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quarta-feira, 21 de março de 2012

Videos REFAZENDA2010-blog: rapper Criolo sambista

O rapper Criolo em uma nova fase, agora sambista, melhor dizendo, mais multi fases.(Posts relacionados)
Bom dia!

Criolo interpreta música inédita "Gelo no Inferno"


Criolo interpreta "Bogotá", do álbum "Nó na Orelha"
Citação da matéria original da Folha, por Marcus Preto: "Com 20 anos de atuação no universo do hip hop, Criolo --então Criolo Doido-- decidiu que chegara a hora de parar. Reuniu algumas canções que havia composto --com influências do samba, do brega, do soul e, claro, do rap-- e, no ano passado, gravou "Nó na Orelha.

Aquele que seria um álbum de despedida acabou por se tornar seu renascimento. Produzido por Daniel Ganjaman e Marcelo Cabral, o trabalho ganhou o público de imediato mesmo antes de ser lançado. Bastou a faixa "Não Existe Amor em SP" ser disponibilizada na internet que o boca-a-boca fez o serviço.

Em menos de seis meses, Criolo se tornou o artista mais falado --e ouvido-- da nova geração nesse começo de década. Ganhou respaldo de medalhões da MPB, como Chico Buarque e Caetano Veloso, e está com a agenda abarrotada de shows pelo país.

Aqui, Criolo mostra o futuro: canções inéditas ou que nunca gravou e que poderão estar em seu próximo disco, além de "Bogotá" e "Linha de Frente", do celebrado álbum "Nó na Orelha".

Parar de cantar já não é mais uma possibilidade." Continue lendo.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Carta Capital: A sabedoria do boêmio

Zoólogo no Samba, ou samba no zoólogo?

Samba

A sabedoria do boêmio

Por Ana Ferraz

Noite dessas, Paulo Vanzolini sonhou com uma poesia de Olavo Bilac que decorou quando ainda era rapazote. Os versos, que são muitos, vieram por inteiro. Aos 88 anos, o autor de composições que atravessaram gerações sem perder a força, como Ronda e Homem de Moral, conserva a prodigiosa memória e se mantém imperturbável diante da fama.

Foto: Gustavo Lourenção
Vanzolini e Adorinan Barbosa, o "amigo de muitas cachacinhas" que hoje ele "visita" no Mercadão 

Considerado por muitos o embaixador do samba de São Paulo, ele agradece o epíteto. “Não é verdade, mas eu gosto”, diz, sorriso nos lábios. Acomodado numa poltrona de couro na modesta casa do Cambuci, “bairro cheio de bares ótimos”, o homem culto que cresceu rodeado de livros e se tornou zoólogo de reputação internacional põe em perspectiva a criação de uma vida, 70 composições e 155 trabalhos científicos. “Que glória é essa, meu Deus”, questiona, num lapso, o declarado ateu, bisneto de anarquista. “É uma glória muito humilde. Não tenho motivos para ser vaidoso.” Continue lendo.