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terça-feira, 24 de julho de 2012

Estado de Minas: Ipsemg revoga licitação que previa instalação de hotel em prédio na Praça da Liberdade

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A UEMG necessita de um campus na Capital! Porém... Quanto ao patrimônio do Ipsemg, como fica?!

Ipsemg revoga licitação que previa instalação de hotel em prédio na Praça da Liberdade

Edifício vai abrigar uma das unidades da Escola de Design da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG)

Agência Minas

Publicação: 24/07/2012 14:55 Atualização: 24/07/2012 15:16


O Instituto de Previdência dos Servidores do Estado (Ipsemg) revogou a licitação que previa a instalação de um hotel na sua antiga sede, que integra o conjunto paisagístico e arquitetônico da Praça da Liberdade, em Belo Horizonte. O ato de revogação foi publicado na edição desta terça-feira, no “Minas Gerais”, diário oficial dos Poderes  do Estado.

Projetado em estilo modernista e inaugurado em 1965, o prédio, que é tombado pelo Patrimônio Histórico, terá nova destinação: abrigará uma das unidades da Escola de Design da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) – um atrativo a mais dentro do Circuito Cultural da Praça da Liberdade.

Justificativas da revogação

A principal justificativa para a revogação da licitação é a mudança no cenário do setor de hotelaria da capital. Quando o processo teve início, em 2009, a decisão pela instalação de um hotel no prédio do Ipsemg tomou como base estudos que identificaram a necessidade de suprimento da demanda por hotéis de alto padrão em Belo Horizonte, uma vez que a cidade será uma das sedes da Copa do Mundo de 2014 e, por isso, receberá grande afluxo de turistas.

Em março do ano passado, o Ipsemg concluiu o processo licitatório, que foi vencido pela incorporadora JHSF. Entretanto, a assinatura do contrato ainda aguardava a conclusão de um processo em curso no Tribunal de Contas do Estado (TCE) que, apesar de reconhecer a regularidade do procedimento licitatório, questiona a conveniência de manter a instalação de um hotel no imóvel, diante do tempo decorrido desde os estudos iniciais.

O Instituto fez, então, uma consulta junto à Secretaria Extraordinária da Copa do Mundo, a qual concluiu que a oferta de hotéis, incluindo alguns de alto padrão, aumentou de forma expressiva na capital nos últimos meses. Tal mudança de cenário levou à conclusão de que não há mais necessidade da intervenção do Estado como agente indutor do crescimento da rede de hotéis na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Além disso, neste período, venceu o prazo para apresentação de projetos de acordo com a Lei Municipal 9.952/2010, que trata do uso de incentivos de regulação urbana para o setor hoteleiro – o que dificultaria a implantação do hotel dentro dos parâmetros da licitação e dentro do prazo para atender aos turistas que estarão na Capital por ocasião da Copa do Mundo de 2014.

“Diante destes fatos, decidimos pela revogação da licitação que previa a concessão do prédio a um parceiro privado, pois não havia como sustentar, neste momento, a mesma motivação que deu origem à licitação. Em paralelo, o Governo de Minas resolveu destiná-lo a uma instituição pública que agregasse valor aos espaços que já existem no Circuito Cultural da Praça da Liberdade”, afirma a presidente do Ipsemg, Jomara Alves. Continue lendo.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Hoje em Dia: Hotel de luxo do Ipsemg pode não sair

Que há discrepância todo mundo já sabia!

Hotel de luxo do Ipsemg pode não sair

Foram detectadas a discrepância entre o valor de mercado do imóvel e o valor mensal para locação

Ana Flávia Gussen - Do Hoje em Dia - 24/02/2012 - 08:14

O Ministério Público de Contas do Estado apresentou um parecer contrário à concessão do prédio do Instituto de Previdência dos Servidores de Minas (Ipsemg) ao Grupo Fasano e à Incorporadora JHSF. O grupo privado foi o único interessado no processo licitatório publicado em 2010 pelo governo do Estado e que permite a exploração do local pelos próximos 35 anos. O objetivo é transformar o imóvel em um hotel de luxo avaliado em R$ 52 milhões.


Governo quer hotel onde funcionou o Instituto de Previdência-Foto:HD-Carlos Rhienck/18-05-2011
O parecer do MP, que pede a extinção do contrato, é referente a um recurso interposto pelo deputado estadual Antônio Júlio (PMDB) contra a concessão do imóvel ao Grupo Fasano. Segundo parecer da procuradora do Estado Sara Meinberg, na transação existe a possibilidade de dano ao erário pelos próximos 35 anos. Além disso, também foram detectadas a discrepância entre o valor de mercado do imóvel e o valor mensal para locação, descumprimento das normas de publicidade quando republicado o edital, além de avaliação subscrita por um único avaliador particular. Continue lendo.