8 de fevereiro de 2015

Rede Brasil Atual: Seis anos após início da crise, economia mundial segue fragilizada

Rede Brasil Atual: Seis anos após início da crise, economia mundial segue fragilizada

Consequências sociais não deixaram de se manifestar, como o aprofundamento das desigualdades entre pobres e ricos, pobreza, desemprego e redução da qualidade de vida, inclusive da classe média

 
por Marcio Pochmann

A crise de dimensão global instalada a partir de 2008 nos países capitalistas avançados terminou por rebaixar a capacidade de crescimento do conjunto das economias no mundo. E, com isso, as consequências sociais não deixaram de se manifestar, como o aprofundamento das desigualdades entre pobres e ricos, pobreza, desemprego e redução da qualidade de vida, inclusive da classe média.

O mundo se prepara para algo inédito. Segundo estimativas existentes, possivelmente o conjunto de pessoas que compreendem o 1% mais rico do mundo deverá deter mais riqueza que a soma dos 99% da população do planeta.

Se comparar os períodos anterior (2000-2008) e posterior (2009-2014) à crise de dimensão global de 2008, percebe-se claramente como houve queda importante no patamar de expansão das economias no mundo. No período pré-crise, por exemplo, a economia mundial crescia 4,1% como média anual, ao passo que no período posterior à crise reduziu para 2,9% ao ano, em média. Com isso, a taxa média de crescimento no período após o ano de 2008 passou a ser cerca de 70% do que vinha registrando até a crise.

Nos países ricos, o retrocesso no ritmo de expansão apresenta-se ainda mais evidente. A partir de 2009, o ritmo médio de expansão anual do conjunto de países representados pelos Estados Unidos, Japão e da União Europeia passou a ser de apenas 38% do observado na fase anterior à crise de dimensão global.

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