15 de julho de 2012

Carta Maior[Saul Leblon]: 'Que se jodan': o escárnio neoliberal. Acredite, isso é a Europa hoje

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Carta Maior



'Que se jodan': o escárnio neoliberal. Acredite, isso é a Europa hoje

Funcionários públicos pediram a cabeça de Mariano Rajoy neste domingo, nas ruas de Madrid. O premiê espanhol pertence ao Partido Popular, uma espécie de Demos no poder, vitaminado pelo neoliberalismo tucano e, como estes, obcecado pelas 'reformas'. Herdeiro do franquismo, o PP exuda um conservadorismo político visceral, caramelado de ranço religioso opressivo.

Buñuel entendia dessa estirpe que vive seu fastígio político como braço executivo das 'reformas' tão acalentadas pelo elitismo em outras plagas também. A cepa de origem exibe perfeita aderência à natureza extremada das medidas requeridas para equacionar o colapso neoliberal sem afrontar os seus próprios termos.

A diferença agora é que sobra menos espaço para formalidades, digamos assim, quando se trata de tirar em espécie do tecido social para proceder a uma plástica na face do credo e no balanço dos credores. O cirurgião desse tipo de empreitada não pode hesitar. Mas o PP vai além da frieza.

Na 4ª feira da semana passada a face catatônica do impenetrável premiê Rajoy recitava aos deputados do Congresso a lista de sacrifícios adicionais determinados pelo Eurogrupo. A intervenção de Bruxelas no Estado espanhol visa impor à 4ª economia da UE o mais dramático arrocho da história do ciclo democrático, pós Franco: 65 bilhões de euros serão extirpados da população, via impostos, mais cortes sociais e menos gastos públicos( incluindo-se cortes salariais).

Em troca, os homens de preto do euro vão liberar um socorro de 30 bilhões de euros para salvar a banca espanhola. A desastrada aposta no arrocho para equilibrar as contas fiscais, como se sabe, agrava a recessão e reduz receitas, o que torna a economia incapaz de gerar recursos próprios para se reerguer, tudo apontando para uma nova escalada de demissões. No caso espanhol, significa engordar um explosivo contingente de 5,5 milhões de desempregados, a mais alta taxa de desemprego da UE. Continue lendo.

Um comentário:

Lucas Abreu Costa disse...

HAHAHAHAHAH....
"Que se jodan"!