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segunda-feira, 21 de setembro de 2020

Editorial: A Economia, a Inflação e a Histeria Midiática

A Economia, a Inflação e a Histeria Midiática

Fiquei sabendo, através de um parente, que foi moda, em torno das décadas de 1950 a 1970, o suicídio de moças que foram perdidas.

Era comum em um prédio do centro de Belo Horizonte. Então a mídia da época fez um acordo para não divulgar suicídios. E parece que tem sido assim até hoje.

Da mesma maneira, evitamos falar da economia em tempos de pandemia. Evitamos discorrer sobre o óbvio. Vira redundância.

Os efeitos da pandemia sobre o sistema econômico são devastadores e o que virá depois não é o novo normal, mas sim um novo anormal!

O raciocínio preambular vale também para a escalada de preços, principalmente, nos produtos alimentícios. As causas são muitas e se deve, com certeza, pela inépcia ou ideologia ultraliberal do governo: deixa correr solto!

É papel da mídia noticiar e notícia boa não vende… Mas ficar em histeria repetitiva, só estimula ainda mais os agentes econômicos, a remarcarem seus preços e disparando a inflação, de terrível memória!

21/09/2020 REFAZENDA2010

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Carta Maior [Saul Leblon]-> A crise se agrava: a hora do Brasil e a da mídia

Não se sabe qual o meio, ou a melhor maneira, o que não dá é para se ver um massacre midiático, sórdido e mentiroso, diariamente, e o Poder Central não reagir, ou não reagir à altura.

Carta Maior [Saul Leblon]->  A crise se agrava: a hora do Brasil e a da mídia

Urge rediscutir as bases desenvolvimento brasileiro e isso não se faz com um sistema emissor que interdita o debate e veta soluções.

por: Saul Leblon

Os interesses entrincheirados no bunker conservador urram, salivam e rosnam. Mas chegou a hora.

A hora do Brasil e a da mídia.

São ponteiros indissociáveis de um mesmo relógio histórico.

A crise mundial se espraia e se agrava.

A guerra do petróleo entre economias desesperadas é o novo front da desordem neoliberal.

Bombardeia-se o inimigo com volumes adicionais de óleo despejados no mercado.

O empoçamento da oferta diante de uma demanda exaurida por sete anos de crise sistêmica da ordem capitalista derruba as cotações.

Do petróleo e de tudo o que estiver pela frente.

Economias exportadoras de matérias-primas se comprimem e se dilaceram.

Ganha a guerra quem resistir ao preço mais baixo: Opep, xisto norte-americano, petróleo russo, barril bolivariano, pré-sal brasileiro...

Quem sobreviverá?

Ninguém sabe. Há interações econômicas e políticas específicas dentro de cada barril.

A estrutura de preço reflete estágios tecnológicos, escalas de reservas, mas também estruturas de poder e conflitos de interesse.

No Brasil, o barril do pré-sal embute a eficiência tecnológica da Petrobras, de um lado.

De outro, espelha a ordem unida de um conservadorismo determinado a usar o pé de cabra do combate à corrupção para implodir a regulação soberana dessas reservas.

Os black-blocs anti-estatal agem como se não houvesse amanhã.

A ordem é queimar tudo.

O país precisa rediscutir as bases do seu desenvolvimento, para que a sociedade possa repactuar o passo seguinte de sua história e preservar seus trunfos da sanha demolidora e cega.

Isso não se faz com um sistema emissor que interdita o debate e veta antecipadamente as ideias, lideranças e políticas que afrontam os interesses por ele representados.

A crispação do discernimento social, fomentada pela infusão cotidiana de intolerância e incerteza, semeia o fatalismo e a rendição. Embota consciência crítica. Ofusca o esclarecimento argumentativo.

Insufla a prostração da sociedade na construção do seu destino.

O conjunto enrijece a encruzilhada econômica brasileira.

O dispositivo midiático chantageia e entorpece ao mesmo tempo e com igual intensidade.

Desenha o dragão do caos e vende a fraude de que as tesouras criteriosas de Joaquim Levy cuidarão de domá-lo.

O piloto proficiente cuidará de aliviar a carga da aeronave brasileira, garantindo a travessia da turbulência sem renunciar à rota feita de ajuste fiscal, juros siderais, fim dos incentivos anticíclicos, do crédito subsidiado etc etc etc.

Em caso de despressurização, mantenham-se calmos, com os cintos afivelados.

Máscaras de oxigênio não cairão a sua frente...

Boa viagem!

Antes que os contatos com a torre sejam interrompidos, é recomendável avaliar o custo/benefício dos mapas de voo em litígio num mundo em conflagrada gincana para o imponderável.

É nessa intersecção da disputa política e econômica que avulta a importância inexcedível das relações entre mídia e democracia, mídia e oligopólio, mídia e soberania, mídia e repactuação do desenvolvimento brasileiro.

São temas que se entrelaçam e se reconfiguram.

O Brasil não atravessará o Rubicão que se avizinha sem perdas e danos.

Terá que eleger prioridades, prazos, salvaguardas, concessões e metas a preservar.

Quem decidirá a rota e ajustará o percurso a cada solavanco?

Uma ampla repactuação democrática do modelo de desenvolvimento?
Ou as oficinas Levy e Associados?

A opção democrática, à altura da crise em curso, inclui como requisito o arejamento regulatório do ambiente midiático.

A urgente reordenação desse poder que rejeita qualquer contrapeso – ao contrário de todos os demais --  assenta-se em uma premissa adicionada de urgência inquestionável pela crise.

Uma verdadeira democracia não pode existir sem diversidade e pluralidade de informação.

O país não avançará nas transformações econômicas e sociais requeridas pela desordem neoliberal se não capacitar o discernimento político, entre outros, de mais de 60 milhões de homens e mulheres que saíram da pobreza ou ascenderam na pirâmide da renda e agora aspiram à plena cidadania.

A preservação do atual poder de veto que a emissão conservadora acumulou ao longo da história tornou-se um dos mais sérios gargalos ao passo seguinte do desenvolvimento brasileiro.

Leia tudo.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Outras Palavras: O futuro do Uruguai, após Mujica

Quebrou paradigmas. Que bom!

Outras Palavras: O futuro do Uruguai, após Mujica

Que esperar do sucessor, Tabaré Vazquez. O salto político e cultural, em dez anos de Frente Ampla. A importância da nova Lei de Mídia

Por Thiago Domenici, no Retrato do Brasil

 

02/12/2014


Mujica, senador mais votado numa vitória histórica da Frente Ampla: “Não sirvo para velho aposentado, acariciando lembranças. Ainda restam muitas injustiças. E vou seguir lutando por isso, porque o prêmio não está no final, mas no caminho”
                 Mujica, senador mais votado numa vitória histórica da Frente   Ampla:       “Não sirvo para velho aposentado, acariciando lembranças. Ainda restam muitas injustiças”

O médico oncologista Tabaré Vázquez, 74 anos, voltará a comandar o Uruguai a partir de março do ano que vem em substituição ao atual presidente, José Mujica, 79 anos, ambos da mesma coligação de esquerda, Frente Ampla (FA). Vázquez venceu o segundo turno das eleições no último final de semana com 56,6% dos votos. Seu adversário, Luis Lacalle Pou, 41 anos, do conservador Partido Nacional (PN), obteve 43,4%. Com a vitória, os frenteamplistas garantem o terceiro mandado seguido da coligação, que iniciou seu ciclo de poder com o próprio Vázquez, em 2005. No Uruguai, o mandato dura cinco anos e não há reeleição.

Como nas duas primeiras legislaturas da FA (2005–2015), Vásquez desfrutará de maioria parlamentar – a coalizão de esquerda terá nos próximos cinco anos 50 dos 99 deputados e 15 dos 30 senadores. Durante sua campanha, Vázquez tranquilizou empresários e o mercado. Afirmou que, se ganhasse, continuaria com a atual política econômica, a mesma desenvolvida durante sua presidência, com o atual vice-presidente de Mujica, Danilo Astori, novamente como ministro da Economia. Vázquez é visto por muitos como um socialista light e “amigável com os mercados”.

Como proposta eleitoral, ele apresentou uma agenda de dez pontos. Entre eles, prometeu baixar os impostos e investir em educação e tecnologia. Entre suas prioridades está também o controle da inflação, que ao fim de 2013 estava em 8,6%. Além disso, prometeu reformas nas políticas educacionais e de segurança pública, os dois temas que mais preocupam os cidadãos uruguaios ultimamente. Durante o primeiro turno eleitoral, os uruguaios votaram em um plebiscito sobre a redução da maioridade penal. Ao longo da campanha, pesquisas chegaram a indicar que a opção pela manutenção dos 18 anos como idade inicial para a responsabilidade penal perderia por mais de 20 pontos percentuais, mas a proposta de diminuição para 16 anos acabou rejeitada por 53% dos votantes.

Apesar do grande sucesso internacional do atual presidente José “Pepe” Mujica, internamente Vázquez é o político mais popular do Uruguai e a principal figura da esquerda no país. Consta em sua biografia que estudou medicina por influência de um câncer sofrido pela mãe (que também vitimou seu pai, uma irmã e um irmão).


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segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Correio do Brasil: Pluralidade dos meios de comunicação: urgência para a consolidação da jovem democracia brasileira

Correio da Manhã: Pluralidade dos meios de comunicação: urgência para a consolidação da jovem democracia brasileira

6/1/2013 14:03
Por Marilza de Melo Foucher - de Paris


A evolução da imprensa escrita, como vetor de informação para o grande público, será muito lenta, ela vai surgir num ambiente de censura e de controle de informação. Esta incrível fabrica de informação terá como marca registrada a liberação da palavra pública, por esta razão, ela será sempre associada aos principio democráticos.

A democracia surge para colocar o cidadão no centro do sistema político. Nesse sentido, a imprensa joga um papel fundamental na difusão das correntes de pensamentos e opinião, contribuindo, assim, para a livre confrontação de idéias. O aumento geral do nível de conhecimento nas democracias modernas foi vetor da promoção do pensamento crítico. O pluralismo contribui também para suscitar interrogações e ceticismo.

O avanço das tecnologias tem acrescentar na diversificação dos meios de comunicação. Tanto a imprensa escrita como a evolução de outros meios de comunicação representam a grande utopia de que podemos ser livre para pensar e opinar sobre a realidade. Ao dispor também do pluralismo, os indivíduos passam a usufruir de uma real liberdade na escolha dos meios de comunicação. Continue lendo.