do povo grego deve ser respeitada por todas as instituições da UE e Estados-Membros”, destacou.

O presidente do Bundesbank, banco central alemão, Jens Weidmann, considerou que a economia da Grécia continua a precisar de apoio externo. Ele disse esperar que "o novo governo grego não faça promessas ilusórias que o país não pode se permitir" e que continue com as reformas estruturais necessárias.

Origem.

domingo, 25 de janeiro de 2015

JB: Premier grego reconhece vitória da oposição nas eleições legislativas

JB: Premier grego reconhece vitória da oposição nas eleições legislativas

Jornal do Brasil

O primeiro-ministro da Grécia, Antonis Samaras, reconheceu a derrota nas eleições legislativas disputadas neste domingo e parabenizou a coalizão de esquerda Syriza, liderada por Alexis Tsipras, pela vitória nas urnas.

Samaras, que lidera o partido Nova Democracia, disse que respeita a decisão do povo grego, mas permanecerá pronto para exercer um papel decisivo no futuro.

Sete partidos terão representantes no Parlamento grego, entre eles o neonazista Amanhecer Dourado.

Durante a campanha eleitoral, o Syriza propôs a renegociação de grande parte da dívida grega e o fim de medidas de austeridade. Segundo projeção oficial, o Syriza deve ter entre 149 e 151 cadeiras no parlamento.

O partido postou em seu Twitter que "a esperança venceu" e que deve fazer mudanças.

Mais cedo, Tsipras disse se inspirar no primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, para mudar o país. "Eu não conheço Renzi pessoalmente, mas as nossas equipes entraram em contato e a nossa sintonia é natural. Vamos mudar a Europa porque a austeridade está estrangulando a todos", destacou Tsipras.

Origem. Publicado em 26/01/2015.

AFP: Partido Syriza perto de "vitória histórica" (boca de urna)

AFP: Partido Syriza perto de "vitória histórica" (boca de urna)
 

Syriza, o partido de esquerda radical anti-austeridade, deve obter ampla vitória nas eleições legislativas gregas deste domingo, com mais de 8 pontos à frente do partido de direita no poder, segundo pesquisas de boca de urna.

A diferença é, assim, de 8,5 a 16,5 pontos percentuais, para além das últimas pesquisas para esta eleição crucial para o país e para a Europa. O Syriza obteria, então, entre 146 e 158 lugares no Parlamento - 151 representando maioria absoluta.

"Essa é uma vitória histórica" e uma "mensagem que não afeta somente os gregos, mas ressoa em toda a Europa, já que traz um alívio", declarou o porta-voz da formação, Panos Skourletis.

A vitória foi comemorada com uma explosão de alegria no comitê do Syriza, no centro de Atenas.

O partido de Alexis Tsipras obteria entre 35,5% e 39,5% dos votos, enquanto a Nova Democracia, do primeiro-ministro Antonis Samaras, é creditado com entre 23 e 27%.

Caso as pesquisas se confirmem, Tsipras, 40 anos, será o mais jovem primeiro-ministro do país em 150 anos.

O ponto principal do programa do Syriza é "colocar um fim à austeridade" e renegociar a imensa dívida do país, que corresponde a 175% do PIB

Origem.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Diário de Notícias: Grécia vai arrastar Itália e Portugal, diz a revista 'The Economist'

A revista conservadora está apavorada, a Alemanha também. Já é hora de se romper o status quo que só aumenta a pobreza e a miséria. Modelo esse que só beneficia os bancos e o sistema financeiro internacional. Relacionado.

Diário de Notícias: Grécia vai arrastar Itália e Portugal, diz a revista 'The Economist'

por Patrícia Viegas

Economista Simon Baptist acusa a UE de ter memória curta. Syriza mantém-se em primeiro nas sondagens para eleições de dia 25.

Apesar de os líderes do Syriza garantirem que não estão contra a Europa e que não pretendem sair do euro caso o partido chegue ao poder após as legislativas de dia 25, a influente The Economist, publicada a partir de Londres, continua a garantir que, da forma como as coisas estão, a Grécia só pode rebentar com o projeto europeu.

A Itália e Portugal serão os primeiros a ser apanhados na onda de choque, acredita Simon Baptist, o economista-chefe da The Economist Intelligence Unit (EIU). A revista é uma das mais influentes na difusão das ideias de política económica do paradigma dominante. Numa nota enviada aos jornais intitulada "Memória curta", Simon Baptist acusa tudo e todos: os gregos, as instituições europeias, os mercados. Está pessimista.

Origem.

sábado, 3 de janeiro de 2015

Outras Palavras [Nuno Ramos de Almeida]: A democracia começa na Grécia

A Islândia rompeu com o modelo de exploração bancária e se deu bem!

Outras Palavras: A democracia começa na Grécia
 

Por Nuno Ramos de Almeida

Gregos vão às urnas em 25/1, podendo derrubar políticas de “austeridade” e iniciar uma revolução democrática. Por isso, FMI e Alemanha já chantageiam… Do Outras Palavras.

Talvez 2015 — um ano que promete tudo, menos pasmaceira — tenha começado antecipadamente nesta quarta-feira, 29/12. Fracassou uma manobra do primeiro-ministro grego, Antonis Samaras, para assegurar seu próprio mandato até 2016. Como resultado, haverá eleições parlamentares antecipadas em 25/1. Segundo as pesquisas, a Syriza — Frente de Esquerda Radical — é favorita para formar novo governo. Seu principal líder, Alexis Tsipras, declarou, minutos depois: “uma página foi virada. Em pouco tempo, as políticas de ‘austeridade’ impostas ao país farão parte do passado”. São, em dose mais radical, o mesmo que Joaquim Levy, o ministro da Fazenda escolhido por Dilma Roussef, quer impor ao Brasil, também a partir de 2015…

Uma vitória da Syriza teria consequências além da Grécia e da Europa. Desafiaria o estranho retorno do neoliberalismo — a política ultracapitalista que provocou a crise iniciada em 2008, mas que paradoxalmente recuperou influência, por faltarem, ainda, opções sistêmicas. Por isso, não será fácil. Imediatamente após anunciadas as eleições,  o Fundo Monetário Internacional (FMI) suspendeu o pagamento de um empréstimo à Grécia, com o qual havia se comprometido. E o ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schaueble, dirigiu-se aos gregos repetindo, “ipsis literis”, a frase de Margareth Thatcher: “não há alternativas”…

Os gregos se curvarão? Talvez seja o primeiro grande desafio de 2015, o primeiro ato a definir seu sentido. “Outras Palavras” celebrará, nas próximas horas: por um ano que sacuda os acomodados e acalente os inquietos! Foi ótimo ter sua companhia em 2014. Estejamos juntos nos tempos áridos, porém cheios de oportunidades, que se abrirão. Tin-tim! (A.M.)[Antonio Martins]

 

Quando os EUA ocuparam o Iraque enviaram um homem para mandar no país: Paul Bremer foi o escolhido. O homem que usava terno e gravata com botas militares notabilizou-se por ter defendido publicamente o seguinte: os iraquianos vão ter uma democracia, vão poder eleger todo mundo, menos os partidos com que os americanos não estão de acordo.

Apesar de o Iraque desse tempo viver sob ocupação militar e a União Europeia ser um espaço formalmente constituído por países independentes, esta é a situação dos povos a mando da troika [FMI, Comissão Europeia e Banco Central Europeu]: os povos são livres para votar, desde que não ponham  em causa a ordem imposta a partir do eixo Berlim-Bruxelas. E para lembrar isso aos mais recalcitrantes, usam-se todas armas disponíveis: depois de o FMI anunciar a suspensão do pagamento da sexta parcela de um empréstimo, o ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble veio a público afirmar que “os gregos não têm alternativa” às políticas de austeridade.

A receita da chantagem e da pressão é velha, mas tem dado até agora os seus resultados. Em 2011 a troika anunciou também a suspensão de uma parcela, do primeiro empréstimo à Grécia. A decisão de ouvir o povo e fazer um referendo às medidas da troika, anunciada pelo então primeiro-ministro grego, Papandreu, deixou Berlim e Bruxelas em estado de guerra. O governo grego foi obrigado a recuar em toda a linha e a assumir que as imposições da troika não estavam sujeitas às decisões democráticas.

Nesta segunda tentativa de chantagem, a Grécia tem mais uns anitos de medidas impostas pelo estrangeiro que levaram à destruição do país e ao empobrecimento da sua população, o que faz com que nenhum habitante ignore que esta chantagem pode ser poderosa, porque apela ao medo do desconhecido. Mas sabem o fundamental: que a política da troika se limitou a garantir os lucros dos especuladores: roubar aos pobres para dar aos ricos. Nenhum dos problemas estruturais da economia grega foi resolvido: o país produz menos, tem mais desempregados, deve mais e está mais pobre e desigual. A única coisa que estas políticas, com selo da chanceler alemã, conseguiram foi dar mais dinheiro aos do costume: os especuladores e os muito ricos.

No dia 25 de Janeiro realizam-se eleições legislativas antecipadas na Grécia e pela primeira vez um partido antitroika pode ganhar. As sondagens dão como vencedor o Syriza (coligação de esquerda radical). Este pode ser o primeiro episódio de uma mudança diversa mas considerável na Europa. Depois da possível vitória da extrema-esquerda na Grécia, as sondagens dizem que em Espanha o Podemos poderá disputar o primeiro lugar das eleições. Na França, pode vir a triunfar a Frente Nacional e no Reino Unido cresce o UKIP. Todos estes partidos são diferentes, a única coisa que os une é responderem a um mal-estar crescente dos povos em relação à integração europeia e às políticas ditadas pelo governo de Berlim.

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quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Caros Amigos: A ameaça nazista que surge dos escombros da crise grega

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Caros Amigos
A ameaça nazista que surge dos escombros da crise grega
   
Publicado em Quarta, 01 Agosto 2012 13:58 Escrito por Caros Amigos

Aurora Dourada cresce na esteira da crise econômica e social

Por Caio Zinet e Gabriela Moncau
Caros Amigos


“No choque, as pessoas perdem seus antigos pontos de orientação. Elas estão abertas a novas políticas, de direita ou de esquerda”. A frase do filósofo e psicanalista esloveno Slavoj Zizek em seu livro mais recente, “Vivendo no Fim dos Tempos” (Boitempo), se encaixa como uma luva na atual conjuntura da Europa em crise.

A Grécia, primeiro país a experimentar a austeridade imposta pela Troika (Banco Central Europeu, União Europeia e Fundo Monetário Internacional), vivencia ao extremo essa realidade. De um lado a Coligação de Esquerda Radical (Syriza) experimentou um crescimento vertiginoso no seu resultado eleitoral saltando de 4% em 2009 para 27% nas últimas eleições de junho de 2012, quando por apenas 2% não ganhou do direitista Nova Democracia que conseguiu eleger Antonis Samarás como primeiro-ministro.

Na outra ponta, o partido de ultra direita Aurora Dourada (AD) também teve um crescimento espantoso saltando de 0,3% em 2009 para 7% nas últimas eleições. Pela primeira vez o partido conseguiu entrar no parlamento, ocupando 19 cadeiras. Isso sem contar os nacionalistas de direita, Gregos Independentes, que tiveram 7,51% dos votos elegendo 20 deputados, e os também reacionários do LAOS que tiveram 1,57% dos votos.
O crescimento e a força de partidos de direita não é novidade na Europa. São comuns partidos ganharem expressão eleitoral se baseando em uma plataforma xenófoba que culpa os imigrantes pela falta de empregos, defendendo sua expulsão do país e o endurecimento de políticas anti-imigrantes.

Na França, por exemplo, a Frente Nacional de Jean Marie Le Pen e sua filha, Marine Le Pen, obtém expressivos resultados eleitorais desde pelo menos 2002, quando teve 19% dos votos e por pouco não ganhou as eleições daquele ano. No último pleito, que ocorreu esse ano, Marine obteve quase 18% dos votos ficando em terceiro lugar logo atrás de Nicolas Sarkozy e François Hollande.

O que vemos na Grécia, no entanto, parece estar um patamar acima dessas experiências. Para além de palavras e discursos racistas e anti-imigrantes, os membros do Aurora Dourada tem tomado as ruas com práticas violentas. Dia sim, e o outro também, as manchetes dos jornais gregos estampam notícias sobre espancamentos cometidos por grupos de cerca de dez pessoas contra imigrantes (em especial paquistaneses e afegãos).

Na noite do dia da última eleição, em 17 de junho, por exemplo, um imigrante paquistanês foi espancado dentro de uma estação de trem de Atenas. Testemunhas disseram à polícia que 11 homens vestidos de preto, espécie de uniforme do partido, deram socos e pontapés no imigrante e em seguida o esfaquearam. A vítima foi encaminhada para o hospital, e embora tenha sido muito machucada, sobreviveu ao atentado.

Militantes de esquerda também têm sido alvo de ataques. Uma barraca do Partido Comunista Grego (KKE) foi atacada no dia 15 de junho, dois dias antes das eleições num bairro mais afastado do centro de Atenas. Na mesma noite, o mesmo aconteceu com um espaço da Syriza.

O Aurora Dourada nega ser o organizador dos ataques, mas várias lideranças do partido foram identificadas após agredirem pessoas na rua. Além disso, a maioria dos ataques segue um padrão. Um grande grupo, em torno de dez ou mais pessoas, todas vestidas de preto e em sua maioria homens carecas, no período da noite, cercam e espancam um imigrante.

Poucos foram agressores foram presos, e menos pessoas ainda foram condenadas pelos ataques. Uma das razões que explica isso é que se estima que o partido tenha 50% de apoio entre os policiais militares da Grécia.
“Eu já estive em manifestações no Brasil, na av. Paulista, por exemplo, contra o aumento da tarifa do ônibus. Vi muito repressão policial. Mas quando vem uma ordem de cima dizendo para eles pararem, eles param. Aqui não tem essa. Eles atuam por iniciativa própria, porque gostam de combater as pessoas, estão convencidos ideologicamente contra a esquerda, contra os pobres, contra os imigrantes”, afirmou Kriton Iliópulos, tradutor, membro do coletivo Alana e da revista que leva o mesmo nome e que morou no Brasil durante cinco anos. Continue lendo.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Outras Palavras: A Grécia revive uma “vitória de Pirro”

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OP

A Grécia revive uma “vitória de Pirro”

– 19/06/2012

Partidos tradicionais vencem eleições, mas deparam-se com país arruinado e intransigência da “troika”. Nova esquerda planeja futuro. Mercados atacam Espanha

Por Antonio Martins

Considerado um dos maiores generais da Grécia antiga, Pirro, rei do Épiro, invadiu a Península Itálica em 280 a.C. disposto a frear a expansão dos romanos. Seu exército numeroso e muito bem-armado, dotado de vasta cavalaria e elefantes, alcançou inicialmente alguns triunfos. Mas, ao contrário do adversário, não tinha apoio da população local – e foi definhando ao longo dos combates. Em 279 a.C., Pirro venceu os romanos em Ásculo, mas perdeu 3,5 mil homens. Quando seus oficiais foram cumprimentá-lo pelo triunfo, respondeu com amargura: “mais uma vitória destas e estou arruinado”.

É possível que uma sensação semelhante tenha se apoderado, a esta altura, de Antonio Samaras, o grego que lidera o partido (de centro-direita) Nova Democracia. Depois de vencer por estreita margem as eleições parlamentares do domingo (29,7% x 26,9%), ele quer formar um novo governo, com duas outras agremiações menores – Pasok e Esquerda Democrática – que também se submeteram aos acordos impostos ao país pela oligarquia financeira e pela troika (Banco Central Europeu, Comissão Europeia e FMI). Três fantasmas o assombram.

Primeiro, terá de apresentar, a um país já muito combalido, nova bateria de más notícias, previstas no compromisso que seu partido endossou. Não há sinais de alívio. Horas depois do pleito, a troika exigiu respeito ao pacto e avisou que não fará concessões. Por fim, a Syriza, coalizão política que reúne partidos e movimentos cidadãos, anunciou que continuará na oposição e na luta por um Programa de Reconstrução Nacional. Samaras precisa de um fato novo que modifique repentinamente todo o cenário – ou suas chances de fazer um governo estável serão próximas de zero. Continue lendo.

domingo, 17 de junho de 2012

El Mundo: Los partidos proeuro logran la mayoría en el Parlamento griego mais JB

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Este movimento de retorno para a direita já foi visto na Espanha. O que aconteceu?!...

Clique na imagem para ampliar - El Mundo

Los partidos proeuro logran la mayoría en el Parlamento griego

Nueva Democracia intentará formar un Gobierno de coalición

Los datos oficiales, con el 96,92% de los votos escrutados, dan la victoria al partido pro-europeísta de Nueva Democracia sobre la coalición de izquierda radical Syriza. Hasta ahora, Nueva Democracia ha conseguido el 29,71% de los votos, mientras que el partido a favor de abolir las medidas de austeridad ha logrado al 26,85%.

Eso significa que Nueva Democracia se anota el bonus de 50 diputados que la legislación griega reserva al vencedor. Y que junto con el socialista Pasok, el partido que ha aprobado los duros ajustes impuestos a la población griega, podrían formar Gobierno al haber conseguido más de 150 escaños entre los dos (162 de los 300 escaños que componen el Parlamento).

Pero, aunque tengan suficientes escaños, no está claro que Nueva Democracia y Pasok vayan a poner en pie un Ejecutivo. El Pasok pone como condición para entrar a formar parte de una Gobierno con los conservadores de Nueva Democracia que también la izquierda radical de Syriza forme parte del mismo. Y Siriza se niega en redondo a gobernar con los dos partidos que han apoyado las medidas de austeridad. Continue lendo.


JB: Projeção oficial aponta vitória de conservadores em eleição na Grécia

Hoje às 16h48 - Atualizada hoje às 16h52

Jornal do Brasil

De acordo com a projeção oficial anunciada pelo governo grego, o partido conservador Nova Democracia liderava neste domingo (17) a contagem de votos com 29,5% das preferências, contra 27,1% do esquerdista radical Syriza.

Dados recentes do Ministério do Interior grego indicam que  a Nova Democracia obteve 128 lugares no Parlamento, enquanto o Syriza conseguiu 72 lugares. Os socialistas do partido PSOK ficaram com 33 lugares.

As eleições gregas geram grande expectativa em todo o mundo por sua importância na Zona do Euro. Enquanto a Nova Democracia apoia o plano de resgate financeiro da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional, o Syriza promete romper com os termos do pacote para evitar a derrocada da Grécia, o que potencialmente levaria o país para fora da Eurozona. Origem.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Carta Maior[Oscar Guisoni]: O presidente, o banco, o déficit e a taxa de risco

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O presidente, o banco, o déficit e a taxa de risco

 
Enquanto os dirigentes políticos não atinam em encontrar soluções para a crise, o descontentamento nas ruas vai aumentando e a Europa começa a suspeitar que a Grécia seja só a ponta do iceberg e que é a Espanha o verdadeiro epicentro do furacão financeiro que pode varrer com o euro. O estouro da crise do Bankia, o novo banco, produto da unificação da maioria das caixas de poupança regionais, foi a cereja do bolo que está resultando fatal para o governo do conservador Mariano Rajoy. O artigo é de Oscar Guisoni, direto de Madri.

Oscar Guisoni, de Madri

Madri - A crise econômica espanhola se parece cada vez mais a uma tragédia grega. O mix de desemprego, déficit fiscal incontrolável, risco país galopante e um buraco bancário que ninguém se anima a dimensionar com certeza está resultando fatal para o governo de Mariano Rajoy, que tem apenas meio ano à frente do Executivo. A situação chegou a limites extremos esta semana, quando o presidente do Banco da Espanha, Miguel Ángel Fernández Ordóñez, apresentou sua renúncia sob os efeitos do estouro do Bankia, o gigante bancário recém-nacionalizado que ameaça fazer naufragar o já frágil sistema financeiro nacional. Enquanto os dirigentes políticos não atinam em encontrar soluções para a crise, o descontentamento nas ruas vai aumentando e a Europa começa a suspeitar que a Grécia seja só a ponta do iceberg e que é a Espanha o verdadeiro epicentro do furacão financeiro que pode varrer com o euro.

Os frios e aristocráticos corredores do Banco da Espanha foram testemunha, na terça-feira passada, da penúltima cena do drama. Miguel Ángel Fernández Ordoñez, o pressionado presidente da máxima autoridade monetária, jogou a toalha um mês antes da data prevista para que abandone seu cargo. Coroava com uma violenta batida de porta um longo processo que começou no final de 2008, quando começaram a levantarem-se vozes críticas contra sua gestão por não haver impedido a formação da bolha imobiliária cujo estouro deu origem à pior crise financeira espanhola das últimas décadas.

Homem de marcadas convicções neoliberais, Fernández Ordoñez havia assumido o Banco Central Espanhol em 2006, indicado pela administração do socialista José Luís Rodríguez Zapatero, de cujo staff formava parte como Secretário da Fazenda e Orçamento, às ordens do Ministro de Economia Pedro Solbes, outro reconhecido representante das teorias econômicas mais conservadoras, apesar de sua filiação socialdemocrata. Logo que assumiu, Fernández Ordoñez enfrentou o poderoso corpo de fiscais e supervisores que o acusavam de não ter conhecimento suficiente em matéria financeira. Isso não o impediu de fazer um severo diagnóstico da situação que se encontrava a economia do país, ainda que em vez de meter as mãos no complexo e embarrado mapa bancário, como demandava a situação, se dedicou a apregoar as virtudes das reformas neoliberais, exasperando o governo que o havia colocado à frente da entidade e fazendo as delicias do Partido Popular, na oposição.

Em 2011 a sorte de seu antigo chefe político acabou e Rodríguez Zapatero teve que abandonar o governo com o pior índice de popularidade de qualquer outro presidente da era democrática. Mas o novo governo do PP não estava disposto a seguir batendo no ombro de seu outrora aliado. Fernández Ordóñez se revelou rapidamente um peso para a gestão do novo governo conservador e as críticas a sua gestão da crise cresciam. Não só lhe acusavam de “falta de decisão para intervir a tempo nas entidades com graves problemas pela ‘crise imobiliária’”, segundo o jornalista do El País Miguel Ángel Noceda, mas também de “ineficiência para abordar a reforma financeira desde o principio” e de “fraqueza para enfrentar os poderes políticos”. O estouro da crise do Bankia, o novo banco, produto da unificação da maioria das caixas de poupança regionais, foi a cereja do bolo. Continue lendo.

domingo, 27 de maio de 2012

Carta Capital[Mino Carta]: Que diria Tucídides?

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O Estado ideal não existe e talvez nunca tenha existido. A Grécia antiga e suas cidades estado eram sustentadas pela escravidão. O surgimento dos estados nacionais com fim do feudalismo na Europa só foi uma troca de poder. Um breve período do chamado bem estar social foi substituído pelo neoliberalismo. Hoje, acima os estados nacionais, os bancos.

Que diria Tucídides?

Pensadores de alentado calibre ao analisar a crise econômica mundial sustentam que o próprio capitalismo está em xeque. Trata-se, se bem entendo, de um monumental fenômeno de autofagia, algo assim como o neoliberalismo a deglutir o liberalismo nascido da Revolução Industrial inglesa e da Revolução Francesa, e codificado por Adam Smith. Pergunto aos meus perplexos botões se algo mais não estaria em xeque, de certa forma maior. A própria democracia, na sua concepção tradicional.

Sem precisar de lupa, o que vemos? Vemos o nosso mundinho dominado por oligarquias financeiras cujo peso específico se tem provado muito superior àquele dos governos de Estado. Amparados pelo terrorismo das agências de rating, os autores da valorização da produção de puro dinheiro em detrimento da produção de bens e serviços, assenhoream-se do destino da população global, crescente e cada vez mais desigual.

Onde fica a vetusta ideia de democracia, aquela sonhada pelos iluministas e pelos pais fundadores americanos? E até posta em prática em certos países e em certos momentos de forma quase satisfatória. Tomados de singular melancolia, os botões ousam evocar a Guerra do Peloponeso, travada entre a culta Atenas e a tosca Esparta. Vitória espartana, mas se Atenas chorou, Esparta não riu. Há quem saiba da história pela pena de Tucídides, um dos primeiros historiadores, se não o primeiro, a entender que inúmeros eventos podem ser previstos a partir da correta análise das circunstâncias que os precedem. Continue lendo.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Vi o mundo[Azenha]: Seumas Milne - Quando a mídia coloca fascistas e a esquerda no balaio dos ‘extremistas’

Seumas Milne: Quando a mídia coloca fascistas e a esquerda no balaio dos ‘extremistas’

publicado em 15 de maio de 2012 às 23:41
por Luiz Carlos Azenha

Seumas Milne escreveu no diário britânico Guardian que ou a esquerda lidera a rebelião contra a austeridade, ou outros o farão.

“Da Holanda à Romênia, governos estão caindo sob o peso dos cortes de orçamento e aumentos de impostos exigidos pelo novo tratado permanente de deflação da zona do euro”, disse ele.

E mais: “A austeridade não está funcionando, mesmo em seus próprios termos. Cortar empregos e salários e aumentar os impostos não está reduzindo os empréstimos e a dívida, quanto mais levando à recuperação econômica. Está aprofundando a recessão, aumentando o endividamento e destruindo empregos, reduzindo os padrões de vida em toda a zona do euro — em países como a Espanha e a Grécia, catastroficamente –, assim como no Reino Unido”.

E ainda: “A revolta política na Grécia, no entanto, pode ter consequências mais amplas. O colapso econômico da Grécia, disparado pelo crash de 2008 e aprofundado pela austeridade exigida pela União Europeia e pelo Fundo Monetário Internacional, é um desastre social no nível da depressão dos Estados Unidos nos anos 30. Os salários reais tiveram perda de 25% em dois anos, de acordo com a OECD. Não é surpresa que o apoio aos partidos governistas que levaram a Grécia a tal situação caiu de 80% para 30%, enquanto os partidos de esquerda que rejeitaram os cortes da EU-FMI, as privatizações e os pagamentos insustentáveis da dívida tiveram votação maior que o desacreditado establishment e a direita nacionalista”. Continue lendo.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

REFAZENDA2010-blog: Notícias da Hora 11:42 quinta 09/02/2012

Comentário de internauta da matéria no Estadão: "roberto tosi
Comentado em: Rascunho de acordo da Grécia prevê corte de 150 mil servidores até 2015
9 de Fevereiro de 2012 | 8h46
sempre a mesma receita, "mate a vaca para acabar com a doença". Um país como a Grécia ou Portugal que não produz praticamente nada não pode ter padrão de vida muito superior a de países notoriamente pobres. A UE e o euro ofereceram o paraíso a eles e agora o capeta fmi vem cobrar as almas gregas e lusas. (post relacionado)


Quase metade dos jovens gregos está desempregada