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sábado, 17 de outubro de 2020

Matérias Especiais e Artigos Selecionados 59

Matérias Especiais e Artigos Selecionados 59

17/10/2020 - Observatório da Imprensa: Jair Bolsonaro, o racismo estrutural brasileiro e o silêncio da imprensa

 


[Especial - Vários Artigos]
["Desde quando o presidente Jair Bolsonaro começou a fazer propaganda de supostas “curas” para a Covid-19, prefeituras Brasil afora passaram a adotar os medicamentos ineficazes como parte de suas políticas públicas de combate à pandemia. Nesta série, contamos a história de dez cidades onde isso ocorreu: Natal (RN), Macapá (AP), Palmeiras de Goiás (GO), Paranaguá (PR), Joinville (SC), Vilhena (RO), Cáceres (MT), Porto Feliz (SP), São Sebastião (SP) e Mirandópolis (SP)."]
15/10/2020 - A Publica: Era uma vez no país da cloroquina

 

["Cegueira estratégica das Forças Armadas leva-as a buscar, outra vez, submissão interesseira a Washington. Não veem que nada levarão: mudaram os tempos, a atitude e a própria força dos EUA. Só se manteve a subserviência brasileira"]
14/10/2020 - Outras Palavras: O contrato de vassalagem dos militares

 

["A nova intervenção externa do Brasil ao lado dos EUA, contra a Venezuela, apenas repete e prolonga uma decisão de longo prazo dos militares brasileiros pela transformação do Brasil num “Estado vassalo” do império militar norte-americano"]
01/10/2020 -
Nassif: A lenta construção de um ‘Estado Vassalo’ e o papel dos militares brasileiros, por José Luís Fiori

 

sábado, 10 de outubro de 2020

Matérias Especiais e Artigos Selecionados 52

Matérias Especiais e Artigos Selecionados 52

["Quem tem poder para escrever uma declaração universal de direitos? Quem sabe mobilizar milhares de pessoas e parar a economia? Quem resiste firmemente ao racismo e à violência por séculos? Não são indivíduos isolados, mas principalmente os grupos, coletivos e movimentos; são organizações da sociedade civil."]
10/10/2020 - Le Monde Diplomatique Brasil: Quem tem medo da sociedade civil?

["Yanis Varoufakis provoca: crise abre espaço para projeto pós-capitalista. Mas esquerda precisa assumir o combate ao sistema, que os fascistas fingem fazer. Há um leque de alternativas para tanto, desde que se retome a imaginação política"]
10/10/2020 - Outras Palavras: Plano de ação para a Internacional Progressista

10/10/2020 - Observatório da Imprensa: O País dos machos, dos capitães e da guerra 

quinta-feira, 24 de setembro de 2020

Observatório da Imprensa - Somos um exemplo para o mundo

Somos um exemplo para o mundo

Norma Couri

O presidente Bolsonaro declarou que o Brasil é um exemplo para o mundo.

As queimadas consumiram 20% do Pantanal desidratando a fauna composta de 36 espécies em extinção e espalhando uma chuva negra pelo sudeste do país. A resposta do presidente foi “estamos vendo alguns focos de incêndio”.

O desmatamento alarmante da Amazônia provocou reação em cadeia da Dinamarca, França, Alemanha, Holanda, Reino Unido, Itália, Noruega e Bélgica que se recusam a consumir produtos brasileiros se não houver ações reais imediatas aos 140 mil focos de calor em todos os biomas. A resposta do governo foi o corte do orçamento do 2021 de 4% para o IBAMA e 12,8% do ICMBio, desmonte da Funai e INPE. “Não há comprovação científica”, disse o Ministro-chefe do gabinete de Segurança Institucional, General Heleno, sobre os índices do desmatamento e, desconfiado dos dados do INPE, o governo vai usar R$ 577 milhões da Lava-Jato para comprar um satélite “próprio” na Amazônia.


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segunda-feira, 24 de agosto de 2020

REFAZENDA2010 blog - Matérias Especiais e Artigos Selecionados 7

Matérias Especiais e Artigos Selecionados 7

24/08/2020- Outras Palavras: Por que Michelle recebeu R$ 89 mil de Fabrício Queiroz?

24/08/2020 - DW Brasil: O Brasil vive a banalização da morte? 

24/08/2020 - Vi o Mundo: A MÍDIA BRASILEIRA E O LABIRINTO AUTORITÁRIO

["...O nosso povo não derruba nenhuma ditadura, ao contrário, é até capaz de nos levar a uma ditadura evangélica neofascista. ..."]
24/08/2020 - Observatório da Imprensa: Somos ainda a mesma terra em Transe
 

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Observatório da Imprensa: ‘NOVO JORNAL' Verdades inconvenientes

Observatório da Imprensa: ‘NOVO JORNAL' Verdades inconvenientes

Por Ângela Carrato
 

Há pouco mais de um ano, no dia 20 de janeiro de 2014, o site de notícias NovoJornal era tirado do ar e seu proprietário, Marco Aurélio Carone, preso. Não era a primeira vez que o site enfrentava problemas com os poderosos em Minas Gerais. Quatro anos antes, 12 integrantes da Polícia Militar, fortemente armados, comandados pelo coronel Praxedes e liderados pela promotora Vanessa Fusco, tendo em mãos um mandado de busca e apreensão, “visitaram” sua redação.

Entraram, vasculharam tudo e levaram todo o equipamento. Coincidentemente, poucas horas depois o site era tirado do ar. Quem o acessasse encontrava apenas um letreiro avisando que a publicação havia sido retirada do ar por ordem da Divisão contra Crimes Cibernéticos da Polícia Civil de Minas Gerais e que ações daquele tipo eram “muito comuns nos Estados Unidos”.

Na redação, a polícia encontrou apenas o jornalista Geraldo Elísio, editorialista e um dos cinco profissionais que atuavam no site. Uma semana após aquele “empastelamento”, o NovoJornal voltava ao ar, postado de um provedor sediado exatamente nos Estados Unidos. Outra adequação providenciada por seu proprietário, além de comprar novos equipamentos, foi alojar o servidor em uma sala com paredes reforçadas.

Já naquela época, o NovoJornal era sucesso de público. Enquanto toda a mídia impressa em Belo Horizonte não atingia 80 mil exemplares/dia, os acessos ao NovoJornal ultrapassavam os 400 mil/dia e não paravam de crescer. Pouco antes de seu “empastelamento” final, a publicação atingia picos recordes impensáveis pela imprensa mineira, chegando a um milhão de acessos/dia. Nesta operação, o site do jornal perdeu o br e passou a usar o pontocom, que significa domínio internacional.

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quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Observatório da Imprensa: A agonia dos Diários e Emissoras Associados

Já vai tarde! Lamentamos pelos empregos.

Observatório da Imprensa: A agonia dos Diários e Emissoras Associados

Por Ângela Carrato

 A sede do jornal Estado de Minas está à venda, deixando explícita a gravíssima crise que a empresa enfrenta, envolvendo má gestão, perda de credibilidade e o consequente desaparecimento de leitores e anunciantes. A título de exemplo, o jornal, que é o mais antigo e tradicional da capital mineira, tem circulado com apenas dois cadernos, num total de 24 páginas, ao contrário de um ou dois anos atrás, quando, mesmo em dias de edição mais fraca, eram quatro ou cinco.

O objetivo da venda é tapar buracos no caixa da empresa, que tem demitido jornalistas e demais funcionários com idêntico objetivo. As instalações do Estado de Minas serão transferidas para o prédio onde funciona a TV Alterosa e a rádio Guarani, ambas do mesmo grupo, os Diários e Emissoras Associados. Nesta transferência, é possível antever novos cortes de pessoal e não está descartado nem mesmo o fim da publicação em papel, permanecendo apenas a versão digital.

Localizada em um dos pontos nobres da capital mineira, a sede da SA Estado de Minas vale em torno de 50 milhões de reais, mas as ofertas, até o momento, não ultrapassam 30 milhões de reais. A venda representará mais um capítulo, talvez dos últimos, na história do condomínio fundado pelo primeiro magnata da mídia brasileira, Assis Chateaubriand, que chegou a ter 36 jornais, 18 revistas, 36 rádios e 18 emissoras de televisão.

Do que antes foi o “império” de Chateaubriand restam agora, com alguma expressão, além dos veículos em Minas, apenas o Correio Braziliense, na Capital Federal, e dois jornais no Nordeste. Há pelo menos duas décadas que o jornal Estado de Minas é considerado o carro-chefe do grupo, situação que apenas enfatiza a gravidade do quadro.

Os jornais impressos estão enfrentando problemas em todo o mundo. Recentemente o Washington Post também colocou sua sede à venda. Diariamente se tem notícia de jornais nos Estados Unidos e na Europa que estão fechando as portas ou reduzindo drasticamente suas tiragens em consequência das novas tecnologias que, indiscutivelmente, tem tido forte impacto no modelo de negócios destas publicações. No entanto, seria um equívoco atribuir à derrocada dos Associados e, em especial do jornal Estado de Minas, apenas às novas tecnologias. Os problemas são mais antigos e profundos.

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quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Observatório da Imprensa [Luciano Martins Costa]: A deterioração da linguagem jornalística

Como definir uma imprensa quase que totalmente editorializada? ...

OSSOS DO OFÍCIO

Observatório da Imprensa [Luciano Martins Costa]: A deterioração da linguagem jornalística
 

Por Luciano Martins Costa em 24/12/2014 na edição 830
Comentário para o programa radiofônico do Observatório, 24/12/2014

A uma semana do encerramento deste que foi um dos anos mais intensos do jornalismo no Brasil, é preciso colocar em discussão uma questão que a imprensa evita o quanto pode: a linguagem jornalística dá conta de decifrar adequadamente a realidade?

Analisada contra o cenário deteriorado da mídia brasileira, a pergunta pode parecer impertinente e até mesmo cândida, uma vez que o campo da comunicação institucionalizada se deixou contaminar por outros vícios, que levaram ao fim da ilusão da objetividade e do pressuposto da honestidade intelectual como princípios fundadores da imprensa.

Há muitos outros aspectos a serem contemplados numa análise do que vem a ser o jornalismo nesse contexto, em que uma tecnologia de ruptura se impõe ao mesmo tempo em que a gestão dos principais veículos da mídia tradicional se concentra e verticaliza. Esse movimento do sistema da imprensa para dentro de si mesmo bloqueia a inovação e condiciona as iniciativas a uma doutrina que em tudo é contrária ao espírito de liberdade do jornalismo.

A doutrina conservadora que domina a imprensa no Brasil levanta um muro de contenção para a criatividade, desestimula os espíritos livres e encoraja a mediocridade com melhores oportunidades de carreira. O fato de que os nomes mais lustrosos da mídia nacional, aqueles que mais vezes conquistam o espaço nobre dos noticiários, são justamente os que cumprem com entusiasmo o trabalho sujo da manipulação, é causa de empobrecimento da cultura jornalística. Existem, mas são raros os profissionais que, descolando-se da orientação centralizadora, ganham distinção pelo trabalho independente e de qualidade.

Por que a gestão vertical e centralizada resulta num jornalismo mais pobre, burocrático e em linha direta com a opinião do comando das empresas de comunicação? Porque a atividade jornalística exige que, na origem, o material que vai compor o noticiário e o conjunto de opiniões seja colhido livremente, condicionado apenas pela ética – e seja trabalhado até a edição final sob o crivo das múltiplas possibilidades de interpretação.

Uma reportagem que vem definida desde a pauta não entusiasma o bom repórter e não cumpre sua função: apenas confirma os pressupostos que colocaram o tema na agenda.

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terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Observatório da Imprensa[Luciano Martins Costa]: Reescrevendo a História

Sempre a Velha e Podre mídia - VPm!

Observatório da Imprensa[Luciano Martins Costa]: Reescrevendo a História
 

Por Luciano Martins Costa em 15/12/2014 na edição 828

Os jornais de segunda-feira (15/12) tentam desqualificar o relatório da Comissão Nacional da Verdade, confundindo o quadro histórico sobre os crimes cometidos por agentes públicos com casos isolados de vítimas dos grupos armados que resistiram à ditadura. O criminalista José Paulo Cavalcanti, único integrante do comitê que não concordou com o relatório, se transforma em uma espécie de porta-voz do “outro lado”, aquele que é objeto da investigação.

O acirramento das posições políticas provocado pela disputa eleitoral e as contestações que se seguiram à divulgação do resultado das urnas criam o cenário propício à desinformação e a ambiguidades. Assim, questões que poderiam ser debatidas com transparência, permitindo à sociedade colocar uma lápide sobre as tumbas do período de exceção são reacendidas, dificultando o esclarecimento da questão central: nominar os agentes do Estado que cometeram tais crimes e, no limite de todas as possibilidades, revelar o destino dos desaparecidos, para que suas famílias possam finalmente encerrar o luto de décadas.

Esse talvez seja o divisor de valores entre aqueles que insistem em apurar os casos de prisões arbitrárias com torturas e mortes e os que, como o advogado Cavalcanti, misturam atos de indivíduos com políticas de Estado, ainda que subterrâneas.

Uns morreram porque financiavam a atividade repressiva, ou porque atuavam diretamente no conflito, e devem ser considerados protagonistas, e há as vítimas colaterais, que foram apanhadas no fogo cruzado ou eliminadas por agentes da repressão por haverem testemunhado execuções ilegais.

O debate, para ser correto, precisa considerar as circunstâncias de cada caso. Os familiares das vítimas de um lado tiveram direito aos funerais e ao luto. Os do outro lado foram impedidos de honrar seus mortos, e muitos ainda esperam pela confirmação do óbito – direito que lhes foi negado pelo Estado nacional sequestrado pelo poder militar.

Essa é a distinção que dá sentido à Comissão Nacional da Verdade e que coloca sob questionamento o efeito da anistia, imposta como condição para uma retirada honrosa das Forças Armadas do poder político.

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segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Observatório da Imprensa [Dica do Vi o Mundo]: A fase oral que não passa

A Velha e Podre mídia - VPm  - não cresce nunca!

Observatório da Imprensa: A fase oral que não passa

Por Luciano Martins Costa em 28/11/2014 na edição 826

Comentário para o programa radiofônico do Observatório, 28/11/2014

Toda a imprensa brasileira parou na quinta-feira (27/11) para acompanhar a primeira entrevista coletiva dos futuros comandantes da política econômica. Nas principais emissoras de rádio e nos canais noticiosos da televisão, o assunto dominou o período até o último programa, e na sexta-feira (28) os jornais fazem a retrospectiva das declarações, com as interpretações a cargo dos porta-vozes de praxe.

O conjunto do material jornalístico que um ser humano pode acessar nesse dia de trabalho é composto quase exclusivamente por declarações. A palavra, principalmente aquela que é proferida num sentido esperado pela comunidade da imprensa, ganha poder de imagem, e mesmo frases dúbias por sua natureza ou intencionalmente ambíguas ganham ares de sentença. Então, a mídia tradicional conclui: a presidente da República se rendeu à lógica do mercado.

A entrevista de Joaquim Levy, futuro ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, que vai para o Planejamento, e Alexandre Tombini, que continua no comando do Banco Central, mostrou um trio afinado, pelo menos no discurso. E esse “pelo menos” é maximizado no noticiário e no opiniário dos jornais, que apostam numa guinada na política econômica.

Alguns articulistas chegam a afirmar que o segundo mandato da presidente Dilma Rousseff vai se parecer mais com as propostas do candidato que ela derrotou na última eleição do que com seu programa de governo. No entanto, não há nada no conteúdo das declarações que justifique tal interpretação.

As respostas dadas pelos entrevistados, principalmente as do futuro titular da Fazenda, sobre o qual pesavam as maiores expectativas, foram mornas, superficiais, planejadas para funcionar como calmantes sobre o mercado. E a imprensa as sobrevaloriza, tentando dar um tom definitivo a expressões genéricas centradas no senso comum.

Basicamente, os futuros ministros disseram que “o Ministério da Fazenda reafirma o compromisso com a transparência”; “o dia a dia vai mostrar quanta autonomia a equipe econômica vai ter”; e “o equilíbrio da economia é feito para garantir o avanço das política sociais”.

Trocando em miúdos, o que se afirmou é que a política econômica seguirá perseguindo a meta do crescimento com justiça social, com mais clareza quanto ao controle dos gastos públicos.

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quinta-feira, 1 de março de 2012

Observatório da Imprensa: Em defesa da liberdade. E da conveniência

Na velha mídia brasileira Obama ainda é um sucesso, na prática, um embuste, uma decepção. Não se podia esperar outra coisa do Império da Águia, todos seus filhos, ou quase todos, são águias!

OBAMA E A IMPRENSA

Em defesa da liberdade. E da conveniência

Por Carlos Eduardo Lins da Silva em 28/02/2012 na edição 683

Como quase todos os políticos no poder, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, faz tudo – dentro dos limites da legislação e da cultura política de seu país – para obstruir o trabalho do jornalismo independente que possa afetar os seus próprios interesses ou de seu partido. O que não o impede de se dizer favorável ao trabalho do jornalismo independente que atrapalhe seus adversários, ou mesmo ultrajado quando estes tentam dificultar tal trabalho.

Essa contradição foi apontada na semana passada na sala de imprensa da Casa Branca por Jake Tapper, setorista da rede de TV ABC, quando o porta-voz de Obama, em nome do presidente, lamentou a morte de dois correspondentes de guerra na Síria que, segundo ele, “tentavam reportar a verdade” sobre o que ocorre naquela nação, dirigida por um inimigo dos EUA.

É evidente que os métodos de Obama para colocar obstáculos à investigação jornalística mal podem ser comparados aos atos de brutalidade e violência que Bashar al-Assad utiliza. Mas, ao se valer – como tem feito com mais constância do que a maioria de seus predecessores – da Lei de Espionagem de 1917 para combater vazamentos de informações de governo para a imprensa, Obama não apenas deixa de cumprir promessas de campanha de que iria incentivar os que apontassem desvios de conduta na administração pública federal, como coloca o seu nome ao lado dos poucos chefes de governo americano dos séculos 20 e 21 que pontificam no quesito combate à liberdade de ação da imprensa – quem sabe apenas ao de Richard Nixon. Continue lendo.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Observatório da Imprensa: Brasil cai 41 posições em índice anual da RSF[Repórteres Sem Fronteiras]

Minas é ou foi a campeã!

Monitor da Imprensa
LIBERDADE DE IMPRENSA

Brasil cai 41 posições em índice anual da RSF

27/01/2012 na edição 678

A organização Repórteres Sem Fronteiras, sediada em Paris, divulgou esta semana seu 10º índice anual de liberdade de imprensa. O documento traça um panorama da liberdade de imprensa em todas as regiões do mundo, estabelecendo um ranking entre 179 países. Um dos destaques foi o Brasil, com a segunda maior queda na América Latina – 41 posições, para a 99ª, por conta do alto nível de violência que resultou na morte de três jornalistas e um blogueiro em 2011[Blogueiro assassinado denunciou filho do diretor da RBS (afiliada da Globo) por estupro][A morte de Mosquito, do Tijoladas]. Continue lendo.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Observatório da Imprensa: Vitória da truculência. O jornal JÁ fechou(RS)

Dica do CAf. Germano Rigotto deve ter aprendido aqui nas Montanhas, ou ensinou?... É porque ele é Bones e não Bonner…

IMPRENSA GAÚCHA

Vitória da truculência. O jornal JÁ fechou
Por Luiz Cláudio Cunha em 25/01/2012 na edição 678

O ex-governador gaúcho Germano Rigotto e sua família, enfim, conseguiram: o JÁ, um bravo e pequeno mensário de 5 mil exemplares e 26 anos de vida em Porto Alegre (RS), fechou as portas. Sucumbiu aos dez anos de uma longa, pertinaz perseguição judicial movida pelos Rigotto, que asfixiaram financeiramente um jornal de resistência que chegou a ter 22 profissionais numa redação que hoje se resume a dois jornalistas.

A nota de falecimento do jornal foi dada por seu editor, Elmar Bones da Costa, em amarga entrevista concedida (em 16/1) aos repórteres Felipe Prestes e Samir Oliveira, do site Sul21 (ver aqui). “O caminho natural seria que eu tivesse feito um acordo. Teria resolvido isso e até voltado ao mercado. Mas, eu não tinha feito nada de errado. Fazer um acordo com Rigotto seria trair os próprios princípios do jornal”, explicou Bones, sempre altivo aos 67 anos, com passagens por grandes órgãos da imprensa brasileira (Veja, IstoÉ, O Estado de S.Paulo e Gazeta Mercantil) e pelo comando do CooJornal, o heroico mensário da pioneira Cooperativa dos Jornalistas de Porto Alegre. Na ditadura, Bones enfrentou o cerco implacável da censura e dos militares ao jornal alternativo que incomodava o regime. Na democracia, Bones não resistiu ao assédio sufocante das ações judiciais de Rigotto incomodado pelo bom jornalismo. Continue lendo.