11 de janeiro de 2015

JB: Europa e a "xenofobia à flor da pele". Depende da França evitar novos ataques

A pena desenhada tem diferença da pena escrita?!...

JB: Europa e a "xenofobia à flor da pele". Depende da França evitar novos ataques

Especialista diz que atentados vão depender da resposta do governo francês às ações dos Kouachi

Jornal do Brasil

Cláudia Freitas


A preocupação de novos atentados na Europa após a polícia francesa matar os suspeitos de terem promovido o massacre no semanário satírico "Charlie Hebdo", em Paris, na última quarta-feira (7/1), tem dividido as opiniões dos especialistas no mundo. Jorge Mortean, mestre em Estudos Regionais do Oriente Médio pela Escola de Relações Internacionais do Ministério de Relações Exteriores do Irã, em Teerã, alerta que novas ações extremistas vão depender de como o governo francês irá tratar os 12 assassinatos na revista e as mortes dos irmãos Saïd e Chérif Kouachi, de 32 e 34 anos, além de um possível comparsa da dupla.

"O que se viu na redação da revista Charlie Hebdo foi uma gota d'água no balde xenófobo francês, em forma de retaliação sociocultural, onde uma maioria não só depende desta minoria,mas como também a oprime", considera Mortean. O ataque à revista satírica aconteceu em um momento em que a França atravessa uma delicada relação social com os seus imigrantes, que representam cerca de 20% da população, sendo metade desse percentual de islâmicos. Os filhos dos imigrantes já compõem uma terceira geração e, como cidadãos franceses, tem os seus direitos garantidos na Constituição.

"A ação na revista em Paris foi promovida por dois irmãos franceses e não imigrantes. Eles são descendentes de imigrantes e estão em uma minoria religiosa de muçulmanos. Ou seja, foi um atentado aos seus compatriotas, o que causa um mal estar e comoção nacional", avalia o especialista, deixando claro que o caso da "Charlie Hebdo" foi em um quadro "pontual" e em função "de uma discórdia religiosa".

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