1 de março de 2012

Observatório da Imprensa: Em defesa da liberdade. E da conveniência

Na velha mídia brasileira Obama ainda é um sucesso, na prática, um embuste, uma decepção. Não se podia esperar outra coisa do Império da Águia, todos seus filhos, ou quase todos, são águias!

OBAMA E A IMPRENSA

Em defesa da liberdade. E da conveniência

Por Carlos Eduardo Lins da Silva em 28/02/2012 na edição 683

Como quase todos os políticos no poder, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, faz tudo – dentro dos limites da legislação e da cultura política de seu país – para obstruir o trabalho do jornalismo independente que possa afetar os seus próprios interesses ou de seu partido. O que não o impede de se dizer favorável ao trabalho do jornalismo independente que atrapalhe seus adversários, ou mesmo ultrajado quando estes tentam dificultar tal trabalho.

Essa contradição foi apontada na semana passada na sala de imprensa da Casa Branca por Jake Tapper, setorista da rede de TV ABC, quando o porta-voz de Obama, em nome do presidente, lamentou a morte de dois correspondentes de guerra na Síria que, segundo ele, “tentavam reportar a verdade” sobre o que ocorre naquela nação, dirigida por um inimigo dos EUA.

É evidente que os métodos de Obama para colocar obstáculos à investigação jornalística mal podem ser comparados aos atos de brutalidade e violência que Bashar al-Assad utiliza. Mas, ao se valer – como tem feito com mais constância do que a maioria de seus predecessores – da Lei de Espionagem de 1917 para combater vazamentos de informações de governo para a imprensa, Obama não apenas deixa de cumprir promessas de campanha de que iria incentivar os que apontassem desvios de conduta na administração pública federal, como coloca o seu nome ao lado dos poucos chefes de governo americano dos séculos 20 e 21 que pontificam no quesito combate à liberdade de ação da imprensa – quem sabe apenas ao de Richard Nixon. Continue lendo.

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