Barra

DESTAQUES ATUAIS: Informativo     Opinião     Miscelânea     Editorial   Colaboradores   Artigos   Compartilhe:   

domingo, 26 de outubro de 2014

Caros Amigos--> Choque de gestão: o que é; por Ari de Oliveira Zenha

[E tem tanta gente iludida, puro marketing, Estado mínimo, dos amigos e para os amigos, máximo!]


Choque de gestão: o que é?


Por Ari de Oliveira Zenha
O apregoado choque de gestão que tentarei explicitar ao longo deste texto é, em primeiro lugar, uma forma de condução de gestão de governo, como se esse fosse uma grande empresa capitalista. A novidade é a audácia dos governantes que usam e abusam de terminologias e formas de administração empresarial, estabelecendo como gestão “moderna” a sua aplicação na administração do Estado.
É o Estado-empresa o verdadeiro significado do choque de gestão. Sem nenhuma pieguice dos proponentes desta façanha de administração pública, ou seja, do Estado como empresa, eles estabeleceram uma relação clara e inequívoca entre o poder público de administração com o poder privado de administração empresarial. Através do que eles chamam de modernização da gestão pública, projetos estruturantes são concebidos como incentivadores do desenvolvimento de Estado, atuando na “modernização” da realização das atividades de incumbência do poder público, tais como infra-estrutura, meio ambiente, educação e saúde, entre outras.
O uso abusivo de termos, palavras e concepções de administração empresarial não tem limites para o chamado choque de gestão. Quando se analisa esse “projeto”, nota-se claramente as intenções dos proponentes, que é estabelecer metas, estratégias de gerenciamento, em que os estruturadores submetem uma gama de projetos à Gestão Estratégica de Recursos e Ações (Geraes), que escolhe quais projetos, dentro de um conjunto, serão realizados. A realização dessas estratégias de governo está alicerçada na elaboração e execução do Orçamento, que é o instrumento que reflete as decisões de alocar recursos do governo estadual. Segundo esse documento do governo do estado de Minas Gerais, o Orçamento é, na perspectiva dual, o instrumento que torna viável a estratégia em curto prazo.
O governo concebeu o que ele chama de duplo planejamento ou processo dual. Esse conceito de planejamento (dual) é necessário porque os agentes econômicos necessitam competir cada vez mais no presente e, ao mesmo tempo, prepara-se para o futuro, dizem eles. A concepção dual diz o seguinte: (...) “Não basta mais uma única estratégia englobando presente e futuro. A abordagem dual exige duas estratégias simultâneas e coerentes entre si. Uma como foco na excelência da gestão das atividades atuais e outra concentrada na competência para gerenciar as mudanças necessárias para o futuro”. (professor F. Abell Derek, do “International Institute for Managemement Development” (IMD), programa que os autores do livro O Choque de Gestão em Minas Gerais adaptaram para o caso do setor público).
Mais do autor:
Logo, o conceito de planejamento governamental assume uma formatação empresarial, focado na competência de gestão e na competência do que eles chamam de agentes econômicos, em que seus responsáveis pelo planejamento escolhem uma determinada estratégia própria, definindo claramente as atividades da organização, ou seja, os seguimentos-alvo, as funções-chave e o modelo para gerir essas atividades “(...) com excelência, visando atender às necessidades dos atuais beneficiários”. Beneficiários, acredito eu, seja a população mineira.
Portanto, a função do planejamento passa a ser a gerência e escolhas de alternativas mais viáveis e econômicas na determinação das atuações governamentais por meio de uma relação custo/beneficio. O planejamento, então, assume uma visão de curto, médio e longo prazo, focalizado em uma política estratégica de planejamento do desenvolvimento do Estado e de sua população.
Este se coloca de uma forma exclusiva e primordialmente de gerenciamento, como se o planejamento governamental fosse reduzido a atividades de caráter empresarial, em que seus executivos (grifo meu) definem metas de trabalho e de excelência de realização. As metas a serem atingidas e de que forma elas poderão ser implementadas, sendo traçadas pelas diretrizes estabelecidas pelas estratégias do Plano de Gestão, levando em consideração as melhores atuações para se alcançar os objetivos anteriormente definidos e que, ao se concretizar, vão gerar, além de um gerenciamento eficaz, um resultado que reflita o foco de sua atuação, no caso do governo, uma melhor atuação gerencial refletindo custos/benefícios compatíveis e resultando em satisfação dos envolvidos nas atividades realizadas.
Esse tipo de planejamento empresarial descarta o planejamento de política governamental baseado em diretrizes de cunho econômico, ou melhor, macroeconômico de política governamental, pois o que está aqui em jogo são objetivos e metas amplamente comprometidas com uma política econômica de cunho abrangente, que vai nortear a atuação do Estado para toda a sociedade civil, delimitando e determinando políticas econômicas com a finalidade de estabelecer um desenvolvimento econômico e social que envolve toda a sociedade e que abarca toda a estrutura de atuação da política e governança democrática para execução de cunho macroeconômico, redesenhando o presente e o futuro para a sociedade na qual está envolta.
Entretanto, a política dual é microeconômica, concebendo o Estado como empresa, em que se estabelecem metas, objetivos, dentro de um horizonte de curto, médio e longo prazo de gestão operacional, definida e agendada pelos seus dirigentes. O engessamento estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal é extremamente rígido, inflexível e punitivo para aquele estado ou município que não o cumpre, com certeza deve ter levado e vem levando os estados a estes tipos de propostas de gestão, que, em hipótese alguma, podem ser chamados de planejamentos macroeconômicos ou mesmo de gestão democrática e transparente da coisa pública. 
Projeto gerenciador é o que chama o Choque de Gestão e, nesse sentido, representa em nível regional o que representa em nível federal a política neoliberal adotada no País. O modelo em pauta (Choque de Gestão), de acordo com as propostas que constam no estudo do Choque de Gestão em Minas Gerais, da Editora UFMG, estabelece uma “reformulação” em termos de se criar entre os agentes, que são a sociedade, seus representantes, os servidores públicos e o judiciário, uma estratégia de atuação gerenciadora de gestão pública-privada.
As disposições do planejamento estratégico do governo estadual se compõem pelos seguintes instrumentos: “a) Plano Mineiro de Desenvolvimento Integrado (PMDI) – define a estratégia de longo-prazo do Governo. Previsto na Constituição Estadual. b) Plano Plurianual de Ação Governamental (PPAG) – detalhada no PMDI para um período de quatro anos, por exemplo, 2004/2007. Consolida todos os programas e ações do governo. c) Gestão Estratégica e de Recursos e Ações do estado (GERAES) – assegura a presença do foco estratégico principal do governo – projetos estruturadores – em todos os instrumentos de planejamento e orçamento, desenvolve metodologia diferenciada para o gerenciamento do mesmo. d) Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) – estabelece as orientações para o orçamento. e) Lei Orçamentária Anual (LOA) – apresenta o detalhamento das previsões financeiras e físicas do PPAG para cada ano. f) Junta de Programação Orçamentária e Financeira (JPOF) – delibera sobre a locação ou contingenciamento de recursos, com base no comportamento da receita e despesa, e orienta-se pelas definições estratégicas. g) Decreto de Programação Orçamentária e Financeira (DPOF) – estabelece anualmente a programação orçamentária e financeira e disciplina a execução da LOA”.
O Plano Mineiro de Desenvolvimento Integrado (PMDI), segundo o documento do Choque de Gestão, “(...) consolida as estratégias indicativas para o desenvolvimento mineiro”. Ele é proposto à Assembleia Legislativa (ALMG) pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) e se transforma em lei. O CDES é presidido pelo governador e tem membros dirigentes das principais organizações do governo, representantes da sociedade civil organizada (entidades de classe, instituições de ensino e pesquisa, entre outros) e um conjunto de mineiros notáveis (grifo meu).
Nesse estudo elaborado pelo governo estadual, merece ser citado o seguinte em relação ao funcionalismo público: (...) “Em linhas gerais, o valor do prêmio por produtividade a ser pago a cada servidor será proporcional: a) ao resultado obtido na Avaliação de Desempenho Individual; b) aos dias de efetivo exercício das atribuições do cargo ou função; c) a itens da composição remuneratória do cargo ou função exercida pelo servidor, na forma definida em regulamento”. Para pagamento do prêmio é imprescindível que o Acordo tenha sido avaliado satisfatoriamente, o que significa que o Acordado de Resultados obteve pontuação maior ou igual a 70% do total. Se por um lado a avaliação satisfatória possibilita o pagamento do prêmio por produtividade, por outro está prevista a punição do acordado que obtiver resultado insatisfatório na avaliação, ou seja, menor que 70%. A partir de duas avaliações insatisfatórias sucessivas, ou três intercaladas em cinco, ou quatro intercaladas em dez, o representante do acordado sofrerá censura pública com a divulgação no Diário Oficial do Estado e em outros meios de comunicação do não cumprimento do Acordo de Resultados. Além disso, o Acordo é suspenso, são canceladas as autonomias e indisponibilizados os recursos provenientes de economia com despesa corrente ou aplicação de receita.
Isso indica que as relações que estão propostas acima, no âmbito do funcionalismo público, devem procurar ser equivalentes àquelas do setor empresarial, outra “pérola” dos proponentes do Choque de Gestão. 
É o capitalismo instituindo ao Estado (poder político) seu modus de gerenciamento e planejamento empresarial sem o mínimo constrangimento. Enfim, o capital resolveu atuar no nível empresarial, impondo seu modus operandi à organização estatal sem subterfúgios.
O Choque de Gestão nada é mais que uma forma do capitalismo, por meio de seu projeto neoliberal, implantar em nível estadual a sua forma de gerenciamento e planejamento empresarial, tornando o Estado mais um elo de suas proposições de administração microeconômica, travestido de uma forma “macroeconômica” de atuação. Logo, o Choque de Gestão é uma peça de ficção da barbárie administrativa do capital travestido de política econômica austera e responsável, é a insanidade do capital açambarcado pelo seu estado, subjugando-o ao seu modo de gerenciamento e planejamento, conduzindo, por meio de verdadeiros malabarismos o seu gerenciamento administrativo empresarial, realizando um umbilicamento entre política microeconômica e macroeconômica, compondo com isso o que eles chamam de planejamento moderno; é uma figuração de intervenções do capital para moldá-lo ao capitalismo deste início de século.
Não resta dúvida de que os elaboradores deste documento – O Choque de Gestão em Minas Gerais – permeiam as suas argumentações de proposições que levam a que tenhamos a impressão de que tais proposições, as quais estão estabelecidas nas propostas, são várias e que constam no documento oficial do Choque de Gestão; aliás, tenho que reconhecer que estão bem estruturadas, mas não passa disso. Suas verdadeiras intenções são os interesses do capital frente ao Estado, com a falsa intenção de criar uma “nova” forma de gerenciamento de políticas governamentais.
Enfim, para os leigos, ou mesmo crédulos, as propostas do Choque de Gestão podem parecer, à primeira vista, uma solução, pois, volto a afirmar, estão muito bem elaboradas, pois os escribas do capital também têm competência e capacidade intelectual para fazer uma bela peça engenhosa do Estado-empresa, que é esta proposta de “reformulação” e “aprimoramento moderno” da gestão pública que representa o Choque de Gestão. Mas este não resiste a uma análise criteriosa, crítica e fundamentada por analistas comprometidos com a transformação da sociedade econômica, social e política do capitalismo.

"O governo de Aécio Neves, além de congelar a folha de pagamento, inclusive tirando direitos dos funcionários públicos, mantém um controle rígido com tributações altas sobre energia, combustíveis e comunicação"

O que tem sido na prática o choque de gestão?
O governo de Aécio Neves estabeleceu no Estado uma censura a todos os meios de comunicação de tal forma que nada se diz sobre sua administração a não ser elogios. O marketing que o governo estadual tem feito é abundante. 
O governo estadual propala o ajuste fiscal, mas este foi conseguido sacrificando os salários dos servidores do Executivo estadual e das camadas mais carentes da população mineira.
Por meio do empenho da área de fiscalização do Estado no combate à sonegação e fatores como crescimento econômico e política tributária, a receita em ICMS cresceu e vem crescendo acima da inflação. No período de 2001 a 2005, a receita anual de ICMS cresceu 70% enquanto o INPC do IBGE ficou em torno de 57%.
“Minas tem hoje a segunda maior arrecadação de ICMS do País, atrás apenas do Estado de São Paulo, no entanto, o piso salarial dos fiscais mineiros, comparados aos outros estados, é o 19º do País”.(Sindifisco-MG)
O governo de Aécio Neves, além de congelar a folha de pagamento, inclusive tirando direitos dos funcionários públicos, mantém um controle rígido com tributações altas sobre energia, combustíveis e comunicação, a primeira com uma alíquota de 42% e as outras duas de 25%. As receitas deste governo, de 2003 a 2005, em bilhões, foi a seguinte: 2003 – R$ 18.851.305, em 2004 – R$ 21.817.259, em 2005 – R$ 25.513.724.
As despesas totais em bilhões de 2003, 2004 e 2005 foram respectivamente R$19.134.539, R$ 21.726.608 e por último R$ 25.292.070. Houve uma redução real de 16,45% das despesas com o pessoal do Executivo de 2002 a 2004. Já os gastos nos investimentos sociais, tais como saúde, educação, saneamento e segurança, diminuíram substancialmente no governo de Aécio Neves, ou seja, caíram de R$ 11,6 bilhões para R$ 8,7 bilhões, atingindo centenas de milhares de mineiros.
A participação da Receita Corrente Líquida (RCL) teve um percentual de aumento de 2005 em relação a 2002 de 27,30%, enquanto os investimentos sociais citados acima no mesmo período colocado em relação ao RCL foram de 70,3% em 2002, 55,9% em 2003, 48,8% em 2004 e 44,7% em 2005.
O governo de Aécio Neves vem realizando uma renúncia tributária em relação à Receita do Estado em diversos setores da economia do estado de Minas Gerais, cujos valores em percentuais de variação são: 2003/2002 menos 0,93%; em 2004/2003 mais 0,40%, e em 2005/2004 menos 0,38%. Outro dado já dito, mas não explicitado com clareza, é que em torno de 50% da composição da Receita Estadual concentra-se nos setores de energia elétrica, telecomunicação e combustíveis, pois são setores que têm maior facilidade do controle e rigor da fiscalização.
Podemos ainda relatar o seguinte: o setor industrial que consome 60% da energia elétrica recolheu 32% de ICMS (dados do quarto trimestre de 2004), o consumo de energia elétrica residencial representa 18% do consumo total do Estado e é responsável por 40% do recolhimento do ICMS do setor. O setor de energia elétrica arca com 19,41%.
O Estado, por meio da Lei nº 15.956/05 e outras normas, reduziu a alíquota do ICMS de mais de 150 produtos, quando foi regulamentada pelo Decreto 44.206 e publicado em 14-01-2006. A repercussão para a população ou não se concretizou ou foi mínima e representou uma renúncia fiscal da ordem de R$ 53 milhões. Para compensar essa perda de Receita, o governo do sr. Aécio Neves mantém alíquotas pesadas sobre os trabalhadores e mais eficiência da fiscalização nos seguimentos de energia elétrica, telefone e combustível (gasolina e diesel) como dito anteriormente. “Em alguns casos, inclusive, os preços que deveriam ter diminuído, chegaram a subir. Um exemplo foi o aumento do preço do pão francês. O governo projetava uma queda de 7% sobre o produto e o que ocorreu, de fato, é que ele subiu 5,26%”.
Segundo o Sindifisco-MG, [...] “ao contrário dos benefícios fiscais concedidos aos grandes grupos empresariais, o governo penaliza os pequenos contribuintes mineiros na medida em que as novas Substituições Tributárias (ST) têm praticamente exterminado o tratamento diferenciado previsto no Simples Minas. Somente os setores de calçados e vestuário, ainda conseguem usufruir, na plenitude, desse regime”.
Em relação à dívida do estado de Minas Gerais, os seus gastos com pagamentos não têm sido suficientes para cobrir os juros e, como consequência, a dívida aumentou mais de 100% no período de 1998 a 2005. O total dos juros de 1998 a 2005 foi, em bilhões, de R$ 8.219.313, em amortizações em bilhões R$ 3.643.602, perfazendo um total em bilhões de R$ 11.862.915. A dívida contratada foi a seguinte em bilhões de reais:
  • 1998 – R$18.500.000
  • 1999 – R$23.161.000
  • 2000 – R$25.473.300
  • 2001 – R$28.756.600
  • 2002 – R$34.340.458
  • 2003 – R$37.238.036
  • 2004 – R$42.111.908
  • 2005 – R$42.293.390
  • Assinatura do contrato: 18-02-1998.
  • Prazo (em anos) – 30
  • Limite de comprometimento (%) 6,79% a 13%.
  • Encargos (% a.a.) – IGP-DI mais 7,5%.
As condições de financiamento da Dívida Estadual de Minas são as seguintes:
“A renúncia tributária em Minas Gerais – isenções e redução de impostos, segundo o governo, para atrair novas indústrias ou manter as já existentes em Minas Gerais – dobrou em 2003 em relação a 2001” (Sindifisco-MG).
Essa renúncia fiscal tem tornado o sistema tributário ainda mais injusto, pois além da sonegação, Minas abre mão de bilhões com esta renúncia, sem nenhum retorno social que possa justificá-la. Na sua quase totalidade essa renúncia fiscal - 99% - refere-se ao ICMS, e só para se ter uma ideia desse prejuízo, esses benefícios equivalem, no momento, a aproximadamente 40% do valor do ICMS arrecadado pelo Estado.
Diante de tudo que foi exposto neste texto, como podemos explicar a grande votação que obteve Aécio Neves nas últimas eleições?
Podemos inferir que isso ocorreu: porque os outros candidatos eram extremamente fracos; a importância das alianças políticas promovidas pelo governador; houve censura a todos os meios de comunicação desde o primeiro mandato; o apoio amplo dos empresários mineiros; o carisma do senhor Aécio Neves; e o fato de o senhor governador vir de uma família tradicional na política mineira, neto do ex-governador de Minas, Tancredo Neves, e sendo seu pai, Aécio Cunha, um político conservador mineiro, sem contar o fato de anteriormente ter sido presidente do Congresso Nacional, ainda foi, no seu primeiro mandato, apadrinhado pelo então governador Itamar Franco.
Além disso, a censura a todos os meios de comunicação e a propaganda massiva que o candidato à reeleição promoveu em Minas foi imensa.
Explicar que a população mineira obteve benefícios com o “programa” choque de gestão - que foi mínima ou não existiu - foi o que tentei explicitar ao longo do texto. Espero que este texto tenha deixado claro não só o significado do que foi e é o chamado Choque de Gestão, de forma sucinta e objetiva, tanto na parte teórica da análise crítica como na parte da prática desta peça “engenhosa” que é o Choque de Gestão.

♦ Ari de Oliveira Zenha é economista.


sábado, 25 de outubro de 2014

Caf: PHA--> Vox amplia vantagem de Dilma: 7 pontos ​

Nota do Editor: O prorietário ou sócio da Vox tem um sobrenome, Stelita e já não sei se a grafia é essa mesma!


Conversa Afiada de Paulo Henrique Amorim

Vox amplia vantagem
de Dilma: 7 pontos ​

Chora, Ataulfo, chora !




No R7:

Dilma amplia vantagem sobre Aécio para 7 pontos, segundo Vox Populi

Presidente aparece com 48% das intenções de voto, contra 41% do senador mineiro


A presidente e candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) continua à frente do senador Aécio Neves (PSDB) na disputa pela Presidência da República, segundo pesquisa Vox Populi divulgada neste sábado (25) por TV Record, Record News e Portal R7. A petista aparece com 48% dos votos totais, contra 41% do tucano.


A vantagem de Dilma sobre Aécio passou de três para sete pontos percentuais, já que no último levantamento, de 20 de outubro, a petista tinha 46% e o tucano, 43% dos votos totais. A pesquisa de hoje, portanto, é a primeira do instituto em que Dilma aparece na liderança fora da margem de erro.


Votos brancos e nulos somam 5%, enquanto outros 5% dos entrevistados não souberam ou não responderam.


Considerando apenas os votos válidos — que exclui brancos, nulos e eleitores indecisos —, Dilma passou de 52% para 54% na pesquisa atual, enquanto Aécio caiu de 48% para 46%.


A pesquisa foi realizada neste sábado com 2.000 eleitores de 147 municípios do país. O levantamento está registrado no TSE com o número BR-01185/2014.


Pesquisas Ibope e Datafolha


O Ibope também divulgou na tarde de hoje um levantamento para a disputa de segundo turno. Dilma continua na liderança isolada, fora da margem de erro, mas a vantagem caiu de oito para seis pontos percentuais.


A petista aparece com 49% dos votos totais, contra 43% de Aécio. Veja aqui todos os números da pesquisa.


Outra pesquisa Datafolha, divulgada neste sábado, indica empate técnico entre Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB). A presidente soma 47% das intenções de voto, contra 43% do tucano. Em votos válidos, o placar está 52% a 48% em favor da candidata à reeleição.



Leia mais:

GLOBO É CONCESSÃO PÚBLICA

Origem: Aqui

Falta de senso, fake!


Sensus/IstoÉ: Aécio tem 54,6% e Dilma, 45,4%
Mais de 13 Tweets relacionado(s)
    13       45        


O Juízo volta ao mercado, que aliás, já estava precificado!

JB:  Dólar tem forte queda de 2,26% e fecha cotado a R$ 2,45


Já a Bovespa teve forte alta de 2,42%

Jornal do Brasil Após a divulgação das pesquisas eleitorais, que dão vantagem à candidata Dilma Rousseff, o dólar teve a maior queda diária desde novembro de  2013 nesta sexta-feira. A moeda americana caiu 2,26%, cotada a R$ 2,457. Na véspera (23), a divisa fechou em alta e bateu o patamar de R$ 2,50, com investidores focados na disputa presidencial.
Na semana, a moeda teve alta de 1,01%. No mês, há valorização acumulada de 0,37% e no ano, de 4,22%.
Pela manhã, o Banco Central vendeu a oferta total de até 4 mil swaps cambiais, que equivalem á venda futura de dólares. O BC também vendeu a oferta total de até 8 mil swaps para rolagem dos contratos que vencem em 3 de novembro.
O cenário eleitoral também também influenciou a Bovespa, que fechou em alta de 2,42%, aos 51.940 pontos. O Ibovespa foi influenciado por estatais, como Petrobras e Eletrobras, que tiveram alta de 5%. A BMF&Bovespa teve alta de cerca de 7%.
Do lado negativo, estavam Fibria (-1,76%), Telefônica (-1,62%) e BRF (-1,16%).
A alta nesta sexta ajudou a reduzir as perdas na semana para 6,8%. No ano, a Bovespa tem alta de 0,84%.
Origem: JB.

Uma imagem e feia...


sexta-feira, 24 de outubro de 2014

MInas não votou em aéco!

Novamente pela dial up! 

Minas não votou naquilo que só é marketing. E ainda tem um dono de jornal preso, encarcerado e apodrecendo na cadeia. Um estimado e pranteado amigo, colega falecido costumava chamar de República de Minas. O jornalista teve até infarto na cadeia. Virou o enfant terrible da história. Mas tem ainda a justiça tucana e tucagem em mitos lugares. Terão que ser todos devidamente depenados! 

O prefeito do município de São Paulo sabe muito bem o que é isso: Elite é elite, neo é neo!

Estamos também em : Consumidor Pateta, Não!

O Editor!

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Redação da REFAZENDA2010-blog-Artigo-A Verdadeira Saúde em Minas Gerais, uma faceta!

A Verdadeira Saúde em Minas Gerais, uma faceta!

Cultura Organizacional – Centralização –Desplanejamento - Neoliberalismo -
Contratação ao invés de Concurso - plano$ de $aúde - Coparticipação
Omissão de Socorro
INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DOS SEVIDORES PÚBLICOS DE MINAS GERAIS
IPSEMG: Autoristarismo e Prepotência

Sempre fui um ardoroso de defensor da saúde pública. Dependente e usuário também. E isso bem antes da criação do SUS, aliás excelente, mas sabe-se lá porque, poucos médicos querem trabalhar para algum órgão ligado ao sistema.

De graça não existe nada. Ou recebe-se via Tributos ou diretamente, que é o caso, via Contribuição.

A contribuição foi compulsória até a década de 1990. Algum promotor de Minas Gerais entendeu desse modo. A prefeitura de Belo Horizonte também entendeu assim. Ou seja, só pelo SUS!. E o Hospital do Servidor – HOSPITAL MUNICIPAL ODILON BEHRENS – foi transformado em hospital geral para toda a população e recebe recursos também do SUS.

Funcionários de maior salário foram saindo. Isso se deu também, após alguém decidir separar a contribuição de previdência e da saúde. Um amigo e colega de carreira, à época na Direção dessa Casa foi taxativo: “Vocês fizeram a maior burrice...” . Isso mesmo, literal.

Eu sou um funcionário concursado e de salário maior. Embora tenha sido atropelado por doença incapacitante e grave, mas, não listada na legislação pertinente. Em 2009, em Minas, isso mudou. Fui contemplado? Não!

Voltando ao Instituto. Em 28 de agosto de 2012, numa maca do SAMU, fui recusado pelo Serviço Médico de Emergência do IPSEMG – SMU. Fui levado para a UPA Centro Sul de Belo Horizonte. Fiquei lá por quase 24 horas e sem diagnóstico. Já noite no dia posterior, de maca e um corredor lateral, algum neurologista desceu de qualquer andar e constatou: AVC!

No começo do milênio, um tal filho do Cunha, mas criado por banqueiro e que mora no Rio; tomou um choque e com uma 45 rasgou um dívida de um bilhão de reais, do Estado de Minas Gerais para o citado Instituto. Dívida essa que seria paga em trinta anos!

Por que escrevo só agora tudo isso? Simples, por que alguém nessa semana, quando ao pegar uma cadeira de rodas, disse: Tem que deixar a identidade aqui. Não ouvi. Subiu alguém da MGS (servidor, contratado, não sei o que é!) e fez as suas observações. Fiz o maior escarcéu. Na saída ouvi alguma coisa como ordem da presidência! Está acabando, assim espero! ( Tem documento para tudo que foi dito acima)

Hoje, pago mais um plano de saúde, repito, pago mais um plano de saúde. Outro dia tive uma cirurgia médica de urgência, complicada, CTI. Quanto o especialista recebeu? Setenta reais, setenta reais! E a ANSs?!

Otávio Mancini Soares 315 --- --6-49

Contatos do MS nas datas que seguem: 05/11/2013; 24/09/2013; 31/12/69; 31/12/69 e 31/12/69. Esses dois últimos foram do além, para quem quiser, tem imagem também!



Os médicos concursados e até o contratados são ótimos, os funcionários se desdobram em dez, o Contribuinte sou eu,  ladrão a priori !

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Artigo: JT Palhares: Sete Narizes

Sete narizes

 nariz

   Algo cheirava mal no Reino de Araque. Após disputa entre o Príncipe e os cidadãos por questões de planejamento urbano, diante da falta de transparência visando acobertar o tráfico de informações privilegiadas na compra e venda de lotes na Colina da Gola Verde, extensa área de terra desapropriada para construção do novo Palácio da Administração, o escultor, poeta e filósofo R.B. Furtado espalhou moldes de seu próprio nariz pelos muros e paredes da cidade. Aquele que encontrasse os sete narizes, reza a lenda, seria agraciado com riqueza financeira. Eu os encontrei, mas isso seria a minha ruína. 


Naquele tempo de abutres atropelados por aeronave fantasma, ovelhas azuis lambiam as últimas gotas barrentas da Cantareira, enquanto Pinto, o pequeno, atolado em dívidas, ciscava no terreiro da fazenda em busca de grana.

Ainda era de madrugada, quando Al Arak, furioso por ter sido acordado uma hora antes do meio-dia, emitiu correio telegráfico: “Demita os faxineiros, crie mais cinco mil cargos e dobre o salário dos comissionados”.

E assim foi feito. Talvez por desejo de imitar Calígula, dizem, nessa mesma época o Príncipe dos Nababos nomeou um jegue para a Superintendência de Pesos e Tarefas. Ninguém entendia nada do que ele falava, mas o quadrúpede recebia 35 mil pratas por mês para abrir e fechar palestras.

A título de esclarecimento, cinco anos antes do tempo em que escrevo, o Príncipe de Araque, preocupado com a situação falimentar do Reino, mandara erguer um novo Palácio de dois bilhões de dracmas sem consultar o povo ignorante, que decerto preferiria desperdiçar o dinheiro dos tributos em saúde e educação — problemas habilmente contornados pelo governante quintuplicando-se os gastos com publicidade, obtendo assim o mágico resultado de fazer com que os súditos habitassem o mundo feliz da propaganda.

Pagar em dia os juros da dívida, zerar o déficit que não parava de crescer — isso é obrigação de todo governante, basta torturar os números que o superávit logo aparece.

Preciso fazer com que os jornais publiquem somente o que me favoreça — decidiu-se Arak.



Ninguém melhor para executar engenhosa tarefa, senão Kassandra, a Mandachuva da Imprensa. A feiosa não perdeu tempo: paparicou com generosas verbas os jornais amigos, e mandou prender, empastelar, amordaçar e arrebentar a mídia oposicionista, bloqueando acesso aos sítios pagãos onde os desafetos se reuniam para entoar cânticos contra o governo do irmão.

Aproximava-se o dia da eleição do homem mais bonito do Reino. Oportunidade única para desmascarar o tirano, sempre ocupado com a aparência. Durante uma festa pantagruélica, auxiliado por um garçom amigo, infiltrei-me no Castelo de Taras. Durante a madrugada, escondi-me no quarto do soberano.

Por volta de treze horas o príncipe deixou o banho e entrou no quarto. Havia ali um grande espelho. Agradava-lhe a imagem refletida: olhos negros, cabelos castanhos e revoltos, a pele rejuvenescida por aplicações de botox, no rosto nenhuma ruga de preocupação.

— Espelho cristalino, diga-me, o que devo fazer para derrotar aquelas duas feiosas? — perguntou para si mesmo, referindo-se às adversárias, Bulgra Karloff e Lagartixa Verde, cada uma com seus poderes e feitiçarias: a primeira, dona de varinha mágica, capaz de mover montanhas de grana; a outra, lagartixa da floresta, quando confrontada exalava uma cortina de fumaça verde, inebriando ateus e crentes.

Espremido entre roupas e caixas de sapato, eu não possuía visão completa do aposento. Estando de cócoras, levantei-me com cautela, afastando um pouco a cortina, e só então pude reparar melhor: o príncipe estava sem o nariz!

Abaixo dos olhos, no ponto da face onde se dividia o septo nasal, dois buracos esbranquiçados, e nada de nariz! Incrédulo, continuei atento. Nem se eu quisesse conseguiria fechar meus olhos para o fato: o príncipe Al Arak era um ser biônico.

Se vocês estão lendo este relato é porque estou morto ou apodrecendo nas masmorras do Castelo. Como jornalista, de que me valeria descobrir que o Rei está nu se eu não pudesse contar para ninguém? O que vou lhes revelar é segredo de Estado: todas as noites, ao retornar da balada, o Príncipe tirava o nariz antes de ir para a cama.

Ao contrário de Kovaliov, cidadão russo que perdera o nariz nas ruas de São Petersburgo, Arak não entrou em desespero. O extraordinário, no entanto, ainda estava por acontecer.

Foi então que eu vi, com os olhos quase saltando das órbitas, o momento em que o Príncipe acionou um mecanismo por detrás do espelho. Ouviu-se um estalido. A superfície do espelho deslizou para a direita, revelando uma coleção de narizes, um para cada dia da semana!

— Que dia é hoje? Oh, mas que cabeça, ontem eu fui ao baile de Máscaras na Casa da Turca…

Sanada a dúvida mundana, o Príncipe extraiu o objeto adiposo do cabide onde se lia “quarta-feira”. Examinou o nariz, removendo uma película protetora. Olhos fixos no espelho, com dois movimentos precisos, direita, esquerda, Al Arak encaixou a cartilagem artificial no centro da face. Depois, com a boca fechada, aspirou profundamente o ar pelas narinas, soltando do mesmo modo, e com toda força, o ar nos pulmões acumulado. O nariz funcionava perfeitamente.

— Espelho cristalino, responda-me uma pergunta somente: se sou o mais belo e inteligente, por que lhe parece impossível que eu seja eleito presidente?

Ato contínuo, como se estivesse a ensaiar discurso para a campanha do homem mais bonito do reino, Al Arak treinou sua retórica, enchendo o recinto com dúzias de clichês políticos…

Nota: esta é uma obra de ficção, a semelhança com o nariz de qualquer pessoa de carne e osso é mera coincidência.

JT Palhares em 12/09/2014, enviado nesta data.

Do mesmo autor: A MALDIÇÃO DE AÉCIO 

Premonição em 12 de janeiro de 2012!

Acertará???!!!! 

JT Palhares é um antigo articulista da REFAZENDA2010. Está voltando agora com o seu brilhantismo habitual!


A MALDIÇÃO DE AÉCIO

A presidência caiu no colo de Tancredo por obra e graça dos militares, como efeito retardado da segunda bomba que não explodiu no Rio Centro. Devido ao seu perfil conciliador, Tancredo era o político ideal para que os milicos garantissem o controle da situação, durante a transição de uma Ditadura Envergonhada para uma Ditadura Consentida. Conciliação era a palavra chave. A mesma conciliação que garantiria a impunidade dos militares brasileiros, os únicos da América Latina a serem anistiados pelo Supremo Tribunal Federal por crimes imprescritíveis contra a Humanidade. Consenso é o pavor do que não se expressa, já dizia Derrida.

Essa conversa de conciliação, aliada ao papo de ser a presidência um destino e não uma escolha, marcou o espírito de Aécio como uma martelada na cabeça. 
Naquele momento crucial, "DIRETAS JÁ!", passeatas, comícios com a presença de grandes cantores da MPB, Tancredo representou de forma excepcional o papel de Lavador de Almas, “o escolhido", o homem disposto a subir no cadafalso do Colégio Eleitoral em prol do povo brasileiro.

A emoção estava no ar, vinte e quatro horas. Os especialistas em manipular massas sabem que a emoção é uma droga, que se bem administrada alastra-se como vício, gerando no usuário o desejo de reviver os momentos trágicos ou mágicos, a depender do desfecho da picada. De uma forma ou de outra, a âncora da emoção sempre deixa sua marca irrevogável na mente do cliente.

O desfecho da transição democrática vocês já conhecem: trinta e oito dias de agonia, tudo filmado e refilmado à exaustão, Tancredo sendo exibido como um boneco sem fala pelos médicos do Hospital de Base de Brasília em foto tirada no dia 25 de março de 1985, até a comoção causada pelo anúncio da morte e o sepultamento do corpo do Presidente em São João Del Rey.
A morte do avô carimbou profundamente o destino político de Aécio, que passou a se enxergar sempre pela ótica de Tancredo: "o melhor presidente que o Brasil nunca teve”. Desde então, Aécio está condenado a repetir o destino manifesto de Tancredo: continuar sendo o que sempre foi sem nunca chegar a ser o que poderia ter sido. Confuso, não?

Nem tanto, foi mais ou menos essa a resposta que Aécio deu ao jornalista Josias de Souza: “tenho dificuldade de entender as surpresas ou frustrações que alguém possa ter com o fato de eu continuar sendo o que sempre fui e fazer o que sempre fiz na minha vida pública”.

Ou seja, Aécio quer continuar fazendo o que sempre fez: (insira aqui a palavra que exprime a relevância de Aécio para a renovação política brasileira).

Basta que Aécio mantenha o seu nome nas bocas, frequente as passarelas, fuja do debate, não entre em polêmicas, e no momento propício, ao contrário da onda que se quebra na areia, Aécio continuará sendo de novo do jeito que sempre foi um dia. Ficou mais confuso? Paciência, a História dá voltas em espiral, o mesmo aconteceu com Tancredo, político dotado de uma habilidade incrível para se colocar sempre no lugar certo nas horas mais incertas.

Repetindo, pra frisar bem, Aécio não se livrou da maldição do avô, maldição que consiste em ser o que se é sem nunca chegar a ser o que poderá ter sido. Daí a importância da morte. Aliada secreta, a morte com sua foice é o ponto de irrigação política do nome de Aécio, figura responsável por manter acesa a chama de uma candidatura à presidência cada vez mais distante.

Dia desses o Jornal Estado de Minas soltou uma nota falando que Aécio poderá se candidatar ao Governo de Minas em 2014.

Já dizia Lulu Santos, “não adianta fugir, nem mentir pra si mesmo”. Pois então, Aécio, para se encontrar com seu destino, viabilizando-se como candidato a Presidente, depende da morte de terceiros. Não apenas da morte biológica, mas também da morte de modelos, do esgotamento de alianças. Por isso Aécio está sempre se movendo nos bastidores, buscando cooptar aliados entre os apoiadores do Governo atual, preservando de críticas os ministros mais incompetentes, de olho nas rebarbas políticas. Quando as portas da História se abrirem para ele, Aécio não terá pudores em se aliar às mesmas forças fisiológicas que sustentaram o Governo do PT desde a ascensão de Lula. Desde que seja para o bem do povo, Aécio não se importaria de ser eleito Presidente sem romper com as forças políticas mais retrógradas.

Mas, para que o plano secreto de Aécio dê certo, é preciso que algo de extraordinário aconteça. Em se tratando de possíveis candidatos a uma morte extraordinária, esse defunto não precisa necessariamente ser o do José Serra, pode ser a morte simbólica de um modelo de governo, de um projeto político, ou até mesmo o passamento de um líder popular, fazendo por linhas tortas com que a bola da Presidência caia no peito de Aécio.

Quando esse fato extraordinário acontecer, e Aécio tiver a chance de tornar-se Presidente do Brasil por força do acaso, como deu-se com Tancredo, a maldição legada ao neto pelo avô terá chegado ao Fim.

Pena que quando esse dia chegar, Aécio estará com 76 anos. E no dia anterior à sua posse como Presidente da República, Aécio inventará de comemorar a vitória surfando em uma praia escondida da Austrália, e ele, relembrando os tempos em que surfava no Rio, arriscará uma manobra arrojada, perderá o controle da prancha e baterá com a cabeça numa pedra, vindo a morrer na praia como sempre sonhou.


JT Palhares

Atualizado em 05/10/2014

Da Tribuna de Minas de Juiz de Fora em http://www.tribunademinas.com.br


 

sábado, 25 de janeiro de 2014

EM MINAS LUGAR DA OPOSIÇÃO É NA CADEIA

Atualização ás 17:42
Do Vi o Mundo: " “O Carone teve infarto (gn)nessa madrugada. Neste momento, está a CTI do Hospital Biocor”, nos informou há pouco o deputado estadual Rogério Correia, líder do PT na Assembleia Legislativa de Minas Gerais. “Além do tratamento e socorro inadequados durante essa semana em que está preso, ele ficou muito nervoso, muito tenso, ontem à noite com a pressão do promotor André Pinho para que  ele fizesse acusações contra mim e o Sávio Souza Cruz em troca de ser libertado. Familiares me contaram que ele ficou repetindo, denunciando, para eles e para os profissionais de saúde que estavam na UPA, a pressão que acabara de sofrer.”"
Matéria extraída do último link abaixo que foi atualizada pelo Azenha. 

EM MINAS LUGAR DA OPOSIÇÃO É NA CADEIA

Não é de hoje que o grupo do psdb que governa Minas cala ou compactua com a imprensa venal, local ou nacional. De memória tem-se como talvez o evento mais antigo a demissão do jornalista esportivo Cajuru, da TV Bandeirantes. O mesmo criticou o então governador por eventos ocorridos em jogo internacional no Mineirão. Depois foi um diretor da TV Globo local que irritou a primeira ministra: rua! Foi uma matéria trivial. E assim tem sido desde 2003.

Mas não para no Executivo a mordaça imposta. O Ministério Público, o Judiciário e naturalmente o Partido do Palácio da Liberdade, digo, a Assembleia Legislativa participam ativamente naquilo que se transformou na ditadura da República de Minas. Apenas um pequeno grupo luta bravamente na ALEMG: Minas Sem Censura. Destaque para os deputados Rogério Correia do PT e Sávio Souza Cruz do PMDB. Há pouco tempo tentaram cassar o primeiro em mais uma maquinação sórdida.

O ápice de toda essa lama ocorreu nesta segunda-feira (20) com o prisão do jornalista Marcos Carone. Carone é o responsável pelo jornal virtual novojornal. A publicação já tem alguns anos e em 2008 foi vítima do MPMG, tendo perdido o seu domínio no país (.br). Soube bem Carone hospedá-lo em outro lugar, pois continua no ar apesar de ordem contrária da juíza que determinou a sua prisão.

Eleição é a palavra-chave. O não já tão novo enfant terrible quer ser presidente. E nesse afã arregimenta todas as estruturas na tentativa de se vender uma bela imagem. O propalado choque de gestão não passa de puro marketing. Apenas isso. Os recursos gastos em propaganda são estratosféricos. Mas a realidade é temos um Estado falido, quebrado.

Aliado a isso tem-se o telhado de vidro que o Talquinho tenta esconder: o Mensalão Tucano com a sua Lista de Furnas – periciada e dada como verdadeira pela Polícia Federal. Em decorrência disso Minas tem o seu primeiro preso político: o lobista Nilton Monteiro, o delator do esquema, taxado pela Polícia Civil de falsário. Aliás, cabe acrescentar aqui que a PC é mais um braço sujo desse esquema de poder. No link: http://anexo.novojornal.com/92368_14.pdf tem uma degravação que demonstra o caráter de quadrilha de alguns senhores de Minas. Destaque para Cláudio Mourão, peça do governo Azeredo.

Carone estriba suas publicações com farta documentação. É um lutador incansável e que está quase sozinho. Calou-se a imprensa nacional. Temos um segundo preso polítco, doente e requerendo cuidados. Dos blogs grandes só mesmo o Vi o Mundo do Azenha. A ABI, fazendo revirar na cova o grande Barbosa Lima Sobrinho, republica uma nota de 2013 de dá nojo, para se dizer o mínimo.

O CNJ e MPF poderiam tomar alguma atidude, mas parece que na Corte também eles têm o opção preferencial pelos ricos e o Poder.

Parodiando Collor, não deixem Minas só!

Abaixo seguem links – obtidos sem busca – dos últimos acontecimentos.



Minas Sem Censura denuncia prisão de jornalista

Advogados de jornalista preso estão impedidos de ter acesso ao processo

Rogério Correia: Prisão em MG é para proteger Azeredo, Pimenta e Aécio

Cresce o repúdio à censura em Minas Gerais

O CNJ vai aceitar a “democracia” mineira? Jornalista preso porescrever e advogado sem acesso ao processo.

Rogério Correia: Médicos dizem que preso em MG corre risco de vida

A prisão do dono do ‘Novo Jornal’

Minas Sem Censura: Jornalista sob pressão para assinar falsa acusaçãocontra líderes da oposição a Aécio Neves