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quinta-feira, 24 de novembro de 2022

Opinião: Brasil x Sérvia

Brasil x Sérvia

Imagem do Zap, recebida antes do jogo. Também aqui!
Foi duro, sofrido, mas depois deslanchou, já temos muitas outras coisas para sofrer! E quanto a reza, deu certo!...

24/11/2022 - REFAZENDA2010

terça-feira, 10 de maio de 2022

Editorial: Golpe, só se fala nisso

Golpe, só se fala nisso

Carlos Latuff, no Brasil247. Aqui

Ontem (09) abordamos levemente o assunto na seção Opinião. A repetição, quase que insistentemente, da real possibilidade de golpe de estado a ser praticado por Bolsonaro; são narradas por diversos jornalistas. Dizem que seriam articulistas de esquerda. Talvez nem todos.

Como inimigo imaginário, agora nem tanto, particularmente por Bolsonaro, não para de ser fermentado. O assunto é recorrente e já é pautado diariamente pelo mandatário. As urnas eletrônicas foram alçadas a condição de inimigo principal primeiro. Mas o Supremo Tribunal é o inimigo permanente.

Duke no site Dom Total. Aqui

No nazifascismo é assim mesmo. Criam-se mentiras, falácias e vai-se repetindo diuturnamente até colar!

Agora, as FFAA se incumbiram de ingerir e palpitar na principal ferramenta das eleições que são as urnas eletrônicas. Arvoram-se como Poder de Estado, mas não o são!

Questionam, propõem alternativas, assumindo um papel que não é deles. Ademais o sistema existe há mais de duas décadas, sem objeções e o presidente foi eleito dessa maneira.

Agora inventou uma auditoria externa para acompanhar a apuração. Vamos ver onde isso vai parar.

É nesse contexto que aparece uma quase generalização do suposto Golpe. A População precisa estar preparada e mobilizada para, antecipadamente, obstar tal devaneio. Chega de 64!

Aqui temos uma busca pelo termo Golpe no Brasil247: https://www.brasil247.com/search?q=golpe

Leia também a nossa última matéria de hoje (Nassif) em Notícias do Dia!

10/05/2022 - REFAZENDA2010

segunda-feira, 9 de maio de 2022

Opinião: Ficar de Barbas de Molho não é e nem será Suficiente!

Ficar de Barbas de Molho não é e nem será Suficiente!

É como diz o título. O cenário não é nada bom. Amanhã (10) retornaremos com maiores detalhes! Dica, a notícia do Nassif às 15:52 em Notícias do Dia!

09/05/2022 - REFAZENDA2010

sábado, 17 de abril de 2021

Editorial: Duas Verdades

Duas Verdades

Tem-se duas verdades insofismáveis: Após o Golpe contra Dilma o Brasil só piorou no quadro das nações. Saiu da posição de 6ª economia mundial para o 12/13º lugar. Fora o constante e diário deboche internacional.

Tão verdadeira quanto a nossa extrema desigualdade. Hoje a fome voltou. E a causa não é apenas a Pandemia, não! O desemprego já vinha crescendo.

Mas ainda grandes extratos populacionais preferem não enxergar o óbvio! Ou têm interesse nisso…

17/04/2021 - REFAZENDA2010

domingo, 1 de março de 2015

Rede Brasil Atual: 'Se avizinha um momento de confronto', diz Rosa Cardoso

Rede Brasil Atual: 'Se avizinha um momento de confronto', diz Rosa Cardoso

Para a advogada, componente destacada da Comissão Nacional da Verdade, existem semelhanças entre período da ditadura e dias atuais

por Eduardo Maretti, da RBA

São Paulo – Componente destacada da Comissão Nacional da Verdade, que encerrou os trabalhos em dezembro de 2014, a advogada Rosa Cardoso comentou ontem (27), na Assembleia Legislativa paulista, que existem semelhanças entre as conjunturas dos dias atuais e do período em que oficialmente vigorou a ditadura civil-militar no Brasil, entre 1964-1985. É possível identificar o período iniciado em 1964 com o que “está acontecendo hoje”, disse.

“Há uma tentativa de entregar a Petrobras, acabar com a economia segundo uma visão nacional, e fragmentar cada vez mais o movimento sindical. É parecido com 1964”, disse, em audiência na Comissão da Verdade do Estado de São Paulo Rubens Paiva sobre a colaboração de grandes empresas com os órgãos da repressão.

No entanto, para Rosa, existe uma diferença importante, pelo fato de que a globalização não estava tão desenvolvida há meio século. Na opinião da advogada, as forças populares estão começando a entender a gravidade da conjuntura.

“Estamos chegando a um momento de compreensão pela população de que ou estamos de um lado, ou de outro. Se avizinha um momento de confronto. O movimento sindical está sofrendo ataques, mas foi para a rua fazer a defesa de Dilma, independentemente das centrais sindicais.”

Para Rosa Cardoso, a saída é a mobilização dos movimentos social e sindical. “No Parlamento e na mídia, essa discussão está perdida.”

Origem.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Rede Brasil Atual: A direita vai para o impeachment

Rede Brasil Atual: A direita vai para o impeachment

Conservadores preferem uma crise monumental a se preparar melhor, fazer programas mais inteligíveis e dizer a verdade sobre seus propósitos

por Flávio Aguiar
 

Derrotada nas urnas, não há mais dúvida nem outro caminho: a direita vai para o impeachment. Prefere uma crise monumental a se preparar melhor, fazer programas mais inteligíveis, dizer a verdade sobre seus propósitos (deter a melhor repartição da renda nacional e voltar à subordinação internacional ao capitalismo central), acreditar mais em expor programas do que em golpes de ocasião (que foi o que sempre fizeram), enfim, a direita continua acreditando em paralisar o Brasil e vender seus recursos e dedos em troca dos anéis de seus privilégios.

O parecer de Ives Gandra Martins, apoiado ridiculamente (citado no artigo) por Modesto Carvalhosa, ex-presidente da Adusp e dirigente da greve de 1979, que assim torra em praça pública seu passado de democrata, é límpido nesse sentido. Não há o que sofismar: a direita vai para o impeachment. Vai se basear de novo no “domínio do fato” que importou, solerte e malandramente, de jurista alemão, que denunciou a impertinência da importação. Mas não importa.

Ainda mais quando a direita está animada pela votação que elegeu o deputado Cunha na Câmara de Deputados. E quer ir logo para o impeachment: quanto mais demore no seu propósito, pior será para ela, porque os poderes se recomporão, se aglutinarão, se reacomodarão etc.

Ou seja, o clima está mais para 54 do que para 64. A direita quer implodir o governo, “legalmente”, e depois contar com as Forças (Forcas?) Armadas para garantir a “transição”.

Faz tempo que no Brasil a direita desistiu da democracia. Ela quer mesmo o ferrolho sobre o povo, sobretudo sobre o povão, e que este fique entregue à sua condição subalterna sem rota nem voto. Política é para os sabichões das elites, os ‘pundits’ (essa turma gosta de ser chamada em anglo-saxão), o resto é mesmo “demagogia”, “populismo”, “clientelismo”. Só o assalto ao Estado que a direita promove é “virtude”.

A questão, no entanto, não é esta. A questão é o que farão as esquerdas. Ficarão abestalhadas, como em 54, apoiando o massacre do governo de Vargas até seu suicídio (a hipótese seria a queda e o novo exílio), ou vão lutar pelo que se conquistou nesta última década? Ficarão no ramerrame de atacar o governo supostamente pela esquerda, fazendo coro com a UDN,  enfraquecendo-o, enquanto assistem algo passivamente a ofensiva da direita?

Leia tudo.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Caros amigos->Breno Altman: Paralisia do governo Dilma facilita o golpismo

Não se tem a menor dúvida disso, o difícil é entender a razão...

Caros amigos->Breno Altman: Paralisia do governo Dilma facilita o golpismo

Paralisia do governo Dilma facilita o golpismo

Por Breno Altman
Do Opera Mundi

A aprovação de mudanças na Lei de Diretrizes Orçamentárias, obtida no final da madrugada desta quinta-feira (4), não sustou ou debilitou a escalada conservadora.

Apesar da vitória parlamentar, evitando explosão de uma crise fiscal no colo da presidente, como era desejo da oposição de direita, o governo segue acuado.

Os partidos conservadores, associados à velha mídia, tomam carona na manipulação de denúncias provenientes da Operação Lava Jato e tentam manter o oficialismo sob fogo cerrado.

Os sinais do caráter golpista da estratégia opositora são evidentes.

Mesmo que suas principais lideranças ainda considerem insuficientes as condições políticas e jurídicas para abrir processo de impedimento, as operações de desgaste e sabotagem não escondem o propósito desestabilizador.

Não há surpresa no comportamento do PSDB e o resto da matilha, a bem da verdade. Durante a campanha já era evidente, pelo discurso de alguns próceres, que a aliança reacionária se jogaria de corpo e alma no enfrentamento.

Nunca esconderam a intenção de deslegitimar a presidente, empurrá-la contra as cordas e, se possível, abortar o mandato conferido pelas urnas.

Tampouco deixam dúvidas sobre o plano de desconstruir o PT e o ex-presidente Lula antes das eleições de 2018.

O que espanta é a inação governista desde o final de outubro.

Apesar de resoluções combativas, o petismo parece tomado pela apatia e o cansaço político. A reclamar do golpismo, por infração às regras democráticas, mas sem adotar comportamento resoluto e massivo, capaz de interromper as tramoias.

A tomada das galerias do parlamento por um punhado de delinquentes remunerados, durante a votação da LDO, foi simbólica desta política de guarda-baixa.

Por que o PT e o PC do B não convocaram sua militância para ocupar as arquibancadas do parlamento, em defesa da proposta do governo?

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domingo, 23 de novembro de 2014

Ricardo Kotscho [dica do Nassif]: 60 anos depois, cerco a Dilma lembra Getúlio

O golpismo prospera, mas não irão conseguir!

Publicado em 22/11/14 às 11h13

60 anos depois, cerco a Dilma lembra Getúlio

ioopkosad 60 anos depois, cerco a Dilma lembra Getúlio

Se a presidente Dilma Rousseff já terminou de ler o último volume da trilogia de Lira Neto sobre Getúlio Vargas, editado pela Companhia das Letras, deve ter bons motivos para ficar preocupada nesta entressafra entre o seu primeiro e o segundo governo.

Talvez isso explique a indecisão dela para anunciar os integrantes da nova equipe econômica, como demonstrou a dança de nomes cogitados para o Ministério da Fazenda nesta semana que chega ao fim, mantendo o suspense no ar.

Era este o livro que a presidente carregava na mão ao descer do helicóptero no Alvorada, quando retornou a Brasília, depois de alguns dias de folga numa praia da Bahia, logo após sua vitória apertada na eleição de 26 outubro.

É neste terceiro volume que o brilhante jornalista cearense Lira Neto mostra o cerco formado por forças civis, militares e midiáticas contra Getúlio Vargas, que começou antes da sua posse, e botou fogo no país, na segunda metade do seu governo constitucional (1951-1954), levando-o a se matar com um tiro no peito.

Dilma não é Getúlio, eu sei, o Brasil e o mundo não são os mesmos de 60 anos atrás, mas há muitas circunstâncias e personagens bem semelhantes nestes distintos períodos da vida nacional.

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segunda-feira, 3 de novembro de 2014

TIJOLAÇO[FB]: Janot dá um “passa-fora” e recusa ação do PSDB por recontagem

Agora sim, que os reacionários que se explodam!
O Editor.

Janot dá um “passa-fora” e recusa ação do PSDB por recontagem

3 de novembro de 2014 | 20:33 Autor: Fernando Brito 
papagaio

Da Agência Brasil, agora há pouco:

O procurador-geral Eleitoral, Rodrigo Janot, enviou hoje ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) parecer contrário ao pedido do PSDB para auditar o resultado das eleições presidenciais. Segundo o procurador, o  partido “visa promover gravíssimo procedimento de auditoria sem que exista qualquer elemento concreto que o justifique”.

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quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Ao vivo: OEA discute situação do Paraguai

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Início 11:12 - Reunião extraordinária da OEA

Término da Reunião às 14:27

Basicamente uma sessão burocrática. Discutiu-se sobre o relatório do secretário geral, que viu normalidade no Paraguai. Peru, Brasil, que citou a decisão de 11 países da Unasul, Argentina e Venezuela mostraram-se contrariados, por assim dizer. destaque para o representante da Venezuela, por exemplo, consumatum est, crucificaram o padre Lugo, golpe litght, tranquilização, alguma coisa como Democracia meio grávida... Nicarágua reafirmou golpe legislativo.

14:31 Removido o player

sexta-feira, 13 de julho de 2012

domingo, 1 de julho de 2012

Carta Maior[Mauro Santayana]: A direita se assanha contra o Mercosul

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A direita se assanha contra o Mercosul
 
A FIESP decidiu contratar o ex-embaixador Rubens Barbosa como seu pensador político e porta-voz corporativo. O diplomata, conhecido por sua posição francamente neoliberal, vem combatendo com insistência, a política externa brasileira. Mas, pelo que parece, está prestando mau serviço à indústria de São Paulo, que tem, na Venezuela, um excelente mercado comprador.

Mauro Santayana

Em artigo famoso, Assis Chateaubriand qualificou, há 60 anos, os industriais de São Paulo de seu tempo, reunidos na FIESP e no Centro das Indústrias do Estado, como os fazedores de crochê. A FIESP decidiu contratar o ex-embaixador Rubens Barbosa como seu pensador político e porta-voz corporativo ao mesmo tempo. O diplomata, conhecido por sua posição francamente neoliberal, vem combatendo, com irritante insistência, a política externa brasileira, mesmo que o Itamaraty, sob o chanceler Antonio Patriota, tenha deixado de ser o que foi sob o governo Lula.

Barbosa acusou, ontem, sábado, a Argentina de estar destruindo o Mercosul, ao transformá-lo em instrumento político, em detrimento de sua natureza comercial, e criticou a inclusão da Venezuela no bloco. Talvez porque os grandes empresários de São Paulo, desde sempre, se nutrem do Estado, ele não atacou diretamente o governo brasileiro, nestas declarações mais recentes. O ex-embaixador em Londres e Washington – durante o governo Fernando Henrique - está sendo coerente com a sua posição ideológica e seu alinhamento conhecido aos interesses das grandes finanças. Mas, pelo que parece, está prestando mau serviço à indústria de São Paulo, que tem, na Venezuela, um excelente mercado comprador. Só no ano passado, exportamos US$ 4 bilhões e 591 milhões, e importamos US$ 1 bilhão e 270 milhões, e o superávit comercial com aquele país de US$ 3 bilhões e 321 milhões.

Como está sendo costumeiro, no Brasil – a exemplo dos Estados Unidos – os altos funcionários do Estado se tornam consultores de grandes negócios, tão logo se aposentam. Esse foi o caminho de Rubens Barbosa que, além de chefiar seu escritório de consultoria, tornou-se presidente do Conselho Superior do Comércio Exterior da Fiesp. Mas, como vemos, seu ódio ao governo venezuelano, chefiado por Chávez, levou-o a essas declarações, que contrariam os interesses dos exportadores paulistas. Continue lendo.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

IstoÉ: Barbeiragem diplomática

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Página de Notícias do Golpe no Paraguai, aqui!
 
 
DESENCONTRO
Ação do chanceler Antonio Patriota durante a crise
paraguaia foi questionada por setores do governo - IstoÉ

Barbeiragem diplomática
 
Atuação desencontrada do Itamaraty no Paraguai coloca a cúpula da diplomacia brasileira em xeque. O chanceler Antonio Patriota e o assessor internacional da Presi dência, Marco Aurélio Garcia, se desgastam no governo

Claudio Dantas Sequeira e Michel Alecrim

A crise deflagrada pela queda do presidente Fernando Lugo extrapolou as fronteiras do Paraguai, ganhou contornos de conflito regional e ameaça se transformar numa grande dor de cabeça para o governo Dilma Rousseff. Não bastassem todos os questionamentos sobre um impeach-ment com ares de golpe branco, a ação atrapalhada do Itamaraty pôs o Brasil numa situação delicada com um vizinho estratégico e desgastou a cúpula da diplomacia. Setores do governo pressionam a presidenta Dilma Rousseff pela demissão do ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota. Os grupos contrários à permanência de Patriota espalharam nos últimos dias que Dilma até já teria cogitado nomear uma mulher para o lugar do chanceler: a embaixadora Maria Luiza Viotti, chefe da missão do Brasil na ONU, em Nova York. O primeiro a ser atingido pela crise diplomática foi o embaixador aposentado Samuel Pinheiro Guimarães, obrigado a renunciar ao cargo de alto representante do Mercosul – uma espécie de chanceler do bloco regional. Foi ele um dos responsáveis por influenciar de forma equivocada o Palácio do Planalto a apoiar medidas drásticas de retaliação ao novo governo paraguaio, como a suspensão do País do Mercosul até as eleições de 2013. Embora a sanção política tenha sido respaldada por Dilma, a presidenta impediu que as punições se estendessem às relações econômicas e comerciais. A ideia de Samuel Guimarães era isolar totalmente o parceiro comercial. Esse radicalismo fragilizou ainda mais a situação de Guimarães e tornou inviável sua permanência no cargo. Oficialmente, o diplomata deu diferentes versões para a saída, falou primeiro em “falta de apoio” e depois em “motivos pessoais”.

Conhecido por suas posições favoráveis aos governos chamados de bolivarianos, Guimarães havia sido indicado para o posto por sugestão do ex-chanceler Celso Amorim, hoje ministro da Defesa, de quem é amigo e cossogro – a filha de um é casada com o filho do outro. Ele também teve o apoio do assessor internacional da Presidência, Marco Aurélio Garcia, com quem Dilma não andaria muito satisfeita, segundo assessores do Planalto. Garcia foi outro que propagou a tese de interdição do Paraguai tanto no Mercosul como na Unasul. Ele e Guimarães alimentaram também a ideia de aproveitar a suspensão do Paraguai para aprovar a entrada da Venezuela no Mercosul, uma tese controversa, sem base jurídica nos acordos regionais e desconsiderando o fato de que Assunção é depositária de todos os acordos do bloco.

As articulações atabalhoadas da cúpula da diplomacia irritaram a presidenta, que foi pega de surpresa com o anúncio do impeachment de Fernando Lugo durante a Rio+20. O embaixador brasileiro no Paraguai, Eduardo dos Santos, enviou, nos últimos seis meses, inúmeros informes alertando o Itamaraty do risco de deterioração da governabilidade no Paraguai, mas essas informações não sensibilizaram a cúpula. Nem Patriota nem Marco Aurélio Garcia acharam que o problema era sério. Pressionado por Dilma, o assessor internacional argumentou que já havia recebido 23 alertas de intenção de impeachment contra Lugo, desde sua posse em 2008. Em sua opinião, não havia razão para suspeitar que o último prosperaria. Garcia e Patriota sugeriram a Dilma atuar por meio da Unasul, para compartilhar a responsabilidade na crise. Até aí, tudo bem. O problema é que a missão de chanceleres sul-americanos que desembarcou em Assunção na sexta-feira 22, dia em que o Congresso iniciou o julgamento político, teve efeito inverso ao esperado.

Com medo de que a interferência de outros países acabasse por inviabilizar o impeachment, deputados e senadores paraguaios aceleraram o processo. Na quinta-feira 21, dia em que souberam da ida de representantes da Unasul para o País, os parlamentares paraguaios decidiram não acatar o pedido de Lugo de abrir um prazo de três dias para apresentar sua defesa. Ficou estipulado o prazo de 24 horas. Ou seja, a ação precipitou o julgamento de Lugo, que teve resultado acachapante: foram 39 votos a favor e apenas quatro contra sua saída. Entre a abertura do impeachment e a homologação da decisão do Congresso pela Suprema Corte decorreram 30 horas. O vice-presidente Federico Franco, do Partido Liberal, assumiu rapidamente com a justificativa de “evitar uma guerra civil”. Nas ruas, com exceção de pequenos grupos, não houve reação popular. Muito menos as Forças Armadas reagiram. Mesmo assim, Lugo se disse vítima de um “golpe de Estado parlamentar”. Continue lendo.