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terça-feira, 21 de agosto de 2012

Hoje em Dia: Tribunal Regional do Trabalho pagou R$ 270 milhões indevidos


Tribunal Regional do Trabalho pagou R$ 270 milhões indevidos
 
Amália Goulart - Do Hoje em Dia

O Tribunal Regional do Trabalho de Minas Gerais (TRT-MG) pagou indevidamente R$ 270 milhões a servidores e magistrados em apenas um ano. O valor refere-se aos juros e correção monetária pagos de forma irregular sobre os penduricalhos auferidos pelos funcionários da instituição.

São justamente estes benefícios os responsáveis pelos salários acima do teto constitucional, de R$ 26 mil, dos servidores e magistrados do Tribunal mineiro.

O rombo aos cofres públicos foi descoberto pelo Tribunal de Contas da União (TCU) que determinou a devolução dos valores, por cada servidor, bem como a suspensão do cálculo que permitia juros maiores.

Auditoria

A irregularidade foi percebida durante auditoria de técnicos do Tribunal de Contas nas despesas da instituição mineira em 2009. Mas, apenas em março deste ano houve uma decisão. Nos anos seguintes à devassa, o benefício continuou a ser pago. No relatório, o ministro Weder de Oliveira informou que o valor indevido recebido pelos servidores foi contabilizado em 2009. “Segundo estimativas preliminares elaboradas pela equipe de inspeção, os valores indevidamente reconhecidos são da ordem de R$ 270 milhões”, diz trecho do relatório.

Fórmula
O recurso extra é resultado de uma fórmula de cálculo de juros diferente da recomendada pelo TCU para o pagamento da Parcela Autônoma de Equivalência (PAE), Adicional de Tempo de Serviço (ATS), Unidade Real de Valor (URV) e da Vantagem Pessoal Nominalmente Identificada (VPNI). Estes benefícios foram recebidos baseados em índices inflacionários e juros de 1% ao mês.

Para o TCU, a Constituição Federal determina correção monetária pela poupança e juros de 0,5% ao mês. Mesmo entendimento tem o Supremo Tribunal Federal, em decisões sobre o tema. Origem.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Notícias do Dia: Quinta-feira, 09/08/2012 - REFAZENDA2010-blog

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terça-feira, 7 de agosto de 2012

Hoje em Dia: TJ de Minas paga até R$ 173 mil a desembargador

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TJ de Minas paga até R$ 173 mil a desembargador

Amália Goulart e Ezequiel Fagundes - Do Hoje em Dia

Dos 127 desembargadores de Minas, apenas um não recebeu salário acima do teto constitucional no mês de julho. Teve magistrado que chegou a receber R$ 173 mil. A alegação para os supersalários pagos pelo Judiciário mineiro é uma série de ganhos eventuais.

Pressionado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que já havia dado um prazo extra para o cumprimento da Lei de Acesso à Informação, o Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (TJMG) divulgou a folha de pagamento dos magistrados e servidores do órgão na internet.

Conforme levantamento feito pelo Hoje em Dia, o tribunal desembolsou a quantia de R$ 4,9 milhões para custear os salários dos 127 desembargadores da ativa no mês de julho. Dividido o valor, a média remuneratória é de R$ 39 mil mensais para cada magistrado mineiro.

Com a divulgação nominal dos contracheques do Judiciário, a tendência é de que Assembleia Legislativa, Tribunal de Contas e os ministérios públicos estadual e federal divulguem em seu sites a despesa com pessoal. Os órgãos prometem a divulgação, mas não estipularam prazo, alegando problemas técnicos.
 
De acordo com o levantamento salarial no Tribunal de Justiça, só o desembargador Moacyr Lobato de Campos Filho, da 9ª Câmara Cível, recebeu menos que o teto do funcionalismo público, que é de R$ 26,7 mil. Em julho, ele ganhou R$ 17.912,95 líquidos. Já seu colega de toga, José Marcos Rodrigues Vieira, da 16ª Câmara Cível, recebeu R$ 173.912,79 depois de descontado todos os impostos.

O valor bruto foi de R$ 181.333,62. Segundo a folha de pagamento do tribunal, do valor total pago, R$ 157.216 mil refere-se a ‘vantagens eventuais’. Tal benefício engloba ‘abono e indenização de férias, gratificação natalina, antecipação de gratificação natalina, serviço extraordinário, substituição e pagamentos retroativos. Presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), o desembargador Antônio Carlos Cruvinel, da 3ª Câmara Criminal, foi o segundo que mais recebeu. Somado os extras e descontado os impostos, ele ficou com R$ 86.220,85. De acordo com a folha, R$ 64.158,91 foram a título de ‘vantagens eventuais’. Corregedor-geral de Justiça, o desembargador Audebert Delage, da 4ª Câmara Cível, é o terceiro no levantamento, com R$ 74.764,72 líquidos.

O OUTRO LADO
Por meio de nota, o TJMG informou que “os valores da remuneração dos servidores e magistrados que estão acima do teto salarial estabelecido pela Constituição decorrem de vantagens que não integram os salários, tais como o abono de permanência, os pagamentos eventuais de diferenças salariais retroativas, férias prêmio, antecipação da metade da gratificação de natal, dentre outras. Há os casos que decorrem de decisões judiciais que asseguram o pagamento acima do teto remuneratório”. Origem.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Notícias do Dia: Quarta-feira, 01/08/2012 - REFAZENDA2010-blog



quinta-feira, 26 de julho de 2012

O Tempo[Sandra Starling]: A aprovação da LDO e a Lei de Acesso à Informação

A aprovação da LDO e a Lei de Acesso à Informação

Naquele esforço costumeiro e na pressa usual para aprovar o que ainda interessa ao governo antes do recesso do Congresso Nacional, no mês de julho, alguém ávido por agradar ao eleitorado meteu, na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), a previsão de que sejam igualmente publicados os salários dos dirigentes de estatais e do Sistema S. Este, para lembrar, é constituído por Sesi, Senai, Sesc, Senac, Senar e Senat, cujas arrecadações são provenientes das entidades de classe patronais, por força de lei, portanto, consideradas dinheiro público e, como tal, sujeitas a auditorias do Tribunal de Contas da União. Em situação análoga está o Sebrae. O mesmo ocorre com as estatais. Todos, portanto, são agora obrigados a se submeter às regras da Lei de Acesso à Informação.

Para rememorar, quando Lula reconheceu as centrais sindicais, por lei, cuidou de retirá-las do poder de fiscalização do TCU, para grande espanto daqueles que continuam entendendo ser necessário esse tipo de controle. Neste momento, há uma enorme expectativa sobre o que fará a presidente Dilma Rousseff porque os lobbies andam indóceis, exigindo que ela vete a exigência acrescentada na LDO.

Embora eu não comungue a ideia de que o ralo maior, ou o duto mais perverso de drenagem de recursos públicos, esteja nos salários pagos, mesmo aos que estão no topo de carreiras ou sejam investidos de mandatos populares, pertençam ao Executivo ou ao Judiciário, não posso deixar de revelar por que tanta pressão sobre Dilma. Em primeiro lugar, porque conheço alguns salários do sistema S. Por exemplo, enquanto um parlamentar ganhava R$ 12 mil por mês em 2002, pagava-se R$ 35 mil no Sebrae. E, em outros S, a remuneração era tão alta que cheguei a ouvir de um ex-parlamentar que para o Congresso não queria mais voltar porque, no lugar para o qual fora nomeado, sua secretária recebia R$ 12 mil, como qualquer congressista. Na mesma época, havia salários de 50 e tantos mil reais em diversas estatais. Vou insistir: sou contra a disparidade de rendimentos no serviço público, sobretudo porque os salários piores cabem sempre a professores e ao pessoal da área da saúde, isto é, àqueles que realizam o que há de mais precioso se um país quer dar qualidade de vida a seu povo.

No Brasil, o dinheiro é desperdiçado em obras malplanejadas, mal-executadas, feitas e refeitas sem qualquer controle efetivo. Gasta-se com aviões com maior autonomia de voo enquanto o rei da Suécia aqui chegou na Rio+20 num avião de pequeno porte, nada condizente com sua condição de integrante de uma vetusta realeza. Aliás, tenho observado também que somos uma República muito diferente: presidentes e governadores moram e trabalham em palácios. Estranho, não? E tome dinheiro para o que não tem importância.(gn)

Acaba que tudo isso, e muito mais, me faz relembrar Chico Buarque: "dormia a nossa pátria-mãe tão distraída, sem perceber que era subtraída em tenebrosas transações". Origem.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

JB: Transparência revela diferença salarial e gera revolta na magistratura federal

Ao invés de defender a Lei do Teto, querem se igualar os que não respeitam a Lei!

Transparência revela diferença salarial e gera revolta na magistratura federal

Jornal do Brasil
Marcelo Auler


A transparência das folhas de pagamento dos servidores públicos, que levou os Tribunais de Justiça dos estados a divulgarem os salários pagos, está provocando uma enorme revolta entre os magistrados federais de todo o país. Nos últimos dias é intensa a troca de mensagens eletrônicas na rede que estes juízes mantêm - fala-se em quase 10 mil mensagens em torno do assunto.

A questão que provocou a ira do magistrado foi descobrir que, enquanto o governo Dilma Rousseff nega um reajuste ao Judiciário federal, as folhas de pagamento de todos os tribunais dos estados mostra disparidade nos salários de juízes e desembargadores.

A comparação demonstrou que um juiz federal, em média, recebe líquido cerca de R$ 15 mil e seus colegas nos estados ganham entre R$ 30 mil e R$ 40 mil, também limpos, ou seja, já com os descontos oficiais do Imposto de Renda e da Previdência Social.

Não há, nas listas publicadas, nenhum desconto para equiparar os pagamentos efetivados  ao teto constitucional de R$ 26.700, que corresponde ao salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal. No Executivo, diversos servidores sofrem este desconto.

O chamado "pulo do gato" usado pelos tribunais para driblar a legislação e pagar acima do que a lei determina, está na rubrica "Vantagens Eventuais". São ganhos não computados oficialmente para efeito do cumprimento do teto constitucional e sobre os quais sequer incide imposto de renda.

Nesta rubrica acontece de tudo. No Tribunal de Justiça do Rio, cuja lista divulgada não revela nomes, um desembargador recebeu a título de "vantagens eventuais" nada menos do que R$ 111, 3 mil. Outro teve direito a R$ 85,9 mil e um terceiro ganhou R$ 79,3 mil. A estas vantagens ainda se somaram uma "vantagem individual" de cerca de R$ 1,5 mil e uma indenização comum aos 140 desembargadores, de R$ 2,8 mil.

Nestes três casos os salários básicos dos desembargadores estão abaixo do teto constitucional: R$ 24,1 mil para dois deles e R$ 26,6 mil para o terceiro. No final, eles receberam R$ 119,7 mil, R$ 102,2 mil e R$ 95,3 mil no mês de junho.

Mas, entre os 146 desembargadores do TJ-RJ, sete tiveram ganhos líquidos entre R$ 70 mil e R$ 75 mil; para 19, os salários depositados variaram entre R$ 60 mil e R$ 69 mil;  outros 19 perceberam valores na faixa dos R$ 50 mil, enquanto 25 ficaram na faixa dos R$ 40 mil. Apenas 29 dos 146 salários divulgados ficaram abaixo do teto constitucional de R$ 26,7 mil.

Com estes pagamentos, os salários líquidos distribuídos a 146 desembargadores do TJ-RJ consumiram R$ 6.252.552,15 apenas em junho. A média foi de R$ 42,8 mil por desembargador.

Já no Tribunal Regional Federal da 2ª Região, 22 dos 23 desembargadores recebem salário base de R$ 24.117. A presidente, Maria Helena Cisne Cid, ganha um pouco mais: R$ 24.893. Ao salário, 21 deles acrescentam uma indenização de R$ 710 e dois ganham, nesta rubrica, R$ 1,832 cada um. Doze deles percebem ainda "vantagens pessoais" de R$ 2.652 cada um. A da presidente é de R$ 2.738.

No geral, o TRF pagou R$ 166.517,64 a título de "Vantagens Eventuais" a 13 magistrados, uma média de R$ 12.809 a cada um, menos da metade dos R$ 29.465,58 que o Tribunal de Justiça do Rio pagou, em média, aos seus 146 desembargadores e que totalizaram R$ 4.301.974,15 nesta rubrica.

Todos estes dados estão mobilizando os juízes federais que se sentem injustiçados salarialmente e consideram que o simples pedido de reajuste ao Executivo é o mesmo que "mendigar" junto ao segundo escalão e ouvir promessas que jamais serão cumpridas. Origem.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Hoje em Dia: TRT garante que divulga salários nesta sexta-feira


TRT garante que divulga salários nesta sexta-feira

Ezequiel Fagundes - Do Hoje em Dia

Termina nesta sexta-feira (20) o prazo estipulado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para os tribunais de todo o país divulgarem na internet informações completas sobre a remuneração de juízes e servidores. A determinação do CNJ atende as exigências da Lei de Acesso de Informação.

Com a abertura dos contracheques do Judiciário, a expectativa é de que os dados do Executivo e do Legislativo sejam disponibilizados a reboque. O Supremo Tribunal Federal (STF) e governo federal já divulgaram os dados.

Em Minas, só o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) vai divulgar os rendimentos dos desembargadores e servidores a partir de hoje.

“Vamos divulgar as remunerações de desembargadores, juízes e servidores do TRT”, garantiu o juiz Orlando Tadeu Alcântara, auxiliar da presidência do TRT.
O Tribunal de Justiça (TJ) não vai seguir o prazo estipulado pelo CNJ. Por meio de sua assessoria de imprensa, o TJ informou que irá, nesta sexta, se manifestar sobre o assunto.

A Justiça Federal em Minas Gerais, que engloba a primeira instância, não quis se manifestar. Alegou que a adequação será feita pelo Tribunal Regional Federal (TRF), em Brasília. Contactado, a assessoria de imprensa do TRF não se pronunciou até o fechamento desta edição.

Assembleia Legislativa, governo estadual, Tribunal de Contas do Estado (TCE) e Ministério Público Estadual (MPE) informaram, na quinta-feira (19), que vão seguir as regras. No entanto, não estipularam data para fornecer os dados.

Em nota, o Governo de Minas informou que “irá divulgar os salários de seus servidores, embora a Lei de Acesso à Informação não faça nenhuma referência direta a essa divulgação”. Ainda de acordo com a nota, “está sendo elaborado um decreto para regulamentar a matéria”.

Também por meio de nota, a Assembleia informou “que está analisando a Lei de Acesso à Informação e outras normas a ela relacionadas. Está também acompanhando a adequação de outros órgãos e poderes à legislação, para então elaborar a regulamentação interna sobre o assunto”.

O MP, por meio de nota, declarou “criou uma comissão que está organizando os dados a serem divulgados. No entanto, aguarda orientação do CNMP sobre diretrizes que vão balizar a publicação desses dados”. Origem.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

O Globo: STF suspende liminar e permite divulgação de salário de servidores


STF suspende liminar e permite divulgação de salário de servidores

AGU recorreu à Corte contra decisão do TRF1, que manteve suspensão da lista nominal

BRASÍLIA - A Advocacia-Geral da União (AGU) apresentou no Supremo Tribunal Federal (STF), na noite desta terça-feira, pedido de suspensão da liminar que impediu a divulgação dos salários dos servidores públicos federais de forma individualizada. Após receber o pedido, segundo o site do STF, o ministro Ayres Britto decidiu pela procedência da argumentação da AGU, e suspendeu a liminar.

A 22ª Vara da Justiça Federal no Distrito Federal havia acolhido as alegações da Confederação dos Servidores Públicos do Brasil (CSPB) para que fosse impedida a divulgação. A AGU, então, recorreu ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), que manteve a decisão da primeira instância. Diante disso, a Advocacia-Geral pediu a suspensão da liminar no STF.

Segundo a ação, assinada pelo advogado-geral da União, ministro Luís Inácio Adams, a decisão da 22ª Vara Federal causa grave lesão à ordem pública, além de impedir cumprimento da Constituição e da Lei de Acesso à Informação. A AGU sustenta também que a decisão impugnada “impede a concretização de importante política pública”, de divulgar os gastos públicos no Portal da Transparência.

Outro ponto destacado pela AGU para pedir suspensão da liminar é a de que decisões como a da 22ª Vara podem gerar efeito multiplicador. O órgão ainda rebate o argumento da CSPB, de que a divulgação da remuneração de servidor público viola a sua privacidade, intimidade e sua segurança. Para a AGU, a publicidade dos salários é “um ônus inerente à natureza do cargo ocupado e, sobretudo, uma forma eficaz de garantir a transparência dos gastos públicos e contribuir para a moralidade administrativa". Origem.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Agência Brasil: TRF mantém liminar que proibiu divulgação de salários de servidores pela internet

TRF mantém liminar que proibiu divulgação de salários de servidores pela internet

09/07/2012 - 20h56
   
Wellton Máximo
Repórter da Agência Brasil


Brasília – O desembargador federal Mário César Ribeiro, presidente do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região, manteve a liminar que proíbe a divulgação de salários dos servidores públicos federais nos Três Poderes. Ribeiro negou pedido da Advocacia-Geral da União (AGU) para suspender a decisão do juiz federal Francisco Neves, da 22ª Vara da Justiça Federal no Distrito Federal, que na quarta-feira (4) suspendeu a divulgação dos rendimentos do funcionalismo da União na internet até que a Justiça julgue o assunto.

De acordo com o presidente do TRF, a liminar não acarreta grave lesão aos bens jurídicos protegidos por lei. Segundo o texto da decisão, Ribeiro entendeu ser sensato manter a proibição até que se verifique se a exposição dos rendimentos individualizados de cada servidor federal fere o direito à privacidade, como alega a Confederação dos Servidores Públicos do Brasil, autora da ação. “A decisão impugnada tem o intuito meramente acautelador, afastando, tão somente, a publicação de forma individualizada”, escreveu o desembargador na decisão.

Ribeiro também questionou o instrumento jurídico usado pela AGU para tentar reverter a proibição. Segundo ele, o pedido de suspensão de liminar não tem a mesma natureza de um recurso judicial, não podendo ser usado para modificar, cassar ou adulterar o objeto do processo. Origem.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Governo Federal divulga salários de servidores - Redação do REFAZENDA2010-blog

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Página de Notícias do Golpe no Paraguai, aqui!

Caso Perrella, aqui!

O Portal da Transparência divulgou agora a noite a relação salarial dos servidores federais. Consulte aqui.

domingo, 17 de junho de 2012

Estadão: Governo carimba documentos como 'secretos' para driblar Lei de Acesso

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Governo carimba documentos como 'secretos' para driblar Lei de Acesso

 

Ministérios usam exceções para reclassificar papéis que antes tinham livre acesso a consulta

 
ALANA RIZZO, RAFAEL MORAES MOURA , FÁBIO FABRINI - O Estado de S.Paulo
 
Para driblar a obrigação de divulgar dados públicos, imposta pela Lei de Acesso à Informação, o governo está reclassificando documentos como sigilosos. Antes de livre consulta, os papéis estão ganhando carimbo de reservados após a entrada em vigor da norma, em 16 de maio, sem justificativa legal, com o propósito de adiar a divulgação por até 25 anos.
Os ministérios baseiam-se nas exceções previstas no texto legal, apesar de a Lei de Acesso ressaltar que a transparência é regra. Entre os argumentos mais usados está o risco à "segurança da sociedade ou do Estado", à qual os órgãos públicos se apegam até para negar dados de convênios prosaicos, firmados diariamente pela administração.

O Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) usou essa justificativa para que o Estado não tivesse acesso a dados de parceria firmada com entidade sem fins lucrativos do Rio de Janeiro, cujo objetivo era a simples realização de palestras e cursos de acessibilidade para facilitar a inclusão de pessoas com deficiência. 

O processo requisitado contém dados da contratação, que custou R$ 1,5 milhão ao erário. A decisão de negá-los partiu da diretora do Departamento de Ações Regionais para Inclusão Social, Renata Maria Gonzatti, que impôs ao processo sigilo de três anos, renovável por mais três - a lei, no entanto, prevê prazo mínimo de cinco. 

Numa resposta lacônica, ela não explica qual seria, no caso, a ameaça à integridade social ou do Estado. Na prática, a medida igualou o convênio aos documentos que tratam de questões relativas à soberania nacional, às relações internacionais ou às atividades de inteligência do Brasil. 

"É uma resposta picareta, tão patentemente absurda que beira ao cinismo", critica Cláudio Weber Abramo, diretor executivo da ONG Transparência Brasil, entidade que participou da elaboração do texto que, após discussões no governo, deu origem à nova legislação. Continue lendo.

sábado, 16 de junho de 2012

Estado de Minas: PBH abre salários de servidores na internet

PBH abre salários de servidores na internet

Um mês depois que a Lei de Acesso à Informação passou a vigorar no país, foram divulgados na internet os dados sobre salários de todos os servidores municipais de Belo Horizonte

Alice Maciel

Isabella Souto

Publicação: 16/06/2012 06:00 Atualização: 16/06/2012 07:11



A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), seguindo o entendimento do governo federal e do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a Lei de Acesso à Informação, passou a divulgar na internet ontem o salário dos servidores. O Executivo municipal optou por manter o sigilo sobre o nome dos funcionários da administração direta até o pronunciamento do STF sobre a constitucionalidade da divulgação das identidades e das respectivas remunerações. Os dados divulgados mostram que os vencimentos variam de R$ 100 até R$ 19.080, correspondente ao teto salarial baseado no que recebe o prefeito. Além dele, outras 217 pessoas ganham o limite, sendo cinco agentes políticos e 2.012 concursados, entre procuradores, médicos, auditores e engenheiros.

Os valores são referentes a março. Nesse mês, quatro funcionários foram destacados na tabela pela PBH por terem recebido acima do teto. Pela internet, o governo explica que o valor da remuneração pode ter sofrido impacto devido a férias regulamentares, férias-prêmio, afastamentos, desligamentos, nomeações recentes e ausências. A tabela de vencimento dos servidores contém o salário bruto, com a indicação do número de matrícula e cargo ocupado. Foi criado um outro documento com informações dos agentes políticos – que exercem cargos em comissão, de provimento amplo –, incluindo nomes e salários. “Com relação aos agentes políticos por serem cargos da alta administração, estruturantes, o nosso entendimento foi de que o cidadão tem o direito de saber quem são essas pessoas e quanto elas ganham”, explicou a controladora do município de Belo Horizonte, Cristiana Fortini. Continue lendo.

domingo, 27 de maio de 2012

Estadão: Ministérios manobram para não cumprir Lei de Acesso

Se depender de solicitação vira ficção!

Ministérios manobram para não cumprir Lei de Acesso

Autoridades usam de artifícios e jogo de palavras para negar informações, ignorando a ordem da presidente Dilma de que transparência é regra

Alana Rizzo e Leonencio Nossa, de O Estado de S. Paulo

Dez dias após a Lei de Acesso à Informação entrar em vigor, autoridades alojadas na Esplanada dos Ministérios recorrem a manobras e jogos de palavras para impedir a divulgação de dados públicos.

Mesmo com a ordem da presidente Dilma Rousseff de que a transparência é regra e a fiscalização da Controladoria-Geral da União (CGU), os ministérios têm negado informações, em especial de áreas sensíveis e que envolvam indícios de irregularidades nas pastas.

A tensão dentro do governo aumentou com negativas, respostas incompletas e falta de empenho de alguns órgãos no cumprimento da nova legislação. Dos 189 pedidos feitos pelo Estado, apenas 24 foram respondidos. Cinco foram negados. Parte das respostas está incompleta e três estão em grau de recurso.

A resistência no Executivo provocou manifestações da CGU. E-mail encaminhado pela diretora de Prevenção da Corrupção, Vânia Vieira, aos Serviços de Informações ao Cidadão (SICs) de órgãos e entidades federais indica os subterfúgios que algumas pastas estavam usando para não responder aos pedidos. "Não devemos confundir pedidos genéricos com pedidos complexos, extensos ou que exijam grande volume de informações ou levantamento e organização das informações", censurou a representante do órgão de controle interno.

Vânia cobrou "boa vontade" dos órgãos, evitando ao máximo indeferir os pedidos sumária e totalmente. "Ressaltamos que é extremamente importante, sobretudo nestes momentos iniciais, que os pedidos sejam analisados com bastante atenção, evitando-se decisões apressadas ou sem a uniformidade desejável entre os diversos órgãos."

O último balanço da CGU aponta que até 24 de maio 4.262 pedidos foram registrados no sistema online de informações. Desses, 1.406 foram respondidos. Pesquisa feita pelo órgão com servidores públicos mostra que um dos grandes desafios da implementação da lei é a cultura. Os servidores têm receio da má utilização das informações, em especial por parte da imprensa, além do uso político dos dados. Os funcionários também acreditam que há solicitações "excessivas" e "descabidas", o que tomaria tempo, energia e pessoal das unidades para respondê-las. Continue lendo.