Observatório da Imprensa: ‘NOVO JORNAL' Verdades inconvenientes
Por Ângela Carrato
Há pouco mais de um ano, no dia 20 de janeiro de 2014, o site de notícias NovoJornal era tirado do ar e seu proprietário, Marco Aurélio Carone, preso. Não era a primeira vez que o site enfrentava problemas com os poderosos em Minas Gerais. Quatro anos antes, 12 integrantes da Polícia Militar, fortemente armados, comandados pelo coronel Praxedes e liderados pela promotora Vanessa Fusco, tendo em mãos um mandado de busca e apreensão, “visitaram” sua redação.
Entraram, vasculharam tudo e levaram todo o equipamento. Coincidentemente, poucas horas depois o site era tirado do ar. Quem o acessasse encontrava apenas um letreiro avisando que a publicação havia sido retirada do ar por ordem da Divisão contra Crimes Cibernéticos da Polícia Civil de Minas Gerais e que ações daquele tipo eram “muito comuns nos Estados Unidos”.
Na redação, a polícia encontrou apenas o jornalista Geraldo Elísio, editorialista e um dos cinco profissionais que atuavam no site. Uma semana após aquele “empastelamento”, o NovoJornal voltava ao ar, postado de um provedor sediado exatamente nos Estados Unidos. Outra adequação providenciada por seu proprietário, além de comprar novos equipamentos, foi alojar o servidor em uma sala com paredes reforçadas.
Já naquela época, o NovoJornal era sucesso de público. Enquanto toda a mídia impressa em Belo Horizonte não atingia 80 mil exemplares/dia, os acessos ao NovoJornal ultrapassavam os 400 mil/dia e não paravam de crescer. Pouco antes de seu “empastelamento” final, a publicação atingia picos recordes impensáveis pela imprensa mineira, chegando a um milhão de acessos/dia. Nesta operação, o site do jornal perdeu o br e passou a usar o pontocom, que significa domínio internacional.
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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015
Observatório da Imprensa: ‘NOVO JORNAL' Verdades inconvenientes
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segunda-feira, 5 de janeiro de 2015
JB [Brasil 247]: Aécio pode enfrentar enxurrada de CPIs em Minas Gerais
Aécio foi só um produto de marketing, mas seu governo deixou estragos e deve ser auditado!
JB [Brasil 247]: Aécio pode enfrentar enxurrada de CPIs em Minas Gerais
O ano de 2015 promete ser o início de uma forte dor de cabeça para o senador Aécio Neves (PSDB-MG). Várias Comissões Parlamentares de Inquéritos (CPIs) estão na mira da antiga oposição da Assembleia Legislativa para investigar tanto a gestão do parlamentar mineiro, que governou Minas de 2003 a 2010, como a do seu correligionário e sucessor, Antonio Anastasia, eleito senador neste ano.
"Durante esses 12 anos de governo (do PSDB) em Minas, a oposição foi impedida de instalar CPIs. Havia boicotes", dispara o deputado estadual Rogério Correia (PT), reeleito para o seu quarto mandato na Assembleia de Minas Gerais, com 72.413 votos.
A CPI de Repasses Educacionais é uma das que estão na lista dos antigos oposicionistas, que agora compõem a base aliada do governador eleito de Minas, o ex-ministro Fernando Pimentel (PT). Com base em cálculos do Tribunal de Contas do Estado (TCE), o deputado afirma que há uma defasagem de R$ 8 bilhões em recursos que deveriam de sido aplicados na área nos 12 anos de governo tucano em Minas. "Jamais aplicaram o mínimo de 25% como determina a legislação", diz Correia. Segundo o parlamentar, se for instalada, a CPI da Saúde também investigará uma defasagem em torno de R$ 8 bilhões no setor.
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JB [Brasil 247]: Aécio pode enfrentar enxurrada de CPIs em Minas Gerais
O ano de 2015 promete ser o início de uma forte dor de cabeça para o senador Aécio Neves (PSDB-MG). Várias Comissões Parlamentares de Inquéritos (CPIs) estão na mira da antiga oposição da Assembleia Legislativa para investigar tanto a gestão do parlamentar mineiro, que governou Minas de 2003 a 2010, como a do seu correligionário e sucessor, Antonio Anastasia, eleito senador neste ano.
"Durante esses 12 anos de governo (do PSDB) em Minas, a oposição foi impedida de instalar CPIs. Havia boicotes", dispara o deputado estadual Rogério Correia (PT), reeleito para o seu quarto mandato na Assembleia de Minas Gerais, com 72.413 votos.
A CPI de Repasses Educacionais é uma das que estão na lista dos antigos oposicionistas, que agora compõem a base aliada do governador eleito de Minas, o ex-ministro Fernando Pimentel (PT). Com base em cálculos do Tribunal de Contas do Estado (TCE), o deputado afirma que há uma defasagem de R$ 8 bilhões em recursos que deveriam de sido aplicados na área nos 12 anos de governo tucano em Minas. "Jamais aplicaram o mínimo de 25% como determina a legislação", diz Correia. Segundo o parlamentar, se for instalada, a CPI da Saúde também investigará uma defasagem em torno de R$ 8 bilhões no setor.
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quarta-feira, 17 de dezembro de 2014
Nassif: O jeito Neves de controlar a mídia em Minas Gerais
Esperemos que tenha acabado. Nas Montanhas acabou, não, ainda não! Mas o jornaleco acabará!
Nassif: O jeito Neves de controlar a mídia em Minas Gerais
qua, 17/12/2014 - 19:59
Por Andrea C. Branco
Editor de Cultura do jornal Estado de Minas censurado
Caro Nassif,
sou diretora do Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais e hoje a censura sem limites da Dinastia Neves fez mais uma vítima entre nós. O editor de Cultura do Estado de Minas, João Paulo Cunha, foi censurado e pediu demissão depois de ser informado que não poderia escrever mais sobre política. Sua coluna no último sábado foi brilhante e demolidora, mas ele ousou cobrar responsabilidade do senador Aécio Neves nas páginas do jornal, o que motivou a reprimenda da direção do jornal. Além de jornalista, João Paulo Cunha é um dos grandes intelectuais mineiros e tem feito uma crítica muito contundente do processo político.
Abaixo encaminho a nota do Sindicato dos Jornalistas e o brilhante texto que motivou sua saída dos Diários Associados.
NOTA DO SINDICATO DOS JORNALISTAS
O Sindicato dos Jornalistas lamenta a saída de João Paulo Cunha do comando da editoria de Cultura do Estado de Minas, mais uma vítima da censura que impera nos grandes meios de comunicação e grassa em Minas Gerais. Reconhecido como um dos mais brilhantes jornalistas e intelectuais mineiros, dono de uma vasta cultura e de um texto brilhante, João Paulo pediu demissão hoje a tarde.
A decisão foi tomada depois da comunicação por parte da direção do jornal de que não poderia mais escrever sobre política na coluna que assinava semanalmente no caderno Pensar. Seu último texto foi publicado no dia 6. Batizado de "Síndrome de Capitu", criticava a falta de uma oposição responsável no Brasil. "Há grandes projetos que impulsionam uma vida e moldam expectativas de futuro, algo que ganhou o belo nome de utopia", diz um trecho do texto. E foi em nome dessa utopia que ele não aceitou essa imposição. Uma salva ao João!
Síndrome de Capitu
O Brasil já tem presidente para os próximos quatro anos, o que está faltando é oposição responsável
João Paulo Cunha
Existem duas verdades aparentemente óbvias que, no entanto, não têm ficado suficientemente claras para muita gente: o país mudou e a eleição já acabou. A insistência em dar continuidade ao processo que elegeu Dilma Rousseff poderia ser apenas um luto mal vivido, mas tende a se tornar perversa no campo político. Por outro lado, a recusa em enxergar a nova configuração da sociedade, resultado de seguidas políticas de distribuição de renda e inclusão social, pode gerar um impulso no mínimo grotesco em suas alusões reativas e chamamentos à ditadura.
É preciso ir adiante. A oposição, certamente, saiu fortalecida do resultado eleitoral bastante parelho. Mas corre o risco de jogar fora esse crescimento quantitativo em nome de um comportamento pouco produtivo em termos políticos. Em vez de jogar com seu eleitor fiel, interpreta os votos de acordo com suas conveniências e joga para a plateia pelos meios de comunicação, sem perceber que essa falácia já mostrou ser um paradoxo invencível: tem mais brilho que consistência, mais efeito que substância, mais eco que voz.
A oposição de hoje parece viver, no campo da política, o que Bento Santiago, o Bentinho de Dom Casmurro, de Machado de Assis, viveu em seus tormentos de alma: se perde na fantasia da traição (mesmo que ela tenha sido real). Para lembrar sumariamente o enredo do romance, Bentinho se apaixona por Capitu, desde logo apresentada como portadora de “olhos de ressaca”. São jovens de classes sociais distintas. Um arranjo permite o casamento. Logo Bentinho, já pai e bem posto na vida como advogado, desconfia que está sendo traído pela mulher com o melhor amigo, em quem vê semelhança com o filho. O casal se separa, o filho morre e Bento, sozinho, leva adiante sua sina de ser casmurro e sofrer com a desconfiança até o fim da vida.
Machado de Assis, como sempre, ao falar de seus personagens, está figurando a sociedade de seu tempo. Bentinho não sofre só pela traição, mas porque não entende que o mundo mudou. Não pode aceitar que a sociedade republicana deixou para trás as amarras elitistas do Segundo Reinado e da escravidão. Bento não reconhece a mulher, a sociedade, a história. Não pode aceitar que ela tenha uma vida independente e autônoma. Tudo que ele não compreende o ameaça. Capitu não é apenas a mulher, mas tudo que perdeu em seu mundo de referências que se esvaem. Mais que sexual, a traição é histórica. Homem de outro tempo, só resta a ele tentar convencer ao leitor e a si próprio de seu destino de vítima. E soprar um melancólico saudosismo acerca dos tempos idos, que busca reconstruir em sua casa feita à semelhança do lar da meninice.
O Brasil tem uma recorrente síndrome de Capitu: tudo que a elite não tolera se torna, por meio de um discurso marcado pela força jurídica e da tradição, algo que deve ser rejeitado. Eternos maridos traídos. A tendência de empurrar a política para os tribunais é uma consequência
desse descaminho. Assim, tudo que de alguma forma aponta para a mudança e ampliação de direitos é considerado ilegítimo e, em alguns momentos, quase uma afronta que precisa ser questionada e combatida. Foi assim com a visibilidade dada aos novos consumidores populares (que foram criminalizados em rolezinhos ou objeto de ironia em aeroportos), com as cotas raciais para a universidade, com a chegada de médicos estrangeiros para ocupar postos que os brasileiros, psicanaliticamente, denegaram.
O romance de Machado de Assis tem ainda outro personagem curioso para a sociologia e psicologia do brasileiro, o agregado José Dias. Trata-se de um homem que vive às expensas da família de Bento e que, por isso, não cessa de elogiar quem o acolhe. Típico representante de certa classe média, ele é o bastião dos valores da burguesia da época, da qual só participa de esguelha. Mais burguês que os burgueses, em sua subserviência, ele gasta os superlativos e a vida a invejar e defender os “de cima”, com pânico de ser confundido com os “de baixo”. Epígonos de José Dias, hoje, são os que amam Miami, levam os filhos para ver o Pateta e participam de passeatas pedindo a volta dos militares.
Leviandade
Mas o que a síndrome de Capitu tem a ver com a política brasileira de hoje? Em primeiro lugar, ela explica por que, em vez de armar uma oposição de verdade, os partidos derrotados tentam inviabilizar a sequência do processo democrático. Em segundo lugar, pela defesa da dupla moral, que desculpa os erros do passado por causa da dimensão dos desvios de hoje, numa reedição do estilo udenista e despolitizador de analisar a conjuntura. Tudo que pode de alguma forma macular a oposição é considerado “sórdido” e “leviano”, numa substituição da política pela moral de circunstância. A corrupção, com sua espantosa abrangência, precisa ser combatida em toda sua dimensão e arco histórico. Nenhum culpado pode ficar de fora, de empresários a políticos de todos os partidos.
Por fim, a personagem machadiana ajuda a explicar a fixação em torno de determinados temas – no romance, é a traição, na vida política atual, é a inflação –, que são muito mais derivações que propriamente o que de fato interessa. A escolha dos ministros da área econômica mostrou como mesmo um governo popular e eleito democraticamente confirma as intuições de Machado de Assis. A excessiva submissão aos interesses rentistas pode ser um recuo estratégico. Mas é um recuo. Uma capitulação.
Economia não é uma ciência exata e, muito menos, isenta de componente ideológico. Um governo de esquerda precisa de uma política econômica de esquerda. Além do equilíbrio macroeconômico, o mais importante é apontar as estratégias de distribuição de renda e de investimento na área social. O deus Mercado não pode falar mais alto que os filhos de Deus. No complexo tecido que sustenta a governança, a presença das forças populares não pode ser colocada em segundo plano, como vem sendo até agora. A excessiva sujeição ao cálculo do apoio político está na base da grande corrupção que hoje enoja a todos. Por isso a reforma política popular se tornou a agenda prioritária da sociedade.
A oposição, por sua vez – e o senador Aécio Neves, candidato derrotado como seu nome de maior destaque –, tem uma tarefa a cumprir: dar um passo à frente no jogo político, com a grandeza que o momento requer. O que ainda está devendo.
Bentinho perdeu sua vida ao ficar preso a um passado de desconfianças que, de resto, até hoje divide as opiniões. Há grandes projetos que impulsionam uma vida e moldam expectativas de futuro, algo que ganhou o belo nome de utopia. Há, entretanto, obsessões que paralisam pelo rancor e ressentimento. Bentinho, é bom lembrar, nunca mais foi feliz. Foi ele mesmo o criador e a vítima da síndrome que o consumiu.
Origem.
Nassif: O jeito Neves de controlar a mídia em Minas Gerais
qua, 17/12/2014 - 19:59
Por Andrea C. Branco
Editor de Cultura do jornal Estado de Minas censurado
Caro Nassif,
sou diretora do Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais e hoje a censura sem limites da Dinastia Neves fez mais uma vítima entre nós. O editor de Cultura do Estado de Minas, João Paulo Cunha, foi censurado e pediu demissão depois de ser informado que não poderia escrever mais sobre política. Sua coluna no último sábado foi brilhante e demolidora, mas ele ousou cobrar responsabilidade do senador Aécio Neves nas páginas do jornal, o que motivou a reprimenda da direção do jornal. Além de jornalista, João Paulo Cunha é um dos grandes intelectuais mineiros e tem feito uma crítica muito contundente do processo político.
Abaixo encaminho a nota do Sindicato dos Jornalistas e o brilhante texto que motivou sua saída dos Diários Associados.
NOTA DO SINDICATO DOS JORNALISTAS
O Sindicato dos Jornalistas lamenta a saída de João Paulo Cunha do comando da editoria de Cultura do Estado de Minas, mais uma vítima da censura que impera nos grandes meios de comunicação e grassa em Minas Gerais. Reconhecido como um dos mais brilhantes jornalistas e intelectuais mineiros, dono de uma vasta cultura e de um texto brilhante, João Paulo pediu demissão hoje a tarde.
A decisão foi tomada depois da comunicação por parte da direção do jornal de que não poderia mais escrever sobre política na coluna que assinava semanalmente no caderno Pensar. Seu último texto foi publicado no dia 6. Batizado de "Síndrome de Capitu", criticava a falta de uma oposição responsável no Brasil. "Há grandes projetos que impulsionam uma vida e moldam expectativas de futuro, algo que ganhou o belo nome de utopia", diz um trecho do texto. E foi em nome dessa utopia que ele não aceitou essa imposição. Uma salva ao João!
Síndrome de Capitu
O Brasil já tem presidente para os próximos quatro anos, o que está faltando é oposição responsável
João Paulo Cunha
Existem duas verdades aparentemente óbvias que, no entanto, não têm ficado suficientemente claras para muita gente: o país mudou e a eleição já acabou. A insistência em dar continuidade ao processo que elegeu Dilma Rousseff poderia ser apenas um luto mal vivido, mas tende a se tornar perversa no campo político. Por outro lado, a recusa em enxergar a nova configuração da sociedade, resultado de seguidas políticas de distribuição de renda e inclusão social, pode gerar um impulso no mínimo grotesco em suas alusões reativas e chamamentos à ditadura.
É preciso ir adiante. A oposição, certamente, saiu fortalecida do resultado eleitoral bastante parelho. Mas corre o risco de jogar fora esse crescimento quantitativo em nome de um comportamento pouco produtivo em termos políticos. Em vez de jogar com seu eleitor fiel, interpreta os votos de acordo com suas conveniências e joga para a plateia pelos meios de comunicação, sem perceber que essa falácia já mostrou ser um paradoxo invencível: tem mais brilho que consistência, mais efeito que substância, mais eco que voz.
A oposição de hoje parece viver, no campo da política, o que Bento Santiago, o Bentinho de Dom Casmurro, de Machado de Assis, viveu em seus tormentos de alma: se perde na fantasia da traição (mesmo que ela tenha sido real). Para lembrar sumariamente o enredo do romance, Bentinho se apaixona por Capitu, desde logo apresentada como portadora de “olhos de ressaca”. São jovens de classes sociais distintas. Um arranjo permite o casamento. Logo Bentinho, já pai e bem posto na vida como advogado, desconfia que está sendo traído pela mulher com o melhor amigo, em quem vê semelhança com o filho. O casal se separa, o filho morre e Bento, sozinho, leva adiante sua sina de ser casmurro e sofrer com a desconfiança até o fim da vida.
Machado de Assis, como sempre, ao falar de seus personagens, está figurando a sociedade de seu tempo. Bentinho não sofre só pela traição, mas porque não entende que o mundo mudou. Não pode aceitar que a sociedade republicana deixou para trás as amarras elitistas do Segundo Reinado e da escravidão. Bento não reconhece a mulher, a sociedade, a história. Não pode aceitar que ela tenha uma vida independente e autônoma. Tudo que ele não compreende o ameaça. Capitu não é apenas a mulher, mas tudo que perdeu em seu mundo de referências que se esvaem. Mais que sexual, a traição é histórica. Homem de outro tempo, só resta a ele tentar convencer ao leitor e a si próprio de seu destino de vítima. E soprar um melancólico saudosismo acerca dos tempos idos, que busca reconstruir em sua casa feita à semelhança do lar da meninice.
O Brasil tem uma recorrente síndrome de Capitu: tudo que a elite não tolera se torna, por meio de um discurso marcado pela força jurídica e da tradição, algo que deve ser rejeitado. Eternos maridos traídos. A tendência de empurrar a política para os tribunais é uma consequência
desse descaminho. Assim, tudo que de alguma forma aponta para a mudança e ampliação de direitos é considerado ilegítimo e, em alguns momentos, quase uma afronta que precisa ser questionada e combatida. Foi assim com a visibilidade dada aos novos consumidores populares (que foram criminalizados em rolezinhos ou objeto de ironia em aeroportos), com as cotas raciais para a universidade, com a chegada de médicos estrangeiros para ocupar postos que os brasileiros, psicanaliticamente, denegaram.
O romance de Machado de Assis tem ainda outro personagem curioso para a sociologia e psicologia do brasileiro, o agregado José Dias. Trata-se de um homem que vive às expensas da família de Bento e que, por isso, não cessa de elogiar quem o acolhe. Típico representante de certa classe média, ele é o bastião dos valores da burguesia da época, da qual só participa de esguelha. Mais burguês que os burgueses, em sua subserviência, ele gasta os superlativos e a vida a invejar e defender os “de cima”, com pânico de ser confundido com os “de baixo”. Epígonos de José Dias, hoje, são os que amam Miami, levam os filhos para ver o Pateta e participam de passeatas pedindo a volta dos militares.
Leviandade
Mas o que a síndrome de Capitu tem a ver com a política brasileira de hoje? Em primeiro lugar, ela explica por que, em vez de armar uma oposição de verdade, os partidos derrotados tentam inviabilizar a sequência do processo democrático. Em segundo lugar, pela defesa da dupla moral, que desculpa os erros do passado por causa da dimensão dos desvios de hoje, numa reedição do estilo udenista e despolitizador de analisar a conjuntura. Tudo que pode de alguma forma macular a oposição é considerado “sórdido” e “leviano”, numa substituição da política pela moral de circunstância. A corrupção, com sua espantosa abrangência, precisa ser combatida em toda sua dimensão e arco histórico. Nenhum culpado pode ficar de fora, de empresários a políticos de todos os partidos.
Por fim, a personagem machadiana ajuda a explicar a fixação em torno de determinados temas – no romance, é a traição, na vida política atual, é a inflação –, que são muito mais derivações que propriamente o que de fato interessa. A escolha dos ministros da área econômica mostrou como mesmo um governo popular e eleito democraticamente confirma as intuições de Machado de Assis. A excessiva submissão aos interesses rentistas pode ser um recuo estratégico. Mas é um recuo. Uma capitulação.
Economia não é uma ciência exata e, muito menos, isenta de componente ideológico. Um governo de esquerda precisa de uma política econômica de esquerda. Além do equilíbrio macroeconômico, o mais importante é apontar as estratégias de distribuição de renda e de investimento na área social. O deus Mercado não pode falar mais alto que os filhos de Deus. No complexo tecido que sustenta a governança, a presença das forças populares não pode ser colocada em segundo plano, como vem sendo até agora. A excessiva sujeição ao cálculo do apoio político está na base da grande corrupção que hoje enoja a todos. Por isso a reforma política popular se tornou a agenda prioritária da sociedade.
A oposição, por sua vez – e o senador Aécio Neves, candidato derrotado como seu nome de maior destaque –, tem uma tarefa a cumprir: dar um passo à frente no jogo político, com a grandeza que o momento requer. O que ainda está devendo.
Bentinho perdeu sua vida ao ficar preso a um passado de desconfianças que, de resto, até hoje divide as opiniões. Há grandes projetos que impulsionam uma vida e moldam expectativas de futuro, algo que ganhou o belo nome de utopia. Há, entretanto, obsessões que paralisam pelo rancor e ressentimento. Bentinho, é bom lembrar, nunca mais foi feliz. Foi ele mesmo o criador e a vítima da síndrome que o consumiu.
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domingo, 7 de dezembro de 2014
Tijolaço[Miguel do Rosário]: Marcha convocada por Aécio é fiasco completo
Questão psiquiátrica de muita gente! relacionado1 relacionado2 relacionado3
Em 2009 a revista época publicou isso!
Aécio Neves fez vídeo. Aloysio Nunes fez vídeo. Ronaldo Caiado fez vídeo. Lobão vez vídeo. Pedro Simon fez vídeo. Paulo Ricardo (ex-vocalista do RPM, para quem não se lembra) fez vídeo.
Mesmo assim, o protesto na Avenida Paulista, convocado para este sábado, deu menos gente que nas outras vezes.
Para variar, um monte de gente com cartazes pedindo intervenção militar, para constrangimento da ala que pretendia posar de democrática, apesar de pregar impeachment da presidente eleita há poucas semanas.
Quanto ao número de pessoas, varia segundo as fontes.
Leia tudo!
Em 2009 a revista época publicou isso!
Marcha convocada por Aécio é fiasco completo
6 de dezembro de 2014 | 17:58 Autor: Miguel do Rosário
Aécio Neves fez vídeo. Aloysio Nunes fez vídeo. Ronaldo Caiado fez vídeo. Lobão vez vídeo. Pedro Simon fez vídeo. Paulo Ricardo (ex-vocalista do RPM, para quem não se lembra) fez vídeo.
Mesmo assim, o protesto na Avenida Paulista, convocado para este sábado, deu menos gente que nas outras vezes.
Para variar, um monte de gente com cartazes pedindo intervenção militar, para constrangimento da ala que pretendia posar de democrática, apesar de pregar impeachment da presidente eleita há poucas semanas.
Quanto ao número de pessoas, varia segundo as fontes.
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terça-feira, 2 de dezembro de 2014
O Tempo: Minas Gerais está deficitária
O jornal é de um ex deputado federal pelo psdb!
O Tempo: Minas Gerais está deficitária
Com o provisionamento dos cerca de R$ 2 bilhões referentes ao 13º salário dos servidores em 30 de novembro, o governo de Minas chega ao último mês do mandato com déficit acumulado de R$ 1,7 bilhão nas contas. Com isso, a possibilidade de o governador eleito Fernando Pimentel (PT) receber as contas no vermelho a partir de 1º de janeiro é cada vez mais real.
O Tempo: Minas Gerais está deficitária
Após fechar contas de novembro, caixa do governo mineiro acumula saldo negativo de R$ 1,7 bilhão
Lucas Pavanelli
Com o provisionamento dos cerca de R$ 2 bilhões referentes ao 13º salário dos servidores em 30 de novembro, o governo de Minas chega ao último mês do mandato com déficit acumulado de R$ 1,7 bilhão nas contas. Com isso, a possibilidade de o governador eleito Fernando Pimentel (PT) receber as contas no vermelho a partir de 1º de janeiro é cada vez mais real.
Embora o 13º tenha sido contabilizado em
novembro, o dinheiro só cairá nas contas dos servidores em 20 de
dezembro. Conforme o Portal da Transparência do Estado, a arrecadação em
novembro foi de R$ 5,9 bilhões, e os gastos superaram os R$ 7,5 bilhões
– o maior volume do ano.
Conforme O TEMPO mostrou no sábado, pesam contra o
governo dois fatores: o primeiro é que dezembro é um mês em que,
historicamente, as contas fecham no vermelho. No ano passado, por
exemplo, as despesas superaram as receitas em R$ 2,2 bilhões. Desde
2009, a exceção à regra só foi verificada em 2012 – ano de crescimento
econômico de 2,3%, acima da média nacional –, com superávit de R$ 1,28
bilhão em dezembro.
O segundo fator que pode
complicar as contas do governo diz respeito à arrecadação, que deve ser
menor do que a prevista na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). No
papel, a promessa do Executivo é fechar o ano com receita de R$ 77,7
bilhões. Até hoje, entraram no caixa R$ 63,7 bilhões. Ou seja, para
cumprir a meta, o governo tem que arrecadar nada menos que R$ 14 bilhões
até o dia 31, um número nunca antes atingido em meses de dezembro. Para
se ter uma ideia, no último mês de 2012, a arrecadação chegou próximo a
R$ 11 bilhões.
Questionado pela reportagem, o governo não confirma nem desmente a possibilidade de não atingir a meta de receitas para o ano. Nas contas do governador, Alberto Pinto Coelho (PP), a receita deste mês “inclui repasses da União, no valor de R$ 330 milhões, e operações de crédito, no valor de cerca de R$ 1,1 bilhão”, conforme sua assessoria.
A reportagem também questionou o governo se há expectativa para cortes nos gastos de dezembro, mas não obteve resposta.
Balanço. Na comparação com outubro, o mês de novembro foi de cortes em 15 áreas e de aumento de gastos em outras dez. Os custos com a administração, por exemplo, subiram quase 60%, passando de R$ 162 milhões para R$ 258 milhões. Os investimentos em educação cresceram de R$ 652 milhões para R$ 1,1 bilhão, ou seja, aumentaram 73%.
Dentre os cortes, se destacam a Agricultura – de R$ 59 milhões em outubro para R$ 7 milhões em novembro – e Ciência e Tecnologia, com redução de 59%.
Questionado pela reportagem, o governo não confirma nem desmente a possibilidade de não atingir a meta de receitas para o ano. Nas contas do governador, Alberto Pinto Coelho (PP), a receita deste mês “inclui repasses da União, no valor de R$ 330 milhões, e operações de crédito, no valor de cerca de R$ 1,1 bilhão”, conforme sua assessoria.
A reportagem também questionou o governo se há expectativa para cortes nos gastos de dezembro, mas não obteve resposta.
Balanço. Na comparação com outubro, o mês de novembro foi de cortes em 15 áreas e de aumento de gastos em outras dez. Os custos com a administração, por exemplo, subiram quase 60%, passando de R$ 162 milhões para R$ 258 milhões. Os investimentos em educação cresceram de R$ 652 milhões para R$ 1,1 bilhão, ou seja, aumentaram 73%.
Dentre os cortes, se destacam a Agricultura – de R$ 59 milhões em outubro para R$ 7 milhões em novembro – e Ciência e Tecnologia, com redução de 59%.
Último dia
Caixa. Até sábado, dia 29, os gastos do governo em novembro eram de R$ 2,8 bilhões. No último dia do mês, quase R$ 5 bilhões deixaram os cofres, principalmente para o empenho do 13º.
Caixa. Até sábado, dia 29, os gastos do governo em novembro eram de R$ 2,8 bilhões. No último dia do mês, quase R$ 5 bilhões deixaram os cofres, principalmente para o empenho do 13º.
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sábado, 22 de novembro de 2014
Miguel do Rosário em Tijolaço: Por que o governo de Minas transferiu aeroporto de Claudio para a prefeitura?
"Claudius International Airport", tem mais um: "Cunha-Montezuma International Airport"!
Por que o governo de Minas transferiu aeroporto de Claudio para a prefeitura?
22 de novembro de 2014 | 12:35 Autor: Miguel do Rosário
Leio no noticiário de hoje que o governador de Minas Gerais, Alberto Coelho, decidiu, no apagar das luzes de sua gestão, transferir a administração do aeroporto de Claudio, no interior do estado, para a prefeitura.
Antes, estava sob controle do governo estadual.
Por que Coelho fez isso?
A imprensa brasileira, notoriamente tucana, não irá perguntar. Então as redes sociais terão obrigação de fazê-lo.
Leia tudo aqui!
sexta-feira, 21 de novembro de 2014
Nassif: A brincadeira do impeachment e os desvios de Aécio
Enquanto isso, ócio no Leblon!
Nassif: A brincadeira do impeachment e os desvios de Aécio
Luis Nassif
Há que se ter um mínimo de responsabilidade e parar com essa brincadeira de impeachment. O que está em jogo não é o governo A ou B, mas a normalidade democrática e a necessidade de interromper esse terceiro turno para superar o momento econômico atual.
É irresponsável a exploração do senador Aécio Neves em relação à proposta do governo federal de flexibilizar as metas fiscais.
A política fiscal, no governo Dilma Rousseff, de fato, foi de uma irresponsabilidade à toda prova. Tudo o que Dilma pedia era aceito acriticamente pelo Secretário do Tesouro Arno Agustin, ainda que forçando a mão nas contas, para o pedido poder caber na ficção criada.
Leia tudo aqui.
Nassif: A brincadeira do impeachment e os desvios de Aécio
Luis Nassif
Há que se ter um mínimo de responsabilidade e parar com essa brincadeira de impeachment. O que está em jogo não é o governo A ou B, mas a normalidade democrática e a necessidade de interromper esse terceiro turno para superar o momento econômico atual.
É irresponsável a exploração do senador Aécio Neves em relação à proposta do governo federal de flexibilizar as metas fiscais.
A política fiscal, no governo Dilma Rousseff, de fato, foi de uma irresponsabilidade à toda prova. Tudo o que Dilma pedia era aceito acriticamente pelo Secretário do Tesouro Arno Agustin, ainda que forçando a mão nas contas, para o pedido poder caber na ficção criada.
Leia tudo aqui.
segunda-feira, 17 de novembro de 2014
Enquanto, nas Montanhas, matéria do feriado, dia 15->Rogério Corrêa [PT-MG]: Herança maldita e transição de faz de conta Bagunçar a casa o máximo possível para o próximo inquilino
O deputado estadual Rogério Corrêa, agora alçado a federal, o deputado estadual pelo PMDB, Sávio Souza Cruz, o dono do Novo Jornal, Carone fizeram oposição real a esse nefasto desgoverno do psdb mineiro que ora termina!
Parece que RC esqueceu de falar da dívida para com o IPSEMG, acertada pelo governador Itamar Franco, para pagamento em 30 anos, pelo Estado de Minas Gerais. Dívida essa rasgada pelo ciclo que se encerra!
O Editor.
Rogério Corrêa [PT-MG]:
Herança maldita e transição de faz de conta Bagunçar a casa o máximo possível para o próximo inquilino
quinta-feira, 13 de novembro de 2014, 17:15 HS
Herança maldita e transição de faz de conta Bagunçar a casa o máximo possível para o próximo inquilino.
Parece ser essa a tática do PSDB na transição para o governo estadual petista em Minas Gerais. Passando por cima dos interesses do povo mineiro e apostando somente na disputa partidária vazia, os tucanos aproveitam seus últimos suspiros no Governo de Minas para aumentar a dívida, envenenar o orçamento do próximo ano e criar armadilhas para a próxima gestão.
Talvez o maior presente de grego deixado pelos governos de Aécio, Anastasia e Alberto, a dívida pública mineira consolidada já chega a 90 bilhões de Reais, comprometendo o orçamento de 2015 em 6 bilhões. Os últimos empréstimos realizados pelo governo tem sido utilizados para cobrir o déficit orçamentário anual, avaliado em 8,5 bilhões de Reais. Uma manobra irresponsável do ponto de vista econômico e que garante o efeito bola de neve para a dívida mineira por mais algum tempo.
Aliada a um crescimento pífio do PIB, dependente da extração de minério, a fórmula do Choque de Gestão não construiu alternativas econômicas para Minas Gerais, o que resultou em um estado falido, quebrado e com pequena arrecadação.
Também fazem parte da herança maldita do PSDB em Minas os 8 bilhões de Reais desviados da Saúde e os 8 bilhões de Reais desviados da Educação, que não tiveram seus mínimos constitucionais respeitados nos últimos 12 anos. Assim como a carreira congelada dos servidores públicos estaduais e o pagamento dos servidores da Educação abaixo do Piso Salarial Nacional. A extinção do Funpemg (Fundo de Previdência do Estado de Minas Gerais) como forma de apropriação dos recursos do fundo para cobrir os déficits do caixa mineiro selou a depredação social promovida pela trinca de Ás dos tucanos mineiros.
De forma irresponsável, a transição em Minas Gerais ocorre como um jogo de cena, no qual se arrolam documentos que já são públicos, listas infindáveis de nomes, mas nada que apresente um quadro real do estado.
Soma-se a isso uma sequência de manobras que transformaram a Assembleia Legislativa em uma verdadeira “casa de armadilhas e arapucas”, como é o caso da PEC 69, que ao invés de resolver o problema grave criado para os professores da Lei 100, apenas o empurra pra frente. Ou ainda o projeto de reajuste linear dos servidores estaduais retroativo a outubro, que coloca nas mãos do próximo governo uma responsabilidade que deixou de ser cumprida pelos próprios tucanos. O “orçamento impositivo”, que ainda segue em debate no Congresso Nacional, aqui em Minas Gerais tramita às pressas pelas mãos dos tucanos, que tentam a todo custo ditar as despesas de Pimentel para o ano que vem.
De toda essa história, uma coisa é certa: serão necessárias muitas auditorias e CPI’s para desenterrar os esqueletos que os tucanos agora insistem em esconder.
Transcrito na íntegra! Original aqui!
Parece que RC esqueceu de falar da dívida para com o IPSEMG, acertada pelo governador Itamar Franco, para pagamento em 30 anos, pelo Estado de Minas Gerais. Dívida essa rasgada pelo ciclo que se encerra!
O Editor.
Rogério Corrêa [PT-MG]:
Herança maldita e transição de faz de conta Bagunçar a casa o máximo possível para o próximo inquilino
quinta-feira, 13 de novembro de 2014, 17:15 HS
Herança maldita e transição de faz de conta Bagunçar a casa o máximo possível para o próximo inquilino.
Parece ser essa a tática do PSDB na transição para o governo estadual petista em Minas Gerais. Passando por cima dos interesses do povo mineiro e apostando somente na disputa partidária vazia, os tucanos aproveitam seus últimos suspiros no Governo de Minas para aumentar a dívida, envenenar o orçamento do próximo ano e criar armadilhas para a próxima gestão.
Talvez o maior presente de grego deixado pelos governos de Aécio, Anastasia e Alberto, a dívida pública mineira consolidada já chega a 90 bilhões de Reais, comprometendo o orçamento de 2015 em 6 bilhões. Os últimos empréstimos realizados pelo governo tem sido utilizados para cobrir o déficit orçamentário anual, avaliado em 8,5 bilhões de Reais. Uma manobra irresponsável do ponto de vista econômico e que garante o efeito bola de neve para a dívida mineira por mais algum tempo.
Aliada a um crescimento pífio do PIB, dependente da extração de minério, a fórmula do Choque de Gestão não construiu alternativas econômicas para Minas Gerais, o que resultou em um estado falido, quebrado e com pequena arrecadação.
Também fazem parte da herança maldita do PSDB em Minas os 8 bilhões de Reais desviados da Saúde e os 8 bilhões de Reais desviados da Educação, que não tiveram seus mínimos constitucionais respeitados nos últimos 12 anos. Assim como a carreira congelada dos servidores públicos estaduais e o pagamento dos servidores da Educação abaixo do Piso Salarial Nacional. A extinção do Funpemg (Fundo de Previdência do Estado de Minas Gerais) como forma de apropriação dos recursos do fundo para cobrir os déficits do caixa mineiro selou a depredação social promovida pela trinca de Ás dos tucanos mineiros.
De forma irresponsável, a transição em Minas Gerais ocorre como um jogo de cena, no qual se arrolam documentos que já são públicos, listas infindáveis de nomes, mas nada que apresente um quadro real do estado.
Soma-se a isso uma sequência de manobras que transformaram a Assembleia Legislativa em uma verdadeira “casa de armadilhas e arapucas”, como é o caso da PEC 69, que ao invés de resolver o problema grave criado para os professores da Lei 100, apenas o empurra pra frente. Ou ainda o projeto de reajuste linear dos servidores estaduais retroativo a outubro, que coloca nas mãos do próximo governo uma responsabilidade que deixou de ser cumprida pelos próprios tucanos. O “orçamento impositivo”, que ainda segue em debate no Congresso Nacional, aqui em Minas Gerais tramita às pressas pelas mãos dos tucanos, que tentam a todo custo ditar as despesas de Pimentel para o ano que vem.
De toda essa história, uma coisa é certa: serão necessárias muitas auditorias e CPI’s para desenterrar os esqueletos que os tucanos agora insistem em esconder.
Transcrito na íntegra! Original aqui!
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domingo, 19 de agosto de 2012
Tribuna de Minas: PMs denunciam maquiagem de BOs
19 de Agosto de 2012 - 07:00
PMs denunciam maquiagem de BOs
Homicídios são registrados como encontros de cadáveres e roubos viram extorsões. Pressão seria feita aos praças pelo comando, que nega ordem
Por Guilherme Arêas
Policiais militares de Juiz de Fora relatam sofrer pressão por parte de superiores para mascarar a natureza das ocorrências, de forma a reduzir as estatísticas de crimes violentos. A maquiagem dos Registros de Eventos de Defesa Social (Reds, o antigo BO) vem sendo denunciada pela Tribuna há dois anos. Agora, pela primeira vez, militares se dispuseram a revelar o esquema: "Há uma pressão psicológica muito grande para que as naturezas sejam mudadas. O policial sabe que a ela não corresponde àquele crime, mas se vê obrigado a registrar da forma errada, sob pena de sofrer represálias", denuncia um PM lotado no 2º Batalhão, responsável pelo Centro e regiões Leste, Sudeste e Nordeste. Outro militar, este do 27º Batalhão, responsável pela zonas Sul, Norte e Cidade Alta, detalha o procedimento: "Você está de serviço, na viatura ou no posto policial, e se depara com uma vítima que relata ter sido roubada. Ela diz que o cidadão apontou a arma e exigiu o dinheiro. Roubo, certo? Não. Você passa a situação, via rádio, para a CPU (Coordenação de Policiamento da Unidade) ou para o oficial, e este determina que você registre como extorsão."
Esta situação do roubo à mão armada registrado como extorsão é mais comum porque este crime não integra o Índice de Criminalidade Violenta (ICV), elaborado pelo Estado e apresentado à sociedade como forma de medir a violência. Pelo mesmo motivo, também há casos de tentativa de homicídio sendo tratados como lesão corporal e homicídio consumado sob a alcunha de encontro de cadáver. As pressões pela maquiagem de BO teriam quatro origens: as companhias, os batalhões, o Centro de Operações da PM (Copom) e a CPU. "São várias as forças que tentam encobrir os registros", reforça o policial do 2º Batalhão.
Além de refletir na queda do ICV, o mascaramento dos BOs teria como objetivo o recebimento do prêmio por produtividade, oferecido pelo Governo do estado aos funcionários públicos que atingem as metas estabelecidas pela política de Acordo de Resultados. "Esse valor geralmente é pago em outubro e representa cerca de 80% do salário do militar. Para a PM, o que gera o prêmio é a redução do ICV e o aumento de apreensões de armas de fogo e de operações", diz um dos PMs.
Revoltados, os militares, que já lidam com a falta de estrutura e baixos salários pagos às patentes inferiores, enxergam, no mascaramento dos Reds, mais um desestímulo à atividade policial. "Muitos estão indignados pela forma como isso tem acontecido. Afinal, quem assina o BO, ou seja, o responsável pela ocorrência, é o PM que está na rua e não quem determinou que a maquiagem seja feita."
PM nega orientação
Em nota, a assessoria de comunicação da 4ª Região da PM (RPM) afirma desconhecer e abominar qualquer orientação para mascarar ocorrências, e garante: "o preenchimento do Reds é de total responsabilidade do militar empenhado e, cabe a ele, mediante sua análise do fato em concreto, estabelecer a natureza da ocorrência atendida, devendo se valer da Diretriz Auxiliar de Operações, documento doutrinário da corporação, que orienta a devida codificação de acordo com o enunciado do diploma legal correspondente". Continue lendo, veja ainda as cópias do BOs.
PMs denunciam maquiagem de BOs
Homicídios são registrados como encontros de cadáveres e roubos viram extorsões. Pressão seria feita aos praças pelo comando, que nega ordem
Por Guilherme Arêas
Policiais militares de Juiz de Fora relatam sofrer pressão por parte de superiores para mascarar a natureza das ocorrências, de forma a reduzir as estatísticas de crimes violentos. A maquiagem dos Registros de Eventos de Defesa Social (Reds, o antigo BO) vem sendo denunciada pela Tribuna há dois anos. Agora, pela primeira vez, militares se dispuseram a revelar o esquema: "Há uma pressão psicológica muito grande para que as naturezas sejam mudadas. O policial sabe que a ela não corresponde àquele crime, mas se vê obrigado a registrar da forma errada, sob pena de sofrer represálias", denuncia um PM lotado no 2º Batalhão, responsável pelo Centro e regiões Leste, Sudeste e Nordeste. Outro militar, este do 27º Batalhão, responsável pela zonas Sul, Norte e Cidade Alta, detalha o procedimento: "Você está de serviço, na viatura ou no posto policial, e se depara com uma vítima que relata ter sido roubada. Ela diz que o cidadão apontou a arma e exigiu o dinheiro. Roubo, certo? Não. Você passa a situação, via rádio, para a CPU (Coordenação de Policiamento da Unidade) ou para o oficial, e este determina que você registre como extorsão."
Esta situação do roubo à mão armada registrado como extorsão é mais comum porque este crime não integra o Índice de Criminalidade Violenta (ICV), elaborado pelo Estado e apresentado à sociedade como forma de medir a violência. Pelo mesmo motivo, também há casos de tentativa de homicídio sendo tratados como lesão corporal e homicídio consumado sob a alcunha de encontro de cadáver. As pressões pela maquiagem de BO teriam quatro origens: as companhias, os batalhões, o Centro de Operações da PM (Copom) e a CPU. "São várias as forças que tentam encobrir os registros", reforça o policial do 2º Batalhão.
Além de refletir na queda do ICV, o mascaramento dos BOs teria como objetivo o recebimento do prêmio por produtividade, oferecido pelo Governo do estado aos funcionários públicos que atingem as metas estabelecidas pela política de Acordo de Resultados. "Esse valor geralmente é pago em outubro e representa cerca de 80% do salário do militar. Para a PM, o que gera o prêmio é a redução do ICV e o aumento de apreensões de armas de fogo e de operações", diz um dos PMs.
Revoltados, os militares, que já lidam com a falta de estrutura e baixos salários pagos às patentes inferiores, enxergam, no mascaramento dos Reds, mais um desestímulo à atividade policial. "Muitos estão indignados pela forma como isso tem acontecido. Afinal, quem assina o BO, ou seja, o responsável pela ocorrência, é o PM que está na rua e não quem determinou que a maquiagem seja feita."
PM nega orientação
Em nota, a assessoria de comunicação da 4ª Região da PM (RPM) afirma desconhecer e abominar qualquer orientação para mascarar ocorrências, e garante: "o preenchimento do Reds é de total responsabilidade do militar empenhado e, cabe a ele, mediante sua análise do fato em concreto, estabelecer a natureza da ocorrência atendida, devendo se valer da Diretriz Auxiliar de Operações, documento doutrinário da corporação, que orienta a devida codificação de acordo com o enunciado do diploma legal correspondente". Continue lendo, veja ainda as cópias do BOs.
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sexta-feira, 17 de agosto de 2012
Vi o mundo[Azenha]: Rogério Correia: PSDB de Minas Gerais usou a polícia e a mídia para tentar cassar meu mandato
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Rogério Correia: PSDB de Minas Gerais usou a polícia e a mídia para tentar cassar meu mandato
por Luiz Carlos Azenha
O líder do PT na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, Rogério Correia, enfrentou um ano conturbado.
Em dezembro de 2011 a revista Veja publicou uma denúncia, A Trama dos Falsários, de Gustavo Ribeiro e Rodrigo Rangel, sugerindo que o deputado petista era um dos mentores da falsificação, pelo lobista Nilton Monteiro, da chamada Lista de Furnas, um documento que traz o nome de supostos beneficiários de esquema de caixa dois tucano nas eleições de 2002.
A reportagem de Veja foi rebatida na blogosfera, à época, com o argumento de que o texto mais parecia uma novela, recheado de adjetivos e ilações. Obviamente, a resposta não teve a mesma repercussão, mas apontou ao menos uma importante omissão da revista:
A “Veja” omitiu que existe sentença judicial, proferida pela juíza Maria Luiza Marilac Alvarenga de Araújo, inocentando Nilton Monteiro (processo 024.06.029.163-0, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, 11/2009), em processo no qual é acusado por José Carlos Aleluia (ex-deputado do PFL) de falsificação da tal lista. Dentre outros motivos, a absolvição se deu pela existência de um “Laudo de Exame Documentoscópico (Mecanográfico e Grafotécnico)” do Instituto Nacional de Criminalística, do Departamento de Polícia Federal, do Ministério da Justiça, de nº 1097/2006, assinado pelos peritos Marcus de Jesus de Morais e Narumi Pereira Lima, apontando: que a versão original da “lista” não apresentava indícios de montagem; que a assinatura convergia para a de Dimas Toledo; que a empunhadura da caneta indicava forte convergência entre a assinatura e as rubricas postas nas diversas páginas; que a impressão das suas cinco páginas apontavam que foram confeccionadas pela mesma impressora; que a tinta da caneta, usada para a assinatura e para as rubricas indicavam fortes semelhanças etc.
Na semana seguinte, Veja voltou ao assunto, dizendo que a Lista teria sido forjada para aliviar a situação do ex-presidente Lula durante a crise do mensalão.
Em seguida, o jornal O Estado de Minas publicou reportagens, dentre as quais O esquema do fraudador, sugerindo que Nilton Monteiro teria cobrado dívida “por supostos serviços prestados” a Rogério Correia. Em editorial, o jornal pediu a cassação do petista.
Foi a deixa para que o PSDB formalizasse o pedido à Assembleia Legislativa, onde o grupo governista ligado ao senador Aécio Neves tem ampla maioria.
Na mesma época, a direção do PSDB pagou R$ 200 mil reais a um perito estadunidense, que concluiu que a lista era uma fraude grosseira – segundo Rogério Correia, a perícia no Exterior foi feita em uma cópia xerox.
“Isso [a cassação] só não se efetivou porque a tramoia foi desmascarada. O documento periciado pela Polícia Federal mostrava veracidade [da lista]. O Tribunal de Justiça [de Minas Gerais] já tinha julgado aqui também uma ação contra o Nilton Monteiro por falsificação da lista e tinha dado razão à veracidade da lista. E também pela reação aqui do PT, do PCdoB, do PMDB e do movimento social”, afirma hoje o petista.
Em retrospectiva, ele identifica como teria se dado a armação política:
1. Um delegado do Departamento de Operações Especiais (DEOESP) — que Correia identifica como “braço político” da polícia de Minas Gerais — teria obtido degravações de interceptações telefônicas do lobista Nilton Monteiro. As gravações, feitas com autorização da Justiça, constavam do inquérito que apurou o esquema de financiamento de campanhas cujo resumo consta da Lista de Furnas.
2. Estas degravações teriam sido tiradas de contexto nas reportagens da revista Veja, para se encaixarem na suposta trama petista, que teria Rogério Correia como um dos mentores da falsificação.
3. A repercussão na mídia mineira, especialmente em O Estado de Minas, criou o clima na opinião pública local para justificar o pedido de cassação.
O timing da movimentação dos tucanos leva o deputado a especular, hoje, que o objetivo deles era pressionar a procuradora da República Andrea Bayão Ferreira, que se preparava para fazer a denúncia relativa à Lista de Furnas no Rio de Janeiro — denúncia enfim apresentada no início deste ano, como revelou o repórter Amaury Ribeiro Jr., no jornal mineiro Hoje em Dia.
Desde as denúncias da Veja em dezembro de 2011, no entanto, a situação do deputado Rogério Correia experimentou uma reviravolta.
A demolição da quadrilha do bicheiro Carlinhos Cachoeira, em Goiás e no Distrito Federal, revelou os “métodos investigativos” da revista Veja.
A denúncia do Ministério Público Federal sobre a Lista de Furnas trouxe duas informações especialmente relevantes:
1) A perícia oficial — segundo Rogério Correia, a única feita no original da Lista de Furnas — diz que não há montagens no documento e confirma a assinatura de Dimas Fabiano Toledo, o ex-diretor de Engenharia de Furnas acusado de ser o organizador do sistema de arrecadação de recursos junto a fornecedores da empresa;
2) Contrariando o que foi divulgado pela revista Veja, o conjunto de interceptações telefônicas, na apreciação do MPF, reforça a tese de que o lobista Nilton Monteiro acreditava na autenticidade da lista. Segundo o deputado, não há nada ali que corrobore as acusações feitas contra ele pela revista. Segundo Amaury Ribeiro Jr., a procuradora escreveu que “durante a intercepção das linhas telefônicas usadas por Nilton Monteiro, nada foi captado que indicasse a falsidade da lista, ao revés, em suas conversas telefônicas, inclusive com sua esposa, sustenta que a lista é autêntica”. Continue lendo, áudios e documentos incluídos.
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sexta-feira, 10 de agosto de 2012
Novojornal: PSDB transforma Vara de Inquéritos Policiais de BH em DOI-CODI
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PSDB transforma Vara de Inquéritos Policiais de BH em DOI-CODI
A “justiça Tucana” e “Gangue dos Castros” transformaram a Vara de Inquéritos Policiais de BH em “Tribunal de Exceção” contra opositores
“Está demorando para que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) faça uma inspeção na Vara de Inquéritos de Belo Horizonte”, afirma um dos maiores advogados criminalista de Minas Gerais. Concluindo, “Assim como ocorria no DOI-CODI, local temido na época do período militar, onde opositores ao regime eram perseguidos através de investigações dirigidas por promotores, policiais, peritos e até mesmo médicos legistas para atestar o que interessava ao governo ditatorial”.
“Na época, a tortura e a prisão ilegal eram utilizadas, o que lamentavelmente vem ocorrendo em Minas Gerais mesmo após a redemocratização, através da Vara de Inquéritos Policiais do TJMG”.
O que deveria servir para que o poder judiciário participasse mediando e colocando freio as práticas incompatíveis com o Estado Democrático de Direito, transformou-se em departamento repressivo a serviço dos governantes, legitimando, através de um juiz e de integrantes do Ministério Público, procedimentos realizados sem qualquer obediência ao devido processo legal, onde documentos e processos somem, provas são forjadas, liminares são concedidas apenas para atender “interesses”.
Presidida pela juíza Rosemere das Graças do Couto, acompanhada dos promotores Adriano Botelho Estrela, Elaine de Oliveira Godoi, Jaqueline Ferreira Moisés, Rita de Cássia Rolla Mendes, Mário Drumond da Rocha e Roney Oliveira, do delegado Márcio Nabak e uma dezena de peritos, todos acusados de praticar diversas irregularidades e desvio de conduta, a Vara de Inquéritos Policial da Capital continua suas atividades sem prestar contas a ninguém. “Ela não obedece a hierarquia do tribunal, tão pouco deve explicação a Corregedoria e sim aos integrantes do esquema que a domina”, conclui o criminalista. Origem.
Atualização às 19:01
Novojornal: Até Padre integra esquema de venda de sentença montado no TJMG
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“Na época, a tortura e a prisão ilegal eram utilizadas, o que lamentavelmente vem ocorrendo em Minas Gerais mesmo após a redemocratização, através da Vara de Inquéritos Policiais do TJMG”.
O que deveria servir para que o poder judiciário participasse mediando e colocando freio as práticas incompatíveis com o Estado Democrático de Direito, transformou-se em departamento repressivo a serviço dos governantes, legitimando, através de um juiz e de integrantes do Ministério Público, procedimentos realizados sem qualquer obediência ao devido processo legal, onde documentos e processos somem, provas são forjadas, liminares são concedidas apenas para atender “interesses”.
Presidida pela juíza Rosemere das Graças do Couto, acompanhada dos promotores Adriano Botelho Estrela, Elaine de Oliveira Godoi, Jaqueline Ferreira Moisés, Rita de Cássia Rolla Mendes, Mário Drumond da Rocha e Roney Oliveira, do delegado Márcio Nabak e uma dezena de peritos, todos acusados de praticar diversas irregularidades e desvio de conduta, a Vara de Inquéritos Policial da Capital continua suas atividades sem prestar contas a ninguém. “Ela não obedece a hierarquia do tribunal, tão pouco deve explicação a Corregedoria e sim aos integrantes do esquema que a domina”, conclui o criminalista. Origem.
Atualização às 19:01
Novojornal: Até Padre integra esquema de venda de sentença montado no TJMG
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quarta-feira, 8 de agosto de 2012
Novojornal: Corregedoria: São autênticos relatórios sobre "Gangue dos Castros"
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Corregedoria: São autênticos relatórios sobre "Gangue dos Castros"
Inquérito atesta autenticidade de relatórios que descrevem esquema criminoso montado na Polícia Civil, Ministério Público e Judiciário mineiro pelo PSDB
Inquérito atesta autenticidade de relatórios que descrevem esquema criminoso montado na Polícia Civil, Ministério Público e Judiciário mineiro pelo PSDB
Enquanto a Corregedoria do Ministério Público e do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, assim como sua Corte Superior e a OAB-MG permanecem inerte diante do comprovado esquema criminoso em pleno funcionamento nas instituições e em seus quadros, a Corregedoria da Polícia Civil dá início a expurgo de integrantes do esquema criminoso.
O esquema denunciado nos relatórios através de depoimentos prestados pelo advogado Joaquim Engler na Polícia Civil e nas diversas degravações já estão em pose do Governo de Minas, através da Secretaria de Defesa Social, da Polícia Federal, do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que receberam cópia do inquérito.
Nomes constantes dos dois depoimentos, mais degravações que fundamentaram a decisão da Corregedoria de Polícia Civil do Estado de Minas Gerais em ordem e outras circunstâncias.
Senadores: Clésio Andrade e José Sarney.
Ministro do Superior Tribunal de Justiça: Doutor Paulo Medina.
Deputado Federal: Eduardo Brandão de Azeredo.
Secretário de Governo do Estado de Minas Gerais: Danilo de Castro.
Ex-governador do Estado de Minas Gerais: Newton Cardoso.
Ex-Ministro do Turismo: Walfrido dos Mares Guia.
Ex-deputado federal e ex-presidente do PSDB de Minas Gerais: Vittorio Medioli.
Desembargadores (as): Elias Camilo, Heloisa Combat, José do Carmo Veiga de Oliveira, Marcos Lincom, Marcelo Rodrigues, Mota e Silva, Renato Martins, Selma Marques, Tarcísio Martins Costa e Wanderley Paiva.
Ex-Procurador Geral de Justiça do Estado de Minas Gerais: Jarbas Soares Júnior.
Presidente da Companhia Energética de Minas Gerais – Cemig: Djalma Moraes
Promotores de Justiça: Adriano Botelho Estrela, Elaine de Oliveira Godoi, Jaqueline Ferreira Moisés, Rita de Cássia Rolla Mendes, Mário Drumond da Rocha e Roney Oliveira
Juízes(as) de Direito: Luzia Divina, Sebastião Mattos Mozine e Marcos Henrique Caldeira Brant, Rosimeire das Graças Couto, Ricardo Torres de Oliveira, Tiago Pinto, Wauner Batista Ferreira Machado.
Serventuário do TJMG: Luiz Carlos Eloy.
Delegados (as)) de Polícia: Ada do Carmo Martins, Gilberto Nascimento, Márcio Nabak, Ricardo Luiz Ferreira
Advogados: Antônio Velloso Neto, Arésio Antonio Almeida Damaso e Silva, Ary Oswaldo Campos Pires, Bruno Giusto, Castelar Modesto Filho (ex-procurador do Estado de Minas Gerais), Décio Freire, ElcivalMoreira, Francisco Américo França, Felipe Amodeo, Inácio Francisco Muniz, Joaquim Engler Filho, José Arthur de Carvalho, Lívia Novak, Marcos Moura, Mariela Gracia Amodeo, Mário Genival Tourinho, Milton José da Costa, Milton Simões Baeta da Costa, Obregon Gonçalves, Raimundo Cândido Júnior, Ricardo Drumond da Rocha, Roberto da Cunha Vieira Filho, Ronald Quintão Jones, Rogério Marcoline de Souza, Sidney Safe e Wander Tanure.
Peritos e peritas: Alessandro Ricart Ramos, Andréa Cássia Vieira de Souza, Áurea Helena Lima, Cleber Fernandes, Daniela Venâncio Mendes, Eduardo Vaz de Mello, Eliane Agnetti, Flávia Cunha Moretzohn Quintão, Glaucia Vidal, Glaura Malheiros Trindade, Liliam Ramires. Luciana Nabak,Márcia Regina da Rocha, Marco Antônio Fonseca Paiva, Maurício Brandão Ellis, Mauro Ricart Ramos.
Empresários: André Vom Rodrigues, Aquiles Gonçalves Freire, Antônio Pontes Fonseca, Cleber Marques Paiva, Evandro Torquete, Fernando Sarney, Francisco Américo França, Itamar Antônio da Silva, José Tadeu de Moraes, Luciano Duarte Penido, Milton José Simões Baeta da Costa, Ricardo Drumond da Rocha.
Nomes ligados a empresas estatais: Rodrigo Campos Botelho (diretor da Cemig); José Antônio Talavera e Diretor Financeiro da Alston (o nome não é mencionado) e Oswaldo Borges (no BDMG e MGS).
Ex-Secretário de Estado da Administração: Cláudio Roberto Mourão da Silveira, Guilherme da Silveira Mourão (filho de Cláudio Mourão).
Ex-Secretário de Estado da Defesa Social: Maurício Campos
Ex-presidente de Furnas Centrais Elétricas S/A: Dimas Fabiano Toledo.
Ex-presidente da Companhia Energética de Minas Gerais – Cemig: Carlos Eloy.
Funcionários da SAMARCO: Aquiles Gonçalves Coelho, Itamar Antônio da Silva. José Luciano Duarte Penido (ex-presidente da empresa) José Tadeu de Moraes, Paulo José Barros Rabelo.
Padre: Wagner Portugal
Instituto Del Picchia: Celso Mauro Ribeiro Del Picchia e José Del Picchia Filho.
Jornais e Revistas: O Estado de Minas, O Tempo e revista VEJA.
Sociedade do investigado: Paulo César de Farias e o ex-empresário de deputado federal Sérgio Naya.
Os irmãos Perrela.
Outros nomes citados de participantes do caso, porém sem especificação de funções: Cleiton Melo de Almeida, Regina Cortez, Roberto da Cunha Vieira Filho e Rodolfo Guerra.
Consultada, a Secretaria de Defesa Social informou que encaminharia a demanda para a assessoria de comunicação da Polícia Civil para atendimento.
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quarta-feira, 18 de julho de 2012
Novojornal: Alexandria: Golpe contra soberania e autonomia do Vale do Aço
Governo de Minas cria e entrega a Alexandre Silveira lei retirando autonomia e soberania municipal para viabilizar empreendimento bilionário
Agora aparece o verdadeiro motivo da “fidelidade e luta” de Alexandre Silveira (PSD) ao projeto político do PSDB. A origem de tudo está na permissividade e audácia do governo paralelo instalado pela “Gangue dos Castros” em Minas Gerais, que parece não ter limites. Após corroer as estruturas das instituições estatais, apoderando dos principais cargos e figuras dos Poderes, transformando-os em peças no tabuleiro do jogo econômico e político, chegando mesmo a atender com este esquema grupos criminosos.
Alexandre da Silveira, através da Secretaria de Estado Extraordinária de Gestão Metropolitana (SEGEM), vem afrontando abertamente a autonomia e soberania municipal assegurada pela Constituição Federal para viabilizar projeto privado bilionário. Segundo pessoas que acompanham o dia a dia na secretaria afirmam que Silveira não estaria defendendo a aliança com o PSB por questões ideológicas e partidárias e sim o seu cargo diante da ameaça de sua exoneração.
Estaria principalmente a serviço de Danilo de Castro, assim como, Clesio Andrade e Newton Cardoso ao impedir que o deputado Sávio Souza Cruz fosse o candidato do PMDB a vice na chapa de Patrus Ananias concorrendo à prefeitura de Belo Horizonte. Alexandre, segundo informa fontes das empresas participantes do empreendimento, teria uma cláusula de sucesso de 10% sobre o empreendimento, “Alexandria”, que lhe rendera no mínimo R$ 2 bilhões.
Numa Assembléia Legislativa, onde quase a totalidade de seus membros encontra-se submissa ou participa da “Gangue dos Castros”, vigora a defesa de interesses poucos “Republicanos”. Lavam as mãos como Pilatos, aprovando Leis que delegam as funções legislativas ao executivo, o que em outras épocas ocorria apenas em regimes totalitários. Diante deste quadro, o governo vem aprovando Leis que são verdadeira afronta a princípios constitucionais. Leis que retiram direitos e prerrogativas dos municípios, que refém da situação não tem a quem recorrer, pois seus representantes no legislativo abandonaram sua defesa em troca de cargos e outros benefícios para seu grupo. Continue lendo.
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terça-feira, 22 de maio de 2012
REFAZENDA2010-blog: Notícias da Hora 12:26 terça 22/05/2012
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| Clésio e Valério: criador e criatura - CAf do PHA |
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quarta-feira, 2 de maio de 2012
REFAZENDA2010-blog: Notícias da Hora 11:16 quarta 02/05/2012
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segunda-feira, 23 de abril de 2012
Redação do Refazenda2010-blog: A Dívida de Minas, com Agência Brasil mais Boletim Eletrônico do Dep. Adelmo Carneiro Leão PT-MG
A renegociação da dívida pública do Estado de Minas para com o Governo Federal foi um desastre e causa danos até hoje. Um governador do psdb submeteu-se aos desmandos de um presidente do psdb e impôs a Minas condições duríssimas no tocante a taxa de juros. Isto em 1998.
Ontem nos deparamos com duas matéria sobre o tema. Por um lado, a Agência Brasil afirma na matéria linkada abaixo, que: "As negociações para a troca do indexador da dívida dos estados e municípios ocorrem em um momento em que os índices de 2012 apontam para a queda do endividamento, beneficiando as finanças estaduais. ...".
De outro lado, o Boletim Eletrônico do deputado estadual do PT-MG, Adelmo Carneiro Leão corrobora com o nosso ponto de vista e cobra mais informações do governo estadual sobre a formação e composição da dívida, dentre elas, a dívida da CEMIG.
Com a palavra os especialistas e principalmente os militantes que lutam pela redução da mesma!
Agência Brasil[22/04/2012 -13h04]: Endividamento dos estados cai em 2012 e troca de índices não é vantajosa
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sexta-feira, 23 de março de 2012
Hoje em Dia: Dívida de Minas com a União foi a que mais cresceu no país
Primeiro foi o péssimo acordo que o coleguinha, de partido, do censor, digo, senador eduardo azeredo recebeu do BHC, quer dizer, fhc. O tempo passa... Agora é o maravilhoso choque de gestão da dupla dinâmica que foi ungida ao poder! Bem, esse choque é verdadeiro e funciona, já eletrocutou milhares de servidores!
Dívida de Minas com a União foi a que mais cresceu no país
Débito do Estado subiu 356,30% nos últimos 11 anos e fechou 2011 em R$ 62,1 bilhões, conforme dados divulgados pela Casa
Ricardo Corrêa - Do Hoje em Dia - 22/03/2012 - 20:23
Débito do Estado subiu 356,30% nos últimos 11 anos e fechou 2011 em R$ 62,1 bilhões, conforme dados divulgados pela Casa
Ricardo Corrêa - Do Hoje em Dia - 22/03/2012 - 20:23
| Hoje em Dia - Editoria de Arte |
O tamanho e as dificuldades que os Estados enfrentam para pagar suas dívidas com a União são assuntos recorrentes em Brasília. É para tratar do tema que governadores das 27 unidades federativas e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, vão se reunir em uma audiência pública na Câmara dos Deputados no dia 19 de abril. Para Minas Gerais, a discussão tem especial interesse. De todos os estados do país, nenhum viu sua dívida crescer tanto entre os anos de 2000 e 2011.
De acordo com dados divulgados pela Casa, com base em números da Secretaria do Tesouro Nacional, a dívida consolidada líquida do Estado com a União passou de R$ 13,6 bilhões, em 2000, para R$ 62,1 bilhões, em 2011. O crescimento registrado no período foi, portanto, de 356,30%. A média de todos os entes federativos estaduais foi de 110,51%. No total, os estados e o Distrito Federal deviam, ao final do ano passado, R$ 388,4 bilhões à União. Em 2000, o valor era de R$ 184,5 bilhões.
Com o crescimento experimentado ao longo dos últimos 11 anos, a dívida de Minas Gerais ultrapassou o débito do Rio de Janeiro e passou a ser a segunda maior do país. O governo fluminense viu sua dívida subir 119,35% no período, passando de R$ 23,8 bilhões para R$ 52,3 bilhões. O Estado com mais débitos com a União ainda é São Paulo, que registrou aumento de 143,13% da dívida, passando de R$ 62,3 bilhões para R$ 151,5 bilhões.
Procurado, o governo de Minas encaminhou a solicitação da reportagem para a Secretaria de Estado de Fazenda. A pasta, por sua vez, alegou que, por se tratar de um tema técnico, de alta complexidade, demandaria análise mais aprofundada, não enviando resposta até o fechamento desta edição. Continue lendo.
De acordo com dados divulgados pela Casa, com base em números da Secretaria do Tesouro Nacional, a dívida consolidada líquida do Estado com a União passou de R$ 13,6 bilhões, em 2000, para R$ 62,1 bilhões, em 2011. O crescimento registrado no período foi, portanto, de 356,30%. A média de todos os entes federativos estaduais foi de 110,51%. No total, os estados e o Distrito Federal deviam, ao final do ano passado, R$ 388,4 bilhões à União. Em 2000, o valor era de R$ 184,5 bilhões.
Com o crescimento experimentado ao longo dos últimos 11 anos, a dívida de Minas Gerais ultrapassou o débito do Rio de Janeiro e passou a ser a segunda maior do país. O governo fluminense viu sua dívida subir 119,35% no período, passando de R$ 23,8 bilhões para R$ 52,3 bilhões. O Estado com mais débitos com a União ainda é São Paulo, que registrou aumento de 143,13% da dívida, passando de R$ 62,3 bilhões para R$ 151,5 bilhões.
Procurado, o governo de Minas encaminhou a solicitação da reportagem para a Secretaria de Estado de Fazenda. A pasta, por sua vez, alegou que, por se tratar de um tema técnico, de alta complexidade, demandaria análise mais aprofundada, não enviando resposta até o fechamento desta edição. Continue lendo.
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quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Hoje em Dia: "Insegurança Pública", da Editoria de Arte
A matéria reflete os problemas dos atores, se quiser ler, saiba tudo em: Andrada nega saída da pasta da defesa . Mas a arte ficou, em seu título, muito boa, já os gráficos, lá no jornal, mostram números nada bons!
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