Chávez foi reeleito. A vontade do povo é que tem de prevalecer. O resto é secundário
No entanto, agindo como abutres, as oligarquias articulam um golpe atípico e falam em guerra civil
No entanto, agindo como abutres, as oligarquias articulam um golpe atípico e falam em guerra civil
Pedro Porfírio
Tudo pode acontecer nos próximos dias na Venezuela, mas desde já registro como mesquinha, antidemocrática e suicida a manobra da oposição, tentando aproveitar o estado de saúde precário do presidente Hugo Chávez para dar um golpe e tornar sem efeito o resultado das eleições presidenciais de outubro.
Até mesmo este reotorno rápido a Caracas, no dia 14 de dezembro,
levou um blogueiro de oposição a dizer que era uma"armação".
Quando digo tudo pode acontecer não descarto nem uma cena dramática: Chávez poderia aparecer dia 10 em Caracas, prestar o juramento para o novo mandato e licenciar-se em seguida.
Levanto essa hipótese pelo que conheço de sua personalidade heróica, pelo câncer, pela medicina cubana e pelo ambiente de ansiedade e consternação que envolve 90% dos venezuelanos, inclusive muitos que não votaram nele.
Em nenhum momento, ninguém, absolutamente ninguém, pôs em dúvida a lisura do pleito que consagrou a continuidade de Chávez.
Mais do que isso, quando ele já estava na fase mais grave do seu tratamento, seus partidários confirmaram o engajamento do povo venezuelano no projeto socialista de Chávez ao vencerem as eleições do último dia 16 para governadores em 20 dos 23 estados, inclusive em Zúlia, o mais populoso e mais rico do país, até então governado por oposicionistas. Continue lendo.
Até mesmo este reotorno rápido a Caracas, no dia 14 de dezembro,
levou um blogueiro de oposição a dizer que era uma"armação".
Quando digo tudo pode acontecer não descarto nem uma cena dramática: Chávez poderia aparecer dia 10 em Caracas, prestar o juramento para o novo mandato e licenciar-se em seguida.
Levanto essa hipótese pelo que conheço de sua personalidade heróica, pelo câncer, pela medicina cubana e pelo ambiente de ansiedade e consternação que envolve 90% dos venezuelanos, inclusive muitos que não votaram nele.
Em nenhum momento, ninguém, absolutamente ninguém, pôs em dúvida a lisura do pleito que consagrou a continuidade de Chávez.
Mais do que isso, quando ele já estava na fase mais grave do seu tratamento, seus partidários confirmaram o engajamento do povo venezuelano no projeto socialista de Chávez ao vencerem as eleições do último dia 16 para governadores em 20 dos 23 estados, inclusive em Zúlia, o mais populoso e mais rico do país, até então governado por oposicionistas. Continue lendo.