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sexta-feira, 18 de dezembro de 2020

Opinião: Tecnologia e Complicação

Tecnologia e Complicação

Uma ferramenta que disponibiliza comunicação imediata a quase todos os cantos do mundo, também pode complicar. As pessoas ficam encasteladas em seus mundinhos e nem têm a gentileza de confirmar o recebimento de uma mensagem. E ainda, teclar nesses smartfones é coisa de masoquista. Como era bom realizar um simples telefonema. Aproprio aqui de uma expressão dos mais novos, é um cu, velho!...

18/12/2020 - REFAZENDA2010

domingo, 9 de agosto de 2020

Artigo - MANCINI: CELULAR SMARTPHONE, COISA DO CAPETA OU PÓS FUTURO*?

CELULAR SMARTPHONE, COISA DO CAPETA OU PÓS FUTURO*?



*Sim e Não,
sim para videofone,
não para carros voadores,
e por aí vai...₁




Arte by refazenda2010    figuras da web  -         Imagem 2 da web


















No tempo em que o celular falava — só falava —, precisava-se de muitos outros equipamentos. Calculadora, máquina fotográfica ou filmadora, lanterna, TV e rádio. O tempo andou mais um pouco e aí apareceu o celular de tela tátil que possibilitou o aparecimento do smartphone.

Em seguida apareceram os apps, os aplicativos, basicamente para celular. Tem de tudo que se possa imaginar, muito além de rádios, TVs, e música, online. Dois pequenos exemplos. Um barulho incomodava, falei: decibelímetro, na hora! Outra vez, sem acreditar a priori, disse: tradutor instantâneo, e veio, inclusive offline!

Não uso nem 5% dos recursos do smartphone. Nem o GPS. Minto, como velocímetro real e detector de radar, sim. Caso tenha que ir a algum lugar desconhecido, vou ao PC, chamo o Google Earth, localizo o caminho e tento memorizar. Não lembrando, simples, pergunta-se na rua. Tem que se fazer algum esforço mental.

Vamos voltar um pouco. Vi o computador falar em torno de 1985, em inglês, mas ouvir, aqui no Brasil, em 2011. O Google e o seu Android são quase perfeitos nisso.

E pensar que no começo de século o Google era só o motor de busca – que não é pouco – do Yahoo!, que hoje pertence a Microsoft. E o Google virou o dono do mundo, literalmente.

Há não muito tempo, um executivo de uma grande empresa de telefonia móvel lamuriava alguma coisa sobre a queda do tráfego de voz. Obviamente ele estava se referindo a um “aplicativo multiplataforma de mensagens instantâneas e chamada de voz”, cujo o maior exemplo é o WhatsApp. Contudo, há que se ter um bom sinal de internet e as telefônicas cobram caro.

Esse aplicativo conseguiu praticamente acabar com o DDD e o DDI, além de, naturalmente, as chamadas locais. Telefone fixo é para receber chamadas de robôs de telemarketing. Quase sempre!

Na pandemia do coronavírus de 2020, os apps comerciais (alegam que só fazem a ponte entre o vendedor e consumidor) entregam de tudo, principalmente refeições. Isso mostra o nível de desemprego do País. Com tantas pessoas precisando desse bico, a remuneração caiu vertiginosamente.



Miguel Paiva no Brasil247 0708/2020







































O mercado eletrônico também prospera e muito, de preferência via celular.
E são incontáveis outras atividades econômicas, jogos, utilitários, etc.

Esse brevíssimo apanhado e de memória demonstra que o smartphone é coisa do capeta, que acabou com indústrias e empregos!

Colocando a brincadeira de lado, a evolução tecnológica é assim mesmo, vai triturando todo o estabelecido, e nós consumidores gostamos!

De qualquer modo, ressuscitei a máquina de escrever do meu finado Pai e uma calculadora, já alimentada por luz (hoje, as gigantes células fotovoltaicas, para geração de energia elétrica, presente nos telhados das casas dos mais abastados). E ainda vou achar o meu telefone de disco.



Faltou falar da Inteligência Artificial, essa muito mais complicada, também embutida nos, digamos, capetinhas! Fica para outra ocasião.

Faltou também falar das Redes Sociais com atenção especial às suas Fake News. Mais do que um livro. Dá uma enciclopédia! Vovô, o que é enciclopédia?...

Belo Horizonte, 9 de agosto de 2020.


Otávio MANCINI Soares




1 Em torno dos anos 1970 acreditava-se que no ano 2000 teríamos carros voadores e videofone, por exemplo. Videofone já temos desde o Skype. Carros voadores, ainda não. O que ninguém previu foi o aparecimento da Internet, embora as experiências já vinham sedo feitas há muito tempo.