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segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Outras Palavras[Retrato do Brasil]: Cem anos de Lina Bo Bardi, arquiteta-antropóloga

Pode até ter nascido na Itália...

Outras Palavras[Retrato do Brasil]: Cem anos de Lina Bo Bardi, arquiteta-antropóloga

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Revolucionária nos projetos e engajada politicamente, ela acreditava numa arte-trabalho, distante do espetáculo, colada ao ser humano e à cultura

Por Marcos Grinspum Ferraz, no Retrato do Brasil, parceiro editorial de Outras Palavras

Lina Bo Bardi, nascida em Roma, na Itália, em dezembro de 1914, não só escolheu o Brasil como pátria, como foi apaixonada por este país, suas paisagens e culturas. Como ela mesma escreveu: 
“Naturalizei-me brasileira. Quando a gente nasce, não escolhe nada, nasce por acaso. Eu não nasci aqui, escolhi este lugar para viver. Por isso, o Brasil é meu país duas vezes, e eu me sinto cidadã de todas as cidades, desde o Cariri ao Triângulo Mineiro, às cidades do interior e da fronteira”. Mas, se a arquiteta escolheu o Brasil com tamanha convicção, o Brasil não parece tê-la aceitado, ou compreendido, do mesmo modo. Hoje celebrada como um dos maiores nomes da arquitetura mundial da segunda metade do século XX, sendo tema de exposições, livros, artigos de jornais e estudos acadêmicos, Lina não teve o mesmo reconhecimento em vida.

Na verdade, de 1946, quando desembarcou no Brasil, até sua morte, em 1992, a arquiteta enfrentou uma série de dificuldades na carreira, passou por longos períodos de ostracismo e deixou, ao todo, não mais de dez obras construídas. Entre elas estão algumas das mais notáveis edificações do Brasil moderno, como o Museu de Arte de São Paulo (Masp), o Sesc Pompeia (ambos na capital paulista) e o restaurado Solar do Unhão (em Salvador), mas poderia ter deixado mais. E, se é difícil explicar com precisão os motivos de tantas adversidades – que passam pelos fatos mais óbvios de ser mulher em uma sociedade machista, ser “estrangeira” em tempos de nacionalismo ou, ainda, ser casada com um sujeito polêmico, como Pietro Maria Bardi –, há algo notável sobre a arquiteta que se relaciona à maioria de seus fracassos e sucessos: Lina não seguiu padrões, modelos prontos e modismos, nunca escolheu os caminhos fáceis e não hesitou em experimentar, subverter e ir contra os discursos hegemônicos na política ou na cultura. Sem se enquadrar – mesmo dentro do modernismo ou da esquerda –, ela fez da arquitetura sua arma para a transformação do mundo em um lugar mais igualitário e “humano”. Incomodou e por isso pagou preços, mas deixou, ao fim, um valioso legado para a arquitetura e para o País.

Leia tudo.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Redação do REFAZENDA2010-blog: Exclusivo - O que restou conservado na rua Itapecerica, Lagoinha, BH!

Dando continuidade a nossa série de microrreportagens sobre as casas de BH, hoje na quarta edição, alguns exemplos de imóveis conservados  e outros, não tão difíceis  de se recuperar, à rua Itapecerica, bairro Lagoinha em BH.

Fotos exclusivas do REFAZENDA2010-blog em 06/05/2012

terça-feira, 8 de maio de 2012

Redação do REFAZENDA2010-blog: Exclusivo - Mais casas de BH. O contraste do novo e do antigo!

Na terceira microrreportagem da série, hoje apresentamos mais casas antigas e ainda duas edificações modernas em BH! No bairro da Serra, à rua Aguapeí deparamos com o contraste do antigo e do novo. Já na rua Itapecerica, não mais nos bons tempos do bairro Lagoinha, vimos a destruição. Mas lá, nem tudo está perdido.  E para finalizar, a beleza de um prédio escondido na avenida Augusto de Lima, entre Rio de Janeiro e São Paulo. Confira mais amanhã!

O Antigo...
...e em frente, o novo!
Na rua Itapecerica o patrimônio que se vai...
Fotos Exclusivas REFAZENDA2010-blog em 06/05/2012

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Redação do REFAZENDA2010-blog: Exclusivo - A especulação imobiliária no bairro da Serra em BH!

Na rua Monte Alegre, bairro Serra, nos deparamos com cinco lotes e quatro casas em demolição. Em uma rua estreita e em bairro já bastante adensado, fica difícil imaginar como a infraestrutura urbana poderá comportar tantos novos moradores. A arquitetura das casas talvez importe menos, à exceção da casa em pó londrino ou talvez a da casa rosa. A verdade é que a cidade já não comporta tantas novas edificações! E a memória se vai...

Fotos exclusivas REFAZENDA2010-blog em 06/05/2012
Amanhã, 08/05, mais casas de BH!

domingo, 6 de maio de 2012

Redação do REFAZENDA2010-blog: Exclusivo - A destruição do patrimônio particular tombado de BH!

Talvez estas três casas não se encontrem tombadas, mas tudo indica que sim, pois se não, não existiriam mais e há muito tempo! Não é necessário conhecer a lei para constatar o abandono e a consequente destruição do patrimônio tombado, de propriedade particular, em BH. Parece que um eventual incentivo concedido pelo poder público não serve para estimular de maneira adequada os proprietários. Nesta nossa série, que se inicia hoje, mostramos três casas na avenida Barbacena no bairro Barro Preto. A primeira em estado razoável, as duas outras, em estado deplorável. Certamente a intenção é deixar o tempo cuidar daquilo que a lei não permite fazer, ou seja, destruir para se especular algum espigão depois... (Clique em cima das fotos maiores!)


Sequência das casas na Barbacena REFAZENDA2010-blog 06/05/2012
Fotos exclusivas REFAZENDA2010-blog 06/05/2012
A útima, toltalmente pichada REFAZENDA2010-blog 06/05/2012

Amanhã, segunda, 7 de maio: A especulação imobiliária avança pelo bairro da Serra.