Barra

DESTAQUES ATUAIS: Informativo     Opinião     Miscelânea     Editorial   Colaboradores   Artigos   Compartilhe:   
Mostrando postagens com marcador Equador. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Equador. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Ao vivo: OEA, Equador versus Inglaterra[Julian Assange]; chanceleres discutem inviolabilidade da representação diplomática

(Experimente o uso dos marcadores - tags, abaixo de cada post, em vermelho, é mais rápido do que a busca, acima, a esquerda.)

Posts sobre Assange

Reunião dos ministros de relações exteriores agendada pelo Conselho Permanente da OEA em 20 de agosto. Tema: a inviolabilidade da representação diplomática do Equador na Inglaterra após o asilo concedido a Julian Assange do site WikiLeaks.

Início da transmissão às 12:22, hora de Brasília.

Início 12:36.

12:46 O chanceler do Peru é escolhido o presidente dessa reunião.

16:34 Pausa.

17:13 Retorna a reunião.

Em seguida foi lida a Declaração rejeitada em parte pelo Canadá e os EUA.

17:21 Aprovada a Declaração.

17:25 Encerrada o evento da 27ª Reunião de Consulta de Chanceleres da OEA.

Breves Considerações - Reunião morna, quase decepcionante. Poucos chanceleres presentes. A declaração aprovada tangeu-se tão somente à inviolabilidade da representação diplomática.
O observador do Reino Unido esclareceu que o seu país não é signatário da convenção de Caracas de 1954, portanto não está obrigado a conceder salvo conduto. A observadora da Suécia falou que o seu país não dá nenhuma garantia que não extraditará Julian Assange para os EUA. Grosso modo é o que pudemos observar.

17:37 Removido o player.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Folha: Site do Ministério da Justiça britânico é atacado em apoio a Assange; mais Estadão

(Experimente o uso dos marcadores - tags, abaixo de cada post, em vermelho, é mais rápido do que a busca, acima, a esquerda.)

Último post relacionado.

Site do Ministério da Justiça britânico é atacado em apoio a Assange

DA EFE, EM LONDRES

O Ministério da Justiça britânico confirmou nesta terça-feira que seu site sofreu "algumas alterações", mas não responsabilizou nenhuma organização por esses problemas.

Um porta-voz da pasta disse hoje que seu site "é um lugar público, que não recolhe informações sensíveis", e precisou que "nenhum outro sistema do Ministério da Justiça foi afetado".

O grupo "Anonymous", por sua vez, assumiu que atacou o site oficial do Ministério como forma de demonstrar seu apoio ao fundador do site WikiLeaks, Julian Assange, que há dois meses está abrigado na embaixada equatoriana em Londres.

De acordo com os hackers, a ameaça ao WikiLeaks também é uma ameaça à "liberdade de expressão e à saúde de toda a nossa sociedade".

Na última semana, o governo do Equador finalmente concedeu o asilo diplomático requerido por Assange.

O ativista australiano, que tenta evitar sua extradição à Suécia, onde seria julgado por supostos delitos sexuais, não pode abandonar a legação equatoriana a menos que o Reino Unido lhe conceda um salvo-conduto.

A reticência de Assange a ser levado à Suécia se deve ao temor de que possa ser extraditado em seguida para os Estados Unidos, o país mais prejudicado pelo vazamento de documentos secretos feito pelo Wikileaks. Origem.

Atualização às 09:30

Pela manchete fica clara a ideia da extradição!
Estadão: Suécia não extraditará Assange para os EUA se houver ameça de pena de morte

sábado, 18 de agosto de 2012

Psicologia Racional[Regis Mesquita]: Julian Assange merece que lutemos para protegê-lo

(Experimente o uso dos marcadores - tags, abaixo de cada post, em vermelho, é mais rápido do que a busca, acima, a esquerda.)

Último post relacionado.

Julian Assange merece que lutemos para protegê-lo

Quem luta contra os madereiros clandestinos da amazônia é ameaçado de morte e é perseguido por parte da justiça.

Quando Mandela lutava contra o regime segregacionista da África do Sul foi preso e condenado. Gandhi também.

A desobediência civil sempre foi uma porta aberta para mudar o planeta, encaminhando-o para o bem e para a justiça.

A ONG Sea Shepherd também está sendo perseguida por desobediência civil. O capitão do barco da entidade foi preso na Alemanha. Seu crime: defender as baleias. Com o barco eles dificultam o trabalho dos navios baleeiros, que é massacrar baleias indefesas. No site do instituto você conhecerá esta luta.

Claro está que quem desafia o sistema recebe de volta todas as ameaças possíveis.

Julian Assange transou com duas mulheres. Ele as conheceu em uma reunião do WikiLeaks na Suécia. As duas decidiram transar com ele. Suspeita-se que eram pessoas enviadas por serviços de seguranças estrangeiros com o objetivo de transar com ele e depois acusá-lo. Ou seja, vale tudo para destruí-lo. Uma das acusadoras disse que depois de transar uma vez e dormirem, o Julian tentou transar novamente enquanto ela dormia.

O projeto para destruí-lo é mandá-lo para a Suécia e de lá deportá-lo para os EUA. Nos EUA será julgado por tribunais militares. Continue lendo.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Ao vivo: OEA discute asilo de Julian Assange

(Experimente o uso dos marcadores - tags, abaixo de cada post, em vermelho, é mais rápido do que a busca, acima, a esquerda.)

Último post relacionado.

Sexta-feira(17): OEA discute asilo de Julian Assange e a ameaça da inviolabilidade da embaixada do Equador em Londres.

Intervalo de 10 minutos às 17:37, hora de Brasília, retorno às 18:37.

 
O que ficou decidido:

Após previsão de 10 minutos de intervalo que se transformaram em 60, foi apresentada proposta de resolução para que haja uma reunião de chanceleres dia 24/8 as 11:00 em Washington D/C.
Aberta a palavra, Canadá discorda, EUA também. Acham os dois países que a questão é bilateral(GB/Equador). Em seguida, Equador pede a votação. Após, falaram os representantes de outros países. Em geral, reiterou-se o pedido da votação. Com a palavra novamente o Equador, quer votação imediatamente pelo artigo 58, da OEA. Retorna Honduras, quer consenso e vê consenso quanto a inviolabilidade da representação diplomática, de acordo com a Convenção de Viena. Fala a Bolívia, Chile, Nicarágua, que pede a votação.

19:05 Votação

Ouvimos,
EUA, não
Canadá,não
Barbados, abstenção

Resultado: 23, sim, 5 abstenções, 3 não. Aprovada a inviolabilidade da representação.

19:13 Nova reunião do conselho dos chanceleres, conforme acima. Termina a reunião

Removido o player.(19:20)

Folha: Polícia britânica mantém vigilância à embaixada do Equador em Londres

(Experimente o uso dos marcadores - tags, abaixo de cada post, em vermelho, é mais rápido do que a busca, acima, a esquerda.)

Último post relacionado.

17/08/2012 - 11h40

Polícia britânica mantém vigilância à embaixada do Equador em Londres

DA EFE, EM LONDRES

Uma dezena de policiais continua vigiando nesta sexta-feira a embaixada do Equador em Londres, onde já não se concentram mais manifestantes que apoiam o fundador de WikiLeaks, Julian Assange, como ocorreu nesta quinta-feira. 

O governo equatoriano concedeu asilo político ao ativista australiano, refugiado em sua embaixada no bairro de Knightsbridge desde 19 de junho, e reivindicou o apoio dos outros países latino-americanos para que Assange possa deixar o Reino Unido.

O governo britânico negou um salvo-conduto a Assange alegando que tem obrigação legal de extraditá-lo para a Suécia.

Os cerca de 200 partidários de Assange que se reuniram na quinta-feira diante da sede diplomática desapareceram, deixando um rastro de cartazes de apoio ao fundador de Wikileaks e ao soldado americano Bradley Manning, acusado de ter colaborado com Assange. Origem.
 

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Assange corre perigo; com jornais

(Experimente o uso dos marcadores - tags, abaixo de cada post, em vermelho, é mais rápido do que a busca, acima, a esquerda.)

Assange a su llegada al alto tribunal de Londres. El Mundo.
Estadão: Equador afirma ter recebido ameaça do Reino Unido

Relatório inglês adverte para invasão da Embaixada do país andino em Londres caso Assange não seja entregue

15 de agosto de 2012 | 18h 45

Texto atualizado às 19h37   QUITO - O Equador denunciou nesta quarta-feira, 15, ter recebido uma carta do governo do Reino Unido ameaçando prender Julian Assange, criador do WikiLeaks, que pediu asilo político ao país andino. "Hoje recebemos do Reino Unido a ameaça expressa e por escrito que poderiam invadir nossa embaixada em Londres se o Equador não entregar Julian Assange", afirmou o chanceler equatoriano Ricardo Patiño.

Na carta, divulgada pela chancelaria equatoriana, o governo britânico invoca uma lei de 1987 que lhe permitiria entrar na embaixada e deter Assange. "Vocês têm de saber que há base legal - a lei de instalações diplomáticas e consulares de 1987 - que nos permite agir para prender o senhor Assange nas dependências da embaixada", diz o texto. "Esperamos sinceramente que as coisas não cheguem a esse ponto, mas, se vocês não forem capazes de resolver o problema, essa é uma opção com a qual ainda trabalhamos."

A agência AP reportou que o número de policiais vistos na entrada da Embaixada do Equador em Londres aumentou nas últimas horas.

Por meio de nota, a secretaria do Exterior britânica disse ter a obrigação legal de extraditar Assange para a Suécia e estar determinada a cumpri-la. "Ainda estamos comprometidos em buscar uma solução aceitável para todos, diz o comunicado.

Em um comunicado, o Ministério das Relações Exteriores do Equador classificou a posição britânica inadmissível politica e juridicamente, um "ato hostil e pouco amistoso", que viola "expressas normas internacionais". Patiño ressaltou que, se a invasão ocorrer, o Equador vai reagir. "Não somos uma colônia britânica. Esse período terminou", afirmou, após reunião com o presidente Rafael Correa. Continue lendo.

El Mundo: Londres anuncia que tiene la 'obligación legal' de extraditar a Assange a Suecia

Efe | Quito | Londres
Actualizado jueves 16/08/2012 00:49 horas


La extradición de Julian Assange a Suecia, un poco más cerca. Londres ha anunciado esta madrugada que las autoridades británicas están "determinadas" a llevar al polémico fundador de Wikileaks a Suecia, donde se enfrenta una acusación de agresión sexual. "Reino Unido tiene la obligación legal de extraditar a Assange a Suecia para ser interrogado", ha afirmado un portavoz del Foreign Office.

Desde el Ejecutivo británico se hace hincapié en que tienen que cumplir esa "obligación" de extraditar a Assange después de que el Gobierno de Ecuador haya acusado al Gobierno británico de amenazar con entrar en la Embajada ecuatoriana en Londres para arrestar a Assange.

El Gobierno ecuatoriano ha anunciado que este jueves tomará una decisión sobre la petición de asilo político realizada por el fundador de WikiLeaks, que desde el 19 de junio está refugiado en la Embajada ecuatoriana en Londres a la espera de saber si le será concedido el asilo político en Quito.

El 20 de junio, Scotland Yard avisó de que el fundador de WikiLeaks será detenido si abandona la Embajada de Ecuador en Londres ya que violó las condiciones de su arresto domiciliario.

Assange estaba obligado a permanecer en el domicilio establecido de Norfolk, una casa prestada por un amigo en el este de Inglaterra, entre las 21.00 y las 07.00 GMT, y el 19 de junio Assange se presentó en la embajada ecuatoriana, donde permanece desde entonces.

Desde que fue detenido en el Reino Unido, en diciembre de 2010, la defensa de Julian Assange ha tratado por todos los medios de evitar su entrega a Suecia por temor a que fuese extraditado desde allí a Estados Unidos, el país más perjudicado por la difusión de miles de cables diplomáticos secretos de WikiLeaks. Continue lendo.

Atualização às 00:59, quinta-feira, 16/08

"O Equador anunciará hoje, quinta-feira, às 13h00 (hora em Lisboa), a sua decisão relativamente ao asilo pedido por Julian Assange, fundador do Wikileaks."
Diário de Notícias: Assange fica hoje a saber se Equador lhe dá asilo

Atualização às 09:15

Estadão: Assembleia do Equador faz sessão extraordinária por 'ameaça' da Grã Bretanha, em caso Assange


Atualização às 09:50

"Mais cedo, Reino Unido negou salvo-conduto a fundador de WikiLeaks"
O Globo: Equador concede asilo político a Julian Assange 

Atualização às 15:25

Manifestante pró-Assange em frente à Embaixada do Equador; país concedeu asilo ao fundador do Wikileaks -Andrew Cowie -16.ago.12/France Presse - Folha
Folha: Reino Unido não vai autorizar saída de Assange, diz chanceler

Atualização às 18:28

El Mundo: Londres no reconoce el 'asilo diplomático' de Ecuador y niega el salvoconducto a Assange


Atualização às 18:53

Outras Palavras: Por que o Equador ofereceu asilo a Assange
 

sábado, 23 de junho de 2012

Laerte Braga: O GOLPE PARAGUAIO[Nova Edição]

(Experimente o uso dos marcadores - tags, abaixo de cada post, em vermelho, é mais rápido do que a busca, acima, a esquerda.)

Laerte Braga continua o seu artigo de mesmo nome, ampliando a sua corretíssima visão do cenário internacional, em tempos perigosos, que podem chegar a um neocolonialismo impingido pelas botas ianques! (Cobertura do golpe, aqui)


A SEMANA – I


O GOLPE NO PARAGUAI


Laerte Braga


No dia anterior ao golpe branco contra o presidente Fernando Lugo – Paraguai – um outro presidente, o do Irã, Mahamoud Ahmadinejad, em entrevista coletiva que incluiu a mídia alternativa e virtual e num hotel no Rio de Janeiro, diagnosticou com precisão o que ocorre hoje no mundo. A ordem política, econômica e militar imposta pelos EUA, ao sabor das conveniências de Israel e seus aliados e que se estende tanto aos países do Oriente Médio, como aos da África, da Ásia e América Latina, sempre contra a liberdade, os seres humanos e com claro caráter colonizador.

Em 2008 o governo de Álvaro Uribe, a partir de orientação e dados do governo de Washington, determinou o bombardeio de um acampamento no território do Equador, onde estava o chanceler das FARCs-EP (Forças Armadas Revolucionárias Colombianas – Exército Popular), Raul Reyes. Havia participado de um encontro de forças populares naquele país e se preparava para retornar aos quartéis da guerrilha. Foram assassinados, além de Reyes, dezenas de estudantes de vários países latino-americanos que lá estavam e participaram também do encontro.

A cumplicidade dos militares equatorianos ficou evidente. Se manifestou na passividade com que assistiram ao bombardeio feito pela força aérea colombiana. Evidenciou o caráter da maior parte das forças armadas dos países da América Latina. Não têm compromissos com seus países, mas são subordinadas aos norte-americanos. A esmagadora maioria dos militares brasileiros não é diferente.

Em 2009 o presidente de Honduras, Manuel Zelaya, foi deposto num golpe “constitucional”, dado pela madrugada e com cumplicidade do congresso e da corte suprema de seu país, organizado pelo senador John McCain, republicano. Foi o adversário de Obama nas eleições presidenciais de 2008.

Em todos esses momentos, o golpe contra Lugo, o bombardeio colombiano e o golpe contra Zelaya, o governo dos EUA, de imediato, reconheceu e deu “legitimidade” a essas ações.

Em 2002, semelhante tentativa foi feita na Venezuela contra o presidente Hugo Chávez. Preso numa quinta-feira retornou ao poder no domingo diante de milhões de venezuelanos que, nas ruas de Caracas e de todo o país, exigiam a sua volta. Um referendo popular, em agosto daquele ano, legitimou por maioria absoluta o governo de Chávez e Jimmy Carter, ex-presidente dos EUA e enviado da ONU como observador para o referendo foi obrigado a reconhecer a legitimidade do presidente.

No dia da prisão de Chávez a tevê norte-americana (e a GLOBO aqui, Bonner por pouco não teve um orgasmo no ar) anunciaram que “o povo exigiu a saída de Chávez.

A Colômbia hoje é presidida por Manoel Santos que foi ministro da Defesa de Uribe, é ligado ao narcotráfico (como Uribe). A denúncia foi feita pelo Departamento anti-drogas dos EUA. As forças armadas desse país são inteiramente subordinadas aos norte-americanos e seus “conselheiros”, na prática, a Colômbia é uma colônia, faz parte de um plano de controle da América do Sul denominado Grande Colômbia. Já integra o antigo projeto SIVAM – SISTEMA DE MONITORAMENTO DA AMAZÔNIA -, antes restrito ao Brasil e aos EUA, controlado por empresas privadas e forças militares brasileiras e norte-americanas. O nível de subordinação aos interesses norte-americanos é total. O alvo é a Amazônia em toda a sua extensão.

As vitórias eleitorais de presidentes considerados hostis pelos EUA deflagraram um processo de retomada da América Latina como quintal daquele país. Se já detinham o controle do México e do Canadá (chamam o Canadá de “México melhorado”) essa ordem neoliberal, globalizada por ações políticas, econômicas e militares, se faz presente em quase todo o mundo.

Os pretextos são sempre os mesmos desde tempos passados. Democracia, direitos humanos, etc, etc.

Com o desaparecimento da União Soviética os norte-americanos escancararam seus objetivos. A paz anunciada não veio, pelo contrário, a escalada militar ganhou dimensões de barbárie, a guerra foi privatizada por Bush, a violência é a palavra de ordem dos interesses nazi/sionistas comandados por Israel e com os EUA desintegrados e transformados numa grande corporação terrorista comandada por bancos e grandes empresas, principalmente a indústria armamentista e a do petróleo, vivemos o terror de Estado, o terror capitalista.

A democracia e os direitos humanos foram para o brejo em situações como as guerras do Iraque (destruído), do Afeganistão, da Líbia (mais de cinco mil ações de bombardeios aéreos e um país esfacelado), países como o Paquistão se transformando numa espécie de geléia de interesses de generais com instinto primitivo de barbárie e as chamadas potências emergentes, caso do Brasil, em políticas de equilibrismo e alianças complicadas no padrão dá e toma, ou uma vela a Deus e outra ao diabo. O precário equilíbrio, por exemplo, de democracias montadas sob a tutela e o temor de ações golpistas de militares comprometidos com os EUA, como aconteceu em 1964.

Essa boçalidade se materializa no uso de armas químicas no Iraque, no Afeganistão, na Líbia, em todos os cantos onde se faz necessário (muitos veteranos de guerra padecem de doenças provocadas pelo uso de tais armas), nas pressões econômicas, no campo de concentração de Guantánamo, no massacre constante de palestinos, na tentativa de destruir a revolução islâmica no Irã com denúncias falsas como sempre fazem e fizeram, principalmente, no controle das nações da União Européia, outro grande conglomerado de bancos e corporações.

Para países como Paraguai, o Brasil e outros, se associam a primatas conhecidos como latifundiários. Os donos da terra, hoje no chamado agronegócio.

O mundo privatizado.

Aqui, esse caráter ganhou dimensões plenas no governo do funcionário do Departamento de Estado e da Fundação Ford Fernando Henrique Cardoso. Uma espécie de “sargento Anselmo”, o célebre cabo da Marinha que infiltrado dedurou todos os companheiros. FHC chegou a sargento. Fulgêncio Batista também era sargento (felizmente muitos sargentos lutam a luta popular dentro e fora das forças armadas).

O golpe contra Fernando Lugo está dentro desse contexto. Uma das acusações contra o presidente foi a de “humilhar as forças armadas”. Lugo ficou ao lado de trabalhadores sem terra vítimas de militares e pistoleiros do latifúndio num conflito agrário, no qual latifundiários brasileiros estão envolvidos (são os donos do Paraguai), junto com empresas como a MONSANTO e a DOW CHEMICAL – o agrotóxico nosso de cada dia.

É impossível humilhar o que não existe. Forças armadas paraguaias? Onde? Bando de generais controlados à distância pelos senhores do mundo, abertos a qualquer grande negócio no mundo do contrabando, do tráfico de drogas, de toda a sorte de estupidez e crime possíveis em função de interesses, aí, pessoais.

Uma elite medieval. Não difere muito do latifúndio brasileiro. Uns grunhem outros nem isso.

O Plano Grande Colômbia, especificamente voltado para a América do Sul tem objetivos imediatos. Derrubar os governos da Venezuela, do Equador e da Bolívia, o controle das reservas de petróleo e gás desses países, isolar o Brasil e impedir que o País consiga avanços efetivos e consolide o processo democrático (mantê-lo sempre na corda esticada, no fio da navalha). Volta do curso tucano das “coisas”, mesmo com o caráter de “capitalismo a brasileira” inventado por Lula e o domínio de tecnologias essenciais longe do alcance dos brasileiros.

Em toda a América Latina, por fim à revolução cubana, derrubar Daniel Ortega na Nicarágua e impedir que governos considerados hostis aos interesses da corporação terrorista, ISRAEL/EUA TERRORISMO “HUMANITÁRIO” S/A sejam eleitos.

A fórmula encontrada para derrubar Zelaya se manifestou agora no Paraguai.

E ainda, no Brasil, temos um chanceler de sobrenome Patriota, que vem a ser um dos mais terríveis mísseis norte-americanos. Não é o caso do chanceler, é apenas um funcionário obediente da corporação terrorista num governo de puro equilibrismo. E nem deve saber direito o que acontece, ou o que é, tamanha sua dimensão anã como diplomata.

Em relação ao golpe paraguaio, só foi possível com a debilidade de nossa política externa e a falta de informações precisas e corretas do governo. Se a proposta da presidente Dilma de expulsar o país do MERCOSUL e adotar sanções severas for real, ótimo. Caso contrário, breve circulando pelas ruas da cidade de Eduardo Paes os novos modelos de diligências da Wells Fargo, com espetáculos de clones/drones de Búfalo Bil em todas as paradas.

Como afirma com correção a professora Nezah Cerveira, é a “Operação Condor IV” em curso.

Há uma guerra total em curso afirma o presidente do Equador Rafael Corrêa. A resistência não será nos gabinetes fechados, via de regra cúmplices diretos ou por omissão dessa selvageria. Será nas ruas, na organização popular.

Ou, todos aprendendo inglês e treinando para carregar malas dos colonizadores. O velho “bwana” dos tempos de Tarzã.