Aécio foi só um produto de marketing, mas seu governo deixou estragos e deve ser auditado!
JB [Brasil 247]: Aécio pode enfrentar enxurrada de CPIs em Minas Gerais
O ano de 2015 promete ser o início de uma forte dor de cabeça para o senador Aécio Neves (PSDB-MG). Várias Comissões Parlamentares de Inquéritos (CPIs) estão na mira da antiga oposição da Assembleia Legislativa para investigar tanto a gestão do parlamentar mineiro, que governou Minas de 2003 a 2010, como a do seu correligionário e sucessor, Antonio Anastasia, eleito senador neste ano.
"Durante esses 12 anos de governo (do PSDB) em Minas, a oposição foi impedida de instalar CPIs. Havia boicotes", dispara o deputado estadual Rogério Correia (PT), reeleito para o seu quarto mandato na Assembleia de Minas Gerais, com 72.413 votos.
A CPI de Repasses Educacionais é uma das que estão na lista dos antigos oposicionistas, que agora compõem a base aliada do governador eleito de Minas, o ex-ministro Fernando Pimentel (PT). Com base em cálculos do Tribunal de Contas do Estado (TCE), o deputado afirma que há uma defasagem de R$ 8 bilhões em recursos que deveriam de sido aplicados na área nos 12 anos de governo tucano em Minas. "Jamais aplicaram o mínimo de 25% como determina a legislação", diz Correia. Segundo o parlamentar, se for instalada, a CPI da Saúde também investigará uma defasagem em torno de R$ 8 bilhões no setor.
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segunda-feira, 5 de janeiro de 2015
JB [Brasil 247]: Aécio pode enfrentar enxurrada de CPIs em Minas Gerais
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quarta-feira, 17 de dezembro de 2014
Nassif: O jeito Neves de controlar a mídia em Minas Gerais
Esperemos que tenha acabado. Nas Montanhas acabou, não, ainda não! Mas o jornaleco acabará!
Nassif: O jeito Neves de controlar a mídia em Minas Gerais
qua, 17/12/2014 - 19:59
Por Andrea C. Branco
Editor de Cultura do jornal Estado de Minas censurado
Caro Nassif,
sou diretora do Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais e hoje a censura sem limites da Dinastia Neves fez mais uma vítima entre nós. O editor de Cultura do Estado de Minas, João Paulo Cunha, foi censurado e pediu demissão depois de ser informado que não poderia escrever mais sobre política. Sua coluna no último sábado foi brilhante e demolidora, mas ele ousou cobrar responsabilidade do senador Aécio Neves nas páginas do jornal, o que motivou a reprimenda da direção do jornal. Além de jornalista, João Paulo Cunha é um dos grandes intelectuais mineiros e tem feito uma crítica muito contundente do processo político.
Abaixo encaminho a nota do Sindicato dos Jornalistas e o brilhante texto que motivou sua saída dos Diários Associados.
NOTA DO SINDICATO DOS JORNALISTAS
O Sindicato dos Jornalistas lamenta a saída de João Paulo Cunha do comando da editoria de Cultura do Estado de Minas, mais uma vítima da censura que impera nos grandes meios de comunicação e grassa em Minas Gerais. Reconhecido como um dos mais brilhantes jornalistas e intelectuais mineiros, dono de uma vasta cultura e de um texto brilhante, João Paulo pediu demissão hoje a tarde.
A decisão foi tomada depois da comunicação por parte da direção do jornal de que não poderia mais escrever sobre política na coluna que assinava semanalmente no caderno Pensar. Seu último texto foi publicado no dia 6. Batizado de "Síndrome de Capitu", criticava a falta de uma oposição responsável no Brasil. "Há grandes projetos que impulsionam uma vida e moldam expectativas de futuro, algo que ganhou o belo nome de utopia", diz um trecho do texto. E foi em nome dessa utopia que ele não aceitou essa imposição. Uma salva ao João!
Síndrome de Capitu
O Brasil já tem presidente para os próximos quatro anos, o que está faltando é oposição responsável
João Paulo Cunha
Existem duas verdades aparentemente óbvias que, no entanto, não têm ficado suficientemente claras para muita gente: o país mudou e a eleição já acabou. A insistência em dar continuidade ao processo que elegeu Dilma Rousseff poderia ser apenas um luto mal vivido, mas tende a se tornar perversa no campo político. Por outro lado, a recusa em enxergar a nova configuração da sociedade, resultado de seguidas políticas de distribuição de renda e inclusão social, pode gerar um impulso no mínimo grotesco em suas alusões reativas e chamamentos à ditadura.
É preciso ir adiante. A oposição, certamente, saiu fortalecida do resultado eleitoral bastante parelho. Mas corre o risco de jogar fora esse crescimento quantitativo em nome de um comportamento pouco produtivo em termos políticos. Em vez de jogar com seu eleitor fiel, interpreta os votos de acordo com suas conveniências e joga para a plateia pelos meios de comunicação, sem perceber que essa falácia já mostrou ser um paradoxo invencível: tem mais brilho que consistência, mais efeito que substância, mais eco que voz.
A oposição de hoje parece viver, no campo da política, o que Bento Santiago, o Bentinho de Dom Casmurro, de Machado de Assis, viveu em seus tormentos de alma: se perde na fantasia da traição (mesmo que ela tenha sido real). Para lembrar sumariamente o enredo do romance, Bentinho se apaixona por Capitu, desde logo apresentada como portadora de “olhos de ressaca”. São jovens de classes sociais distintas. Um arranjo permite o casamento. Logo Bentinho, já pai e bem posto na vida como advogado, desconfia que está sendo traído pela mulher com o melhor amigo, em quem vê semelhança com o filho. O casal se separa, o filho morre e Bento, sozinho, leva adiante sua sina de ser casmurro e sofrer com a desconfiança até o fim da vida.
Machado de Assis, como sempre, ao falar de seus personagens, está figurando a sociedade de seu tempo. Bentinho não sofre só pela traição, mas porque não entende que o mundo mudou. Não pode aceitar que a sociedade republicana deixou para trás as amarras elitistas do Segundo Reinado e da escravidão. Bento não reconhece a mulher, a sociedade, a história. Não pode aceitar que ela tenha uma vida independente e autônoma. Tudo que ele não compreende o ameaça. Capitu não é apenas a mulher, mas tudo que perdeu em seu mundo de referências que se esvaem. Mais que sexual, a traição é histórica. Homem de outro tempo, só resta a ele tentar convencer ao leitor e a si próprio de seu destino de vítima. E soprar um melancólico saudosismo acerca dos tempos idos, que busca reconstruir em sua casa feita à semelhança do lar da meninice.
O Brasil tem uma recorrente síndrome de Capitu: tudo que a elite não tolera se torna, por meio de um discurso marcado pela força jurídica e da tradição, algo que deve ser rejeitado. Eternos maridos traídos. A tendência de empurrar a política para os tribunais é uma consequência
desse descaminho. Assim, tudo que de alguma forma aponta para a mudança e ampliação de direitos é considerado ilegítimo e, em alguns momentos, quase uma afronta que precisa ser questionada e combatida. Foi assim com a visibilidade dada aos novos consumidores populares (que foram criminalizados em rolezinhos ou objeto de ironia em aeroportos), com as cotas raciais para a universidade, com a chegada de médicos estrangeiros para ocupar postos que os brasileiros, psicanaliticamente, denegaram.
O romance de Machado de Assis tem ainda outro personagem curioso para a sociologia e psicologia do brasileiro, o agregado José Dias. Trata-se de um homem que vive às expensas da família de Bento e que, por isso, não cessa de elogiar quem o acolhe. Típico representante de certa classe média, ele é o bastião dos valores da burguesia da época, da qual só participa de esguelha. Mais burguês que os burgueses, em sua subserviência, ele gasta os superlativos e a vida a invejar e defender os “de cima”, com pânico de ser confundido com os “de baixo”. Epígonos de José Dias, hoje, são os que amam Miami, levam os filhos para ver o Pateta e participam de passeatas pedindo a volta dos militares.
Leviandade
Mas o que a síndrome de Capitu tem a ver com a política brasileira de hoje? Em primeiro lugar, ela explica por que, em vez de armar uma oposição de verdade, os partidos derrotados tentam inviabilizar a sequência do processo democrático. Em segundo lugar, pela defesa da dupla moral, que desculpa os erros do passado por causa da dimensão dos desvios de hoje, numa reedição do estilo udenista e despolitizador de analisar a conjuntura. Tudo que pode de alguma forma macular a oposição é considerado “sórdido” e “leviano”, numa substituição da política pela moral de circunstância. A corrupção, com sua espantosa abrangência, precisa ser combatida em toda sua dimensão e arco histórico. Nenhum culpado pode ficar de fora, de empresários a políticos de todos os partidos.
Por fim, a personagem machadiana ajuda a explicar a fixação em torno de determinados temas – no romance, é a traição, na vida política atual, é a inflação –, que são muito mais derivações que propriamente o que de fato interessa. A escolha dos ministros da área econômica mostrou como mesmo um governo popular e eleito democraticamente confirma as intuições de Machado de Assis. A excessiva submissão aos interesses rentistas pode ser um recuo estratégico. Mas é um recuo. Uma capitulação.
Economia não é uma ciência exata e, muito menos, isenta de componente ideológico. Um governo de esquerda precisa de uma política econômica de esquerda. Além do equilíbrio macroeconômico, o mais importante é apontar as estratégias de distribuição de renda e de investimento na área social. O deus Mercado não pode falar mais alto que os filhos de Deus. No complexo tecido que sustenta a governança, a presença das forças populares não pode ser colocada em segundo plano, como vem sendo até agora. A excessiva sujeição ao cálculo do apoio político está na base da grande corrupção que hoje enoja a todos. Por isso a reforma política popular se tornou a agenda prioritária da sociedade.
A oposição, por sua vez – e o senador Aécio Neves, candidato derrotado como seu nome de maior destaque –, tem uma tarefa a cumprir: dar um passo à frente no jogo político, com a grandeza que o momento requer. O que ainda está devendo.
Bentinho perdeu sua vida ao ficar preso a um passado de desconfianças que, de resto, até hoje divide as opiniões. Há grandes projetos que impulsionam uma vida e moldam expectativas de futuro, algo que ganhou o belo nome de utopia. Há, entretanto, obsessões que paralisam pelo rancor e ressentimento. Bentinho, é bom lembrar, nunca mais foi feliz. Foi ele mesmo o criador e a vítima da síndrome que o consumiu.
Origem.
Nassif: O jeito Neves de controlar a mídia em Minas Gerais
qua, 17/12/2014 - 19:59
Por Andrea C. Branco
Editor de Cultura do jornal Estado de Minas censurado
Caro Nassif,
sou diretora do Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais e hoje a censura sem limites da Dinastia Neves fez mais uma vítima entre nós. O editor de Cultura do Estado de Minas, João Paulo Cunha, foi censurado e pediu demissão depois de ser informado que não poderia escrever mais sobre política. Sua coluna no último sábado foi brilhante e demolidora, mas ele ousou cobrar responsabilidade do senador Aécio Neves nas páginas do jornal, o que motivou a reprimenda da direção do jornal. Além de jornalista, João Paulo Cunha é um dos grandes intelectuais mineiros e tem feito uma crítica muito contundente do processo político.
Abaixo encaminho a nota do Sindicato dos Jornalistas e o brilhante texto que motivou sua saída dos Diários Associados.
NOTA DO SINDICATO DOS JORNALISTAS
O Sindicato dos Jornalistas lamenta a saída de João Paulo Cunha do comando da editoria de Cultura do Estado de Minas, mais uma vítima da censura que impera nos grandes meios de comunicação e grassa em Minas Gerais. Reconhecido como um dos mais brilhantes jornalistas e intelectuais mineiros, dono de uma vasta cultura e de um texto brilhante, João Paulo pediu demissão hoje a tarde.
A decisão foi tomada depois da comunicação por parte da direção do jornal de que não poderia mais escrever sobre política na coluna que assinava semanalmente no caderno Pensar. Seu último texto foi publicado no dia 6. Batizado de "Síndrome de Capitu", criticava a falta de uma oposição responsável no Brasil. "Há grandes projetos que impulsionam uma vida e moldam expectativas de futuro, algo que ganhou o belo nome de utopia", diz um trecho do texto. E foi em nome dessa utopia que ele não aceitou essa imposição. Uma salva ao João!
Síndrome de Capitu
O Brasil já tem presidente para os próximos quatro anos, o que está faltando é oposição responsável
João Paulo Cunha
Existem duas verdades aparentemente óbvias que, no entanto, não têm ficado suficientemente claras para muita gente: o país mudou e a eleição já acabou. A insistência em dar continuidade ao processo que elegeu Dilma Rousseff poderia ser apenas um luto mal vivido, mas tende a se tornar perversa no campo político. Por outro lado, a recusa em enxergar a nova configuração da sociedade, resultado de seguidas políticas de distribuição de renda e inclusão social, pode gerar um impulso no mínimo grotesco em suas alusões reativas e chamamentos à ditadura.
É preciso ir adiante. A oposição, certamente, saiu fortalecida do resultado eleitoral bastante parelho. Mas corre o risco de jogar fora esse crescimento quantitativo em nome de um comportamento pouco produtivo em termos políticos. Em vez de jogar com seu eleitor fiel, interpreta os votos de acordo com suas conveniências e joga para a plateia pelos meios de comunicação, sem perceber que essa falácia já mostrou ser um paradoxo invencível: tem mais brilho que consistência, mais efeito que substância, mais eco que voz.
A oposição de hoje parece viver, no campo da política, o que Bento Santiago, o Bentinho de Dom Casmurro, de Machado de Assis, viveu em seus tormentos de alma: se perde na fantasia da traição (mesmo que ela tenha sido real). Para lembrar sumariamente o enredo do romance, Bentinho se apaixona por Capitu, desde logo apresentada como portadora de “olhos de ressaca”. São jovens de classes sociais distintas. Um arranjo permite o casamento. Logo Bentinho, já pai e bem posto na vida como advogado, desconfia que está sendo traído pela mulher com o melhor amigo, em quem vê semelhança com o filho. O casal se separa, o filho morre e Bento, sozinho, leva adiante sua sina de ser casmurro e sofrer com a desconfiança até o fim da vida.
Machado de Assis, como sempre, ao falar de seus personagens, está figurando a sociedade de seu tempo. Bentinho não sofre só pela traição, mas porque não entende que o mundo mudou. Não pode aceitar que a sociedade republicana deixou para trás as amarras elitistas do Segundo Reinado e da escravidão. Bento não reconhece a mulher, a sociedade, a história. Não pode aceitar que ela tenha uma vida independente e autônoma. Tudo que ele não compreende o ameaça. Capitu não é apenas a mulher, mas tudo que perdeu em seu mundo de referências que se esvaem. Mais que sexual, a traição é histórica. Homem de outro tempo, só resta a ele tentar convencer ao leitor e a si próprio de seu destino de vítima. E soprar um melancólico saudosismo acerca dos tempos idos, que busca reconstruir em sua casa feita à semelhança do lar da meninice.
O Brasil tem uma recorrente síndrome de Capitu: tudo que a elite não tolera se torna, por meio de um discurso marcado pela força jurídica e da tradição, algo que deve ser rejeitado. Eternos maridos traídos. A tendência de empurrar a política para os tribunais é uma consequência
desse descaminho. Assim, tudo que de alguma forma aponta para a mudança e ampliação de direitos é considerado ilegítimo e, em alguns momentos, quase uma afronta que precisa ser questionada e combatida. Foi assim com a visibilidade dada aos novos consumidores populares (que foram criminalizados em rolezinhos ou objeto de ironia em aeroportos), com as cotas raciais para a universidade, com a chegada de médicos estrangeiros para ocupar postos que os brasileiros, psicanaliticamente, denegaram.
O romance de Machado de Assis tem ainda outro personagem curioso para a sociologia e psicologia do brasileiro, o agregado José Dias. Trata-se de um homem que vive às expensas da família de Bento e que, por isso, não cessa de elogiar quem o acolhe. Típico representante de certa classe média, ele é o bastião dos valores da burguesia da época, da qual só participa de esguelha. Mais burguês que os burgueses, em sua subserviência, ele gasta os superlativos e a vida a invejar e defender os “de cima”, com pânico de ser confundido com os “de baixo”. Epígonos de José Dias, hoje, são os que amam Miami, levam os filhos para ver o Pateta e participam de passeatas pedindo a volta dos militares.
Leviandade
Mas o que a síndrome de Capitu tem a ver com a política brasileira de hoje? Em primeiro lugar, ela explica por que, em vez de armar uma oposição de verdade, os partidos derrotados tentam inviabilizar a sequência do processo democrático. Em segundo lugar, pela defesa da dupla moral, que desculpa os erros do passado por causa da dimensão dos desvios de hoje, numa reedição do estilo udenista e despolitizador de analisar a conjuntura. Tudo que pode de alguma forma macular a oposição é considerado “sórdido” e “leviano”, numa substituição da política pela moral de circunstância. A corrupção, com sua espantosa abrangência, precisa ser combatida em toda sua dimensão e arco histórico. Nenhum culpado pode ficar de fora, de empresários a políticos de todos os partidos.
Por fim, a personagem machadiana ajuda a explicar a fixação em torno de determinados temas – no romance, é a traição, na vida política atual, é a inflação –, que são muito mais derivações que propriamente o que de fato interessa. A escolha dos ministros da área econômica mostrou como mesmo um governo popular e eleito democraticamente confirma as intuições de Machado de Assis. A excessiva submissão aos interesses rentistas pode ser um recuo estratégico. Mas é um recuo. Uma capitulação.
Economia não é uma ciência exata e, muito menos, isenta de componente ideológico. Um governo de esquerda precisa de uma política econômica de esquerda. Além do equilíbrio macroeconômico, o mais importante é apontar as estratégias de distribuição de renda e de investimento na área social. O deus Mercado não pode falar mais alto que os filhos de Deus. No complexo tecido que sustenta a governança, a presença das forças populares não pode ser colocada em segundo plano, como vem sendo até agora. A excessiva sujeição ao cálculo do apoio político está na base da grande corrupção que hoje enoja a todos. Por isso a reforma política popular se tornou a agenda prioritária da sociedade.
A oposição, por sua vez – e o senador Aécio Neves, candidato derrotado como seu nome de maior destaque –, tem uma tarefa a cumprir: dar um passo à frente no jogo político, com a grandeza que o momento requer. O que ainda está devendo.
Bentinho perdeu sua vida ao ficar preso a um passado de desconfianças que, de resto, até hoje divide as opiniões. Há grandes projetos que impulsionam uma vida e moldam expectativas de futuro, algo que ganhou o belo nome de utopia. Há, entretanto, obsessões que paralisam pelo rancor e ressentimento. Bentinho, é bom lembrar, nunca mais foi feliz. Foi ele mesmo o criador e a vítima da síndrome que o consumiu.
Origem.
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domingo, 7 de dezembro de 2014
Tijolaço[Miguel do Rosário]: Marcha convocada por Aécio é fiasco completo
Questão psiquiátrica de muita gente! relacionado1 relacionado2 relacionado3
Em 2009 a revista época publicou isso!
Aécio Neves fez vídeo. Aloysio Nunes fez vídeo. Ronaldo Caiado fez vídeo. Lobão vez vídeo. Pedro Simon fez vídeo. Paulo Ricardo (ex-vocalista do RPM, para quem não se lembra) fez vídeo.
Mesmo assim, o protesto na Avenida Paulista, convocado para este sábado, deu menos gente que nas outras vezes.
Para variar, um monte de gente com cartazes pedindo intervenção militar, para constrangimento da ala que pretendia posar de democrática, apesar de pregar impeachment da presidente eleita há poucas semanas.
Quanto ao número de pessoas, varia segundo as fontes.
Leia tudo!
Em 2009 a revista época publicou isso!
Marcha convocada por Aécio é fiasco completo
6 de dezembro de 2014 | 17:58 Autor: Miguel do Rosário
Aécio Neves fez vídeo. Aloysio Nunes fez vídeo. Ronaldo Caiado fez vídeo. Lobão vez vídeo. Pedro Simon fez vídeo. Paulo Ricardo (ex-vocalista do RPM, para quem não se lembra) fez vídeo.
Mesmo assim, o protesto na Avenida Paulista, convocado para este sábado, deu menos gente que nas outras vezes.
Para variar, um monte de gente com cartazes pedindo intervenção militar, para constrangimento da ala que pretendia posar de democrática, apesar de pregar impeachment da presidente eleita há poucas semanas.
Quanto ao número de pessoas, varia segundo as fontes.
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quinta-feira, 4 de dezembro de 2014
JT Palhares: Crônica do último dia de abastecimento
JT Palhares nos brinda novamente com um artigo mortal! Desmistificador e autoexplicativo. Vale lembrar que Minas não votou no rio45!
Sobre o desgoverno que se finda, veja mais aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui!
Tem muito mais, mas não localizamos. Escusas!
O Editor!
Imagine uma cidade com 12 milhões de habitantes, motor financeiro do país, sem água. Você abre a torneira e não sai uma gota de água pra beber ou pra fazer a barba.
Nessa selva de aço engarrafado, somente um mutante imberbe, sangue de lagartixa, resistente ao aquecimento global e dotado da capacidade genética de se hidratar bebendo petróleo no canudinho teria condições de sobrevivência.
Mundo cruel, renda concentrada, recursos escassos, os pobres são esterilizados no ventre da genitora. As mulheres disponíveis para procriação desfilam uma vez por ano no salão do automóvel. Que tipo de homem estaria interessado em perpetuar a espécie com uma fêmea que se expõe como acessório de carro de luxo?
Deus, o homem ou o diabo. Quem entornará o último copo, antes que este mundo vá para o saco?
Seja quem for, a biografia de Geraldo Alckmin, a ser publicada em dois volumes, ficará para sempre enlameada pelo Volume Morto da Cantareira.
Verão de 2014; o paulista aguarda o embarque do amigo nordestino, este de volta para Campina Grande, depois de 12 anos trabalhando em uma metalúrgica. A rodoviária do Tietê lotada. Os dois amigos, sentados na mesa de um bar, espremidos entre engradados de cerveja, tristes figuras em quadro de Edward Hopper. No centro da mesa, apenas um copo vazio, copo talvez esquecido pela garçonete, ou simplesmente à espera de uma garrafa de água. O nordestino a rolar o copo em cima do forro encardido; o outro, olhos no teto, buscava palavras para convencer o amigo a não voltar para o dilúvio do sertão. Diante da cena, com a vênia de Nelson Rodrigues, a frase me veio à mente como pedrada de granizo na cabeça: não existe solidão maior do que a de um nordestino acompanhado de um paulista na rodoviária.
Da gestão enxuta de São Paulo para o Museu do Choque de Gestão, a História da Administração Pública em Minas Gerais será contada em dois momentos: antes e depois do Choque de Gestão (a.CG, d.CG).
Para completar o quadro de 17 mil servidores necessários ao funcionamento da Cidade Administrativa, inaugurada em fevereiro de 2010, o tucanato mineiro viu-se obrigado a “comissionar” três em cada cinco servidores nas principais secretarias de governo.
Antes do Choque de Gestão, por exemplo, o consumo de combustível da frota da Secretaria de Fazenda era controlado da seguinte forma: todo último dia útil do mês, o fiscal que acumulasse a função de motorista, ou seja, aquele que estivesse na posse da chave do carro no último dia útil do mês, era obrigado a abastecer o veículo oficial.
Como assim?
— É para estabelecer a média de consumo do mês — respondia a Supervisora.
E todos repetiam a mesma cantiga, como se a Matemática não fosse uma ciência exata, mas a ciência do meio termo. Antes de 2003, para se calcular a média do consumo de combustível no mês era imprescindível a realização de dois abastecimentos: um no último dia do mês anterior e outro no último dia do mês subsequente.
A ignorância é um dom distribuído democraticamente. Como éramos auditores e sabíamos fazer conta na calculadora, se fosse o último dia útil do mês, só nos restava pegar a chave do veículo oficial e ir abastecê-lo, antes de cumprir a missão de fiscalizar o contribuinte nos moldes do artigo 196 do CTN.
Lembro-me de uma ocasião em que três auditores estavam de saída, apressados para realizar busca e apreensão de documentos. A viatura fiscal, um Fiat Uno modelo 1989, havia sido abastecida na tarde do dia anterior. Mas aquele era o fatídico dia de abastecimento. A funcionária do setor passou de sala em sala, balançando uma cópia da Resolução:
— Não se esqueçam! Hoje o veículo tem que ser abastecido até as 11h00!
— Mas o tanque está cheio!
— Não importa, coloque nem que seja R$ 1,00 de gasolina, pra fecharmos o relatório. Senão a DAC nos mata! — DAC era a sigla da poderosa Divisão Administrativa e Contábil, subordinada à Superintendência Regional.
Instalou-se o dilema: cumprimos a missão ou abastecemos o veículo?
Cumpriu-se a busca e apreensão. E os fiscais ainda conseguiram abastecer o veículo oficial antes das 11h00. Como sempre, a operação fiscal foi um sucesso.
Com o advento do Choque de Gestão, toda vez que o Auditor Fiscal tivesse necessidade de fazer diligência utilizando o veículo oficial, e se a diligência envolvesse o pagamento de diária, instalava-se uma Comissão, composta pelo Superintendente, Coordenador Regional, Delegado Fiscal e Coordenador de Fiscalização.
Normalmente, depois de programada, registrada, e desde que fornecidas explicações necessárias, a diligência demorava apenas três dias para ser aprovada.
Graças ao Choque de Gestão, a racionalidade vicejou nas Alterosas. Medidas rigorosas foram adotadas para se controlar o custeio da máquina, e os resultados vieram a galope. Com os ajustes promovidos pelos tucanos a partir de 2003, já em setembro de 2014 Minas devia apenas R$ 79,7 bilhões — 11 pontos abaixo do limite de endividamento permitido pela Lei de Responsabilidade Fiscal, que é de 200% da receita total.
Trata-se de dívida equacionável, desde que o próximo governo economize durante um ano e meio toda a receita (incluindo receitas próprias, operações de crédito e transferências), sem gastar um centavo.
Sobre o desgoverno que se finda, veja mais aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui!
Tem muito mais, mas não localizamos. Escusas!
O Editor!
Crônica do último dia de abastecimento
Nessa selva de aço engarrafado, somente um mutante imberbe, sangue de lagartixa, resistente ao aquecimento global e dotado da capacidade genética de se hidratar bebendo petróleo no canudinho teria condições de sobrevivência.
Mundo cruel, renda concentrada, recursos escassos, os pobres são esterilizados no ventre da genitora. As mulheres disponíveis para procriação desfilam uma vez por ano no salão do automóvel. Que tipo de homem estaria interessado em perpetuar a espécie com uma fêmea que se expõe como acessório de carro de luxo?
Deus, o homem ou o diabo. Quem entornará o último copo, antes que este mundo vá para o saco?
Seja quem for, a biografia de Geraldo Alckmin, a ser publicada em dois volumes, ficará para sempre enlameada pelo Volume Morto da Cantareira.
Verão de 2014; o paulista aguarda o embarque do amigo nordestino, este de volta para Campina Grande, depois de 12 anos trabalhando em uma metalúrgica. A rodoviária do Tietê lotada. Os dois amigos, sentados na mesa de um bar, espremidos entre engradados de cerveja, tristes figuras em quadro de Edward Hopper. No centro da mesa, apenas um copo vazio, copo talvez esquecido pela garçonete, ou simplesmente à espera de uma garrafa de água. O nordestino a rolar o copo em cima do forro encardido; o outro, olhos no teto, buscava palavras para convencer o amigo a não voltar para o dilúvio do sertão. Diante da cena, com a vênia de Nelson Rodrigues, a frase me veio à mente como pedrada de granizo na cabeça: não existe solidão maior do que a de um nordestino acompanhado de um paulista na rodoviária.
Da gestão enxuta de São Paulo para o Museu do Choque de Gestão, a História da Administração Pública em Minas Gerais será contada em dois momentos: antes e depois do Choque de Gestão (a.CG, d.CG).
Para completar o quadro de 17 mil servidores necessários ao funcionamento da Cidade Administrativa, inaugurada em fevereiro de 2010, o tucanato mineiro viu-se obrigado a “comissionar” três em cada cinco servidores nas principais secretarias de governo.
Antes do Choque de Gestão, por exemplo, o consumo de combustível da frota da Secretaria de Fazenda era controlado da seguinte forma: todo último dia útil do mês, o fiscal que acumulasse a função de motorista, ou seja, aquele que estivesse na posse da chave do carro no último dia útil do mês, era obrigado a abastecer o veículo oficial.
Como assim?
— É para estabelecer a média de consumo do mês — respondia a Supervisora.
E todos repetiam a mesma cantiga, como se a Matemática não fosse uma ciência exata, mas a ciência do meio termo. Antes de 2003, para se calcular a média do consumo de combustível no mês era imprescindível a realização de dois abastecimentos: um no último dia do mês anterior e outro no último dia do mês subsequente.
A ignorância é um dom distribuído democraticamente. Como éramos auditores e sabíamos fazer conta na calculadora, se fosse o último dia útil do mês, só nos restava pegar a chave do veículo oficial e ir abastecê-lo, antes de cumprir a missão de fiscalizar o contribuinte nos moldes do artigo 196 do CTN.
Lembro-me de uma ocasião em que três auditores estavam de saída, apressados para realizar busca e apreensão de documentos. A viatura fiscal, um Fiat Uno modelo 1989, havia sido abastecida na tarde do dia anterior. Mas aquele era o fatídico dia de abastecimento. A funcionária do setor passou de sala em sala, balançando uma cópia da Resolução:
— Não se esqueçam! Hoje o veículo tem que ser abastecido até as 11h00!
— Mas o tanque está cheio!
— Não importa, coloque nem que seja R$ 1,00 de gasolina, pra fecharmos o relatório. Senão a DAC nos mata! — DAC era a sigla da poderosa Divisão Administrativa e Contábil, subordinada à Superintendência Regional.
Instalou-se o dilema: cumprimos a missão ou abastecemos o veículo?
Cumpriu-se a busca e apreensão. E os fiscais ainda conseguiram abastecer o veículo oficial antes das 11h00. Como sempre, a operação fiscal foi um sucesso.
Com o advento do Choque de Gestão, toda vez que o Auditor Fiscal tivesse necessidade de fazer diligência utilizando o veículo oficial, e se a diligência envolvesse o pagamento de diária, instalava-se uma Comissão, composta pelo Superintendente, Coordenador Regional, Delegado Fiscal e Coordenador de Fiscalização.
Normalmente, depois de programada, registrada, e desde que fornecidas explicações necessárias, a diligência demorava apenas três dias para ser aprovada.
Graças ao Choque de Gestão, a racionalidade vicejou nas Alterosas. Medidas rigorosas foram adotadas para se controlar o custeio da máquina, e os resultados vieram a galope. Com os ajustes promovidos pelos tucanos a partir de 2003, já em setembro de 2014 Minas devia apenas R$ 79,7 bilhões — 11 pontos abaixo do limite de endividamento permitido pela Lei de Responsabilidade Fiscal, que é de 200% da receita total.
Trata-se de dívida equacionável, desde que o próximo governo economize durante um ano e meio toda a receita (incluindo receitas próprias, operações de crédito e transferências), sem gastar um centavo.
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terça-feira, 2 de dezembro de 2014
O Tempo: Minas Gerais está deficitária
O jornal é de um ex deputado federal pelo psdb!
O Tempo: Minas Gerais está deficitária
Com o provisionamento dos cerca de R$ 2 bilhões referentes ao 13º salário dos servidores em 30 de novembro, o governo de Minas chega ao último mês do mandato com déficit acumulado de R$ 1,7 bilhão nas contas. Com isso, a possibilidade de o governador eleito Fernando Pimentel (PT) receber as contas no vermelho a partir de 1º de janeiro é cada vez mais real.
O Tempo: Minas Gerais está deficitária
Após fechar contas de novembro, caixa do governo mineiro acumula saldo negativo de R$ 1,7 bilhão
Lucas Pavanelli
Com o provisionamento dos cerca de R$ 2 bilhões referentes ao 13º salário dos servidores em 30 de novembro, o governo de Minas chega ao último mês do mandato com déficit acumulado de R$ 1,7 bilhão nas contas. Com isso, a possibilidade de o governador eleito Fernando Pimentel (PT) receber as contas no vermelho a partir de 1º de janeiro é cada vez mais real.
Embora o 13º tenha sido contabilizado em
novembro, o dinheiro só cairá nas contas dos servidores em 20 de
dezembro. Conforme o Portal da Transparência do Estado, a arrecadação em
novembro foi de R$ 5,9 bilhões, e os gastos superaram os R$ 7,5 bilhões
– o maior volume do ano.
Conforme O TEMPO mostrou no sábado, pesam contra o
governo dois fatores: o primeiro é que dezembro é um mês em que,
historicamente, as contas fecham no vermelho. No ano passado, por
exemplo, as despesas superaram as receitas em R$ 2,2 bilhões. Desde
2009, a exceção à regra só foi verificada em 2012 – ano de crescimento
econômico de 2,3%, acima da média nacional –, com superávit de R$ 1,28
bilhão em dezembro.
O segundo fator que pode
complicar as contas do governo diz respeito à arrecadação, que deve ser
menor do que a prevista na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). No
papel, a promessa do Executivo é fechar o ano com receita de R$ 77,7
bilhões. Até hoje, entraram no caixa R$ 63,7 bilhões. Ou seja, para
cumprir a meta, o governo tem que arrecadar nada menos que R$ 14 bilhões
até o dia 31, um número nunca antes atingido em meses de dezembro. Para
se ter uma ideia, no último mês de 2012, a arrecadação chegou próximo a
R$ 11 bilhões.
Questionado pela reportagem, o governo não confirma nem desmente a possibilidade de não atingir a meta de receitas para o ano. Nas contas do governador, Alberto Pinto Coelho (PP), a receita deste mês “inclui repasses da União, no valor de R$ 330 milhões, e operações de crédito, no valor de cerca de R$ 1,1 bilhão”, conforme sua assessoria.
A reportagem também questionou o governo se há expectativa para cortes nos gastos de dezembro, mas não obteve resposta.
Balanço. Na comparação com outubro, o mês de novembro foi de cortes em 15 áreas e de aumento de gastos em outras dez. Os custos com a administração, por exemplo, subiram quase 60%, passando de R$ 162 milhões para R$ 258 milhões. Os investimentos em educação cresceram de R$ 652 milhões para R$ 1,1 bilhão, ou seja, aumentaram 73%.
Dentre os cortes, se destacam a Agricultura – de R$ 59 milhões em outubro para R$ 7 milhões em novembro – e Ciência e Tecnologia, com redução de 59%.
Questionado pela reportagem, o governo não confirma nem desmente a possibilidade de não atingir a meta de receitas para o ano. Nas contas do governador, Alberto Pinto Coelho (PP), a receita deste mês “inclui repasses da União, no valor de R$ 330 milhões, e operações de crédito, no valor de cerca de R$ 1,1 bilhão”, conforme sua assessoria.
A reportagem também questionou o governo se há expectativa para cortes nos gastos de dezembro, mas não obteve resposta.
Balanço. Na comparação com outubro, o mês de novembro foi de cortes em 15 áreas e de aumento de gastos em outras dez. Os custos com a administração, por exemplo, subiram quase 60%, passando de R$ 162 milhões para R$ 258 milhões. Os investimentos em educação cresceram de R$ 652 milhões para R$ 1,1 bilhão, ou seja, aumentaram 73%.
Dentre os cortes, se destacam a Agricultura – de R$ 59 milhões em outubro para R$ 7 milhões em novembro – e Ciência e Tecnologia, com redução de 59%.
Último dia
Caixa. Até sábado, dia 29, os gastos do governo em novembro eram de R$ 2,8 bilhões. No último dia do mês, quase R$ 5 bilhões deixaram os cofres, principalmente para o empenho do 13º.
Caixa. Até sábado, dia 29, os gastos do governo em novembro eram de R$ 2,8 bilhões. No último dia do mês, quase R$ 5 bilhões deixaram os cofres, principalmente para o empenho do 13º.
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segunda-feira, 1 de dezembro de 2014
Mas tem amigo e colega nosso que previu a derrocada do rio45 em janeiro de 2012, JT Palhares, após o foguete Marina, JT já não acreditava. Mas nós, sim!
Nassif: Como os santos protetores de Minas abandonaram Aécio
seg, 01/12/2014 - 12:04
Atualizado em 01/12/2014 - 12:54
Luis Nassif
Aécio Neves não foi talhado para as grandes aventuras políticas. Essa vocação exige dedicação integral.
Nem sempre é necessário abdicar da vida pessoal. Em meio ao trabalho estafante de construir a nova etapa da indústria nacional e Brasilia, Juscelino Kubitscheck arrumava tempo para as serestas e para agradáveis encontros diários em final de expediente.
No gabinete parlamentarista, Tancredo Neves e San Tiago Dantas trabalhavam pesado até o final da tarde. Depois, trancavam-se na sala de um deles, abriam o uísque e relaxavam em boa companhia.
João Baptista Figueiredo dava escapulidas de madrugada. E Jânio Quadros fugia do turbilhão de Brasilia em um apartamento discreto do Rio, emprestado pelo amigo Julio Barbero. Na fase de maior pressão, que antecedeu a renúncia, ficou vários dias com uma das mais belas atrizes da história.
Mas, em todos esses casos, o exercício da política era a atividade central. O relaxamento era a hora do recreio.
Aécio inverteu. Herdou um nome e uma legenda e só recentemente pareceu abrir mão da vida pessoal. Antes, sua vida havia sido um eterno recreio com alguns intervalos para a política.
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sábado, 22 de novembro de 2014
Miguel do Rosário em Tijolaço: Por que o governo de Minas transferiu aeroporto de Claudio para a prefeitura?
"Claudius International Airport", tem mais um: "Cunha-Montezuma International Airport"!
Por que o governo de Minas transferiu aeroporto de Claudio para a prefeitura?
22 de novembro de 2014 | 12:35 Autor: Miguel do Rosário
Leio no noticiário de hoje que o governador de Minas Gerais, Alberto Coelho, decidiu, no apagar das luzes de sua gestão, transferir a administração do aeroporto de Claudio, no interior do estado, para a prefeitura.
Antes, estava sob controle do governo estadual.
Por que Coelho fez isso?
A imprensa brasileira, notoriamente tucana, não irá perguntar. Então as redes sociais terão obrigação de fazê-lo.
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sexta-feira, 21 de novembro de 2014
Nassif: A brincadeira do impeachment e os desvios de Aécio
Enquanto isso, ócio no Leblon!
Nassif: A brincadeira do impeachment e os desvios de Aécio
Luis Nassif
Há que se ter um mínimo de responsabilidade e parar com essa brincadeira de impeachment. O que está em jogo não é o governo A ou B, mas a normalidade democrática e a necessidade de interromper esse terceiro turno para superar o momento econômico atual.
É irresponsável a exploração do senador Aécio Neves em relação à proposta do governo federal de flexibilizar as metas fiscais.
A política fiscal, no governo Dilma Rousseff, de fato, foi de uma irresponsabilidade à toda prova. Tudo o que Dilma pedia era aceito acriticamente pelo Secretário do Tesouro Arno Agustin, ainda que forçando a mão nas contas, para o pedido poder caber na ficção criada.
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Nassif: A brincadeira do impeachment e os desvios de Aécio
Luis Nassif
Há que se ter um mínimo de responsabilidade e parar com essa brincadeira de impeachment. O que está em jogo não é o governo A ou B, mas a normalidade democrática e a necessidade de interromper esse terceiro turno para superar o momento econômico atual.
É irresponsável a exploração do senador Aécio Neves em relação à proposta do governo federal de flexibilizar as metas fiscais.
A política fiscal, no governo Dilma Rousseff, de fato, foi de uma irresponsabilidade à toda prova. Tudo o que Dilma pedia era aceito acriticamente pelo Secretário do Tesouro Arno Agustin, ainda que forçando a mão nas contas, para o pedido poder caber na ficção criada.
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